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quarta-feira, 9 de abril de 2014

FONTE BENÉMOLA / QUERENÇA / ALGARVE



Fonte Benémola ocupa uma área de 392 hectares, entre as freguesias de Querença e Tôr do concelho de Loulé, pertencendo ao Barrocal algarvio. A riqueza do local provém da água que corre todo o ano na ribeira de Menalva. Estudos biológicos, atestam que a ribeira é a fonte de vida do ecossistema local, o qual alberga 300 espécies de flora e 100 espécies de aves identificadas.
Entre as espécies arbóreas e arbustivas identificam-se espécies pouco comuns em outros locais do Barrocal algarvio, sendo exemplo os choupos, freixos, loendros, salgueiros, silvados e canaviais. Juntando a tudo isto, como se de uma receita de culinária se tratasse, o local  é temperado pelos cheiros típicos do Algarve, provenientes do alecrim e do rosmaninho.
Sendo albergue de várias espécies de aves, a Fonte Benémola é um local importante na anilhagem de aves, para estudo da interação entre as aves residentes e as migratórias. De todas as espécies, as mais observadas são os guarda-rios, os papa-figos, as garças e os rouxinóis No entanto, o animal de destaque é a lontra, da qual existem vestígios ao longo da ribeira, mas sendo a sua atividade noctívaga a observação é difícil
Em 24 de julho de 2008, foi publicado em Decreto-Lei a atribuição do título Paisagem Protegida ao local de Fonte Benémola. Esta atribuição visa a preservação do ecossistema e assegura a sua gestão sustentável pela Câmara Municipal de Loulé, em parceria com outras entidades, contrariando futuras pressões urbanísticas e controlando a poluição do curso de água.

Uma visita à Fonte Benémola faz-se por um caminho pedestre de 4,5 quilómetros, a partir da Estrada Municipal 524 nas direção de Querença, demarcado e ladeado por Azinheiras e Medronheiros, onde se pode sentir os aromas dos campos, visualizar a típica paisagem rochosa do barrocal e saborear um ou outro medronho, que se vá colhendo. Junto à ribeira existe uma zona de merendas, onde o visitante pode descansar à sombra da árvores, escutar o chilrear dos pássaros e do curso da água, libertando a mente de problemas.

Dica - 10.4.2014 - Marco Pedro

quinta-feira, 3 de abril de 2014

ZEBRAS TEM RISCAS PARA BARALHAR INSETOS

As riscas das zebras tornaram-nas inconfundíveis, como o seu toque de alegria nas paisagens secas das savanas de África. Mas, para os cientistas, a função das riscas das zebras tem sido, sobretudo, fonte de perguntas e de especulações. Vários estudos e repetivos autores já tinham avançado a hipótese sensata de que elas teriam algum papel de camuflagem e de proteção contra predadores, mas mais recentemente experiências no terreno mostraram que as riscas eram importantes para afastar insetos. Agora uma equipa de investigadores voltou à questão e diz que a tese do repelente dos mosquitos é aquela que se confirma.
Para chegar a esta conclusão, que publicou agora na   revista "Nature Communications", uma equipa de biólogos coordenada por Tim Caro, da Universidade da Califórnia, analisou a distribuição regional dos equídeos já extintos e existentes e comparou os resultados dessas distribuições com as hipóteses explicativas para a existência de riscas na pelagem, de espécies como as zebras.

O resultado é este: a distribuição das espécies com riscas abarca as mesmas regiões onde os insetos que atacam os equídeos se encontram ativos.
"Fiquei surpreendido com os resultados", admitiu Tim Caro, citado num comunicado da sua universidade, sublinhando que "foi possível comprovar de forma sistemática a existência de mais espécies com riscas nas zonas do mundo onde os mosquitos são mais agressivos".
No estudo, os biólogos mapearam a distribuição de vários parâmetros relacionados com as diferentes teorias explicativas para as riscas, incluindo a da camuflagem, a da necessidade de confundir visualmente os predadores, a que propõe um papel de controlo da temperatura do corpo e ainda a que atribui uma função social às riscas.
Foram por isso avaliadas as distribuições geográficas dos grandes predadores dos equídeos, das temperaturas e de várias espécies de insetos que atacam estes herbívoros, incluindo as da família Tabanidae e as moscas tsé-tsé. Depois foi só fazer comparações e sobrepor os diferentes mapas.
Enquanto a distribuição das moscas tsé-tsé já era conhecida, a dos Tabanidae não, e por isso os investigadores tiveram de fazer essa análise, na qual identificaram também as zonas ideais para a sua reprodução, comprovando assim a coincidência geográfica.
Confirmada a ligação aos insetos, que um grupo de investigadores húngaros e suecos já havia testado com êxito, em fevereiro de 2012, em experiências com modelos de cavalos de diferentes pelagens , restava, no entanto, uma questão intrigante: por que não evoluíram então todos os equídeos para uma pelagem às riscas, para se protegerem contra os insetos?
O grupo de Tim Caro foi à procura da resposta e encontrou-a num facto muito simples. É que, ao contrário de todas as outras espécies de equídeos com as quais partilham o habitat, as zebras têm a particularidade de possuir um pelo muito curto, o que a
Para Tim Caro, solucionar o mistério foi uma satisfação, mas há algo mais. "Resolver um enigma evolutivo aumenta o nosso conhecimento da natureza, mas além disso potencia o nosso empenho para o conservar", conclui o biólogo.

DN - 3.4.2014-

sábado, 29 de março de 2014

FERROVIA DOS ELÉTRICOS DE SINTRA FAZ AMANHÃ (30.03.2014) 110 ANOS


A linha do elétrico de Sintra, que liga a serra ao mar, assinala amanhã o centésimo décimo aniversário. O percurso desde vila até à praia das Maçãs, ao longo de uma ferrovia de 12 quilómetros, é um dos ex-líbris desta vila Património Mundial. Remonta ao dia 30 de março de 1904 a concretização de um sonho de várias décadas e, durante muito tempo, este foi o único sistema de transporte de passeio e público de Sintra até à praia das Maçãs, passando pelas localidades de Colares, Mucifal e Galamares. Nessa altura, recorda-se, um bilhete custava 200 réis. São várias as etapas emblemáticas: em 1924, a ligação às Caves do Visconde de Salreu ocorreu a pedido deste; a 31 de janeiro de 1930, foi inaugurado o prolongamento da praia das Maçãs até às Azenhas do Mar (1915 metros), por iniciativa dos moradores daquela localidade, com destaque para o banqueiro José Henriques Totta. Este troço funcionou entre 1930 e 1954. O elétrico é, aliás, um dos símbolos da vila de Sintra que a UNESCO reconheceu como Património Cultural.

DN -29.03.2014-

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

BOMBONS "CASAM" BOLOTA COM CHOCOLATE


A bolota, que outrora "matou" a fome no Alentejo, é pouco utilizada hoje em dia na alimentação, mas está na base de uma receita de bombons de chocolate comercializados por uma empresa de Arraiolos, no Alentejo.
O Moinho de Pisões foi criado há cerca de seis meses para se dedicar à produção e venda de ervas aromáticas e de plantas alimentares, mas a abundância de bolota na propriedade fez Teresa Barrocas alterar os planos.
"Estamos num montado de sobro e azinho e temos imensa bolota, pelo que pareceu-me interessante apostar neste produto, antes de mais porque tem proteínas, previne o cancro, faz bem à saúde e é recomendado para a alimentação", afirma a empresária. Teresa Barrocas conta que ainda experimentou confecionar outros produtos, mas não obtiveram o sucesso desejado. Não desistiu e arriscou, ao "casar" a bolota com o chocolate negro e de leite.

"Este bombon é muito simples, mas, daquilo que foi descrito pelas pessoas que provaram, tem um toque refinado", realça, mostrando-se radiante com o êxito das vendas.
A empresária, e agora pasteleira, desvenda que "a bolota é partida ao meio, longitudinalmente, para se fazer a sua seleção, é cozida ao vapor e triturada", sendo depois utilizada a sua farinha para o recheio de bombom.
"O recheio leva água, açúcar, chocolate negro e farinha de bolota e a cobertura é de chocolate de leite ou de chocolate negro", acrescenta.

Em "cima da mesa", adianta, "está a possibilidade de desenvolver novos produtos com a bolota, possivelmente bolachas, em que se relaciona novamente com o chocolate".
"A bolota tem muito pouca utilização na alimentação humana", mas "tem utilidade na alimentação animal", refere Teresa Barrocas, defendendo que o produto deveria ser mais explorado porque existe em quantidade e qualidade em Portugal.
Além dos bombons, o Moinho de Pisões comercializa ervas aromáticas, certificadas biologicamente, em sacos de pano, como segurelha e lúcia-lima, entre outras.

DN - 28 .2.2014 -







domingo, 2 de fevereiro de 2014

TARTARUGAS VERDES SÃO EXTERMINADAS PELA PESCA

Alerta: Carne das tartarugas é vendida a 72 cêntimos cada quilo em mercados clandestinos noturnos, violando as leis em vigor.


Várias tartarugas verdes, uma espécie marinha em vias de extinção, estão a ser exterminadas por pescadores em ilhas a norte de Moçambique. A sua carne é vendida à noite no mercado clandestino para consumo, denunciou o ambientalista moçambicano Carlos Serra. Carlos Serra disse que os casos mais alarmantes estão a ocorrer na ilha de Moçambique e num conjunto de ilhas à volta, que descreveu como "pontos ecológicos muito atrativos onde as tartarugas nidificam".
"Os pescadores usam a rede mosquiteira para as caçar. O que está a acontecer é uma autêntica chacina da tartaruga, cuja carne é muito apetecida. A carne chega durante a noite e entra no circuito de venda de forma clandestina a preço de 30 meticais/quilo" (72 cêntimos), disse Carlos Serra.
As tartarugas marinhas, que podem viver cem anos, são animais protegidos devido a sua importância no estudo da longevidade dos vertebrados, pois sendo animais de ciclo de vida longo, elas são usadas como modelo de investigação para se perceber como os animais superiores evoluíram para estarem aptos a suportar diferentes condições ambientais.
Algumas tartarugas "são exterminadas antes de pôr ovos. É assustador o que acontece. São muitas (as que foram mortas)", considerou Carlos Serra, que publicou nas redes sociais dois vídeos onde se podem ver carcaças de inúmeras tartarugas verdes abatidas nos últimos dias.

DN -2.2.2014-

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

MEGAICEBERGUES AMEAÇAM PINGUINS

As mudanças nas condições climáticas normais, combinadas com o aumento de eventos extremos, podem dificultar a sobrevivência dos pinguins e até atrapalhar a capacidade de prever como vai ser o seu futuro. Os pinguins da Antártida são dependentes do gelo no mar como um habitat de forrageio (recolha de alimento), e a sua sobrevivência depende da capacidade de resposta às mudanças de curo e longo prazo do gelo no mar, conclui uma investigação publicada na PLoS Onee coordenada por Amélie Lescroël do Centro d'Ecologie Fonctionelle et Evolutive (CNRS), em França.
Durante 13 anos, os investigadores recolheram dados sobre acapacidade de forrageamento dos pinguins-de-adélia na ilha de Ross, na Antártida. A meio do estudo, o  desprendimento de icebergues gigantes permitiu-lhes determinar  como é que eventos ambientais extremos afetam estes pinguins.


As conclusões sugerem que estes animais são capazes de responder às mudanças "normais" de concentração de gelo,mas não aos eventos extremos, como a a presença de icebergues gigantes. Os pinguins-de-adélia foram bem-sucedidos a encontrar comida em concentrações relativamente baixas de gelo e aparentam ser capazes de lidar com a redução futura de concentração de gelo no verão. Já os icebergues gigantes reduziram o acesso dos pinguins à apresas .Estes resultados sugerem que um aumento de eventos ambientais extremos pode perturbar a capacidade dos pinguins para responder a mudanças no ambiente.
Segunda Amélie Lescroël, "os pinguins-de-adélia podem lidar com menos gelo marinho nos seus locais de reprodução de verão. No entanto, os eventos extremos, como o aparecimento de icebergues gigantes, podem modificar drasticamente a relação entre os pinguins-de-adélia e gelo no mar. Se os episódios extremos aumentam, vai ser difícil prever como os pinguins vão  contornar as futuras mudanças de gelo na mar".

DN 30.01.2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

EUSÉBIO 1942 - 2014

Morreu hoje um dos maiores símbolos de Portugal.
Nascido a 25 de Janeiro de 1942 na então Lourenço Marques, hoje Maputo, Eusébio tornou-se o maior símbolo do futebol português. Vindo de Moçambique, depois de ter jogado no Sporting de Lourenço Marques, chegou ao clube de Lisboa no Inverno de 1960. Foi nessa década que o “Pantera Negra” mais brilhou nos relvados, no Benfica e ao serviço da selecção de Portugal, no Mundial de 1966, onde foi o melhor marcador.

domingo, 29 de dezembro de 2013

COGUMELO GIGANTE NASCE NA CAPITAL DO MÍSCARO


Parece uma flor, até nasceu num jardim, mas não é uma flor. É um cogumelo e está na chamada capital do míscaro, Sátão (distrito de Viseu), como que a fazer jus a este epíteto. O cogumelo tem 45 cm de diâmetro e 20 cm de altura e foi encontrado num jardim da freguesia de Águas Boas e Fortes. O tamanho não é comum e, por isso, "tem chamado a atenção dos que o têm visto", refere a autarquia em comunicado. 
"O fenómeno comprova uma vez mais que os solos do concelho de Sátão são propícios ao aparecimento de cogumelos, o que comprova o estatuto de capital do míscaro", sublinha o texto. Todos os anos, em novembro, a Câmara de Sátão organiza a feira do Míscaro. Durante um dia, o míscaro é rei e tudo se organiza em torno da prova desta iguaria que encontra na zona terreno fértil para crescer. A autarquia tem ainda disponível todo o ano o percurso pedestre Rota do Míscaro. Trata.se de um roteiro de pequena rota (18 quilómetros), circular, com início e fim no Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, em Rãs.

DN -28.12.2013-

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA - 1918 - 2013


Nelson Rolihlahla Mandela foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhou o Prémio Nobel da Paz em 1993, 
e é o Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
África e o mundo perderam um grande homem.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

SEMENTES VALEM PRÉMIO CONTRA ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS



Um projeto português, pioneiro na revitalização de solos e melhoria da qualidade das pastagens, foi distinguido pela Comissão Europeia como a melhor solução contra as alterações climáticas. A distinção decorreu no âmbito do concurso "Um mundo que me agrada", no qual a iniciativa "Pastagens Semeadas Biodiversas", promovida pela empresa Terraprima, está implementada em Portugal já em cerca de 50 mil hectares.
Tiago Domingos, coordenador do projeto da Terraprima, explica  que "este sistema de pastagens biodiversas inclui vários tipos de espécies", permitindo assim ter sementes que possam crescer em anos mais quentes, outras em anos mais frios, ou mais secos ou mais húmidos. Ou seja, na prática, semeando várias espécies há sempre garantia de que alguma irá sobreviver e, assim, fornecer pastagens para os animais.
Simultaneamente, explica Tiago Domingos, a maior parte das sementes usadas são leguminosas, o que contribui também para a menor necessidade de usar adubação com azoto na fertilização dos terrenos. "Estas plantas capturam mais azoto atmosférico e libertam mais oxigénio", o que, simultaneamente, contribui ainda para que os solos disponham de maior matéria orgânica.
De acordo com o responsável por este projeto, já implementado em cerca de 50 mil hectares em Portugal. tem várias  vantagens. Além de contribuir para uma maior captura de azoto liberta menos dióxido de carbono para a atmosfera e permite ainda ter mais pastagens para os animais, além de ajudar a revitalizar os solos esgotados de minerais por décadas de plantações sucessivas da mesma espécie de pordutos.  "Um dos efeitos positivos da plantação biodiversa é que nos primeiros dez anos a matéria orgânica dos solos aumenta de 1% par 3%", frisa   este responsável da Terraprima.
Atualmente o projeto está a ser aplicado por cerca de mil agricultores em cerca de 50 mil hectares. "80% do projeto  decorre no Alentejo, 10% ma beira Baixa e 10% no Ribatejo", adianta Tiago Domingos. As áreas de montado são aquelas onde há maior incidência do projeto.



DN 26.11.2013

domingo, 24 de novembro de 2013

MAIOR E MAIS ANTIGA ADEGA DESCOBERTA NO MÉDIO ORIENTE

Quatro centenas de grandes vasilhames com 3700 anos foram encontrados no sítio arqueológico de Tel Kabri, no norte de Israel.

Nas ruínas de um palácio cananeu, no sítio de Tel Kabri, em, Israel, uma equipa de arqueólogos israelitas e americanos descobriu o que classificou como a mais antiga e, também, a maior adega até hoje encontrada no Médio Oriente. Os 40 vasilhames foram encontrados no que era um pequeno armazém, situado junto à grande sala de refeições do palácio.
Uma análise aos resíduos contidos nos vasilhames, revelou que eles serviram para guardar vinho. Ao todo, aqueles 40 vasilhames tinham capacidade para dois mil litros. O vinho era doce e tinha um travo a canela, hortelã e zimbro, revelaram as análises.


DN 23.11.2013

sábado, 2 de novembro de 2013

TESTE AO VIH CHEGA AOS CENTROS DE SAÚDE

Num ano de trabalho e com 40 mil euro, António Diniz, diretor do Programa Nacional para a Infeção por VIH/sida conseguiu o que até agora não tinha sido feito: introduzir o teste ao vírus da sida nos centros de saúde. Até ao final do ano, haverá capacidade para fazer 25 mil testes rápidos, prescritos pelo médico de família, num vulgar exame de rotina. "O objetivo é que que o médico quer o utente encarem com a mesma naturalidade um teste à diabetes e um teste à sida. O que é preciso é reduzir o estigma", avança António Diniz. Portugal tem uma das mais elevadas taxas de infeção da Europa. Estima-se que existem de 70 mil infetados na país mas apenas 30 mil estão em tratamento. "Estar infetado é mau, mas não saber ainda é pior. Só aumentando a taxa de diagnóstico poderemos travar a infeção", alerta aquele médico pneumologista. Os testes, que custam 1,5 euro e cujo resultado é conhecido no momento, chegarão, primeiro, às regiões onde a prevalência da doença é maior,como o Algarve, Grande Lisboa, Setúbal e Porto, para logo se estenderem ao resto do país. "E já tenho orçamento garantido para o próximo ano", assegura António Diniz.


Visão Nº 1078

domingo, 29 de setembro de 2013

NOVAS ESPÉCIES DESCOBERTAS NA MATA DO BUÇACO

O morcego-de-ferradura-mediterrânico é uma das espécies mais ameaçadas entre estes mamíferos voadores. Estima-se que em Portugal não existem mais de 1000 animais na natureza, mas os biólogos da Universidade de Aveiro descobriram um novo habitat. "A espécie foi identificada na Mata do Buçaco, através de exames de ultrassons e algumas observações", explica a bióloga Milene Matos.


A colaboração entre a Universidade e a Fundação da Mata do Buçaco permitiu identificar outro ilustre habitante da mata. O musaranho-de-água, um pequeno mamífero que se alimenta de insetos, foi também avistado na mata. "É um animal pouco conhecido, porque raramente é avistado. Estas descobertas reforçam a importância da Mata do Buçaco, que é um oásis de biodiversidade. Já identificámos cerca de 154 espécies de vertebrados", explica Milene Matos.


Revista Domingo 29.9.2013

domingo, 22 de setembro de 2013

OUTONO

 

O outono, estação associada à queda das folhas e a castanhas assadas, regressa hoje às 21h44, num dia com temperaturas próximas das médias mais altas registadas nos últimos anos, nesta época.

domingo, 28 de julho de 2013

UMA LAGOA PERDIDA NO MEIO DA LEVADA


Fica de cerca de mil metros de altitude e para lá chegar é preciso ter um pouco do espírito de Indiana Jones. De pequenas dimensões mas gigantesco encanto natural, a lagoa das 25 Fontes, no Rabaçal, na ilha da Madeira, apela àquele mergulho merecido de criança que acabou de fazer uma enorme proeza: andar cerca de seis quilómetros por caminhos de terra serpenteados. Alguns locais salpicados a pedra. Outros bastante estreitos. E outros ainda escorregadios, devido ao musgo, e revestidos de arbustos.
É na levada das 25 Fontes que fica a lagoa como o mesmo nome. E se a caminhada de 12 quilómetros vale por si só, o encontro, a meio do percurso, com a lagoa torna-a inesquecível. O primeiro chamariz para o mergulho vem da ruidosa cascata que verte a pique na lagoa, ora esverdeada ora azul, conforme o tempo. O canto de uma ou outra ave de rapina, que rasga os céus do Paul da Serra, concorre com o som da imensa cascata e dos pequenos riachos que brotam da rocha vulcânica e que deram origem ao nome "25 Fontes". Mas, na realidade, os curso de água são bem mais.
A vontade é de tirar os ténis ou botas de caminhada, o impermeável e restante roupa adequada para a levada, e abandonar o farnel. Contornar pedra a pedra até chagar à água pela cintura, ou a gosto de cada um, e mergulhar é o desejo imediato. Os guias dizem que há quem o faça. Mas mais do que a temperatura de poucos graus positivos não o permitir, há horários a cumprir porque a noite pode cair depressa em forma de nevoeiro. E ainda há outros seis quilómetros do tal caminho serpenteado para percorrer de volta.

-DN 28.07.2013-

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PLANTA PORTUGUESA MUITO RARA SALVA DE EXTINÇÃO

A Leuzea longifolia é tão rara que nem nome comum tem, por isso lhe chamam apenas leuzea. Mas esta planta endémica de Portugal - não existe em mais sítio nenhum do mundo -, que apenas se encontra em três locais muito delimitados do território continental, está hoje, quando se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade, no centro de uma história com um desfecho feliz.
Em risco de extinção, esta planta de cores delicadas, que lembra uma pequena alcachofra, passa a ter a partir de hoje um espaço de reserva que lhe foi propositadamente dedicado. Trata-se da nova microrreserva da Quercus, criada na região de Leiria, na área designada Sítio de Importância Comunitária Azabuxo-Leiria, no âmbito da Rede Natural 2000 da União Europeia.
Mas para chegar a este final feliz, como lhe chama a Quercus, houve que passar antes pela boa surpresa da descoberta da planta naquela zona, mas também por momentos de alta tensão em que a população de leuzea poderia pura e simplesmente ter desaparecido do local.
"Foi um processo longo, que chegou a envolver a ação da GNR, para travar a plantação de um eucaliptal na zona", lembra Paulo Lucas, dirigente nacional da Quercus. Mas tudo desembocou num final feliz, no ano passado, quando a organização ambientalista chegou a acordo com o proprietário do terreno que acedeuvender a parcela onde agora nasce a microrreserva.
Trata-se apenas de hectar e meio de terreno, mas a garantia de preservação da flora ali presente assegura a sobrevivência de uma população de cerca de mil espécimes desta planta rara, da qual se conhecem apenas duas populações: uma na Ota, e outra perto de Loures. Daí a importância da preservação deste sítio em Azabuxo, Leiria.
Foi na segunda metade da década de 90, durante os estudos que precederam a criação da Rede Natura 2000 - a rede territorial da União Europeia para a proteção de habitats e espécies - que a Leuzea longifolia foi descoberta na região de Leiria, num pinhal perto da cidade, pela bióloga Dalila Espírito Santo, da Alfa-Associação Lusitana de Fitosssociologia e do Instituto Superior de Agronomia. Foi essa descoberta que deu origem à classificação do Sítio de Importância Comunitária Azabuxo, Leiria, que passou a integrar na Rede Natura 2000.
Ultrapassadas também as ameaças que chegaram a pairar sobre a população da planta, a microrreserva vem garantir que ela será gerida para assegurar a sua preservação. Por isso, hoje, a Quercus, a bióloga que a identificou, as autoridades locais, o secretário de Estado das Florestas e o anterior proprietário do terreno celebram no local o final feliz para a leuzea para a biodiversidade.

DN -22.5.2013-

domingo, 14 de abril de 2013

O PRIOLO

O priolo (Pyrrhula murina) é uma espécie de ave endémica da Ilha de São Miguel, que pode ser encontrada na zona montanhosa que abrange os concelhos do Nordeste e da Povoação.
Reproduzindo-se na floresta Laurissilva entre junho e agosto, o priolo é uma espécie de ave que está entre as mais ameaçadas do mundo. Mede até 17 cm, pesa cerca de 30 gramas e alimenta-se de flores, frutos e sementes de espécies nativas da Laurissilva. Tem a cabeça, asas e cauda pretas, a barra a meio da asa e a parte superior da cauda acastanhadas. As principais ameaças ao priolo são a proliferação de vegetação exótica que ameaça a vegetação autóctone e o uso intensivo do território que tem reduzido o seu habitat.


O inverno rigoroso e prolongada nos Açores afetou a população desta pequena ave que só existe na Ilha de São Miguel. Para tentar conservar esta espécie, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) lançou várias campanhas de angariação de fundos, a mais recente por via telefónica. Os temporais das últimas semanas levaram para as zonas montanhosas do Nordeste e da Povoação chuva forte e sobretudo temperaturas muito baixas, o que, aliado à proliferação da vegetação invasora, contribui para a menor disponibilidade de alimentos no seu habitat natural, que é a floresta Laurissilva.
O priolo pode ser encontrado ao longo de 6 mil hectares de terreno, 1500 hectares dos quais têm floresta autóctone. Acontece, porém, que desses 1500 ha apenas foi possível recuperar ao longo da última década 300 ha para melhorar o habitat florestal (único) àquela ave endémica. 
Pensava-se que a ave estava extinta nos anos 60/70, mas acabou por ser registada com uma população entre 100 e 150 indivíduos nos anos 80; subiu até 400 na década de 90; e hoje em dia conta com mais de um milhar.
O facto, porém, é que neste inverno e início de primavera tem sido menos avistada naquela parte da ilha, especialmente na Tronqueira, o que também pode justificar-se por poder encontrar-se em zonas mais remotas da serra. Só o censo anual da ave endémica de São Miguel, que se realiza em junho, dará respostas às dúvidas que agora se levantam.
Concluída a campanha de angariação de fundos internacional de crowdfunding, que rendeu cerca de 10 mil Euro, a SPEA assume que precisa de ir mais além no seu financiamento. É por isso que está a trabalhar na sua nova campanha telefónica para a conservação do priolo e da floresta Laurissilva.
Qualquer pessoa pode contribuir ligando para o 760455565 (custo de 0,60 Euros + IVA).

DN -14.04.2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

FÓSSEIS REVELAM QUATRO NOVAS ESPÉCIES DE BALEIAS

Pescadores portugueses e galegos apanharam ocasionalmente na costa, à mistura com carapaus, sardinhas ou cavalas, pedaços de fósseis que foram entregando a instituições como o Museu da Lourinhã, ou o da Sociedade Galega de História Natural, em Ferrol, ou Ourense. Um grupo internacional de investigadores, que integrou o paleontólogo português Octávio Mateus, decidiu reunir 40 desses fósseis e lançou-se no seu estudo há dois anos. O resultado foi a descoberta de quatro espécies completamente novas de baleias-de-bico, que viveram entre há 23 milhões e cindo milhões de anos, e que são antepassadas das atuais baleias-de-bico. A sua descrição foi agora publicada na revista Geodiversitas, do Museu de História Natural de Paris.

"Quando se descobre uma nova espécie isso amplia as nossas possibilidades de estudo", afirmou Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, sublinhando que essas descobertas contribuem também para compor "um quadro mais completo sobre a biodiversidade" no planeta. A descrição "de quatro novas espécies de uma só vez é invulgar", admite, satisfeito, e "mostra a importância deste estudo".
As quatro espécies são outras tantas peças novas para o puzzle evolutivo das baleias-de-bico, cetáceos muito raros e esquivos, sobre os quais a ciência ainda hoje sabe muito pouco. Estas baleias vivem em geral nas profundidades do oceano, onde se alimentam, procurando a superfície apenas para respirar. Por isso, "tudo o que se puder saber das suas antepassadas ajuda a compreender melhor as espécies atuais", nota Octávio Mateus.

Uma das particularidades encontradas numa das novas espécies, cujo fóssil é proveniente da região da Nazaré, é uma protuberância óssea no crânio, cuja função os cientistas ainda ignoram. "Temos ideias, mas teremos de as testar, estudando a questão, com modelos computacionais e estudo do tecidos", explica o paleontólogo português. Esse será, então, o próximo passo.

DN -5.04.2013-

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ESQUELETO DE RICARDO III ENCONTRADO NO PARQUE DE ESTACIONAMENTO

Universidade de Leicester confirmou identidade do esqueleto recorrendo a análises genéticas.

O esqueleto com sinais de deformação na coluna e danos no crânio e nas vértebras que foi encontrado em setembro do ano passado enterrado num parque de estacionamento de Leicester, no centro de Inglaterra, é mesmo do antigo rei Ricardo III de Inglaterra.
A confirmação foi feita por uma equipa da Universidade de Leicester que fez o estudo arqueológico do achado e comparou amostras de ADN (informação genética) do esqueleto com as de um atual descendente confirmado do antigo rei inglês, Michael Ibsen, que nasceu no Canadá e vive atualmente em Londres, onde faz mobílias.
A descoberta do esqueleto do rei que morreu em 1485 na batalha de Bosworth Field, perto de Leicester, vem pôr fim a um mistério com vários séculos, já que se tinha perdido o rasto à sepultura do último rei plantageneta.
Ricardo III, que William Shakespeare retratou como um tirano corcunda e ao qual atribuiu a famosa frase "o meu reino por um cavalo", morreu na referida batalha e foi inicialmente sepultado na Capela de Grey Friars, onde atualmente está o parque de estacionamento escavado pelos arqueólogos da Universidade de Leicester.
Essa capela foi mandada arrasar no século XVI e, desde então, tinha-se perdido o rasto dos restos mortais de Ricardo III.
Personagem controversa da história da Inglaterra, Ricardo III tombou na batalha que pôs um ponto final à chamada Guerra das Duas Rosas, que opunha a Casa de Iorque, de Ricardo (rosa branca), à de Lancaster, que ostentava a rosa vermelha e saiu vitoriosa.
Ouvido pelos media ingleses, o descendente do antigo rei diz não ter quaisquer pretensões ao trono. "As nossas hipóteses já passaram há muito", disse Ibsen. Já o Palácio de Buckingham declinou fazer qualquer comentário sobre a importância desta descoberta.
Enterro Real
A polémica, o silêncio de Palácio de Buckingham e a prudência de Downing Street não impediram a decisão da universidade e do bispo de Leicester de um enterro real em 2014 na catedral.
Financiamento
A sociedade americana Ricardo III foi uma das que financiaram os trabalhos arqueológicos e querem reabilitar o antigo soberano.

DN -5.02.2013-






domingo, 27 de janeiro de 2013

PRÉMIO PORTUGUÊS NO MASHABLE


A foto do Padrão dos Descobrimentos, num final da tarde foi tirada por um português e foi considerada a melhor de 2012 pelo popular site Mashable.
O autor, Francisco Salgueiro, não é propriamente um fotógrafo profissional. É escritor e empresário, mas desde que teve a sua primeira máquina fotográfica, aos 8 anos, a paixão nunca mais o largou. Sempre leu tudo relacionado com fotografia e há um ano comprou uma máquina profissional. Colabora com a Photo Vogue e um dia decidiu enviar fotos para o Mashable, que é tido como o mais importante site/bloque de new media norte-americana.
No ano passado, o Mahable fez concursos temáticos e Francisco Salgueiro participou com duas imagens. Uma delas foi eleita a melhor do ano, a do Padrão dos Descobrimentos. Ainda teve um 14º lugar para outra fotografia, com um pescador da Ericeira. Foi a única pessoa a ter duas fotos premiadas no Top 15.
A fotografia não é a única paixão de Francisco Salgueiro, que é escritor e tem publicados dez livros, entre quais "Homens Há Muitos" e "O Fim da Inocência".
"A fotografia premiada tem pouco que ver com o estilo de fotografias a que me dedico agora: street photography. Cada vez gosto mais de captar pessoas. Captar memórias irrepetíveis. Para mim, uma boa fotografia é uma imagem a partir da qual eu possa contar uma história. Para mim, essas fotografias são um prolongamento dos meus livros. São livros sob a forma de imagens."
A mesma fotografia do Padrão dos Descobrimentos está também como finalista do concurso National Geographic Traveller.

NM - 27.01.2013 -