sexta-feira, 13 de março de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - V - ELVAS

O rapto de D. Mência

Um amor infeliz? Que lhe havemos de fazer? Trata-se de D. Lopo de Mendonça, um fidalgo de Elvas com poucos recursos. Assim, sendo uma figura galante, quando pensa em dar um passo mais sério, a caminho do altar, leva com um rotundo não do pai da noiva, que prefere sempre alguém de fortuna. A lenda tem a data de 1637, o que quer dizer que em Elvas, nessa altura, era um andar para lá e para cá no que se refere a Espanha. Ora desta vez, o jovem Lopo é convidado para um baile em Zafra, a pouca distância de Badajoz. Nada que um cavalo não consiga resolver numas horas. E lá foi. A função era em casa dos ricos Ugarte, onde conheceria o grande amor da sua curta vida, D. Mência. Ela também se apaixonou por ele. E o cavalo passou a fazer Elvas-Zafra com os olhos fechados.
Um dia, Lopo regressa a Elvas e dá de caras com o seu grande amigo Álvaro, que lhe nota um ar triste. Nada mais simples, a jovem Mência, por ordem do pai estava para casar com um membro da poderosa família Ramirez del Prado. Como ela tivesse dito não, o pai fechara-a no mosteiro das religiosas de Santa Clara. Felizmente haviam arranjado uma noviça como pombo-correio.
Álvaro é jovem como Lopo e sugere-lhe que a rapte e a traga para Elvas, que ficaria sob a protecção de sua mãe. No dia imediato à chegada casariam e depois logo se veria! Lopo de Mendonça entusiasma-se e lá vai numa cavalgada a Zafra. Consegue que a noviça lhe traga a namorada à fala. Ele empoleirado numa árvore e ela atrás das grades da janela do mosteiro. Mência acede ao rapto e combinam para o dia seguinte de madrugada, ele passará uma corda para o alto da torre e irá lá buscá-la. Em baixo, apenas o seu cavalo e um pajem.
À hora marcada, no alto da torre, Mência aguarda o seu amor. Este chega à base da torre e prepara a corda. A seu lado está o pajem. Não há movimentos suspeitos, nem acha provável que os haja porque fez tudo aquilo pela calada. Deita a mão à corda e, num momento, fica cercado por cinco espadas. O pai de Mência, que avança e o esbofeteia, e quatro criados. Um destes criados é, já se vê, o pajem que ele nessa tarde contratara em Zafra.
E temos uma bela cena de capa e espada. A primeira cutilada de espada ágil do jovem Lopo de Mendonça é mortal e acerta no homem que ele queria ter como sogro. Depressa retira a lâmina ensanguentada e consegue misturar o sangue nobre do fidalgo de Zafra com o vermelhão vulgar dos seus criados. Os outros dois sicários, vendo as coisas mal paradas, desatam a fugir, que o jovem Lopo lhes pareceu demasiado saldado para eles.
No alto da torre do mosteiro, D. Mência está desmaiada nos braços da noviça-correio. O namorado monta e segue para Sevilha. Aí alista-se numa tropa que vai para Nápoles. Entra em batalhas, é ferido muitas vezes. Quer apagar a morte do pai da namorada. Entretanto sabe que esta professou mesmo. E cada vez mais se envolve em batalhas até que a morte lhe apaga da memória o espectro do fidalgo de Zafra.

sábado, 7 de março de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Iniciativa: Universidade Sénior reclama "Tesouro de Chão de Lamas"

Cidadãos querem reaver tesouro vendido a Madrid

As peças estão em exposição no Museu Arqueológico desde 1922

Moedas do período romano e seis peças de ourivesaria arcaica, dos séculos II e I a.C., de prata, atribuídas aos lusitanos. É este conjunto, conhecido como o "Tesouro de Chão de Lamas", que a Universidade Sénior de Miranda do Corvo quer ver de regresso a Portugal.
O tesouro foi encontrado na aldeia de Chão de Lamas, do concelho de Miranda do Corvo, em 1913 e desde 1922 que está em exposição no Museu Arqueológico Nacional em Madrid.
Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa, reconhece o valor do tesouro e defende que se regressar para Portugal, deverá ser integrado na colecção existente na instituição que dirige, "que tem uma das mais importantes colecções de ourivesaria arcaica de toda a Europa".
Considerando "legítima e até saudável" a reivindicação da Universidade Sénior de Miranda do Corvo, Luís Raposo reconhece que, "do ponto de vista jurídico será muito difícil reclamar o regresso a Portugal das peças".
O responsável lembra que, neste caso em concreto, não houve uma usurpação indevida do conjunto. No início dos anos 20 de século XX, quando o proprietário quis vender o tesouro, o Estado português não se terá mostrado interessado na sua compra. Daí a venda ao museu espanhol.
No entanto, os cerca de 85 estudantes da Universidade Sénior estão apostados em fazer regressar a Portugal o espólio. E para angariarem mais apoios para a sua causa, agendaram para dia 27 uma palestra de arqueologia, na Universidade de Coimbra. No dia 8 de Abril deslocam-se à Assembleia da República onde devem ser recebidos pelos grupos parlamentares. Está também já marcada uma ida ao museu madrileno.


Outras peças portuguesas no estrangeiro

O "Tesouro de Chão de Lamas" não é o único que se encontra fora do País.
O Museu Britânico em Londres e o Museu das Antiguidades Nacionais de França em Paris, são dois outros exemplos onde se podem admirar peças valiosas descobertas em Portugal. A xorca (espécie de colar) de ouro da Penha verde, recolhida na serra de Sintra no final do século XIX, encontra-se desde o início do século XX em exposição no Museu Britânico. Uma outra peça de ourivesaria arcaica, o denominado "colar de Coimbra", em ouro, também foi vendido e os portugueses, para o verem, têm de se deslocar a Paris. Situações deste género dificilmente aconteceriam hoje em dia. A legislação actual impede que peças classificadas do ponto de vista patrimonial e cultural sejam exportadas para fora do país de origem.

Diário de Notícias - 5.03.2009-

quinta-feira, 5 de março de 2009

AS MÃOS

As mãos pegam na enxada,
Com elas se planta a flor.
Não há mão mais calejada
Que a mão do cavador.
***
Há mãos tão abençoadas,
Que salvam lares inteiros.
Às vezes ficam queimadas,
São as mãos dos bombeiros.
***
Também há mãos decididas,
Que aliviam muitas dores.
E essas mãos tão queridas,
São mãos dos doutores.
***
Também há mãos carinhosas,
Mãos de amor mensageiras.
Que ajudam, tão bondosas,
São as mãos das enfermeiras.
***
Com as mãos se faz pintura,
Com elas se escreve a canção,
Com elas se dá ternura
E se sente o coração.
***
Existem mãos tão ladinas,
Em que pomos esperanças!
São as mãos pequeninas,
As mãos das nossas crianças.
***
Há mãos de grande valor,
Cumprindo tão nobres metas.
São as mãos do professor,
Entre livros e poetas.
***
Com as mãos também se erra!
A mão de tudo é capaz!
Com as mãos fazem guerra,
Não as mandam fazer paz!
***
Com as mãos reza a Deus,
Com as mãos roga aos Céus,
Com as mãos pede a Deus,
P'ra salvar os filhos seus!
***
Albertina Coelho Rodrigues
**********************

Albrecht Duerer 1471-1528



domingo, 1 de março de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Centro de arte em Vilamoura abre ao público a 18 de Abril

Primeira exposição com colecção Cachola, Prates e Graça Morais

O grupo imobiliário Lusort vai inaugurar, a 18 de Abril, o Centro de Arte Contemporânea de Vilamoura, num dos antigos edifícios da Sociedade Agrícola da Quinta da Quarteira.
A primeira exposição vai reunir obras do Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Colecção António Cachola, Fundação António Prates, centro de Arte Contemporânea de Bragança/Graça Morais e uma instalação de Cristina Ataíde.
Apostando na arte contemporânea "como elemento fundamental para a vivência de Vilamoura", como refere o grupo em comunicado, a primeira mostra neste novo espaço contará com trabalhos dos artistas Álvaro Lapa, Cristina Ataíde, Graça Morais, Helena Almeida, Ilda David, João Galrão, João Vieira, Jorge Martins, Jorge Molder, José Pedro Croft, Júlio Pomar, Pedro Calapez, Pedro Portugal, Pedro Proença,Pedro Tudela, Rui Chafes, Rui Sanches e Vasco Araújo, entre outros.
Recorde-se que a primeira iniciativa da Lusort no domínio da arte contemporânea aconteceu no Verão do ano passado, fruto de uma parceria com a Inframoura que se traduziu na exposição de uma instalação de João Pedro Vale nas ruínas romanas do Cerro da Vila.
(Graça Morais)

De Quinta da Quarteira a Vilamoura

O edifício do futuro Centro de Arte Contemporânea de Vilamoura pertencia à Sociedade Agrícola da Qinta da Quarteira, propriedade cuja história remota a 1413, ano em que D. João I a atribuiu a Gonçalo Nunes Barreto. Vendida em 1915 à Sociedade Santos Lima, seria adquerida em 1929 por João Júdice Fialho, empresário de Portimão que modernizou a exploração agrícola e desenvolveu as instalações para conservação e armazenagem de produtos. Nos anos 60, a Quinta da Quarteira seria vendida pelos herdeiros de Júdice Fialho ao banqueiro Arthur Cupertino de Miranda, para ali nascer o maior empreendimento turístico privado da Europa: Vilamoura.
O edifício, que em tempos funcionou como adega e entreposto de produtos agrícolas, está actualmente a ser recuperado para acolher uma sala de exposições e cafetaria, e pretende "preencher uma importante lacuna no espaço geográfico de Vilamoura", refere a Lusort. Este grupo, principal promotor imobiliário de Vilamoura, está a desenvolver o plano de urbanização Vilamoura XXI, no qual se destaca o projecto da Cidade Lacustre.

Diário de Notícias -28.02.2009-

sábado, 28 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A MINHA OPINIÃO

Na passada Sexta-Fª, dia 13, o meu marido e eu fomos assistir a um concerto do grupo “Amira” no Auditório Municipal de Albufeira, integrado no IX Festival de Música Al-Mutamid.
Chegamos as 21.05 horas e o Auditório já se encontrava completamente cheio, com pessoas em pé e sentados nas escadas. Também nos sentamos nas escadas e esperamos que o espectáculo começasse.
Ao fim de 70 minutos (sem intervalo) saímos de lá, com dores nas costas e pernas adormecidas, mas valeu a pena!
O grupo constituído por três músicos, um cantor e uma bailarina derem um espectáculo excelente. A mistura da música árabe com a música e dança (Flamenco) espanhola foi muito bem conseguida.
A bailarina dançou com muita elegância mas também com muita garra!

Werngard

domingo, 15 de fevereiro de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Nove portugueses inscritos em clínica que aceita eutanásia
Suicídio assistido: Instituição suíça já concretizou 961 pedidos de 55 países
Sete homens e duas mulheres portugueses estão inscritos na associação suíça Dignitas, que ajuda residentes e estrangeiros a recorrer ao suicídio assistido quando têm essa vontade. Ludwig Minelli, secretário-geral da instituição, disse ao DN que a Dignitas tem nove associados portugueses, mas avança que, até agora, não pediram para pôr fim à vida.
Laura Santos, professora na Universidade do Minho, a recuperar de um cancro, admite recorrer à Dignitas. Fala em "seguro de morte doce, para o caso de algo correr mal. Muitas vezes as pessoas não chegam a fazê-lo e podem desistir".
A associação tem mais de seis mil associados de 55 países, é a única da Suíça que responde a pedidos de estrangeiros, mediante o pagamento de uma inscrição de 130 euros e de uma quota anual de 53 euros. O procedimento custa dois mil euros, incluindo gastos com medicamentos, cremação e o envio do corpo para o país desejado.
Quando o sócio da associação toma a decisão de morrer de forma assistida - e que tem de ser validada por médicos - pode ir com a família. Toma uma substância para evitar o vómito e depois bebe, sem ajuda, o sódio pentobarbital misturado com água, que deixa a pessoa inconsciente e depois a mata, sem dor.
Minelli refere que as inscrições de portugueses começaram em 2003 e têm vindo a aumentar todos os anos. "Tenho indicação que são pessoas de Azeitão, Torres Novas, Lisboa, Braga, Colares, Resende, Faro e Moncarapacho", frisa o advogado. A mais noiva nasceu em 1976 e a mais velha em 1927, mas quase todos nasceram antes de 60.
A Dignitas concretizou "961 suicídios", na maioria de alemães, ingleses e franceses. o objectivo da instituição não é só ajudar quem pede, mas "defender o direito a acabar a vida sem dor e com dignidade". Minelli lembra que o suicídio assistido reduz as tentativas de suicídio. "Cerca de 49 em 50 tentativas não são bem sucedidas, em muitos casos, danos irreversíveis para a pessoa".
INTERVENÇÃO NA MORTE?
EUTANÁSIA: Morte do doente com intervenção médica, após pedido por escrito. O doente está em sofrimento e sem perspectiva de melhorar. A morte é combinada e analisada por mais do que um médico.
SUICÍDIO ASSISTIDO: Nesta situação é o próprio doente que põe fim à própria vida, ingerindo a substância letal. É esse o ponto diferenciador da eutanásia. Pode fazê-lo em casa ou em unidades de saúde.
MEIOS PARA MANTER VIDA: O uso de meios extraordinários para garantir a sobrevivência (tratamentos). A definição é polémica, visto haver quem inclua nela a alimentação e hidratação e quem as exclua.
MÉDICOS E LEI SÃO CONTRA
O bastonário da Ordem dos Médicos considerou ontem (11.02.2009) que a legalização da eutanásia seria um "risco social e um grande retrocesso civilizacional" e iria levar a um "desinvestimento na área da saúde". O Código Penal português não a permite, estabelecendo penalizações sérias para quem a pratique. O código deontológico dos médicos diz que a "utilização de meios extraordinários para a manter a vida no caso de pessoa ter morte cerebral ou a pedido do próprio doente. Mas já não admite essa possibilidade em caso de alimentação artificial.
DIREITO EXISTE EM QUE PAÍSES?
Na Suíça é permitido o suicídio assistido, autorizado por médicos. Tem de ser a pessoa a tomar a substância letal.
Na Holanda e na Bélgica (neste, só residentes) é permitido o suicídio assistido e eutanásia. O médico tem der estar presente.
Colômbia despenaliza eutanásia; Washington têm suicídio assistido.
Diário de Notícias 12.02.2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

TULIPA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Liliales
Família: Liliaceae
Género: Tulipa
Origem: Ásia Central

A tulipa L. é um género de plantas angiospermas(plantas com flores) da família das liláceas.
Com cerca de cem espécies, as tulipas têm folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste erecta, com flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.
O bulbo contém alcalóides termoestáveis e cristais de oxalado de cálcio. Manipulados libertam um pó que pode provocar conjuntivites, rinites e até crises de asma.
História
As tulipas são originárias da Ásia central e não dos Países Baixos, como o senso comum leva a imaginar. Foram levadas para a Holanda em 1560 pelo botânico Conrad von Gesner. O nome da flor foi inspirado na palavra turco.otomana tülbend, posteriormente afrancesada para tulipe, que originalmente significa turbante, considerando a forma da flor invertida. Algumas referências defendem que as tulipas seriam originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e para a Pérsia.
Chinesas ou turcas, o facto é que elas se transformaram numa paixão para os holandeses e essa paixão foi tanta que gerou até uma especulação financeira envolvendo os bulbos desta planta, chegando a ser a quarta maior fonte de renda do país, no que ficou conhecido como mania da tulipas (ou tulipamania). A área mais antiga de cultivo de tulipas nesse país é a que circunda a cidade de Lisse. hoje, é a flor nacional da Turquia (é nativa lá) e do Irão.

MAR SONORO

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Porco bísaro de Trás-os-Montes uma raça de suínos única em Portugal

Segundo o Recenseamento Geral de Gados no Continente do reino de Portugal de 1870, a definição de bísaro é o nome que se dá nas províncias do Centro e Norte do país a uma raça de porco esgalgado, pernalto e de orelhas pendentes para distinguir do porco roliço e pernicurto do Alentejo.
São animais que chegam a atingir mais de um metro de altura e metro e meio da nuca até à raiz da cauda. Apresenta-se com pelagem preta, branca ou malhada, pele grossa e com cerdas compridas, grossas e abundantes. A cabeça é comprida e espessa, com orelhas compridas, largas e pendentes, de face pouco desenvolvida e boca grande. Apresenta ainda o pescoço comprido e, normalmente, musculado.
Entre as características, distingue-se ainda o tronco comprido, dorso arqueado, tórax alto, achatado e pouco profundo, flanco largo e pouco descido, garupa estreita descaída e pouco musculada, ventre esgalgado. O membros são compridos, ossudos e pouco musculados. As coxas são de bom comprimento e deficiente espessura por serem pouco musculadas. São descritos como animais de temperamento bastante dócil, vagarosos e com movimentos pouco graciosos. Reproduz-se muito.
A carcaça do porco bísaro tem uma proporção de músculo maior que de gordura, obtendo-se uma carne pouco atoucinhada mas muito entremeada, cujo sabor é melhorado com a alimentação a que estes animais são submetidos que é rica e variada.
Actualmente a raça distribui-se essencialmente pela região de Alfândega da Fé, Bragança, Vila Flor, Chaves, Miranda do Douro, Mogadouro, Moncorvo, Montalegre, Valpaços, São João da Pesqueira, Moimenta da Beira, Vila Real, Vimioso e Vinhais, sendo neste último onde se encontram o maior número de explorações. Podem ainda ser encontradas algumas explorações no Minho, Douro Litoral e Beira Litoral.

RECEITA
Ossos de suã com couves

Prepara o osso de suã aos bocados e deixe de molho um dia para o outro. Ponha-os a cozer em água com sal. Retire os ossos e no caldo coza uma couve e à parte 500 gr de feijão-frade. Num tacho refogado de azeite, 2 cebolas às rodelas, 2 dentes de alho picados, 1 folha de louro e salsa picada e deixe alourar. Junte-lhe a couve e o feijão. Continue o refogado erectifique temperos. Sirva numa travessa os ossos com a couve e o feijão.

Diário de Notícias - 1.2.2009


sábado, 7 de fevereiro de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - IV - SILVES






O rapaz da guitarra
Duas boas aldeias do concelho de Silves queriam constituir freguesia, mas discutiam entre si por causa da localização da sede. De um lado era Cortes e do outro Messines, não se entendendo. Mas, finalmente, lá chegaram a um acordo.
Cada uma das aldeias arranjou um cavalo e um cavaleiro, depois o das Cortes foi para Messines e o de Messines para as Cortes. À mesma hora saiu cada um deles em direcção à sua terra. No lugar em que se encontraram foi construída a sede da sua freguesia. E é aí que se encontra implantada S. Bartolomeu de Messines.
Agora vamos a outra lenda. Esta diz-nos que nos limites da freguesia de Messines com a freguesia de S. Marcos fica o Pego da Carriça. Pois certa noite ali passava um rapaz que levava consigo uma guitarra. Ia para uma festa qualquer. E às tantas ouviu que o chamavam. E lhe pediam que tocasse a guitarra. Julgando que era alguém a querer gozar à sua custa, achou graça e sem se importar de não ver ninguém, toca de tocar a bom tocar. E então escutou uma voz que lhe dizia: "Por mais espantoso que seja, não te admires com coisa nenhuma!"
E o que é que aconteceu? Pois viu um porco a dançar ao som da guitarra. Logo a seguir viu um touro a fazer a mesma coisa. E não tardou que se lhes juntasse uma serpente. Ele só se ria, sem perceber muito bem o que se passava.
Às tantas, a serpente saiu do pego e veio enroscar-se nas pernas dele. E ele continuou a tocar. Mas a serpente ergueu a cabeça no intuito de lhe dar um beijo. Mas o rapaz, naquele instante, soltou as cordas e disse: "Valha-me Maria Santíssima!"
A serpente desapareceu. E o touro. E o porco. E uma voz zangada disse: "Ah, ladrão, que dobraste o meu encanto! A minha irmã ia dar-te um beijo e era só o que lhe faltava para ficarmos todos desencantados..."
"O que ela queria era tirar-me os óleos no baptismo!"
"Pois, mas perdeste grandes tesouros que estavam guardados para ti!"
Sem dar mais nenhuma palavra, o rapaz meteu a guitarra debaixo do braço e foi-se embora, jurando que nunca mais voltaria a passar por ali.
Bem, já agora não saímos da freguesia. Pois em S. Bartolomeu de Messines há umas casas grandes que as pessoas dizem estarem assombradas. Pois deu-as um homem a um afilhado que para lá foi viver com a mulher. Ele trabalhava nos campos, a mulher fazia-lhe a comida e ia levar-la. Um dia atrasou-se no cozinhar e apareceu-lhe um mourinho para a ajudar durante cinco anos. Se ela deixasse, ao fim desse tempo, ele dar-lhe-ia um tesouro, que lhe mostrou. Mas seria segredo. Ora ela começou a desleixar, fiada que ia ser rica. O marido, vendo-a diferente chegou de repente a casa e ouviu-a falar. Lá confessou que era o mourinho e contou-lhe tudo. Então começou a definhar até que morreu, castigada pelo ajudante. E o viúvo, triste, foi para muito longe.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

BOLÍVIA - Os índios liderados por um ayamara

A Bolívia é uma nação dividida entre as ricas regiões do leste e o pobre altiplano andino.
O país que deve o nome ao herói das independências da América, Símon Bolívar (1783-1830) é
uma mescla de culturas indígenas, que representam mais de 70% da população e mantêm a sua língua e cultura próprias. Num território com mais de um milhão de quilómetros quadrados (o dobro de Espanha), vive uma minoria branca, outra de mestiços e ainda 37 grupos étnicos. Os principais são os aymaras, que representam 32% da população de 9,3 milhões de habitantes, e os quechuas (18%). Nas últimas décadas, têm vindo a ganhar representação política, de tal forma que em 2005 foi eleito o primeiro presidente indígena no país, Evo Morales, um aymara.
Até então dominados pela elite branca, herdeira dos conquistadores espanhóis que chegaram em 1524, os indígenas procuram durante o mandato de Morales acabar com a discriminação de que têm sido alvos. Em parte porque eram poucos aqueles que falavam espanhol, preferindo comunicar em quechua ou aymara (as outras línguas oficiais). A proposta de Constituição, recentemente aprovada por mais de 60% da população, destaca a importância das etnias na formação da Bolívia. Um capítulo inteiro é dedicado aos direitos dos indígenas.
Apesar da aprovação do texto, a Bolívia é um país dividido entre as ricas regiões do leste, onde abundam o gás natural e as propriedades latifundiárias, e o pobre altiplano andino, onde vive a maioria dos indígenas. Os primeiros não querem dividir as riquezas do subsolo com os segundos, que continuam a adorar Pachamama, a terra mãe, e a plantar a folha de coca que já mascavam antes da chegada dos incas (no século XV). Os conquistadores trouxeram o catolicismo, que se tornou na religião oficial (apesar de se manter a ligação aos cultos indígenas). Mas a nova Constituição estabelece um país laico.

Diário de Notícias - 31.01.2009


Tradição: O culto à Pachamama, a terra mãe, é mantido pela maioria indígena. Essas tradições são seguidas pelo Presidente Evo Morales (segunda à esquerda), um índio aymara. Antes de tomar posse, fez questão de organizar uma cerimónia para pedir a aprovação dos deuses.


Folha de coca: Ainda os incas não tinham chegado ao território que hoje é a Bolívia e já se plantava a folha de coca. Os indígenas mascam-na para combater o cansaço.

Minas: Ouro, prata, zinco, gás natural (as segundas maiores reservas do continente) e petróleo. A exploração do subsolo da Bolívia é uma das principais actividades económicas.

Referendo: Mais de 60% dos eleitores aprovaram há uma semana a nova Constituição, que prevê mais direitos para os indígenas e dá ao Estado o controlo sobre os recursos naturais da terra.

Presidente: Evo Morales, um índio aymara, foi eleito em finais de 2005.







domingo, 25 de janeiro de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA


Plataforma de gelo está em risco de colapso

Recuo do gelo está ligado a alterações climáticas globais
Uma gigantesca placa de gelo na Antárctida está à beira do colapso, revelaram peritos da British Antarctic Survey (BAS), que seguem o fenómeno. A gigantesca massa de gelo, denominada plataforma Wilkins, diminuiu de tal forma neste verão (no hemisfério sul) que ficou presa de forma precária entre duas ilhas. Uma fenda profunda está a formar-se e apenas uma estreita faixa mais sólida, com 500 metros, impede que a placa de 40 quilómetros de comprimento se liberte no mar.
Um pedaço mais pequeno de 100 quilómetros quadrados já se desprendeu. A destruição destas plataformas (que são flutuantes) não terá efeito directo na subida do nível dos oceanos. No entanto, existe o perigo de ser acelerado o processo de colapso de glaciares de maior dimensão, que assentam no continente.
A plataforma Wilkins tem um total de 13 mil quilómetros quadrados de superfície e forma rectangular. Quando foi baptizada, em 1929, tinha mais de 16 mil quilómetros quadrados. O seu colapso começou nos anos 90. Esta massa situa-se sensivelmente a meio da Península Antárctida, presa à ilha Alexander. (Esta península é uma língua de terra, pontuada por ilhas, que se distingue da massa sensivelmente redonda da Antárctida, continente coberto por quilómetros de gelo).
O alerta de colapso iminente foi dado pelo glaciologista Ted Scambos, da Universidade de Colorado, que desencadeou a investigação aérea dos ingleses. Segundo David Vaughan, da BAS, a plataforma Wilkins está "presa por um fio".
Vaughan esperava este desenvolvimento e, nos anos 90, previu que a Wilkins poderia desaparecer num prazo de 30 anos, caso prosseguissem as tendências de aumento das temperaturas. "Esta é a maior plataforma da Península Antárctida a estar sob ameaça, mas não esperava que as coisas acontecessem tão depressa", explicou o perito britânico, citado no site da BAS.
As plataformas de gelo existem há pelo menos dez mil anos, mas nas últimas cinco décadas perderam pelo menos 25 mil quilómetros quadrados, num total de nove plataformas. O caso mais famoso foi o colapso da Larsen B, também na península, em 2002. Entre Janeiro e Março, desintegraram-se os 3250 quilómetros quadrados de gelo desta placa, que em certos pontos tinha 220 metros de espessura.
O fenómeno está intimamente ligado ao aumento das temperaturas, que na Península Antárctida terão atingido 3 graus centígrados no último meio século, ritmo superior a meio grau por década.
O aquecimento especialmente rápido nesta região é considerado uma das provas das mudanças climáticas globais, por sua vez consequência do aumento da proporção da Terra. A Antárctida e o oceano à sua volta têm enorme importância na estabilidade do sistema de clima mundial e o continente é um vasto laboratório congelado.

Mudança de clima é mais visível no oceano sul.

As mudanças de clima estão ligadas ao aumento de gases de efeito de estufa, nomeadamente ao teor de dióxido de carbono atmosférico. Este fenómeno está ligado a actividades humanas. Antes da industrialização, a atmosfera do planeta tinha uma concentração de dióxido de carbono igual a 289 partes por milhão. E, 1958, a concentração atingira 315 partes por milhão. O valor do ano passado era de 383. Na Antárctida, as mudanças climáticas são dez vezes mais fortes do que na média do planeta. No oceano sul, a força dos ventos aumentou 15% desde 1980 e a temperatura da água subiu pelo menos um grau centígrado. Estas mudanças têm um efeito dramático sobre as plataformas de gelo, destruindo a sua coesão.

Diário de Notícias 21.01.2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Professora do Ano na Austrália é de Barcelos

A emigrante tem 49 anos e há 20 ensina História e Geografia

A dedicação aos alunos é o "segredo do sucesso" da portuguesa Rosinda Seabra, Professora do Ano na Austrália Ocidental, que tirou a carta de condução de veículos de passageiros para os levar a visitas de estudo. "Tenho muito interesse pelos alunos. Todos são importantes. Como disse uma aluna: posso ter todos os problemas que tiver, mas tenho sempre tempo para os alunos", disse Rosinda Seabra por telefone à Lusa, a partir de Perth, onde reside.
Natural de São Romão da Ucha, Barcelos, Rosinda Seabra, 49 anos, saiu de Portugal aos quatro para ir para Moçambique. Seguiu depois com os pais para o Zimbabwe, onde esteve 10 anos, e estabeleceu-se há 31 na Austrália.
A leccionar História e Geografia há 20 anos, Rosinda Seabra defende que "ser professora envolve mais do que estar numa sala a ensinar" e que "não é uma professora com horário das 9.00 às 17.00".
"Eu envolvo-me com os alunos. Quero que façam o melhor que possam. Quem quer ser alguém, eu faço tudo para que alcance os seus sonhos", sublinhou.
E é essa sua dedicação que considera estar na base da boa relação que mantém com os alunos, mesmo quando deixam de o ser, e que a levaram a integrar o lote dos 160 docentes nomeados para o prémio de Professor do Ano.
Depois de vários selecções, Rosinda Seabra soube, em Dezembro, que tinha sido considerada Professora do Ano na Austrália Ocidental.
Se tivesse ficado em Portugal, Rosinda Seabra considera que não teria tido tanto sucesso como na Austrália. "De nenhuma maneira. Tenho primos e primas que queriam estudar e não tiveram essa possibilidade. Pelo que percebo, não era possível".
A dar aulas aos 11º e 12º anos na Escola Secundária de Hamilton Senior, em Perth, foi o seu empenho pelos alunos que a levou, há 10 anos, a tirar a carta de condução de veículos de passageiros. "Tirei a carta para conduzir autocarros para os levar nas visitas de estudo", contou à Lusa.
Rosinda Seabra disse ainda, que todos os anos tem alunos lusos nas suas aulas. "É raro o ano em que não tenho alunos portugueses. Aqui vivem muitos portugueses. Cinco a 10% dos nossos alunos são portugueses".
Este ano, Rosinda Seabra vai estar parada para descansar. "Foi uma decisão que tomei há cinco anos. Como este é o ano em que faço 50 anos, achei que era uma prenda boa para mim", explicou. Depois, pretende dar aulas por mais 10 anos, pelo menos.
"Não posso imaginar a minha vida sem alunos. Quase todos me telefonaram a dar as notas que tinham recebido. Para já, ainda tenho aquele entusiasmo pelo ensino", disse.
Prémio de 51 mil Euro
O título de melhor professora da Austrália Ocidental valeu a Rosinda Seabra um prémio de 100 mil dólares australianos (51 mil Euro). A portuguesa confessa que o dinheiro é importante, mas ressalva que o melhor de tudo é o "reconhecimento" que traz ao seu trabalho.
"Para a escola também foi importante. Desde que ganhei o prémio, já mais pais inscreveram os filhos na escola. Quantos mais alunos, mais dinheiro recebemos e melhor os podemos ensinar", acrescentou.
Diário de Notícias - 12.01.2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - III - PORTO

Os tripeiros e Pedro Sem

Ramalho Ortigão, no tomo inicial de As Farpas, declara: No fundo das suas convicções políticas e sociais, o portuense é verdadeiramente patuleia... gloria-se de ser tripeiro e articula esta palavra rijamente. Então. os portuenses têm orgulho na alcunha de tripeiros? Ora porquê? Por duas razões, mediando entre elas nada menos que 31 anos. Parece misterioso, mas recuemos a 1384, quando Rui pereiras organiza no Porto uma armada de 17 naus e 17 galés e ruma a Lisboa, para acabar com o cerco dos castelhanos e acudir a uma população faminta. A armada levava não só marinheiros e soldados como mantimentos. Praticamente toda a carne que havia entre muralhas no Porto, que os da velha cidade entenderam contentar as suas mesas à conta das tripas, que cozinhavam com feijões. O resto das carnes apareceu só quando se estabilizou a vida nacional. Os portuenses ganharam o gosto às tripas e uma comida de emergência tomou-se um petisco e um prato de substância. Aliás, só os estômagos fracos e sensibilidades exageradas afastam o prato. E o tom pejorativo da alcunha apareceu já em fase de calmia histórica, digamos assim.
A segunda e decisiva vez já foi em 1415. Os calafates da beira-rio trabalhavam rijamente na aparelhagem de mais umas quantas naus e multiplicavam-se os boatos sobre o destino das mesmas. Que eram uns príncipes que iam casar a Nápoles, que era o rei João apontado a visitar a terra Santa, que a princesa assim, que não se sabia mais quê. Boataria.
À maneira, como convinha. Até que o jovem Infante D. Henrique manda chamar o seu fiel Mestre Simão, que dirigia os estaleiros. Pedindo-lhe o máximo sigilo, confiou o infante ao seu velho amigo que essas naus em construção se destinavam à conquista de Ceuta. Mestre Simão, que já participara na armada que libertara Lisboa, sabia que o que se pedia não era apenas o cumprimento de prazos na entrega das embarcações, era o próprio abastecimento. E de novo o Porto se comprometeu a voltar a comer tripas por obrigação. E o epíteto, muitas vezes incompreendido para os de fora e para alguns de dentro, tornou-se uma medalha de patriotismo.
Bem, mas uns escrevem com S outros com C, mas será com S. Pedro Sem e não Pedro Cem. O homem vivia naquela torre hoje adossada ao antigo paço episcopal. Era rica, usurário e tinha pena de não ser nobre. Mas um dia arranjou um expediente através de um nobre arruinado a quem saldaria a dívida se o outro lhe desse a filha em casamento. Deu, seja: vendeu-a assim. E em plena boda, num belo dia de sol, foi anunciado a chegada dos seus barcos vindos do oriente, carregados de riquezas. Pedro levou os convidados à varanda para verem chegar as suas naus à foz do Douro. E suspirou quem Deus o poderia empobrecer. Naquele instante produziu-se uma tempestade tamanha que estragou a festa. Os barcos, um a um, afundaram-se. E toda a gente fugiu de ao pé dele, assustadíssima.
Reconheceram-no, tempos depois, mendigando pelas ruas da antiga baixa portuense, estendendo a mão à caridade pública:
- Uma esmolinha para o Pedro Sem que já teve muito e agora nada tem! -

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

VIOLETA SELVAGEM






Nome científico: Viola odorata
Nome comum: Viola
Nomes populares: Viola, Violeta
Habitat: Prados, campos, terrenos baldios, beira de estradas e caminhos, locais sombrios e húmidos
Família: Violaceae
Origem: Europa

História: Os antigos gregos consideravam a Violeta um símbolo de fertilidade e amor, utilizando-a em poções de amor. Muito conhecida desde a antiguidade, tendo sido muito utilizada para fins medicinais. Começou a ser utilizada desde 1829 na Homeopatia, pelo médico alemão M. Stapft no tratamento de sinusite e reumatismo.

Descrição: Planta herbácea, perene, com caules curtos, ramificados, de cor verde escuro, de porte erecto a prostrado, em tufos, podendo atingir uma altura de 10 - 30 cm. A Viola é uma planta rizomatosa, que se expande rapidamente por estolhos, proporcionando uma boa cobertura para o solo e locais sombrios, crescendo por vezes como uma erva daninha. As folhas da Viola ou Violeta são em forma de coração, ovais a arredondadas, com pecíolo grande, lisas, por vezes ligeiramente dentadas nas margens, de cor verde-escuro, com nervuras marcantes, crescendo em forma de roseta na base da planta. Têm um tamanho de cerca de 2,5 - 5 cm. As flores de Viola ou Violeta são perfumadas, singelas, com 5 pétalas, com cores desde o branco, violeta, azul. lilás, com cerca de 2 - 4 cm de tamanho.

domingo, 11 de janeiro de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Leitores da revista Visão elegem Nélson Évora e Obama

Nélson Évora e Barack Obama foram as figuras eleitas pelos leitores da Visão as personalidades mais marcantes de 2008, a nível nacional e internacional, respectivamente. Numa votação que decorreu durante a segunda quinzena de Dezembro, em www.vsao.pt, o campeão olímpico obteve 63,9% dos votos, deixando para trás José Sócrates e Cristiano Ronaldo. Já o Presidente eleito dos EUA alcançou uma vitória esmagadora sobre Nicolas Sarkozy e Sarah Palin. Saiba tudo sobre as escolhas dos leitores da Visão em www.visao.pt. Veja que acontecimentos foram eleitos os mais marcantes de 2008 e comente os resultados da votação.

Visão Nº 827