
quarta-feira, 8 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Por caminhos estreitos e sinuosos, uma pequena maravilha esconde-se à beira-mar, em Carreço. A pouco mais de um quilómetro da movimenta estrada EN 13 erguem-se os moinhos de vento de Montedor, totalmente reabilitados em 2002, depois de anos de abandono, cativando agora muitos turistas "distraídos".
"Andam perdidos pela aldeia e acabam por dar com isto. Depois regressam com amigos", diz Armindo Pires, o moleiro do marinheiro, o mais emblemático dos três moinhos. "É o único do País com as velas em madeira. Só os havia no Minho e só este funciona", conta.
Nem sempre foi assim. Antes de 2002, data em que - depois adquirido pela Câmara do Viana do castelo - foi transformado em núcleo museológico, do moinho restavam as paredes. "Foi uma reabilitação difícil porque não havia quem conhecesse a arte, a madeira tinha de ser especial. Mas ao fim de alguns anos lá se conseguiu recuperar tudo."
Além do marinheiro, o núcleo museológico entretanto criado conta com outro moinho, o de Cima, a poucos metros de distância, transformado num centro de interpretação. Mais afastado está o Do Petisco, mas este na posse de privados. Todos se erguem em Montedor, rodeados pelo monte e apenas com o mar de fundo. Neto do proprietário inicial dos dois moinhos, Armindo Pires, empregado fabril de 50 anos, aceitou o convite e ficou encarregado de o "fazer funcionar" e abrir aos turistas, a quem explica detalhadamente o seu funcionamento. "Andei por aqui com o meu pai até aos 17 anos e era dos únicos que ainda sabia trabalhar com isto", explica.
Continua a manter "totalmente operacional" o principal moinho. "Sempre que preciso faço a farinha para as minhas galinhas aqui". Os dois estão, por norma, de portas abertas ao fim-de-semana e surpreendem os turistas por funcionarem sem velas de pano. Aqui entra a explicação do moleiro: Para evitar a compra de um tecido caro em 1937, as pás foram feitas com (cada uma) seis placas de madeira fina, "que abundava na zona".
Apesar da ausência de comemorações a nível nacional, o Dia dos Moinhos assinala-se terça-feira e algumas autarquias tentam fomentar a data. É o caso de Viana do Castelo que prevê para o próximo fim-de-semana visitas aos moinhos de Rodízio, uma azenha copeira em Outeiro ou aos moinhos de vento em Montedor. Em Viana do Castelo existe ainda um moinho de maré, as azenhas de D. Prior, na Meadela.
Com o livro de visitas na mão, Armindo lembra as mensagens deixadas por turistas ingleses, finlandeses, suíços e espanhóis. E até uma japonesa o visitou. "Descobrem na Internet e aparecem por cá. Há muitos que não resistem e acabam por regressar", conta orgulhoso, o moleiro de serviço no Marinheiro.

Diário de Notícias -3.4.2009-
A Azenha
No concelho de Albufeira, propriamente na freguesia de Paderne, encontra-se também um moinho de água, a azenha. O moinho fica junto a ribeira de Quarteira e foi totalmente recuperado, no ano 1980, por um grupo de amigos de Albufeira.
Também se conheceu na altura o último moleiro Snr. Manuel e a esposa que viveram e trabalharam durante décadas na dita azenha.
Depois da recuperação foram lá feitas muitas festas tradicionais e o moleiro pôs o moinho a trabalhar. Com a farinha assim produzida cozeu-se o pão no formo a lenha.
O moleiro Snr. Manuel Cevadinha deixou-nos também uma quadra alusiva aos moinhos:
No caminho da ribeira
Vai com o burro o tio Roque
Leva o grão para moer
Arre burro tic-toc.
Na azenha a mó moendo
Vai moendo sem cessar
Breve do grão será
Farinha e depois pão do nosso lar.
E na mó moendo
Não há ninguem que lhe toque
E a caminho da ribeira
Vai andando o tio Roque
A água da ribeira sempre correr
E a mó de pedra sempre a moer.

Werngard
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A MINHA OPINIÃO
segunda-feira, 30 de março de 2009
História picaresca de Olhão
Então ela começou a cantar:
se vens pedir ajuda
vai te embora.
O meu marido está em casa
e eu não te posso ajudar.
domingo, 29 de março de 2009
Bunker da Alemanha transformado em Museu
sábado, 28 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Big Brother totalJade Cerisa Lorraine Goody. Ainda há pouco mais de um mês o nome era totalmente desconhecido em Portugal. A chamada imprensa cor-de-rosa começou a falar desta vedeta da TV britânica quando se soube que sofria de cancro no colo do útero em fase avançada e que decidira mediatizar a sua doença a fim de obter dinheiro dos jornais, revistas e canais de televisão e assim deixar um pecúlio aos seus filhos Bobby, de 5 anos, e Freddy, de 4. Condenada por uns, compreendida por outros, a verdade é que não deixou de ser coerente com o estilo de vida que abraçara ao participar em dois programas Big Brother ingleses e tornar-se assim uma celebridade com direito a show próprio, marca de perfume e outras futilidades condenadas ao sucesso. Há quem recorde com revolta o seu comportamento racista para com uma actriz indiana com quem participava no programa Big Brother dos Famosos, atitude essa que viria a ditar a sua expulsão. Há quem prefira lembrar-se com respeito da mulher que teve a coragem de não viver na reclusão a fase terminal de uma vida breve e tumultuosa. Há ainda quem se limite a registar que Jade Goody ultrapassou o limiar das sombras na madrugada de domingo, dia 22, durante o sono, adiando assim para mais tarde uma possível reflexão sobre o significado da vida e da morte, se é que as coisas não são apenas uma.
quinta-feira, 26 de março de 2009
HORA DO PLANETA
sábado, 21 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA

Conheça as propostas que os portugueses têm para apresentar à classe política
E porque não há-de qualquer cidadão ter propostas para mudar o país e poder fazê-las chegar aos destinatários? No ano em que se comemoram os 35 anos da Revolução dos Cravos e em que decorre um importante ciclo eleitoral, a revista VISÃO -em conjunto com a SIC, o EXPRESSO e o portal aeiou- quis dar essa possibilidade aos leitores, através da iniciativa "Portugal é de todos".
quarta-feira, 18 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA

sábado, 14 de março de 2009
CRAVOS DO POETA

Variedade: Cravos do Poeta
Nome comum: Cravina
Nomes populares: Cravo, Cravina, Cravinhas, Cravo do Poeta
Família: Caryophyllaceae
Origem: Região Mediterrânica
História: Os cravos eram considerada "flores divinas" pelos antigos gregos, sendo também muito retratadas na época do renascimento, pois eram símbolo de fidelidade. Muito citada na literatura, a flor desta planta tinha um significado especial, pois representava o homem nos romances, enquanto a rosa representava a mulher.
Descrição: Planta perene, anual ou bienal de curta duração, muitas vezes cultivada como anual. O Cravo do poeta possui caule herbáceo, ramificado, de cor verde claro a verde médio, de porte erecto e com nós salientes. As folhas são persistentes, sésseis, de inserção oposta e de forma linear, de cor verde médio. As flores são agrupadas, panículadas ou no topo do caule, com cálice tubular com cinco sépalas abertas estendidas com um diâmetro de cerca de 3 cm, dobradas com as bordas recortadas. Apresenta uma vasta variedade de cores desde o branco, rosa, vermelho e amarelo, com diversas tonalidades e mistura. O fruto é uma cápsula. Estas plantas podem atingir alturas de 20 - 45 cm.
sexta-feira, 13 de março de 2009
LENDAS DE PORTUGAL - V - ELVAS
Um amor infeliz? Que lhe havemos de fazer? Trata-se de D. Lopo de Mendonça, um fidalgo de Elvas com poucos recursos. Assim, sendo uma figura galante, quando pensa em dar um passo mais sério, a caminho do altar, leva com um rotundo não do pai da noiva, que prefere sempre alguém de fortuna. A lenda tem a data de 1637, o que quer dizer que em Elvas, nessa altura, era um andar para lá e para cá no que se refere a Espanha. Ora desta vez, o jovem Lopo é convidado para um baile em Zafra, a pouca distância de Badajoz. Nada que um cavalo não consiga resolver numas horas. E lá foi. A função era em casa dos ricos Ugarte, onde conheceria o grande amor da sua curta vida, D. Mência. Ela também se apaixonou por ele. E o cavalo passou a fazer Elvas-Zafra com os olhos fechados.
Um dia, Lopo regressa a Elvas e dá de caras com o seu grande amigo Álvaro, que lhe nota um ar triste. Nada mais simples, a jovem Mência, por ordem do pai estava para casar com um membro da poderosa família Ramirez del Prado. Como ela tivesse dito não, o pai fechara-a no mosteiro das religiosas de Santa Clara. Felizmente haviam arranjado uma noviça como pombo-correio.
Álvaro é jovem como Lopo e sugere-lhe que a rapte e a traga para Elvas, que ficaria sob a protecção de sua mãe. No dia imediato à chegada casariam e depois logo se veria! Lopo de Mendonça entusiasma-se e lá vai numa cavalgada a Zafra. Consegue que a noviça lhe traga a namorada à fala. Ele empoleirado numa árvore e ela atrás das grades da janela do mosteiro. Mência acede ao rapto e combinam para o dia seguinte de madrugada, ele passará uma corda para o alto da torre e irá lá buscá-la. Em baixo, apenas o seu cavalo e um pajem.
À hora marcada, no alto da torre, Mência aguarda o seu amor. Este chega à base da torre e prepara a corda. A seu lado está o pajem. Não há movimentos suspeitos, nem acha provável que os haja porque fez tudo aquilo pela calada. Deita a mão à corda e, num momento, fica cercado por cinco espadas. O pai de Mência, que avança e o esbofeteia, e quatro criados. Um destes criados é, já se vê, o pajem que ele nessa tarde contratara em Zafra.
E temos uma bela cena de capa e espada. A primeira cutilada de espada ágil do jovem Lopo de Mendonça é mortal e acerta no homem que ele queria ter como sogro. Depressa retira a lâmina ensanguentada e consegue misturar o sangue nobre do fidalgo de Zafra com o vermelhão vulgar dos seus criados. Os outros dois sicários, vendo as coisas mal paradas, desatam a fugir, que o jovem Lopo lhes pareceu demasiado saldado para eles.
No alto da torre do mosteiro, D. Mência está desmaiada nos braços da noviça-correio. O namorado monta e segue para Sevilha. Aí alista-se numa tropa que vai para Nápoles. Entra em batalhas, é ferido muitas vezes. Quer apagar a morte do pai da namorada. Entretanto sabe que esta professou mesmo. E cada vez mais se envolve em batalhas até que a morte lhe apaga da memória o espectro do fidalgo de Zafra.
sábado, 7 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Cidadãos querem reaver tesouro vendido a Madrid
As peças estão em exposição no Museu Arqueológico desde 1922
Moedas do período romano e seis peças de ourivesaria arcaica, dos séculos II e I a.C., de prata, atribuídas aos lusitanos. É este conjunto, conhecido como o "Tesouro de Chão de Lamas", que a Universidade Sénior de Miranda do Corvo quer ver de regresso a Portugal.
O tesouro foi encontrado na aldeia de Chão de Lamas, do concelho de Miranda do Corvo, em 1913 e desde 1922 que está em exposição no Museu Arqueológico Nacional em Madrid.
Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa, reconhece o valor do tesouro e defende que se regressar para Portugal, deverá ser integrado na colecção existente na instituição que dirige, "que tem uma das mais importantes colecções de ourivesaria arcaica de toda a Europa".
Considerando "legítima e até saudável" a reivindicação da Universidade Sénior de Miranda do Corvo, Luís Raposo reconhece que, "do ponto de vista jurídico será muito difícil reclamar o regresso a Portugal das peças".
O responsável lembra que, neste caso em concreto, não houve uma usurpação indevida do conjunto. No início dos anos 20 de século XX, quando o proprietário quis vender o tesouro, o Estado português não se terá mostrado interessado na sua compra. Daí a venda ao museu espanhol.
No entanto, os cerca de 85 estudantes da Universidade Sénior estão apostados em fazer regressar a Portugal o espólio. E para angariarem mais apoios para a sua causa, agendaram para dia 27 uma palestra de arqueologia, na Universidade de Coimbra. No dia 8 de Abril deslocam-se à Assembleia da República onde devem ser recebidos pelos grupos parlamentares. Está também já marcada uma ida ao museu madrileno.

Outras peças portuguesas no estrangeiro
O "Tesouro de Chão de Lamas" não é o único que se encontra fora do País.
O Museu Britânico em Londres e o Museu das Antiguidades Nacionais de França em Paris, são dois outros exemplos onde se podem admirar peças valiosas descobertas em Portugal. A xorca (espécie de colar) de ouro da Penha verde, recolhida na serra de Sintra no final do século XIX, encontra-se desde o início do século XX em exposição no Museu Britânico. Uma outra peça de ourivesaria arcaica, o denominado "colar de Coimbra", em ouro, também foi vendido e os portugueses, para o verem, têm de se deslocar a Paris. Situações deste género dificilmente aconteceriam hoje em dia. A legislação actual impede que peças classificadas do ponto de vista patrimonial e cultural sejam exportadas para fora do país de origem.
Diário de Notícias - 5.03.2009-
quinta-feira, 5 de março de 2009
AS MÃOS
Não há mão mais calejada
Que a mão do cavador.
***
Há mãos tão abençoadas,
Que salvam lares inteiros.
Às vezes ficam queimadas,
São as mãos dos bombeiros.
***
Também há mãos decididas,
Que aliviam muitas dores.
E essas mãos tão queridas,
São mãos dos doutores.
***
Também há mãos carinhosas,
Mãos de amor mensageiras.
Que ajudam, tão bondosas,
São as mãos das enfermeiras.
***
Com as mãos se faz pintura,
Com elas se escreve a canção,
Com elas se dá ternura
E se sente o coração.
***
Existem mãos tão ladinas,
Em que pomos esperanças!
São as mãos pequeninas,
As mãos das nossas crianças.
***
Há mãos de grande valor,
Cumprindo tão nobres metas.
São as mãos do professor,
Entre livros e poetas.
***
Com as mãos também se erra!
A mão de tudo é capaz!
Com as mãos fazem guerra,
Não as mandam fazer paz!
***
Com as mãos reza a Deus,
Com as mãos roga aos Céus,
Com as mãos pede a Deus,
P'ra salvar os filhos seus!
***
Albertina Coelho Rodrigues
Albrecht Duerer 1471-1528

domingo, 1 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Primeira exposição com colecção Cachola, Prates e Graça Morais
O grupo imobiliário Lusort vai inaugurar, a 18 de Abril, o Centro de Arte Contemporânea de Vilamoura, num dos antigos edifícios da Sociedade Agrícola da Quinta da Quarteira.
A primeira exposição vai reunir obras do Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Colecção António Cachola, Fundação António Prates, centro de Arte Contemporânea de Bragança/Graça Morais e uma instalação de Cristina Ataíde.
Apostando na arte contemporânea "como elemento fundamental para a vivência de Vilamoura", como refere o grupo em comunicado, a primeira mostra neste novo espaço contará com trabalhos dos artistas Álvaro Lapa, Cristina Ataíde, Graça Morais, Helena Almeida, Ilda David, João Galrão, João Vieira, Jorge Martins, Jorge Molder, José Pedro Croft, Júlio Pomar, Pedro Calapez, Pedro Portugal, Pedro Proença,Pedro Tudela, Rui Chafes, Rui Sanches e Vasco Araújo, entre outros.
Recorde-se que a primeira iniciativa da Lusort no domínio da arte contemporânea aconteceu no Verão do ano passado, fruto de uma parceria com a Inframoura que se traduziu na exposição de uma instalação de João Pedro Vale nas ruínas romanas do Cerro da Vila.
(Graça Morais)De Quinta da Quarteira a Vilamoura
O edifício do futuro Centro de Arte Contemporânea de Vilamoura pertencia à Sociedade Agrícola da Qinta da Quarteira, propriedade cuja história remota a 1413, ano em que D. João I a atribuiu a Gonçalo Nunes Barreto. Vendida em 1915 à Sociedade Santos Lima, seria adquerida em 1929 por João Júdice Fialho, empresário de Portimão que modernizou a exploração agrícola e desenvolveu as instalações para conservação e armazenagem de produtos. Nos anos 60, a Quinta da Quarteira seria vendida pelos herdeiros de Júdice Fialho ao banqueiro Arthur Cupertino de Miranda, para ali nascer o maior empreendimento turístico privado da Europa: Vilamoura.
O edifício, que em tempos funcionou como adega e entreposto de produtos agrícolas, está actualmente a ser recuperado para acolher uma sala de exposições e cafetaria, e pretende "preencher uma importante lacuna no espaço geográfico de Vilamoura", refere a Lusort. Este grupo, principal promotor imobiliário de Vilamoura, está a desenvolver o plano de urbanização Vilamoura XXI, no qual se destaca o projecto da Cidade Lacustre.
Diário de Notícias -28.02.2009-
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A MINHA OPINIÃO
Chegamos as 21.05 horas e o Auditório já se encontrava completamente cheio, com pessoas em pé e sentados nas escadas. Também nos sentamos nas escadas e esperamos que o espectáculo começasse.
Ao fim de 70 minutos (sem intervalo) saímos de lá, com dores nas costas e pernas adormecidas, mas valeu a pena!
O grupo constituído por três músicos, um cantor e uma bailarina derem um espectáculo excelente. A mistura da música árabe com a música e dança (Flamenco) espanhola foi muito bem conseguida.
A bailarina dançou com muita elegância mas também com muita garra!
Werngard













