quinta-feira, 14 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Cataratas do Iguaçu a meio gás devido à seca no Brasil

Contrasto: Na região Norte e Nordeste o problema são as chuvas intensas e as cheias. Mas no Sul não chove há meses
A cada segundo, num dia normal, as Cataratas de Iguaçu despejam 1,2 milhões de litros de água. Mas a pior seca em 80 anos no Sul do Brasil faz com que a queda de água tenha passado para menos de metade. No Norte e Nordeste, pelo contrário. os brasileiros deparam-se com inundações devido à chuva intensa.
Património Natural da Humanidade da UNESCO, as cataratas na fronteira entre Brasil e Argentina são visitadas anualmente por um milhão de pessoas, mas agora os passeios estão suspensos. Em vez disso, voluntários de uma organização não governamental aproveitam a diminuição das águas para limpar o lixo acumulado.

Diário de Notícias -9.5.2009-

É pena! Num lado água a mais, no outro começa fazer falta! Visitei, com o meu marido, as Cataratas do Iguaçu em 1997 e são de uma beleza de suster a respiração. Fizemos os passeios do lado do Brasil e também do lado da Argentina. Foi uma experiência inesquesível. Esperamos que a chuva chega em breve!

Werngard

sábado, 9 de maio de 2009

MARGARIDA


Margarida é o nome popular a uma grande variedade de plantas ( e flor respectiva, ou melhor, a sua inflorescência). Na verdade, não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que apresenta muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de "margarida" qualquer planta da família das Compostas. Além do mais, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, malmequer, bonina, etc., que, por sua vez, são também nomes utilizados para espécies diversas que nem sempre coincidem.


Esta flor tem sua origem em zonas do Hemisfério Norte. A margarida ou "Chrysanthemun leucanthemum" é uma planta herbácea da família das Compostas.
As pétalas das margaridas têm uma forma alargada e delgada. Estas pétalas rodeiam o botão central dourado ou amarelo. As folhas das margaridas têm uma forma oval. Os seus caules são compridos e delgados, alcançando em alguns casos um metro de altura.
Acerca das diversas classes de margaridas, há uma grande variedade de Chrysanthemun". Contudo entre elas, o aspecto muda imenso. Entre as margaridas cultivam-se tamanhos diferentes de flor, mas todas pertencem à categoria dos "Chrysanthemun leaucanthemum" com excepção da margarida-menor, originária da Eurásia, a que se chama "Bellis perennis".

domingo, 3 de maio de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Pinnawala, o lugar onde os elefantes reaprendem a viver

Criado em 1975, o orfanato do Sri Lanka tornou-se uma instituição de referência. Até dia 6, uma exposição em Lisboa fala de si.


Sama, hoje com dez anos, chegou ao Orfanato de Elefantes de Pinnawala, no Sri Lanka, em 1995, gravemente ferida: perdera parte de um dos membros anteriores na explosão de uma mina. Fiel ao seu nome, que significa "paz eterna", Sama revelou uma inabalável vontade de viver, ultrapassando as limitações que o acidente lhe impôs.

O seu corpo -Sama tem hoje 1.800 quilos e, somo os elefantes, continuará a crescer até cerca dos 25 anos- tem, porém, vindo a ressentir-se: na impossibilidade de mover-se como os seus pares, a elefante-fêmea está a sofrer graves deformações nas articulações e, sobretudo, na coluna. Para lhe devolver qualidade de vida, uma equipa de profissionais da área da medicina, humana e veterinária, da Áustria, Alemanha e Suécia, desenvolveu uma prótese especialmente pensada para si, a que Sama terá de adaptar-se de forma gradual.

Entre os mais importantes do mundo, o Orfanato de Elefantes de Pinnawala iniciou a sua actividade em 1975, com cinco bebés sem família à sua guarda.

Numa ocasião rara, o dia-a-dia do orfanato está, entretanto, a ser objecto de uma exposição em Lisboa. 21 fotografias do arquitecto e artista plástico João Balthazar, tem por título Guardadores de Elefantes e encontra-se patente até quarta-feira na Gest'Art Gallery do INDEG, a escola de gestão do ISCTE, na Avenida das Forças Armadas.

Em nota de imprensa, o autor recorda a experiência que viveu em 2006, ano em que testemunhou, naquele santuário, a "luta pela sobrevivência, educação e crescimento de jovens perdidos, que precisam de descobrir o seu caminho e o seu espaço".

Diário de Notícias -3.5.2009-



Meu marido e eu fizemos uma viagem a Sri Lanka em 1995. Visitamos muitos sítios, vimos muitos templos e estátuas de Buda de todos os tamanhos e feitios. Subimos a rocha Sigiriya, onde no topo se encontra a ruína dum palácio. Também visitamos o orfanato de Pinnawala, onde tivemos a oportunidade de dar biberão aos elefante bebés. Ficamos emocionados com o tratamento daqueles animais pelos funcionários desta instituição.


O povo de Sri Lanke é, alem de ser muito pobre, muito simpático e prestável e muito limpo.

Werngard

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A MAIA

O dia 1 de Maio celebra-se no Algarve como o início da Primavera e tradicionalmente todas as pessoas das gerações mais antigas festejavam, pondo nas varandas ou às portas das suas casas uma boneca em tamanho natural, com um chapéu de palha enfeitado com papoilas e colares brilhantes ao pescoço, conhecida como "A Maia".
Há, no entanto, uma historia de tradição oral, pois parece não haver nada escrito, ter acontecido em Lagos aparecer um homem (digamos um burlão) levando montada nesse dia num macho (macho era o nome dado ao cruzamento dum cavalo com uma mula) a boneca Maia e, conforme ia andando ao longo da rua dizia para as pessoas: "Vejam como a Maia está bonita, mas mais bonita ficaria se fosse enfeitada com cordões que luzissem".
As pessoas na sua boa fé foram buscar os seus cordões de ouro para enfeitar a boneca e o burlão continuava dizendo: "Vejam como luz, quanto mais longe mais luz" e assim continuou pela rua fora incitando as pessoas a enfeitar a boneca, repetindo: "Vejam como luz, quanto mais longe mais luz".
Assim continuou até à saída de Lagos e nessa altura, saltou para cima do macho e debandou rapidamente desaparecendo da vista.
Esta história, oralmente transmitida nas famílias, deu origem a não ser antigamente muito conveniente empregar o termo "Quanto mais longe mais luz" em Lagos, pois as pessoas levavam a mal.
Helena

Quem estiver interassado em saber mais sobre a tradição das "Maias" pode ver nas seguintes páginas:

http://adefesadefaro.blogspot.com/2008/04/os-maios-no-algarve.html

www.eb1-brancanes.rcts.pt/a_os_maios_2006.htm

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O homem que salvou o cão-d'água

Descendente de um clã de judeus empresários e industriais que chegou a Portugal há 300 anos, Vasco Bensaúde andava à procura de bons cães-d'água quando um médico veterinário lhe falou num tal Leão - um cão prodigioso, companheiro de um pescador de Albufeira. Bensaúde deslocou-se ao Algarve a fim de fazer o negócio, mas o pescador foi lacónico: só vendia o cão se lhe saísse a sorte grande. Na semana seguinte, já em Lisboa, Vasco Bensaúde recebeu um telefonema do filho do pescador a dizer que o seu pai tinha ganho a Lotaria e que portanto ele podia ir buscar o cão. As ninhadas descendentes de Leão - que funcionou no canil como cão-padrão - salvaram a raça, que estava à beira da extinção. Hoje, o cão-d'água é criado nos Estados Unidos com grande sucesso e até já há um exemplar na Casa Branca.

domingo, 26 de abril de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Descoberta nova árvore escondida pela guerra

Etiópia: A nova espécie de acácia "Acacia fumosa" domina uma zona de pelo menos oito mil quilómetros quadrados

O botânico Mats Thulin descobriu uma nova espécie do género Acacia na região etíope de Kebri Dejar, em Ogaden, junto à fronteira com a Somália. O facto de esta área ser de difícil acesso e palco de conflitos constantes fez com que tivesse ficado de fora do olhar atento dos cientistas. Finalmente esta árvore com seis metros de altura, uma copa de oito a dez metros de diâmetro e bonitas flores cor-de-rosa foi descrita na revista Science.
Ao contrário das mais de duas mil plantas descobertas todos os anos, a Acacia fumosa cobre uma área de oito mil quilómetros quadrados - aproximadamente o tamanho de Creta. Não é frequente encontrar uma espécie tão abundante. "O número total de indivíduos deve ser de milhões", disse à Reuters David Mabberley, dos Jardins Botânicos Reais em Kew, no Reino Unido. "Passei a minha vida à procura de novas plantas e a descrever novas espécies e fiquei surpreendido quando soube desta árvore."
No artigo da Science, Mabberley escreveu que a árvore foi ignorada por gerações de botânicos porque são raras as visitas à região de Kebri Dejar, onde a Frente Nacional de Libertação de Ogaden luta por autonomia. Segundo o autor, a descoberta é encorajadora porque é uma prova de que grandes espécies podem ainda ser encontradas, desde as florestas tropicais às profundezas do oceano.
Diário de Notícias -26.4.2009

Never give up! Um bom exemplo...!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

AS ROSAS


Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailando das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

Sophia de Mello Breyner

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ESTRELÍCIA

Nome vulgar: Estrelícia
Nome científico: Estrelitzia reginae Ait
Família: Strelitziaceae

Distribuição e Habitat: originária da África do Sul e amplamente cultivada na Madeira divido ao seu elevado valor comercial.
Descrição: Planta exótica, tropical e perene que pode atingir 1 m de altura. As folhas são verdes, brilhantes, coriáceas e em forma de pás. As flores fazem lembrar a cabeça de uma ave conhecida como ave do paraíso, devido à sua forma única e coloração azul e laranja, sendo por isso esta uma das possíveis designações desta planta. A época de floração é durante todo o ano.

domingo, 19 de abril de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Busca do túmulo de Cleópatra e marido

Arqueologia: Equipa inicia na próxima semana escavações em locais onde podem estar sepultados Cleópatra e Marco António, em Alexandria

Um grupo de arqueólogos que há três anos faz escavações sistemáticas junto ao templo Tasposiris Magna, a oeste de Alexandria, afirma que poderá estar próximo de encontrar o túmulo conjunto de Cleópatra e Marco António.
A equipa, liderada pelo egípcio Zahi Hawass, e que conta com a participação da egiptóloga Kathleen Martinez, da República Dominicana, vai iniciar na próxima semana escavações nos três locais que foram identificados junto ao templo como podendo ser o do túmulo do famoso casal que há mais de dois mil anos protagonizou uma história de amor e de poder que acabou tragicamente.
Para identificar os potenciais sítios do túmulo, os arqueólogos fizeram um rastreio por radar de toda a zona envolvente de Tasposiris Magna, após uma série de achados reveladores, entre os quais se contam moedas com a efígie de Cleópatra e um busto da antiga rainha.
O templo Tasposiris Magna foi construído em honra da deusa Ísis na época grego-romana, e a equipa de arqueólogos tem trabalhado no local desde há três anos.
"Há evidências históricas, nomeadamente, nos escritos do cronista Plutarco, que indicam que Cleópatra e Marco António foram enterrados juntos", explicou Kathleen Martinez, citada pela AFP.
Em resultado do trabalho desenvolvido naquele local, a equipa já identificou, em 27 túmulos descobertos, dez múmias de nobres da mesma época. Para a equipa, isto é indicativo de que um deles pode ser o túmulo do casal.
Juntamente com as múmias, foram encontradas moedas com a efígie de Cleópatra e de Alexandre o Grande. Outras 22 moedas de bronze estão igualmente cunhadas com a face da rainha, numa vista de perfil.
Tanto estas moedas, como um busto de Cleópatra, igualmente encontrado no local, mostram que a antiga rainha do Egipto "era uma beldade", segundo afirmou Zahi Hawass. "As moedas em que vê o seu rosto e pescoço desmentem as afirmações de certos eruditos que afirmam que ela era muito feia", afirmou o arqueólogo. Em 30 a.C., Cleópatra e Marco António foram derrotados pelo imperador romano Octávio e suicidaram-se.
Diário de Notícias -17.4.2009-

quarta-feira, 15 de abril de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - VI - LAGOA

A esteira de figos
Do castelo de Porches, no lugar chamado Porches-o-Velho, hoje dentro do perímetro do município de Lagoa, restam apenas algumas ruínas. E nem foi incúria dos homens nem nenhuma batalha de extrema violência a provocar aqueles escombros. Foram as forças da natureza em 1755, o terramoto do primeiro dia de Novembro. Construído, ao que parece sobre antigas fortificações romanas, para defesa da costa algarvia contra as invasões dos mouros, nessa altura já há muito cumprira o seu papel. Ora ali bem perto do castelo passa o ribeiro do Vale do Olival, sobre o qual os ocupantes mouros construíram uma curiosa ponte, da qual apenas resta um pilar como amostra de tempos tão antigos.
Certa noite, ao que se diz de um belíssimo luar, um homem, que habitava por aqueles sítios, passou junto a um dos pilares da ponte. Naquele instante pareceu-lhe escutar vozes. Ficou um pouco à escuta e reparou no tom lamentoso dessas vozes, interrogando-se sobre a sua origem. Não parecia que quem assim se queixava estivesse longe do local onde ele se encontrava, pelo que deu uma volta pelo local. Daí a instantes, o homem surpreendeu-se ao verificar que as vozes eram de duas pessoas, seja um homem já de idade e uma jovem, ambos vestidos à maneira dos mouros. Admirou-se do encontro, pois mal tinham passado duas semanas desde que os mouros tinham sido expulsos do Sul pelas tropas cristãs do rei de Portugal, que assim se tornara também rei dos Algarves, como então se dizia. E, discretamente recolhido nuns arbustos, ouviu o mouro dizer para a rapariga:
"Minha querida filha, aqui ficarás enquanto não for cortado este mato e a terra semeada. Depois, se assim não fizerem, não tornarás a aparecer no aduar de teus pais!"
E, num ápice, pai e filha desapareceram, ficando o homem muito impressionado. Não havendo mais nada ali a fazer, foi à vida dele, muito pensativo. Mas ao chegar a Porches não deixou de contar a várias pessoas aquilo que presenciara. Passou-se o tempo e, alguns meses mais tarde, uma mulher do povoado, que andava a pedir esmola, ao passar junto dos pilares da ponte do ribeiro do Vale do Olival, viu algo com que não contava. Havia uma esteira estendida no chão e, sobre ela, figos expostos aos raios solares. Como se alguém os quisesse armazenar secos para o inverno.
Ora ela não contava com aquilo porque ali à volta era tudo mato e não havia figueiras senão a muita distância. Como é que apareciam, então, ali os figos? Aliás, até desconfiou que fossem figos o que estava a ver. E, vai daí, a mendiga apanhou uns quantos e meteu-os na cestinha que levava para guardar as esmolas que lhe desse a caridade dos moradores. Foi a mulher pelo caminho que pensara, quando lhe deu a fome e lembrou-se dos figos. Abriu a cestinha e por cada figo encontrou uma peça de ouro fino. E logo arrepiou caminho. Regressando à ponte, mas já lá não estava a esteira nem os figos. E quando contou o que lhe acontecera, os poucos que nela acreditaram, lembraram-se de que ali ainda estava a mourinha encantada, enquanto não cortassem o mato...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Dia dos Moinhos comemora-se na terça-feira

Por caminhos estreitos e sinuosos, uma pequena maravilha esconde-se à beira-mar, em Carreço. A pouco mais de um quilómetro da movimenta estrada EN 13 erguem-se os moinhos de vento de Montedor, totalmente reabilitados em 2002, depois de anos de abandono, cativando agora muitos turistas "distraídos".
"Andam perdidos pela aldeia e acabam por dar com isto. Depois regressam com amigos", diz Armindo Pires, o moleiro do marinheiro, o mais emblemático dos três moinhos. "É o único do País com as velas em madeira. Só os havia no Minho e só este funciona", conta.
Nem sempre foi assim. Antes de 2002, data em que - depois adquirido pela Câmara do Viana do castelo - foi transformado em núcleo museológico, do moinho restavam as paredes. "Foi uma reabilitação difícil porque não havia quem conhecesse a arte, a madeira tinha de ser especial. Mas ao fim de alguns anos lá se conseguiu recuperar tudo."
Além do marinheiro, o núcleo museológico entretanto criado conta com outro moinho, o de Cima, a poucos metros de distância, transformado num centro de interpretação. Mais afastado está o Do Petisco, mas este na posse de privados. Todos se erguem em Montedor, rodeados pelo monte e apenas com o mar de fundo. Neto do proprietário inicial dos dois moinhos, Armindo Pires, empregado fabril de 50 anos, aceitou o convite e ficou encarregado de o "fazer funcionar" e abrir aos turistas, a quem explica detalhadamente o seu funcionamento. "Andei por aqui com o meu pai até aos 17 anos e era dos únicos que ainda sabia trabalhar com isto", explica.
Continua a manter "totalmente operacional" o principal moinho. "Sempre que preciso faço a farinha para as minhas galinhas aqui". Os dois estão, por norma, de portas abertas ao fim-de-semana e surpreendem os turistas por funcionarem sem velas de pano. Aqui entra a explicação do moleiro: Para evitar a compra de um tecido caro em 1937, as pás foram feitas com (cada uma) seis placas de madeira fina, "que abundava na zona".
Apesar da ausência de comemorações a nível nacional, o Dia dos Moinhos assinala-se terça-feira e algumas autarquias tentam fomentar a data. É o caso de Viana do Castelo que prevê para o próximo fim-de-semana visitas aos moinhos de Rodízio, uma azenha copeira em Outeiro ou aos moinhos de vento em Montedor. Em Viana do Castelo existe ainda um moinho de maré, as azenhas de D. Prior, na Meadela.
Com o livro de visitas na mão, Armindo lembra as mensagens deixadas por turistas ingleses, finlandeses, suíços e espanhóis. E até uma japonesa o visitou. "Descobrem na Internet e aparecem por cá. Há muitos que não resistem e acabam por regressar", conta orgulhoso, o moleiro de serviço no Marinheiro.




Diário de Notícias -3.4.2009-

A Azenha

No concelho de Albufeira, propriamente na freguesia de Paderne, encontra-se também um moinho de água, a azenha. O moinho fica junto a ribeira de Quarteira e foi totalmente recuperado, no ano 1980, por um grupo de amigos de Albufeira.
Também se conheceu na altura o último moleiro Snr. Manuel e a esposa que viveram e trabalharam durante décadas na dita azenha.
Depois da recuperação foram lá feitas muitas festas tradicionais e o moleiro pôs o moinho a trabalhar. Com a farinha assim produzida cozeu-se o pão no formo a lenha.
O moleiro Snr. Manuel Cevadinha deixou-nos também uma quadra alusiva aos moinhos:

No caminho da ribeira

Vai com o burro o tio Roque

Leva o grão para moer

Arre burro tic-toc.

Na azenha a mó moendo

Vai moendo sem cessar

Breve do grão será

Farinha e depois pão do nosso lar.

E na mó moendo

Não há ninguem que lhe toque

E a caminho da ribeira

Vai andando o tio Roque

A água da ribeira sempre correr

E a mó de pedra sempre a moer.


Werngard

A AZENHA - PADERNE

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A MINHA OPINIÃO

Visita ao Jardim Botânico de Lisboa

Na semana passada estive em Lisboa e como tinha visto, já no ano passado, um artigo sobre o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa e sobre a sua estufa de borboletas decidi de lá fazer uma visita.
Paguei 1,50 € de entrada e mais o,50 € para o mapa do jardim. Comecei então a minha visita. E foi uma grande desilusão!
O jardim está com um aspecto completamente abandonado. As muitas árvores não são tratadas, os caminhos cheios de folhas. os bancos sujos e alguns partidos, os baldes de lixo partidos, os cursos de água completamente secos e cheios de folhas! Não encontrei um único jardineiro!
Depois fui procurar a tal estufa das borboletas, a pensar que ia encontrar uma coisa lindíssima. Paguei mais 1,00 € para lá entrar e fiquei mais uma vez desiludida. Estava lá uma funcionária a tentar os possíveis de me mostrar as larvas e as borboletas. Foi muito simpática da parte dela. Mas, as borboletas que vi foram poucas e as mais comuns. Cheguei a pensar que no meu jardim encontro borboletas mais bonitas!
No caminho para a saída entrei em mais uma estufa, toda quase a cair de podre, sem plantas, sem ser numa vitrina, onde não me percebi bem o que era.
Eu penso, que ninguém se importava pagar um pouco mais para a entrada (além de 3,00 € não é pouco!) mas que iria encontrar um jardim limpo e organizado.
Saí de lá envergonhada porque andavam lá alguns turistas estrangeiros que tal como eu pensaram como é possível na capital do país encontrar um Jardim Botânico tão sujo e abandonado!
Werngard

segunda-feira, 30 de março de 2009

História picaresca de Olhão

As casas no Algarve antigamente tinham uma escada para a rua de acesso à açoteia. Havia uma mulher cujo marido era pescador e ela tinha um amante. Na ausência do marido ela pendurava um corno na chaminé para avisar o amante que podia visitá-la. Aconteceu um dia que o marido estava em casa e ela tinha se esquecido de tirar o corno da chaminé. O amante chegou, viu o corno. Entretanto ela sentiu barulho na chaminé e lembrou-se que tinha deixado o corno na chaminé.
Então ela começou a cantar:
Alma do outro mundo
se vens pedir ajuda
vai te embora.
O meu marido está em casa
e eu não te posso ajudar.

domingo, 29 de março de 2009

Bunker da Alemanha transformado em Museu

Um antigo abrigo nazi é hoje um museu particular de arte contemporânea

O prédio de cinco andares, localizado no centro de Berlim, é um dos mais curiosos espaços de arte do país. Construído um 1942, sob supervisão de Albert Speer, arquitecto predilecto de Hitler, o Bunker chegou a dar protecção a três mil pessoas durante os bombardeamentos aliados à capital do Terceiro Reich.
Após várias tentativas fracassadas de o demolir, foi comprado em 2003 por um coleccionador de arte, e passou por anos de reformas para abrigar obras de artistas contemporâneos de renome. Quando adquiriu o imóvel, o empresário Christian Boros, dono de uma agência de publicidade de Wuppertal (oeste da Alemanha), foi considerado excêntrico.
Para ampliar o espaço interior, os arquitectos contratados por Boros reduziram o número de quartos de 120 para 80 e paredes com uma grossura de três metros foram deitadas abaixo, de modo a dar mais espaço à colecção.
(em alemão/in deutsch)

Planeta Terra - a nossa casa -

sábado, 28 de março de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Big Brother total

Jade Cerisa Lorraine Goody. Ainda há pouco mais de um mês o nome era totalmente desconhecido em Portugal. A chamada imprensa cor-de-rosa começou a falar desta vedeta da TV britânica quando se soube que sofria de cancro no colo do útero em fase avançada e que decidira mediatizar a sua doença a fim de obter dinheiro dos jornais, revistas e canais de televisão e assim deixar um pecúlio aos seus filhos Bobby, de 5 anos, e Freddy, de 4. Condenada por uns, compreendida por outros, a verdade é que não deixou de ser coerente com o estilo de vida que abraçara ao participar em dois programas Big Brother ingleses e tornar-se assim uma celebridade com direito a show próprio, marca de perfume e outras futilidades condenadas ao sucesso. Há quem recorde com revolta o seu comportamento racista para com uma actriz indiana com quem participava no programa Big Brother dos Famosos, atitude essa que viria a ditar a sua expulsão. Há quem prefira lembrar-se com respeito da mulher que teve a coragem de não viver na reclusão a fase terminal de uma vida breve e tumultuosa. Há ainda quem se limite a registar que Jade Goody ultrapassou o limiar das sombras na madrugada de domingo, dia 22, durante o sono, adiando assim para mais tarde uma possível reflexão sobre o significado da vida e da morte, se é que as coisas não são apenas uma.
Visão Nº 838