sexta-feira, 29 de maio de 2009

NA ÉPOCA DAS CEREJAS

Origem e Família:
A cereja, do subgénero Cerasus e incluída no género Rosacae, tem a sua origem na Ásia e pertence à família de frutas como a ameixa, o pêssego, o alperce e a nectarina.

Em Portugal a melhor região para a produção da cereja é nas encostas da Serra da Gardunha, no concelho do Fundão.

Dizeres populares:
--As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.
--Em Maio as cerejas uma a uma leva o Gaio.
--A homem farto as cerejas lhe amargam.
--Em Maio comem-se as cerejas ao borralho.
--Isto é a cereja no topo do bolo.

...ou de um cocktail!

Aplicação e Benefícios:
A cereja pode ser usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas. São recomendadas para o reumatismo, gota, artrite, arteriosclerose, diarreia e problemas intestinais.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

POEMA PARA OS AMIGOS

Não posso dar-te soluções
Para todos os problemas da vida,
Nem tenho resposta
Para as tuas dúvidas e temores,
Mas posso escutar-te
E compartilhar contigo.

Não posso mudar o teu passado
Nem o teu futuro
Contudo quando necessitares
Estarei junto a ti.

Não posso evitar que tropeces
Somente posso oferecer-te a minha mão
Para que te agarres e não caias.

As tuas alegrias
Os teus triunfos e os teus êxitos
Não são meus
Contudo desfruto sinceramente
Quando te vejo feliz.

Não julgo as decisões que tomas na vida
Limito-me a apoiar-te e estimular-te
E a ajudar-te sem que mo peças.

Não posso traçar-te limites
Dentro dos quais deves actuar
Contudo se te ofereço esse espaço
Necessário para crescer.

Não posso evitar o teu sofrimento
Quando alguma pena te parta o coração
Mas posso chorar contigo
E recolher os pedaços
Para os juntar de novo.

Não posso dizer-te quem és
Nem quem deverias ser
Somente posso amar-te como és
E ser teu amigo.

Nestes dias pensei nos meus amigos e amigas
Não estavas em cima, nem em baixo, nem no meio,
Não encabeçavas nem concluías a lista
Não eras o número um nem o número final.

Dormir feliz, emanar vibrações de amor,
Saber que estamos aqui de passagem
Melhorar as relações
Aproveitar as oportunidades
Escutar o coração, acreditar na vida.

E tão pouco tenho a pretensão de ser
O primeiro
O segundo
Ou o terceiro
Da tua lista.

Basta que me queiras como amigo
Obrigada pelo teu carinho.

Jorge Luís Borges

quarta-feira, 27 de maio de 2009

RIR É O MELHOR REMÉDIO

O carácter internacionalista do povo português:

Se um português tem um problema intrincado -vê-se grego-
Se um português não compreende alguma coisa -"aquilo" é chinês-
Se um português trabalha de manhã à noite -trabalha como um mouro-
Se um português vê uma invenção moderna -é uma americanice-
Se um português fala muito depressa -fala como um espanhol-
Se um português vive com luxo -vive à grande e à francesa-
Se um português quer causar boa impressão -é só para inglês ver-
Se um português tenta regatear um preço -é pior que um cigano-
Se um português é agarrado ao dinheiro -é pior que um judeu-
Se um português se diverte -está a gozar que nem um preto, ou que nem um turco-
Se um português veste um fato claro -parece um brasileiro-
Se uma portuguesa é loura, alta e boa -parece uma sueca-
Se um português quer um café curtinho -pede uma italiana-
Se um português se engana e cumpre horários -é de uma pontualidade britânica-
Se um militar português está bem fardado -parece um soldado alemão-
Se uma máquina funciona bem -é como um relógio suíço-
Mas quando alguma coisa corre mal -"É MESMO À PORTUGUESA"...

terça-feira, 26 de maio de 2009

DUAS LUAS NO CÉU

A 27 de Agosto à meia-noite e trinta minutos, olhe para o céu.
O planeta Marte será a estrela mais brilhante no céu. Será tão grande como a lua cheia.
Marte estará a 55,75 milhões de quilómetros da terra. Não o perca!
Será como se a terra tivesse duas luas.
A próxima vez que este acontecimento se produzirá, está previsto para o ano de 2287.
Compartilhe esta informação. Nada que seja vivo, poderá voltar a vê-lo.

sábado, 23 de maio de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA


PARABÉNS ALEMANHA

A República Federal da Alemanha celebra 60 anos e é uma história de sucesso

Quatro anos após a capitulação da Alemanha nazi, trocadas 169 milhões de palavras e escritas 750 mil páginas, no Conselho Parlamentar, seria promulgada, em Bona, a 23 de Maio de 1949, por Konrad Adenauer, a Lei Fundamental Alemã. "Quem viveu de forma consciente os anos desde 1933, agradece, com o coração comovido, que hoje nasça uma nova Alemanha", foram as palavras do patriarca.
Desmontados, pela geração de 68 e pelo terrorismo da RAF, o conformismo e os mitos do "nicht-gewusst-haben" ("não sabia de nada") e do "nicht-anders-gekonnt-haben" (não podia ter agido de outra forma") e sarada a cicatriz histórica do Muro, o país encontrou o seu lugar no concerto das Nações. Ao celebrar o futebol, em 2006, o povo descobriu que pode acenar a bandeira, ter orgulho em ser alemão, sem ter que se justificar. Passado, identidade e modernidade são os volantes de um único debate sobre o futuro, regido a partir de Berlim. Aos 16 anos de reinado de Helmut Kohl - marcados pela integração europeia e pelo reconhecimento de que Auschwitz tem um carácter único - seguiram-se sete anos de uma coligação entre sociais-democratas e verdes, uma ruptura ideológica e o fim da "República de Bona". Ironicamente serão os representantes da geração de 68, Gerhard Schroeder e Joschka Fischer, que decidirão o uso, sem complexos, da força militar como elemento da política externa, uma evolução que ocorre no contexto da Guerra do Kosovo, em 1999. Mais tarde, Schroeder falará de uma democracia madura "que tem o direito a dizer não". A oposição alemã à estratégia americana no Iraque é reveladora de uma outra aspiração: que a Alemanha seja reconhecida como um parceiro soberano, capaz de se opor aos EUA. Sessenta anos decorridos sobre a sua fundação, 90% dos alemães consideram que a história da República Federal é uma história de sucesso, mais de 70% afirmam que, no país, existe justiça social e cerca de um terço têm orgulho em ser alemães.

Bundespraesident Horst Koehler und Kanzlerin Angela Merkel

Uma campanha imprevisível
Em 2009, o país encontra-se de novo numa fase de mudanças. A eleição como chanceler da líder democrata-cristã, Angela Merkel, em 2005, teve uma dupla dimensão. É histórica, porque ela foi a primeira mulher, o primeiro cidadão do Leste e a mais jovem personalidade a liderar um Governo germânico. Todavia, marca também a emergência de aliança contranatura, ente democratas-cristãos e sociais-democratas, uma grande coligação que poderia ter reformado a Alemanha e não o conseguiu fazer - só o desemprego deve afectar mais de 5 milhões até 2010.
A quatro meses das legislativas, a chanceler vive, ao contrário do seu partido, um invejável estado de graça. E já anunciou estar disposta a formar novo Governo com os liberais do FDP. Como os sociais-democratas também não querem reeditar a presente coligação, a campanha promete. Pela primeira vez, apresentam-se seis partidos e com excepção de um -Die Linke, Partido de Esquerda- todos têm hipótese de integrar o futuro Governo de Berlim.

Visão Nº 846

sábado, 16 de maio de 2009

CATARATAS DE IGUAÇU

Na nossa última Notícia da Semana, publicada em 10.5., mostramos uma fotografia das Cataratas de Iguaçu no Brasil do ano 1997.
Hoje publicamos uma fotografia tirada esta semana. Na terça-feira passada foi registado um baixo volume de água nas Cataratas de apenas 310 metros cúbicos por segundo, quando, normalmente, são registados 1.500 metros cúbicos por segundo.


Werngard

sexta-feira, 15 de maio de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - VII - CABECEIRAS DE BASTO

Até ali, por S. Miguel, basto eu!

Embora tenha mudado de sítio, o Basto lá está na Praça da República, em Cabeceiras de Basto. Pela bizarra da composição da figura, é um dos mais curiosos monumentos de todo o país! Representa um guerreiro lusitano e, de facto, trata-se de uma dessas estátuas jacentes de figuras admiradas que se colocavam sobre túmulos. Em granito, parece vestir túnica, exibe um escudo sobre a barriga, pendendo-lhe o punhal e a espada embainhados. Ora a estátua foi alterada por duas vezes, pelo menos está datada de 1612 e de 1892. Acrescentaram-lhe, sempre de pedra, uma barretina, umas bigodaças e meteram-lhe meias e botas. No escudo tem a inscrição: Ponte de S. Miguel de Refoyos 1612. Ora a lenda... A Lenda do Basto é muito antiga. Vamos copiá-la de um folheto municipal:
O império visigodo não resistiu aos ataques dos mouros, comandados por Tarik. Espalhando o terror, estes avançaram ávidos de glória através da Galiza. Os ecos dos seus ataques chegaram ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, mas não merecem crédito. Bracara Augusta caiu também nas suas mãos. Então acreditaram e preparam-se para a defesa com uma centúria de servos e homens de armas comandados por D. Gelmiro, venerando abade do mosteiro. Hermígio Romarigues, parente do fundador do mosteiro, era o guerreiro-monge que mais se destacava pelo seu porte avantajado de grandes e possantes membros e com o rosto retalhado por mil golpes das escaramuças passadas. Postando junto à ponte que dava acesso ao mosteiro, ao aproximar das tropas de Tarik estendeu a mão possante assegurando:
"Até ali, por S. Miguel, até ali basto eu!"
E bastou. Três vezes arremeteram os mouros contra as débeis defesas do mosteiro. Mas por três vezes foram repelidos pela espada de Hermígio Romarigues. A ponte sobre a ribeira ficou atulhada de corpos e os chefes infiéis tiveram de tratar com D. Gelmiro de igual para igual, gorando-se, deste modo, a suposta intenção de arrasarem o mosteiro e decapitarem os monges. Posteriormente, o monge-guerreiro ter-se-á integrado no reduto cristão situado na Astúrias, de onde irradiava já a Reconquista a partir de Covadonga, sob o comando de Pelágio.
Hermígio Romarigues, O Basto, foi imortalizado através da estátua que erigiram em sua homenagem, como reconhecimento pelos serviços prestados a El-Rei Pelágio.
Mas uma vez os frades de Refojos foram vencidos. Por uma mulher, D. Comba, que levou a sua vingança a ponto de mandar pensar os cavalos dentro da própria igreja do mosteiro. Fidalga da Casa da Taipa, cruel, exigia que lhe fritassem vivas as trutas acabadas de pescar no ribeiro próximo. E, quando morreu, num estrondo, desapareceu do caixão em que levavam a enterrar em Fafe! Dizem que todas as sextas-feiras, bem de noite, o seu espírito anda à volta da capelinha de sua casa...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Cataratas do Iguaçu a meio gás devido à seca no Brasil

Contrasto: Na região Norte e Nordeste o problema são as chuvas intensas e as cheias. Mas no Sul não chove há meses
A cada segundo, num dia normal, as Cataratas de Iguaçu despejam 1,2 milhões de litros de água. Mas a pior seca em 80 anos no Sul do Brasil faz com que a queda de água tenha passado para menos de metade. No Norte e Nordeste, pelo contrário. os brasileiros deparam-se com inundações devido à chuva intensa.
Património Natural da Humanidade da UNESCO, as cataratas na fronteira entre Brasil e Argentina são visitadas anualmente por um milhão de pessoas, mas agora os passeios estão suspensos. Em vez disso, voluntários de uma organização não governamental aproveitam a diminuição das águas para limpar o lixo acumulado.

Diário de Notícias -9.5.2009-

É pena! Num lado água a mais, no outro começa fazer falta! Visitei, com o meu marido, as Cataratas do Iguaçu em 1997 e são de uma beleza de suster a respiração. Fizemos os passeios do lado do Brasil e também do lado da Argentina. Foi uma experiência inesquesível. Esperamos que a chuva chega em breve!

Werngard

sábado, 9 de maio de 2009

MARGARIDA


Margarida é o nome popular a uma grande variedade de plantas ( e flor respectiva, ou melhor, a sua inflorescência). Na verdade, não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que apresenta muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de "margarida" qualquer planta da família das Compostas. Além do mais, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, malmequer, bonina, etc., que, por sua vez, são também nomes utilizados para espécies diversas que nem sempre coincidem.


Esta flor tem sua origem em zonas do Hemisfério Norte. A margarida ou "Chrysanthemun leucanthemum" é uma planta herbácea da família das Compostas.
As pétalas das margaridas têm uma forma alargada e delgada. Estas pétalas rodeiam o botão central dourado ou amarelo. As folhas das margaridas têm uma forma oval. Os seus caules são compridos e delgados, alcançando em alguns casos um metro de altura.
Acerca das diversas classes de margaridas, há uma grande variedade de Chrysanthemun". Contudo entre elas, o aspecto muda imenso. Entre as margaridas cultivam-se tamanhos diferentes de flor, mas todas pertencem à categoria dos "Chrysanthemun leaucanthemum" com excepção da margarida-menor, originária da Eurásia, a que se chama "Bellis perennis".

domingo, 3 de maio de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Pinnawala, o lugar onde os elefantes reaprendem a viver

Criado em 1975, o orfanato do Sri Lanka tornou-se uma instituição de referência. Até dia 6, uma exposição em Lisboa fala de si.


Sama, hoje com dez anos, chegou ao Orfanato de Elefantes de Pinnawala, no Sri Lanka, em 1995, gravemente ferida: perdera parte de um dos membros anteriores na explosão de uma mina. Fiel ao seu nome, que significa "paz eterna", Sama revelou uma inabalável vontade de viver, ultrapassando as limitações que o acidente lhe impôs.

O seu corpo -Sama tem hoje 1.800 quilos e, somo os elefantes, continuará a crescer até cerca dos 25 anos- tem, porém, vindo a ressentir-se: na impossibilidade de mover-se como os seus pares, a elefante-fêmea está a sofrer graves deformações nas articulações e, sobretudo, na coluna. Para lhe devolver qualidade de vida, uma equipa de profissionais da área da medicina, humana e veterinária, da Áustria, Alemanha e Suécia, desenvolveu uma prótese especialmente pensada para si, a que Sama terá de adaptar-se de forma gradual.

Entre os mais importantes do mundo, o Orfanato de Elefantes de Pinnawala iniciou a sua actividade em 1975, com cinco bebés sem família à sua guarda.

Numa ocasião rara, o dia-a-dia do orfanato está, entretanto, a ser objecto de uma exposição em Lisboa. 21 fotografias do arquitecto e artista plástico João Balthazar, tem por título Guardadores de Elefantes e encontra-se patente até quarta-feira na Gest'Art Gallery do INDEG, a escola de gestão do ISCTE, na Avenida das Forças Armadas.

Em nota de imprensa, o autor recorda a experiência que viveu em 2006, ano em que testemunhou, naquele santuário, a "luta pela sobrevivência, educação e crescimento de jovens perdidos, que precisam de descobrir o seu caminho e o seu espaço".

Diário de Notícias -3.5.2009-



Meu marido e eu fizemos uma viagem a Sri Lanka em 1995. Visitamos muitos sítios, vimos muitos templos e estátuas de Buda de todos os tamanhos e feitios. Subimos a rocha Sigiriya, onde no topo se encontra a ruína dum palácio. Também visitamos o orfanato de Pinnawala, onde tivemos a oportunidade de dar biberão aos elefante bebés. Ficamos emocionados com o tratamento daqueles animais pelos funcionários desta instituição.


O povo de Sri Lanke é, alem de ser muito pobre, muito simpático e prestável e muito limpo.

Werngard

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A MAIA

O dia 1 de Maio celebra-se no Algarve como o início da Primavera e tradicionalmente todas as pessoas das gerações mais antigas festejavam, pondo nas varandas ou às portas das suas casas uma boneca em tamanho natural, com um chapéu de palha enfeitado com papoilas e colares brilhantes ao pescoço, conhecida como "A Maia".
Há, no entanto, uma historia de tradição oral, pois parece não haver nada escrito, ter acontecido em Lagos aparecer um homem (digamos um burlão) levando montada nesse dia num macho (macho era o nome dado ao cruzamento dum cavalo com uma mula) a boneca Maia e, conforme ia andando ao longo da rua dizia para as pessoas: "Vejam como a Maia está bonita, mas mais bonita ficaria se fosse enfeitada com cordões que luzissem".
As pessoas na sua boa fé foram buscar os seus cordões de ouro para enfeitar a boneca e o burlão continuava dizendo: "Vejam como luz, quanto mais longe mais luz" e assim continuou pela rua fora incitando as pessoas a enfeitar a boneca, repetindo: "Vejam como luz, quanto mais longe mais luz".
Assim continuou até à saída de Lagos e nessa altura, saltou para cima do macho e debandou rapidamente desaparecendo da vista.
Esta história, oralmente transmitida nas famílias, deu origem a não ser antigamente muito conveniente empregar o termo "Quanto mais longe mais luz" em Lagos, pois as pessoas levavam a mal.
Helena

Quem estiver interassado em saber mais sobre a tradição das "Maias" pode ver nas seguintes páginas:

http://adefesadefaro.blogspot.com/2008/04/os-maios-no-algarve.html

www.eb1-brancanes.rcts.pt/a_os_maios_2006.htm

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O homem que salvou o cão-d'água

Descendente de um clã de judeus empresários e industriais que chegou a Portugal há 300 anos, Vasco Bensaúde andava à procura de bons cães-d'água quando um médico veterinário lhe falou num tal Leão - um cão prodigioso, companheiro de um pescador de Albufeira. Bensaúde deslocou-se ao Algarve a fim de fazer o negócio, mas o pescador foi lacónico: só vendia o cão se lhe saísse a sorte grande. Na semana seguinte, já em Lisboa, Vasco Bensaúde recebeu um telefonema do filho do pescador a dizer que o seu pai tinha ganho a Lotaria e que portanto ele podia ir buscar o cão. As ninhadas descendentes de Leão - que funcionou no canil como cão-padrão - salvaram a raça, que estava à beira da extinção. Hoje, o cão-d'água é criado nos Estados Unidos com grande sucesso e até já há um exemplar na Casa Branca.

domingo, 26 de abril de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Descoberta nova árvore escondida pela guerra

Etiópia: A nova espécie de acácia "Acacia fumosa" domina uma zona de pelo menos oito mil quilómetros quadrados

O botânico Mats Thulin descobriu uma nova espécie do género Acacia na região etíope de Kebri Dejar, em Ogaden, junto à fronteira com a Somália. O facto de esta área ser de difícil acesso e palco de conflitos constantes fez com que tivesse ficado de fora do olhar atento dos cientistas. Finalmente esta árvore com seis metros de altura, uma copa de oito a dez metros de diâmetro e bonitas flores cor-de-rosa foi descrita na revista Science.
Ao contrário das mais de duas mil plantas descobertas todos os anos, a Acacia fumosa cobre uma área de oito mil quilómetros quadrados - aproximadamente o tamanho de Creta. Não é frequente encontrar uma espécie tão abundante. "O número total de indivíduos deve ser de milhões", disse à Reuters David Mabberley, dos Jardins Botânicos Reais em Kew, no Reino Unido. "Passei a minha vida à procura de novas plantas e a descrever novas espécies e fiquei surpreendido quando soube desta árvore."
No artigo da Science, Mabberley escreveu que a árvore foi ignorada por gerações de botânicos porque são raras as visitas à região de Kebri Dejar, onde a Frente Nacional de Libertação de Ogaden luta por autonomia. Segundo o autor, a descoberta é encorajadora porque é uma prova de que grandes espécies podem ainda ser encontradas, desde as florestas tropicais às profundezas do oceano.
Diário de Notícias -26.4.2009

Never give up! Um bom exemplo...!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

AS ROSAS


Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailando das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

Sophia de Mello Breyner

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ESTRELÍCIA

Nome vulgar: Estrelícia
Nome científico: Estrelitzia reginae Ait
Família: Strelitziaceae

Distribuição e Habitat: originária da África do Sul e amplamente cultivada na Madeira divido ao seu elevado valor comercial.
Descrição: Planta exótica, tropical e perene que pode atingir 1 m de altura. As folhas são verdes, brilhantes, coriáceas e em forma de pás. As flores fazem lembrar a cabeça de uma ave conhecida como ave do paraíso, devido à sua forma única e coloração azul e laranja, sendo por isso esta uma das possíveis designações desta planta. A época de floração é durante todo o ano.

domingo, 19 de abril de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Busca do túmulo de Cleópatra e marido

Arqueologia: Equipa inicia na próxima semana escavações em locais onde podem estar sepultados Cleópatra e Marco António, em Alexandria

Um grupo de arqueólogos que há três anos faz escavações sistemáticas junto ao templo Tasposiris Magna, a oeste de Alexandria, afirma que poderá estar próximo de encontrar o túmulo conjunto de Cleópatra e Marco António.
A equipa, liderada pelo egípcio Zahi Hawass, e que conta com a participação da egiptóloga Kathleen Martinez, da República Dominicana, vai iniciar na próxima semana escavações nos três locais que foram identificados junto ao templo como podendo ser o do túmulo do famoso casal que há mais de dois mil anos protagonizou uma história de amor e de poder que acabou tragicamente.
Para identificar os potenciais sítios do túmulo, os arqueólogos fizeram um rastreio por radar de toda a zona envolvente de Tasposiris Magna, após uma série de achados reveladores, entre os quais se contam moedas com a efígie de Cleópatra e um busto da antiga rainha.
O templo Tasposiris Magna foi construído em honra da deusa Ísis na época grego-romana, e a equipa de arqueólogos tem trabalhado no local desde há três anos.
"Há evidências históricas, nomeadamente, nos escritos do cronista Plutarco, que indicam que Cleópatra e Marco António foram enterrados juntos", explicou Kathleen Martinez, citada pela AFP.
Em resultado do trabalho desenvolvido naquele local, a equipa já identificou, em 27 túmulos descobertos, dez múmias de nobres da mesma época. Para a equipa, isto é indicativo de que um deles pode ser o túmulo do casal.
Juntamente com as múmias, foram encontradas moedas com a efígie de Cleópatra e de Alexandre o Grande. Outras 22 moedas de bronze estão igualmente cunhadas com a face da rainha, numa vista de perfil.
Tanto estas moedas, como um busto de Cleópatra, igualmente encontrado no local, mostram que a antiga rainha do Egipto "era uma beldade", segundo afirmou Zahi Hawass. "As moedas em que vê o seu rosto e pescoço desmentem as afirmações de certos eruditos que afirmam que ela era muito feia", afirmou o arqueólogo. Em 30 a.C., Cleópatra e Marco António foram derrotados pelo imperador romano Octávio e suicidaram-se.
Diário de Notícias -17.4.2009-

quarta-feira, 15 de abril de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - VI - LAGOA

A esteira de figos
Do castelo de Porches, no lugar chamado Porches-o-Velho, hoje dentro do perímetro do município de Lagoa, restam apenas algumas ruínas. E nem foi incúria dos homens nem nenhuma batalha de extrema violência a provocar aqueles escombros. Foram as forças da natureza em 1755, o terramoto do primeiro dia de Novembro. Construído, ao que parece sobre antigas fortificações romanas, para defesa da costa algarvia contra as invasões dos mouros, nessa altura já há muito cumprira o seu papel. Ora ali bem perto do castelo passa o ribeiro do Vale do Olival, sobre o qual os ocupantes mouros construíram uma curiosa ponte, da qual apenas resta um pilar como amostra de tempos tão antigos.
Certa noite, ao que se diz de um belíssimo luar, um homem, que habitava por aqueles sítios, passou junto a um dos pilares da ponte. Naquele instante pareceu-lhe escutar vozes. Ficou um pouco à escuta e reparou no tom lamentoso dessas vozes, interrogando-se sobre a sua origem. Não parecia que quem assim se queixava estivesse longe do local onde ele se encontrava, pelo que deu uma volta pelo local. Daí a instantes, o homem surpreendeu-se ao verificar que as vozes eram de duas pessoas, seja um homem já de idade e uma jovem, ambos vestidos à maneira dos mouros. Admirou-se do encontro, pois mal tinham passado duas semanas desde que os mouros tinham sido expulsos do Sul pelas tropas cristãs do rei de Portugal, que assim se tornara também rei dos Algarves, como então se dizia. E, discretamente recolhido nuns arbustos, ouviu o mouro dizer para a rapariga:
"Minha querida filha, aqui ficarás enquanto não for cortado este mato e a terra semeada. Depois, se assim não fizerem, não tornarás a aparecer no aduar de teus pais!"
E, num ápice, pai e filha desapareceram, ficando o homem muito impressionado. Não havendo mais nada ali a fazer, foi à vida dele, muito pensativo. Mas ao chegar a Porches não deixou de contar a várias pessoas aquilo que presenciara. Passou-se o tempo e, alguns meses mais tarde, uma mulher do povoado, que andava a pedir esmola, ao passar junto dos pilares da ponte do ribeiro do Vale do Olival, viu algo com que não contava. Havia uma esteira estendida no chão e, sobre ela, figos expostos aos raios solares. Como se alguém os quisesse armazenar secos para o inverno.
Ora ela não contava com aquilo porque ali à volta era tudo mato e não havia figueiras senão a muita distância. Como é que apareciam, então, ali os figos? Aliás, até desconfiou que fossem figos o que estava a ver. E, vai daí, a mendiga apanhou uns quantos e meteu-os na cestinha que levava para guardar as esmolas que lhe desse a caridade dos moradores. Foi a mulher pelo caminho que pensara, quando lhe deu a fome e lembrou-se dos figos. Abriu a cestinha e por cada figo encontrou uma peça de ouro fino. E logo arrepiou caminho. Regressando à ponte, mas já lá não estava a esteira nem os figos. E quando contou o que lhe acontecera, os poucos que nela acreditaram, lembraram-se de que ali ainda estava a mourinha encantada, enquanto não cortassem o mato...

quarta-feira, 8 de abril de 2009