sábado, 25 de julho de 2009

SOU DO FADO A CADA INSTANTE

Trago na alma o nosso fado
Fado da paz que eu inventei!
Fado da sorte, fado da lei
Eu te saúdo com agrado.

Fado negro, fado amigo
Como pecador peço perdão
Fado da vontade, da paixão
Fado da fé, doce abrigo.

É para mim sempre encanto
Como jardim de jasmim e rosas!
Nas horas calmas e saudosas
Pelo fado suspiro e canto.

Fado novo, brilhante ideia
Fado gemido pelas gargantas
Gritos d'amor, saudades tantas
Almas soltas, mulher alheia!

Fado amante, delirante
Fado, travo a maresia!
Taverna, marujos, folia
Sou do fado a cada instante!

António Henrique

sexta-feira, 24 de julho de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Novo mapa de Vénus revela passado com mares e vulcões
Um mapa do pólo sul de Vénus, feito por uma sonda com instrumentos de leitura de infravermelhos, revela que este planeta foi em tempos muito mais parecido com a Terra. os cientistas da Universidade de Münster e do Centro Aerospacial Alemão, em Berlim, acreditam que possa ter tido um oceano, placas tectónicas e vulcões.
A conclusão parte da análise de milhares de imagens individuais tiradas pela Venus Express com o "Virtis", um instrumento que capta a radiação infravermelha emitida pela superfície do planeta a noite. As diferentes temperaturas registadas permitem identificar a composição das diferentes rochas.
Os cientistas acreditam assim que os planaltos de Phoebe e Alpha Regio, que no mapa surgem com uma cor mais clara, são feitos de rochas graníticas. Na Terra, o granito forma-se a partir de rochas mais antigas, de basalto, que são empurradas para o interior do planeta graças ao movimento da tectónica de placas. A água é outro ingrediente essencial. Os granitos surgem à superfície graças às erupções vulcânicas.
"Se há granito em Vénus, deve ter havido um oceano e placas tectónicas, no passado", disse Nills Müller, responsável pelo mapeamento. "Não é uma prova, mas é consistente com a teorias já avançadas. O que podemos dizer actualmente é que as rochas do planalto parecem diferentes de outras locais".
Os cientistas só poderão ter certeza de que são rochas graníticas enviando uma sonda para os planaltos de Vénus. Nas décadas de 1970 e 1980, oito sondas russas aterraram no planeta, mas encontraram apenas rochas basálticas. A água que havia há muito que se evaporou para o espaço.
Em relação à actividade vulcânica, que não foi detectada pela sonda europeia, os cientistas não afastam a hipótese de esta ainda acontecer em pequenas dimensões. A temperatura varia entre os 3 e os 20 graus centígrados, o que revela que em princípio não há rios de lava activos, mas áreas de rocha mais escura indicam que podem ter existido até há pouco tempo.
Sonda mostra mais sobre o nosso vizinho
Lançada em Novembro de 2005 a partir do cosmódromo russo de Baikonur, no Casaquistão, a sonda europeia "Venus Express" chegou à órbita deste planeta em Abril de 2006. O seu objectivo é ajudar a compreender melhor como é que Vénus evoluiu de forma tão diferente da Terra nos últimos quatro milhões de anos, sendo tão semelhante em tamanho, massa e composição. A distância dos planetas em relação ao Sol não explica todas as diferenças. A sonda, desenvolvida a partir de tecnologia que já tinha sido utilizada na "Mars Express", revelou dados importantes sobre a atmosfera de Vénus, como a presença de relâmpagos eléctricos nas nuvens de ácido sulfúrico deste planeta. O funcionamento da sonda ficou em 220 milhões de euros.
Diário de Notícias -16.07.2009-

segunda-feira, 13 de julho de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - IX - SINTRA

A cova encantada ou a casa da moura Zaida

Na Serra de Sintra, perto do Castelo dos Mouros, existe uma rocha com um corte que a tradição diz marcar entrada para uma cova que tem comunicação com o castelo. É conhecida pela Cova da Moura ou a Cova Encantada e está ligada a uma lenda do tempo em que os mouros dominavam Sintra e os cristãos nela faziam frequentes incursões. Num dos combates, foi feito prisioneiro um cavaleiro nobre por quem Zaida, a filha do alcaide, se apaixonou. Dia após dia, Zaida visitava o nobre cavaleiro até que chegou a hora da sua libertação, através do pagamento de um resgate. O cavaleiro apaixonado pediu a Zaida para fugir com ele mas Zaida recusou, pedindo-lhe para nunca mais a esquecer. O nobre cavaleiro voltou para a sua família mas uma grande tristeza ensombrava os seus dias. Tentou esquecer Zaida nos campos de batalha, mas após muitas noites de insónia decidiu atacar de novo o castelo de Sintra. Foi durante esse combate que os dois enamorados se abraçaram, mas a sorte ou o azar quis que o nobre cavaleiro tombasse ferido. Zaida arrastou o seu amado, através de uma passagem secreta, até uma sala escondida nas grutas e, enquanto enchia uma bilha de água numa nascente próxima para levar ao seu amado, foi atingida por uma seta e caiu ferida. O cavaleiro cristão juntou-se ao corpo da sua amada e os dois sangues misturaram-se, sendo ambos encontrados mais tarde já sem vida. Desde então, em certas noites de luar, aparece junto à cova uma formosa donzela vestida de branco com uma bilha que enche de água para depois desaparecer na noite após um doloroso gemido...

sábado, 11 de julho de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Portugueses pioneiros em estudo da cafeína no Alzheimer

Um estudo publicado esta semana no Journal of Alzheimer Disease mostra que uma dose de cafeína equivalente a cinco chávenas diárias de café permite reduzir significativamente, no cérebro e no sangue de ratos idosos com Alzheimer, os níveis da proteína ligada à doença, diminuindo também os seus sintomas. Este é só o último de uma série de estudos nesta área, que se iniciaram no final da década de 90, pela mão de dois portugueses: Luís Maia e Alexandre Mendonça. Um pioneirismos que tem uma história e cujo futuro parece promissor.
Psicólogo de formação, Luís Maia decidiu fazer no final da década de 90 um mestrado diferente. Rumou à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e foi aceite no mestrado de neurociências. Sob a orientação de Alexandre Mendonça, neurologista e especialista em doenças neurodegenerativas no Hospital de Sta. Maria, em Lisboa, o hoje professor e investigador da Universidade da Beira Interior lançou-se numa investigação que acabou por um abrir um novo caminho.
"Em 1999 saiu um artigo de cientistas norte-americanos, no qual se relatava um efeito neuro- protector da nicotina na doença de Parkinson", contou ao DN Luís Maia. Por essa altura, estavam também a ser desenvolvidos estudos para se perceber que factores poderiam ser neuro- protectores no envelhecimento. As xantinas, substâncias-primas da cafeína, tinham bons resultados em ensaios clínicos, em alguns países, e deste contexto surgiu a ideia de estudar a cafeína -um dos produtos "mais consumidos no mundo", sublinha Luís Maia-, em relação à doença de Alzheimer.
"Lembrámo-nos de trabalhar com os doentes do Serviço de neurologia do Hospital de Sta. Maria, olhando para a sua história de vida, e tentar perceber se a cafeína podia ser isolada como factor neuro-protector da doença", conta.
A pergunta era arriscada e o resultado poderia ter sido negativo. Mas o que aconteceu foi o contrário. "Utilizámos uma metodologia muito refinada, o estudo de caso-controlo emparelhado", explica o psicólogo.
Durante um ano, foram avaliados 72 doentes de Alzheimer e comparados com 72 pessoas saudáveis com características de género, sociodemográficas, de idade e de escolaridade idênticas. "Para encontrarmos as pessoas tivemos de contactar mais de 150", lembra o investigador.
Os resultados compensaram. Comparando a ingestão de café dos doentes nos 20 anos que antecederam o diagnóstico, com o mesmo período nas pessoas saudáveis, e também haviam ingerido mais do dobro do café no primeiro período considerado, e quase o quádruplo no segundo. Conclusão: quem não consome café tem um risco acrescido em 40% de desenvolver a doença de Alzheimer.
Estava aberto caminho a novos estudos. Alexandre Mendonça continua a desenvolver investigação na área. Luís Maia continua a trabalhar em doenças neurodegenerativas. Mas, cafeína, só nas duas a três chávenas que bebe todos os dias.
Mais de 30 citações internacionais
Luís Maia e Alexandre Mendonça não ficaram surpreendidos por a sua investigação mostrar o efeito protector da cafeína na doença de Alzheimer. A boa surpresa foi outra: "Os dados mostraram que a cafeína era o único factor estatisticamente significativo nessa protecção", conta Luís Maia. Em 2001, os investigadores decidiram publicar os resultados, mas a primeira submissão não correu bem. "Enviamos o artigo para uma revista americana. Disseram-nos que os resultados eram fantásticos mas que se levantavam dúvidas". O European Journal of Neurology, "a melhor revista cientifica europeia na área", como sublinha o psicólogo, é que não teve dúvidas, e publicou o artigo em 2002. Sete anos depois, ele tem mais de 30 citações internacionais e os seus resultados foram confirmados experimentalmente por outros grupos no mundo.
Diário de Notícias -11.07.2009










terça-feira, 7 de julho de 2009

GERBERA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Gerbera
A Gerbera é um género de plantas herbáceas ornamentais pertencente à família das Asteraceae (ou Compostas), a mesma do girassol e das margaridas, cultivada em grandes quantidades pela sua flor muito apreciada em arranjos ornamentais e como planta decorativa de exteriores nas regiões de clima temperado de ambos os hemisférios. Em 1737 o naturalista holandês Jan Frederic Gronovius atribuiu o nome Gerbera ao género, em homenagem a Traugott Gerber, um médico e naturalista alemão que trabalhou na Rússia. O nome vulgar gerbera, ou gérbera, é aplicado indistintamente às espécies do género e às suas flores, as quais são em geral comercializadas sob aquela designação, muitas vezes seguida de uma indicação específica ou varietal (por exemplo gerbera-do-transvaal, ou gerbera-púrpura).

Características:
O género Gerbera inclui cerca de 30 espécies de plantas herbáceas perenes da família das Compostas, dotadas de folhas basais, e flores reunidas em capítulos solitários e multifloros com cerca de 10 cm de diâmetro, intensamente coloridos. O fruto é um aquénio acicular.
As espécies de Gerbera apresentam um grande capítulo, com floretas bi-labiadas de cor amarelo, laranja, branco, rosa ou vermelho. O capítulo. que aparenta ser uma única flor, é na realidade composto (daí o nome ainda utilizado para a família) por centenas de flores individuais, cuja morfologia varia de acordo com a sua posição no conjunto.
O género Gerbera tem grande interesse comercial, sendo a gerbera a quinta flor de corte mais vendida, só sendo ultrapassada em volume pela rosa, o cravo, o crisântemo e a tulipa.
As espécies deste género são também utilizadas como organismo experimental em estudos de floração e de desenvolvimento meristemático da flor. As gerberas contém derivados naturais da cumarina com interesse fitoquímico e de controlo biológico.

Origem:
O género Gerbera ocorre naturalmente na América do Sul, África, Madagáscar e na Ásia tropical. A primeira descrição botânica foi publicada por Joseph Dalton Hooker no Curtis Botanical Magazine de 1889, descrevendo a gerbera jamesonii, uma espécie sul-africana hoje conhecida por gerbera-do-transvaal ou margarida-do-transvaal.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A SENHORA DO RETRATO

Os retratos a óleo fascinam-me. E ao mesmo tempo assustam-me. Sempre tive medo que as pessoas saíssem das molduras e começassem a passear pela casa. Para falar verdade, estou convencido que isso aconteceu algumas vezes. Em certas noites, quando eu era pequeno, ouvia passos abafados e tinha a sensação de que a casa ficava subitamente cheia de presenças. Ainda hoje não gosto de atravessar os longos corredores das velhas casas com grandes retratos pendurados nas paredes. Há olhos que nos seguem do alto e nunca se sabe o que de repente pode acontecer.
Havia na casa da tia Hermengarda um quadro deslumbrante. Ficava ao cimo das escadas, à entrada do corredor que dava para os quartos de dormir. Mesmo assim, rodeado de sombras, irradiava uma luz que só podia vir de dentro da dama do retrato. Não sei se da blusa muito branca, se dos olhos, às vezes verdes, às vezes cinzentos. Não sei se do sorriso, às vezes alegre, às vezes triste. Eu parava muitas vezes em frente do retrato. Era talvez o único que não me assustava. Creio até que dele se desprendia uma luz benfazeja, que de certo modo me protegia.
Mas havia um mistério. Ninguém me dizia quem era a senhora do retrato. Arminda, a criada velha, benzia-se quando passava diante do quadro. Às vezes fazia figas e estranhos sinais de esconjuração. A prima Luísa passava sem olhar.
- Essa pergunta não se faz - disse-me um dia em que lhe perguntei quem era aquela senhora.
Percebi que não gostava dela e que era um assunto proibido. Até a minha mãe me ralhou e me pediu para nunca mais fazer tal pergunta. Mas eu não resistia. Por vezes descaía-me e dava comigo a perguntar quem era a senhora dos olhos verdes, quase cinzentos, que me sorria de dentro do retrato.
Com a minha tia-avó, eu tinha uma relação especial. Ela lia-me histórias e poemas inquietantes. Creio que troçava das convenções, talvez das próprias pessoas. Por vezes era difícil saber quando estava a sério ou a brincar. Apesar de já ser muito velha, tinha um sentido agudo do ridículo. Foi a primeira pessoa verdadeiramente subversiva que conheci. Era óbvio que tinha um fraco por mim. Pelo menos era o único membro da família a quem ela tratava como um igual. Dormia no andar de baixo e nunca subia as escadas. Talvez por isso eu nunca lhe tinha perguntado quem era a senhora do retrato.
Um dia, farto já de tanto mistério e ralheta e, sobretudo, das gaifonas da Arminda e do ar empertigado da prima Luísa, não me contive e perguntei-lhe. A minha tia sorriu. Depois levantou-se, pegou no molho de chaves que trazia preso à cintura, abriu uma gaveta da escrivaninha e tirou um álbum muito antigo. Voltou a sentar-se e lentamente começou a mostrar-me as fotografias. Eram quase todas da senhora do retrato e do meu primo Bernardo, que há muito tinha partido para a África do Sul.
Apareciam juntos a cavalo e de bicicleta. E também de fato de banho, na praia da Costa Nova. Havia alguns em que o meu primo estava de smoking e ela de vestido de noite. Via-se também a tia Hermengarda, mais nova, por vezes os meus pais, gente que eu não conhecia. Até que chegámos à senhora do retrato já de branco vestida.
- Natacha - murmurou a minha tia, com uma névoa nos olhos.
E depois de um silêncio:
- Ela chama-se Natália, mas eu gosto mais de Natacha, sempre a tratei assim. É preciso dizer que a tia Hermengarda tinha vivido em Moscovo no início da carreira diplomática do marido e era uma apaixonada dos autores russos, Pushkine, Dostoievski, principalmente Tolstoi, que visitou algumas vezes em Isnaia Poliana. Identificava-se com as personagens de Guerra e Paz. Creio que amava secretamente o príncipe André e gostava de ter sido Natacha. Falava muito da alma russa. Era uma propensão do seu espírito.
- Tu também tens alma russa - dizia-me. E era como se me tivesse armado cavaleiro.

Manuel Alegre

sábado, 27 de junho de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

O mais velho instrumento de música tem 35 mil anos

Descoberta: Arqueólogos encontraram nas grutas de Hohle Fels, no Sudoeste da Alemanha, a mais antiga prova de uma tradição musical. Flauta foi feita a partir de um osso de grifo, uma espécie de abutre
Há 35 mil anos, um rádio já dava música. Ou melhor, o osso da asa de um grifo (uma espécie de abutre) já tinha sido talhado pelos povos do Paleolítico Superior que viviam no Sudoeste da Alemanha na forma de uma flauta, a mais antiga prova de uma tradição musical alguma vez encontrada. A descoberta é revelada hoje na revista científica "Nature".
Até agora, as mais antigas referências musicais datavam de há 30 mil anos e eram oriundas da França e da Áustria. Esta flauta foi encontrada no Verão de 2008 na região de grutas de Hohle Fels -que em alemão significa rochedo oco.
O instrumento estava partido em 12 fragmentos que, depois de unidos, mediam 21,8 centímetros de comprimento e tinham um diâmetro de oito milímetros. Foi fabricada a partir do rádio de um grifo (Gyps fulvus), espécie cujas asas podem medir entre 230 e 265 centímetros de envergadura.
"A superfície e a estrutura da flauta estão em excelente estado e revelam vários detalhes sobre o seu fabrico", indicam Nicholas Conard e Susanne Muenzel, da Universidade de Tuebingen, e Maria Malina, da Academia da Ciência de Heidelberg, no seu artigo. Além de cinco orifícios para dedos (o instrumento não está completo, mas ainda assim, é um dos mais perfeitos alguma vez encontrados), apresenta dois entalhes profundos em forma de V, que se pensa albergava o bocal.
Os arqueólogos ainda não construíram uma réplica deste instrumento, mas acreditam que seria tocada soprando directamente pelo bocal. Uma outra flauta mais pequena (três orifícios), encontrada no mesmo sítio arqueológico -na região do Vale do Ach, a 20 km de Ulm -, revelou quatro notas básicas, além de outros três tons. Com a nova, deverá ser possível tocar mais.
Além da flauta de osso de grifo, a equipa encontrou ainda fragmentos de outros dois instrumentos iguais, desta vez cravados a partir de marfim. "A tecnologia para fazer flautas de marfim é muito mais complicada do que a partir do osso de uma ave", indicaram Conard, Muenzel e Malina. Isto porque é necessário arredondá-lo, antes de o partir ao meio para o tornar oco e finalmente voltar colar.
"Os investigadores aceitam universalmente a existência de complexos instrumentos musicais como uma indicação do comportamento moderno e comunicação simbólico avançada", explicam no seu artigo. "Os habitantes destes locais tocavam os instrumentos musicais em diversos contextos culturais e sociais", referem, lembrando que a flauta foi encontrada perto de uma revolucionária figura feminina.
"A presença da música na vida dos povos do Paleolítico Superior não produziu directamente uma economia subsistente mais efectiva ou uma maior capacidade de reprodução", indicam."Contudo,
vista num contexto comportamental alargado, a música pode ter contribuído para a manutenção de redes sociais mais amplas e, talvez por isso, favorecer a expansão demográfica e territorial dos humanos ,modernos, em relação à cultura mais conservadora e mais isolada dos homens de Neandertal", acrescentam.

Uma Vénus pré-histórica

A figura feminina também encontrada no mesmo local é talhada em marfim de abutre e é a mais antiga representação feminina conhecida. Tal como a flauta, tem 35 mil anos. Esta Vénus pré-histórica altera radicalmente a imagem que os arqueólogos tinham da arte do Paleolítico Superior. A figura rechonchuda descoberta em Hohle Fels está quase completa, faltando apenas o ombro e braço esquerdos.

Diário de Notícias -25.06.2009-


sexta-feira, 26 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

32 mil euro na recolha de radiografias

Reciclar: Êxito dos primeiros 15 dias leva AMI a prolongar campanha

A Assistência Médica Internacional (AMI) já recolheu 24 toneladas de radiografias na 14º campanha para reaproveitar este material, iniciada a 3 de Junho, o que levou a organização a prolongar o prazo até 3 de Julho. As radiografias antigas já recolhidas vão proporcionar uma receita de 32 mil euro, que serão usados no apoio aos sem-abrigo. A AMI tem oito centros Porta Amiga que prestam assistência às populações mais desfavorecidas, dois abrigos nocturnos, duas equipas de rua de apoio aos sem-abrigo e uma unidade de apoio domiciliário.
Diário de Notícias -18.06.2009-
E você já entregou as suas radiografias?
Todos nos temos radiografias antigas em nossas casas. Reciclar é bom e ajuda a quem mais precisa! Participa!
Werngard

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PROTEA

Classificação cientifica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Proteales
Família: Proteaceae
Género: Protea
Protea é o nome botânico bem como o nome inglês, pelo qual é designada uma espécie de planta florida, denominada também por vezes por "sugarbushes".
Foi dado o nome à espécie Protea em 1735 por Carolus Linnaeus por, tal como o deus grego "Proteus" poder mudar de forma conforme a sua vontade, esta espécie podia apresentar formas diferentes. A espécie "Linnaeus", foi formada pela fusão previamente publicada por Herman Boerhaave, embora a espécie de Boerhaave estivesse incluída na "Protea Linneaus" e variado nas publicações da Linnaeus.
As proteas atraíran a atenção dos botânicos que visitaram o Cabo da Boa Esperança em 1600. Muitas espécies foram introduzidas na Europa em 1700, tendo gozado duma popularidade única entre os botânicos.
A família "Proteaceae" à qual as proteas pertencem, é muito antiga.
Os seus antepassados cresceram no país de Gondwana, há 300 milhões de anos. A "Proteaceae" está dividida em duas famílias "Proteoideae", melhor representada na África do Sul e a "Grevilleoideae", concentrada na Austrália e América do Sul e outros pequenos segmentos de Gondwana que fazem agora parte da Ásia Oriental.
África partilha somente com Madagáscar uma espécie, ao passo que a América do Sul e a Austrália partilham muitas espécies comuns - isto indica que se separaram em África, antes de se terem separado umas às outras.
A maior parte das proteas cresce a sul do rio Limpopo. Contudo a Protea Kilimanjaro pode ser encontrada numa zona do parque do Quénia. 92% das espécies crescem somente na região florífera do Cabo, numa estreita região costeira montanhosa entre Clanwilliam e Grahaamstown, África do Sul.
Pensa-se que a extraordinária riqueza e diversidade de características das espécies da flora do Cabo é causada, em parte, pelo relevo do território onde as espécies se podem isolar umas das outras e, em tempo, desenvolver-se em espécies distintas.

Símbolo Nacional
Conjuntamente com a gazela da África do Sul, a "Protea" tinha sido por vezes debatida durante e após o "apartheid", como símbolo nocional da África do Sul. O antigo primeiro ministro e arquitecto do "apartheid", Hendrik Frensch Verwood, teve nesse tempo o sonho de modificar a bandeira da África do Sul que teria no seu centro uma gazela saltando sobre uma grinalda de seis proteas. Esta proposta levantou contudo, muita controvérsia e nunca foi implementada.


"WE ARE THE WORLD" faz 24 anos

sexta-feira, 12 de junho de 2009

LENDAS DE PORTUGAL - VIII - LAGOS

O Senhor da Verdade
Lagos fica na Costa do Ouro, pois bem douradas e belas são as suas praias. O seu nome deriva de Lacóbriga, pois tendo sido fundada pelo rei Brigo foi assente num local alagadiço. Já existia 400 anos depois do Dilúvio e 1008 anos antes de Cristo. Era rica e poderosa no tempo de Aníbal Barca, mas o seu nome desapareceu com a chegada dos árabes à Península. Quando Sancho I toma Silves aos mouros, Lagos parece recuperar-se. Vamos, então, à lenda do Senhor da Verdade.
Pois era uma vez a bonita Mariana que vivia em Lagos e namorava o pescador António. Ora ele gostava muito da sua profissão, e ela dizia-lhe que tal não era empecilho para o seu amor, que estaria sempre à espera que ele voltasse da faina. Mas, acrescentava, ai de quem se metesse com ela!
No entanto, havia o Jacinto, com quem António ia pescar e era o dono do barco. Dizia-se o seu melhor amigo, mas cobiçava-lhe a namorada. Ela sabia-o e advertiu o António. Mas ele garantiu-lhe que o outro dia seria o último em que pescava com ele, pois arranjara um dinheiro emprestado e já teria um barco seu.
Nesse encontro António mostrou a Mariana um crucifixo em madeira, que ele próprio fizera, dizendo que o destinava ao seu novo barco. E já estava benzido. Porém, acrescentou, tencionava levá-lo no dia seguinte, no costado do barco de Jacinto. Combinaram então casar na ermida da Senhora da Conceição.
--António, não digas nada ao Jacinto sobre o nosso casamento... -- pediu a rapariga, mas ele achou que até era bom que ele se habituasse à ideia. No dia seguinte, com um céu lindo, saíram os dois pescadores de Lagos. Mariana foi à praia despedir-se de António, que ficou muito tempo a olhá-la. Jacinto nem para trás voltou a cabeça.
No dia seguinte, Mariana foi para a praia ver chegar António, mas chegaram todos os barco menos o dele. Demorava e ninguém dizia tê-lo visto. Por último, tardíssimo, chaga o barco, apenas com Jacinto. Contou que uma onda alterosa levara António. Todos acreditaram menos ela. Então fez uma prece para que o Cristo de António viesse à praia dizer o que tinha acontecido, que ele decerto assistira. E todos olharam para a praia onde um objecto acabava de ser trazido pelas ondas. Era o crucifixo. Ela pediu que trouxessem o Jacinto para o confrontar com o Cristo. Trouxeram-no mas ele, sabendo do que se tratava, sempre receou olhar directamente para a imagem. Depois de uma discussão com os pescadores e as suas mulheres Jacinto, pálido, acedeu ao que se lhe pedia, mas quando o fez desatou aos gritos que uma luz o cegava. E acabou por confessar ter assassinado o companheiro.
Ele foi preso, mas a rapariga acabou por morrer de desgosto numa das praias de Lagos. O crucifixo foi levado para a ermida onde Mariana e António iriam casar e lá está, podem ir vê-lo. E o povo ainda recorre a ele chamando-lhe o Senhor da Verdade! Aquela luz de que fala a lenda ficou gravada na tradição.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

As Sete Maravilhas Portuguesas no Mundo estão em três continentes

Na nossa Notícia da Semana do dia 20 de Dezembro de 2008 publicamos as 27 Maravilhas Portuguesas no Mundo. Estava aberta a votação para escolher sete.
Hoje anunciamos os vencedores:

Fortaleza de Diu, Índia
Cidade Fortificada de Mazagão, Marrocos
Basílica do Bom Jesus, Goa, Índia
Cidade Velha de Santiago, Cabo Verde
Ruínas São Paulo, Macau, China
Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência, Ouro Preto, Brasil
Convento de S. Francisco Ordem Terceira, Baía, Brasil







domingo, 7 de junho de 2009

O QUE É A EUROPA?

Em pleno dia de eleições para o Parlamento Europeu fazemos esta pergunta:
O que é a Europa?

>>Uma vila grega?
>>Uma figura mitológica?
>>Um Continente?

Claro, a nossa primeira resposta é: um Continente.
E está certo! E desde que existe a União Europeia somos todos Europeus, independentemente em que país nascemos, Portugal, Espanha, França, Alemanha etc. Hoje em data são 27 os países que fazem parte da União Europeia.

Mas há mais uma resposta certa: Europa é também uma figura mitológica.

Europa era filha de Agenor, rei da Fénicia, e irmã de Cadmo, rei de Tebas. Desta princesa de grande formosura dizia-se que uma das companheiras da Juno roubava uma pucarinha dos efeitos desta deusa para presentear Europa. Júpiter teve-lhe grande afeição. Para a poder raptar, assumiu a forma de touro e levou-a para Creta. Durante a permanência nesta ilha teve três filhos. Depois Júpiter atravessou com ela os mares e trouxe-a para outra parte do mundo, a Europa, a que ela deu o seu próprio nome.


Werngard

sexta-feira, 5 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

A MINHA OPINIÃO


A.H.S.A. comemora 10 anos de vida

No passado dia 30 de Maio assisti a festa do 10º aniversário da A.H.S.A., Associação Humanitária Solidariedade de Albufeira, no EMA.
Começando pelo um cocktail, passando pelo jantar, música, discursos, prendas e bolo de aniversário não faltaram os ingredientes para uma bonita festa.
Fiquei surpreendida que esta Associação tenha conseguido encher aquela sala enorme do EMA.
Foi apresentado também um DVD sobre tudo que a A.H.S.A. tem feito e continua fazer e, alem disso, uma apresentação virtual do novo Centro Social da A.H.S.A. no Cerro do Malpique, que é um grande projecto para o futuro.
A A.H.S.A. foi constituída a 1 de Junho de 1999. Tem um banco alimentar e de roupa e da apoio domiciliário. Desde Junho de 2006 está a fazer a gestão do Centro de Dia do Rossio. Tem neste centro 33 utentes.
Parabéns a A.H.S.A., ao seu executivo e a todos os voluntários, felicidade e muito sucesso!
Esta Associação merece o apoio de todos nos!

Werngard

sábado, 30 de maio de 2009

NOTÍCIA DA SEMANA

Carro da Google já fotografou Lisboa e Porto

Internet: Braga é a próxima cidade a receber a visita do útil mas por vezes indiscreto Google

Ao contrário do que normalmente acontece, o apanhado desta história é o carro da Google que andou pelas ruas de Lisboa e Porto a fotografar, com imagens tridimensionais, as duas principais cidades portuguesas, fotografias que serão disponibilizadas até ao final do ano, na Internet, através de uma nova ferramenta, o StreetView.
Ontem (27 de Maio) o DN "apanhou" o famoso carro da Google, em plena Rua Braancamp, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa. No entanto, a Google assegurou ao DN que o levantamento das ruas de Lisboa e Porto já está concluído. O curioso veículo segue agora destino para Braga, próxima cidade a ser captada pelas várias máquinas fotográficas estrategicamente colocadas no tejadilho, em forma de cruz, para apanharem diferentes ângulos.
Em relação às fotografias captadas em Lisboa e Porto, segue-se uma longa e minuciosa tarefa de tratamento das imagens para que, no final, na visão de 360º disponibilizada, não se perceba que se trata de fotografias sobrepostas. E também por questões de privacidade: só são fotografados locais públicos, mas é preciso desfocar as caras das pessoas e as matrículas dos carros.
Apesar destes cuidados e de as imagens não serem em tempo real - só ficam disponíveis cerca de oito meses depois de captadas - a nova ferramenta de Google, já disponível em vários países, tem sido muito questionada quanto ao respeito pela privacidade. Já esta semana, por exemplo, Paul McCartney, "ficou nervoso assim que percebeu que os utilizadores do Google podiam obter uma vista de 360º da sua propriedade", afirmou fonte próxima do cantor à agência Europa Press. Esta foi apenas mais uma das reacções adversas que o StreetView, lançado em Maio de 2007 nos Estados Unidos, já provocou. Por isso mesmo, o site do Google Maps inclui um link através do qual as pessoas podem exigir à Google que retire imagens.


Diário de Notícias -28.05.2009-