quinta-feira, 5 de novembro de 2009
CAMÉLIA
Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Theaceae
Género: Camellia
Camellia L. é um género de plantas da família Theaceae que produzem as flores conhecidas como camélia (e em algumas regiões de Portugal como japoneiras). O género Camellia inclui muitas plantas ornamentais e a planta do chá.
O género foi descrito pelo naturalista sueco Carl von Linné em sua obra magna Species Plantarum, e batizado em homenagem ao missionário jesuíta Georg Kamel. Algumas espécies deste género pertenciam ao género Thea, mas este epíteto foi sinonimizado com Camellia quando se observou que as Camellias e Thea apresentavam qualquer diferença significativa entre si.

Todas as espécies de Camellia são designadas, na China, pela palavra mandarim "chá", complementada por algum termo que, geralmente, caracteriza seu habitat ou suas peculiaridades morfológicas.
Este género apresenta cerca de 80 espécies nativas das florestas da Índia, Sudeste Asiático, China e Japão. São arbustos ou árvores de porte médio, com folhas coriáceas, escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou denteadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas, ou raramente amarelas, algumas tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda. Certas espécies exalam suave perfume. Os frutos são cápsulas globosas, que podem variar de tamanho de um amendoim ao de uma maçã, com cerca de 3 sementes esféricas.
Este género apresenta cerca de 80 espécies nativas das florestas da Índia, Sudeste Asiático, China e Japão. São arbustos ou árvores de porte médio, com folhas coriáceas, escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou denteadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas, ou raramente amarelas, algumas tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda. Certas espécies exalam suave perfume. Os frutos são cápsulas globosas, que podem variar de tamanho de um amendoim ao de uma maçã, com cerca de 3 sementes esféricas.
Algumas espécies, como C.japonica, C.sasanqua, C.reticulata e C.chrysantha, são cultivadas por sua belas e grandes flores, folhagem densa, escuar e lustrosa, e porte baixo. Estas e outras espécies são intercruzadas para a obtenção de híbridos que reúnem suas melhores qualidades.
A este género ainda pertence a C.sinensis, espécie que cujas folhas se obtém o chá, e cujo comércio movimenta biliões de dólares todos os anos. Outras espécies de Camellia ainda são usadas localmente na Índia e na China como alternativas à C.sinensis para a preparação de chá. Outras produzem um óleo em suas sementes, aproveitado como combustível.As formas mais comerciais são as de flores grandes, com muitas pétalas e estames de cores fortes que variam do branco ao vermelho, com algumas variedades pintalgadas ou manchadas. As camélias amarelas são raras, e são obtidas apenas através da hibridização entre certas espécies. Não há camélias azuis, mas pesquisadores descobriram pigmentos azuis em algumas espécies e actualmente estão tentando isolá-los através de cruzamentos.

As flores das camélias podem ser separadas em 3 categorias:
- Simples: as flores possuem um ciclo de pétalas, estames e pistilo íntegros e normalmente funcionais;
- Semi-dobradas: as flores possuem mais de um ciclo de pétalas, estames e pistilos podem ou não ser transformados em petalóides, mas sempre há alguns estames íntegros, e algumas vezes férteis;
- Dobradas: as flores possuem inúmeros ciclos de pétalas. Todos os estames e o pistilo são convertidos em estruturas petalóides, e as flores são sempre estéreis.
Japão, China e Coreia são os países tradicionalmente líderes na produção de camélias e na obtenção de novas variedades. Curiosamente, a Ítalia, desde o Século XIX, afronta estes países na produção de variedades comerciais, sendo um dos líderes na sua produção no ocidente. Ao todo, existem mais de 3000 tipos diferentes de camélias somente entre as obtidas da espécie Camellia japonica, somando-se a um número total mais alto, com estimativas entre 5000 e 8000 variedades.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
RIR É O MELHOR REMÉDIO
A velhinha
A velhinha subia a rua transportando dois enormes sacos negros, desses que são usados para o lixo. Um deles, roto, deixava de quando em quando cair no chão parte do conteúdo, neste caso notas de 100 Euros.Há um polícia que a interpela. "A senhora tem de ter mais cuidado"disse-lhe o guarda. "É que está a deixar cair dinheiro desse enorme saco...". "Muito obrigada senhor guarda" agradeceu ternamente a velhinha. "Tenho de voltar atrás e apanhar o dinheiro que me caiu...Muito obrigada!".
O polícia, curioso não a liberou de imediato. "Esse saco enorme, cheio de dinheiro, de onde vem? Não é dinheiro roubado, não?".
"Que ideia, senhor guarda! Não!", disse ela quase indignada."Eu moro ali ao lado do estádio de futebol, ali em baixo, sabe?".
O polícia assentiu que sim. "Tenho ali uma casinha com um jardinzinho, umas roseiras, umas buganvílias...". "E os espectadores, à entrada e à saída têm o hábito de se encostar aos arbustos e urinar mesmo em cima dos meus canteiros. De maneira que nos dias de jogo eu escondo-me atrás do muro com a minha tesoura de podar e quando eles estão com o membro de fora eu apareço e digo "Ou me dás cem euros ou corto!".
O polícia riu-se em gargalhadas francas. "Não me parece nada má ideia, sabe?". Preparava-se para deixar a velhinha seguir o seu destino quando lhe perguntou: "Mas e o outro saco, também tem dinheiro?".
"Ah senhor guarda, sabe como é, nem toda a gente paga..."
A velhinha subia a rua transportando dois enormes sacos negros, desses que são usados para o lixo. Um deles, roto, deixava de quando em quando cair no chão parte do conteúdo, neste caso notas de 100 Euros.Há um polícia que a interpela. "A senhora tem de ter mais cuidado"disse-lhe o guarda. "É que está a deixar cair dinheiro desse enorme saco...". "Muito obrigada senhor guarda" agradeceu ternamente a velhinha. "Tenho de voltar atrás e apanhar o dinheiro que me caiu...Muito obrigada!".
O polícia, curioso não a liberou de imediato. "Esse saco enorme, cheio de dinheiro, de onde vem? Não é dinheiro roubado, não?".
"Que ideia, senhor guarda! Não!", disse ela quase indignada."Eu moro ali ao lado do estádio de futebol, ali em baixo, sabe?".
O polícia assentiu que sim. "Tenho ali uma casinha com um jardinzinho, umas roseiras, umas buganvílias...". "E os espectadores, à entrada e à saída têm o hábito de se encostar aos arbustos e urinar mesmo em cima dos meus canteiros. De maneira que nos dias de jogo eu escondo-me atrás do muro com a minha tesoura de podar e quando eles estão com o membro de fora eu apareço e digo "Ou me dás cem euros ou corto!".
O polícia riu-se em gargalhadas francas. "Não me parece nada má ideia, sabe?". Preparava-se para deixar a velhinha seguir o seu destino quando lhe perguntou: "Mas e o outro saco, também tem dinheiro?".
"Ah senhor guarda, sabe como é, nem toda a gente paga..."
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Maior veleiro do mundo no Algarve

"Royal Clipper": O imponente navio tem cinco mastros, 134 metros de cumprimento e capacidade para 227 pessoas

O porto de cruzeiros de Portimão acolheu o maior veleiro do mundo, o Royal Clipper, antes de atravessar o Atlântico rumo às Caraíbas, onde realizará cruzeiros turísticos até ao final da Primavera de 2010.
O Royal Clipper, que consta do Guiness Book (o livro de recordes mundiais), é um veleiro de cinco mastros com 134 metros de comprimento, tem capacidade para 227 passageiros e 106 tripulantes e é o mais rápido do mundo.
As 42 velas, com uma área de 5,24 metros quadrados, permitem-lhe uma velocidade de mais de 20 nós, sendo os mastros operados por sistemas hidráulicos, orientados a partir da "ponte de comando". Por causa deste sistema, o Royal Clipper não precisa de uma tripulação numerosa para navegar.
Construído em 2000, o veleiro de cinco mil toneladas, propriedade da empresa luxemburguesa Star Clipper, foi inspirado pelo lendário veleiro alemão "Preussen".
Para o comandante Sergey Utitsyn, o Royal Clipper é essencialmente "escolhido por pessoas amantes da vela para a realização de cruzeiros". "Há pessoas que repetem os cruzeiros, só para terem o prazer de viajar no navio".
Diário de notícias -25.10.2009-
domingo, 25 de outubro de 2009
QUADRAS DE ANTÓNIO ALEIXO
Se o meu livro se consome,
pode-me cobrir de glória;
mas depois a minha história
dirá que morri de fome.
e ouvindo a minha poesia,
disse-me que eu era dono
de coisas que não sabia.
***
Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem comer,
se alguém disser que tem fome,
comete um crime sem querer.
***
Este livro que vos deixo
e que a minha alma ditou
Vos dirá como o aleixo
viveu, sentiu e pensou.
***
Quando começo a cantar,
eu bem quisera agradar;
mas nem sempre sou capaz;
só quando o coração canta,
a minha pobre garganta
faz o que nem sempre faz.
***
pode-me cobrir de glória;
mas depois a minha história
dirá que morri de fome.
***
Por me ver ao abandono,e ouvindo a minha poesia,
disse-me que eu era dono
de coisas que não sabia.
***
Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem comer,
se alguém disser que tem fome,
comete um crime sem querer.
***
Este livro que vos deixo
e que a minha alma ditou
Vos dirá como o aleixo
viveu, sentiu e pensou.
***
Quando começo a cantar,
eu bem quisera agradar;
mas nem sempre sou capaz;
só quando o coração canta,
a minha pobre garganta
faz o que nem sempre faz.
***
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
ALAIN OULMAN
Músico, editor e resistente
Nasceu no Dafundo, em 1928, filho de uma família com negócios com sede em Lisboa mas projecção além das fronteiras. Cedo manifestou um interesse pelos livros e pela música. Não era contudo esse o rumo que o pai lhe destinara, sobretudo depois de ter perdido um filho na guerra. Alain Oulman acabou por contribuir activamente na gestão dos negócios da família. Mas hoje é essencialmente reconhecido pela obra que deixou na música, na edição livreira, igualmente importante sendo a memória de uma postura de confronto com o regime salazarista da qual chegou a resultar uma ordem de extradição.
Alain Oulman começou por estudar Engenharia Química (e Música) na Suíça. Em Paris, pouco depois, chegou a compor para Yves Montand. Em Nova Iorque, já em inícios dos
anos 50, conheceu alguns dos nomes que faziam de Greenwich-Village um centro de agitação musical. A intervenção do pai devolveu-o todavia a Lisboa.
anos 50, conheceu alguns dos nomes que faziam de Greenwich-Village um centro de agitação musical. A intervenção do pai devolveu-o todavia a Lisboa.O artista não seria contudo abafado pelo dia-a-dia nos negócios. Em 1960 conhece Amália e com ela colabora num álbum que mudaria para sempre o ruma da sua carreira (e do próprio fado). Recordamo-lo hoje como Busto, e na altura dividiu opiniões. Mais complexos que o habitual, os fados eram inclusivamente descritos pelos músicos que acompanhavam Amália como "operas"... Mas fizeram a diferença.
Nos anos 60 desenvolveu também importante papel no teatro em Lisboa. Ma em 1965 a PIDE descobre que cedera uma casa para reuniões clandestinas da FAP (Frente de Acção Popular). Foi detido. E depois conduzido sob escolta até ao Aeroporto de Lisboa e expulso de Portugal.
Instala-se em Londres com a mulher, e ali nasce o seu primeiro filho. A diplomacia francesa consegue um perdão. E de regresso a Portugal grava com Amália "Com que Voz" (1970), outro dos momentos maiores da sua obra conjunta. Mas acaba por se fixar definitivamente em Paris, trabalhando com o editor Calmann-Levy, em que publica, entre outros, Patricia Highsmith, Amos Oz e o histórico "Portugal Baillonné", de Mário Soares.
Alain Oulman morreu subitamente em 1990, com apenas 61 anos. Um documentário realizado pelo seu próprio filho, exibido esta semana no Doc Lisboa, leva agora a sua vida e obra ao grande ecrã.
NOTÍCIA DA SEMANA
Sado "oferece" 70 mil aves aos visitantes
Portugal quer começar a aproveitar o potencial da várias zonas húmidas do País para promover o mercado da observação de aves, numa altura em que no território existem apenas 3 mil pessoas que se dedicam a este tipo de turismo. Os principais amantes do bird-watching -oriundos dos Estados Unidos da América, Grã-Bretanha e Escandinávia- continuam a preferir os parques naturais sedeados em Espanaha, sobretudo, mas também na Grécia, porque "Portugal ainda não é conhecido", segundo admitem os empresários que começaram a dedicar-se a este ramo de actividade.
Este fim-de-semana vai ser dado um passo na promoção das potencialidades nacionais, através da primeira feira dedicada à observação de aves, que decorre sábado e domingo na Herdade da Mourisca (Faralhão), junto ao célebre Moinho da Maré, em Setúbal, onde os visitantes vão ser alertados para a surpreendente existência de cerca de 70 mil aves, pertencentes a 70 diferentes espécies, só no estuário do Sado.
A organização da primeira "Observanatura" resulta de uma parceria entre o Instituto da Conservação da natureza e da Biodiversidade (ICNB) e a reserva Natural do Estuário do Sado (RNES). As pessoas vão ser convidadas a passear a bordo de embarcações rumo aos habitats de flamingos -a pernalta cor-de-rosa que chega a apresentar populações superiores a 500 efectivos-, cruzando-se ainda com maçaricos, pilritos, garças, gaivotas, corvos marinhos e águias pesqueiras. Mas a oferta é muito maior.

"Esta é uma altura em que temos aqui várias aves migratórias, que se preparam para passar o Inverno. Vão ficar por cá até Janeiro", revela o ornitólogo da INCB Vitor Encarnação, admitindo residir aqui "grande potencial de negócio", dado que, embora existam zonas húmidas na Europa que reúnem mais mediatismo, como o Parque de Dona Ana (Espanha), "nós temos espécies, que chegam de norte de África, que só podem ser vistas aqui".
O Sado será um dos locais privilegiados para a prática de bird-watching, o que leva o ICNB a admitir vir a investir na melhoria dos vários cais de embarque do estuário, embora João Jara, proprietário da Birds & Nature, uma empresa de Lisboa -parceira do certame- que se dedica exclusivamente à observação de aves, admita que a existência de outros locais nas proximidades deste rio seja "outra grande mais-valia".
João Jara explica que o facto de o rio Tejo ou a ria Formosa (Algarve) se encontrarem num raio de cem a 200 quilómetros permite criar roteiros turísticos que seriam inviáveis noutros países, devido às longas distâncias que seria necessário percorrer entre os vários parques.
Diário de Notícias -16.10.2009-
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
LENDAS DE PORTUGAL - XII - ÁGUEDA
O diabo do Alfusqueiro
Nem sempre o Demo leva a melhor com o Homem, sobretudo se este tiver a ajudazinha de uma fada. Pois esta é a lenda daquela velha ponte de cantaria sobre o Alfusqueiro, afluente do Rio Águeda, no Caramulo. Poderiamos até dizer que é de um tempo em que o diabo ainda precisava de andar pela terra a negociar almas. Assim, se aquela passagem era imprescindível para os que atravessaram a serrania, meteu-se um cristão a fazê-la, mas na hora da arrancada deu-se conta da temeridade que a obra envolvia. Eis, surge-lhe o Diabo em pessoa a dizer-lhe que ele mesmo se encarregaria de fazer a ponte, ele e os seus demónios. Porém, havia a questão do pagamento. Pois este consistiria na alma do cristão. A obra ficaria pronta à meia-noite do dia de Natal desse ano, ao cantar do galo. Contrato escrito, foi este assinado com o próprio sangue do homem.
Mas o cristão, conforme via o andamento da obra, aliás de magnifica arquitectura, começava a ficar pesaroso do negócio que fizera. E a quem aparece o Diabo porque não há-de aparecer uma fada boa? Foi o que terá acontecido. Uma fada esperta ensinou ao homem maneira de se livrar do compromisso, não deixando de ficar com a ponte feita! Neste sentido, a fada deu ao cristão um ovo e disse-lhe:
"A obra ficará pronta à meia-noite em ponto. Está atento aos últimos trabalhos e logo que vejas o Diabo colocar a última pedra, atira o ovo pela ponte fora e vais ver que tudo corre bem."
E conta a lenda que quando o Diabo e os seus demónios estavam a colocar a pedra do remate, o cristão atirou o ovo ao longo do tabuleiro da ponte e este rolou até que bateu numa pedra e se quebrou. De dentro dele saiu um belo galo, excelente de plumagem, que começou logo a cantar, antecipando a meia-noite.
E assim, por segundos, o Diabo do Alfusqueiro perdeu a aposta. E sabem que mais? A ponte lá está, podem ir experimenta-la num passeio por aquelas bandas aquedenses da Serra do Caramulo. O Diabo dizem que deu um estoiro tal que nunca mais por ali passou!
E assim, por segundos, o Diabo do Alfusqueiro perdeu a aposta. E sabem que mais? A ponte lá está, podem ir experimenta-la num passeio por aquelas bandas aquedenses da Serra do Caramulo. O Diabo dizem que deu um estoiro tal que nunca mais por ali passou!terça-feira, 6 de outubro de 2009
DAHLIA
Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Dahlia
Dahlia, nome comum dália, é um género botânico pertencente à família Asteraceae. É uma herbácea de porte médio, perene. Quando adulta, a planta chega a atingir até 1,50 m.
É originária do México, onde é muito popular. Os índios daquela região foram os primeiros a cultivar dálias, ainda no período do império Asteca. Por volta do final do século XVIII, o director do Jardim Botânico de Madri encantou-se com a flor, durante uma visita ao México. Foi o suficiente para que a dália atravessasse o oceano e chegasse à Europa, onde se adaptou muito bem ao clima temperado.
Foi o botânico sueco A. Dahl, responsável pela expansão das dálias pela região nórdica da Europa, que inspirou o nome da flor.Os holandeses e os franceses foram os maiores incentivadores do cultivo e da produção de inúmeras espécies híbridas de dálias. Foi a imigração holandesa que contribuiu muito para a propagação desta flor no Brasil.
Hoje, graças ao surgimento de vários híbridos, podemos encontrar diversos tipos de dálias, o que resulta numa grande variedade de forma (pompom, bola, decorativa, etc.) e cores (branca, alaranjada, vermelha, amarela, pink). São mais de três mil variedades resultantes de cruzamentos com outras espécies, como os crisântemos, por exemplo.
sábado, 26 de setembro de 2009
FESTA DA CERVEJA
Foram precisas duas marteladas do presidente da câmara na rolha do tonel para a cerveja começar a correr. Com o grito "Ozapft is", Christian Ud abriu a famosa Oktoberfest, a festa da cerveja de Munique. O festival começou sábado e dura 16 dias. Cerca de seis milhões de litros de cerveja esperam por seis milhões de ávidos visitantes. Esta é a 176º edição da festa que se realizou pela primeira vez há 199 anos, em honra do príncipe da Baviera e só foi interrompida nos anos de guerra. A folia é a palavra de ordem mas... com limites. Preocupada com a imagem de excessos, a organização proibiu as fotografias de bêbedos e de mulheres seminuas.
Diário de Notícias -22.09.2009-
domingo, 20 de setembro de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Limpeza do fundo do mar revela bicicleta e gerador submarinos
Diário de Notícias -20.09.2009-
Algarve: Dia Internacional da Limpeza foi ontem assinalado com faxina em praias e no fundo do oceano. Mil quilos de lixo removidos.
A manhã na praia de Quarteira foi de grande azáfama. Mais de 60 pessoas, na praia e no mar, juntaram-se com o objectivo comum de preservar um bem que é de todos, no Dia Internacional da Limpeza 2009. Uma manhã chegou para retirar cerca de mil quilos de lixo: redes, pneus e muitas garrafas. Mas as maiores surpresas estavam guardadas no fundo do mar: uma bicicleta e um gerador.
"O objecto que sobressaiu mais foi uma bicicleta e um gerador, o resto foi plásticos e outras coisas mais", explicou Felizardo Pinto, membro do Centro de Mergulho que organizou o evento em parceria com a junta de freguesia e a Câmara de Loulé.
Do Sotavento ao Barlavento Algarvio, as iniciativas multiplicaram-se. Na praia dos Caneiros, no concelho de Lagoa, foram mais de cem as pessoas que se uniram para limpar arribas, praia e fundo do mar. Dos mais pequenos aos maiores, puseram mãos à obra para recolher todo género de objectos. "Existe muito lixo, mesmo em praias onde se realizam limpezas quase diárias, mas mesmo assim acabamos por deixar muitos resíduos nas praias. É necessário consciencializar as pessoas que isto é de todos nós e todos devemos participar", explicou Nuno Monteiro da Portisub que, conjuntamente com a autarquia, organizou a limpeza.
E consciência é o que não pareceu faltar aos voluntários que em pouco mais de duas horas juntaram quase 200 quilos de lixo. Carla Correia percorreu o areal com três sobrinhos para tentar incutir esta mensagem pedagógica. Tomé Correia, com seis anos, foi um dos ajudantes da tia Carla. "Ando aqui a apanhar lixo porque as pessoas atiram lixo para o chão. Já apanhámos copos, cigarros, papéis". Com apenas três anos, também Violeta Santos pôs mãos à obra. No final todo o lixo foi pesado e os participantes receberam uma T-shirt e um certificado de presença.
Diário de Notícias -20.09.2009-
sábado, 19 de setembro de 2009
A MENINA E O PÁSSARO ENCANTADO
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão."- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça."... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.E de novo começavam as estórias.A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.Mas chegava sempre uma hora de tristeza."- Tenho que ir", ele dizia."- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar...."."- Eu também terei saudades", dizia o pássaro. "-- Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades.Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma ideia malvada."- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.Cansado da viagem, adormeceu.Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro."- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...".Sem a saudade, o amor irá embora...A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...Até que não mais aguentou.Abriu a porta da gaiola."- Pode ir, pássaro, volte quando quiser..."."- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia."- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos..."- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.- Quem sabe ele voltará amanhã....E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Rubem Alves
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
LENDAS DE PORTUGAL - XI - ALMEIRIM
A sopa de pedra

A lenda que corresponde a Almeirim tem a particularidade de ser raras cuja repercussão atravessou o tempo e ainda hoje nos senta à mesa, água na boca, colher na mão, para um saboreio a preceito. Seja, trata-se de uma festa mitográfica carregada de actualidade. Eis, pois, a sopa de pedra. Especialidade desta terra, a lenda enquadra-se num frade que tinha tanto de esfomeado -e não de comilão, como por aí se diz - como de imaginativo.
Andava o frade no seu peditório e foi bater ao portão de um lavrador, onde esperava matar a fome. Porém, o lavrador era demasiado avarento e nada lhe quis dar. Não perdendo a bonomia, o frade disse:
-Bem, então vou ver se faço um caldinho de pedra...
Dito isto, baixou-se pegou numa pedra, deitou-a fora, depois noutra, até que encontrou uma que pareceu agradar-lhe. O lavrador e a mulher, que entretanto acudira, observavam-no com atenção. A princípio, o casal riu-se, mas o frade encarou-os e perguntou:
-Nunca comeram caldo de pedra, pois não? É um petisco de truz!
Curiosos, os lavradores dispuseram-se a apreciar. Então, ele pediu-lhes emprestado uma panela de barro, que encheu de água e nela meteu a pedra bem lavada.
-Se me deixassem pôr isto a cozer aí à lareira...
E quando a panela começou a chiar, o frade comentou:
-Com um pedacinho de unto, ficava um primor!
Veio o unto. Depois pediu sal para matar o insosso.
-Com um nadinha de chouriço é que isto ganhava graça!
Depois pediu feijão encarnado, umas batatinhas, e tudo ia para a panela, donde saía um cheiro de aguçar o apetite a um morto. Os lavradores, aparvalhados, apreciavam o cozinhado e o frade lambia os beiços.
-E ficará bom?- perguntava o lavrador.
-Não se nota só pelo cheiro?- respondia o frade.
A mulher do lavrador anotava tudo num papel, que não conhecia a receita. O frade tirou a panela do lume e serviu-se numa malga que também lhe emprestaram. Em três malgas bem saboreadas, o espertalhão despejou a panela. O lavrador e a mulher foram espreitar e viram a pedra no fundo.
-E a pedra, ó fradinho?
-Ora, a pedra... lavo-a e vai no alforge para servir outra vez...

terça-feira, 8 de setembro de 2009
CARDO
Classificação científica:Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Cynara
Espécie: C. cardunculus
O cardo pertence à família das Asteraceae e cresce em locais rochosos, sobretudo com terrenos barrentos, podendo ser encontrado na forma selvagem ou cultivada em Portugal, nas zonas meridionais e ocidentais do mar Mediterrâneo, no norte da África, nos arquipélagos da Madeira e das Canárias e na Argentina.Seu caule é lanoso e varia entre 20-100 cm; as folhas são verdes na página superior e brancas na página inferior, podendo ter dimensões até 50x35 cm; o invólucro, de forma globoso-ovóide e com 45-60x40-55 mm, é composto por brácteas ovadas terminadas num espinho com 10-50x2-3 mm; a corola é violeta.
AplicaçõesDe todas as espécies do género Cynara, apenas C. cardunculus spp. flavescens (cardo) é referida como sendo usada no fabrico de queijo. Contudo, tanto C. humilis como C. scolymus (agora C. cardunculus spp. scolymus (alcachofra)) mostraram possuir actividade coagulante.
As flores são colhidas quando a planta começa a ficar senescente, isto é, durante os meses de Junho e Julho, sendo armazenadas em locais secos de forma a serem usadas na coagulação de leite durante o Outona e o Inverno. A propriedade coagulante de leite da planta deve-se à presença de três proteases (ciprozinas 1, 2 e 3) produzidas na flor, principalmente nas pétalas e nos pistilos.
Em Espanha, usa-se muito o talo do cardo na alimentação. Este é cozido e depois misturado com outros ingredientes.
Etimologia
Cardo deriva do latim cardùus, que significa "fazer sinal com a cabeça", em alusão à flor de forma ovóide apoiada no caule oscilante.
sábado, 5 de setembro de 2009
Poema dum poeta algarvio
Minha terra embalada pelas ondas,
Lindo país de mouras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas...
Oh meu Algarve, quero que me escondas...
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei-de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas...
Quando o sol emergir detrás da serra,
Sempre será... da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura...
Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida...
(Francisco Xavier Cândido Guerreiro)
Lindo país de mouras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas...
Oh meu Algarve, quero que me escondas...
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei-de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas...
Quando o sol emergir detrás da serra,
Sempre será... da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura...
Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida...
(Francisco Xavier Cândido Guerreiro)
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
ATUM É REI NO ALGARVE
Até há bem poucos anos o atum era um peixe pouco utilizado pelos profissionais de cozinha, com excepção de algumas regiões, como a Madeira, os Açores e o Algarve. Nesses locais, fazendo jus às tradições, existem algumas especialidades como os célebres bifes de atum em cebolada, a salada de estopeta, os bifes de atum com tomate do Algarve e alguns pratos tradicionais como o atum assado, atum de escabeche, atum salpresado, atum de São João ou muxama (lombos de atum salgados e secos), chouriço e ova de atum, estopeta (tiras salgadas sujeitas a lavagem na altura do consume), tarantelo (faixa longitudinal acima da barriga) ou salame de atum.

Sem dúvida alguma que nos nossos dias o atum é um peixe nobre e nos últimos anos está a ser cada vez mais inserido na cadeia alimentar pela mão dos chefes de cozinha nacionais e estrangeiros.
O atum fresco está a ganhar cada vez mais adeptos, baseando-se nas receitas tradicionais portuguesas e nas novas tendências das cozinhas japonesa e coreana.
O Algarve chegou a ter cem fábricas de conservas de atum, mas hoje as que estão activas contam-se pelos dedos de uma mão.
O Algarve acolhe com orgulho o Museu da Pesca do Atum, em Tavira, localizado no interior do Hotel Vila Galé Albacora, a funcionar desde o ano 2000 no antigo Arraial Ferreira Neto (estrutura de apoio às armações de pesca, nomeadamente do atum, localizada nas Quatro Águas).
Enfim, um peixe que carrega nas suas guelras um mundo de recordações.Viva o Thunnus thynnus!
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