terça-feira, 16 de março de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XVII - FUNCHAL

S. Sebastião ou D. Sebastião

No Funchal, ao lado do Campo do senhor duque, ficava a pequena igreja de S. Sebastião. Quando esta foi demolida, apenas ficou o nome do mártir na tradição. É que ali foi colocado um monumental chafariz, que na capital madeirense há tempos andava de um lado para o outro, ficando numa parede a placa toponímica com a indicação óbvia de ser o Largo do Chafariz. Mas num no seu largo o chafariz estacionou definitivamente logo à primeira, pois também teve duas ou três colocações antes daquela que é dada como definitiva!
Recorde-se que antes da partida do jovem rei para o desastre de Alcácer-Quibir, ele decretara que, em todas as povoações nobres que o não tivessem, fosse construída uma igreja ou uma capela invocando o patrono do seu nome, daí a quantidade delas que há por este país fora.
Porém, a verdade é que não está ainda fixada a data da fundação do templo demolido, conquanto surja a probabilidade do ano de 1523, pois neste a câmara e o povo do Funchal elegeram o mártir como padroeiro contra a peste. Porém, há quem prefira a data de 1430, mas apenas porque nesse ano ali se fundou a primeira freguesia do Funchal. No entanto, junto ao altar de Santo Elói, existia a sepultura de Álvaro Anes, escudeiro do infante D. Fernando, o mártir de Fez, com o epitáfio datado de 1471, bem, mas talvez a discussão nem valha a pena. E sabemos que, de qualquer modo, em 1803, o camartelo derrubou a igreja para ali ficar a feira. E a lenda começa aqui porque o templo não voltou a ser reconstruído.
Dizem as vozes que, após o desmantelar da igreja, todas as noites, e em horas impróprias para uma pessoa andar na rua, aparecia ali no largo, que fora do mártir S. Sebastião, e mostrando-se em tristeza aos poucos noctívagos dessa época que porventura ali quisesse caminho: certo sujeito de bom porte em bem composto aspecto, homem de ar grave e de boas e leais parecenças, que passeando o largo de lés a lés, em alto pranto falando para os que o ouvissem lhes profetizava o próximo alagamento da cidade pelas águas do mar.

O homem nocturno jurava isso a pés juntos, acrescentando que os homens muito padeceriam caso não reedificassem depressa a casa sagrada no lugar onde sempre estivera.
Semelhante profecia nunca se realizou, mas o homem garantia que se não cumprissem a reconstrução do templo o mar subiria, subiria, galgando as ruas de Funchal. As águas, acrescentava, invadiriam as casas, os campos, acabando por ficar aquela praça transformada num ancoradouro para naus ou garganta de morte para os seus moradores.
Quem seria o tal fantástico ser? Algumas pessoas diziam que era o próprio S. Sebastião com as roupas dos séculos em que aparecia, enquanto outros, mais encantados, aventavam a hipótese de tratar-se de D. Sebastião, o desgraçado rei agravado, protestando por lhe terem destruído o templo do santo do seu nome, de que era tão devoto no pouco tempo que reinou em Portugal.

segunda-feira, 15 de março de 2010

IRENA SENDLER - 1910-2008 -


Uma senhora de 98 anos chamada Irena acabou de falecer.Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!)
Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de serapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global
Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

LAVANDA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Lavandula


As Lavandas (popularmente conhecidas como alfazemas) são plantas do género Lavandula. São pequenos arbustos, perenes, incluindo também as anuais e os subarbustos. O nome é mais frequemente usado para as espécies do género que crescem como ervas e para ornamentação. Destas as mais comuns são Lavanda inglesa e a Lavandula angustifolia (L. officinalis). As espécies ornamentais geralmente são as L. stoechas, L. dentata, e a L. multifida.
As Lavandas crescem em jardins. Suas flores são usadas para arranjos florais secos. As flores púrpuras e os brotos, de fragrância suave, são utilizados em potpourris. Secados e embalados em pequenos saquinhos de tecido de algodão são utilizados para serem colocados entre as roupas do armário para dar-lhes uma fragrância fresca e agradável, e também para impedir a presença de insectos e parasitas.O cultivo comercial da planta é para a extracção de óleos das flores, caules e plantas, que são utilizados como anti-sépticos, em aromaterapia e na indústria de cosméticos. Como produto terapêutico, em infusão, deve ser evitado o uso contínuo, podendo produzir excitação em dose tóxica.
O óleo essencial da Lavanda (do latim "lavare", "lavar") já era utilizado pelos romanos para lavar roupa, tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo (indicado para insónia, calmante, relaxante, dores etc.). O óleo é obtido da destilação das flores, caules e folhas da espécie Lavandula officinalis. Entre várias substâncias, o óleo apresenta na sua composição o linalol e o acetato de linalila, que conferem a sua fragrância e, ainda, resina, saponina, taninos cumarinas.
As flores de Lavanda produzem um néctar abundante que rende um mel de alta qualidade produzido pelas abelhas. O mel da variedade Lavanda foi produzido inicialmente nos países que cercam o Mediterrâneo, e introduzido no mercado mundial como um produto de qualidade superior. As flores da Lavanda podem ser utilizadas como decoração de bolos. A Lavanda também é usada como erva isoladamente ou como ingrediente das Ervas da Provence (França).
Lavandas nativas são encontradas nas Ilhas Canárias, Norte e Oeste da África, Sul da Europa e no Mediterrâneo, Arábia e Índia.
Os maiores produtores de Lavanda são a Bulgária, França, Grã-Bretanha, Austrália e Rússia.

segunda-feira, 8 de março de 2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Primeira Comemoração foi há um século

As sufragistas burguesas, as operárias grevistas, as dirigentes socialistas, as escritoras rebeldes, as feministas que se reclamavam herdeiras do pensamento de Christine de Pisan (publicou, em 1405, "Cidade das Damas") e Mary Wollstonecraft (editou, em 1790, "Uma Defesa dos Direitos da Mulher") já tinham advogado a igualdade de direitos.
O primeiro Dia da Mulher foi celebrado, a 28 de Fevereiro de 1909, nos EUA por iniciativa do Partido Socialista da América, mas seria a proposta apresentada em Copenhaga, no ano seguinte, pela dirigente alemã Carla Zetkin, na 2ª Conferência das Mulheres Socialistas, que originou a comemoração universal.

A origem mítica da data de 8 de Março (que só seria fixada mais tarde e foi adoptada pela ONU em 1977) era uma homenagem às operárias do vestuário e do calçado que, a 8 de Março de 1857, se teriam manifestado em Nova Iorque, reivindicando 10 horas de trabalho (em vez do horário de 16) e salários iguais aos dos alfaiates, acabando por ser vítimas de cargas policiais - embora, historicamente, este facto não tenha existido. Por coincidência, a 8 de Março de 1917, na Rússia, uma greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, o Czar e a participação na I Guerra Mundial "viria a inaugurar", nas palavras de Trotsky, a Revolução de Outubro.
A 19 de Março 1911, um milhão de pessoas já celebrava o Dia da Mulher na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. O movimento, que se manteve e ampliou nessa década e na seguinte, acabou por esmorecer e desapareceu. Mas a data seria revitalizada pelo movimento feminista dos anos 60, quando se tentou terminar, definitivamente, com a ideia do papel menor conferido às mulheres - que talvez tenha raízes na Pandora da mitologia grega e na Eva da teologia cristã.

sábado, 6 de março de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Gelo no mar Báltico bloqueou navegação

O Inverno rigoroso que este ano se vive no hemisfério Norte deixou em apuros, na quinta-fª e madrugada de ontem, milhares de passageiros no mar Báltico quando dezenas de ferries ficaram bloqueados nos gelos que se formaram naquela região.
De acordo com as autoridades marítimas escandinavas, a navegação junto ao arquipélago de Estocolmo e no golfo de Botnia não conhecia um caos idêntico desde há 30anos, devido ao gelo no mar. As últimas décadas foram marcadas por temperaturasacima da média na região, à semelhança do que aconteceu em toda Europa.
Na quinta-fª, seis ferries que efectuavam as ligações entre a Suécia, a finlândia e a Estónia ficaram presos no gelo, ao mesmo tempo que eram empurrados na direcção da costa sueca por ventos fortes. As temperaturas nagativas que se fazem sentir desde dezembro transformaram a viagem numa aventura gelada e angustiante para milhares de passageiros.

Só com a intervenção de vários quebra-gelos e rebocadores foi possível libertar as embarcações de passageiros e fazê-las seguir para bom porto.
Mas aqueles não foram os únicos navios que ficaram em apuros na região devido à formação de gelo no mar. Ao todo, meia centena de embarcaçõesde carga e de ferries gigentes sofreunestes dias as agruras do Inverno invulgarmente rigoroso que está a afectar a Europa.
Os ferries ficaram bloqueados à entrada do arquipélago de Estocolmo, onde o gelo se movimenta em grandes placas, tornando a navegação mutio difícil.
Estes ferries estão bem equipados para navegar através das finas camadas de gelo que cobrem o Báltico com frequência. O que explica o motivo de terem ignorado os avisos das autoridades para esta semana, que alertaram para a formação de gelo mais espesso.

DN -6.03.2010-

segunda-feira, 1 de março de 2010

A MINHA OPINIÃO

Assisti ontem a noite a um programa em directo do Coliseu dos Recreios, Lisboa, no canal televisivo da SIC.
O título do programa era "Uma Flor para Madeira" e as receitas dos bilhetes reverteram para as vítimas do temporal na Ilha da Madeira. Todos os artistas actuaram gratuitamente e além disso havia duas linhas telefónicas para o público poder contribuir com donativos.
Eu fiquei mais uma vez surpreendida com a solidariedade dos Portugueses que, em tempos de crise, com muitas pessoas sem emprego e com poucos recursos, quiseram ajudar aqueles que mais necessitam neste momento.
Os donativos ultrapassaram os 532 mil Euro!
Parabéns Portugueses!

Werngard

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Guerreiros de terracota: guardiões do Primeiro Imperador da China


Em 1974, as férteis terras de Xi'na, na China, revelaram ao mundo um segredo guardado por mais de dois milénios: quando cavavam um poço de irrigação, alguns camponeses descobriram uma misteriosa cabeça belamente trabalhada em cerâmica. Escavações feitas nos meses consecutivos trouxeram à tona, um após outro, numerosos soldados de terracota minuciosamente talhados, dispostos em perfeita ordem de batalha.
Os atónitos arqueólogos constataram que se tratava de uma "força militar" composta de vários milhares de estátuas, criada para servir de guarda ao fundador de Império Chinês... no outro mundo!
Narram as crónicas que o imperador Qin Shi Huang subiu ao poder em 246 a.c., com apenas 13 anos de idade. Qin passou o resto da sua vida em combates, empenhado em unificar boa parte do que constitui a China actual. Senhor da guerra, estrategista inflexível e cruel, esmagou com as suas tropas os exércitos de seis países adversários. Administrador eficiente e capaz, padronizou moeda, pesos e medidas, construiu incontáveis estradas e chegou inclusivamente a idealizar o esboço da Grande Muralha da China.
Entretanto, insatisfeito com suas magníficas realizações, Qin desejava mais ainda: construir um segundo império... para depois de sua morte. Preparou para isso cuidadosamente, durante anos, tudo quanto deveria acompanhá-lo em sua viagem para a eternidade.
Assim, seu túmulo foi guardado por uma das mais belicosas "cortes" da História, composta de 7 mil guerreiros e súbditos: guerreiros, arqueiros, soldados de infantaria e cavalaria, músicos, dançarinos, magistrados e até acrobatas... todos modelados em terracota.
Para formar essa multidão, foram necessários 36 anos e um contingente de 700 mil trabalhadores, pois os traços da fisionomia, do penteado e das vestimentas de cada indivíduo foram reproduzidos com tal exactidão que parece não haver duas figuras iguais nesse exército de terracota.


É uma diversidade tal que surpreende e maravilha os arqueólogos.

Artigo extraído duma revista cujo conteúdo se revela bastante interessante, estando a decorrer em Washington no National Geographic Museum, que foi inaugurado em Novembro e terminará em Março próximo, uma exposição com o sugestivo título de "Guerreiros de terracota: guardiões do Primeiro Imperador da China".
Para além de quinze dos afamados guerreiros, integrantes de um exército formado para depois da morte, apresenta objectos do Mausoléu de Qin, constituindo uma das mais importantes descobertas arqueológicas do século XX.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

AJUDA PARA MADEIRA

Telefone: 760 10 11 12

Se ligar para este número da PT, as receitas revertam para as vítimas do temporal na Ilha da Madeira.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

FERNANDO PESSOA


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

SÃO VALENTIM

São Valentim, (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.
Durante o governo do
imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterias, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XVI - ALANDROAL

A Boa Nova
Perto do Alandroal fica Terena, aldeia orgulhosa do seu Pelourinho. Pois vamos contar a lenda da fundação da igreja de Nossa Senhora da Boa Nova, que é anterior ao castelo, este mandado fazer sendo rei D. Dinis, o Lavrador-Trovador. Ora temos duas versões da lenda, o que por si só é já interessante. Pois a primeira diz-nos que a filha do D. Afonso IV, o Bravo, era casada com o rei de Castela, mas genro e sogro não se entendiam. Ora, de uma vez, os mouros atacaram os castelhanos, e a rainha deslocou-se a Portugal a pedir auxílio ao pai. Diz-se que, em território português, ao passar por Alandroal, amanheceu quando repousava junto de uma ribeira e logo lhe deu o nome de Lucefécit, que quer dizer: "luz se fez". Dali mandou um emissário a Évora, onde estava a corte de D. Afonso IV, suplicando-lhe que apoiasse o marido. O pai respondeu afirmativamente e a alegria foi tal que a rainha mandou edificar ali perto, em Terena, uma igreja a que deu o nome de Nossa Senhora da Boa Nova.
Porém. na segunda versão da lenda, o rei terá mandado dizer à filha que não apoiava o genro. Mais tarde mudou de opinião e enviou dois cavaleiros a toda a brida, que foram encontrar a rainha de Castela em Terena, no sítio em que ainda hoje vemos a cruz que assinala esse mesmo encontro. Perguntou-lhes a rainha ao que vinham e responderam:
"Boa Nova temos, senhora. O vosso pai acede ao vosso pedido e vai em breve com o exército português combater os mouros!"
A rainha ajoelhou-se e disse que, perante a resposta do rei de Portugal, ali mesmo mandaria construir um templo sob a invocação de Nossa Senhora da Boa Nova. E cumpriu esta promessa.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CANÇÃO

Tinha um cravo no meu balcão,
veio um rapaz e pediu-mo
Mãe - dou-lhe ou não?

Sentada, bordava um lenço de mão,
veio um rapaz e pediu-mo
Mãe - dou-lhe ou não?

Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração,
mas se o rapaz mo pedir
Mãe - dou-lhe ou não?

Eugénio Andrade

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ROSA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Género: Rosa


A rosa é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antiguidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há 5.000 anos, Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos.
Cientificamente, as rosas pertencem à família Rosaceae e ao género Rosa L., com mais de 100 espécies, e milhares de variedades, híbridos e cultivares. São arbustos ou trepadeiras, providos de acúleos. As folhas são simples, partidas em 5 ou 7 lóbulos de bordos denteados. As flores, na maior parte das vezes, são solitárias. Apresentam originalmente 5 pétalas, muitos estames e um ovário ínferno. Os frutos são pequenos, normalmente vermelhos, algumas vezes comestíveis.
Actualmente, as rosas cultivadas estão disponíveis em uma variedade imensa de formas, tanto no aspecto vegetativo como no aspecto floral. As flores, particularmente, sofreram modificações através de cruzamentos realizados ao longo dos séculos para que adquirissem suas características mais conhecidas: muitas pétalas, forte aroma e cores da mais variadas.


As rosas e o seu simbolismos

Rosas: o secretismo (sub rosa), é, de certa forma, um símbolo pagão, ligado muitas vezes a segredos escondidos da igreja durante a Idade Média. A cada cor está associado um significado diferente, alguns desses significados estão listados em baixo:
Rosas Amarelas: amor por alguém que está a morrer ou um amor platónico
Rosas Brancas: reverência, segredo, inocência, pureza e paz
Rosas Champanhe: admiração, simpatia
Rosas Coloridas em tons claros: amizade e solidariedade
Rosas Coloridas, predominando as vermelhas: amor, paixão e felicidade
Rosas Cor-de-rosa: gratidão, agradecimento, o feminino (muitas vezes aparece simbolizando o útero em algumas culturas, como o gineceu está para a cultura ocidental -ver cor-de-rosa)
Rosas Vermelhas:paixão, amor, respeito, adoração
Rosas Vermelhas com Amarelas: felicidade
Rosas Vermelhas com Brancas: harmonia, unidade



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA


A Cegonha-Preta
foi a ave escolhida pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) para ser o símbolo da campanha Ave do Ano 2010. Com esta iniciativa, a SPEA quer comemorar o Ano Internacional da Biodiversidade e escolheu a cegonha-preta por ser uma espécie rara e muito sensível à perturbação humana. Esta ave pode ser observada no Parque Natural do Douro Internacional, no Parque Natural do Tejo Internacional e nas portas de Ródão, em Barrancos, em Marvão e em Sagres. Está classificada como "vulnerável" no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal por enfrentar riscos de extinção a médio prazo.

Notícias Magazine -31.01.2010-

O QUEIJO QUE "CONQUISTOU" CARLOS MAGNO


PERSILLE DE TIGNES
é um queijo famoso por ter "conquistado" o paladar de Carlos Magno. Diz-se o imperador provou esta iguaria quando atravessou os Alpes com os seus exércitos para conquistar a Itália, no final do séc. VIII. E terá gostada tanto que enviou para a sua corte em Aix-en-Provence um carregamento de queijo da melhor selecção. Oriundo da região de La Savinaz, perto de Tignes, nos Alpes franceses, a história deste queijo é hoje menos risonha... encontra-se à beira da extinção, uma vez que já são muito poucos os que o fabricam.
DN -31.01.2010-

domingo, 24 de janeiro de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

ALQUEVA


Como consequência das grandes chuvadas deste Inverno, pela primeira vez desde que, em 2002, começou o enchimento da albufeira do Alqueva, o nível das águas no maior lago português atingiu, no passado dia 12, a cota de 152 metros, apenas um metro abaixo do nível de máxima cheia para que a obra está preparada. Tornou-se assim necessário abrir as comportas e proceder a impetuosas descargas, com um volume tal que daria para encher quatro piscinas por segundo. O curso inferior do Guadiana recuperou assim a sua antiga vocação de importante curso de água, a evocar os recuados tempos em que era navegável por embarcações de grande porte, pelo menos até Mértola.

sábado, 23 de janeiro de 2010