quinta-feira, 20 de maio de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XIX - ALTE

A fonte das almas

Sobre a fonte Santa de Alte, Aldeia que fica a norte de Paderne (Albufeira), Estácio Veiga (1828-1891) pôs a lenda em verso:

Era de Maio uma tarde,
De tais flores perfumada
Que a Virgem Mãe do Rosário
De tanto enlevo enlevada
Junto à margem de um ribeiro
Céu e terra contemplava.
Nas águas que ali corriam,
Via-se ele retratada,
E dos mirtais e roseiras
Que o ribeiro refrescava,
Uma capela tecera
Para a Senhora da Orada.
Tecida que era a capela,
Logo dali se ausentara,
Lavando no seu regaço
O Filhinho de su'alma.
Indo em meio do caminho
Grande calor apertava;
A água o Menino pedis,
Ma sua Mãe não lh'a dava,
Que dentre aquelas estevas
Olho d'água brotava.
Crescia a sede, crescia,
E então a Virgem parava.
Lança olhos à ventura,
Vê uma rocha escarpada.
Onde o sol dava de face
Com tal ardor que crestava!
Palavras que a Virgem disse,
Logo pelo céu entraram,
E o rochedo que as ouvira,
Em fonte se transformara.
O caso é que em bem pouco
Água tão fresca jorrava,
Que aos pés da santa corria,
Como quem lhe os pés beijava.
Bebendo que era o Menino,
Toda a fonte se cercava
De alecrins e mangeronas.
E rosas de toda a casta;
Desde então ficou a fonte
Chamada a "Fonte Fadada",
Dera-lhe a Virgem três chaves,
Uma de Ouro, e as mais de prata,
Uma para ser aberta,
Outra para ser fechada,
E outra para ali guardar
Almas puras como água.
Das almas que a Santa Virgem
Muitas vezes lá guardava,
Ficou o povo chamando
À fonte - "Fonte das Almas".

terça-feira, 18 de maio de 2010

RIR É O MELHOR REMÉDIO

" TU TI TU TU TU TU "

Na sua recente visita aos Estados Unidos, José Sócrates e respectiva comitiva hospedaram-se num luxuoso hotel.
Ao fim da tarde José Sócrates pega no telefone, liga ao serviço de quartos e diz:

" TU TI TU TU TU TU"

A funcionária não compreende o que quer dizer José Sócrates e, pensando que se trata de uma mensagem cifrada, avisa o FBI. Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI que, postos ao corrente de tudo, mas não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.
Os serviços secretos mandam dois agentes ao hotel, os quais começam logo a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.
Entretanto, José Sócrates volta a telefonar e todos o ouvem repetir:

"TU TI TU TU TU TU"

Desesperados, os agentes resolvem recorrer ao tradutor oficial da Embaixada dos EUA em Portugal.
Um caça supersónico do Pentágono desloca-se ao aeroporto de Figo Maduro, e o tradutor é conduzido, sem mais delongas, aos Estados Unidos.
Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação, o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de José Sócrates e......descobre o mistério:
O Primeiro-ministro português queria dizer, no seu inglês técnico (da Universidade Independente):

"TWO TEA TO 222 !!!!" (DOIS CHÁS PARA O QUARTO 222)


segunda-feira, 17 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Dois ovos que mudam a história

Os ovos que dois casais de flamingos estão a incubar na Lagoa dos Salgados (Algarve) até podem nunca chegar a eclodir. Há razões naturais e eventuais forças exteriores que podem explicar o insucesso reprodutivo da espécie. Mas só o facto de terem sido descobertos três ninhos de flamingo, dois dos quais já com ovos, por aquelas paragens do Sul de Portugal é um fenómeno digno de registo. Pela primeira vez esta pernalta tenta nidificar no nosso país.
É que, apesar de existirem em território nacional mais de seis mil flamingos-comuns, a esmagadora maioria das aves que encontramos nas nossas zonas húmidas nasce em Espanha, na região de Fuentedepiedra, o local preferencial de reprodução da Europa, dada a alta salinidade por ali existente, onde abunda o alimento preferido: a artémia, um pequeno camarão. Outros viajam o Parque de Doñana para Portugal e há até uma pequena minoria oriunda de França.
Luís Costa, o presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), entidade que revelou a descoberta dos três ninhos "algarvios" - não se sabe se o terceiro vai ser ocupado -, garante que Portugal até tem vários locais que, pelo menos, em teoria, ofereciam condições favoráveis para os flamingos nidificarem, mas o mais próximo que estivemos disso é uma curta experiência nos anos 80, em Castro Marim, da qual não há qualquer registo que ateste a veracidade da informação.
E que levou os flamingos a darem os primeiros sinais de reprodução em Portugal? Luís Costa admite que o facto de países como Espanha, França, Turquia ou Tunísia estarem a desenvolver trabalhos de conservação da espécie esteja a provocar uma tal recuperação da população, depois de ter chegado a estar ameaçada, que alguns exemplares começaram a "sentir vontade" de se estabelecerem noutros locais.
"É por esta razão que isto acaba por ser uma meia surpresa para nós", refere o biólogo, numa altura em que as zonas de reprodução começam a estar sobrelotadas, optando alguns por se reproduzirem em locais onde não era habitual.
"Outra explicação possível é que se trate de juvenis ou adultos ainda não reprodutores, que não nidificam, pelo que não ocupam lugar nessas colónias reprodutoras", refere.
Eis uma das razões pela qual a eventual não eclosão dos ovos não preocupa os biólogos, já que nem sempre as aves marinhas ou aquáticas de grande porte se reproduzem logo no primeiro ano. Por vezes só o conseguem fazer ao terceiro ou ao quarto ano.
"É natural que não nasçam as crias, porque geralmente o flamingo reproduz-se em grandes colónias e as aves ficam mais protegidas. Quando as colónias novas se estabelecem são sempre mais frágeis", explica Luís Costa, mais preocupado com as causas "não naturais" que poderão comprometer a incubação que dura 28 dias, na medida em que a Lagoa dos Salgados regista "várias perturbações", sublinha, alertando para as variações do nível da água e para o regular aparecimento de cães que costumam comer ovos e crias de outras espécies.


Recorde-se que não é de hoje que a SPEA reclama pela classificação daquela zona, justificando que integra uma das áreas mais interessantes para as aves na País que se encontra "ameaçada". Relativamente ao nível das águas, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve já instalou uns tubos para tentar garantir que haja enxurradas ao longo do período de incubação dos flamingos. Já quanto aos cães, pouco há fazer. "Terão de ser os donos a ter o cuidado de os passear à trela e os animais abandonados deverão ser recolhidos pelos serviços municipais", reclama Luís Costa.
DN - 16.05.2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

HOJE É O DIA DA ESPIGA

A Festa da Espiga é uma festa profundamente rural ligada ao alourar das searas e à multiplicação das flores que anunciam o pão e a vida e que compreende, além das cerimónias religiosas da liturgia cristã, certas práticas específicas tradicionais, revelando aspectos verdadeiramente ancestrais, relacionados com as nossas próprias raízes culturais. Esta manifestação tradicional tem lugar na Quinta-Feira de Ascensão, em que se comemora a subida de Cristo ao Céu, fechando um ciclo de quarenta dias que se abriu pela Páscoa. Sempre a Ascensão foi um dia de festa em algumas terras, como por exemplo em Salir, no Algarve, mesmo não sendo dia feriado.No "Dia da Espiga", dia sagrado da terra, rapazes e raparigas largavam a enxada e saíam para o campo, de manhã cedo, aproveitando os dias cheios de sol e a imensa alegria que emana da terra e dos homens, para folgarem e colherem uma espiga de trigo e um ramo de oliveira, que haveriam de compor o ramo da espiga. Para além destas espécies, o ramo poderia incluir, ainda, espigas de outros cereais - centeio, cevada, aveia, etc., esgalho de cepa, pés de alecrim e de rosmaninho florido, papoilas, rosas, malmequeres e margaridas. Este ramo pendurava-se algures dentro de casa e aí se conservava durante todo o ano, até ser substituído pela "Espiga" no ano seguinte. "Bendita é a terra que é farta e louvado seja o Senhor!" - Esta é a essência da festa, um hino à força e à generosidade da Natureza de que depende a nossa vida.É crença do povo que a espiga apanhada na quinta-feira da Ascensão proporciona felicidade e abundância no lar. Aliás, a espiga de trigo propriamente dita representa a abundância de pão, o ramo de oliveira simboliza a paz, as flores amarelas e brancas respectivamente o ouro e a prata que significam a fartura e a prosperidade. O "Dia da Espiga", que de alguma forma marcava o início da época das colheitas, assumia uma importância especial, uma vez que se aproveitava esta data, para as manifestações tradicionais.


Em Salir todos os anos sai um cortejo com carros rurais enfeitados com flores, espigas, folhas de palmeira etc. As pessoas pedem ou reclamam em versos frente as autoridades da freguesia e do concelho. Também demonstram um casamento a moda antiga e não faltam a banda e o rancho folclórico.

domingo, 9 de maio de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Tartarugas libertadas são seguidas "online"

A Calantha, a Tartaruga e a Cat foram devolvidas à Natureza em Setembro passado, no Algarve, ao abrigo do projecto pioneiro "Regresso adiado", que visa estudar o seu comportamento no meio selvagem e padrões migratórios.
Cada uma levou consigo um transmissor de satélite, que permite localizá-las e saber a que velocidade nadam, uma anilha e um microchip, revelou Élio Vicente, do Zoomarine de Albufeira, acrescentando que o sinal se deverá manter por mais um ano.
"O transmissor só funciona fora de água, altura em que localiza os satélites", explica o biólogo, sublinhando que os sinais são depois emitidos para um sistema internacional, o que permite criar mapas, disponíveis online.
Durante estes nove meses os percursos foram completamente distintos: a Calantha está no meio do oceano Atlântico na direcção do golfo do México, a Tartaruga na Mautitânia e a Cat foi directa para o Brasil.

As duas primeiras têm já cerca de 40 anos e viveram praticamente toda a vida em cativeiro: uma no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa, e outra num aquário municipal no Funchal. A terceira foi confiscada no aeroporto. Os seus destinos acabaram por se cruzar no Porto de Abrigo do Zoomarine, local onde Calantha e Tartaruga passaram quatro anos e onde Cat, que chegou a Portugal dentro de uma mochila, viveu durante nove anos.
A Cat, a mais jovem, amputada de uma das barbatanas devido à mordedura de um tubarão, foi a que acabou por surpreender mais a equipa de biólogos.
"Atravessou o Atlântico quase sem hesitar, em linha recta até ao Brasil", contou Élio Vicente, director de Ciência e Educação do Zoomarine, que diz que em 175 dias a Cat nadou 8000 quilómetros, quase o dobro das outras duas.
Há cerca de duas semanas que o transmissor de satélite que levou acoplado à carapaça deixou de dar sinal, o que está a intrigar os biólogos, que não sabem se o dispositivo caiu ou se a tartaruga morreu.
O certo é que, para Élio Vicente, está provado que é possível devolver animais que estiveram tanto tempo em cativeiro à natureza, meio onde aparentemente estão a comportar-se como se nunca de lá tivessem saído.
A Calantha, a tartaruga mais velha e também mais pesada, com 130 quilogramas, deverá alcançar as Caraíbas dentro de seis meses.
Quanto aos percursos seguidos por cada uma das tartarugas - animais que podem chegar aos 120 anos -, sabe-se apenas que supostamente as fêmeas acabam sempre por regressar às suas praias de origem, local que deverão escolher para desovar.
O Zoomarine quer fazer o mesmo com outros animais devolvidos ao meio selvagem, mas o que está a dificultar a operação são os elevados custos inerentes, já que o projecto representou um investimento de mais de 15 mil euro.

DN -9.05.2010-

sábado, 8 de maio de 2010

BEGÔNIA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Cucurbitales
Família: Begoniaceae
Género: Begonia & Hillebrandia


Begónias (ou Begônias) são plantas essencialmente do género Begônia, família Begoniaceae, existindo apenas uma outra espécie de origem havaiana, única representante do género Hillebrandia, que não pertence a este género. São, de maneira geral, plantas ornamentais de folhagem característica, e ocasionalmente flores atraentes. Estimativas apontam para cerca de 1000 espécies de begónias. O Angiosperm Phylogeny Group aponta para a cifra de 1400 espécies, o que faz do género Begônia um dos 10 maiores do grupo das angiospermas.
As begónias provêm principalmente da
América tropical, de florestas húmidas ou nichos de humidade das savanas, com muitas espécies epífitas ou rupícolas, embora a maioria seja terrestre. Algumas espécies apresentam tubérculos subterrâneos que as mantêm vivas por muitos anos, embora a parte aérea normalmente pereça no fim de cada ciclo anual. As assim chamadas "begônias tuberosas" são apreciadas por serem plantas duradouras, que podem ser armazenadas em forma de tubérculos fora da terra durante algum tempo para rebrotar na época apropriada. Outras begônias, mesmo sem tubérculos, podem se tornar espécies bastante longevas, sobrevivendo por décadas mantendo seu viço. Quase todas as espécies se propagam por meio de rizomas.
Folhagem colorida de Begonia boverii
A maioria das begónias possuem
caules aéreos herbáceos, e são cultivadas como ervas. Porém, outras espécies, como a "begônia-asa-de-anjo" (Begonia coccinea) e "begônia-metálica" (Begonia aconitifolia), desenvolvem caules erectos e consistentes, alcançando até 1,5 metros de altura.
As folhas das begónias são, sem dúvida, o seu maior atractivo. De forma reniforme, incomum, e usualmente extremamente coloridas, são muito visadas para canteiros sombreados (onde normalmente as espécies mais apropriadas têm folhagem verde-escura). De todas as espécies, a que mais se destaca neste aspecto é a Begonia rex, com folhas enormes, com cores que variam do bronze ao rosado, ou vermelho, algumas prateadas ou brancas, com pintas, estrias e manchas de cores alternadas. Outras espécies, como a "begônia-cruz-de-ferro" (Begonia massoniana) e a "begônia-preta" (Begonia boverii) também se destacam por sua folhagem ornamental.

As flores das begónias são diminutas, ornamentadas por brácteas brancas ou coloridas, que se tornam seu principal atractivo. A maioria das espécies possuem brácteas pequenas, ou de colorido pálido que, em contraste com a folhagem, perdem seu valor. Entretanto, certas espécies, como Begonia elatior, Begonia cucullata e Begonia tuberosa são avidamente procuradas por suas flores coloridas, que variam do branco ao vermelho. Em B. elatior e B tuberosa, as flores são especialmente grandes, e, como resultado de repetidos cruzamentos, apresentam-se como algo semelhante a rosas. As espécies cultivadas por suas flores usualmente apreciam a luz do sol.
Os métodos de cultivo variam de espécie para espécie. Uma identificação precisa auxilia neste conhecimento, pois ajuda a determinar se a planta pertence a uma espécie terrestre, epífita ou rupícola. De maneira geral, são cultivadas em solos orgânicos, bem drenados, protegidas da luz solar directa e de correntes de ar, irrigadas com frequência.

sábado, 1 de maio de 2010

1º de MAIO


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia
3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a
20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em
23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outro países. Apesar de até hoje os estado-unidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estado-unidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
Dia do Trabalhador em Portugal
Em Portugal, só a partir de Maio de
1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia. O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-Intersindical (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).
No Algarve, é costume a população fazer pic-nics e são organizadas algumas festas na região, também chamado “Festa do Caracol”, pois neste época do ano é típico comer caracóis.

sábado, 24 de abril de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Saber mais sobre o fígado
Camião vai dar a volta a Portugal a divulgar informação

O que sabe sobre o seu fígado? Pouco? Então esteja atento, porque a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) já pôs em curso a iniciativa "Fígado Tour", que durante os meses Maio e Junho irá percorrer as 18 capitais de distrito do país, com um camião modificado e preparado para despertar o interesse da população e divulgar informação sobre as doenças do fígado e - o mais importante - alertar para os comportamentos a adoptar para prevenir futuras doenças.
A iniciativa tem como principal objectivo alertar as populações para o papel fundamental que este órgão desempenha essencialmente no metabolismo e num infindável número de funções vitais para o equilíbrio do organismo.
Para tal, serão distribuídos folhetos informativos, diaporamas, serão realizados minicolóquios, sessões de perguntas e respostas com especialistas e várias outras iniciativas que apelam à participação de todos.
Em Portugal, calcula-se que oito a dez por cento da população sofra de problemas do fígado. As doenças do fígado são a décima causa de morte em Portugal e a quarta causa da morte precoce, antes dos 65 anos. A taxa de mortalidade no doente do sexo masculino dos 65 aos 74 anos por cirrose hepática é de 70,1/100.000. Muito superior à do cancro do pulmão (29,2), do estômago (23,4) ou do cólon (22,6). Saber mais não custa para fazer diminuir estes valores. Por isso, não se esqueça de procurar o camião na capital de distrito mais próxima.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CECÍLIA MEIRELES


Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XVIII - MONDIM DE BASTO

O Monte da Farinha
Há quantos anos aconteceu isto? Ora, trata-se de uma lenda e as lendas são sempre de há muito, mesmo muito tempo. Tal como esta, que é do tempo em que os mouros ainda ocupavam a maior parte da península Ibérica. E o cenário é o Monte da Farinha, junto ao qual fica a Pedra Alta e a capelinha da Senhora da Graça, aí a umas duas léguas da vila de Mondim de Basto. Não sei se já lá foram, de qualquer modo vale a pena subir àquele alto que a paisagem soberba os compensará sobejamente. É mesmo uma graça para o olhar dos romeiros ou dos curiosos por grandes emoções no contacto com a Natureza. Pois há muitos, imensos anos, por Terras de Basto andava um moleiro com a sua carroça, onde levava um moinho e sacos de farinha, puxada por um velho burro que sabia muito bem que não é preciso andar a correr por este mundo.
O moleiro chegava a uma povoação, passava a sua gaitinha pelos lábios, tocando de uma dada maneira. E toda a gente ficava a saber que no meio da aldeia estava o moleiro, que trocava sacos de grão por sacos de farinha, que ali mesmo moía. E tinha sempre freguesia em toda a parte. Acabado o trabalho, lá voltava àqueles caminhos, em busca de mais grão, vendendo farinha.
Ora daquela vez, faltando umas três léguas para chegar a Mondim de Basto, o moleiro encontrou na estrada uma jovem senhora, com os pés em sangue de tanto andar. Logo a convidou para subir à carroça, que bem podia com ela, poupando-lhe o cansaço do resto da jornada. A senhora agradeceu e aproveitou. E lá foram. Tudo estaria bem se os não visse uma quadrilha de mouros, que logo combinaram assaltar o moleiro um bocado mais adiante, quando faltavam só uns dez quilómetros para a vila. Porém, o moleiro, quando eles se lhe iam meter ao caminho, vendo que os não podia enfrentar, quis acelerar a passada ao burro. Este é que não estava habituado a corridas, pelo que tropeçou numas pedras e virou-se a carroça. A este tempo, chegaram os mouros ao local e logo mataram o moleiro. A senhora, que saltara da carroça para uma pedra, gritou:
"Abre-te pedra! Faz-me esta graça!"

A pedra abriu-se, deixando-a entrar, mas como era pequena, cresceu até à altura da senhora a quem valera. Vendo aquilo, os mouros ficaram de tal modo admirados que já nem quiseram saber de mais nada. Desataram a fugir, que aquilo não era deste mundo,bem pensaram. E com isto, diz a lenda que nem tocara, na carroça. Ora como o moinho que o moleiro levava consigo estava a trabalhar com grão no momento do assalto, nem com a queda da carroça parou de trabalhar. E a farinha que produzia crescia até fazer um monte tão alto que, quando parou de moer as pessoas vinham vê-lo e exclamavam:
"Ai que monte de farinha!"
E o nome ficou tal como a pedra se passou a chamar Pedra Alta. E o povo de Basto fez a capelinha à Nossa Senhora da Graça. Vão Lá!

domingo, 11 de abril de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Cientistas investigam papa-formigas-pigmeu

Um grupo de cientistas brasileiros está na floresta da Amazónia em busca de novas informações sobre a menor espécie de tamanduá do mundo, o Cyclopes didactylus. Conhecido como tamanduá, o animal ainda foi pouco estudado, mas sabe-se que tem peso médio de 300 gramas e mede 20 centímetros, descontando a cauda, revela o Globo. A maior espécie de papa-formigas existente, o tamanduá-bandeira, pode pesar 50 kg e medir até 2 metros, contando a cauda, e está ameaçada de extinção. De acordo com Flávia Miranda, pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil (Projecto Tamanduá), ainda não é possível dizer se o tamanduá corre risco de desaparecer, devido à escassez de informações. Mas há relatos de que o animal é capturado para domesticação e suspeita-se de que é caçado como alimento em algumas comunidades do floresta. "Não há estatísticas sobre o tamanduá", explica, embora se pense que a população da espécie na Amazónia é vasta. A distribuição original abrange florestas tropicais na América Central e do Sul, em regiões abaixo de 1500 m de altitude. Esta nova pesquisa vai permitir fazer descrições sobre a ecologia, as doenças e a genética de espécie. "Pretendemos entender como vive4m as populações do animal no Brasil e, a partir disso, identificar um plano de acção". Por enquanto, sabe-se que o tamnduá tem hábitos nocturnos e que se alimenta basicamente de formigas e térmitas.

DN - 11.04.2010-

Dois Linces-Ibéricos nascem em Silves no Domingo da Páscoa (4.04.2010)

NOSTALGIA

Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que pelas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar!
Não sei por onde vim...Ah!
Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Florbela Espanca

quinta-feira, 8 de abril de 2010

EDELVAIS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Leontopodium
Espécie: L. alpinum

O edelvais ou Edelweiss (Leontopodium) é uma espécie vegetal da família Asteraceae.

Existem muitas lendas relacionadas à sua flor, por exemplo, que ela adveio da lágrimas de uma jovem virgem. Existe também uma lenda em que pessoas caem de abismo tentando colher um edelvais.
Dizem ser uma prova de amor quando o rapaz sobe os Alpes para buscar a linda flor para sua amada, pois é um percurso muito perigoso, e somente com muito amor para se arriscar dessa maneira.
A Edelweiss é uma planta protegida por lei.
Simbolismo:
-Surge nas moedas de euro austriácas (0,50 c)
-É a flor nacional da Áustria e suíça
-Os generais suíços exibem edelvais em vez de estrelas para assinalar o seu estatuto.
-Vale lembrar que é símbolo do "Supremo Talismã do Amor"
-Palavra alemã que significa "branco nobre".

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DIA DA MENTIRA

Há muitas explicações para o 1 de Abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril.
Em
1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de Abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na
Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de Abril".
No Brasil, o 1º de Abril começou a ser difundido em
Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efémera, lançado em 1º de Abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de Setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de Abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
Superstições
Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.
Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimónio, ou pelo menos a amizade dela.
Actualidade
A Internet faz com que seja difícil de saber se uma peça é perpetrada antes ou depois do meio-dia. Os fusos horários são diferentes em partes diferentes do mundo. O 1 de Abril (ou primeiro de Abril) não acontece simultâneamente em todo o mundo.
Pessoas não-residentes no ocidente pouco conhecem o costume do Dia das Mentiras e são mais vulneráveis a peças na Internet.
Boatos
Em primeiro de Abril vão os burros onde não devem ir". Muitas organizações de média propagaram inconscientemente ou deliberadamente peças no Dia das Mentiras. Mesmo agências de notícias sérias consideram o Dia das Mentiras uma brincadeira normal, e uma tradição anual.
O advento da Internet como um meio de comunicação mundial serviu para facilitar os traquinas no seu trabalho.
Em primeiro de Abril vão os burros onde não devem ir". Muitas organizações de média propagaram inconscientemente ou deliberadamente peças no Dia das Mentiras. Mesmo agências de notícias sérias consideram o Dia das Mentiras uma brincadeira normal, e uma tradição anual.
O advento da Internet como um meio de comunicação mundial serviu para facilitar os traquinas no seu trabalho.
Peças do Dia da Mentira que ficaram famosas
Kremvax: uma das primeiras peças pregadas na Internet no Dia da Mentira.
Ilha de San Serriffe: O jornal britânico
The Guardian publicou um suplemento em que mencionava esta ilha ficcional. O nome da ilha vem de "sans-serif", uma família de tipos tipográficos.
Plantação de esparguete: O canal de televisão BBC no programa Panorama apresentou em
1957 uma reportagem falsa sobre árvores de esparguete. Muitas pessoas interessaram-se em plantar árvores de esparguete em suas propriedades.

quinta-feira, 25 de março de 2010

domingo, 21 de março de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

ÓPERA NA PEDRA

Em Vila Viçosa, Alentejo, uma pedreira irá dar lugar a um teatro ao ar livre, com projecto da autoria dos arquitectos Pedro Gameiro e Marta Sequeira. O principal objectivo da reconversão da pedreira e criação do teatro ao ar livre é o de uma vez por ano e durante o Verão, um festival de ópera promovido pela Universidade de Évora.
Situada a sudoeste de Vila Viçosa, e pertencente à empresa de extracção de mármores Solubema, a pedreira integra o relevo mais importante da região, a Serra D'Ossa, território que correspondente à faixa denominada Anticlinal de Estremoz, onde se encontra a maior jazida de mármores continental e a maior exploração moneira do país.


"Em resultado destas características, a original topografia da zona foi sendo alterada ao longo dos anos através de enormes crateras criadas pela incessante procura de pedra. São feridas violentamente abertas que contrastam, com especial evidência, com a paisagem envolvente. No entanto, e paradoxalmente, o efeito devastador no território, que muito nos impressiona, é compensado pela possibilidade de utilização destes novos espaços, cuja natureza nos é estranha e cuja escala nos esmaga. São espaços magníficos e grandiosos, originando estruturas espaciais especialmente vocacionadas para acontecimentos cénicos", explica a dupla de arquitectos.


No sentido do melhor usufruto deste cenário natural, foi criado um teatro que se desenvolve como se fosse um percurso, uma "Promenade" que leva o público "da cota de chegada (no tope da cratera) à cota da plateia (no ponto mais baixo da cratera), isto é, que o leva a descer 50 metros, vencendo um complexo sistema de bancadas, no que se pretende um verdadeiro percurso arquitectónico".
Este percurso é marcado por três momentos, que correspondem às três grandes funções da tipologia do teatro. A da chegada, ou Foyer, que acolhe bilheteira e lojas, seguindo-se a zona de pausa, onde se situa o café, bar e esplanada e, finalmente, a área de espectáculos, que alberga plateia e palco. Os arquitectos descreveram em pormenor estas passagens: "A entrada é feita através de um longo muro que conduz a uma escada desenhada numa espécie de poço iniciático e que liga a cota superior e a intermédia. A esta cota vislumbra-se pela primeira vez o que anteriormente se tinha velado - o grande leito da pedreira e, percorrendo uma galeria resultante do corte de uma das bancadas, acede-se ao bar, cujo configuração permite descobrir o grande lago. Uma escada formada por um conjunto de lanços que se desenvolvem num sulco que é agora talhado na pedra, leva-nos à cota inferior, onde são colocados uma plateia e um palco, finalizando-se assim o percurso. Este último conjunto está então disposto sobre um novo plano de água e contra as enormes paredes originais que se levantam a 50 metros de altura ampliando, com a sua massa, a potência da voz do tenor".
Este projecto, inicialmente desenvolvido no âmbito do Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora - dirigido pelo arquitecto João Luís Carrilho da Graça - permite a requalificação ambiental e arquitectónica de uma pedreira, que passará de ferida na paisagem a expoente máximo de arquitectura de espectáculos.

DN -21.03.2010-

sábado, 20 de março de 2010

DALAI LAMA


Perguntaram ao Dalai Lama:
"O que mais te surpreende na Humanidade?
E ele respondeu:
"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
... e morrem como se nunca tivessem vivido.








terça-feira, 16 de março de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XVII - FUNCHAL

S. Sebastião ou D. Sebastião

No Funchal, ao lado do Campo do senhor duque, ficava a pequena igreja de S. Sebastião. Quando esta foi demolida, apenas ficou o nome do mártir na tradição. É que ali foi colocado um monumental chafariz, que na capital madeirense há tempos andava de um lado para o outro, ficando numa parede a placa toponímica com a indicação óbvia de ser o Largo do Chafariz. Mas num no seu largo o chafariz estacionou definitivamente logo à primeira, pois também teve duas ou três colocações antes daquela que é dada como definitiva!
Recorde-se que antes da partida do jovem rei para o desastre de Alcácer-Quibir, ele decretara que, em todas as povoações nobres que o não tivessem, fosse construída uma igreja ou uma capela invocando o patrono do seu nome, daí a quantidade delas que há por este país fora.
Porém, a verdade é que não está ainda fixada a data da fundação do templo demolido, conquanto surja a probabilidade do ano de 1523, pois neste a câmara e o povo do Funchal elegeram o mártir como padroeiro contra a peste. Porém, há quem prefira a data de 1430, mas apenas porque nesse ano ali se fundou a primeira freguesia do Funchal. No entanto, junto ao altar de Santo Elói, existia a sepultura de Álvaro Anes, escudeiro do infante D. Fernando, o mártir de Fez, com o epitáfio datado de 1471, bem, mas talvez a discussão nem valha a pena. E sabemos que, de qualquer modo, em 1803, o camartelo derrubou a igreja para ali ficar a feira. E a lenda começa aqui porque o templo não voltou a ser reconstruído.
Dizem as vozes que, após o desmantelar da igreja, todas as noites, e em horas impróprias para uma pessoa andar na rua, aparecia ali no largo, que fora do mártir S. Sebastião, e mostrando-se em tristeza aos poucos noctívagos dessa época que porventura ali quisesse caminho: certo sujeito de bom porte em bem composto aspecto, homem de ar grave e de boas e leais parecenças, que passeando o largo de lés a lés, em alto pranto falando para os que o ouvissem lhes profetizava o próximo alagamento da cidade pelas águas do mar.

O homem nocturno jurava isso a pés juntos, acrescentando que os homens muito padeceriam caso não reedificassem depressa a casa sagrada no lugar onde sempre estivera.
Semelhante profecia nunca se realizou, mas o homem garantia que se não cumprissem a reconstrução do templo o mar subiria, subiria, galgando as ruas de Funchal. As águas, acrescentava, invadiriam as casas, os campos, acabando por ficar aquela praça transformada num ancoradouro para naus ou garganta de morte para os seus moradores.
Quem seria o tal fantástico ser? Algumas pessoas diziam que era o próprio S. Sebastião com as roupas dos séculos em que aparecia, enquanto outros, mais encantados, aventavam a hipótese de tratar-se de D. Sebastião, o desgraçado rei agravado, protestando por lhe terem destruído o templo do santo do seu nome, de que era tão devoto no pouco tempo que reinou em Portugal.