segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA


Desempregados procuram trabalho no sal

Dezasseis desempregados do concelho de Rio Maior procuram no sal uma nova oportunidade de trabalho, num curso com equivalência ao nono ano, que lhes dará competências para recuperar salinas tradicionais e inovar produtos. Aproveitando a presença no concelho das únicas salinas que existem no interior do País, a Cooperativa Terra Chã, que aposta na valorização dos produtos locais, decidiu realizar um curso de formação de adultos que visa a criação de emprego e de produtos que promovem o desenvolvimento local.
"Estamos a tentar conjugar a vertente da produção artesanal de sal com a componente do turismo", disse Júlio Ricardo, dirigente da Terra Chã. O curso, que começou a 14 de Junho e tem a duração de um ano, permitiu introduzir uma inovação, a recolha de flor do sal, tendo os formandos começado também a misturar o sal com plantas aromáticas e condimentares recolhidas nas serras d'Aire e Candeeiros.

DN -8.08.2010-

sexta-feira, 30 de julho de 2010

RECADO AOS AMIGOS DISTANTES

Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.

Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.

Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.

Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.

Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.

Cecília Meireles

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Um violino no Fado - Natalia Juskiewicz

Natalia Juskiewicz nasceu na Polónia. Ela faz o violino "chorar" o nosso Fado.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Abóbora
Um segredinho revelado.Alguns anos atrás, um meu ex-professor me mostrou uma análise de sangue; o que eu vi me deixou impressionado. Os cinco principais parâmetros do sangue, ou seja: ureia, colesterol, glicemia, lipídeos e triglicerídeos apresentavam valores que, em muito excediam os níveis permitidos.
Comentei que a pessoa com aqueles índices já deveria estar morta ou, se estava viva, isto seria apenas por teimosia.
O professor, então, mostrou o nome do paciente que, até então, tinha sido ocultado pela sua mão. O paciente era ele mesmo!Fiquei estupefacto! E comentei: "Mas como? E o que você fez?". Com um sorriso, ele me apresentou a folha de uma outra análise, dizendo: "Agora, olhe esta, compare os valores dos parâmetros e veja as datas".Foi o que eu fiz. Os valores dos parâmetros estavam nitidamente dentro das faixas recomendadas, o sangue estava perfeito, impecável, mas a surpresa aumentou, quando olhei as datas; a diferença era de apenas um mês (entre as duas análises da mesma pessoa)!Perguntei: "Como conseguiu isso? Isso é, literalmente, um milagre!" Calmamente, ele respondeu que o milagre se deveu a seu médico, que lhe sugeriu um tratamento obtido de outro médico amigo. Este tratamento foi utilizado por mim mesmo, várias vezes, com impressionantes resultados. Aproximadamente, uma vez por ano, faço análise de meu sangue e, se algum dos parâmetros estiver apresentando tendência ao desarranjo, volto imediatamente a repetir esse processo. Sugiro que você o experimento.
Aqui está o SEGREDO: Semanalmente, por 4 semanas, compre, na feira ou em supermercado, pedaços de abóbora. Não deve ser a abóbora moranga e sim a abóbora grande, que costuma ser usada para fazer doce. Diariamente, descasque 100 gramas de abóbora, coloque os pedaços no liquidificador, junto com água (SÓ ÁGUA!), e bata bem, fazendo uma vitamina de abóbora com água. Tome essa vitamina em jejum, 15 a 20 minutos antes do desjejum (café da manhã). Faça isso durante um mês, toda vez que o seu sangue precisar ser corrigido. Poderá controlar o resultado, fazendo uma análise antes e outra depois do tratamento com a abóbora. De acordo com o médico, não há qualquer contra-indicação o, por tratar-se apenas de um vegetal natural e água (não se usa açúcar!).O professor, excelente engenheiro químico, estudou a abóbora para saber qual ou quais ingredientes activos ela contém e concluiu, pelo menos parcialmente, que nela está presente um solvente do colesterol de baixo peso molecular : o colesterol mais nocivo e perigoso - LDL .Durante a primeira semana, a urina apresenta grande quantidade de colesterol LDL (de baixo peso molecular), o que se traduz em limpeza das artérias, inclusive as cerebrais, incrementando, assim, a memória da pessoa.
Há apenas um inconveniente: o sabor da abóbora crua não é muito agradável! Nada mais. Porém, há um detalhe importante: nem a abóbora, nem a água poderão ir para a geladeira, porque a refrigeração destrói os ingredientes activos da vitamina. Esta é a razão de ter que comprar, semanalmente, a abóbora, pois, fora da geladeira, ela se estraga rapidamente.
Referência: Salvatore de Salvo e Mara Teresa de Salvo, Novos Segredos da Boa Saúde, Editado pela Biblioteca 24x7 (www.biblioteca24x7. com.br ), São Paulo-SP, Novembro 2008.

domingo, 25 de julho de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Último 2 cavalos foi produzido em Portugal há 20 anos


Vinte anos depois da saída de produção, o mítico 2 cavalos é hoje uma peça de colecção com encontros um pouco por todo o mundo. Foi na fábrica portuguesa de Mangualde que se fabricaram os últimos e, ontem, os bicavaleiros voltaram à localidade para assinalar a efeméride. A paixão pelo automóvel francês continua viva, por ser considerado um carro "algo barulhento, mas económico e muito confortável", resume Laurinda Santos, que conduz um modelo de 1988. O último foi produzido a 27 de Julho de 1990, na fábrica de Mangualde. A data está a ser assinalada com uma concentração que junta 80 bicavalistas que vieram de Portugal e Espanha.


"Passados estes anos todos, aguenta-se bem", diz Dario Mendonça, de Almada, que habitualmente passeia o 2 cavalos "em raids". "Grandes viagens, porque estes são automóveis económicos", adianta José Reis, de Moimenta da Beira, que conduz um de 1960.

DN -25.07.2010-

quinta-feira, 22 de julho de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XXI - ALJEZUR

As Santas Cabeças

Na ponta mais ocidental do Algarve, aí está o concelho de Aljezur. Da sua antiguidade dão notícia, achados arqueológicos do paleolítico e elementos da cultura mirense (4.000 AC), para além de descobertas de cerâmica grega. Pois na Igreja Matriz desta vila estão depositadas duas caveiras conhecidos como Santas Cabeças. Um pouco de todo a região ali afluem grupos de pessoas, padecendo de mordeduras de cães e de outros animais, dores de cabeça e de dentes, males de coração e outros. Procuram lenitivo, cura. E aquelas relíquias são veneradas e dizem-nas milagrosas. E a história vem do tempo do rei D. Manuel I e do bispo do Algarve D. Fernando Coutinho. Pois então existiam no espaço geográfico deste concelho dois lavradores, João Galego e Pedro Galego, pai e filho, reconhecidamente trabalhadores, bondosos e justos. Porém, a fama deles cresceu quando começou a constar que apenas com o hálito curavam os doentes que junto deles acudiam. E deles restam a lenda e as Santas Cabeças de Aljezur, que continuam a ser veneradas.
Mais recuada no tempo é a lenda da tomada do Castelo de Aljezur, que, como a vila, foi fundado no século X pelos árabes. A conquista cristã ocorreu exactamente no dia 24 de Junho de 1249, reinado D. Afonso III. Numa operação que começou muito de madrugada, cavaleiros do Ordem Militar de Santiago, comandados pelo seu Mestre D. Paio Peres Correia, usaram um estratagema, contando com a traição - inconsciente? - de uma moura apaixonada.
A lenda começa no ano anterior ao da conquista quando a moura Mareares, que tinha amores com um cavaleiro cristão, lhe contou que a 24 de Junho os árabes não faltavam ao Banho Sagrado na Praia da Amoreira. Ora essa informação teve grande importância militar, pois, chegando aquele dia no ano seguinte, os cavaleiros camuflaram-se com arbustos e, enquanto os guerreiros árabes se banhavam na longínqua praia, os guerreiros da Ordem de Santiago entraram no castelo.
O castelo seria tomado ao romper da Alva e logo ajoelharam para agradecer a vitória a Deus e a Nossa Senhora da Alva, ficando esta, e até hoje, como padroeira de Aljezur. Diz-se que a sogra do alcaide, uma velha cega, com a sua neta pela mão, andava a passear pelas muralhas àquelas horas do romper do dia. E a movimentação dos guerreiros cristãos abrigados nas ramagens chamou a atenção da menina, que perguntou:

"Ó avó, as árvores também andam?"
E, mais a meio da manhã, quando os árabes regressavam ao castelo, após o banho ritual, foram surpreendidos e presos pelos homens de D. Paio, que os mandou acorrentar e levar para a zona sul do castelo. Aí, impiedosamente, o mestre de Santiago mandou decapitá-los, ficando o local a denominar-se Degoladouro, sendo depois as suas cabeças lançadas para a zona norte, para um sítio ainda hoje chamado Cabeças!

sábado, 17 de julho de 2010

INDIRA GANDHI

Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros.
Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

HORTÊNSIA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Comales
Família: Hydrangeaceae
Género: Hydrangea

A Hortênsia ou Hidrangea é uma planta de folhas largas da família Hydrangeaceae, pertencente ao género Hydrangea, L.. Nos Açores é considerada invasora e perigosa para a flora nativa. Nas montanhas podem-se observar de longe como que "muros" coloridos de Hortênsias, o que impressiona os turistas pelo efeito. No sul do Brasil, estado do Rio Grande do Sul, existe uma região denominada "Região das Hortênsias", caracterizada pelo ajardinamento de casas e rodovias com esta espécie. Gramado, cidade mais representativa desta região turística, tem a Hortênsia como sua flor símbolo. Em função da altitude e do clima ameno, a Hortênsia está extremamente difundida em Campos do Jordão. As hortênsias possuem um princípio activo, o glicosídeo cianogênico, hidrangina, que as torna venenosas. Este veneno causa cianose, convulsões, dor abdominal, flacidez muscular, letargia, vómitos e coma. A cor das flores de Hortênsia depende muito do pH do solo: solos ácidos produzem flores azuis, solos alcalinos dão origem a variedades rosa.

sábado, 3 de julho de 2010

TARZAN - As muitas caras do Homem-Macaco

Pouco tempo depois da publicação das primeiras aventuras de Tarzan escritas por Edgar Rice Burroughs, o cinema, então ainda mudo, chamou a personagem ao seu domínio. Entre 1918 e os nossos dias, já foram feitos quase 90 filmes com o nome do Homem-Macaco no título, incluindo animações como o Tarzan da Walt Disney, de 1999.

Tarzan fez também várias aparições na televisão. O primeiro Tarzan do cinema foi Elmo Lincoln, em Tarzan of the Apes (1918), embora os coca-bichinhos aleguem que na verdade foi Gordon Griffith, que personifica o herói das selvas quando jovem no mesmo filme. Lincoln voltaria a ser Tarzan por mais duas vezes. Antes de Johnny Weismüller ter chegado à personagem em 1932, e tornado Tarzan universalmente rentável, o Homem-Macaco foi interpretado por nomes como Gene Polar, Frank Merrill ou James Pierce. Buster "Flash Gordon" Crabbe também foi Tarzan durante a vigência de Weissmüller no papel, aproveitando uma série de confusões legais relacionadas com os direitos da personagem para cinema.

O pós-Weissmüller teve Tarzans como Lex Barker, Gordon Scott, Ron Ely ou Mike Henry. Mais próximo de nós, Tarzan foi personificado por Miles O'Keefe (Tarzan, o Homem-Macaca, de 1981, com Bo Derek), Christopher Lambert (Greystoke, de 1984) e Casper Van Dien (Tarzan e a Cidade Perdida, de 1998).


JOHNNY WEISSMÜLLER (1904-1984)


Aos nove anos, Johnny Weissmüller contraiu poliomielite. O médica que o tratou sugeriu aos pais que o pequeno Johnny começasse a praticar natação para combater a doença. Já curado, Weissmüller continuou a nadar, o que o ajudou a conseguir um emprego como salva-vidas. Foi descoberto pelo instrutor de natação William Bacharach, que o treinou e o pôs a ganhar títulos nos EUA. Para poder competir na equipa olímpica americana nos Jogos olímpicos de Paris, em 1924, Weissmüller teve que obter um passaporte americano, já que não tinha nascido em solo dos EUA, onde chegou com os pais, oriundos da Áustria-Hungria, aos sete meses (com o nome de Janos Weissmüller). Uma vez conseguido o documento, Weissmüller pôde seguir para Paris com o resto da equipa de natação. Lá ganhou três medalhas de ouro e uma de bronze (esta no Polo Aquático). Quatro anos mais tarde, nos Jogos Olímpicos de Amsterdão, o futuro intérprete de Tarzan arrebatou mais duas medalhas de ouro na natação. Nos EUA, Johnny Weissmüller ganhou 52 campeonatos nacionais e estabeleceu 67 recordes mundiais. O gosto que o campeão de natação e actor tinha em nadar era tanto, que quando se mudou para Bel Air, Weissmüller pediu a um famoso arquitecto que lhe desenhasse uma casa rodeada por uma enorme piscina serpenteante.

domingo, 20 de junho de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XX - ALBERGARIA-A-VELHA

A Terra do Anjo
Sabem qual é a Terra do Anjo? Não? Pois vejamos a lenda que nos pode dizer alguma coisa sobre esta questão. Vamos atá à margem direita do Vouga, a duas léguas da cidade de Aveiro. Aí, há muitos anos, existia uma pequena aldeia de pescadores que trabalhava nas águas do rio. E nessa comunidade havia um homem, já entrado na idade, que nunca casara e vivia no sofrimento de não ter um filho a quem ensinar a sua arte e fosse sua companhia no fim da vida.
A lenda não lhe guarda o nome mas regista que se tratava de uma pessoa extremamente devota a Nossa Senhora. Assim, constantemente lhe dirigia orações, por entre as quais lhe pedia um filho, nascesse este de mulher que com ele casasse ou criança abandonada. Às vezes, desencantado com a falta de resposta de Nossa Senhora, dirigia as suas palavras ao rio, seu íntimo no quotidiano. E uma manhã, levando o seu barco de um lado paro o outro, o pescador viu uma caixotinha a boiar nas águas, e dentro dela chorava uma criança. Doido de contentamento, agradeceu a Nossa Senhora, interrogando-a sobre o que ela queria em troca, naturalmente ela não lhe respondeu.
Assim, o rapaz foi crescendo, aprendendo a vida com o velho pescador, que arranjou outro ânimo para encarar a vida. Toda a gente andava admirada com a felicidade daquela nova família! Porém, a partir de determinada altura, uma nuvem cinzenta começou a pairar nos olhos límpidos do rapaz. É que ele queria saber como é que viera ao mundo. Quem era a sua mãe? E seu pai? A história, aliás verdadeira, do seu aparecimento nas águas, contada pelo velho pescador, não o consolava. Ele queria ser como os outros. E não conseguia. Num esforço para desanuviar a existência do seu rapaz, o velho pescador do Vouga levou-o com ele à cidade e foi falar com um padre que tinha fama de muito sabedor. Mas há casos em que os saberes não servem para nada. E ao padre apenas lhe valeu certa sabedoria no trato, mandando para casa os dois pescadores, recomendando-lhes que pensassem noutra coisa. Terá também dito que muitas vezes são insondáveis os desígnios do Altíssimo...
Bem, a vida continuou e, um dia, um clamoroso dia, soltou-se uma epidemia que começou a dizimar a população das margens do Vouga. O rapaz, mostrando a generosidade aprendida com o seu velho pai, atendeu aos doentes. Porém, por desgraça, ele próprio foi apanhado pela terrível doença. Prostrado no leito, a seu lado tinha o velho a lamentar-se de o ver naquele estado, que piorava em cada dia. E o pai voltou-se de novo para Nossa Senhora, implorando-lhe que lhe salvasse o filho. E à voz do "valei-me!", entrou no quarto uma mulher envolta em neve, dizendo: "Aqui estou". Era Nossa Senhora das Neves, dizendo que vinha buscar o rapaz para a sua corte de anjos.
Assim como o dera, o levava para um lugar de glória, reservando-lhe a função de anjo da guarda daquela terra. Que terra? Angeja.

sábado, 19 de junho de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Vuvuzela é a 12ª língua dos adeptos da África do Sul Neil van Schalkwyk é o criador das vuvuzelas, as cornetas de plástico cujo som ensurdecedor tem sido criticado por participantes no Campeonato do Mundo e por telespectadores em todo o planeta. Schalkwyk pode mesmo ser considerado o inimigo público número um do Mundial de 2010.
Há dez anos que Schalkwyk produz as vuvuzelas, instrumento que considera ser a "12ª língua" da África do Sul. Ontem, na apresentação do novo modelo -que é composto por três partes desmontáveis e tem um volume sonoro de menos 15 décibeis do que o original-, o empresário da Cidade do Cabo defendeu o seu produto.
"A África do Sul é um país multicultural que tem 11 línguas. Nem todos podem entoar as mesmas canções no estádio. A vuvuzela é um pouco a nossa 12ª língua, aquela que toda a gente compreende", explica.
Quanto à polémica sobre as vuvuzelas, o criador da corneta afirmou na ocasião que "não ouvi os argentinos queixarem-se depois da sua vitória frente à Coreia do Sul (4:1)". Admitiu também que a controvérsia é proveitosa para os seus negócios.
Schalkwyk recordou que "no ano passado, Xabi Alonso queixou-se do barulho das vuvuzelas, mas depois vi uma foto dele quando regressava a Espanha em que tinha três no seu saco".
Foi em 2009, na Taça das Confederações, que o instrumento que então era usado quase exclusivamente pelos adeptos do clube Kaiser Chiefs, no Soweto, invadiu os estádios sul-africanos, devido a uma operação de marketing bem sucedida.
Van Schalkwyk, de 37 anos, contou como se inspirou para criar a vuvuzela e mudar assim a sua vida. "Jogava no Santos (clube da Cidade do Cabo) nos juniores e depois de marcar um golo, vi um adepto soprar num longo corno de alumínio e pensei: há qualquer coisa a fazer com isto", lembrou.
As primeiras vuvuzelas foram comercializadas em 2001, três anos mais tarde quando foi atribuído à África do Sul a realização do Mundial, a empresa decidiu promover o produto em todo lado. Em dez anos o negócio rendeu 750 mil euros. Actualmente a grande concorrência vem da China, que inundou o mercado com cornetas que custam 0,24 euros a unidade.
DN -19.06.2010-

quinta-feira, 10 de junho de 2010

DEDALEIRA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Plantaginaceae
Género: Digitalis
Espécie: Digitalis purpurea


A Dedaleira (do alemão "Roter Fingerhut" (dedal vermelho) para as flores desta planta), também chamada de "campainhas" pelo formato de suas flores, é uma erva lenhosa ou semilenhosa (Digitalis purpurea L., Scrophulariaceae), venenosa, nativa da Europa. Pode ser cultivada como medicinal. por conter digitalina, e também como ornamental, pois possui inúmeras variedades hortícolas de flores róseas ou brancas.Esta planta fornece um importante medicamento cardíaco chamado digitalina, prescrito em alguns casos de arritmia ou insuficiência cardíaca.Se impedida de terminar o ciclo através do corte da inflorescência murcha, retorna a florescer. sua utilização medicinal deve ser muito criteriosa pois é uma planta muito tóxica em doses altas e se administrada a pessoas que não necessitam de seus efeitos. Excelente para bordaduras e maciços, jardineiras e vasos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A MINHA OPINIÃO

Passei o passado fim de semana na Ilha da Madeira e fiquei muito bem impressionada.
Quem passa pelas ruas e jardins de Funchal não pode acreditar que há cerca de três meses atrás esta linda cidade foi vítima dum grande temporal.
Tudo está limpo e arranjado e dá prazer passear pelo centro, pela marginal e pelos lindíssimos jardins.
Tenho que dar os parabéns a todos que trabalharam 24 horas por dia durante muitos dias para devolver esta beleza a Funchal e a Ilha da Madeira.

Werngard

terça-feira, 25 de maio de 2010

ALBERT EINSTEIN


Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...
Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XIX - ALTE

A fonte das almas

Sobre a fonte Santa de Alte, Aldeia que fica a norte de Paderne (Albufeira), Estácio Veiga (1828-1891) pôs a lenda em verso:

Era de Maio uma tarde,
De tais flores perfumada
Que a Virgem Mãe do Rosário
De tanto enlevo enlevada
Junto à margem de um ribeiro
Céu e terra contemplava.
Nas águas que ali corriam,
Via-se ele retratada,
E dos mirtais e roseiras
Que o ribeiro refrescava,
Uma capela tecera
Para a Senhora da Orada.
Tecida que era a capela,
Logo dali se ausentara,
Lavando no seu regaço
O Filhinho de su'alma.
Indo em meio do caminho
Grande calor apertava;
A água o Menino pedis,
Ma sua Mãe não lh'a dava,
Que dentre aquelas estevas
Olho d'água brotava.
Crescia a sede, crescia,
E então a Virgem parava.
Lança olhos à ventura,
Vê uma rocha escarpada.
Onde o sol dava de face
Com tal ardor que crestava!
Palavras que a Virgem disse,
Logo pelo céu entraram,
E o rochedo que as ouvira,
Em fonte se transformara.
O caso é que em bem pouco
Água tão fresca jorrava,
Que aos pés da santa corria,
Como quem lhe os pés beijava.
Bebendo que era o Menino,
Toda a fonte se cercava
De alecrins e mangeronas.
E rosas de toda a casta;
Desde então ficou a fonte
Chamada a "Fonte Fadada",
Dera-lhe a Virgem três chaves,
Uma de Ouro, e as mais de prata,
Uma para ser aberta,
Outra para ser fechada,
E outra para ali guardar
Almas puras como água.
Das almas que a Santa Virgem
Muitas vezes lá guardava,
Ficou o povo chamando
À fonte - "Fonte das Almas".

terça-feira, 18 de maio de 2010

RIR É O MELHOR REMÉDIO

" TU TI TU TU TU TU "

Na sua recente visita aos Estados Unidos, José Sócrates e respectiva comitiva hospedaram-se num luxuoso hotel.
Ao fim da tarde José Sócrates pega no telefone, liga ao serviço de quartos e diz:

" TU TI TU TU TU TU"

A funcionária não compreende o que quer dizer José Sócrates e, pensando que se trata de uma mensagem cifrada, avisa o FBI. Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI que, postos ao corrente de tudo, mas não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.
Os serviços secretos mandam dois agentes ao hotel, os quais começam logo a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.
Entretanto, José Sócrates volta a telefonar e todos o ouvem repetir:

"TU TI TU TU TU TU"

Desesperados, os agentes resolvem recorrer ao tradutor oficial da Embaixada dos EUA em Portugal.
Um caça supersónico do Pentágono desloca-se ao aeroporto de Figo Maduro, e o tradutor é conduzido, sem mais delongas, aos Estados Unidos.
Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação, o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de José Sócrates e......descobre o mistério:
O Primeiro-ministro português queria dizer, no seu inglês técnico (da Universidade Independente):

"TWO TEA TO 222 !!!!" (DOIS CHÁS PARA O QUARTO 222)


segunda-feira, 17 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Dois ovos que mudam a história

Os ovos que dois casais de flamingos estão a incubar na Lagoa dos Salgados (Algarve) até podem nunca chegar a eclodir. Há razões naturais e eventuais forças exteriores que podem explicar o insucesso reprodutivo da espécie. Mas só o facto de terem sido descobertos três ninhos de flamingo, dois dos quais já com ovos, por aquelas paragens do Sul de Portugal é um fenómeno digno de registo. Pela primeira vez esta pernalta tenta nidificar no nosso país.
É que, apesar de existirem em território nacional mais de seis mil flamingos-comuns, a esmagadora maioria das aves que encontramos nas nossas zonas húmidas nasce em Espanha, na região de Fuentedepiedra, o local preferencial de reprodução da Europa, dada a alta salinidade por ali existente, onde abunda o alimento preferido: a artémia, um pequeno camarão. Outros viajam o Parque de Doñana para Portugal e há até uma pequena minoria oriunda de França.
Luís Costa, o presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), entidade que revelou a descoberta dos três ninhos "algarvios" - não se sabe se o terceiro vai ser ocupado -, garante que Portugal até tem vários locais que, pelo menos, em teoria, ofereciam condições favoráveis para os flamingos nidificarem, mas o mais próximo que estivemos disso é uma curta experiência nos anos 80, em Castro Marim, da qual não há qualquer registo que ateste a veracidade da informação.
E que levou os flamingos a darem os primeiros sinais de reprodução em Portugal? Luís Costa admite que o facto de países como Espanha, França, Turquia ou Tunísia estarem a desenvolver trabalhos de conservação da espécie esteja a provocar uma tal recuperação da população, depois de ter chegado a estar ameaçada, que alguns exemplares começaram a "sentir vontade" de se estabelecerem noutros locais.
"É por esta razão que isto acaba por ser uma meia surpresa para nós", refere o biólogo, numa altura em que as zonas de reprodução começam a estar sobrelotadas, optando alguns por se reproduzirem em locais onde não era habitual.
"Outra explicação possível é que se trate de juvenis ou adultos ainda não reprodutores, que não nidificam, pelo que não ocupam lugar nessas colónias reprodutoras", refere.
Eis uma das razões pela qual a eventual não eclosão dos ovos não preocupa os biólogos, já que nem sempre as aves marinhas ou aquáticas de grande porte se reproduzem logo no primeiro ano. Por vezes só o conseguem fazer ao terceiro ou ao quarto ano.
"É natural que não nasçam as crias, porque geralmente o flamingo reproduz-se em grandes colónias e as aves ficam mais protegidas. Quando as colónias novas se estabelecem são sempre mais frágeis", explica Luís Costa, mais preocupado com as causas "não naturais" que poderão comprometer a incubação que dura 28 dias, na medida em que a Lagoa dos Salgados regista "várias perturbações", sublinha, alertando para as variações do nível da água e para o regular aparecimento de cães que costumam comer ovos e crias de outras espécies.


Recorde-se que não é de hoje que a SPEA reclama pela classificação daquela zona, justificando que integra uma das áreas mais interessantes para as aves na País que se encontra "ameaçada". Relativamente ao nível das águas, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve já instalou uns tubos para tentar garantir que haja enxurradas ao longo do período de incubação dos flamingos. Já quanto aos cães, pouco há fazer. "Terão de ser os donos a ter o cuidado de os passear à trela e os animais abandonados deverão ser recolhidos pelos serviços municipais", reclama Luís Costa.
DN - 16.05.2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

HOJE É O DIA DA ESPIGA

A Festa da Espiga é uma festa profundamente rural ligada ao alourar das searas e à multiplicação das flores que anunciam o pão e a vida e que compreende, além das cerimónias religiosas da liturgia cristã, certas práticas específicas tradicionais, revelando aspectos verdadeiramente ancestrais, relacionados com as nossas próprias raízes culturais. Esta manifestação tradicional tem lugar na Quinta-Feira de Ascensão, em que se comemora a subida de Cristo ao Céu, fechando um ciclo de quarenta dias que se abriu pela Páscoa. Sempre a Ascensão foi um dia de festa em algumas terras, como por exemplo em Salir, no Algarve, mesmo não sendo dia feriado.No "Dia da Espiga", dia sagrado da terra, rapazes e raparigas largavam a enxada e saíam para o campo, de manhã cedo, aproveitando os dias cheios de sol e a imensa alegria que emana da terra e dos homens, para folgarem e colherem uma espiga de trigo e um ramo de oliveira, que haveriam de compor o ramo da espiga. Para além destas espécies, o ramo poderia incluir, ainda, espigas de outros cereais - centeio, cevada, aveia, etc., esgalho de cepa, pés de alecrim e de rosmaninho florido, papoilas, rosas, malmequeres e margaridas. Este ramo pendurava-se algures dentro de casa e aí se conservava durante todo o ano, até ser substituído pela "Espiga" no ano seguinte. "Bendita é a terra que é farta e louvado seja o Senhor!" - Esta é a essência da festa, um hino à força e à generosidade da Natureza de que depende a nossa vida.É crença do povo que a espiga apanhada na quinta-feira da Ascensão proporciona felicidade e abundância no lar. Aliás, a espiga de trigo propriamente dita representa a abundância de pão, o ramo de oliveira simboliza a paz, as flores amarelas e brancas respectivamente o ouro e a prata que significam a fartura e a prosperidade. O "Dia da Espiga", que de alguma forma marcava o início da época das colheitas, assumia uma importância especial, uma vez que se aproveitava esta data, para as manifestações tradicionais.


Em Salir todos os anos sai um cortejo com carros rurais enfeitados com flores, espigas, folhas de palmeira etc. As pessoas pedem ou reclamam em versos frente as autoridades da freguesia e do concelho. Também demonstram um casamento a moda antiga e não faltam a banda e o rancho folclórico.

domingo, 9 de maio de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Tartarugas libertadas são seguidas "online"

A Calantha, a Tartaruga e a Cat foram devolvidas à Natureza em Setembro passado, no Algarve, ao abrigo do projecto pioneiro "Regresso adiado", que visa estudar o seu comportamento no meio selvagem e padrões migratórios.
Cada uma levou consigo um transmissor de satélite, que permite localizá-las e saber a que velocidade nadam, uma anilha e um microchip, revelou Élio Vicente, do Zoomarine de Albufeira, acrescentando que o sinal se deverá manter por mais um ano.
"O transmissor só funciona fora de água, altura em que localiza os satélites", explica o biólogo, sublinhando que os sinais são depois emitidos para um sistema internacional, o que permite criar mapas, disponíveis online.
Durante estes nove meses os percursos foram completamente distintos: a Calantha está no meio do oceano Atlântico na direcção do golfo do México, a Tartaruga na Mautitânia e a Cat foi directa para o Brasil.

As duas primeiras têm já cerca de 40 anos e viveram praticamente toda a vida em cativeiro: uma no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa, e outra num aquário municipal no Funchal. A terceira foi confiscada no aeroporto. Os seus destinos acabaram por se cruzar no Porto de Abrigo do Zoomarine, local onde Calantha e Tartaruga passaram quatro anos e onde Cat, que chegou a Portugal dentro de uma mochila, viveu durante nove anos.
A Cat, a mais jovem, amputada de uma das barbatanas devido à mordedura de um tubarão, foi a que acabou por surpreender mais a equipa de biólogos.
"Atravessou o Atlântico quase sem hesitar, em linha recta até ao Brasil", contou Élio Vicente, director de Ciência e Educação do Zoomarine, que diz que em 175 dias a Cat nadou 8000 quilómetros, quase o dobro das outras duas.
Há cerca de duas semanas que o transmissor de satélite que levou acoplado à carapaça deixou de dar sinal, o que está a intrigar os biólogos, que não sabem se o dispositivo caiu ou se a tartaruga morreu.
O certo é que, para Élio Vicente, está provado que é possível devolver animais que estiveram tanto tempo em cativeiro à natureza, meio onde aparentemente estão a comportar-se como se nunca de lá tivessem saído.
A Calantha, a tartaruga mais velha e também mais pesada, com 130 quilogramas, deverá alcançar as Caraíbas dentro de seis meses.
Quanto aos percursos seguidos por cada uma das tartarugas - animais que podem chegar aos 120 anos -, sabe-se apenas que supostamente as fêmeas acabam sempre por regressar às suas praias de origem, local que deverão escolher para desovar.
O Zoomarine quer fazer o mesmo com outros animais devolvidos ao meio selvagem, mas o que está a dificultar a operação são os elevados custos inerentes, já que o projecto representou um investimento de mais de 15 mil euro.

DN -9.05.2010-