quarta-feira, 22 de setembro de 2010

RIR É O MELHOR REMEDIO

São Pedro junto à Porta do Céu aguardava novas entradas quando surgiram dois irmãos que tinham morrido no mesmo dia. Um era padre e o outro taxista.
O padre mais próximo de S. Pedro adiantou-se para receber a sua túnica (vestimenta oficial do céu). S. Pedro acolhe-o e entrega-lhe uma túnica de algodão. O padre agradece e fica a aguardar pelo irmão taxista.
S. Pedro acolhe-o e entrega-lhe uma túnica de seda natural!
O padre, não sendo invejoso, mas ficando surpreendido com a descriminação, questionou S. Pedro: "Porque me deste uma túnica de inferior qualidade, quando dediquei toda a minha vida a rezar?
Responde S. Pedro: "Aqui no Céu o que conta são resultados. Quando celebravas missas os fiéis adormeciam; o teu irmão quando transportava clientes, conduzia tão mal que fazia com que todos rezassem!
Moral da história: Não há mal que não tenha uma ponta de bem.

sábado, 11 de setembro de 2010

ECHINACEA

Classificação científica:
Reino: Lantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Echinacea

Echinacea é um género botânico pertencente à família Asteraceae, constituído por nove espécies.
A equinácea é uma planta originária da
América do Norte, à qual são atribuídas propriedades imunoestimulantes que promovem os mecanismos de defesa do organismo. O extracto de equinácea é usado em tratamento complementar de infecções respiratórias, gripes, resfriado, faringite, rinite e sinusite.
Seus constituintes químicos são o
ácido caféico, ácido chicórico, polialcanos, polissacarídeos, tusselagina, acetato de bornil, alcamídeos, borneol, cariofileno, cinarina, equinacosídeo, isotussilagina.
Suas propriedades medicinais são antibacteriana, antibiótico, antiviral, anticéptica, anti-inflamatória, antimicrobiana, imunoestimulante, fortificante.
Universidade de Connecticut
Depois de considerar os elementos de 14 estudos prévios sobre o uso da equinácea, pesquisadores da Escola Farmacêutica da Universidade de Connecticut,
Estados Unidos, concluíram que o consumo da planta pode atenuar as chances de desenvolver resfriado comum, em mais de 58% dos casos. O estudo, divulgado na revista científica The Lance Infectious Diseases, alega, além disso, que a equinácea auxiliaria reduzir em até quatro dias a duração do resfriado. Prudentes, os pesquisadores afirmam que outros estudos em larga escala ainda são indispensáveis para admitir o uso da planta para prevenção e tratamento do resfriado comum.
O interesse do estudo da equinácea não é novidade, pois se trata do fitoterápico, mais frequente na
Europa e nos Estados Unidos, como preventivo para gripes e resfriados. Os índios americanos foram os precursores na utilização da planta.
A planta da equinácea é abundante, arbustiva, chegando a aproximadamente de 60 cm de altura, na maioria das vezes. Parece-se com uma toupeira das margaridas. As folhas são lanceoladas, grosseiras e opostas. As flores apresentam-se com pétalas brancas ou rosadas e núcleo amarelo.
Um dos resultados mais extraordinários da equinácea é a estimulação da
fagocitose. Esse acontecimento é responsável pela identificação e eliminação de estruturas invasoras. A planta, apresentada como capaz de aumentar a capacidade de resposta do sistema imunológico, é útil para todos os tipos de infecções: bacterianas, virais e por fungos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

JOAQUIM LOPES - Lobo-do-mar

Joaquim Lopes, que ficou para a história como Patrão Lopes, nasceu em Olhão, no Algarve, no ano de 1798. O seu pai era pescador e a família muito pobre, mas mesmo assim o rapaz foi à escola e aprendeu a ler, a escrever e a contar. Com 10 anos, foi trabalhar com o pai à pesca e nadava tão bem que parecia que tinha nascido no mar. Apesar de gostar muito da sua terra e da sua família, a pobreza era muita e havia que fazer pela vida. Então Joaquim Lopes partiu para Paço de Arcos, uma vila entre Cascais e Lisboa, onde o rio Tejo encontra o mar e muitos algarvios encontravam "abrigo". Ao largo, havia uma fortificação, o Forte do Bugio, que é hoje um farol, mas onde naquela altura estava "estacionada" uma força de cinquenta militares, que iam e vinham numa falua. Em 1820, Joaquim Lopes tornou-se remador dessa falua e pescador no tempo que lhe restava. Passava os dias e as noites naquele mar, a observá-lo e a conhecê-lo melhor, o que seria de grande utilidade no seu futuro. Um futuro em que salvou mais de trezentas vidas e socorreu 53 navios.
As duas primeiras vidas que salvou foram as de um pai e um filho que estavam quase a afogar-se junto ao rio Oeiras. A força das águas arrastou-os para longe e ninguém teve coragem de se atirar ao mar. Ninguém, a não ser Joaquim Lopes, que primeiro salvou o filho e depois o pai. A sua profissão não era salva-vidas, mas tornou-se a sua missão. Um salvamento em particular tornou-o famoso em Portugal e no mundo: o de uma embarcação inglesa -Howard Primrose- que estava a afundar-se na barra do Tejo. O Patrão Lopes salvou seis dos sete marinheiros a bordo e por esse feito foi recompensado pela coroa inglesa com a Medalha de Prata da Rainha Vitória.
Outro salvamento -do comandante do navio British Queen e do seu cão- valeu-lhe mais uma medalha vinda do Reino Unido, desta vez de ouro.
Medalhas de fora, de Espanha e de França, não faltaram na sua carreira, mas demorou até a coroa portuguesa perceber que tinha um herói à porta. Finalmente, em 1859 transferiu o salva-vidas de Belém para Paço de Arcos e pôs Joaquim Lopes ao comando. O lobo-do-mar tinha 61 anos, mas apesar da idade ainda socorreu muitos náufragos durante a sua longo vida, de 92 anos.

Nota: Quando em 1890 a Inglaterra lançou um ultimatum a Portugal, ameaçando o nosso país por causa da disputa do território africano, Patrão Lopes, então com 92 anos, encheu-se de patriotismo e devolveu ao governo inglês as condecorações que este lhe tinha dado.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

NELSON MANDELA


Depois de escalar uma montanha alta, descobrimos que há muitas outras montanhas por escalar...!

sábado, 28 de agosto de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

O "Peixe-Médico"

Usado, com êxito, no ataque às doenças de pele, o garra-rufa será protagonista de um centro medicinal, no Algarve.


Rodrigo Capoulas, 30 anos, e as suas duas irmãs, mais velhas, herdaram uns terrenos em Alte, Loulé, Algarve, e não sabiam o que fazer com eles. Pensaram em vendê-los ou concretizarem projectos na área da agricultura tradicional ou ligados à terceira idade. Até que um familiar for à Turquia passar umas férias numa estância de turismo medicinal que trata problemas de pele recorrendo a ....peixinhos. A ideia de fazer algo semelhante em Portugal andou três anos a marinar. Mas foi só quando ganhou o prémio do concurso "Realiza o Teu Sonho", da associação Acredita Portugal, que se viu que o projecto tinha pernas para andar.

"Foi muito importante, sobretudo em termos de credibilização", diz Rodrigo, licenciado em Engenharia e Gestão Industrial pelo ISCTE. "Ganhar entre cerca de 700 candidatos e com um júri que tem nomes como o do professor Marcelo Rebelo de Sousa abre muitas portas." Já a Acredita Portugal venceu a aposta a que se propusera: mobilizar iniciativas, apesar da crise económica e também, diz Susana Bandarrinha, daquela associação, de "uma certa crise psicológica".
O prémio que Rodrigo ganhou - 10 mil euro em dinheiro e 30 mil em serviços de partners da Acredita Portugal - permitiu-lhe dar os primeiros passos de um sonho que deverá ver a luz do dia em três anos. Trata-se de abrir, num terreno com cinco hectares em Alte, na serra algarvia, uma estância de turismo medicinal que recorre ao peixe garra-rufa para aliviar eczemas, psoríases e outras doenças de pele. Como? O peixe alimenta-se das peles mortas do doente, aliviando-lhe assim os sintomas. "O tratamento já existe na Alemanha, na Holanda e em outros locais da Europa, mas não em Portugal." Em simultânio - e porque a ideia é a de que os utentes tragam a sua família -. o centro medicinal deverá também oferecer alternativas de entretenimento para turistas "normais".
Uma das ideias é a de se organizarem visitas aos locais de maior interesse de Alte, onde deverão nascer, graças a esta iniciativa, 20 postos de trabalho. O projecto ainda está no princípio e é assim mesmo que a Acredita Portugal o quer. "Há bons apoios, por exemplo do IAPMEI, na área da concretização das ideias", diz Susana Bandarrinha. "Nós queremos ajudar antes, na germinação."
O garra-rufa habita as bacias dos rios Jordão, Orontes, Tigre e Eufrates, no Médio Oriente. Existe também na Turquia e no Norte da Síria.

Visão Nº912

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O SAL DO LUDO / ALGARVE

LENDAS DE PORTUGAL - XXII - SERTÃ

A arma de Celinda


Viriato assassinado pelo longo e traiçoeiro braço de Roma, substituiu-o na defesa da Lusitânia um homem chamado Sertório, romano exilado. Sila odiava-o desde os tempos em que Sertório apoiara a causa de Mário, e perseguia-o a ele e aos seus amigos lusitanos. Mas das três ou quatro vezes que lhe mandaram legiões para o eliminarem, sempre a estratégia do romano, que sabia como os outros romanos pensavam, os esmagava com a maneira guerrilheira que os lusitanos tinham de lutar. E os Montes Hermínios eram território em que se moviam bem os valentes lusitanos.
Pois as tropas lusitanas atravessavam uma aldeia, Vinham vitoriosas, comandadas por Hirtuleio, questor de Sertório. Esperava-as um período de repouso para retemperar as forças e de novo caíram com gosto sobre os romanos, que não lhes largavam os calcanhares. E dentre os lusitanos que ali iam, o mais alto deles, um jovem de ombros largos, olhava para as casas com particular atenção. De repente, abriu-se uma porta e uma rapariga correu para ele gritando-lhe o nome:
"Marcelo!"
Abraçaram-se. Era Celinda, a namorada do militar. Ela queria que ele ficasse já na aldeia, que era deles, mas o rapaz tinha ordem de se apresentar pessoalmente a Sertório. Hirtuleio apreciara-o em combate e enviara uma mensagem ao chefe recomendando que lhe fosse dado um lugar de responsabilidade.
"Só aparecem coisas destas para nos afastar um do outro!", queixava-se a rapariga. "Quando acabarão estas lutas?"
"Quando corrermos com os romanos desta terra."
Nisso Celinda estava de acordo e o pé atrás que tinha contra Sertório não era só porque ele lhe afastava o namorado de casa, mas também porque se tratava de um romano. Amigo dos lusitanos, mas romano.
Daí a alguns dias, quando regressava à sua aldeia, Marcelo trazia a boa nova de ter sido nomeado governador do castelo de lá. Casar-se-ia com Celinda e ali ficariam como sentinelas da Lusitânia, com oficiais e soldados às suas ordens. E os meses seguintes foram calmos e felizes para os recém-casados.
Mas um dia os romanos aproximaram-se demasiadamente do castelo daquela aldeia e Marcelo saiu a combatê-los. Houve recontros sangrentos e Marcelo foi gravemente ferido. Celinda estava a cozinhar quando os romanos conseguiram entrar no castelo e havia lusitanos já descoroçoados. Mas ela, munida de uma sertã com azeite a ferver, deu-lhes combate directo, o que galvanizou de novo as forças defensoras do castelo que conseguiram expulsar dali os romanos.


Enquanto combatiam, Marcelo, muito ferido, foi introduzido na fortaleza por uma porta falsa e imediatamente tratado. Celinda estava na primeira linha de combate espantando os romanos por verem uma mulher assim enfurecida contra eles.
A arma da castelã acabaria por dar o nome à então pequena aldeia, hoje uma bela terra, Sertã.

sábado, 14 de agosto de 2010

DENTE-DE-LEÃO

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Subfamília: Lactucoideae
Género: Taraxacum

Dente-de-leão é o nome vulgar de várias espécies pertencentes ao género botânico Taraxacum, das quais a mais disseminada á a Taraxacum officinale. É uma planta medicinal herbácea conhecida no Brasil também pelos nomes populares: taraxaco, amor-de-homem, amargosa, alface-de-cão ou salada-de-toupeira. No Nordeste é conhecida por "esperança": abre as janelas e deixa a esperança entrar na tua casa trazida pelo vento da tarde. O formato de sua folha sugere outro uso energético. Para aqueles que estão muito nas nuvens, esta planta pode ajudar a apontar uma meta clara.

Em Portugal também é conhecida por quartilho, taráxaco ou amor-dos-homens e as crianças conheçam a planta pela designação o-teu-pai-é-careca?, em resultado de um jogo infantil que supostamente mostraria se o pai de outra criança, a quem se faz a pergunta, seria careca ou não, depois de soprar os frutos desta planta que, ao serem levados pelo vento, deixam uma base semelhante a uma cabeça careca.
Consta que nos Estados Unidos colhiam-se as flores que infestavam o campo para a elaboração do licor de dente-de-leão. Os indígenas deste país chamavam-no de "pegadas-de-homem-branco", pois, onde chegava o homem branco, chegava o "dandelion", como é chamado em inglês.
Planta da família das compostas (como a serralha e muitas outras), tem inflorescências amarelo-brilhantes ou mesmo brancas. Tem um alto potencial biótico devido à facilidade com que as suas sementes se disseminam: com a forma de pequenos pára-quedas, são facilmente levadas pelo vento.

Usos Medicinais
A planta inteira é usada como diurético, purificador do sangue, laxativo e para facilitar a digestão e estimular o apetite; pode também ser utilizado em casos de obstipação. Além disso, contribui para aumentar a produção de bílis por isso é adequado para os problemas de fígado e vesícula biliar. A raiz é indicada para reumatismo. Faz-se óleo de massagem, também para artrite.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA


Desempregados procuram trabalho no sal

Dezasseis desempregados do concelho de Rio Maior procuram no sal uma nova oportunidade de trabalho, num curso com equivalência ao nono ano, que lhes dará competências para recuperar salinas tradicionais e inovar produtos. Aproveitando a presença no concelho das únicas salinas que existem no interior do País, a Cooperativa Terra Chã, que aposta na valorização dos produtos locais, decidiu realizar um curso de formação de adultos que visa a criação de emprego e de produtos que promovem o desenvolvimento local.
"Estamos a tentar conjugar a vertente da produção artesanal de sal com a componente do turismo", disse Júlio Ricardo, dirigente da Terra Chã. O curso, que começou a 14 de Junho e tem a duração de um ano, permitiu introduzir uma inovação, a recolha de flor do sal, tendo os formandos começado também a misturar o sal com plantas aromáticas e condimentares recolhidas nas serras d'Aire e Candeeiros.

DN -8.08.2010-

sexta-feira, 30 de julho de 2010

RECADO AOS AMIGOS DISTANTES

Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.

Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.

Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.

Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.

Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.

Cecília Meireles

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Um violino no Fado - Natalia Juskiewicz

Natalia Juskiewicz nasceu na Polónia. Ela faz o violino "chorar" o nosso Fado.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Abóbora
Um segredinho revelado.Alguns anos atrás, um meu ex-professor me mostrou uma análise de sangue; o que eu vi me deixou impressionado. Os cinco principais parâmetros do sangue, ou seja: ureia, colesterol, glicemia, lipídeos e triglicerídeos apresentavam valores que, em muito excediam os níveis permitidos.
Comentei que a pessoa com aqueles índices já deveria estar morta ou, se estava viva, isto seria apenas por teimosia.
O professor, então, mostrou o nome do paciente que, até então, tinha sido ocultado pela sua mão. O paciente era ele mesmo!Fiquei estupefacto! E comentei: "Mas como? E o que você fez?". Com um sorriso, ele me apresentou a folha de uma outra análise, dizendo: "Agora, olhe esta, compare os valores dos parâmetros e veja as datas".Foi o que eu fiz. Os valores dos parâmetros estavam nitidamente dentro das faixas recomendadas, o sangue estava perfeito, impecável, mas a surpresa aumentou, quando olhei as datas; a diferença era de apenas um mês (entre as duas análises da mesma pessoa)!Perguntei: "Como conseguiu isso? Isso é, literalmente, um milagre!" Calmamente, ele respondeu que o milagre se deveu a seu médico, que lhe sugeriu um tratamento obtido de outro médico amigo. Este tratamento foi utilizado por mim mesmo, várias vezes, com impressionantes resultados. Aproximadamente, uma vez por ano, faço análise de meu sangue e, se algum dos parâmetros estiver apresentando tendência ao desarranjo, volto imediatamente a repetir esse processo. Sugiro que você o experimento.
Aqui está o SEGREDO: Semanalmente, por 4 semanas, compre, na feira ou em supermercado, pedaços de abóbora. Não deve ser a abóbora moranga e sim a abóbora grande, que costuma ser usada para fazer doce. Diariamente, descasque 100 gramas de abóbora, coloque os pedaços no liquidificador, junto com água (SÓ ÁGUA!), e bata bem, fazendo uma vitamina de abóbora com água. Tome essa vitamina em jejum, 15 a 20 minutos antes do desjejum (café da manhã). Faça isso durante um mês, toda vez que o seu sangue precisar ser corrigido. Poderá controlar o resultado, fazendo uma análise antes e outra depois do tratamento com a abóbora. De acordo com o médico, não há qualquer contra-indicação o, por tratar-se apenas de um vegetal natural e água (não se usa açúcar!).O professor, excelente engenheiro químico, estudou a abóbora para saber qual ou quais ingredientes activos ela contém e concluiu, pelo menos parcialmente, que nela está presente um solvente do colesterol de baixo peso molecular : o colesterol mais nocivo e perigoso - LDL .Durante a primeira semana, a urina apresenta grande quantidade de colesterol LDL (de baixo peso molecular), o que se traduz em limpeza das artérias, inclusive as cerebrais, incrementando, assim, a memória da pessoa.
Há apenas um inconveniente: o sabor da abóbora crua não é muito agradável! Nada mais. Porém, há um detalhe importante: nem a abóbora, nem a água poderão ir para a geladeira, porque a refrigeração destrói os ingredientes activos da vitamina. Esta é a razão de ter que comprar, semanalmente, a abóbora, pois, fora da geladeira, ela se estraga rapidamente.
Referência: Salvatore de Salvo e Mara Teresa de Salvo, Novos Segredos da Boa Saúde, Editado pela Biblioteca 24x7 (www.biblioteca24x7. com.br ), São Paulo-SP, Novembro 2008.

domingo, 25 de julho de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

Último 2 cavalos foi produzido em Portugal há 20 anos


Vinte anos depois da saída de produção, o mítico 2 cavalos é hoje uma peça de colecção com encontros um pouco por todo o mundo. Foi na fábrica portuguesa de Mangualde que se fabricaram os últimos e, ontem, os bicavaleiros voltaram à localidade para assinalar a efeméride. A paixão pelo automóvel francês continua viva, por ser considerado um carro "algo barulhento, mas económico e muito confortável", resume Laurinda Santos, que conduz um modelo de 1988. O último foi produzido a 27 de Julho de 1990, na fábrica de Mangualde. A data está a ser assinalada com uma concentração que junta 80 bicavalistas que vieram de Portugal e Espanha.


"Passados estes anos todos, aguenta-se bem", diz Dario Mendonça, de Almada, que habitualmente passeia o 2 cavalos "em raids". "Grandes viagens, porque estes são automóveis económicos", adianta José Reis, de Moimenta da Beira, que conduz um de 1960.

DN -25.07.2010-

quinta-feira, 22 de julho de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XXI - ALJEZUR

As Santas Cabeças

Na ponta mais ocidental do Algarve, aí está o concelho de Aljezur. Da sua antiguidade dão notícia, achados arqueológicos do paleolítico e elementos da cultura mirense (4.000 AC), para além de descobertas de cerâmica grega. Pois na Igreja Matriz desta vila estão depositadas duas caveiras conhecidos como Santas Cabeças. Um pouco de todo a região ali afluem grupos de pessoas, padecendo de mordeduras de cães e de outros animais, dores de cabeça e de dentes, males de coração e outros. Procuram lenitivo, cura. E aquelas relíquias são veneradas e dizem-nas milagrosas. E a história vem do tempo do rei D. Manuel I e do bispo do Algarve D. Fernando Coutinho. Pois então existiam no espaço geográfico deste concelho dois lavradores, João Galego e Pedro Galego, pai e filho, reconhecidamente trabalhadores, bondosos e justos. Porém, a fama deles cresceu quando começou a constar que apenas com o hálito curavam os doentes que junto deles acudiam. E deles restam a lenda e as Santas Cabeças de Aljezur, que continuam a ser veneradas.
Mais recuada no tempo é a lenda da tomada do Castelo de Aljezur, que, como a vila, foi fundado no século X pelos árabes. A conquista cristã ocorreu exactamente no dia 24 de Junho de 1249, reinado D. Afonso III. Numa operação que começou muito de madrugada, cavaleiros do Ordem Militar de Santiago, comandados pelo seu Mestre D. Paio Peres Correia, usaram um estratagema, contando com a traição - inconsciente? - de uma moura apaixonada.
A lenda começa no ano anterior ao da conquista quando a moura Mareares, que tinha amores com um cavaleiro cristão, lhe contou que a 24 de Junho os árabes não faltavam ao Banho Sagrado na Praia da Amoreira. Ora essa informação teve grande importância militar, pois, chegando aquele dia no ano seguinte, os cavaleiros camuflaram-se com arbustos e, enquanto os guerreiros árabes se banhavam na longínqua praia, os guerreiros da Ordem de Santiago entraram no castelo.
O castelo seria tomado ao romper da Alva e logo ajoelharam para agradecer a vitória a Deus e a Nossa Senhora da Alva, ficando esta, e até hoje, como padroeira de Aljezur. Diz-se que a sogra do alcaide, uma velha cega, com a sua neta pela mão, andava a passear pelas muralhas àquelas horas do romper do dia. E a movimentação dos guerreiros cristãos abrigados nas ramagens chamou a atenção da menina, que perguntou:

"Ó avó, as árvores também andam?"
E, mais a meio da manhã, quando os árabes regressavam ao castelo, após o banho ritual, foram surpreendidos e presos pelos homens de D. Paio, que os mandou acorrentar e levar para a zona sul do castelo. Aí, impiedosamente, o mestre de Santiago mandou decapitá-los, ficando o local a denominar-se Degoladouro, sendo depois as suas cabeças lançadas para a zona norte, para um sítio ainda hoje chamado Cabeças!

sábado, 17 de julho de 2010

INDIRA GANDHI

Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros.
Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

HORTÊNSIA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Comales
Família: Hydrangeaceae
Género: Hydrangea

A Hortênsia ou Hidrangea é uma planta de folhas largas da família Hydrangeaceae, pertencente ao género Hydrangea, L.. Nos Açores é considerada invasora e perigosa para a flora nativa. Nas montanhas podem-se observar de longe como que "muros" coloridos de Hortênsias, o que impressiona os turistas pelo efeito. No sul do Brasil, estado do Rio Grande do Sul, existe uma região denominada "Região das Hortênsias", caracterizada pelo ajardinamento de casas e rodovias com esta espécie. Gramado, cidade mais representativa desta região turística, tem a Hortênsia como sua flor símbolo. Em função da altitude e do clima ameno, a Hortênsia está extremamente difundida em Campos do Jordão. As hortênsias possuem um princípio activo, o glicosídeo cianogênico, hidrangina, que as torna venenosas. Este veneno causa cianose, convulsões, dor abdominal, flacidez muscular, letargia, vómitos e coma. A cor das flores de Hortênsia depende muito do pH do solo: solos ácidos produzem flores azuis, solos alcalinos dão origem a variedades rosa.

sábado, 3 de julho de 2010

TARZAN - As muitas caras do Homem-Macaco

Pouco tempo depois da publicação das primeiras aventuras de Tarzan escritas por Edgar Rice Burroughs, o cinema, então ainda mudo, chamou a personagem ao seu domínio. Entre 1918 e os nossos dias, já foram feitos quase 90 filmes com o nome do Homem-Macaco no título, incluindo animações como o Tarzan da Walt Disney, de 1999.

Tarzan fez também várias aparições na televisão. O primeiro Tarzan do cinema foi Elmo Lincoln, em Tarzan of the Apes (1918), embora os coca-bichinhos aleguem que na verdade foi Gordon Griffith, que personifica o herói das selvas quando jovem no mesmo filme. Lincoln voltaria a ser Tarzan por mais duas vezes. Antes de Johnny Weismüller ter chegado à personagem em 1932, e tornado Tarzan universalmente rentável, o Homem-Macaco foi interpretado por nomes como Gene Polar, Frank Merrill ou James Pierce. Buster "Flash Gordon" Crabbe também foi Tarzan durante a vigência de Weissmüller no papel, aproveitando uma série de confusões legais relacionadas com os direitos da personagem para cinema.

O pós-Weissmüller teve Tarzans como Lex Barker, Gordon Scott, Ron Ely ou Mike Henry. Mais próximo de nós, Tarzan foi personificado por Miles O'Keefe (Tarzan, o Homem-Macaca, de 1981, com Bo Derek), Christopher Lambert (Greystoke, de 1984) e Casper Van Dien (Tarzan e a Cidade Perdida, de 1998).


JOHNNY WEISSMÜLLER (1904-1984)


Aos nove anos, Johnny Weissmüller contraiu poliomielite. O médica que o tratou sugeriu aos pais que o pequeno Johnny começasse a praticar natação para combater a doença. Já curado, Weissmüller continuou a nadar, o que o ajudou a conseguir um emprego como salva-vidas. Foi descoberto pelo instrutor de natação William Bacharach, que o treinou e o pôs a ganhar títulos nos EUA. Para poder competir na equipa olímpica americana nos Jogos olímpicos de Paris, em 1924, Weissmüller teve que obter um passaporte americano, já que não tinha nascido em solo dos EUA, onde chegou com os pais, oriundos da Áustria-Hungria, aos sete meses (com o nome de Janos Weissmüller). Uma vez conseguido o documento, Weissmüller pôde seguir para Paris com o resto da equipa de natação. Lá ganhou três medalhas de ouro e uma de bronze (esta no Polo Aquático). Quatro anos mais tarde, nos Jogos Olímpicos de Amsterdão, o futuro intérprete de Tarzan arrebatou mais duas medalhas de ouro na natação. Nos EUA, Johnny Weissmüller ganhou 52 campeonatos nacionais e estabeleceu 67 recordes mundiais. O gosto que o campeão de natação e actor tinha em nadar era tanto, que quando se mudou para Bel Air, Weissmüller pediu a um famoso arquitecto que lhe desenhasse uma casa rodeada por uma enorme piscina serpenteante.

domingo, 20 de junho de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XX - ALBERGARIA-A-VELHA

A Terra do Anjo
Sabem qual é a Terra do Anjo? Não? Pois vejamos a lenda que nos pode dizer alguma coisa sobre esta questão. Vamos atá à margem direita do Vouga, a duas léguas da cidade de Aveiro. Aí, há muitos anos, existia uma pequena aldeia de pescadores que trabalhava nas águas do rio. E nessa comunidade havia um homem, já entrado na idade, que nunca casara e vivia no sofrimento de não ter um filho a quem ensinar a sua arte e fosse sua companhia no fim da vida.
A lenda não lhe guarda o nome mas regista que se tratava de uma pessoa extremamente devota a Nossa Senhora. Assim, constantemente lhe dirigia orações, por entre as quais lhe pedia um filho, nascesse este de mulher que com ele casasse ou criança abandonada. Às vezes, desencantado com a falta de resposta de Nossa Senhora, dirigia as suas palavras ao rio, seu íntimo no quotidiano. E uma manhã, levando o seu barco de um lado paro o outro, o pescador viu uma caixotinha a boiar nas águas, e dentro dela chorava uma criança. Doido de contentamento, agradeceu a Nossa Senhora, interrogando-a sobre o que ela queria em troca, naturalmente ela não lhe respondeu.
Assim, o rapaz foi crescendo, aprendendo a vida com o velho pescador, que arranjou outro ânimo para encarar a vida. Toda a gente andava admirada com a felicidade daquela nova família! Porém, a partir de determinada altura, uma nuvem cinzenta começou a pairar nos olhos límpidos do rapaz. É que ele queria saber como é que viera ao mundo. Quem era a sua mãe? E seu pai? A história, aliás verdadeira, do seu aparecimento nas águas, contada pelo velho pescador, não o consolava. Ele queria ser como os outros. E não conseguia. Num esforço para desanuviar a existência do seu rapaz, o velho pescador do Vouga levou-o com ele à cidade e foi falar com um padre que tinha fama de muito sabedor. Mas há casos em que os saberes não servem para nada. E ao padre apenas lhe valeu certa sabedoria no trato, mandando para casa os dois pescadores, recomendando-lhes que pensassem noutra coisa. Terá também dito que muitas vezes são insondáveis os desígnios do Altíssimo...
Bem, a vida continuou e, um dia, um clamoroso dia, soltou-se uma epidemia que começou a dizimar a população das margens do Vouga. O rapaz, mostrando a generosidade aprendida com o seu velho pai, atendeu aos doentes. Porém, por desgraça, ele próprio foi apanhado pela terrível doença. Prostrado no leito, a seu lado tinha o velho a lamentar-se de o ver naquele estado, que piorava em cada dia. E o pai voltou-se de novo para Nossa Senhora, implorando-lhe que lhe salvasse o filho. E à voz do "valei-me!", entrou no quarto uma mulher envolta em neve, dizendo: "Aqui estou". Era Nossa Senhora das Neves, dizendo que vinha buscar o rapaz para a sua corte de anjos.
Assim como o dera, o levava para um lugar de glória, reservando-lhe a função de anjo da guarda daquela terra. Que terra? Angeja.