domingo, 31 de outubro de 2010

HALLOWEEN ou DIA DAS BRUXAS


Introdução
O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de Outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.
História do Dia das Bruxas
A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de Outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objectos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.Com o objectivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de Novembro).
Símbolos e Tradições
Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankenstein.As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de Outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

domingo, 24 de outubro de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XXIV - CORUCHE

O Funileiro Varandas
Naquele tempo, no tempo que hoje já ninguém consegue datar, na zona do Couço, em terra de Coruche, havia um homem que era um verdadeiro Zeca Diabo. Mau como as cobras, muitas vezes chegava a ser provocador, pelava-se por uma cena de pancadaria. Chamava-se Varandas e come era funileiro de profissão, apontavam-no dizendo: o funileiro Varandas. Ora uma festa qualquer, ele pôs-se a rondar umas raparigas, dirigindo-lhes palavrões, ameaçando-as do que estava disposto a fazer.
Porém, a rapaziada dali estava atenta e uma dúzia de rapazes atraiu o desordeiro para fora do recinto. Mal o conseguiram fazer, caíram-lhe em cima e deram-lhe tantas, tantas que o homem já não se conseguiu levantar. Os rapazes mexeram-lhe, voltaram-no e acabaram por verificar que o tinham matado. Então, agarraram no corpo e levaram-no para junto da Ribeira Santa, tendo-o enterrado perto da água.

As pessoas, claro, deram pela falta do funileiro e não atinavam com justificação. Subitamente, deixara de aparecer na tabernas da zona, onde era bom cliente! E o tempo corria, havendo gente que dizia ouvir bater no ferro quando passava na margem da Ribeira Santa. Dez anos passaram e a história não morria, sobretudo por causa daqueles ruídos. Pois numa taberna, quando alguém se referiu a eles, um dos matadores do funileiro, já bebido, disse:
"Ora! Como é que ele pode bater no ferro se está morto e bem morto?"
O problema é que na taberna estava um homem chamado baptista, que era da Guarda e o prendeu, obrigando-lhe mesmo a confessar o que se tinha passado. E depois daquele, denunciados, foram os outros presos. E não tardaram a serem levados ao sítio onde se ouvia o bater no ferro. A ribeira levava pouca água e foi possível abrir a cova.
Para admiração de quantos assistiram, o corpo do funileiro estava como se tivesse sido acabado de enterrar! E o povo dizia que o funileiro Varandas lançava aqueles sons como aviso de que se encontrava ali e queria que o vingassem.
Ah, é verdade, ainda hoje quer na Vila do Couço quer na aldeia de Santa Justa, quando alguém se mete com uma rapariga, há sempre quem resmunga:
"Dizes isso porque não sabes o que aconteceu ao Varandas..."

sábado, 23 de outubro de 2010

TERESA DE CALCUTÁ


Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas... Continue, quando todos esperam que desistas. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha.

sábado, 16 de outubro de 2010

BELLIS PERENNIS

Classificação científica:
Reino:
Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Bellis

A espécie Bellis perennis, também designada pelos termos populares (pouco precisos) de margarida-vulgar, margarida-menor, margarida-comum, margarida-inglesa, bonina, bela-margarida, sempre-viva, margaridinha, mãe-de-família, margarida-rasteira, rapazinho ou rapazinhos é uma planta vivaz da família das Asteraceae. Existem muitas variedades híbridas, utilizadas em floricultura, com lígulas brancas, rosadas, vermelhas ou roxas, de forma simples ou dobrada
As suas inflorescências aparecem isoladas, sobre um comprido pedúnculo que parte de uma roseta basal (as folhas ficam dispostas no chão, em forma circular). Não atingem grandes dimensões, variando a sua altura entre 2 e 5 centímetros. Multiplica-se por pequenos estolhos que formam um rizoma. As folhas têm forma espatulada (ligeiramente semelhantes a colheres, com o pecíolo medindo cerca de metade do comprimento do limbo), com algumas variações, com margem crenada ou serrada, com alguma penugem, pelo menos na sua forma juvenil. As flores, hermafroditas, têm a forma de pequenos tubos amarelos, dispostos em capítulo (o disco amarelo, no centro), com lígulas ou flores femininas brancas ou avermelhadas à sua volta (chamadas impropriamente de pétalas pela linguagem corrente). As suas sementes são ovadas (cipsela) e pubescentes (com penugem).

Distribuição
É uma planta comum no continente europeu onde é espontânea junto aos caminhos e nos pastos de erva rasteira. Durante a época colonial, foram levadas para o continente americano. É espontânea também nos Açores e na Madeira.
História
Na Idade Média era costume alimentar algumas crianças com as suas flores, de modo a impedir o seu crescimento, já que os anões eram muito populares entre as classes nobres para o seu entretenimento.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

RESGATE DOS MINEIROS CHILENOS


Ao fim de 69 dias fechados numa mina no Chile os 33 mineiros foram resgatados com sucesso.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O CONTO DO BURRO

Dois estudantes encontraram, numa estrada, um azeiteiro com um burro carregado de bilhas de azeite. Os estudantes estavam sem dinheiro; por isso, decidiram roubar o animal. Enquanto o pobre homem seguia o seu caminho, um deles tirou a cabeçada do burro e colocou-a no pescoço. O outro estudante fugiu com o animal e a carga. De repente, o azeiteiro olhou para trás e viu um rapaz em vez do burro.
Nesse momento, o estudante exclamou: «Ah! senhor, quanto lhe agradeço ter-me dado uma pancada na cabeça! *Quebrou-me o encanto que durante tantos anos me fez ser burro!...» O azeiteiro tirou o chapéu e disse-lhe: «Afinal, o meu burro estava enfeitiçado! Perdi o meu ganha-pão! Peço-lhe muitos perdões por tê-lo maltratado tanta vez - mas que quer? - o senhor era muito teimoso!»
- Está perdoado, bom homem! - disse o estudante. O que lhe peço é que me deixe em paz.
O pobre azeiteiro lamentou-se porque já não podia vender o azeite. Então, foi pedir dinheiro a um compadre para ir à feira comprar outro burro. Quando lá chegou, viu um estudante a vender o seu burro. O azeiteiro pensou que o rapaz se tinha transformado, outra vez, num animal! Aproximou-se do burro e gritou com toda a força: «Olhe, senhor burro, quem o não conhecer que o compre».

Conto Tradicional Português recolhido por Adolfo Coelho

domingo, 10 de outubro de 2010

JERICÓ AO LONGO DA HISTÓRIA

Na Bíblia
Moisés libertou os hebreus do Egipto e liderou-os nos 40 anos de travessia no deserto mas morre sem entrar na Terra Prometida. Josué sucede-lhe. Passado o rio Jordão chegam a Jericó. Mas os autóctones não abrem as portas da cidade nem se deixam conquistar. Josué, por orientação divina, ordena ao seu povo que marche durante seis dias em redor da cidade e que, ao sétimo dia, o cerco seja feito por sete vezes enquanto sete sacerdotes tocam trombetas. E o som das trombetas derrubou as muralhas.
Entre Intifadas
Primeira cidade da Cisjordânia a ter autonomia (1994), Jericó torna-se local de romaria de israelitas e árabes que não resistem ao som das slot machines e da roleta no Casino Oásis. Mas tudo isso irá durar muito pouco: em 2000, a segunda Intifada - bem mais violenta do que a primeira, em 1987 - chega a Jericó. E de novo, a cidade vê chegar as tropas israelitas e é isolada do exterior.

Nos dias de hoje
Situada no vale do Jordão, o que fez sempre dela um local apetecível para passar os Verões quentes que por ali se fazem sentir, Jericó volta agora a apostar no turismo para ganhar alguma vida. Não muito longe do Mar Morto, a cidade está cheia de locais ligados à tradição judaico-cristã - como é, por exemplo,o caso do Monte da Tentação.

NOTÍCIA DA SEMANA

A nova vida da Árvore de Zaqueu

A cidade mais antiga do mundo festeja hoje o seu aniversário. O plátano aonde dizem que Zaqueu subiu para ver Jesus foi integrado num complexo museológico construído pelos russos em Jericó, cidade bíblica da Cisjordânia e um verdadeiro oásis no vale do rio Jordão, que hoje completa dez mil anos.
A cidade palestiniana de Jericó completa hoje dez mil anos, segundo a tradição judaico-cristã. O aniversário começa a ser assinalado com uma série de actividades das quais faz parte a inauguração, quarta-feira, de um museu cujo centro é um velhinho plátano com um tronco de dois metros de diâmetro. Mas não se trata de um plátano qualquer: é a conhecida árvore de Zaqueu.
Este homem, diz a Bíblia, era um odiado cobrador de impostos desta cidade da Cisjordânia. Certo dia ouviu que Jesus iria ali chegar e queria vê-lo. Mas acontece que Zaqueu era de pequena estatura e, como tal, não conseguia vier Jesus por entre a multidão, que lhe dificultava a vida. Astuto, Zaqueu resolveu o seu problema: trepou ao plátano que ficava no percurso de Jesus. E o cobrador de impostos não só viu o Mestre como teve de o receber em casa, porque, conta a Bíblia, ao passar ali, Jesus levantou a cabeça e ordenou-lhe que descesse porque nesse dia ficaria em sua casa.


Foi esta árvore que a Rússia escolheu para ser o centro do complexo museológico que está a construir na cidade de Jericó e que abrirá as suas portas ao público na próxima quarta-feira. O museu, em terreno comprado no séc. XIX pelo Governo russo e cuja construção terá custado cerca de três milhões de dólares, conterá obras de arte russas e artefactos encontrados aquando das escavações para a construção do edifício. Será também utilizado para exposições e eventos culturais russo-palestinianos, com o objectivo de ajudar a relançar o turismo na pequena cidade palestiniana.
As festividades dos dez mil anos da cidade de Jericó irão prolongar-se por cinco anos. Para já, uma reunião especial do gabinete palestiniano, um concerto pela banda militar palestiniana, uma maratona, workshops de rua e fogo de artifício são as actividades assinaladas para marcar o aniversário da pequena cidade situada no deserto da Judeia e que acolhe 20 mil habitantes.
É de presumir que outras actividades venham a ser agendadas com o tempo até porque a Autoridade Palestiniana pretende atrair investimento estrangeiro à cidade na área do turismo, tirando partido do bom clima de que goza a "Cidade das Palmeiras" e dos monumentos que dela fazem parte. Alguns destes estão a ser já objecto de exploração turística, como é o caso das ruínas, velhas de nove mil anos, de Tel al-Sultan, na base do Monte da Tentação, onde segundo a tradição, Jesus terá sido tentado pelo demónio.
Jericó é uma excepção na região pobre e árida onde se situa, um oásis no vale do rio Jordão, condição que a transformou desde tempos imemoriais na "cidade de Verão" da elite regional. A cidade que fica 240 metros abaixo do nível do mar, sendo considerada por alguns como a mais baixa do globo, situa-se a uns meros quilómetros do célebre mar Morto e é conhecida pelas suas famosas tâmaras e papaias, sendo estas especialmente utilizadas na medicina.

DN 10.10.2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PARABÉNS!

A REPÚBLICA PORTUGUESA FAZ HOJE 100 ANOS
5 DE OUTUBRO DE 1910 - 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O VENTO

Sopra o vento, sopra o vento.
Vento que passa lá fora.
Faz voar meu pensamento
que se consome e devora,
numa forma fugas e alegria
que se transforma em desespero.

Sopra o vento, sopra o vento.
De onde sopra este vento?
Que vento com tanto tamanho?
Vem do mar, vem da montanha
isso não sei dizer...
sei que passa pela alma
E deixa um grande saber!

Amadeu Henrique (Algarve)

sábado, 25 de setembro de 2010

LENDAS DE PORTUGAL - XXIII - ALCANENA

Os Olhos de Água
Naquele tempo era assim, um pai rei impunha um casamento e ele tinha de cumprir-se. Mesmo que filha não gostasse do príncipe muito rico que lhe estava reservado!
Ora a princesa desta lenda apaixonara-se por um rapaz pobre (cujo destino nem sequer fica registado na lenda...). E quando o pai lhe impôs o casamento, a jovem conseguiu fugir de casa, indo abrigar-se numa grutas que há junto à nascente do rio Alviela.
Porém, o rei, hábil, não mandou soldados atrás dela, encomendou foi o trabalho a uma bruxa, que não tardou a conseguir localizá-la. Embora não regressasse ao palácio, a princesa todos os dias era procurada pela tal bruxa que lhe acenava com outros pretendentes que o pai tinha para ela. E aquilo foi uma discussão que um dia teve fim.
Aconteceu quando o pai, furioso, mandou o nome do que seria o derradeiro pretendente. Tratava-se de um boi encantado na forma de um belo rapaz! E a princesa, uma vez mais, recusou. Queria o namorado pobre a mais nenhum.
Logo a seguir, o rei mandou à filha novo recado: "Como não aceitas nenhum dos pretendentes que para ti arranjei e a possibilidade de seres rainha do meu condado, viverás eternamente nessas grutas, rodeada de bois e de vacas e as tuas lágrimas serão tantas e tão grossas que os teus olhos se tornarão enormes e para sempre essas lágrimas regarão as terras do Alviela e darão de beber a animais e pessoas".

Ah, quem quiser respirar o ambiente desta lenda, pois vá até à nascente do Alviela, aos Olhos de Água. Das lágrimas da morgadinha bebe água boa parte de Lisboa....

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

RIR É O MELHOR REMEDIO

São Pedro junto à Porta do Céu aguardava novas entradas quando surgiram dois irmãos que tinham morrido no mesmo dia. Um era padre e o outro taxista.
O padre mais próximo de S. Pedro adiantou-se para receber a sua túnica (vestimenta oficial do céu). S. Pedro acolhe-o e entrega-lhe uma túnica de algodão. O padre agradece e fica a aguardar pelo irmão taxista.
S. Pedro acolhe-o e entrega-lhe uma túnica de seda natural!
O padre, não sendo invejoso, mas ficando surpreendido com a descriminação, questionou S. Pedro: "Porque me deste uma túnica de inferior qualidade, quando dediquei toda a minha vida a rezar?
Responde S. Pedro: "Aqui no Céu o que conta são resultados. Quando celebravas missas os fiéis adormeciam; o teu irmão quando transportava clientes, conduzia tão mal que fazia com que todos rezassem!
Moral da história: Não há mal que não tenha uma ponta de bem.

sábado, 11 de setembro de 2010

ECHINACEA

Classificação científica:
Reino: Lantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Echinacea

Echinacea é um género botânico pertencente à família Asteraceae, constituído por nove espécies.
A equinácea é uma planta originária da
América do Norte, à qual são atribuídas propriedades imunoestimulantes que promovem os mecanismos de defesa do organismo. O extracto de equinácea é usado em tratamento complementar de infecções respiratórias, gripes, resfriado, faringite, rinite e sinusite.
Seus constituintes químicos são o
ácido caféico, ácido chicórico, polialcanos, polissacarídeos, tusselagina, acetato de bornil, alcamídeos, borneol, cariofileno, cinarina, equinacosídeo, isotussilagina.
Suas propriedades medicinais são antibacteriana, antibiótico, antiviral, anticéptica, anti-inflamatória, antimicrobiana, imunoestimulante, fortificante.
Universidade de Connecticut
Depois de considerar os elementos de 14 estudos prévios sobre o uso da equinácea, pesquisadores da Escola Farmacêutica da Universidade de Connecticut,
Estados Unidos, concluíram que o consumo da planta pode atenuar as chances de desenvolver resfriado comum, em mais de 58% dos casos. O estudo, divulgado na revista científica The Lance Infectious Diseases, alega, além disso, que a equinácea auxiliaria reduzir em até quatro dias a duração do resfriado. Prudentes, os pesquisadores afirmam que outros estudos em larga escala ainda são indispensáveis para admitir o uso da planta para prevenção e tratamento do resfriado comum.
O interesse do estudo da equinácea não é novidade, pois se trata do fitoterápico, mais frequente na
Europa e nos Estados Unidos, como preventivo para gripes e resfriados. Os índios americanos foram os precursores na utilização da planta.
A planta da equinácea é abundante, arbustiva, chegando a aproximadamente de 60 cm de altura, na maioria das vezes. Parece-se com uma toupeira das margaridas. As folhas são lanceoladas, grosseiras e opostas. As flores apresentam-se com pétalas brancas ou rosadas e núcleo amarelo.
Um dos resultados mais extraordinários da equinácea é a estimulação da
fagocitose. Esse acontecimento é responsável pela identificação e eliminação de estruturas invasoras. A planta, apresentada como capaz de aumentar a capacidade de resposta do sistema imunológico, é útil para todos os tipos de infecções: bacterianas, virais e por fungos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

JOAQUIM LOPES - Lobo-do-mar

Joaquim Lopes, que ficou para a história como Patrão Lopes, nasceu em Olhão, no Algarve, no ano de 1798. O seu pai era pescador e a família muito pobre, mas mesmo assim o rapaz foi à escola e aprendeu a ler, a escrever e a contar. Com 10 anos, foi trabalhar com o pai à pesca e nadava tão bem que parecia que tinha nascido no mar. Apesar de gostar muito da sua terra e da sua família, a pobreza era muita e havia que fazer pela vida. Então Joaquim Lopes partiu para Paço de Arcos, uma vila entre Cascais e Lisboa, onde o rio Tejo encontra o mar e muitos algarvios encontravam "abrigo". Ao largo, havia uma fortificação, o Forte do Bugio, que é hoje um farol, mas onde naquela altura estava "estacionada" uma força de cinquenta militares, que iam e vinham numa falua. Em 1820, Joaquim Lopes tornou-se remador dessa falua e pescador no tempo que lhe restava. Passava os dias e as noites naquele mar, a observá-lo e a conhecê-lo melhor, o que seria de grande utilidade no seu futuro. Um futuro em que salvou mais de trezentas vidas e socorreu 53 navios.
As duas primeiras vidas que salvou foram as de um pai e um filho que estavam quase a afogar-se junto ao rio Oeiras. A força das águas arrastou-os para longe e ninguém teve coragem de se atirar ao mar. Ninguém, a não ser Joaquim Lopes, que primeiro salvou o filho e depois o pai. A sua profissão não era salva-vidas, mas tornou-se a sua missão. Um salvamento em particular tornou-o famoso em Portugal e no mundo: o de uma embarcação inglesa -Howard Primrose- que estava a afundar-se na barra do Tejo. O Patrão Lopes salvou seis dos sete marinheiros a bordo e por esse feito foi recompensado pela coroa inglesa com a Medalha de Prata da Rainha Vitória.
Outro salvamento -do comandante do navio British Queen e do seu cão- valeu-lhe mais uma medalha vinda do Reino Unido, desta vez de ouro.
Medalhas de fora, de Espanha e de França, não faltaram na sua carreira, mas demorou até a coroa portuguesa perceber que tinha um herói à porta. Finalmente, em 1859 transferiu o salva-vidas de Belém para Paço de Arcos e pôs Joaquim Lopes ao comando. O lobo-do-mar tinha 61 anos, mas apesar da idade ainda socorreu muitos náufragos durante a sua longo vida, de 92 anos.

Nota: Quando em 1890 a Inglaterra lançou um ultimatum a Portugal, ameaçando o nosso país por causa da disputa do território africano, Patrão Lopes, então com 92 anos, encheu-se de patriotismo e devolveu ao governo inglês as condecorações que este lhe tinha dado.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

NELSON MANDELA


Depois de escalar uma montanha alta, descobrimos que há muitas outras montanhas por escalar...!

sábado, 28 de agosto de 2010

NOTÍCIA DA SEMANA

O "Peixe-Médico"

Usado, com êxito, no ataque às doenças de pele, o garra-rufa será protagonista de um centro medicinal, no Algarve.


Rodrigo Capoulas, 30 anos, e as suas duas irmãs, mais velhas, herdaram uns terrenos em Alte, Loulé, Algarve, e não sabiam o que fazer com eles. Pensaram em vendê-los ou concretizarem projectos na área da agricultura tradicional ou ligados à terceira idade. Até que um familiar for à Turquia passar umas férias numa estância de turismo medicinal que trata problemas de pele recorrendo a ....peixinhos. A ideia de fazer algo semelhante em Portugal andou três anos a marinar. Mas foi só quando ganhou o prémio do concurso "Realiza o Teu Sonho", da associação Acredita Portugal, que se viu que o projecto tinha pernas para andar.

"Foi muito importante, sobretudo em termos de credibilização", diz Rodrigo, licenciado em Engenharia e Gestão Industrial pelo ISCTE. "Ganhar entre cerca de 700 candidatos e com um júri que tem nomes como o do professor Marcelo Rebelo de Sousa abre muitas portas." Já a Acredita Portugal venceu a aposta a que se propusera: mobilizar iniciativas, apesar da crise económica e também, diz Susana Bandarrinha, daquela associação, de "uma certa crise psicológica".
O prémio que Rodrigo ganhou - 10 mil euro em dinheiro e 30 mil em serviços de partners da Acredita Portugal - permitiu-lhe dar os primeiros passos de um sonho que deverá ver a luz do dia em três anos. Trata-se de abrir, num terreno com cinco hectares em Alte, na serra algarvia, uma estância de turismo medicinal que recorre ao peixe garra-rufa para aliviar eczemas, psoríases e outras doenças de pele. Como? O peixe alimenta-se das peles mortas do doente, aliviando-lhe assim os sintomas. "O tratamento já existe na Alemanha, na Holanda e em outros locais da Europa, mas não em Portugal." Em simultânio - e porque a ideia é a de que os utentes tragam a sua família -. o centro medicinal deverá também oferecer alternativas de entretenimento para turistas "normais".
Uma das ideias é a de se organizarem visitas aos locais de maior interesse de Alte, onde deverão nascer, graças a esta iniciativa, 20 postos de trabalho. O projecto ainda está no princípio e é assim mesmo que a Acredita Portugal o quer. "Há bons apoios, por exemplo do IAPMEI, na área da concretização das ideias", diz Susana Bandarrinha. "Nós queremos ajudar antes, na germinação."
O garra-rufa habita as bacias dos rios Jordão, Orontes, Tigre e Eufrates, no Médio Oriente. Existe também na Turquia e no Norte da Síria.

Visão Nº912

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O SAL DO LUDO / ALGARVE

LENDAS DE PORTUGAL - XXII - SERTÃ

A arma de Celinda


Viriato assassinado pelo longo e traiçoeiro braço de Roma, substituiu-o na defesa da Lusitânia um homem chamado Sertório, romano exilado. Sila odiava-o desde os tempos em que Sertório apoiara a causa de Mário, e perseguia-o a ele e aos seus amigos lusitanos. Mas das três ou quatro vezes que lhe mandaram legiões para o eliminarem, sempre a estratégia do romano, que sabia como os outros romanos pensavam, os esmagava com a maneira guerrilheira que os lusitanos tinham de lutar. E os Montes Hermínios eram território em que se moviam bem os valentes lusitanos.
Pois as tropas lusitanas atravessavam uma aldeia, Vinham vitoriosas, comandadas por Hirtuleio, questor de Sertório. Esperava-as um período de repouso para retemperar as forças e de novo caíram com gosto sobre os romanos, que não lhes largavam os calcanhares. E dentre os lusitanos que ali iam, o mais alto deles, um jovem de ombros largos, olhava para as casas com particular atenção. De repente, abriu-se uma porta e uma rapariga correu para ele gritando-lhe o nome:
"Marcelo!"
Abraçaram-se. Era Celinda, a namorada do militar. Ela queria que ele ficasse já na aldeia, que era deles, mas o rapaz tinha ordem de se apresentar pessoalmente a Sertório. Hirtuleio apreciara-o em combate e enviara uma mensagem ao chefe recomendando que lhe fosse dado um lugar de responsabilidade.
"Só aparecem coisas destas para nos afastar um do outro!", queixava-se a rapariga. "Quando acabarão estas lutas?"
"Quando corrermos com os romanos desta terra."
Nisso Celinda estava de acordo e o pé atrás que tinha contra Sertório não era só porque ele lhe afastava o namorado de casa, mas também porque se tratava de um romano. Amigo dos lusitanos, mas romano.
Daí a alguns dias, quando regressava à sua aldeia, Marcelo trazia a boa nova de ter sido nomeado governador do castelo de lá. Casar-se-ia com Celinda e ali ficariam como sentinelas da Lusitânia, com oficiais e soldados às suas ordens. E os meses seguintes foram calmos e felizes para os recém-casados.
Mas um dia os romanos aproximaram-se demasiadamente do castelo daquela aldeia e Marcelo saiu a combatê-los. Houve recontros sangrentos e Marcelo foi gravemente ferido. Celinda estava a cozinhar quando os romanos conseguiram entrar no castelo e havia lusitanos já descoroçoados. Mas ela, munida de uma sertã com azeite a ferver, deu-lhes combate directo, o que galvanizou de novo as forças defensoras do castelo que conseguiram expulsar dali os romanos.


Enquanto combatiam, Marcelo, muito ferido, foi introduzido na fortaleza por uma porta falsa e imediatamente tratado. Celinda estava na primeira linha de combate espantando os romanos por verem uma mulher assim enfurecida contra eles.
A arma da castelã acabaria por dar o nome à então pequena aldeia, hoje uma bela terra, Sertã.