
pode-se enganar alguns o tempo todo,
mas não se pode enganar a todos o tempo todo!
O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.



De acordo com números da ONU, a área de cultivo do ópio foi reduzida de dois mil para quinhentos hectares na região de Herat (Afganistão), nos últimos anos. Em simultâneo, grupos de mulheres afegãs organizados em cooperativas são incentivados a plantar as flores do crocus, a planta cujos estigmas são transformados em açafrão: à razão de cem mil flores para um quilo da especiaria. De acordo com as autoridades locais, o açafrão rende aos agricultores da região 6500 euro por ano e por hectare, o triplo do que obtinham com a cultura das papoilas para a preparação do ópio. Esse lucro é um dos argumentos mais fortes para convencer as populações a abandonarem a agricultura que sustenta o tráfico da droga e a produzirem alimentos tradicionais. O mais poderoso adversário desta reconversão pacífica e o que justifica a presença e o apoio de tropas internacionais - como as italianas estacionadas na região - é a resistência dos senhores da guerra, que atacam os camiões que transportam os bolbos para cultivo do açafrão e matam os motoristas. O exército transalpino tem ajudado cooperativas de mulheres no acesso ao microcrédito e, quando o transporte por terra falha, mandam helicópteros suprir as necessidades e dar protecção. Aos poucos, o azul da flor do crocus substitui o vermelho das papoilas nos campos de Herat.





Foi esta árvore que a Rússia escolheu para ser o centro do complexo museológico que está a construir na cidade de Jericó e que abrirá as suas portas ao público na próxima quarta-feira. O museu, em terreno comprado no séc. XIX pelo Governo russo e cuja construção terá custado cerca de três milhões de dólares, conterá obras de arte russas e artefactos encontrados aquando das escavações para a construção do edifício. Será também utilizado para exposições e eventos culturais russo-palestinianos, com o objectivo de ajudar a relançar o turismo na pequena cidade palestiniana.
As festividades dos dez mil anos da cidade de Jericó irão prolongar-se por cinco anos. Para já, uma reunião especial do gabinete palestiniano, um concerto pela banda militar palestiniana, uma maratona, workshops de rua e fogo de artifício são as actividades assinaladas para marcar o aniversário da pequena cidade situada no deserto da Judeia e que acolhe 20 mil habitantes.
É de presumir que outras actividades venham a ser agendadas com o tempo até porque a Autoridade Palestiniana pretende atrair investimento estrangeiro à cidade na área do turismo, tirando partido do bom clima de que goza a "Cidade das Palmeiras" e dos monumentos que dela fazem parte. Alguns destes estão a ser já objecto de exploração turística, como é o caso das ruínas, velhas de nove mil anos, de Tel al-Sultan, na base do Monte da Tentação, onde segundo a tradição, Jesus terá sido tentado pelo demónio.
Jericó é uma excepção na região pobre e árida onde se situa, um oásis no vale do rio Jordão, condição que a transformou desde tempos imemoriais na "cidade de Verão" da elite regional. A cidade que fica 240 metros abaixo do nível do mar, sendo considerada por alguns como a mais baixa do globo, situa-se a uns meros quilómetros do célebre mar Morto e é conhecida pelas suas famosas tâmaras e papaias, sendo estas especialmente utilizadas na medicina.
DN 10.10.2010