segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
Convento de São Francisco, Portimão (Século XVI, estilo gótico)

DN - 13.05.2011-

Falhadas as negociações do Convento de São Francisco, um monumento de século XVI em estado de ruína, a Câmara Municipal de Portimão decidiu avançar com o processo de expropriação. A ideia seria recuperar o imóvel e fazer as obras necessárias para ali instalar um centro de investigação e formação avançada em turismo, numa colaboração entre o município e o Turismo de Portugal.
O projecto foi apresentado em 2008 pelo então ministro da Economia, Manuel Pinho, já depois de aprovado um Plano de Pormenor para a zona. Passados três anos, a única coisa que avançou foi a degradação do edifício. Isto porque surgiu um impedimento legal para o despacho do processo: "Como se trata de um imóvel classificado a nível nacional, não temos competência para avançar com a expropriação", explica fonte da autarquia, reafirmando a "vontade" do município para que o convento volte a recuperar o seu esplendor.
Segundo Igespar, o Convento de São Francisco de Portimão foi fundado em 1530, ano em que Simão Correia, capitão de Azamor e figura importante do Algarve quinhentista, doou umas casas junto ao Rio Arade aos Padres Observantes da Província de Portugal.
"A história do Convento de Nossa Senhora da Esperança de Portimão, nos últimos séculos, é a história de decadência de uma das mais importantes casas espirituais do Algarve da época moderna, e da sua ruína". O terramoto de 1755 provocou a derrocada da abóbada da igreja e de diversas dependências. A extinção das ordens religiosas em 1834 retirou-lhe a função inicial. Um incêndio, em 1884, acentuou a destruição, para a qual também contribui a posterior utilização do espaço como armazém da indústria conserveira.
"Tudo aquilo são ruínas numa zona privilegiada sobre o Rio Arade", lamenta João Caldas Fernandes, director da Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, revelando que a recuperação do antigo convento permitiria "abrir naquele espaço um hotel de aplicação (para a formação prática dos alunos) com capacidade de gerar receitas".
DN - 13.05.2011-
sábado, 7 de maio de 2011
MOÇAMBIQUE
Para que todos os moçambicanos possam recordar
Moçambique
Moçambique é com certeza
Uma expressão nacional
A palavra é portuguesa
E quer dizer Portugal
Há nela toda a nobreza
Que faz as palavras lindas
Um não sei quê de franqueza
Com sabor de boas-vindas
Moçambique,que palavra tão bonita
Fique lá onde ela fique
Diga lá quem a disser
Moçambique,é alegre como a chita
Tem a graça e tem o timbre
Dum sorriso de mulher
Moçambique é com razão
Traduzido em português
Aquela casa onde o pão
É para dois e chega a três
E como há gosto em servir
Quem acaba de chegar
O sorriso vai abrir
E a franqueza manda entrar
Moçambique,que palavra tão bonita
Fique lá onde ela fique
Diga lá quem a disser
Moçambique,é alegre como a chita
Tem a graça e tem o timbre
Dum sorriso de mulher
João Maria Tudella
Moçambique
Moçambique é com certeza
Uma expressão nacional
A palavra é portuguesa
E quer dizer Portugal
Há nela toda a nobreza
Que faz as palavras lindas
Um não sei quê de franqueza
Com sabor de boas-vindas
Moçambique,que palavra tão bonita
Fique lá onde ela fique
Diga lá quem a disser
Moçambique,é alegre como a chita
Tem a graça e tem o timbre
Dum sorriso de mulher
Moçambique é com razão
Traduzido em português
Aquela casa onde o pão
É para dois e chega a três
E como há gosto em servir
Quem acaba de chegar
O sorriso vai abrir
E a franqueza manda entrar
Moçambique,que palavra tão bonita
Fique lá onde ela fique
Diga lá quem a disser
Moçambique,é alegre como a chita
Tem a graça e tem o timbre
Dum sorriso de mulher
João Maria Tudella
sexta-feira, 6 de maio de 2011
RIR É O MELHOR REMÉDIO
CAIXA DE SAPATOS
Um homem e uma mulher estavam casados há mais de 60 anos. Tinham compartilhado tudo um com o outro e conversado sobre tudo. Não haviam segredos entre eles, com excepção de uma caixa de sapatos que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que ela continha.
Durante todos aqueles anos, ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapatos. Um dia a velhinha ficou muito doente e o médico disse que ela não sobreviveria. Sendo assim, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e levou-a para perto da cama da mulher. Ela concordou que estava na hora dele saber o que havia naquela caixa. Quando ele abriu a caixa, viu duas bonecas de croché e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou, o que significava aquilo, ela explicou: "Quando nos casámos minha avó disse-me que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar ou brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você, que ficasse quieta e fizesse uma boneca de croché." O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava: "Somente duas bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes durante estes anos de vida e amor.."
"Querida!!! - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?"Ah!!! - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas."
quinta-feira, 5 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
FLORENCE NIGHTINGALE
terça-feira, 26 de abril de 2011
LENDAS DE PORTUGAL - XXIX CHAVES -
Uma cesta de figos
Sem perceberem bem o sentido das palavras, os guardas prenderam o representante da população que levava a cesta. E o governador, depois de tomar fôlego, vociferou: "Agora, atirem-lhe à cara todos os figos dessa cesta! Todos! Que não falhe nenhum, ouviram?"
A poucos quilómetros de Chaves fica o imponente castelo de Monforte, o velho protector das aldeias daquelas vizinhanças. Mas conta a lenda que mesmo junto dele havia uma povoação que desapareceu devido ao mau carácter de um governador da região transmontana, que era odiado pela população. Pois ele era um tal D. Afonso, príncipe e irmão de D. João V. Não cumprimentava ninguém, ostentando um incomparável mau feitio. No entanto, as raras vezes que o viam, as pessoas, por cortesia para com um cargo, saudavam-no, embora soubessem de antemão que ficavam sem resposta.
Ora, certo dia, apareceu por Chaves e arredores um mensageiro a dizer que se preparassem pois o governador vinha fazer-lhes uma visita oficial. Na tal aldeia ao pé do castelo, reuniram-se então os representantes do povo para deliberarem a maneira como o receberiam. Por fim decidiram enfeitar as ruas com arcos de verdura e flores lhe seriam lançadas à sua passagem. Outros foram comprar foguetes a Chaves e contratar um gaiteiro galego para alegrar os dias da visita.
Porém, faltava a prenda oficial da aldeia para o governador. É que ele era tão rico, que tudo lhes parecia pouco. E, depois, naquela altura do ano, até escasseavam os produto agrícolas. Olhem, havia castanhas, figos secos e pinhas mansas donde se tiravam os pinhões. Bem, as castanhas eram guardadas para a sopa do inverno e sextas-feiras da Quaresma, os pinhões o mais apetecido pelas crianças e os figos para distribuir aos cantadores de Janeiras. Decidiram oferecer uma cesta de figos a D. Afonso. Eram muito doces e saborosos, não podiam deixar de lhe agradar.
E quando chegou a hora da oferenda no cerimonial da recepção do governador, este perdeu a cabeça quando reparou que a prenda oficial era a tal cesta de figos coberta com um pano de linho. Considerou aquilo uma ofensa: "Malditos! Isto é uma miserável afronta! Guardas! Prenda esse cão, amarrem-no àquela árvore!"
Sem perceberem bem o sentido das palavras, os guardas prenderam o representante da população que levava a cesta. E o governador, depois de tomar fôlego, vociferou: "Agora, atirem-lhe à cara todos os figos dessa cesta! Todos! Que não falhe nenhum, ouviram?"E assim foi feito. D. Afonso assistiu, depois retirou-se com a sua comitiva para as suas tendas, a fim de pernoitarem.
A população estava atónita com o inesperado fecho da festa que tinham planeado. Depois do castigo correram a libertar o vizinho, mas este só se ria e comentava para quem o queria ouvir: "Ena, que sorte eu tive em lhe oferecermos figos! Se fossem pinhas outro galo cantaria e a minha cara não estaria tão perfeita!"
Mas a população não esteve para graças. No dia seguinte, quando D. Afonso e os seus se levantaram, não havia ninguém na aldeia. Durante a noite, com os seus pertences, os de Monforte de Rio Livre haviam passado a fronteira e encontravam-se uns na Galiza e outros no Couto Misto, longe da jurisdição do irmão de D. João V.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
FLOR-CADÁVER mostra todo o esplendor... e cheiro na Suiça

DN - 25.04.2011-
O tamanho é imponente, mete respeito, é rara, e, por isso, já conquistaria muitas fotografias aos curiosos. Mas não chega. Para esta flor, as fotografias e os filmes não são suficientes para fazer jus ao seu sucesso, pois é mesmo preciso cheirá-la para realmente perceber a sua diferença mais característica e que a torna tão famosa. Só que não será agradável, pois tem um cheiro de cadáver.

Não é então de estranhar que seja conhecida por flor-cadáver (nome científica de amorphophallus titanum), mas também por jarro-titã. É um dos 134 exemplares cultivados e registados em jardins bontânicos e desabrochou na Basileia, Suiça. Há 75 anos que os suiços não viam um exemplar destes mostrar todo o seu esplendor.
No casa específico da flor do jardim botânica na Basileia, foi plantada há 17 anos. Foi o tempo que precisou para chegar aos 20 quilos necessários para desabrochar. Tem quase dois metros de altura, mas esta espécie pode atingir os três metros e os 75 quilos de peso. A espécie está entre as maiores do mundo e, no passado, já ostentou mesmo a designação de maior de todas as plantas.
A notícia foi de imediato espalhada e há uma forte razão para a pressa: é que a flor mostrou-se na sexta-feira e hoje pode já estar murcha. O jardim botânico esperava que até a flor desaparecer recebesse cerca de dez mil visitantes, de preferência, em 24 horas. E para suscitar a maior curiosidade possível, foi colocada uma web-cam a filmar a flor e o link foi visto mais de cem mil vezes.
Desaparecer, mas não morrer. A flor-cadáver pode viver até aos 40 anos. Contudo, só dá flor duas a três vezes durante esse tempo. O habitat natural desta planta tropical - que, segundo os especialistas, está seriamente ameaçada - é na floresta da Samatra, no arquipélago da Indonésia.
Tudo começa com um pequeno tubérculo que liberta uma única coluna afilada e que cresce, em média, 16 centímetros por dia. Ao desabrochar, a flor liberta o famoso cheiro a cadáver, que atrai os insectos que a polinizam.
DN - 25.04.2011-
quinta-feira, 21 de abril de 2011
PÁSCOA NA ALEMANHA
Os alemães que cultivam a tradição colorem ovos cozidos, assam bolos especiais na Páscoa e fazem fogueiras em algumas regiões. A festa cristã se sobrepôs à que os germanos dedicavam à deusa da primavera. 
Na Alemanha, a tradição cristã da Páscoa como a festa da ressurreição de Cristo, em que a morte não é vista como o fim e sim como o recomeço de uma nova vida, está ligada a elementos da mitologia germânica. Segundo Jacob Grimm, um dos famosos irmãos Grimm, o próprio termo alemão, Ostern, deriva de Ostara, a deusa germânica da primavera.
"A primeira das grandes festas germânicas da primavera, representando a vitória do sol aquecedor sobre as trevas e o frio do inverno, é Ostern. Ela somente foi equiparada à festa de ressurreição de Cristo pela Igreja na Idade Média", diz Grimm em seu livro sobre a mitologia germânica.
Como teria surgido o coelho da Páscoa
O costume de se procurar os ovos de Páscoa no jardim também estaria baseado na crença dos germanos e de outros povos antigos de que o ovo é o símbolo da fertilidade e da nova vida em crescimento. Já o coelho, símbolo de fertilidade na mitologia grega, só é conhecido como "coelho da Páscoa" no norte da Alemanha há cerca de cem anos. No entanto, o coelho é o animal sagrado atribuído tanto a Afrodite, a deusa do amor dos romanos, como a Ostara.
No sul, conhece-se há mais tempo a lenda dos ovos trazidos pelo coelho da Páscoa. Em suas pesquisas, o catedrático de Medicina de Heidelberg Georg Franck von Franckenau encontrou registos que documentam a lenda. Os mais antigos são de 1678. O hábito teria surgido, segundo Franckenau, há mais de 300 anos na Alsácia (França), no Palatinado e no Alto Reno (Alemanha).
Como os lépidos coelhos e lebres se multiplicam na primavera - a Páscoa cai na primavera no Hemisfério Norte - os padrinhos teriam inventado uma caçada ao coelho, na qual as crianças encontravam os ovos coloridos escondidos nos parques e jardins.
Ovos para comer e inglês ver
Antes dos ovos de chocolate envoltos em papel colorido, coloriam-se os ovos de galinha, cozidos, hábito cuja origem se perde no tempo e que se mantém vivo até hoje na Alemanha: no café da manhã do sábado ou do domingo de Páscoa não podem faltar ovos de várias cores, tingidos com anilina especial. Presenteá-los também faz parte da tradição.
Também se costuma usar as mais variadas técnicas para pintar ovos. Estes, porém, são esvaziados antes da pintura e, dependendo da habilidade de quem os decora, transformam-se em verdadeiras obras de arte, com direito a exposições especiais na época da Páscoa.
Da culinária aos fogaréus
A culinária alemã de Páscoa inclui a Osterzopf, uma decorativa rosca, na qual, depois de assada, podem ser colocados os ovos cozidos; o Osterlamm, literalmente o cordeiro da Páscoa, mas não se trata de cordeiro assado – tradição judaica – e sim de uma massa assada em formas especiais, em forma de cordeiro; a Möhrencremesuppe, uma sopa com o legume preferido do coelhinho, a cenoura; e, por último, o Osterbraten, o assado de Páscoa, servido no domingo, que pode ser qualquer tipo de carne, não necessariamente cordeiro.
Outro costume cultivado em algumas partes do país é a fogueira da Páscoa, o Osterfeuer. O fogo tanto é o símbolo do sol, como da chama da fé, estando ainda ligado à purificação. Antigamente, a "limpeza de Páscoa" na Alemanha começava no pátio da igreja, onde os fiéis juntavam restos de madeira, galhos e as ramagens secas que sobravam do Domingo de Ramos. Isso para a grande fogueira, a ser acesa na noite de sábado para domingo.
Nesse Osterfeuer, acende-se a Osterkerze, a vela da Páscoa, que é levada para a igreja, que está às escuras, em procissão. Na ocasião, os fiéis cantam três vezes a canção Lumen Christi, a luz de Cristo.
Na Vestfália e no norte de Hessen desenvolveu-se um costume local, de origem germânica e, portanto pagã: enormes rodas de carvalho, com 1,70 m de diâmetro e mais de 20 cm de espessura, desfilam pela cidade, transportadas em carros de feno. A seguir, são levadas para o alto de um monte. Às 21 horas do sábado, são incendiadas e rolam montanha abaixo.

Na Alemanha, a tradição cristã da Páscoa como a festa da ressurreição de Cristo, em que a morte não é vista como o fim e sim como o recomeço de uma nova vida, está ligada a elementos da mitologia germânica. Segundo Jacob Grimm, um dos famosos irmãos Grimm, o próprio termo alemão, Ostern, deriva de Ostara, a deusa germânica da primavera.
"A primeira das grandes festas germânicas da primavera, representando a vitória do sol aquecedor sobre as trevas e o frio do inverno, é Ostern. Ela somente foi equiparada à festa de ressurreição de Cristo pela Igreja na Idade Média", diz Grimm em seu livro sobre a mitologia germânica.
Como teria surgido o coelho da Páscoa
O costume de se procurar os ovos de Páscoa no jardim também estaria baseado na crença dos germanos e de outros povos antigos de que o ovo é o símbolo da fertilidade e da nova vida em crescimento. Já o coelho, símbolo de fertilidade na mitologia grega, só é conhecido como "coelho da Páscoa" no norte da Alemanha há cerca de cem anos. No entanto, o coelho é o animal sagrado atribuído tanto a Afrodite, a deusa do amor dos romanos, como a Ostara.
No sul, conhece-se há mais tempo a lenda dos ovos trazidos pelo coelho da Páscoa. Em suas pesquisas, o catedrático de Medicina de Heidelberg Georg Franck von Franckenau encontrou registos que documentam a lenda. Os mais antigos são de 1678. O hábito teria surgido, segundo Franckenau, há mais de 300 anos na Alsácia (França), no Palatinado e no Alto Reno (Alemanha).
Como os lépidos coelhos e lebres se multiplicam na primavera - a Páscoa cai na primavera no Hemisfério Norte - os padrinhos teriam inventado uma caçada ao coelho, na qual as crianças encontravam os ovos coloridos escondidos nos parques e jardins.
Ovos para comer e inglês ver
Antes dos ovos de chocolate envoltos em papel colorido, coloriam-se os ovos de galinha, cozidos, hábito cuja origem se perde no tempo e que se mantém vivo até hoje na Alemanha: no café da manhã do sábado ou do domingo de Páscoa não podem faltar ovos de várias cores, tingidos com anilina especial. Presenteá-los também faz parte da tradição.
Também se costuma usar as mais variadas técnicas para pintar ovos. Estes, porém, são esvaziados antes da pintura e, dependendo da habilidade de quem os decora, transformam-se em verdadeiras obras de arte, com direito a exposições especiais na época da Páscoa.
Da culinária aos fogaréus
A culinária alemã de Páscoa inclui a Osterzopf, uma decorativa rosca, na qual, depois de assada, podem ser colocados os ovos cozidos; o Osterlamm, literalmente o cordeiro da Páscoa, mas não se trata de cordeiro assado – tradição judaica – e sim de uma massa assada em formas especiais, em forma de cordeiro; a Möhrencremesuppe, uma sopa com o legume preferido do coelhinho, a cenoura; e, por último, o Osterbraten, o assado de Páscoa, servido no domingo, que pode ser qualquer tipo de carne, não necessariamente cordeiro.

Outro costume cultivado em algumas partes do país é a fogueira da Páscoa, o Osterfeuer. O fogo tanto é o símbolo do sol, como da chama da fé, estando ainda ligado à purificação. Antigamente, a "limpeza de Páscoa" na Alemanha começava no pátio da igreja, onde os fiéis juntavam restos de madeira, galhos e as ramagens secas que sobravam do Domingo de Ramos. Isso para a grande fogueira, a ser acesa na noite de sábado para domingo.
Nesse Osterfeuer, acende-se a Osterkerze, a vela da Páscoa, que é levada para a igreja, que está às escuras, em procissão. Na ocasião, os fiéis cantam três vezes a canção Lumen Christi, a luz de Cristo.

Na Vestfália e no norte de Hessen desenvolveu-se um costume local, de origem germânica e, portanto pagã: enormes rodas de carvalho, com 1,70 m de diâmetro e mais de 20 cm de espessura, desfilam pela cidade, transportadas em carros de feno. A seguir, são levadas para o alto de um monte. Às 21 horas do sábado, são incendiadas e rolam montanha abaixo.
sábado, 16 de abril de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
domingo, 10 de abril de 2011
LÍRIO-DO-BREJO
Classificação científica:
Nome científico: Convallaria maja
Sinonímia: Convallaria keiskei
Nome Popular: Lírio-do-brejo, convalária, lírio-convale, lírio-de-maio, lírio-do-vale
Família: Ruscaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa e Ásia
Ciclo de Vida: Perene
O lírio-do-brejo é uma planta herbácea, rizomatosa e de pequeno porte, alcançado cerca de 25 cm de altura. O rizoma é horizontal, espesso e responsável pelo espalhamento da planta. As folhas crescem aos pares, elas são muito largas, lisas, brilhantes e apresentam forma oval. Sua disposição erecta e sua leve concavidade facilitam o rápido escoamento da água até as raízes da planta. As florzinhas brancas, delicadas e perfumadas despontam pendentes em inflorescências erectas. Estas flores são serosas, em forma de sino e formam-se na primavera. Ricas em néctar, elas são muito atractivas para as abelhas. Os frutos que se seguem à polinização são bagas pequenas e vermelhas, com sementes duras. Ocorrem ainda variedades como: 'Rosear' (de flores rosadas), 'Aureo-variegatum' (de folhas verde-amarelas), 'Prolificans' (de flores dobradas) e 'Fortunei' (de porte maior). Esta planta pode se tornar invasiva em algumas situações. Das flores do lírio-do-brejo extraem-se essências utilizadas na indústria da perfumaria. Já a indústria farmacêutica aproveita a planta inteira na fabricação de medicamentos indicados para doenças cardiovasculares. A planta, seu chá ou extractos não devem ser consumidos sem acompanhamento médico pois trata-se de uma espécie muito tóxica que pode levar a morte.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
FARROBITOS - o novo doce típico de Albufeira
Leva laranja, alfarroba, mel, amêndoa e azeite e é a receita vencedora do concurso Doce Típico de Albufeira, um desafio lançado pelo município no passado mês de Fevereiro. Entre as 70 propostas apresentadas, esta foi a receita que mais agradou ao júri, premiando a originalidade, sabor e forma dos Farrobitos.
A autoria do novo doce típico de Albufeira é de Júlio David, um pasteleiro reformado de 75 anos que a partir de agora vai poder ver a sua criação ser apreciada e vendida, com embalagem e imagem associadas, em várias pastelarias do concelho.
Visão sete -7.4.2011-
sexta-feira, 1 de abril de 2011
1 DE ABRIL - DIA DAS MENTIRAS
Há muitas explicações para o 1 de Abril ter se transformado no dia das mentiras ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da Primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril.
Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de Abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos Tolos [de Abril]"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de Abril".
No Brasil, o primeiro de Abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efémera, lançado em 1 de Abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de Setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1 de Abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
quarta-feira, 30 de março de 2011
A maior Magnólia de Portugal
Na cerca do Convento de Nossa Senhora do Desterro, em Monchique (Algarve), existe uma espectacular Magnólia (a maior de Portugal) que viu em Diário do Governo reconhecido por Salazar o seu estatuto de árvore monumental de interesse público, em 1947. Esta Magnólia, que os botânicos pensam ser a mais velha da Europa, tem quase 30 metros de altura, 25 metros de diâmetro de copa e mais de 5 metros de diâmetro de tronco! É um exemplar que integra um bosque dentro da própria vila de Monchique.
terça-feira, 22 de março de 2011
LENDAS DE PORTUGAL - XXVIII VIDIGUEIRA -
Nossa Senhora das Relíquias

Nas Memórias Históricas da Ordem de Nossa Senhora do Carmo (1727), Frei Manuel de Sá conta a lenda da Nossa Senhora das relíquias. Ela diz-nos que, no reinado de D. Afonso V, no termo da Vidigueira, havia uma aldeia chamada Alfaiates, onde vivia o lavrador Pedro Afonso, a esposa Margarida Fernandes e a filha Maria.
Um dia, Margarida mandou a filha guardar gado e ela pediu-lhe pão para o almoço. Como não tivesse cozido nesse dia, ela disse à filha que lhe daria pão na volta. A moça foi com o gado, mas andava cheia de fome. Às tantas pôs-se a chorar e uma voz quis saber o que ela tinha. Viu Maria que sobre o zambujeiro havia uma Senhora cercada de luzes celestiais. E a moça contou-lhe o sucedido.

A Virgem, depois de a ouvir, lhe mandou que fosse a casa, porque ela lhe teria cuidado no gado até que voltasse, e que pedisse outra vez pão a sua mãe e que se ela lhe respondesse que ainda o não tinha, lhe dissesse que fosse ver na arca, que se o não achasse, ela tomaria para o gado contente sem ele. Foi a venturosa menina para casa. E pedindo pão à mãe, lhe respondeu esta que ainda o não tinha amassado; suplicou a filha com a instância que a senhora lhe tinha dito: o que ouvindo a mãe, a levou dentro à casa em que estava a arca para a desenganar, como quem tinha a certeza de que não havia nela pão; e abrindo-a para que a filha visse que era verdade o que lhe dizia, ficou admirada de a ver cheia, quando sabia que nela não havia nenhum, e inquirindo da menina quem lhe disse que na arca havia pão, lhe referiu o que lhe tinha sucedido; e inferindo do que ouvia contar a filha que naquele sucesso havia prodígio grande, deu logo parte ao marido e aos poucos vizinhos que ali moravam, e todos assentaram que fossem ver quem tinha falado à menina, para o que lhe disseram os guiasses ao lugar, e chegando a ele, apontando com o dedo, lhes mostrou a Senhora em cima do zambujeiro, dizendo para a mãe, aquela é a Senhora que me disse tínheis pão e que mandou vo-lo fosse pedir, porque ela entretanto me guardaria o gado.
Todos os que vieram a examinar o que a menina referia tiveram a fortuna de ver a Senhora muito resplandecente, e admirados do prodígio, se prostram todos por terra, e ficando uns reverenciando aquele prodígio celeste, mandaram, outros participar esta notícia à povoação mais próxima, a qual então era muito limitada e agora é a vila da Vidigueira. Assim que receberam o aviso, vieram várias pessoas, e entre elas dois sacerdotes, e admirando todos o prodígio, depois de fazerem o que a sua educação maravilha tão estupenda pedia.
Após algumas tentativas goradas da guardar a imagem na igreja de Santa Clara, a população acabou por estabelecer um santuário no local onde ela aparecera, a dois quilómetros da Vidigueira. Aí chegou a existir um mosteiro de Frades carmelitas, fundado por Vasco da Gama, onde estiveram também os restos mortais do almirante.
segunda-feira, 21 de março de 2011
PRIMAVERA

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750), considerado o maior compositor de todos os tempos, nasceu há 326 anos, precisamente hoje, Dia Mundial da Poesia e que marca o início da Primavera. 
Compositor, cantor, maestro, professor, organista, cravista, violinista e violista, o músico alemão - um dos maiores representantes da música no período Barroco, junto com George Friedrich Haendel - distinguiu-se pela genialidade. A sua influência não conhece tempo nem fronteiras.
Um pouco por todo o mundo realizam-se este mês concertos para assinalar o aniversário do autor de Cravo Bem-Temperado, Concertos de Brandenburgo, Sonatas e Paixão Segundo São Mateus.

Compositor, cantor, maestro, professor, organista, cravista, violinista e violista, o músico alemão - um dos maiores representantes da música no período Barroco, junto com George Friedrich Haendel - distinguiu-se pela genialidade. A sua influência não conhece tempo nem fronteiras.
Um pouco por todo o mundo realizam-se este mês concertos para assinalar o aniversário do autor de Cravo Bem-Temperado, Concertos de Brandenburgo, Sonatas e Paixão Segundo São Mateus.
sexta-feira, 18 de março de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
"Super Lua cheia" acontece este sábado

Fenómeno "Perigeu Lunar" tem lugar este sábado, 19 de Março. A Lua atinge o ponto máximo de um ciclo e, desta vez, atinge a menor distância da Terra dos últimos 20 anos.
É já no sábado que a Lua vai estar mais próxima da Terra, dando origem a uma "super Lua cheia". Este satélite natural vai chegar à menor distância da Terra dos últimos 20 anos e poderá aparecer no céu 14% maior e 30% mais luminosa.
Nelma Alas Silva, do Núcleo de Divulgação do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) explica que "quando a Lua se encontra na ponta da elipse mais próxima da Terra está no perigeu e quando se encontra na ponta da elipse mais afastada da Terra dizemos que se encontra no apogeu". Segundo Nelma, "a Lua cheia do próximo sábado quase coincide com o perigeu da Lua". Isto porque a "super Lua cheia" acontecerá pelas 18h10 e o perigeu apenas uma hora mais tarde, pelas 19h10.
As luas cheias que acontecem perto do perigeu são frequentes. "A do dia 19 estará um pouco mais próxima - a distância entre a Terra e a Lua será de 356 577 quilómetros, enquanto que a média dos perigeus durante 2011 será de 361 561 quilómetros", diz Nelma Alas Silva.
Apesar de muitos considerarem que o perigeu está directamente relacionado com alterações atmosféricas, Nelma afirma ser uma informação "completamente falsa", uma vez que "o perigeu da Lua nada tem a ver com fenómenos meteorológicos que são, na sua maioria, fenómenos atmosféricos".
Se as condições metereológicas o permitirem, a Lua "poderá observar-se com facilidade, de qualquer local, durante toda a noite", explica.
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