terça-feira, 21 de junho de 2011

O VERÃO

O verão é uma das quatro estações do ano. Neste período, as temperaturas permanecem elevadas e os dias são longos. Geralmente, o verão é também o período do ano reservado às férias.
O verão do hemisfério norte é chamado de "verão boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "verão austral". O "verão boreal" tem início com o solstício de verão do Hemisfério Norte, que acontece cerca de 21 de Junho, e termina com o equinócio de Outono nesse mesmo hemisfério, por volta de 23 de Setembro. O "verão austral" tem início com o solstício de verão do Hemisfério Sul, que acontece cerca de 21 de Dezembro, e finda com o equinócio de outono, por volta de 20 de Março nesse mesmo hemisfério.Nos tempos primitivos, era comum dividir o ano em cinco estações, sendo o verão dividido em duas partes: o verão propriamente dito, de tempo quente e chuvoso (geralmente começava no fim da primavera), e o estio, de tempo quente e seco palavra da qual deriva o termo "estiagem". Atualmente usa-se o termo "estio" para um período de seca e também como um sinónimo para verão.
O período das férias de verão ou o período em que uma pessoa passa fora de sua casa, geralmente em uma casa de praia, no verão, é conhecido como veraneio.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

ALAMANDA

Classificação científica:

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Subclasse: Asteridae

Ordem: Gentianales

Família: Apocynaceae

Género: Allamanda

Especie: A. Cathartica






Alamanda (Allamanda cathartica L.), também conhecida como Dedal-de-Dama é uma planta tóxica ornamental da família Apocinácea.
É uma trepadeira arbustiva e latescente. Possui folhas 4-verticiladas, oblongas ou ovadas, acuminadas e glabras. As flores são amarelas, fasciculadas, axilares e campanuladas. A simetria de sua flor é actinomorfa, é cíclica, dialisépala, gamopétala e diclamídia; o seu estigma é ramificado; seus estames são livres, possuindo deiscência rimosa, isostêmone e epipétala. Sua folha é verticilada e apresenta nervação peninérvea. O fruto é do tipo cápsula bivalve, contendo poucas sementes.
Uso Medicinal e Toxicidade
Esta planta tóxica é muito utilizada na medicina popular, principalmente como purgante (catártico). Porém, este uso, bem como ingestões acidentais da planta, acarretam distúrbios gastrointestinais intensos caracterizados por náuseas, vómitos, cólicas abdominais e diarreia, causados pela presença de saponinas.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

FERNANDO PESSOA

Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter;

repugnala-íamos, se a tivéssemos.

O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Caça ao MELRO

Este pequeno artigo encontrei no jornal DN e também não entendo como é possível de autorizar a caça a um pássaro tão bonito. Todos os dias alegre-me com o canto desta espécie no meu jardim. Até um casal construiu um ninho num dos arbustos e teve um bebé que agora aparece todos os dias no meu jardim a espera que os pais lhe dão alimento. Por favor: não os apanham, não os matam!!!

Werngard

NOTÍCIA DA SEMANA

Caça ao melro volta a ser permitida 20 anos depois






A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) vai apresentar queixa à Comissão Europeia por o Governo ter autorizado nada mais, nada menos, do que a caça ao melro (Turdus merula), depois de 20 anos de proibição. O simpático e inofensivo pássaro que habita os nossos campos, os nossos jardins, a nossa poesia e a todos enche de alegria e esperança com a sua melodia no final do Inverno foi declarado alvo a abater por portaria publicada em Abril. E até a maioria dos blogues e sites de caça estão contra a caça de uma ave emblemática da nossa cultura, a par das andorinhas e do cuco.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXX - FREIXO DE ESPADA-À-CINTA

As panelas e o homem de saias

Façam o favor de imaginar que ouviram falar que em determinado sítio estavam enterradas panelas de ouro, de prata e de peste. Exactamente no lugar de Castelo Ferronho e nos Castelares, duas velhas atalaias do antigo castelo de Freixo de Espada-à-Cinta. E que sabiam que a localização poderia ser feita olhando o primeiro local onde bate o sol no clarear da manhã de S. Miguel. Pois, com uma certa dose de espírito aventureiro, lá aproveitariam esses dados. Pois saibam que isto aconteceu a um tal Albaninho, que sonhou com estas indicações nas tais três tradicionais noites a fio. Pois meteu enxada às costas no dia de S. Miguel do ano correspondente ao sonho e cumpriu a que pôde, que foi dar uns golpes de enxada na terra. E de repente - metam-se na pele do Albaninho, vá! -, ouvem lá de fundo do mundo uma voz cavernosa a dizer:

"Suspende! Nem mais uma enxadada. Se chegas à nossa vista, morrerás fulminado tu e mais meio mundo com a onda do peste! É só bateres aqui com a tua enxada na cobertura desta panela e a peste rebentará como um vulcão!"



O que fariam os senhores? Albaninho fez o que não pensou, pois, tomado de pânico, desatou a correr e consta nem em sua casa parou!

Já a vida aventurosa de caça-tesouros terá corrido melhor a um alfacinha com veia poética. Pois tendo tido o tal sonho do desencantamento do tesouro multiplicado por três noites, pôs-se a caminho de Freixo e não tardou em dirigir-se à fonte de Ménones. Este Ménones era um sujeito bem mais antigo que se chamava Men Nunes, mas a voz do povo não perdoa quando apanha um nome bizarro a jeito. Então o alfacinha deu com um menino de ouro maciço. Agarrou nele e levou-o, deixando o terreno remexido, mas ainda teve tempo de imortalizar o seu gesto numa quadra que deixou na fonte:

Adeus fonte Men Nunes

Quem te dever que te pague;

Qu'eu dentro de ti achei

O valor duma cidade.

Ainda se gabou, o diabo! Mas se em vez de se pôr a escrever versos, procurasse melhor, não deixaria de ter deitado a mão a uma bola de ouro de bom tamanho que lá estava ao pé coberto de musgo!

Conta-se ainda de quando o Convento Oratoriano de Freixo-de-Espada-à-Cinta, nacionalizado e vendido em hasta pública, o homem que o comprou foi impiedoso com um frade velhinho que só queria que o deixasse acabar os seus dias a um canto da igreja desactivada. Não tinha para onde ir e a sua paisagem de sempre foram as paredes interiores daquela enorme casa. "Não quero cá homens de saias!" bradara o inflexível novo proprietário. Então, quando o frade se foi embora, caiu-lhe uma doença na bexiga que lhe provocou incontinência tal que ele teve de usar saiotes até ao fim dos seus dias...!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

PRÍMULA

Classificação científica:

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Ericales

Família: Primulaceae

Género: Primula



Foi por ser um dos primeiros sinais da primavera, que a prímula recebeu seu nome em inglês, "primrose", que sugere "primeira rosa". Ela não é o que se chamaria de rosa hoje em dia, mas em tempos remotos, o nome era usado para uma variedade mais ampla de flores. Em algumas partes do oeste da Inglaterra, a prímula é chamada de rosa-manteiga, em razão da cor de suas flores, tão parecida com um tipo de manteiga fabricada nessa região. Em alguns locais do Brasil, a planta é conhecida como "pão-e-queijo".
Esta bela planta é pertencente à família das Primuláceas. A variedade mais comum e também mais conhecida é a Primula obconica. Suas hastes longas sustentam cachos de flores brancas, cor-de-rosa, púrpura, salmão ou lilás. A folhagem, também muito vistosa, circundando as flores, forma uma espécie de "embalagem" verde e aveludada. Trata-se de uma das mais bonitas plantas floríferas que pode ser cultivada em ambientes internos, pois aprecia ambiente fresco, com luz solar filtrada.
A grande variedade de cores e a delicadeza das prímulas a tornam uma planta versátil, muito útil na combinação com outras plantas. Entretanto, se a observarmos com cuidado, podemos perceber que o conjunto formado pela folhagem e pelas hastes floridas faz com que a planta seja ideal para ser usada isoladamente, tanto nos jardins, quanto em ambientes internos.
Segundo a Enciclopédia de Horticultura New York Botanical Garden, a folhagem da Primula obcónica pode causar alergia em algumas pessoas mais sensíveis. Mesmo que o problema ocorra com pouca frequência, é recomendável manipular a folhagem o mínimo possível, especialmente as pessoas que já apresentam reações alérgicas a outros agentes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

Convento de São Francisco, Portimão (Século XVI, estilo gótico)



Falhadas as negociações do Convento de São Francisco, um monumento de século XVI em estado de ruína, a Câmara Municipal de Portimão decidiu avançar com o processo de expropriação. A ideia seria recuperar o imóvel e fazer as obras necessárias para ali instalar um centro de investigação e formação avançada em turismo, numa colaboração entre o município e o Turismo de Portugal.

O projecto foi apresentado em 2008 pelo então ministro da Economia, Manuel Pinho, já depois de aprovado um Plano de Pormenor para a zona. Passados três anos, a única coisa que avançou foi a degradação do edifício. Isto porque surgiu um impedimento legal para o despacho do processo: "Como se trata de um imóvel classificado a nível nacional, não temos competência para avançar com a expropriação", explica fonte da autarquia, reafirmando a "vontade" do município para que o convento volte a recuperar o seu esplendor.

Segundo Igespar, o Convento de São Francisco de Portimão foi fundado em 1530, ano em que Simão Correia, capitão de Azamor e figura importante do Algarve quinhentista, doou umas casas junto ao Rio Arade aos Padres Observantes da Província de Portugal.

"A história do Convento de Nossa Senhora da Esperança de Portimão, nos últimos séculos, é a história de decadência de uma das mais importantes casas espirituais do Algarve da época moderna, e da sua ruína". O terramoto de 1755 provocou a derrocada da abóbada da igreja e de diversas dependências. A extinção das ordens religiosas em 1834 retirou-lhe a função inicial. Um incêndio, em 1884, acentuou a destruição, para a qual também contribui a posterior utilização do espaço como armazém da indústria conserveira.

"Tudo aquilo são ruínas numa zona privilegiada sobre o Rio Arade", lamenta João Caldas Fernandes, director da Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, revelando que a recuperação do antigo convento permitiria "abrir naquele espaço um hotel de aplicação (para a formação prática dos alunos) com capacidade de gerar receitas".

DN - 13.05.2011-

sábado, 7 de maio de 2011

MOÇAMBIQUE

Para que todos os moçambicanos possam recordar

Moçambique
Moçambique é com certeza
Uma expressão nacional
A palavra é portuguesa
E quer dizer Portugal
Há nela toda a nobreza
Que faz as palavras lindas
Um não sei quê de franqueza
Com sabor de boas-vindas
Moçambique,que palavra tão bonita
Fique lá onde ela fique
Diga lá quem a disser
Moçambique,é alegre como a chita
Tem a graça e tem o timbre
Dum sorriso de mulher
Moçambique é com razão
Traduzido em português
Aquela casa onde o pão
É para dois e chega a três
E como há gosto em servir
Quem acaba de chegar
O sorriso vai abrir
E a franqueza manda entrar
Moçambique,que palavra tão bonita
Fique lá onde ela fique
Diga lá quem a disser
Moçambique,é alegre como a chita
Tem a graça e tem o timbre
Dum sorriso de mulher

João Maria Tudella

sexta-feira, 6 de maio de 2011

MIOSOTIS: 10 MIL VISITANTES

OBRIGADO!
VIELEN DANK!
THANK YOU!
GRACIAS!
MERCI!
KANIMAMBO!

RIR É O MELHOR REMÉDIO

CAIXA DE SAPATOS


Um homem e uma mulher estavam casados há mais de 60 anos. Tinham compartilhado tudo um com o outro e conversado sobre tudo. Não haviam segredos entre eles, com excepção de uma caixa de sapatos que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que ela continha.

Durante todos aqueles anos, ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapatos. Um dia a velhinha ficou muito doente e o médico disse que ela não sobreviveria. Sendo assim, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e levou-a para perto da cama da mulher. Ela concordou que estava na hora dele saber o que havia naquela caixa. Quando ele abriu a caixa, viu duas bonecas de croché e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.

Ele perguntou, o que significava aquilo, ela explicou: "Quando nos casámos minha avó disse-me que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar ou brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você, que ficasse quieta e fizesse uma boneca de croché." O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava: "Somente duas bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes durante estes anos de vida e amor.."

"Querida!!! - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?"Ah!!! - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CONSUMO DE PÃO NA ALEMANHA

Cada alemão come em média 80 quilos de pão por ano e pode escolher entre 300 qualidades!


segunda-feira, 2 de maio de 2011

FLORENCE NIGHTINGALE



Acho que os sentimentos se perdem nas palavras.

Todos deveriam ser transformados em acção,

em acções que tragam resultados.

terça-feira, 26 de abril de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXIX CHAVES -

Uma cesta de figos

A poucos quilómetros de Chaves fica o imponente castelo de Monforte, o velho protector das aldeias daquelas vizinhanças. Mas conta a lenda que mesmo junto dele havia uma povoação que desapareceu devido ao mau carácter de um governador da região transmontana, que era odiado pela população. Pois ele era um tal D. Afonso, príncipe e irmão de D. João V. Não cumprimentava ninguém, ostentando um incomparável mau feitio. No entanto, as raras vezes que o viam, as pessoas, por cortesia para com um cargo, saudavam-no, embora soubessem de antemão que ficavam sem resposta.

Ora, certo dia, apareceu por Chaves e arredores um mensageiro a dizer que se preparassem pois o governador vinha fazer-lhes uma visita oficial. Na tal aldeia ao pé do castelo, reuniram-se então os representantes do povo para deliberarem a maneira como o receberiam. Por fim decidiram enfeitar as ruas com arcos de verdura e flores lhe seriam lançadas à sua passagem. Outros foram comprar foguetes a Chaves e contratar um gaiteiro galego para alegrar os dias da visita.

Porém, faltava a prenda oficial da aldeia para o governador. É que ele era tão rico, que tudo lhes parecia pouco. E, depois, naquela altura do ano, até escasseavam os produto agrícolas. Olhem, havia castanhas, figos secos e pinhas mansas donde se tiravam os pinhões. Bem, as castanhas eram guardadas para a sopa do inverno e sextas-feiras da Quaresma, os pinhões o mais apetecido pelas crianças e os figos para distribuir aos cantadores de Janeiras. Decidiram oferecer uma cesta de figos a D. Afonso. Eram muito doces e saborosos, não podiam deixar de lhe agradar.

E quando chegou a hora da oferenda no cerimonial da recepção do governador, este perdeu a cabeça quando reparou que a prenda oficial era a tal cesta de figos coberta com um pano de linho. Considerou aquilo uma ofensa: "Malditos! Isto é uma miserável afronta! Guardas! Prenda esse cão, amarrem-no àquela árvore!"
Sem perceberem bem o sentido das palavras, os guardas prenderam o representante da população que levava a cesta. E o governador, depois de tomar fôlego, vociferou: "Agora, atirem-lhe à cara todos os figos dessa cesta! Todos! Que não falhe nenhum, ouviram?"

E assim foi feito. D. Afonso assistiu, depois retirou-se com a sua comitiva para as suas tendas, a fim de pernoitarem.

A população estava atónita com o inesperado fecho da festa que tinham planeado. Depois do castigo correram a libertar o vizinho, mas este só se ria e comentava para quem o queria ouvir: "Ena, que sorte eu tive em lhe oferecermos figos! Se fossem pinhas outro galo cantaria e a minha cara não estaria tão perfeita!"

Mas a população não esteve para graças. No dia seguinte, quando D. Afonso e os seus se levantaram, não havia ninguém na aldeia. Durante a noite, com os seus pertences, os de Monforte de Rio Livre haviam passado a fronteira e encontravam-se uns na Galiza e outros no Couto Misto, longe da jurisdição do irmão de D. João V.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

FLOR-CADÁVER mostra todo o esplendor... e cheiro na Suiça

O tamanho é imponente, mete respeito, é rara, e, por isso, já conquistaria muitas fotografias aos curiosos. Mas não chega. Para esta flor, as fotografias e os filmes não são suficientes para fazer jus ao seu sucesso, pois é mesmo preciso cheirá-la para realmente perceber a sua diferença mais característica e que a torna tão famosa. Só que não será agradável, pois tem um cheiro de cadáver.






Não é então de estranhar que seja conhecida por flor-cadáver (nome científica de amorphophallus titanum), mas também por jarro-titã. É um dos 134 exemplares cultivados e registados em jardins bontânicos e desabrochou na Basileia, Suiça. Há 75 anos que os suiços não viam um exemplar destes mostrar todo o seu esplendor.

No casa específico da flor do jardim botânica na Basileia, foi plantada há 17 anos. Foi o tempo que precisou para chegar aos 20 quilos necessários para desabrochar. Tem quase dois metros de altura, mas esta espécie pode atingir os três metros e os 75 quilos de peso. A espécie está entre as maiores do mundo e, no passado, já ostentou mesmo a designação de maior de todas as plantas.

A notícia foi de imediato espalhada e há uma forte razão para a pressa: é que a flor mostrou-se na sexta-feira e hoje pode já estar murcha. O jardim botânico esperava que até a flor desaparecer recebesse cerca de dez mil visitantes, de preferência, em 24 horas. E para suscitar a maior curiosidade possível, foi colocada uma web-cam a filmar a flor e o link foi visto mais de cem mil vezes.

Desaparecer, mas não morrer. A flor-cadáver pode viver até aos 40 anos. Contudo, só dá flor duas a três vezes durante esse tempo. O habitat natural desta planta tropical - que, segundo os especialistas, está seriamente ameaçada - é na floresta da Samatra, no arquipélago da Indonésia.

Tudo começa com um pequeno tubérculo que liberta uma única coluna afilada e que cresce, em média, 16 centímetros por dia. Ao desabrochar, a flor liberta o famoso cheiro a cadáver, que atrai os insectos que a polinizam.

DN - 25.04.2011-

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PÁSCOA NA ALEMANHA

Os alemães que cultivam a tradição colorem ovos cozidos, assam bolos especiais na Páscoa e fazem fogueiras em algumas regiões. A festa cristã se sobrepôs à que os germanos dedicavam à deusa da primavera.
Na Alemanha, a tradição cristã da Páscoa como a festa da ressurreição de Cristo, em que a morte não é vista como o fim e sim como o recomeço de uma nova vida, está ligada a elementos da mitologia germânica. Segundo Jacob Grimm, um dos famosos irmãos Grimm, o próprio termo alemão, Ostern, deriva de Ostara, a deusa germânica da primavera.
"A primeira das grandes festas germânicas da primavera, representando a vitória do sol aquecedor sobre as trevas e o frio do inverno, é Ostern. Ela somente foi equiparada à festa de ressurreição de Cristo pela Igreja na Idade Média", diz Grimm em seu livro sobre a mitologia germânica.
Como teria surgido o coelho da Páscoa
O costume de se procurar os ovos de Páscoa no jardim também estaria baseado na crença dos germanos e de outros povos antigos de que o ovo é o símbolo da fertilidade e da nova vida em crescimento. Já o coelho, símbolo de fertilidade na mitologia grega, só é conhecido como "coelho da Páscoa" no norte da Alemanha há cerca de cem anos. No entanto, o coelho é o animal sagrado atribuído tanto a Afrodite, a deusa do amor dos romanos, como a Ostara.
No sul, conhece-se há mais tempo a lenda dos ovos trazidos pelo coelho da Páscoa. Em suas pesquisas, o catedrático de Medicina de Heidelberg Georg Franck von Franckenau encontrou registos que documentam a lenda. Os mais antigos são de 1678. O hábito teria surgido, segundo Franckenau, há mais de 300 anos na Alsácia (França), no Palatinado e no Alto Reno (Alemanha).
Como os lépidos coelhos e lebres se multiplicam na primavera - a Páscoa cai na primavera no Hemisfério Norte - os padrinhos teriam inventado uma caçada ao coelho, na qual as crianças encontravam os ovos coloridos escondidos nos parques e jardins.
Ovos para comer e inglês ver
Antes dos ovos de chocolate envoltos em papel colorido, coloriam-se os ovos de galinha, cozidos, hábito cuja origem se perde no tempo e que se mantém vivo até hoje na Alemanha: no café da manhã do sábado ou do domingo de Páscoa não podem faltar ovos de várias cores, tingidos com anilina especial. Presenteá-los também faz parte da tradição.
Também se costuma usar as mais variadas técnicas para pintar ovos. Estes, porém, são esvaziados antes da pintura e, dependendo da habilidade de quem os decora, transformam-se em verdadeiras obras de arte, com direito a exposições especiais na época da Páscoa.
Da culinária aos fogaréus
A culinária alemã de Páscoa inclui a Osterzopf, uma decorativa rosca, na qual, depois de assada, podem ser colocados os ovos cozidos; o Osterlamm, literalmente o cordeiro da Páscoa, mas não se trata de cordeiro assado – tradição judaica – e sim de uma massa assada em formas especiais, em forma de cordeiro; a Möhrencremesuppe, uma sopa com o legume preferido do coelhinho, a cenoura; e, por último, o Osterbraten, o assado de Páscoa, servido no domingo, que pode ser qualquer tipo de carne, não necessariamente cordeiro.
Outro costume cultivado em algumas partes do país é a fogueira da Páscoa, o Osterfeuer. O fogo tanto é o símbolo do sol, como da chama da fé, estando ainda ligado à purificação. Antigamente, a "limpeza de Páscoa" na Alemanha começava no pátio da igreja, onde os fiéis juntavam restos de madeira, galhos e as ramagens secas que sobravam do Domingo de Ramos. Isso para a grande fogueira, a ser acesa na noite de sábado para domingo.
Nesse Osterfeuer, acende-se a Osterkerze, a vela da Páscoa, que é levada para a igreja, que está às escuras, em procissão. Na ocasião, os fiéis cantam três vezes a canção Lumen Christi, a luz de Cristo.
Na Vestfália e no norte de Hessen desenvolveu-se um costume local, de origem germânica e, portanto pagã: enormes rodas de carvalho, com 1,70 m de diâmetro e mais de 20 cm de espessura, desfilam pela cidade, transportadas em carros de feno. A seguir, são levadas para o alto de um monte. Às 21 horas do sábado, são incendiadas e rolam montanha abaixo.

sábado, 16 de abril de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA



O Museu de Portimão foi distinguido com o Prémio DASA, na categoria Mundo do Trabalho, em Dortmund, na Alemanha, atribuido pela Academia Europeia de Museus e pela Fundação Luigio Micheletti.

O Museu está instalado numa antiga fábrica de conservas na zona ribeirinha de Portimão.


domingo, 10 de abril de 2011

LÍRIO-DO-BREJO

Classificação científica:
Nome científico: Convallaria maja

Sinonímia: Convallaria keiskei

Nome Popular: Lírio-do-brejo, convalária, lírio-convale, lírio-de-maio, lírio-do-vale

Família: Ruscaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Europa e Ásia

Ciclo de Vida: Perene


O lírio-do-brejo é uma planta herbácea, rizomatosa e de pequeno porte, alcançado cerca de 25 cm de altura. O rizoma é horizontal, espesso e responsável pelo espalhamento da planta. As folhas crescem aos pares, elas são muito largas, lisas, brilhantes e apresentam forma oval. Sua disposição erecta e sua leve concavidade facilitam o rápido escoamento da água até as raízes da planta. As florzinhas brancas, delicadas e perfumadas despontam pendentes em inflorescências erectas. Estas flores são serosas, em forma de sino e formam-se na primavera. Ricas em néctar, elas são muito atractivas para as abelhas. Os frutos que se seguem à polinização são bagas pequenas e vermelhas, com sementes duras. Ocorrem ainda variedades como: 'Rosear' (de flores rosadas), 'Aureo-variegatum' (de folhas verde-amarelas), 'Prolificans' (de flores dobradas) e 'Fortunei' (de porte maior). Esta planta pode se tornar invasiva em algumas situações. Das flores do lírio-do-brejo extraem-se essências utilizadas na indústria da perfumaria. Já a indústria farmacêutica aproveita a planta inteira na fabricação de medicamentos indicados para doenças cardiovasculares. A planta, seu chá ou extractos não devem ser consumidos sem acompanhamento médico pois trata-se de uma espécie muito tóxica que pode levar a morte.