Corria o ano de 1765 quando no número 12 da Rua de São Domingos nasceu aquele que viria a tornar-se num dos mais consagrados poetas portugueses. Manuel Maria Barbosa du Bocage, o homem que um dia usou verso para se descrever a si próprio como "magro, de olhos azuis, carão moreno/Bem servido de pés, meão na altura/Triste de facha, o mesmo de figura/Nariz alto no meio, e não pequeno".
Os anos passaram, a rua que o viu nascer em Setúbal já mudou de nome, e a sua casa ganhou um: Casa Bocage, hoje transformada em biblioteca, galeria e arquivo fotográfico.
No ano 1786, ao ser nomeado guarda-marinha do Estado da Índia, partiu Bocage para o Oriente, não sem se despedir da sua pátria e do seu rio:
"Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado
Mansa corrente deleitosa, amena
Em cuja praia o nome Filena
Mil vezes tenho escrito, e mil beijado
Nunca mais me verás entre o meu gado
Soprando a namorada e branca avena
A cujo som descias mais serena
Mais vagarosa para o mar salgado."
Depois de quatro anos fora e após passagem pelo Brasil, regressou em 1790 a Portugal para no ano seguinte publicar o primeiro de três tomos de rimas.
Boémio e mulherengo, passava grande parte do seu tempo em cafés e salões até ser encarcerado em 1797 na cadeia do Limoeiro por ordem da Pina Manique, que o acusou de conspiração contra a segurança do Estado, como "autor de papéis ímpios, sediciosos e críticos".
Até morrer, vítima de um aneurisma com apenas 40 manos, Bocage viveu numa casa arrendada no Bairro Alto, em Lisboa, onde escreveu os seus últimos sonetos.

E Nuno Mendes partiu à desfilada. Interrompeu-se a batalha, tendo p cavaleiro entrado na fortaleza. Porém, não demorou a aparecer na muralha, acenando. Garantiu ao rei que, tal como lhe dizia o alcaide, "

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Naturalmente, antes da cerimónia do casamento, 















