domingo, 18 de setembro de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

O'ZAPFT IS - BARRIL ABERTO!


Oktoberfest: Era meio-dia em ponto quando, ao grito "O'Zapft is!" ("Barril aberto!" em alemão ou melhor dito em bayrisch (dialecto da Baviera)), Christian Ude encheu a primeira dos sete milhões de canecas de cerveja que até 3 de Outubro irão beber-se na Oktoberfest de Munique. De calções de cabedal, suspensórios e camisa branca, o presidente da Câmara de Munique cumpriu a tradição e inaugurou a festa da cerveja que este ano espera receber mais de seis milhões de visitantes. E para provar que diante de uma cerveja não há rivalidades políticas, o social-democrata Ude até brindou com Horst Seehofer, líder conservador da Baviera, estado do qual Munique é a capital. Sob forte medidas de segurança devido à ameaça de atentados contra mega-eventos deste género, milhares de pessoas começaram a juntar-se à entrada logo de madrugada. Uma vez no recinto, uma caneca de cerveja de um litro custa 9,20 euro, um preço do qual muitos se queixam, sobretudo porque quando chega às mesas já deixou parte do conteúdo entornado no chão devido aos encontrões da multidão.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CAMPÂNULA

Classificação científica:
Nome Científico: Campanula medium
Nome Popular: Campânula, Flor-de-sino, Sinos, Sininhos, Sininho
Família: Campanulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa
Ciclo de Vida: Bienal




A campânula é uma planta florífera bienal, que conquista jardineiros de todo o mundo com suas flores vistosas em forma de sino. Seu caule é ereto, herbáceo alcançando cerca de 50 cm a 1 metro de altura. As folhas basais são oblongas e pecioladas, enquanto que as superiores são sésseis, lanceoladas e com margens denteadas. O período de floração é longo e compreende o final da primavera e início do verão, geralmente ocorrendo apenas no segundo ano após o plantio. Suas inflorescências são espigas eretas, com numerosas flores grandes, em forma de sino, que podem ser simples ou dobradas e nas cores azul, rosa, branca ou roxa.
Multiplica-se por sementes, que germinam entre 7 a 21 dias após o plantio.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OS IRREDUTÍVEIS FILHOS DE ALBUQUERQUE

Os portugueses chegaram há 500 anos a Malaca.







Malaca foi conquistada há exactamente quinhentos anos por Afonso de Albuquerque, em 1511, e administrada por Portugal durante 130 anos, até à chegada dos holandeses, em 1641. Nessa altura, a comunidade portuguesa refugiou-se na selva, em lugares inacessíveis, fugindo da perseguição religiosa pelos holandeses. Por lá sobreviveram até à chegada os ingleses, que se assenhorearam do comércio, em 1805. Os britânicos viram na comunidade portuguesa, que dominava a língua e estava inserida nos costumes locais, uma boa forma de ligação com os autóctones, levando a comunidade a sair da clandestinidade.
A numerosa colónia luso-descendente não abdicou da identidade cultural. Meio milénio após a chegada lusa e 370 anos após a sua partida, todos continuam a afirmar-se, orgulhosamente, portugueses, sem nunca terem pisado solo nacional. A cultura popular portuguesa transmite-se de pais para filhos, por via oral. Contam-se histórias, ensinam-se costumes e tradições, transmite-se “o portugis antigo”, que falavam os primeiros colonos, corrompido por séculos de transmissão oral sem um único registo escrito ou resquício de ensino oficial. O fado é cantado e o Vira do Minho bailado por gente jovem. Talvez com mais emoção e com um outro sentir.
Percebe-se que existe um esforço contínuo para preservar o lugar, inserido numa área de 12 quilómetros quadrados. Ocupado por 118 casas habitadas por cerca de 1300 portugueses, em terra defronte ao mar onde aportaram as naus comandadas por Afonso de Albuquerque.
Por todo o bairro, é evidente a presença portuguesa. Falam com orgulho das suas festas populares, São Pedro e São João, do divertimento e “encharcado” Carnaval, festividades que atraem cerca de 75 por cento dos turistas que visitam Malaca por altura daqueles eventos, devidamente documentadas e expostas no famoso e humilde Museu Português, local onde o seu curador, Edgar Overee, e restante comunidade tentam, a todo o custo, preservar os seus vestígios culturais e históricos.
As cerca de 1300 pessoas são todos filhos de Santamarias, Rodrigues, Da Costas, Pereiras, Silvas, Gomes ou Teixeiras.
A nostalgia está confinada a um bairro, de ruas simétricas, derradeiro baluarte da vontade de preservar um legado, simultaneamente poderoso e frágil; a Comunidade Portuguesa de Malaca. O apelo chega, pois, com desassossego. Os falantes do kristang (cristão-português) –a última variedade de crioulo português dotada de vitalidade no Sudeste Asiático- estão a diminuir até que um dia a voz emudecerá. Para sempre, porque o som do “papía kristang di Malaca” é um som de saudade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SER VELHO É SER REI!

Dizem que ser velho,
É ser lento, refilão, triste
Aborrecido, enfim um chato!
Mas... não
Ser velho...
Bem sei que é ser idoso, ou idosa
Mas ser velho é ser rei!
Sim rei, porque não!
Serem velhos, ou serem idosos
Como alguns gostam mais
Faz parte da vida
Tem o malandro sabor de viver
É chegar onde se calhar muitos nunca chegam
Mas ser velho...
É ser dos outros
Ser solidário com a natureza
Com os mais novos, com todos
Ter mais paciência para as crianças
Nas suas brincadeiras do dia, a dia
Qual a criança que não gosta de ter avós,
que os amam
Ser velho é isto mesmo
É ser feliz
De pertencer aos filhos
Aos netos, aos amigos
Ser velho é ser rei!
É ter a idade da inocência
Do saber e do amor
E de se dar ao prazer
De estar bem com a vida
Conhecer tantas histórias
Especialmente as que a vida ensinou
Ou lhe trouxe o dom da sabedoria
Ser velho é ser rei!Sim rei!
E ser rei...
É ser maior
É precisamente isso que o velho é
O maior!
Ser velho é ser amigo
Ter o brilhozinho nos olhos
Só por ver os outros felizes
E dizer-lhes que os ama
Mesmo que não receba nada em troca
Ser carinhoso para tudo, e para todos
Até para os animais, ou para as plantas
E ver a vida no seu hábito mais gostoso
Ser velho...
É ter o doce sabor da vida!

Fernando Ramos

domingo, 11 de setembro de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA PORTUGUESA


Seis meses e quase 900 mil votos depois, são conhecidos as 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa:

ALHEIRA DE MIRANDELA - Trás os Montes e Alto Douro



QUEIJO DA SERRA - Beira Interior e Beira Litoral






CALDO VERDE - Entre Douro e Minho


ARROZ DE MARISCO - Estremadura e Ribatejo


SARDINHA ASSADA - Lisboa e Setúbal



LEITÃO DA BAIRRADA - Beira Litoral


PASTEL DE BELÉM - Lisboa e Setúbal
















IMAGEM DO DIA

DEZ ANOS DEPOIS: O memorial às vítimas dos atentados do dia 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque foi hoje inaugurado.

domingo, 4 de setembro de 2011

DOCES CONVENTUAIS




Na idade média as freiras tinham o hábito de utilizar as claras dos ovos para engomar as toucas que possuíam abas imensas. Entretanto desperdiçar as gemas seria um grande pecado. Daí nasceram variados doces à base de ovos com nomes que lembram a influência da igreja católica na vida quotidiana.

sábado, 3 de setembro de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

Cibercrime soma e segue

Portugal é o único país da UE considerado pouco seguro.

Durante o ano passado, em Portugal e Espanha, o cibercrime cresceu 337 por cento. Segundo dados da Kasperksy Lab., empresa de segurança informática, isto significa nove milhões de ataques. O cibercrime já afectou um quinto dos europeus. Cerca de 22 por cento dos sete mil utilizadores de PC inquiridos pela empresa de estudos de mercado ISPOS já foram alvo de ataques.

Os italianos são os que demonstram maior taxa de utilizadores afectados (32%), seguidos pelos britânicos (31%). O estudo mostra ainda que 34% dos inquiridos acreditam que é mais provável virem a ser alvo do cibercrime do que de serem roubados (25%), verem a sua casa invadida (22%) ou serem atacados (19%).

O presidente da AVG Technologies, J.R. Smith, refere que no espaço de poucos anos a natureza das ameaças deixou de ser uma "brincadeira" e passou a ser uma actividade criminosa de carácter profissional. Agora, o desafio levar aos utilizadores mecanismos que lhes garantam confiança nos serviços, algo não muito fácil tendo em conta que é muito ténue a linha que distingue as condutas online seguras das inseguras ou menos seguras. Phishing, pedofilia online e criminalidade informática pura (como o hacking, cujo objectivo é o mero divertimento do hacker) são os três tipos de crime informático que em Portugal mais queixas originam.

Portugal é, aliás, o único membro da UE que integra a lista dos dez países menos seguros para navegar na internet, segundo um relatório preparado pela empresa de software de segurança AVG. Em Portugal, uma em cada 43 ligações corre o rico de ataque informático. No extremo oposto, entre os países mais seguros, está o Japão.

Em todo o mundo, 65% dos utilizadores de internet já foram vítimas de cibercrime, diz um relatório recente da Symantec, outra empresa de segurança informática. Destas vítimas, 51% foram alvo de vírus ou outro malware, cerca de dez% envolveram-se em esquemas online e menos de dez% foram visados por phishing, fraude de cartão de crédito, entre outras ameaças.

O Brasil está entre os líderes mundiais do crime informático no que diz respeito à banca online. No ano passado, 38% dos trojans bancários em todo o mundo foram criados no Brasil. Os cibercriminosos brasileiros, que até aqui actuavam essencialmente no seu país, começam agora internacionalizar a sua operação, direccionando os ataques a banco portugueses e espanhóis.

NS - 3.9.2011 -

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

WINSTON CHURCHILL

Todas as grandes coisas são simples.

E muitas podem ser expressos numa só palavra:

Liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXXIII - BRAGA

S. João e o seu amigo Longuinhos


Na véspera de S. João, vá o leitor ao Bom Jesus e ponha-se à coca da curiosa estátua de Longuinhos. Às duas por três verá raparigas namoradeiras andarem à volta do granito proferindo uma reza que, por ter sido necessário, nunca aprendemos. De qualquer modo, o que elas pretendem com aquilo é casar depressa, hem. e parece que resulta.




Esse Longuinhos, conta a lenda, vivia nos arredores de Braga, perto do Bom Jesus, e era um lavrador muito rico, solteiro e nada experimentado em poucas-vergonhas. Toda a gente o apreciava e saudava com muito gosto. As raparigas até acrescentavam alguma brejeirice ao mutio gosto porque viam nele uma óptima possibilidade de um excelente casamento. Porém, Longuinhos não parecia interessado em ir ajoelhar-se ao altar.

Um dia tinha de acontecer o que sempre acontece. Longuinhos reparou numa tal Rosinha e ficou de olhos abertos, boca aberta, suspirando de amor. Como sempre se soubera guardar, achou que era a hora de partilhar a sua fortuna. Mas para evitar más interpretações quis logo saber quem era o pai da bela rapariga e procurou-o. Era escusado, mas disse-lhe quem era, manifestou-lhe o amor pela filha e a intenção de casar com ela, se ele o consentisse. O homem exultava de alegria, mas não o deixou transparecer. Disse-lhe que ele é quem, de facto, decidia o futuro da filha e, só quando Longuinhos lhe prometeu uma pensão, é que lhe prometeu a noiva.

Todo contente, o velho Pedro chamou a filha e comunicou-lhe Longuinhos seria o seu noivo, que a fora pedir e ele se comprometera a que casassem. A rapariga ficou como a noite, pois namorava com um Artur e diante do altar do Bom Jesus tinha-lhe prometido casamento. O velho, vendo voar-lhe a pensão armou um espalhafato medo, que a Rosinha acabou lhe dizer que casaria com o fidalgo. A rapariga saiu a tremer de ao pé do pai e foi para o seu quarto. Ai começou a orar e lembrou-se de apelar a S. João. E de repente ouviu uma voz dentro de si que lhe dizia que tivesse calma que tudo se arranjaria. Era S. João a fazer das suas. Dali foi ter com Longuinhos, que estava em meditação, e disse-lhe que se ele era tão seu amigo que não desse cabo da felicidade dos jovens Rosinha e Artur que se amavam e ele fora pedir a rapariga ao pai de um modo desastroso, tentando-o com dinheiro.

Longuinhos caiu em si e compreendeu que se a rapariga amava outro, que também gostava dela, ele não tinha o direito de se meter entre ambos. E disse-o ao seu santo predilecto, que ficou muito contente.

"Se me consentes, S. João, eu próprio serei o padrinho desse casamento! Sei que precisam de um bom começo de vida e eu me encarregarei disso. Quanto ao meu amor, cá o entreterei até que se desvaneça!"

S. João correu a avisar a rapariga, que preparasse a boda com Artur que lhe arranjara um bom padrinho. O velho Pedro é que ficou a perder, mas lá se consolou como pôde.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CAÇA AO MELRO

Na nossa notícia do dia 30 de Maio demos conhecimento que 20 anos depois voltou a ser permitida a caça ao Melro.
Hoje recebemos a boa nova de que foi proibido de novo a caça a este pássaro tão encantador.
Aos responsáveis os nossos agradecimentos.

domingo, 14 de agosto de 2011

MURO DE BERLIM FEZ 50 ANOS



Homenageadas as vítimas do muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos.



Berlim assinalou ontem meio século da construção do muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos, e tombaria em 1989, na sequência dos protestos na Alemanha de Leste que levaram à extinção do regime comunista.
A principal cerimónia decorreu no Memorial do Muro, com a presença do presidente alemão, Christian Wulff, e da chanceler Angela Merkel. "A lembrança da injustiça do Muro adverte-nos para não deixarmos sozinhos os que lutam pela liberdade a democracia e os direitos cívicos", disse o chefe de Estado alemão no seu discurso. Wulff considerou também necessário mais liberdade na Alemanha actual, incluindo uma melhor integração dos estrangeiros, e mais possibilidades de uma vida melhor para todos. Na cerimónia discursou também a ex-dissidente leste-alemã Freza Klier, que apelou à preservação da memória das vítimas da divisão do país. "Foi um sistema impiedoso, mas que ainda hoje muitos elogiam", sublinhou a dramaturga alemã, de 61 anos, referindo-se ao regime comunista da extinta RDA. Aos 18 anos, Klier tentou fugir da RDA, num navio para a Suécia, mas foi detida e condenada a 16 meses de prisão. Em 1988, deixou o país, depois de as suas peças terem sido proibidas mas continuou a ser perseguida pela polícia política da RDA, a Stasi. Após o ato solene, foi inaugurado o segundo troço do Memorial do Muro, onde se descrevem e ilustram as consequências da sua construção para o povo nas duas partes da cidade. A partir das 00:00 de ontem, foram lidas, na Capela da Reconciliação do memorial, biografias de algumas das 136 vítimas mortais do muro, na sua grande maioria homens, mulheres e crianças abatidos a tiro pelos guardas fronteiriços. Ao meio dia, a maior metrópole alemã guardou também um minuto de silêncio em memória das vítimas, os transportes públicos pararam e os sinos das igrejas repicaram. Há 50 anos, a RDA justificou a construção do muro com a necessidade de "travar as provocações imperialistas montadas pelo ocidente".O verdadeiro objectivo dos líderes comunistas, porém, era estancar a emigração para a Alemanha Federal, que nos primeiros 12 anos de existência da RDA já tinha ultrapassado os três milhões de pessoas. Na madrugada de um domingo, 13 de Agosto, as milícias da RDA começaram a erguer barreiras de arame farpado, na linha divisória entre o sector soviético e os sectores ocidentais. Tanques da RDA ocuparam importantes artérias, e a circulação dos transportes públicos no sentido leste-oeste foi cortada. As potências ocidentais renunciaram a uma intervenção militar, para evitar um conflito que poderia conduzir a uma terceira guerra mundial. "Mais vale um muro do que uma guerra", disse na altura o presidente norte-americano John F. Kennedy, segundo vários historiadores.

CALÊNDULA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão:
Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género:
Calendula






Características básicas
Pertencente à mesma família das margaridas -Asteraceae - a calêndula (Calendula officinalis) é originária da Europa meridional e se relaciona intimamente com o sol. Curiosamente, essa flor abre suas pétalas assim que o sol nasce e as fecha na hora em que ele se vai. Aliás, seu nome é derivado de uma palavra latina - Calendae - que significa "primeiro dia de cada mês", de onde se derivou também a palavra calendário (que, sabe-se, é baseado no ciclo solar).
No Brasil, a calêndula adaptou-se facilmente, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Hoje, ela é cultivada tanto para fins ornamentais como para a fabricação de medicamentos e cosméticos. A flor, de coloração amarelo-alaranjada, caracteriza-se pelo inegável perfume e as folhas são macias e aveludadas. Planta anual, a calêndula pode atingir até 50 cm de altura e apresenta caules ramificados em duas hastes. As folhas inferiores são espatuladas e as caulinares são lanceoladas e alternadas.
Actualmente, as flores cultivadas sem agrotóxicos ou aditivos químicos são comercializadas para consumo em saladas ou acompanhando outros pratos.
Uso medicinal
Muito utilizada na industria farmacêutica.
Conta-se que na guerra civil americana, os médicos que actuavam nos campos de batalha utilizavam as flores e as folhas da calêndula para tratar os ferimentos dos soldados. Anos mais tarde, a ciência comprovou os efeitos que aqueles médicos conheceram na prática.
A partir da calêndula, a medicina homeopática produz remédios que são usados oralmente, inclusive em períodos pós-operatórios, justamente pelos poderes já citados. Na medicina popular, a planta é muito utilizada para tratar problemas uterinos e cólicas menstruais, estimular a actividade hepática e atenuar espasmos gástricos. É claro que devem ser evitados exageros ou abusos na aplicação de plantas em tratamentos. No caso da calêndula, é importante esclarecer que, em excesso, a planta pode provocar depressão, nervosismo, falta de apetite, náuseas e até vómitos.
Uso cosmético
É na fabricação de cosméticos que a calêndula faz o seu reinado: os diversos princípios activos da planta são responsáveis pelos eficientes efeitos no tratamento de pele e cabelos. A calendulina, por exemplo, um pigmento que dá a cor alaranjada às pétalas, presente em boas doses nas flores, juntamente com a resina e a mucilagem, são responsáveis pelos poderes regeneradores e cicatrizantes. Outros princípios engordam a lista de propriedades da calêndula, amplamente usada na fabricação de shampoos, loções, sabonetes e cremes. Aliás, ela é uma das bases mais utilizadas na fabricação de produtos indicados para cabelos oleosos e peles com cravos e espinhas.










sexta-feira, 12 de agosto de 2011

BARBOSA DU BOCAGE



Foi em verso que disse adeus ao rio
Corria o ano de 1765 quando no número 12 da Rua de São Domingos nasceu aquele que viria a tornar-se num dos mais consagrados poetas portugueses. Manuel Maria Barbosa du Bocage, o homem que um dia usou verso para se descrever a si próprio como "magro, de olhos azuis, carão moreno/Bem servido de pés, meão na altura/Triste de facha, o mesmo de figura/Nariz alto no meio, e não pequeno".
Os anos passaram, a rua que o viu nascer em Setúbal já mudou de nome, e a sua casa ganhou um: Casa Bocage, hoje transformada em biblioteca, galeria e arquivo fotográfico.
No ano 1786, ao ser nomeado guarda-marinha do Estado da Índia, partiu Bocage para o Oriente, não sem se despedir da sua pátria e do seu rio:
"Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado
Mansa corrente deleitosa, amena
Em cuja praia o nome Filena
Mil vezes tenho escrito, e mil beijado
Nunca mais me verás entre o meu gado
Soprando a namorada e branca avena
A cujo som descias mais serena
Mais vagarosa para o mar salgado."
Depois de quatro anos fora e após passagem pelo Brasil, regressou em 1790 a Portugal para no ano seguinte publicar o primeiro de três tomos de rimas.
Boémio e mulherengo, passava grande parte do seu tempo em cafés e salões até ser encarcerado em 1797 na cadeia do Limoeiro por ordem da Pina Manique, que o acusou de conspiração contra a segurança do Estado, como "autor de papéis ímpios, sediciosos e críticos".
Até morrer, vítima de um aneurisma com apenas 40 manos, Bocage viveu numa casa arrendada no Bairro Alto, em Lisboa, onde escreveu os seus últimos sonetos.

DN-12.8.2011

sábado, 30 de julho de 2011

O RIO MONDEGO OU "O DOIDO"




O Rio Mondego também foi apelido "O Doido" pelos caprichosas mudanças do seu curso. A foz era entre Lavos e Gala e só com a regularização do rio, a foz acabou por se fixar na Figueira e o rio ganhou juízo e um leito certo.

domingo, 24 de julho de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXXII - ALCÁCER DO SAL

O CASTELO DE ARMINHO

Quando, em 1158, sendo 24 de Junho, D. Afonso Henriques tomou Alcácer do Sal aos mouros, cimentou o seu prestígio internacional. Dois anos mais tarde, na cidade galega fronteiriça de Celanova, o monarca português entendeu por bem corresponder ao convite para uma cimeira com Fernando II, rei de Leão, Estremadura e Galiza. Ora dessa reunião saíram importantes linhas para a jovem pátria portuguesa. Uma vez regressado à sua corte, o português, que não anunciara entretanto nenhum resultado do que tratara, mandou chamar um dos seus melhores cavaleiros. Nuno Mendes era o seu nome, um jovem que tinha amores com Urraca, de treze anos, filha segunda do rei e de sua mulher, D. Mafalda. Pois que lhe queria D. Afonso Henriques?

Incumbir Nuno Mendes de uma missão extremamente delicada. Pondo-o ao corrente das combinações secretas em Celanova, o rei informou-o que Fernando II se tomaria senhor dos já referidos três reinos e pretendia uma aliança com D. Afonso. Não era estranho a isto o facto do português ser um campeador no que concerne à conquista de território aos mouros. Porém, Afonso Henriques explicou ao seu jovem cavaleiro que só aceitara o pacto com uma condição. E, sabedor, por portas travessas, dos laços de amor que o uniam à filha, cruelmente explicou-lhe que a condição fora o compromisso de casamento entre Urraca e Fernando II. Assim, não lho comunicava como também o incumbia de ir transmitir a sua descião à rapariga. Nuno Mendes estava visivelmente atrapalhado, mas foi forçado a fazer o que lhe era ordenado.

A infanta Urraca, apesar de tudo, acabou por obedecer ao pai, dispondo-se a casar com o primo Fernando, Aliás, quando Nuno Mendes lhe começou a dizer que os encontros secretos entre ambos iriam acabar, ela mal entendera que o pai, finalmente, aceitava a ligação...

Algum tempo mais tarde, Afonso Henriques, à frente das suas tropas, dispôs-se a tomar o mítico castelo de Arminho, ocupado pelos mouros. Feito o cerco, defenderam-se os mouros dos ataques dos portugueses, morrendo muita gente de um e do outro lado. Então, Afonso Henriques chamou o seu cavaleiro Nuno Mendes e encarregou-o de ir parlamentar com o chefe mouro.

"D. Nuno Mendes, a missão é arriscada!"

"Mandai, senhor!"

"Ide ao castelo e dizei ao alcaide que, se teimarem na luta e eu os vencer, a todos passarei à espada! Ninguém ficará para o contar!"


E Nuno Mendes partiu à desfilada. Interrompeu-se a batalha, tendo p cavaleiro entrado na fortaleza. Porém, não demorou a aparecer na muralha, acenando. Garantiu ao rei que, tal como lhe dizia o alcaide, "o castelo se dá!" Aceitando a rendição, D. Afonso mandou hastear a sua bandeira e respeitou os vencidos. E em homenagem ao acto, o rei mudou o velho nome de Arminho por Seda (o castelo se dá...).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O MAIOR BEBÊ DO MUNDO

Karan Singh de 10 meses, pesa 22 quilos e já mede quase um metro.
A sua mãe (na foto com Karan Singh) mede 2,18 m e é uma das mulheres mais altas da Ásia.

domingo, 17 de julho de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

ONU dedicou ano de 2011 à floresta






"As florestas são a casa de 80% do habitat do nosso planeta." Se mais razões faltassem para reciclar madeira, Elizabeth Silva, técnica superior responsável pelo sector da Ciência da Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) apresenta a derradeira: "No Ano Internacional das Florestas, a organização assumiu a responsabilidade de "sensibilizar as pessoas para a necessidade de uma gestão sustentável, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas."


O Ano Internacional das Florestas insere-se nos objectivos da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que ocorre desde 2005 até 2014. "É urgente mudar comportamentos relativamente às florestas e dar a conhecer o significado desta importante riqueza natural, pois só conhecendo se valoriza, preserva e conserva este bem", diz Elizabeth Silva. Além do argumento da biodiversidade, a UNESCO quer aproveitar este ano para ensinar outros. As florestas são fonte de oxigénio, alimentos, matérias-primas e medicamentos -mais 80% são extraídos de plantas e cerca de 90% são de origem biológica. Além disso, fornecem vários serviços ambientais, como abastecimento de água, controlo de inundações, sequestro de carbono e protecção contra a erosão do solo e a desertificação."


As florestas ocupam em Portugal quase 40% do território, 3,4 milhões de hectares. Esta é uma das mais elevadas taxas de arborização da união Europeia. Representa 3% do nosso PIB, 11% do PIB industrial e assegura 11% das exportações", explica a responsável pelo sector da ciência da UNESCO.


DN -17.7.2011-

quinta-feira, 14 de julho de 2011

AZÁLEA

Classificação científica:

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Ericales

Família: Ericaceae

Género: Rhododendron

A Azálea é um arbusto de flores classificadas no género dos rododendros. Existem azáleas de folhas caducas e azáleas perenes. É um dos símbolos da cidade de São Paulo, assim declarado pelo prefeito Jónio Quadros.
Uma das diferenças principais entre as azáleas e as demais espécies de rododendros é seu tamanho e crescimento da flor. Os rododendros desenvolvem inflorescências, enquanto a maioria das azáleas têm floradas terminais - uma para cada talo. Apesar disso, brotam tantos talos que durante as estações em que florescem formam uma sólida massa colorida que variam entre magenta, vermelho, laranja, cor de rosa, amarelo, lilás e branco.
As flores híbridas de azálea se desenvolvem durante centenas de anos. Essas mudanças genéticas feitas pelo ser humano produziram mais de 10 mil espécies cultivadas. Também podem ser recolhidas e germinadas as sementes.


No Brasil é comum o uso da forma azaleia; embora menos preferida, é a forma mais utilizada. Deriva de azálea, termo oriundo do latim Azalea criado por Lineu em 1735, que, por sua vez, se origina do gregro azalea (forma feminina de azaléos, azaléon que significa, "seco", "árido").

quarta-feira, 13 de julho de 2011

RIR É O MELHOR REMÉDIO


O BALDE
Um velho senhor tinha um bonito lago na sua enorme herdade. Durante bastante tempo deixou de dar o seu passeio até ao lago. Mas naquele dia, decidiu ir ver se estava tudo em ordem. Pegou num balde para trazer fruta das árvores do pomar. E, ao aproximar-se do lago, ouviu vozes femininas, animadas, divertidas... Era um grupo de mulheres, muito jovens, a tomar banho no lago, completamente nuas. Todas fugiram para a parte mais funda do lago, deixando apenas a cabeça fora da água. Houve uma que gritou: - Não saímos daqui enquanto o senhor não se for embora! O velho respondeu: - Calma moças, eu não vim até aqui para as ver a nadar ou para as ver a sair nuas do lago! Mostrando o balde, acrescentou: - Eu só vim dar de comer ao crocodilo...

Moral da história: Idade, experiência e esperteza, sempre triunfarão sobre a juventude e o entusiasmo