
A gente pode se sentir só, mesmo no meio de muita gente amiga, se souber que não ocupa um lugar especial no coração de alguém

Oktoberfest: Era meio-dia em ponto quando, ao grito "O'Zapft is!" ("Barril aberto!" em alemão ou melhor dito em bayrisch (dialecto da Baviera)), Christian Ude encheu a primeira dos sete milhões de canecas de cerveja que até 3 de Outubro irão beber-se na Oktoberfest de Munique. De calções de cabedal, suspensórios e camisa branca, o presidente da Câmara de Munique cumpriu a tradição e inaugurou a festa da cerveja que este ano espera receber mais de seis milhões de visitantes. E para provar que diante de uma cerveja não há rivalidades políticas, o social-democrata Ude até brindou com Horst Seehofer, líder conservador da Baviera, estado do qual Munique é a capital. Sob forte medidas de segurança devido à ameaça de atentados contra mega-eventos deste género, milhares de pessoas começaram a juntar-se à entrada logo de madrugada. Uma vez no recinto, uma caneca de cerveja de um litro custa 9,20 euro, um preço do qual muitos se queixam, sobretudo porque quando chega às mesas já deixou parte do conteúdo entornado no chão devido aos encontrões da multidão.


ARROZ DE MARISCO - Estremadura e Ribatejo
SARDINHA ASSADA - Lisboa e Setúbal
LEITÃO DA BAIRRADA - Beira Litoral
PASTEL DE BELÉM - Lisboa e Setúbal
Homenageadas as vítimas do muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos.
Há 50 anos, a RDA justificou a construção do muro com a necessidade de "travar as provocações imperialistas montadas pelo ocidente".O verdadeiro objectivo dos líderes comunistas, porém, era estancar a emigração para a Alemanha Federal, que nos primeiros 12 anos de existência da RDA já tinha ultrapassado os três milhões de pessoas. Na madrugada de um domingo, 13 de Agosto, as milícias da RDA começaram a erguer barreiras de arame farpado, na linha divisória entre o sector soviético e os sectores ocidentais. Tanques da RDA ocuparam importantes artérias, e a circulação dos transportes públicos no sentido leste-oeste foi cortada. As potências ocidentais renunciaram a uma intervenção militar, para evitar um conflito que poderia conduzir a uma terceira guerra mundial. "Mais vale um muro do que uma guerra", disse na altura o presidente norte-americano John F. Kennedy, segundo vários historiadores.