Existem espinhos no caminho de todos.
Mas noutros há flores a valer:
Cravos, papoilas, violetas...
Rosas com espinhos
E dos piores é preciso cuidado ter.
No longo percurso rodeia-nos a Natureza
No coração conjuga-se o verbo amar!
Cardos dão também flores
E preciso dos picos cuidado ter,
Quando desabrocham em cada qual.
Mas em contraponto há primaveras
Preciosas e belas para a passarada.
Que no Outono fazem debandada.
Quando o paladar das saborosas uvas
Que se transformam em vinho delicioso,
E em cada leito com lençóis bordados,
Se refrescam memórias de brisas variadas
Dando, então para acreditar
Que flores também há em cada caminhar,
Das sem espinhos... e de vez em quando.
José Alberto David
terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
ANNE FRANK
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
OUTONO
O Outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura, e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de estações (excepto nas regiões próximas ao equador).
O Outono do hemisfério norte é chamado de "Outono boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "Outono austral". O "Outono boreal" tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O "Outono austral" tem início, no hemisfério sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.
O Outono do hemisfério norte é chamado de "Outono boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "Outono austral". O "Outono boreal" tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O "Outono austral" tem início, no hemisfério sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
LENDAS DE PORTUGAL - XXXIV - AROUCA
A RAINHA SANTA MAFALDA

Em 1217, deu entrada na Mosteiro de Arouca a Rainha D. Mafalda, filha de D. Sancho I de Portugal, que acabava de separar-se do Rei Henrique I de Castela, uma vez anulado o casamento que os deveria unir. Na verdade, a filha do segundo monarca português tinha uma educação religiosa muito profunda, o que a conduzia ao gosto pela vida contemplativa e penitente. Só as suas obrigações de princesa a obrigaram a um casamento que não se terá consumado. Porém, não só a anulação do consórcio como a morte do noivo, fizeram com que ela regressasse a Portugal.
Em 1224, por determinação da rainha, graças a uma bula do Papa Honório II, expedida de Latrão, a instituição passava para a ordem de Císter, facultando-lhe ela aumento de instalações e largos rendimentos que permitiram independência daquela comunidade de bernardas. Recorde-se que este mosteiro havia sido fundado em 716 por Luderico e Vandilo, filhos de um fidalgo de Moldes. Nessa altura era da Ordem de S. Bento. Mas o que agora nos importa é o tempo em que D. Mafalda, já com aura de santidade, procedeu à reforma do mosteiro. Nunca ela foi abadessa, embora pertencesse à sua família a primeira fidalga que ocupou tal cargo. Ora, tanto quanto reza a tradição arouquense, Santa Mafalda terá falecido em Rio Tinto, estando o dia historicamente registado como o primeiro de Maio de 1256.
E tanto quanto lendariamente se sabe, ela terá deixado uma disposição pela qual o ataúde que levasse o seu corpo seria colocado em cima de uma burrinha e esta posta a andar. Quando a burrinha parasse, pois aí lhe seria dada a sua derradeira morada.

Conforme o estabelecido, o caixão de Santa Mafalda foi a carga de uma burrinha que logo encetou a marcha. Passou por Alpendurada, por Castelo de Paiva e pelo lugar de Santo António, na freguesia da Santa Eulália, já no concelho de Arouca. Ao longo desse itinerário foram mais tarde colocados marcos comemorativos. E a burrinha apenas parou junto da aporta principal do mosteiro de Arouca, aí aguardando que lhe retirassem a carga. E quando isso aconteceu, o animal caiu para o lado, morto de cansaço. Então, as freiras inumaram o corpo da que se tornaria padroeira de Arouca no chão da igreja e enterraram o cadáver da burrinha no átrio sobranceiro à entrada principal do mosteiro.
No entanto, o testamento da finada dispunha que as suas exéquias fossem como as das rainhas de Espanha, com coroa e ceptro reais. Mas isso era tão caro que não foi cumprido. Bem, e em 1617, perante o bispo de Lamego, foi aberto o túmulo, estando o cadáver incorrupto.
Diz uma lenda que quando Santa Mafalda foi para Arouca, a acompanhou um ruidoso bando de pegas. Irritada pela maneira como elas assinalavam a sua passagem, a rainha excomungou-as e proibiu-as de aparecerem no Vale de Arouca.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O MAIOR COMBOIO DO MUNDO
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
RIR É O MELHOR REMÉDIO
Um padre novo na vila.
Um rapazinho estava a espera da mãe em frente dum supermercado quando um homem se dirigiu a ele e perguntou: "Meu filho, podes me dizer onde estão os correios?"
O rapazinho respondeu: "Claro! Segue esta rua até ao fundo e depois vira a sua direita."
O homem agradeceu e disse: "Eu sou o novo padre nesta vila. Gostava que fosses a igreja no domingo. Eu quero te mostrar o caminho para o céu."
O rapazinho olhou para o padre e disse: "Ah!!! O senhor não sabe o caminho para os correios ainda mais para o céu...!!!"
Um rapazinho estava a espera da mãe em frente dum supermercado quando um homem se dirigiu a ele e perguntou: "Meu filho, podes me dizer onde estão os correios?"
O rapazinho respondeu: "Claro! Segue esta rua até ao fundo e depois vira a sua direita."
O homem agradeceu e disse: "Eu sou o novo padre nesta vila. Gostava que fosses a igreja no domingo. Eu quero te mostrar o caminho para o céu."
O rapazinho olhou para o padre e disse: "Ah!!! O senhor não sabe o caminho para os correios ainda mais para o céu...!!!"
domingo, 18 de setembro de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
O'ZAPFT IS - BARRIL ABERTO!
Oktoberfest: Era meio-dia em ponto quando, ao grito "O'Zapft is!" ("Barril aberto!" em alemão ou melhor dito em bayrisch (dialecto da Baviera)), Christian Ude encheu a primeira dos sete milhões de canecas de cerveja que até 3 de Outubro irão beber-se na Oktoberfest de Munique. De calções de cabedal, suspensórios e camisa branca, o presidente da Câmara de Munique cumpriu a tradição e inaugurou a festa da cerveja que este ano espera receber mais de seis milhões de visitantes. E para provar que diante de uma cerveja não há rivalidades políticas, o social-democrata Ude até brindou com Horst Seehofer, líder conservador da Baviera, estado do qual Munique é a capital. Sob forte medidas de segurança devido à ameaça de atentados contra mega-eventos deste género, milhares de pessoas começaram a juntar-se à entrada logo de madrugada. Uma vez no recinto, uma caneca de cerveja de um litro custa 9,20 euro, um preço do qual muitos se queixam, sobretudo porque quando chega às mesas já deixou parte do conteúdo entornado no chão devido aos encontrões da multidão.
Oktoberfest: Era meio-dia em ponto quando, ao grito "O'Zapft is!" ("Barril aberto!" em alemão ou melhor dito em bayrisch (dialecto da Baviera)), Christian Ude encheu a primeira dos sete milhões de canecas de cerveja que até 3 de Outubro irão beber-se na Oktoberfest de Munique. De calções de cabedal, suspensórios e camisa branca, o presidente da Câmara de Munique cumpriu a tradição e inaugurou a festa da cerveja que este ano espera receber mais de seis milhões de visitantes. E para provar que diante de uma cerveja não há rivalidades políticas, o social-democrata Ude até brindou com Horst Seehofer, líder conservador da Baviera, estado do qual Munique é a capital. Sob forte medidas de segurança devido à ameaça de atentados contra mega-eventos deste género, milhares de pessoas começaram a juntar-se à entrada logo de madrugada. Uma vez no recinto, uma caneca de cerveja de um litro custa 9,20 euro, um preço do qual muitos se queixam, sobretudo porque quando chega às mesas já deixou parte do conteúdo entornado no chão devido aos encontrões da multidão.sexta-feira, 16 de setembro de 2011
CAMPÂNULA
Classificação científica:
Nome Científico: Campanula medium
Nome Popular: Campânula, Flor-de-sino, Sinos, Sininhos, Sininho
Família: Campanulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa
Ciclo de Vida: Bienal

Nome Científico: Campanula medium
Nome Popular: Campânula, Flor-de-sino, Sinos, Sininhos, Sininho
Família: Campanulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa
Ciclo de Vida: Bienal

A campânula é uma planta florífera bienal, que conquista jardineiros de todo o mundo com suas flores vistosas em forma de sino. Seu caule é ereto, herbáceo alcançando cerca de 50 cm a 1 metro de altura. As folhas basais são oblongas e pecioladas, enquanto que as superiores são sésseis, lanceoladas e com margens denteadas. O período de floração é longo e compreende o final da primavera e início do verão, geralmente ocorrendo apenas no segundo ano após o plantio. Suas inflorescências são espigas eretas, com numerosas flores grandes, em forma de sino, que podem ser simples ou dobradas e nas cores azul, rosa, branca ou roxa.
Multiplica-se por sementes, que germinam entre 7 a 21 dias após o plantio.
Multiplica-se por sementes, que germinam entre 7 a 21 dias após o plantio.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
OS IRREDUTÍVEIS FILHOS DE ALBUQUERQUE
Os portugueses chegaram há 500 anos a Malaca.

Malaca foi conquistada há exactamente quinhentos anos por Afonso de Albuquerque, em 1511, e administrada por Portugal durante 130 anos, até à chegada dos holandeses, em 1641. Nessa altura, a comunidade portuguesa refugiou-se na selva, em lugares inacessíveis, fugindo da perseguição religiosa pelos holandeses. Por lá sobreviveram até à chegada os ingleses, que se assenhorearam do comércio, em 1805. Os britânicos viram na comunidade portuguesa, que dominava a língua e estava inserida nos costumes locais, uma boa forma de ligação com os autóctones, levando a comunidade a sair da clandestinidade.

A numerosa colónia luso-descendente não abdicou da identidade cultural. Meio milénio após a chegada lusa e 370 anos após a sua partida, todos continuam a afirmar-se, orgulhosamente, portugueses, sem nunca terem pisado solo nacional. A cultura popular portuguesa transmite-se de pais para filhos, por via oral. Contam-se histórias, ensinam-se costumes e tradições, transmite-se “o portugis antigo”, que falavam os primeiros colonos, corrompido por séculos de transmissão oral sem um único registo escrito ou resquício de ensino oficial. O fado é cantado e o Vira do Minho bailado por gente jovem. Talvez com mais emoção e com um outro sentir.
Percebe-se que existe um esforço contínuo para preservar o lugar, inserido numa área de 12 quilómetros quadrados. Ocupado por 118 casas habitadas por cerca de 1300 portugueses, em terra defronte ao mar onde aportaram as naus comandadas por Afonso de Albuquerque.
Por todo o bairro, é evidente a presença portuguesa. Falam com orgulho das suas festas populares, São Pedro e São João, do divertimento e “encharcado” Carnaval, festividades que atraem cerca de 75 por cento dos turistas que visitam Malaca por altura daqueles eventos, devidamente documentadas e expostas no famoso e humilde Museu Português, local onde o seu curador, Edgar Overee, e restante comunidade tentam, a todo o custo, preservar os seus vestígios culturais e históricos.
As cerca de 1300 pessoas são todos filhos de Santamarias, Rodrigues, Da Costas, Pereiras, Silvas, Gomes ou Teixeiras.
A nostalgia está confinada a um bairro, de ruas simétricas, derradeiro baluarte da vontade de preservar um legado, simultaneamente poderoso e frágil; a Comunidade Portuguesa de Malaca. O apelo chega, pois, com desassossego. Os falantes do kristang (cristão-português) –a última variedade de crioulo português dotada de vitalidade no Sudeste Asiático- estão a diminuir até que um dia a voz emudecerá. Para sempre, porque o som do “papía kristang di Malaca” é um som de saudade.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
SER VELHO É SER REI!
Dizem que ser velho,
É ser lento, refilão, triste
Aborrecido, enfim um chato!
Mas... não
Ser velho...
Bem sei que é ser idoso, ou idosa
Mas ser velho é ser rei!
Sim rei, porque não!
Serem velhos, ou serem idosos
Como alguns gostam mais
Faz parte da vida
Tem o malandro sabor de viver
É chegar onde se calhar muitos nunca chegam
Mas ser velho...
É ser dos outros
Ser solidário com a natureza
Com os mais novos, com todos
Ter mais paciência para as crianças
Nas suas brincadeiras do dia, a dia
Qual a criança que não gosta de ter avós,
que os amam
Ser velho é isto mesmo
É ser feliz
De pertencer aos filhos
Aos netos, aos amigos
Ser velho é ser rei!
É ter a idade da inocência
Do saber e do amor
E de se dar ao prazer
De estar bem com a vida
Conhecer tantas histórias
Especialmente as que a vida ensinou
Ou lhe trouxe o dom da sabedoria
Ser velho é ser rei!Sim rei!
E ser rei...
É ser maior
É precisamente isso que o velho é
O maior!
Ser velho é ser amigo
Ter o brilhozinho nos olhos
Só por ver os outros felizes
E dizer-lhes que os ama
Mesmo que não receba nada em troca
Ser carinhoso para tudo, e para todos
Até para os animais, ou para as plantas
E ver a vida no seu hábito mais gostoso
Ser velho...
É ter o doce sabor da vida!
Fernando Ramos
É ser lento, refilão, triste
Aborrecido, enfim um chato!
Mas... não
Ser velho...
Bem sei que é ser idoso, ou idosa
Mas ser velho é ser rei!
Sim rei, porque não!
Serem velhos, ou serem idosos
Como alguns gostam mais
Faz parte da vida
Tem o malandro sabor de viver
É chegar onde se calhar muitos nunca chegam
Mas ser velho...
É ser dos outros
Ser solidário com a natureza
Com os mais novos, com todos
Ter mais paciência para as crianças
Nas suas brincadeiras do dia, a dia
Qual a criança que não gosta de ter avós,
que os amam
Ser velho é isto mesmo
É ser feliz
De pertencer aos filhos
Aos netos, aos amigos
Ser velho é ser rei!
É ter a idade da inocência
Do saber e do amor
E de se dar ao prazer
De estar bem com a vida
Conhecer tantas histórias
Especialmente as que a vida ensinou
Ou lhe trouxe o dom da sabedoria
Ser velho é ser rei!Sim rei!
E ser rei...
É ser maior
É precisamente isso que o velho é
O maior!
Ser velho é ser amigo
Ter o brilhozinho nos olhos
Só por ver os outros felizes
E dizer-lhes que os ama
Mesmo que não receba nada em troca
Ser carinhoso para tudo, e para todos
Até para os animais, ou para as plantas
E ver a vida no seu hábito mais gostoso
Ser velho...
É ter o doce sabor da vida!
Fernando Ramos
domingo, 11 de setembro de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA PORTUGUESA
Seis meses e quase 900 mil votos depois, são conhecidos as 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa:
CALDO VERDE - Entre Douro e Minho
ARROZ DE MARISCO - Estremadura e Ribatejo
SARDINHA ASSADA - Lisboa e Setúbal
LEITÃO DA BAIRRADA - Beira Litoral
PASTEL DE BELÉM - Lisboa e Setúbal
domingo, 4 de setembro de 2011
DOCES CONVENTUAIS
sábado, 3 de setembro de 2011
NOTÍCIA DA SEMANA
Cibercrime soma e segue
Portugal é o único país da UE considerado pouco seguro.
Durante o ano passado, em Portugal e Espanha, o cibercrime cresceu 337 por cento. Segundo dados da Kasperksy Lab., empresa de segurança informática, isto significa nove milhões de ataques. O cibercrime já afectou um quinto dos europeus. Cerca de 22 por cento dos sete mil utilizadores de PC inquiridos pela empresa de estudos de mercado ISPOS já foram alvo de ataques.
Os italianos são os que demonstram maior taxa de utilizadores afectados (32%), seguidos pelos britânicos (31%). O estudo mostra ainda que 34% dos inquiridos acreditam que é mais provável virem a ser alvo do cibercrime do que de serem roubados (25%), verem a sua casa invadida (22%) ou serem atacados (19%).
O presidente da AVG Technologies, J.R. Smith, refere que no espaço de poucos anos a natureza das ameaças deixou de ser uma "brincadeira" e passou a ser uma actividade criminosa de carácter profissional. Agora, o desafio levar aos utilizadores mecanismos que lhes garantam confiança nos serviços, algo não muito fácil tendo em conta que é muito ténue a linha que distingue as condutas online seguras das inseguras ou menos seguras. Phishing, pedofilia online e criminalidade informática pura (como o hacking, cujo objectivo é o mero divertimento do hacker) são os três tipos de crime informático que em Portugal mais queixas originam.
Portugal é, aliás, o único membro da UE que integra a lista dos dez países menos seguros para navegar na internet, segundo um relatório preparado pela empresa de software de segurança AVG. Em Portugal, uma em cada 43 ligações corre o rico de ataque informático. No extremo oposto, entre os países mais seguros, está o Japão.
Em todo o mundo, 65% dos utilizadores de internet já foram vítimas de cibercrime, diz um relatório recente da Symantec, outra empresa de segurança informática. Destas vítimas, 51% foram alvo de vírus ou outro malware, cerca de dez% envolveram-se em esquemas online e menos de dez% foram visados por phishing, fraude de cartão de crédito, entre outras ameaças.
O Brasil está entre os líderes mundiais do crime informático no que diz respeito à banca online. No ano passado, 38% dos trojans bancários em todo o mundo foram criados no Brasil. Os cibercriminosos brasileiros, que até aqui actuavam essencialmente no seu país, começam agora internacionalizar a sua operação, direccionando os ataques a banco portugueses e espanhóis.
NS - 3.9.2011 -
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
WINSTON CHURCHILL
E muitas podem ser expressos numa só palavra:
Liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
LENDAS DE PORTUGAL - XXXIII - BRAGA
S. João e o seu amigo Longuinhos
Na véspera de S. João, vá o leitor ao Bom Jesus e ponha-se à coca da curiosa estátua de Longuinhos. Às duas por três verá raparigas namoradeiras andarem à volta do granito proferindo uma reza que, por ter sido necessário, nunca aprendemos. De qualquer modo, o que elas pretendem com aquilo é casar depressa, hem. e parece que resulta.
Esse Longuinhos, conta a lenda, vivia nos arredores de Braga, perto do Bom Jesus, e era um lavrador muito rico, solteiro e nada experimentado em poucas-vergonhas. Toda a gente o apreciava e saudava com muito gosto. As raparigas até acrescentavam alguma brejeirice ao mutio gosto porque viam nele uma óptima possibilidade de um excelente casamento. Porém, Longuinhos não parecia interessado em ir ajoelhar-se ao altar.
Um dia tinha de acontecer o que sempre acontece. Longuinhos reparou numa tal Rosinha e ficou de olhos abertos, boca aberta, suspirando de amor. Como sempre se soubera guardar, achou que era a hora de partilhar a sua fortuna. Mas para evitar más interpretações quis logo saber quem era o pai da bela rapariga e procurou-o. Era escusado, mas disse-lhe quem era, manifestou-lhe o amor pela filha e a intenção de casar com ela, se ele o consentisse. O homem exultava de alegria, mas não o deixou transparecer. Disse-lhe que ele é quem, de facto, decidia o futuro da filha e, só quando Longuinhos lhe prometeu uma pensão, é que lhe prometeu a noiva.
Todo contente, o velho Pedro chamou a filha e comunicou-lhe Longuinhos seria o seu noivo, que a fora pedir e ele se comprometera a que casassem. A rapariga ficou como a noite, pois namorava com um Artur e diante do altar do Bom Jesus tinha-lhe prometido casamento. O velho, vendo voar-lhe a pensão armou um espalhafato medo, que a Rosinha acabou lhe dizer que casaria com o fidalgo. A rapariga saiu a tremer de ao pé do pai e foi para o seu quarto. Ai começou a orar e lembrou-se de apelar a S. João. E de repente ouviu uma voz dentro de si que lhe dizia que tivesse calma que tudo se arranjaria. Era S. João a fazer das suas. Dali foi ter com Longuinhos, que estava em meditação, e disse-lhe que se ele era tão seu amigo que não desse cabo da felicidade dos jovens Rosinha e Artur que se amavam e ele fora pedir a rapariga ao pai de um modo desastroso, tentando-o com dinheiro.
Longuinhos caiu em si e compreendeu que se a rapariga amava outro, que também gostava dela, ele não tinha o direito de se meter entre ambos. E disse-o ao seu santo predilecto, que ficou muito contente.
"Se me consentes, S. João, eu próprio serei o padrinho desse casamento! Sei que precisam de um bom começo de vida e eu me encarregarei disso. Quanto ao meu amor, cá o entreterei até que se desvaneça!"
S. João correu a avisar a rapariga, que preparasse a boda com Artur que lhe arranjara um bom padrinho. O velho Pedro é que ficou a perder, mas lá se consolou como pôde.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
CAÇA AO MELRO
Na nossa notícia do dia 30 de Maio demos conhecimento que 20 anos depois voltou a ser permitida a caça ao Melro.
Hoje recebemos a boa nova de que foi proibido de novo a caça a este pássaro tão encantador.
Aos responsáveis os nossos agradecimentos.
Hoje recebemos a boa nova de que foi proibido de novo a caça a este pássaro tão encantador.
Aos responsáveis os nossos agradecimentos.
domingo, 14 de agosto de 2011
MURO DE BERLIM FEZ 50 ANOS
Homenageadas as vítimas do muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos.
Berlim assinalou ontem meio século da construção do muro que dividiu a Alemanha durante 28 anos, e tombaria em 1989, na sequência dos protestos na Alemanha de Leste que levaram à extinção do regime comunista.
A principal cerimónia decorreu no Memorial do Muro, com a presença do presidente alemão, Christian Wulff, e da chanceler Angela Merkel. "A lembrança da injustiça do Muro adverte-nos para não deixarmos sozinhos os que lutam pela liberdade a democracia e os direitos cívicos", disse o chefe de Estado alemão no seu discurso. Wulff considerou também necessário mais liberdade na Alemanha actual, incluindo uma melhor integração dos estrangeiros, e mais possibilidades de uma vida melhor para todos. Na cerimónia discursou também a ex-dissidente leste-alemã Freza Klier, que apelou à preservação da memória das vítimas da divisão do país. "Foi um sistema impiedoso, mas que ainda hoje muitos elogiam", sublinhou a dramaturga alemã, de 61 anos, referindo-se ao regime comunista da extinta RDA. Aos 18 anos, Klier tentou fugir da RDA, num navio para a Suécia, mas foi detida e condenada a 16 meses de prisão. Em 1988, deixou o país, depois de as suas peças terem sido proibidas mas continuou a ser perseguida pela polícia política da RDA, a Stasi. Após o ato solene, foi inaugurado o segundo troço do Memorial do Muro, onde se descrevem e ilustram as consequências da sua construção para o povo nas duas partes da cidade. A partir das 00:00 de ontem, foram lidas, na Capela da Reconciliação do memorial, biografias de algumas das 136 vítimas mortais do muro, na sua grande maioria homens, mulheres e crianças abatidos a tiro pelos guardas fronteiriços. Ao meio dia, a maior metrópole alemã guardou também um minuto de silêncio em memória das vítimas, os transportes públicos pararam e os sinos das igrejas repicaram.
Há 50 anos, a RDA justificou a construção do muro com a necessidade de "travar as provocações imperialistas montadas pelo ocidente".O verdadeiro objectivo dos líderes comunistas, porém, era estancar a emigração para a Alemanha Federal, que nos primeiros 12 anos de existência da RDA já tinha ultrapassado os três milhões de pessoas. Na madrugada de um domingo, 13 de Agosto, as milícias da RDA começaram a erguer barreiras de arame farpado, na linha divisória entre o sector soviético e os sectores ocidentais. Tanques da RDA ocuparam importantes artérias, e a circulação dos transportes públicos no sentido leste-oeste foi cortada. As potências ocidentais renunciaram a uma intervenção militar, para evitar um conflito que poderia conduzir a uma terceira guerra mundial. "Mais vale um muro do que uma guerra", disse na altura o presidente norte-americano John F. Kennedy, segundo vários historiadores.
A principal cerimónia decorreu no Memorial do Muro, com a presença do presidente alemão, Christian Wulff, e da chanceler Angela Merkel. "A lembrança da injustiça do Muro adverte-nos para não deixarmos sozinhos os que lutam pela liberdade a democracia e os direitos cívicos", disse o chefe de Estado alemão no seu discurso. Wulff considerou também necessário mais liberdade na Alemanha actual, incluindo uma melhor integração dos estrangeiros, e mais possibilidades de uma vida melhor para todos. Na cerimónia discursou também a ex-dissidente leste-alemã Freza Klier, que apelou à preservação da memória das vítimas da divisão do país. "Foi um sistema impiedoso, mas que ainda hoje muitos elogiam", sublinhou a dramaturga alemã, de 61 anos, referindo-se ao regime comunista da extinta RDA. Aos 18 anos, Klier tentou fugir da RDA, num navio para a Suécia, mas foi detida e condenada a 16 meses de prisão. Em 1988, deixou o país, depois de as suas peças terem sido proibidas mas continuou a ser perseguida pela polícia política da RDA, a Stasi. Após o ato solene, foi inaugurado o segundo troço do Memorial do Muro, onde se descrevem e ilustram as consequências da sua construção para o povo nas duas partes da cidade. A partir das 00:00 de ontem, foram lidas, na Capela da Reconciliação do memorial, biografias de algumas das 136 vítimas mortais do muro, na sua grande maioria homens, mulheres e crianças abatidos a tiro pelos guardas fronteiriços. Ao meio dia, a maior metrópole alemã guardou também um minuto de silêncio em memória das vítimas, os transportes públicos pararam e os sinos das igrejas repicaram.
Há 50 anos, a RDA justificou a construção do muro com a necessidade de "travar as provocações imperialistas montadas pelo ocidente".O verdadeiro objectivo dos líderes comunistas, porém, era estancar a emigração para a Alemanha Federal, que nos primeiros 12 anos de existência da RDA já tinha ultrapassado os três milhões de pessoas. Na madrugada de um domingo, 13 de Agosto, as milícias da RDA começaram a erguer barreiras de arame farpado, na linha divisória entre o sector soviético e os sectores ocidentais. Tanques da RDA ocuparam importantes artérias, e a circulação dos transportes públicos no sentido leste-oeste foi cortada. As potências ocidentais renunciaram a uma intervenção militar, para evitar um conflito que poderia conduzir a uma terceira guerra mundial. "Mais vale um muro do que uma guerra", disse na altura o presidente norte-americano John F. Kennedy, segundo vários historiadores. CALÊNDULA
Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Calendula
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Calendula
Características básicas
Pertencente à mesma família das margaridas -Asteraceae - a calêndula (Calendula officinalis) é originária da Europa meridional e se relaciona intimamente com o sol. Curiosamente, essa flor abre suas pétalas assim que o sol nasce e as fecha na hora em que ele se vai. Aliás, seu nome é derivado de uma palavra latina - Calendae - que significa "primeiro dia de cada mês", de onde se derivou também a palavra calendário (que, sabe-se, é baseado no ciclo solar).
No Brasil, a calêndula adaptou-se facilmente, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Hoje, ela é cultivada tanto para fins ornamentais como para a fabricação de medicamentos e cosméticos. A flor, de coloração amarelo-alaranjada, caracteriza-se pelo inegável perfume e as folhas são macias e aveludadas. Planta anual, a calêndula pode atingir até 50 cm de altura e apresenta caules ramificados em duas hastes. As folhas inferiores são espatuladas e as caulinares são lanceoladas e alternadas.
Actualmente, as flores cultivadas sem agrotóxicos ou aditivos químicos são comercializadas para consumo em saladas ou acompanhando outros pratos.
Uso medicinal
Muito utilizada na industria farmacêutica.
Conta-se que na guerra civil americana, os médicos que actuavam nos campos de batalha utilizavam as flores e as folhas da calêndula para tratar os ferimentos dos soldados. Anos mais tarde, a ciência comprovou os efeitos que aqueles médicos conheceram na prática.
A partir da calêndula, a medicina homeopática produz remédios que são usados oralmente, inclusive em períodos pós-operatórios, justamente pelos poderes já citados. Na medicina popular, a planta é muito utilizada para tratar problemas uterinos e cólicas menstruais, estimular a actividade hepática e atenuar espasmos gástricos. É claro que devem ser evitados exageros ou abusos na aplicação de plantas em tratamentos. No caso da calêndula, é importante esclarecer que, em excesso, a planta pode provocar depressão, nervosismo, falta de apetite, náuseas e até vómitos.
Uso cosmético
É na fabricação de cosméticos que a calêndula faz o seu reinado: os diversos princípios activos da planta são responsáveis pelos eficientes efeitos no tratamento de pele e cabelos. A calendulina, por exemplo, um pigmento que dá a cor alaranjada às pétalas, presente em boas doses nas flores, juntamente com a resina e a mucilagem, são responsáveis pelos poderes regeneradores e cicatrizantes. Outros princípios engordam a lista de propriedades da calêndula, amplamente usada na fabricação de shampoos, loções, sabonetes e cremes. Aliás, ela é uma das bases mais utilizadas na fabricação de produtos indicados para cabelos oleosos e peles com cravos e espinhas.
Pertencente à mesma família das margaridas -Asteraceae - a calêndula (Calendula officinalis) é originária da Europa meridional e se relaciona intimamente com o sol. Curiosamente, essa flor abre suas pétalas assim que o sol nasce e as fecha na hora em que ele se vai. Aliás, seu nome é derivado de uma palavra latina - Calendae - que significa "primeiro dia de cada mês", de onde se derivou também a palavra calendário (que, sabe-se, é baseado no ciclo solar).
No Brasil, a calêndula adaptou-se facilmente, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Hoje, ela é cultivada tanto para fins ornamentais como para a fabricação de medicamentos e cosméticos. A flor, de coloração amarelo-alaranjada, caracteriza-se pelo inegável perfume e as folhas são macias e aveludadas. Planta anual, a calêndula pode atingir até 50 cm de altura e apresenta caules ramificados em duas hastes. As folhas inferiores são espatuladas e as caulinares são lanceoladas e alternadas.
Actualmente, as flores cultivadas sem agrotóxicos ou aditivos químicos são comercializadas para consumo em saladas ou acompanhando outros pratos.
Uso medicinal
Muito utilizada na industria farmacêutica.
Conta-se que na guerra civil americana, os médicos que actuavam nos campos de batalha utilizavam as flores e as folhas da calêndula para tratar os ferimentos dos soldados. Anos mais tarde, a ciência comprovou os efeitos que aqueles médicos conheceram na prática.
A partir da calêndula, a medicina homeopática produz remédios que são usados oralmente, inclusive em períodos pós-operatórios, justamente pelos poderes já citados. Na medicina popular, a planta é muito utilizada para tratar problemas uterinos e cólicas menstruais, estimular a actividade hepática e atenuar espasmos gástricos. É claro que devem ser evitados exageros ou abusos na aplicação de plantas em tratamentos. No caso da calêndula, é importante esclarecer que, em excesso, a planta pode provocar depressão, nervosismo, falta de apetite, náuseas e até vómitos.
Uso cosmético
É na fabricação de cosméticos que a calêndula faz o seu reinado: os diversos princípios activos da planta são responsáveis pelos eficientes efeitos no tratamento de pele e cabelos. A calendulina, por exemplo, um pigmento que dá a cor alaranjada às pétalas, presente em boas doses nas flores, juntamente com a resina e a mucilagem, são responsáveis pelos poderes regeneradores e cicatrizantes. Outros princípios engordam a lista de propriedades da calêndula, amplamente usada na fabricação de shampoos, loções, sabonetes e cremes. Aliás, ela é uma das bases mais utilizadas na fabricação de produtos indicados para cabelos oleosos e peles com cravos e espinhas.
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