sábado, 5 de novembro de 2011

MEDRONHOS

Os medronhos são frutos do medronheiro (arbutus unedo). Eles são comestíveis, embora devam ser ingeridos com moderação, visto que em estado avançado de maturação contém uma quantidade razoável de álcool. As pequenas árvores encontram-se espalhados por todo o país, mas são mais frequentes na região do Algarve.


sábado, 29 de outubro de 2011

IMAGEM DO DIA

Monge budista, carregando uma caixa de esmola, mantém a sua rotina nas ruas inundadas de Banguecoque/Tailândia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXXV - BOTICAS

O BEZERRO DE OURO


Nas lendas dos encantamentos, por vezes estes estão quase a ser desencantados quando uma hesitação por parte do protagonista deita tudo a perder. Pois aí por volta de 1960, o senhor Domingos Coelho contou ao arqueólogo Santos Júnior o que ele garantia ser a sua experiência no castro de Carvalhelhos, em Boticas, que este escavava.

Não fora uma aventura a solo, pois o senhor Domingos Coelho ia acompanhado de um seu irmão, já falecido na altura em que ele contou o que se passara. Aquilo ocorrera aí por volta de 1916. Os irmãos Coelho souberam, pela tradição em Boticas, que naquele castro, que eles conheciam como as palmas das mãos, se encontra enterrado um encanto sob a forma de um bezerro de ouro. Pois o mano Domingos, contou, sonhou três noites a fio com o bezerro de ouro, o que já era um começo necessário.

Assim, lá foram ambos,muito em segredo. Levavam um exemplar do então raro Livro de S. Cipriano, uma broca, uma caçadeira, uma marreta e duas bananas de explosivos. A caçadeira era para matar o bezerro mal ele aparecesse e quebrar-lhe o encantamento, ficando os manos com todo o seu peso de ouro!

E numa noite, lá foram os dois manos para o extremo norte do castro de Carvalhelhos. Dirigiram-se para junto ao penedo maior que ainda lá se vê e as pessoas conhecem por Cavalo dos Mouros. Seguindo os dizeres de S. Cipriano, escolheram uma pedra ali e que julgaram a certa, abriram-lhe dois buracos, meteram lá as bananas de explosivo. Depois deitaram fogo ao rastilho e, a distância segura, esperaram pelos resultados das explosões. E mal estas se escutaram, saltou de debaixo da pedra um magnífico bezerro de ouro!

Mas foi tal a surpresa, apesar de tudo, que o sr. Domingos Coelho não conseguiu disparar a caçadeira.

--Em quatro saltos pôs-se lá em baixo no ribeiro, enfiando pela Ola da Moura, que é a mais funda!-- contou ele a Santos Júnior.

--Perdeu-se para sempre, para nunca mais lhe poder deitar a mão!--

O Senhor Domingos Coelho contou o que protagonizara, e com tanta convicção o fez, que o experimentado antropólogo ficou perplexo. Comentaria este que quando o seu informador, então já com os oitenta anos feitos e refeitos, lhe narrou o que ficou dito, olhava o espaço de castro de Carvalhelhos como quem ainda calcula a quantidade de tesouros que por ali devem estar encantados à conta do tal bezerro de ouro, que lhe escapou!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A FÁBULA DO PORCO-ESPINHO



Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.


Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.

Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.
Moral da História:

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CLEMATIS

Classificação Científica:


Nome Científico: Clematis hybrida
Nome Popular: Clemátis, clematite
Família: Ranunculaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa, Ásia e América do Norte
Ciclo de Vida: Perene
Clematis é um género de plantas trepadeiras ou escandentes e floração muito decorativa. De textura semi-lenhosa ou herbácea e folhagem que pode ser sempre verde ou decídua, elas são originárias do hemisfério norte e adaptadas ao clima temperado. Ocorrem cerca de 290 espécies diferentes de Clematis, e mais de 500 variedades resultantes de hibridizações e melhoramento genético.
Suas flores são isoladas ou reunidas em pequenos grupos, mas podem variar muito em forma e tamanho, de acordo com a variedade. Podem ser simples ou dobradas, abertas(planas) ou campanuladas, com pétalas estreitas ou muito largas, nas mais diversas cores e tons em dégradée, além de estames longos, como um tufo no centro das flores. A floração estende-se pelos meses quentes.

sábado, 15 de outubro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

NO MEU CAMINHO

Existem espinhos no caminho de todos.
Mas noutros há flores a valer:
Cravos, papoilas, violetas...
Rosas com espinhos
E dos piores é preciso cuidado ter.
No longo percurso rodeia-nos a Natureza
No coração conjuga-se o verbo amar!
Cardos dão também flores
E preciso dos picos cuidado ter,
Quando desabrocham em cada qual.
Mas em contraponto há primaveras
Preciosas e belas para a passarada.
Que no Outono fazem debandada.
Quando o paladar das saborosas uvas
Que se transformam em vinho delicioso,
E em cada leito com lençóis bordados,
Se refrescam memórias de brisas variadas
Dando, então para acreditar
Que flores também há em cada caminhar,
Das sem espinhos... e de vez em quando.


José Alberto David

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ANNE FRANK



A gente pode se sentir só, mesmo no meio de muita gente amiga, se souber que não ocupa um lugar especial no coração de alguém

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

OUTONO de VIVALDI

OUTONO

O Outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura, e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de estações (excepto nas regiões próximas ao equador).
O Outono do hemisfério norte é chamado de "Outono boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "Outono austral". O "Outono boreal" tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O "Outono austral" tem início, no hemisfério sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXXIV - AROUCA

A RAINHA SANTA MAFALDA



Em 1217, deu entrada na Mosteiro de Arouca a Rainha D. Mafalda, filha de D. Sancho I de Portugal, que acabava de separar-se do Rei Henrique I de Castela, uma vez anulado o casamento que os deveria unir. Na verdade, a filha do segundo monarca português tinha uma educação religiosa muito profunda, o que a conduzia ao gosto pela vida contemplativa e penitente. Só as suas obrigações de princesa a obrigaram a um casamento que não se terá consumado. Porém, não só a anulação do consórcio como a morte do noivo, fizeram com que ela regressasse a Portugal.

Em 1224, por determinação da rainha, graças a uma bula do Papa Honório II, expedida de Latrão, a instituição passava para a ordem de Císter, facultando-lhe ela aumento de instalações e largos rendimentos que permitiram independência daquela comunidade de bernardas. Recorde-se que este mosteiro havia sido fundado em 716 por Luderico e Vandilo, filhos de um fidalgo de Moldes. Nessa altura era da Ordem de S. Bento. Mas o que agora nos importa é o tempo em que D. Mafalda, já com aura de santidade, procedeu à reforma do mosteiro. Nunca ela foi abadessa, embora pertencesse à sua família a primeira fidalga que ocupou tal cargo. Ora, tanto quanto reza a tradição arouquense, Santa Mafalda terá falecido em Rio Tinto, estando o dia historicamente registado como o primeiro de Maio de 1256.

E tanto quanto lendariamente se sabe, ela terá deixado uma disposição pela qual o ataúde que levasse o seu corpo seria colocado em cima de uma burrinha e esta posta a andar. Quando a burrinha parasse, pois aí lhe seria dada a sua derradeira morada.




Conforme o estabelecido, o caixão de Santa Mafalda foi a carga de uma burrinha que logo encetou a marcha. Passou por Alpendurada, por Castelo de Paiva e pelo lugar de Santo António, na freguesia da Santa Eulália, já no concelho de Arouca. Ao longo desse itinerário foram mais tarde colocados marcos comemorativos. E a burrinha apenas parou junto da aporta principal do mosteiro de Arouca, aí aguardando que lhe retirassem a carga. E quando isso aconteceu, o animal caiu para o lado, morto de cansaço. Então, as freiras inumaram o corpo da que se tornaria padroeira de Arouca no chão da igreja e enterraram o cadáver da burrinha no átrio sobranceiro à entrada principal do mosteiro.

No entanto, o testamento da finada dispunha que as suas exéquias fossem como as das rainhas de Espanha, com coroa e ceptro reais. Mas isso era tão caro que não foi cumprido. Bem, e em 1617, perante o bispo de Lamego, foi aberto o túmulo, estando o cadáver incorrupto.

Diz uma lenda que quando Santa Mafalda foi para Arouca, a acompanhou um ruidoso bando de pegas. Irritada pela maneira como elas assinalavam a sua passagem, a rainha excomungou-as e proibiu-as de aparecerem no Vale de Arouca.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O MAIOR COMBOIO DO MUNDO



Com 220 carruagens chega a ter três quilómetros de comprimento e, apesar de servir para transportar minério, é a única maneira que os habitantes locais tem para se deslocarem pelo deserto entre o nordeste do país (Zouérate) e a costa (Nouadhibou).

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Um padre novo na vila.

Um rapazinho estava a espera da mãe em frente dum supermercado quando um homem se dirigiu a ele e perguntou: "Meu filho, podes me dizer onde estão os correios?"
O rapazinho respondeu: "Claro! Segue esta rua até ao fundo e depois vira a sua direita."
O homem agradeceu e disse: "Eu sou o novo padre nesta vila. Gostava que fosses a igreja no domingo. Eu quero te mostrar o caminho para o céu."
O rapazinho olhou para o padre e disse: "Ah!!! O senhor não sabe o caminho para os correios ainda mais para o céu...!!!"

domingo, 18 de setembro de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

O'ZAPFT IS - BARRIL ABERTO!


Oktoberfest: Era meio-dia em ponto quando, ao grito "O'Zapft is!" ("Barril aberto!" em alemão ou melhor dito em bayrisch (dialecto da Baviera)), Christian Ude encheu a primeira dos sete milhões de canecas de cerveja que até 3 de Outubro irão beber-se na Oktoberfest de Munique. De calções de cabedal, suspensórios e camisa branca, o presidente da Câmara de Munique cumpriu a tradição e inaugurou a festa da cerveja que este ano espera receber mais de seis milhões de visitantes. E para provar que diante de uma cerveja não há rivalidades políticas, o social-democrata Ude até brindou com Horst Seehofer, líder conservador da Baviera, estado do qual Munique é a capital. Sob forte medidas de segurança devido à ameaça de atentados contra mega-eventos deste género, milhares de pessoas começaram a juntar-se à entrada logo de madrugada. Uma vez no recinto, uma caneca de cerveja de um litro custa 9,20 euro, um preço do qual muitos se queixam, sobretudo porque quando chega às mesas já deixou parte do conteúdo entornado no chão devido aos encontrões da multidão.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CAMPÂNULA

Classificação científica:
Nome Científico: Campanula medium
Nome Popular: Campânula, Flor-de-sino, Sinos, Sininhos, Sininho
Família: Campanulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa
Ciclo de Vida: Bienal




A campânula é uma planta florífera bienal, que conquista jardineiros de todo o mundo com suas flores vistosas em forma de sino. Seu caule é ereto, herbáceo alcançando cerca de 50 cm a 1 metro de altura. As folhas basais são oblongas e pecioladas, enquanto que as superiores são sésseis, lanceoladas e com margens denteadas. O período de floração é longo e compreende o final da primavera e início do verão, geralmente ocorrendo apenas no segundo ano após o plantio. Suas inflorescências são espigas eretas, com numerosas flores grandes, em forma de sino, que podem ser simples ou dobradas e nas cores azul, rosa, branca ou roxa.
Multiplica-se por sementes, que germinam entre 7 a 21 dias após o plantio.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OS IRREDUTÍVEIS FILHOS DE ALBUQUERQUE

Os portugueses chegaram há 500 anos a Malaca.







Malaca foi conquistada há exactamente quinhentos anos por Afonso de Albuquerque, em 1511, e administrada por Portugal durante 130 anos, até à chegada dos holandeses, em 1641. Nessa altura, a comunidade portuguesa refugiou-se na selva, em lugares inacessíveis, fugindo da perseguição religiosa pelos holandeses. Por lá sobreviveram até à chegada os ingleses, que se assenhorearam do comércio, em 1805. Os britânicos viram na comunidade portuguesa, que dominava a língua e estava inserida nos costumes locais, uma boa forma de ligação com os autóctones, levando a comunidade a sair da clandestinidade.
A numerosa colónia luso-descendente não abdicou da identidade cultural. Meio milénio após a chegada lusa e 370 anos após a sua partida, todos continuam a afirmar-se, orgulhosamente, portugueses, sem nunca terem pisado solo nacional. A cultura popular portuguesa transmite-se de pais para filhos, por via oral. Contam-se histórias, ensinam-se costumes e tradições, transmite-se “o portugis antigo”, que falavam os primeiros colonos, corrompido por séculos de transmissão oral sem um único registo escrito ou resquício de ensino oficial. O fado é cantado e o Vira do Minho bailado por gente jovem. Talvez com mais emoção e com um outro sentir.
Percebe-se que existe um esforço contínuo para preservar o lugar, inserido numa área de 12 quilómetros quadrados. Ocupado por 118 casas habitadas por cerca de 1300 portugueses, em terra defronte ao mar onde aportaram as naus comandadas por Afonso de Albuquerque.
Por todo o bairro, é evidente a presença portuguesa. Falam com orgulho das suas festas populares, São Pedro e São João, do divertimento e “encharcado” Carnaval, festividades que atraem cerca de 75 por cento dos turistas que visitam Malaca por altura daqueles eventos, devidamente documentadas e expostas no famoso e humilde Museu Português, local onde o seu curador, Edgar Overee, e restante comunidade tentam, a todo o custo, preservar os seus vestígios culturais e históricos.
As cerca de 1300 pessoas são todos filhos de Santamarias, Rodrigues, Da Costas, Pereiras, Silvas, Gomes ou Teixeiras.
A nostalgia está confinada a um bairro, de ruas simétricas, derradeiro baluarte da vontade de preservar um legado, simultaneamente poderoso e frágil; a Comunidade Portuguesa de Malaca. O apelo chega, pois, com desassossego. Os falantes do kristang (cristão-português) –a última variedade de crioulo português dotada de vitalidade no Sudeste Asiático- estão a diminuir até que um dia a voz emudecerá. Para sempre, porque o som do “papía kristang di Malaca” é um som de saudade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SER VELHO É SER REI!

Dizem que ser velho,
É ser lento, refilão, triste
Aborrecido, enfim um chato!
Mas... não
Ser velho...
Bem sei que é ser idoso, ou idosa
Mas ser velho é ser rei!
Sim rei, porque não!
Serem velhos, ou serem idosos
Como alguns gostam mais
Faz parte da vida
Tem o malandro sabor de viver
É chegar onde se calhar muitos nunca chegam
Mas ser velho...
É ser dos outros
Ser solidário com a natureza
Com os mais novos, com todos
Ter mais paciência para as crianças
Nas suas brincadeiras do dia, a dia
Qual a criança que não gosta de ter avós,
que os amam
Ser velho é isto mesmo
É ser feliz
De pertencer aos filhos
Aos netos, aos amigos
Ser velho é ser rei!
É ter a idade da inocência
Do saber e do amor
E de se dar ao prazer
De estar bem com a vida
Conhecer tantas histórias
Especialmente as que a vida ensinou
Ou lhe trouxe o dom da sabedoria
Ser velho é ser rei!Sim rei!
E ser rei...
É ser maior
É precisamente isso que o velho é
O maior!
Ser velho é ser amigo
Ter o brilhozinho nos olhos
Só por ver os outros felizes
E dizer-lhes que os ama
Mesmo que não receba nada em troca
Ser carinhoso para tudo, e para todos
Até para os animais, ou para as plantas
E ver a vida no seu hábito mais gostoso
Ser velho...
É ter o doce sabor da vida!

Fernando Ramos

domingo, 11 de setembro de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA PORTUGUESA


Seis meses e quase 900 mil votos depois, são conhecidos as 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa:

ALHEIRA DE MIRANDELA - Trás os Montes e Alto Douro



QUEIJO DA SERRA - Beira Interior e Beira Litoral






CALDO VERDE - Entre Douro e Minho


ARROZ DE MARISCO - Estremadura e Ribatejo


SARDINHA ASSADA - Lisboa e Setúbal



LEITÃO DA BAIRRADA - Beira Litoral


PASTEL DE BELÉM - Lisboa e Setúbal
















IMAGEM DO DIA

DEZ ANOS DEPOIS: O memorial às vítimas dos atentados do dia 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque foi hoje inaugurado.

domingo, 4 de setembro de 2011

DOCES CONVENTUAIS




Na idade média as freiras tinham o hábito de utilizar as claras dos ovos para engomar as toucas que possuíam abas imensas. Entretanto desperdiçar as gemas seria um grande pecado. Daí nasceram variados doces à base de ovos com nomes que lembram a influência da igreja católica na vida quotidiana.