sábado, 21 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

NASCERAM TRÊS URSOS-PARDOS NO PARQUE BIOLÓGICO DA SERRA DA LOUSÃ



Pesam entre 300 e 400 gramas e são a nova atração do Parque Biológico da Serra da Lousã, em Miranda do Corvo (Coimbra). A fêmea "Berta" deu à luz, no dia 12 de Janeiro, três pequenas crias e é com especial cuidado que os responsáveis do parque estão a cuidar dos animais. "Nos primeiros meses é possível que nem todos estes bebés venham a sobreviver, uma vez que há uma elevada taxa de mortalidade", diz a nota de imprensa da fundação que gere o parque. "Os três ursinhos são cegos e não têm dentes, como é normal aquando do nascimento, e serão amamentados pela mãe até aos seis meses. Depois, a mãe ensina-os a procurar alimento e protege-os até aos dois anos", explicam. Os ursos-pardos são um "elemento importante da fauna ibérica nativa", que "atualmente já só podem ser encontrados nas montanhas da Cantábria (Norte de Espanha), onde se pensa viverem em liberdade pouco mais de 80 animais". Os responsáveis do parque acreditam que "o bom ambiente, mesmo em cativeiro", possa atrair ainda mais visitantes a este parque.



DN -19.01.2012-

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

KONRAD ADENAUER

Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos temos o mesmo horizonte.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A MAIOR BORBOLETA DO MUNDO



A maior borboleta do Mundo é a mariposa imperador, que pode chegar a medir mais de 30 centímetros da extremidade de uma asa à outra.

A mariposa imperador tem o corpo branco e acinzentado. As suas asas parecem ter recebido pinceladas de desenhos geométricos, pintados de preto, cinza e castanho. É o maior lepidóptero nocturno do Mundo, embora a sua hora "favorita" seja o crepúsculo.

Faz parte da fauna típica da América do Sul. A imperador foi encontrada pela primeira vez na Amazónia, mas também são avistadas nas matas do México.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

GLOXÍNIA

Nome Científico: Sinningia speciosa
Sinonímia: Gloxinia speciosa, Ligeria speciosa
Nome Popular: Gloxínia, Siníngia, Cachimbo
Família: Gesneriaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil


Pertencente à família das Gesneriáceas, a Gloxínia (Sinningia speciosa) é uma planta exótica que exibe em suas cores e formas toda a beleza e exuberância das matas tropicais. Intensamente colorida em tons avermelhados, rosados, alaranjados e arroxeados, a Gloxínia ainda pode ser encontrada em variações que alternam a cor vinho ou púrpura, por exemplo, com as bordas das pétalas esbranquiçadas. Sua origem tropical pode ser notada no tamanho e características de flores e folhas: as flores, aveludadas e graúdas, podem atingir até 10 cm de diâmetro e a folhagem, igualmente de tamanho considerável, apresenta folhas ovaladas e também aveludadas.Nativa do Brasil, é uma planta tuberosa, de fácil cultivo, que floresce praticamente o ano inteiro. Apesar disso, ela passa por um período de dormência, todos anos, quando parece ficar seca, sem produzir folhas ou flores. Durante esse período de descanso, recomenda-se diminuir as regas gradualmente, até que a planta seque por completo. Os tubérculos permanecerão em dormência pelo período de um a três meses, sendo que a terra deve ficar apenas levemente umedecida. Após esse tempo, pequenos brotos começam a surgir, dando sinais de que o descanso acabou e a planta está pronta para retomar o seu crescimento..

domingo, 8 de janeiro de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

UMAS PÉROLAS DE OSTRAS NO ALGARVE


Um grupo de cientistas do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) e do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR) encontrou pérolas em ostras do género Crassostrea.
O fenómeno é muito raro nesta família de bivalves, e algo que nunca tinha sido observado nos últimos dez anos em que este grupo se tem dedicado ao estudo destas espécies em Portugal.
Em mais de 750 ostras apanhadas em vários locais no Algarve, como a Ria de Alvor, a Ria Formosa e o rio Guadiana, foram encontradas pérolas em dois exemplares.

Num deles havia quatro pérolas com um diâmetro inferior a 2 milímetros e no outro foi descoberta uma pérola com uma dimensão razoável - cerca de 5 milímetros de diâmetro e 190 miligramas de peso.
Este fenómeno é frequente noutras espécies de bivalves, como as ostras perlíferas da família Pteriidae, podendo as pérolas atingir um elevado valor comercial.
As pérolas são produzidas por moluscos bivalves, resultando de uma reação defensiva do hospedeiro a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas inertes.
O corpo estranho é coberto por várias camadas constituídas essencialmente por carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite.
A investigação do IPIMAR e do CCMAR foi efetuada no âmbito dos projetos Seafare e Sharebiotech, apoiados pelo Programa de Cooperação Territorial Europeia Interreg Espaço Atlântico.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

ESTUÁRIO DO TEJO - Os peixes regressam ao rio



Garoupa, polvo, choco, raia, robalo, sargo, bivalves são algumas das espécies que se pode capturar no estuário do Tejo, que tem uma área molhada entre os 300 e os 350 km2. "Há muitas outras espécies, que não são capturadas porque não tem valor comercial", explica Tadeu Pereira, biólogo marinho do Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Para este investigador do estuário, peixes como a garoupa estão a regressar a foz do rio devido à qualidade das águas, que "tem vindo a aumentar". "Os esgotos domésticos de Almada estão a ser tratados. No Seixal e Lisboa o caminho está perto dos 100 por cento. Com os efluentes tratados e com a desactivação da indústria na margem sul. Apesar do problema ao nível do emprego e da economia, registou-se uma melhoria da qualidade da água", explica o biólogo.

"As garoupas voltaram devido a essa qualidade. Com o aumento da biodiversidade, aumenta o número de presas. As espécies regressam ao estuário", refere o especialista, para quem a pesca artesanal é sustentável. "São embarcações pequenas e polivalentes usadas em diferentes tipos de pesca. Sendo a actividade praticada dentro da legalidade é sustentável".

Um dos primeiros documentos publicados com referência à riqueza do estuário do Tejo vem do longínquo ano de 1147. A abundância de peixe era tanta que Osberno e Arnulfo, dois cruzados ingleses que acorreram a Lisboa para participar na batalha contra os mouros, escreveram e fizeram questão de mencioná-la.

"Há nele tanta abundância de peixe que os habitantes acreditam que dois terços da sua corrente são de água e outro terço é de peixe. É também rico em marisco como de areia, e é principalmente de notar que os peixes desta água conservam a sua gordura e sabor natural sem os mudar ou corromper por qualquer circunstância, como entre nós." É este peixe que muitos lisboetas comem.

DN-27.12.2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXXVII - PESO DA RÉGUA

A TRISTEZA DE DONA MIRRA



Do alto do Monte de S. Leonardo, goza-se um dos mais belos panoramas durienses. À nossa vista, em esplêndida patina verde e amarela, os socalcos que são as escadas dos gigantes. E ali perto é a aldeia da Galafura, estamos no concelho do Peso da Régua e vamos ao encontro da lenda de Dona Mirra. Ah, mas a facilidade dos acessos dos nossos dias, naquele tempo era bem diversa. Vinhas até nem haveria muitas, mas multiplicavam-se os matagais. E um pouco abaixo do lugar onde hoje temos a capelinha de S. Leonardo, aí um sarraceno fez edificar o seu prodigioso palácio de paredes forradas a ouro, pendendo dos tectos maravilhas de pedras preciosas, preenchendo os aposentos o mais sumptuoso mobiliário. Ali escolhera ele viver com sua filha. Dele não sabemos o nome, mas ela permanece na nossa memória lendária como Dona Mirra.

A entrada do palácio apontava a nascente e era protegida por duas enormes fragas encostadas no vértice. Conta quem sabe a lenda que de dia se encostavam, impedindo o acesso aos eventuais intrusos, e de noite afastavem-se, permitindo aos moradores poderem sair para gozar a paisagem nas melhores noites de luar. Porém, se alguém se atrevesse a tentar transpor as portas do palácio, pelo mágico poder do sarraceno, as fragas juntar-se-iam e quem quer que fosse seria esmagado!

Pois certa vez, o sarraceno teve um negócio urgente nas suas terras africanas, mas não quis levar consigo a filha. E, receoso de que alguém poderia aproveitar-se da sua ausência, encantou a filha com as seguintes palavras:

-Fechai-vos, fragas, até que nasça linho sobre este monte, com o linho façam uma toalha, e sobre a toalha comam um jantar, e até que sejam ditas, tim-tim, por tim-tim, estas mesmas palavras.-

Porém mero acaso, passava por ali um pastor que tudo escutou. E não perdeu tempo em cumprir tudo o que ouvira. Porém, meses depois, quando se encontrava à boca da mina, não atinou com as palavras necessárias e a porta do palácio não se abriu. Como mais ninguém sabia o segredo, Dona Mirra lá ficou.


O pai sarraceno demorava e Dona Mirra estava farta da espera. Uma noite estendeu uma manta com figos no sopé do monte. Passou um aldeão, mas só levou alguns para o trabalho. No dia seguinte, quando foi por eles, viu que tinha peças de oiro. Foi a correr, mas já não deu com a manta nem com os figos. E os que deixara em casa já eram carvões! Então a mourinha apareceu em sonhos a um rapaz de Galafura para que fosse à meia-noite a determinado sítio onde havia um cavalo branco à espera dele para o levar ao palácio, onde um tesouro o esperava. O rapaz foi, mas arrependeu-se, com medo, porque o cavalo só tinha três patas!
Dona Mirra ainda apareceu a uma menina, pedindo-lhe fosse à mãe para lhe fazer um pão, que lhe daria muito dinheiro, só não podia denunciá-la. Mas a rapariga não foi capaz de guardar o segredo. Houve mais peripécias, mas nenhuma resultou. Dona Mirra lá está no Monte à sua espera, leitor. Anima-se a desencantá-la?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

INVERNO de Vivaldi

INVERNO

O inverno é a estação mais fria das quatro estações do ano nos climas temperados.
O inverno do hemisfério norte é chamado de "inverno boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "inverno austral". O "inverno boreal" tem início com o solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre por volta de 21 de Dezembro, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 20 de Março nesse mesmo hemisfério. O "inverno austral" tem início com o solstício de inverno no hemisfério sul, que ocorre por volta de 21 de Junho, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 23 de Setembro nesse mesmo hemisfério. O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes. Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua actividade metabólica. Em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.
Engloba parte dos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março no hemisfério norte, e Junho, Julho, Agosto e Setembro no hemisfério sul.
Isto acontece porque os raios solares incidem praticamente perpendicularmente no hemisfério onde acontece o verão e consequentemente, têm uma incidência tangencial no hemisfério oposto, causando o tempo invernoso.

IMAGEM DO DIA



Cometa Lovejoy visível do horizonte da Terra (fotografia da NASA).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TODOS OS HOMENS SÃO MARICAS QUANDO ESTÃO COM GRIPE (António Lobo Antunes)

Como estamos na época das gripes vai aqui um poema da autoria de António Lobo Antunes:
Pachos na testa
Terço na mão
Uma botija
Chá de limão
Zaragatoas
Vinho com mel
Três aspirinas
Creme na pele
Dói-me a garganta
Chamo a mulher
Ai Lurdes, Lurdes
Que vou morrer
Mede-me a febre
Olha-me a goela
Cala os miúdos
Fecha a janela
Não quero canja
Nem a salada
Ai Lurdes, Lurdes
Não vales nada
Se tu sonhasses
Como me sinto
Já vejo a morte
Nunca te minto
Já vejo o inferno
Chamas diabos
Anjos estranhos
Cornos e rabos
Tigres sem listas
Bodes e tranças
Choros de corujas
Risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes
Que foi aquilo
Não é a chuva
No meu postigo
Ai Lurdes, Lurdes
Fica comigo
Não é o vento
A cirandar
Nem são as vozes
Que vêm do mar
Não é o pingo
De uma torneira
Pões-me a santinha
À cabeceira
Compõe-me a colcha
Fala ao prior
Pousa o Jesus
No cobertor
Chama o doutor
Passa a chamada
Ai Lurdes, Lurdes
Nem dás por nada
Faz-me tisanas
E pão de
Não te levantes
Que fico só
Aqui sozinho
A apodrecer
Ai Lurdes, Lurdes
Que vou morrer

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

OLEANDRO

Classificação científica:
Reino:
Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Gentianales
Família: Apocynaceae
Género: Nerium
Espécie: N. oleander
Nome binomial: Nerium oleander



O Oleandro (Nerium oleander), também conhecido como loendro, loandro, loandro-da-índia, loureiro-rosa, adelfa, espirradeira, cevadilha ou flor-de-são-josé, é uma planta ornamental extremamente tóxica, da família Apocynaceae.
É um arbusto grande, podendo ter por volta de 3 a 5 m de altura. Suas flores podem ser brancas, róseas ou vermelhas. É uma planta pouco exigente se tratando de temperatura e humidade.
Toxicidade
Toda a planta é tóxica. Tem como princípios activos a oleandrina e a neriantina, substâncias extraordinariamente tóxicas. Basta que seja ingerida uma folha para matar um homem de 80 kg, no entanto, muitas vezes a ocorrência de vómitos evita o desfecho fatal.
Os sintomas da intoxicação, que podem aparecer várias horas depois da ingestão, são dores abdominais, pulsação acelerada, diarreia, vertigem, sonolência, dispnéia, irritação da boca, náusea, vómitos, coma e morte.
Está registrado pelo menos um caso de intoxicação por ingestão de caracóis alimentados com folhas desta planta, devido à acumulação de toxinas ao longo da cadeia alimentar.
Localização
Esta planta é originária do norte da África, do leste do Mediterráneo e do sul da Ásia. É muito comum em Portugal e no Brasil, quer espontânea quer cultivada.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O MAJOR CALENDÁRIO DE ADVENTO DO MUNDO EM LEIPZIG/ALEMANHA

O caminho até a noite de Natal tem 24 portinhas. Leipzig tem o major calendário de Advento do mundo e as suas portinhas medem 3 x 2 metros. Todos os dias ás 16 horas e 30 minutos abre uma nova portinha (na noite de Natal, dia 24, será já ás 11 horas). Por trás de cada portinha estão verdadeiras obras de arte feitas pelos alunos de várias escolas de Leipzig.


Também o Mercado de Natal é uma tradição que remota até ao ano de 1458 e é um dos mais bonitos e mais antigos de Alemanha.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

UMA VISITA INESPERADA



Foi na noite de Natal. Um anjo apareceu a uma família muito rica e falou para a dona da casa. - Trago-te uma boa notícia: esta noite o Senhor Jesus virá visitar a tua casa!
Aquela senhora ficou entusiasmada. Jamais acreditara ser possível que esse milagre acontecesse em sua casa. Tratou de preparar um excelente jantar para receber Jesus. Encomendou frangos, assados, conservas, saladas e vinhos importados.
De repente, tocaram a campainha. Era uma mulher com roupas miseráveis, com aspecto de quem já sofrera muito.
- Senhora, - disse a pobre mulher, - Será que não teria algum serviço para mim? Tenho fome e tenho necessidade de trabalhar.
- Ora bolas! - retorquiu a dona da casa. - Isso são horas de me vir incomodar? Volte outro dia. Agora estou muito atarefada com um jantar para uma visita muito importante.
A pobre mulher retirou-se. Um pouco mais tarde, um homem, sujo de óleo, veio bater-lhe à porta. - Senhora, - disse ele, - O meu camião avariou aqui mesmo em frente à sua casa. Não teria a senhora, por acaso, um telefone para que eu pudesse comunicar com um mecânico?
A senhora, como estava ocupadíssima em limpar as pratas, lavar os cristais e os pratos de porcelana, ficou muito irritada.
- Você pensa que minha casa é o quê? Vá procurar um telefone público... Onde já se viu incomodar as pessoas dessa maneira? Por favor, cuide para não sujar a entrada da minha casa com esses pés imundos!
E a anfitriã continuou a preparar o jantar: abriu latas de caviar, colocou o champanhe no frigorífico, escolheu, na adega, os melhores vinhos e preparou os coquetéis.
Nesse momento, alguém lá fora bate palmas. “Será que agora é que é Jesus?” -pensou ela, emocionada. E com o coração a bater acelerado, foi abrir a porta. Mas decepcionou-se: era um menino de rua, todo sujo e mal vestido...
- Senhora, estou com fome. Dê-me um pouco de comida!
- Como é que eu te vou dar comida, se nós ainda não jantámos?! Volta amanhã, porque esta noite estou muito atarefada... não te posso dar atenção.
Finalmente o jantar ficou pronto. Toda a família esperava, emocionada, o ilustre visitante. Entretanto, as horas iam passando e Jesus não aparecia. Cansados de tanto esperar, começaram a tomar aqueles coquetéis especiais que, pouco a pouco, já começavam a fazer efeito naqueles estômagos vazios, até que o sono fez com que se esquecessem dos frangos, assados e de todos os pratos saborosos.
De madrugada, a senhora acordou sobressaltada e, com grande espanto, viu que estava junto dela um anjo.
- Será que um anjo é capaz de mentir? - gritou ela. - Eu preparei tudo esmeradamente, aguardei a noite inteira e Jesus não apareceu. Por que é que você fez essa brincadeira comigo?
- Não fui eu que menti... Foi você que não teve olhos para enxergar. - explicou o anjo. - Jesus esteve aqui em sua casa três vezes: na pessoa da mulher pobre, na pessoa do motorista e na pessoa do menino faminto, mas a senhora não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo em sua casa”.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

UMA BOA IDEIA

NATAL 2011 - ESPALHE ESSA IDEIA.



Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal?
Sim, Natal: daqui a pouco ele chega.

Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar numa dos 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Pai ou Mãe Natal delas?
Há a informação de que há pedidos inacreditáveis.
Há criança a pedir um pacote de bolachas, uma blusa de frio para a avó, etc.
É uma ideia.
É só pegar numa carta, e entregar o presente numa agência do Correio até dia 20 de Dezembro.

Os Correio encarregam-se de fazer a entrega.
Imagine uma criança pobre, recebendo o presente que pediu ao Pai Natal.


http://painatalsolidario.ctt.pt

terça-feira, 29 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXXVI MONTALEGRE -

A PRAGA DO FOGO


Mesmo ao lado da igreja de Mourilhe, em Montalegre, há uma fonte cuja água é muito boa para os males da garganta. É dada beber num vaso que pertenceu a S. Brás, o que o tomou objecto de culto. Pois o nome de Mourilhe virá de terem lá vivido uns mouros expulsos das suas terras e castelos, não podendo sair da região. Como sempre, entre eles e os cristãos as relações eram péssimas. E chamava-se Mohamed o chefe daquela comunidade.

Ora Aben Amid, filho de Mohamed, fartou-se de estar confinado a um sítio e, querendo voltar às terras a que pertencia, saiu de Mourilhe. Andou de aldeia em aldeia, acabando por chegar às margens do Minho. Aí encontrou uma minhota, Leonor de seu nome, por quem se apaixonou. Namorou-a uns dias e então decidiu voltar a Mourilhe e pediu-lhe que o acompanhasse. Ela, muito triste, disse-lhe que ela era cristã e ele mouro, e as famílias não concordariam. Discutiram, por fim ela consentiu em acompanhá-lo com uma condição: se os mouros não a aceitassem, ele teria de voltar com ela. E ele concordou.

Quando, passado algum tempo, os dois apaixonados chegaram a Mourilhe, o chefe mouro ficou furioso porque o filho escolhera uma noiva cristã. E de tal modo foi grosseiro com Leonor, que ela acabou por ripostar-lhe ser o pai dela mais compreensivo, porque não teria dúvida em aceitar Aben Amid. E Mohamed amaldiçoou e expulsou o filho e a nomorada.

Porém, à hora da saída, apareceu Almina, a aia moura que criara Aben, e os convidou para sua casa. Depois de lhes assegurar que poderiam ficar com ela, regressou a casa de Mohamed Amid, obrigando-o a falar com ela a sós. A velha moura mostrava-se furiosa e o pai de Aben disse que o que mais o irritava era já ter prometido o filho a uma outra jovem moura, Zuleida e teria de casar com ela. Não se calou a moura, atirando-lhe à cara que ele também se apaixonara por uma minhota e por causa dela abandonara a esposa, estando esta grávida de Aben. Depois Almina falou-lhe da morte da amante e da mulher e dos remorsos que o atormentavam, o que pôs Mohamed fora de si. E jurou por Alá que não lhes perdoaria nunca, nem a ela nem ao filho e respectiva noiva cristã.

Dispostas a partir, Aben foi a casa do pai dizer-lhe e Almina decidiu ir procurar Zuleida, julgando que ela poderia ajudar, e Leonor ficou em casa só. Zuleida estava escondida na casa e logo que viu a rival sem mais ninguém, roída pelo ciúme, matou-a com um punhal e fugiu.




Aben e Almina, quando regressaram, deram com o cadáver de Leonor e choraram amargamente. E Aben foi-se embora dali, levando o corpo da namorada nos braços. Zangada, Almina lançou a Mourilhe a praga do fogo: "Malditos sejam os desta terra! Que o fogo, por mim ateado, destrua estas casas. Mourilhe só será purificada quando as chamas a destruírem Três vezes!" E, na verdade, a povoação ardeu dessa vez, já após a reconquista cristã, depois em 4 de Abril de 1854 e ainda em 4 de Julho de 1875, desta vez só escapando a igreja!