sábado, 11 de fevereiro de 2012

GLICÍNIA

Nome Científico: Wisteria sp
Sinonímia: Glycine sp, Kraunhia sp
Nome Popular: Glicínia, wistéria-japonesa, wistéria-chinesa
Família: Fabaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: China e Japão
Ciclo de Vida: Perene




A Glicínia é uma trepadeira volúvel, lenhosa e decídua, de florescimento muito decorativo. Suas folhas são pinadas, alternas e compostas por 9 a 19 folíolos, de coloração avermelhada e pubescentes quando novas, tornando-se glabras e verde-brilhantes com o tempo. As inflorescências são longas, pendulares e carregadas de numerosas flores azuis, róseas, brancas ou roxas.
Das espécies de Glicínias, as mais frequentes no paisagismo são a Wisteria floribunda, nativa do Japão e a Wisteria sinensis, nativa da China. A espécie chinesa apresenta inflorescências mais curtas, porém mais numerosas que as espécie japonesa. Os frutos são vagens compridas e marrons com sementes de 1 cm. Ocorrem também variedades de porte diferente e de folhas variegadas.
Seu crescimento é lento a moderado e pode levar anos para que se torne adulta e inicie o florescimento, porém é muito longeva, vivendo até 100 anos. A época de florescimento varia de acordo com o clima e a região onde está estabelecida.
Cuidado, a Glicínia é uma planta tóxica e deve ficar fora do alcance de crianças pequenas e animais domésticos. Multiplica-se por estaquia e por sementes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

IMAGEM DO DIA


A Europa está passando por maus momentos devido ao frio intenso.
Ao redor do Lago Geneva na Suíça ficou tudo congelado!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

QUE SECA!

O País pode chegar a uma condição extrema. Bragança e Alentejo estão debaixo de olho.

Só a esperança de que fevereiro traga chuva poderá alterar o cenário que se ergue à nossa frente - um país em seca cada vez mais severa. O Instituto de Meteorologia (IM) fez as contas: a precipitação nos últimos dois meses foi 85% inferior ao normal, pois a média de janeiro são 117 litros por metro quadrado mas desta vez caíram apenas 17 litros - só choveu nos dias 15 e 16. Agora, o País distribui-se por 13% em seca fraca, 76% em seca moderada e 11% em seca severa.



No final do inverno meteorológico - como se refere a gíria da especialidade aos meses de novembro, dezembro e janeiro - o IM ainda não fala em seca extrema, o grau mais grave da classificação, mas confere que "fevereiro irá ser de extrema importância", dado que grande parte da nossa precipitação anual decorre nesta altura.

A situação levou já à tomada de algumas medidas. No Instituto da Água (Inag), confirma-se que as regiões de Bragança e Alentejo estão a ser monitorizadas, para o caso de ser preciso transferir água de outras barragens, mas, insiste-se, serão situações que reportem a falhas estruturais - e no primeiro caso já se encontrou alternativa.

Rui José Rodrigues, da monitorização dos recursos hídricos, garante que há água para dois anos e frisa que até maio muito pode acontecer. Desvalorizando preocupações maiores, o responsável do Inag acrescenta: "Falta 'março marçagão...' e 'abril águas mil'". Ainda assim, já se ouviram queixas dos agricultores, a avisar que, se não chover nas próximas semanas, os prejuízos serão avultados - a sabedoria popular também diz que "quando não chove em fevereiro, nem prado nem centeio".

A última situação de seca data de 2004/05 e afetou todo o território continental. Nas duas últimas décadas do século XX, adianta o IM, observou-se uma intensificação da frequência de secas, sobretudo de fevereiro e abril. Mas há também quem diga que esta ideia do Portugal do clima ameno é um mito. Oiça-se Carlos da Câmara, climatologista da Faculdade de ciências da Universidade de Lisboa: "É como dizer que somos de brandos costumes. Tanto as cheias como a seca são características do nosso clima. Não vivemos é bem com isso."

As previsões meteorológicas para os próximos dias não apontam para chuva em parte alguma do País.
Visão Nº 987

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

IMAGEM DO DIA

Em Vilnius, na Lituânia, um homem passeia o cão apesar das baixas temperaturas que se fazem sentir - -23º Celsius -

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

LENDAS DE PORTUGAL - XXXVIII - OURIQUE

A DONZELA QUE FOI À GUERRA


Garvão é uma freguesia do concelho de Ourique, e naquele tempo, o das lendas, havia lá o castelo de D. António de Azevedo. Ora este fidalgo tinha uma filha muito bonita chamada Vitória, a quem fazia todas as vontades. Porém, quando ela se fez mulher, decidiu casá-la com um fidalgo rico.

A beleza da Vitória provocava uma fila de pretendentes, mas ela amava um jovem chamado Florêncio, que ganhara fama de guerreiro em Granada, onde combatera os mouros. Só não era fidalgo nem rico, muito menos poderoso. No entanto, o pai, mesmo sabendo que ela amava outro, impôs-lhe como noivo um fidalgo a quem a tinha prometido.

E enquanto Florêncio regressava às lides militares, chegava o noivo oficial de Vitória e o casamento foi anunciado. A rapariga engendrou um plano e dele mandou recado a Florêncio. Queria que ele a raptasse em pleno altar. Assim, o casamento foi marcado e Vitória parecia concordante com tudo. Porém, a cerimónia realizou-se e Florêncio não chegou. O noivo levou-a para o quarto nupcial e disse-lhe que, como esposa, ela deveria obedecer-lhe cegamente! E assim a mandou despir e ir para a cama. Porém, Vitória que, nos seus caprichos de menina rica, sabia bem manejar armas, apanhando o marido longe das suas, desembainhou a espada e enterrou-lha no peito, matando-o. Depois vestiu-se com as roupas do marido, cabelo cortado e, bem armada, saiu do solar.

Depressa Vitória encontrou Florêncio, que se atrasara na viagem. Contou que matara o marido e desejava fugir com ele. Mas mal puderam falar, porque os guardas os cercaram julgando que ele matara o rival e raptara a antiga namorada com a conivência daquele jovem que estava com ela. Porém, era guardas a mais e Florêncio foi feito prisioneiro aos olhos da namorada. E condenaram-no à morte.

Vitória, vestida de militar, passou a ser Vitorino e, metendo-se à estrada, acabou por lutar com uns bandoleiros, dominando-os. E, dizendo-se oficial perseguido pela guarda, concenceu-os que a deveriam ajudar a assaltar a cadeia onde estava Florêncio. Conseguiu e num instante libertaram-no a ele e a todos os presos e incendiaram a prisão.

No campo dos bandoleiros, Vitória, vendo o ar abatido de Florêncio, que a não reconhecia como mulher de armas e a julgava morta, deu-se a conhecer. Depois tentou convencê-lo a fugir com ela. Mas ele achava que ela tinha as mãos sujas com demasiado sangue e resistia.

Não o podendo ter só para si, Vitória, perante os bandoleiros, matou o seu namorado e ela própria o enterrou. Os bandoleiros estavam atónitos, considerando que nem para eles ela servia. Foram-se embora. E ela alistou-se, como homem, para a guerra, onde teve um comportamento heróico.

Mas um dia, ferida de morte, os companheiros viram quem era. E ela morreu pedindo perdão pelos seus pecados.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

BARCOS

No azimute dos pensamentos, alinho a

incompreensão do meu olhar.

Vejo para além dos movimentos do mar

a confusão do horizonte

perdendo-se no infinito fugidio.

***

Cascos lavradores de rotas

Enredam a profunda ansiedade

Nas águas flutuantes

Guardadoras da fé

Da vida e da morte

Onde navega a saudade

Atravessando o Tempo e a Sorte.

***

Filhos da Terra

Em constante desafio

Aos tempos de ninguém

Ancorados no fundo

De salsos abismos.

***

Esperanças atadas

Com cordas de coragem

Nos parapeitos da aragem

Da partida e da chegada

Boiando

Com as vozes sempre alertas

Do bombordo e do estibordo.

***

Humildes vencedores

Da fome guardada

Nos submersos céus salgados

Onde os arco-íris

Também se alimentam.



Manuel Ribeiro

sábado, 21 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

NASCERAM TRÊS URSOS-PARDOS NO PARQUE BIOLÓGICO DA SERRA DA LOUSÃ



Pesam entre 300 e 400 gramas e são a nova atração do Parque Biológico da Serra da Lousã, em Miranda do Corvo (Coimbra). A fêmea "Berta" deu à luz, no dia 12 de Janeiro, três pequenas crias e é com especial cuidado que os responsáveis do parque estão a cuidar dos animais. "Nos primeiros meses é possível que nem todos estes bebés venham a sobreviver, uma vez que há uma elevada taxa de mortalidade", diz a nota de imprensa da fundação que gere o parque. "Os três ursinhos são cegos e não têm dentes, como é normal aquando do nascimento, e serão amamentados pela mãe até aos seis meses. Depois, a mãe ensina-os a procurar alimento e protege-os até aos dois anos", explicam. Os ursos-pardos são um "elemento importante da fauna ibérica nativa", que "atualmente já só podem ser encontrados nas montanhas da Cantábria (Norte de Espanha), onde se pensa viverem em liberdade pouco mais de 80 animais". Os responsáveis do parque acreditam que "o bom ambiente, mesmo em cativeiro", possa atrair ainda mais visitantes a este parque.



DN -19.01.2012-

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

KONRAD ADENAUER

Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos temos o mesmo horizonte.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A MAIOR BORBOLETA DO MUNDO



A maior borboleta do Mundo é a mariposa imperador, que pode chegar a medir mais de 30 centímetros da extremidade de uma asa à outra.

A mariposa imperador tem o corpo branco e acinzentado. As suas asas parecem ter recebido pinceladas de desenhos geométricos, pintados de preto, cinza e castanho. É o maior lepidóptero nocturno do Mundo, embora a sua hora "favorita" seja o crepúsculo.

Faz parte da fauna típica da América do Sul. A imperador foi encontrada pela primeira vez na Amazónia, mas também são avistadas nas matas do México.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

GLOXÍNIA

Nome Científico: Sinningia speciosa
Sinonímia: Gloxinia speciosa, Ligeria speciosa
Nome Popular: Gloxínia, Siníngia, Cachimbo
Família: Gesneriaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil


Pertencente à família das Gesneriáceas, a Gloxínia (Sinningia speciosa) é uma planta exótica que exibe em suas cores e formas toda a beleza e exuberância das matas tropicais. Intensamente colorida em tons avermelhados, rosados, alaranjados e arroxeados, a Gloxínia ainda pode ser encontrada em variações que alternam a cor vinho ou púrpura, por exemplo, com as bordas das pétalas esbranquiçadas. Sua origem tropical pode ser notada no tamanho e características de flores e folhas: as flores, aveludadas e graúdas, podem atingir até 10 cm de diâmetro e a folhagem, igualmente de tamanho considerável, apresenta folhas ovaladas e também aveludadas.Nativa do Brasil, é uma planta tuberosa, de fácil cultivo, que floresce praticamente o ano inteiro. Apesar disso, ela passa por um período de dormência, todos anos, quando parece ficar seca, sem produzir folhas ou flores. Durante esse período de descanso, recomenda-se diminuir as regas gradualmente, até que a planta seque por completo. Os tubérculos permanecerão em dormência pelo período de um a três meses, sendo que a terra deve ficar apenas levemente umedecida. Após esse tempo, pequenos brotos começam a surgir, dando sinais de que o descanso acabou e a planta está pronta para retomar o seu crescimento..

domingo, 8 de janeiro de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

UMAS PÉROLAS DE OSTRAS NO ALGARVE


Um grupo de cientistas do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) e do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR) encontrou pérolas em ostras do género Crassostrea.
O fenómeno é muito raro nesta família de bivalves, e algo que nunca tinha sido observado nos últimos dez anos em que este grupo se tem dedicado ao estudo destas espécies em Portugal.
Em mais de 750 ostras apanhadas em vários locais no Algarve, como a Ria de Alvor, a Ria Formosa e o rio Guadiana, foram encontradas pérolas em dois exemplares.

Num deles havia quatro pérolas com um diâmetro inferior a 2 milímetros e no outro foi descoberta uma pérola com uma dimensão razoável - cerca de 5 milímetros de diâmetro e 190 miligramas de peso.
Este fenómeno é frequente noutras espécies de bivalves, como as ostras perlíferas da família Pteriidae, podendo as pérolas atingir um elevado valor comercial.
As pérolas são produzidas por moluscos bivalves, resultando de uma reação defensiva do hospedeiro a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas inertes.
O corpo estranho é coberto por várias camadas constituídas essencialmente por carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite.
A investigação do IPIMAR e do CCMAR foi efetuada no âmbito dos projetos Seafare e Sharebiotech, apoiados pelo Programa de Cooperação Territorial Europeia Interreg Espaço Atlântico.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

NOTÍCIA DA SEMANA

ESTUÁRIO DO TEJO - Os peixes regressam ao rio



Garoupa, polvo, choco, raia, robalo, sargo, bivalves são algumas das espécies que se pode capturar no estuário do Tejo, que tem uma área molhada entre os 300 e os 350 km2. "Há muitas outras espécies, que não são capturadas porque não tem valor comercial", explica Tadeu Pereira, biólogo marinho do Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Para este investigador do estuário, peixes como a garoupa estão a regressar a foz do rio devido à qualidade das águas, que "tem vindo a aumentar". "Os esgotos domésticos de Almada estão a ser tratados. No Seixal e Lisboa o caminho está perto dos 100 por cento. Com os efluentes tratados e com a desactivação da indústria na margem sul. Apesar do problema ao nível do emprego e da economia, registou-se uma melhoria da qualidade da água", explica o biólogo.

"As garoupas voltaram devido a essa qualidade. Com o aumento da biodiversidade, aumenta o número de presas. As espécies regressam ao estuário", refere o especialista, para quem a pesca artesanal é sustentável. "São embarcações pequenas e polivalentes usadas em diferentes tipos de pesca. Sendo a actividade praticada dentro da legalidade é sustentável".

Um dos primeiros documentos publicados com referência à riqueza do estuário do Tejo vem do longínquo ano de 1147. A abundância de peixe era tanta que Osberno e Arnulfo, dois cruzados ingleses que acorreram a Lisboa para participar na batalha contra os mouros, escreveram e fizeram questão de mencioná-la.

"Há nele tanta abundância de peixe que os habitantes acreditam que dois terços da sua corrente são de água e outro terço é de peixe. É também rico em marisco como de areia, e é principalmente de notar que os peixes desta água conservam a sua gordura e sabor natural sem os mudar ou corromper por qualquer circunstância, como entre nós." É este peixe que muitos lisboetas comem.

DN-27.12.2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

LENDAS DE PORTUGAL - XXXVII - PESO DA RÉGUA

A TRISTEZA DE DONA MIRRA



Do alto do Monte de S. Leonardo, goza-se um dos mais belos panoramas durienses. À nossa vista, em esplêndida patina verde e amarela, os socalcos que são as escadas dos gigantes. E ali perto é a aldeia da Galafura, estamos no concelho do Peso da Régua e vamos ao encontro da lenda de Dona Mirra. Ah, mas a facilidade dos acessos dos nossos dias, naquele tempo era bem diversa. Vinhas até nem haveria muitas, mas multiplicavam-se os matagais. E um pouco abaixo do lugar onde hoje temos a capelinha de S. Leonardo, aí um sarraceno fez edificar o seu prodigioso palácio de paredes forradas a ouro, pendendo dos tectos maravilhas de pedras preciosas, preenchendo os aposentos o mais sumptuoso mobiliário. Ali escolhera ele viver com sua filha. Dele não sabemos o nome, mas ela permanece na nossa memória lendária como Dona Mirra.

A entrada do palácio apontava a nascente e era protegida por duas enormes fragas encostadas no vértice. Conta quem sabe a lenda que de dia se encostavam, impedindo o acesso aos eventuais intrusos, e de noite afastavem-se, permitindo aos moradores poderem sair para gozar a paisagem nas melhores noites de luar. Porém, se alguém se atrevesse a tentar transpor as portas do palácio, pelo mágico poder do sarraceno, as fragas juntar-se-iam e quem quer que fosse seria esmagado!

Pois certa vez, o sarraceno teve um negócio urgente nas suas terras africanas, mas não quis levar consigo a filha. E, receoso de que alguém poderia aproveitar-se da sua ausência, encantou a filha com as seguintes palavras:

-Fechai-vos, fragas, até que nasça linho sobre este monte, com o linho façam uma toalha, e sobre a toalha comam um jantar, e até que sejam ditas, tim-tim, por tim-tim, estas mesmas palavras.-

Porém mero acaso, passava por ali um pastor que tudo escutou. E não perdeu tempo em cumprir tudo o que ouvira. Porém, meses depois, quando se encontrava à boca da mina, não atinou com as palavras necessárias e a porta do palácio não se abriu. Como mais ninguém sabia o segredo, Dona Mirra lá ficou.


O pai sarraceno demorava e Dona Mirra estava farta da espera. Uma noite estendeu uma manta com figos no sopé do monte. Passou um aldeão, mas só levou alguns para o trabalho. No dia seguinte, quando foi por eles, viu que tinha peças de oiro. Foi a correr, mas já não deu com a manta nem com os figos. E os que deixara em casa já eram carvões! Então a mourinha apareceu em sonhos a um rapaz de Galafura para que fosse à meia-noite a determinado sítio onde havia um cavalo branco à espera dele para o levar ao palácio, onde um tesouro o esperava. O rapaz foi, mas arrependeu-se, com medo, porque o cavalo só tinha três patas!
Dona Mirra ainda apareceu a uma menina, pedindo-lhe fosse à mãe para lhe fazer um pão, que lhe daria muito dinheiro, só não podia denunciá-la. Mas a rapariga não foi capaz de guardar o segredo. Houve mais peripécias, mas nenhuma resultou. Dona Mirra lá está no Monte à sua espera, leitor. Anima-se a desencantá-la?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

INVERNO de Vivaldi

INVERNO

O inverno é a estação mais fria das quatro estações do ano nos climas temperados.
O inverno do hemisfério norte é chamado de "inverno boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "inverno austral". O "inverno boreal" tem início com o solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre por volta de 21 de Dezembro, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 20 de Março nesse mesmo hemisfério. O "inverno austral" tem início com o solstício de inverno no hemisfério sul, que ocorre por volta de 21 de Junho, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 23 de Setembro nesse mesmo hemisfério. O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes. Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua actividade metabólica. Em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.
Engloba parte dos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março no hemisfério norte, e Junho, Julho, Agosto e Setembro no hemisfério sul.
Isto acontece porque os raios solares incidem praticamente perpendicularmente no hemisfério onde acontece o verão e consequentemente, têm uma incidência tangencial no hemisfério oposto, causando o tempo invernoso.

IMAGEM DO DIA



Cometa Lovejoy visível do horizonte da Terra (fotografia da NASA).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TODOS OS HOMENS SÃO MARICAS QUANDO ESTÃO COM GRIPE (António Lobo Antunes)

Como estamos na época das gripes vai aqui um poema da autoria de António Lobo Antunes:
Pachos na testa
Terço na mão
Uma botija
Chá de limão
Zaragatoas
Vinho com mel
Três aspirinas
Creme na pele
Dói-me a garganta
Chamo a mulher
Ai Lurdes, Lurdes
Que vou morrer
Mede-me a febre
Olha-me a goela
Cala os miúdos
Fecha a janela
Não quero canja
Nem a salada
Ai Lurdes, Lurdes
Não vales nada
Se tu sonhasses
Como me sinto
Já vejo a morte
Nunca te minto
Já vejo o inferno
Chamas diabos
Anjos estranhos
Cornos e rabos
Tigres sem listas
Bodes e tranças
Choros de corujas
Risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes
Que foi aquilo
Não é a chuva
No meu postigo
Ai Lurdes, Lurdes
Fica comigo
Não é o vento
A cirandar
Nem são as vozes
Que vêm do mar
Não é o pingo
De uma torneira
Pões-me a santinha
À cabeceira
Compõe-me a colcha
Fala ao prior
Pousa o Jesus
No cobertor
Chama o doutor
Passa a chamada
Ai Lurdes, Lurdes
Nem dás por nada
Faz-me tisanas
E pão de
Não te levantes
Que fico só
Aqui sozinho
A apodrecer
Ai Lurdes, Lurdes
Que vou morrer