domingo, 29 de abril de 2012

LENDAS DE PORTUGAL -XLI VAGOS -

AS OSSADAS DE ESTÊVÃO COELHO

O culto de Nossa Senhora de Vagos envolve várias lendas e milagres, mas destaca-se como seu decoto mais querido um fidalgo da Beira-Serra chamado Estêvão Coelho. Mas lá iremos que, para já, importa contar que, no reinado de D. Sancho I, naufragou um barco francês diante da praia da Vagueira. Salvou-se o comandante, assim como alguns dos seus marinheiros. Nadaram para o areal, trazendo consigo uma imagem de Nossa Senhora. Dado o peso, logo a esconderam entre uns arbustos e dirigiram-se para a Esgueira, que era a povoação que viam mais próxima. O comandante dirigiu-se ao padre da freguesia e falou-lhe na imagem. Não tardou que ele e muita gente da população se dirigissem aos arbustos para recolher Nossa Senhora. Só que não a encontraram, o que muito os decepcionou.
Obviamente em clima de lenda, D. Sancho I, que se encontrava em Viseu, viu Nossa Senhora em sonho, tendo sabido onde se encontrava a imagem, para lá se dirigiu com o seu séquito. Neste ponto há uma lenda divergente que nos diz ter Nossa Senhora aparecido a um lavrador indicando-lhe o sítio onde se encontrava, manifestando-lhe o desejo de ter aí uma capela. Mas a primeira deve ser mais certa porque o rei mandou fazer uma capela e uma torre militar, esta destinada a proteger aquela praia de ataques piratas. E desta torre ainda há vestígios de uma parede de certo tamanho, designados Paredes da Torre, a um par de quilómetros da actual capela, que fica a mil metros da vila de Vagos. Esta segunda capela data do século XVII, tem várias lápides sepulcrais e constitui o que se pode chamar santuário. Diz-se que chegou a ter contíguas umas habitações onde se recolhiam em oração quer os condes de Cantanhede quer os senhores de Vila Verde. porém, destas já não há sinal.
Conta a lenda que o primeiro milagre sonante de Nossa Senhora de Vagos no seu primitivo santuário, o que ficava junto da torre, foi curar da lepra Estêvão Coelho. E tão contente ficou este que doou grande parte das suas terras ao santuário, ficando a viver ali, como eremita. E quando faleceu, foi enterrado dentro da própria capela.
Quando se construiu o novo santuário, por manifesta ruína e pequenez do primitivo, quatro vezes trouxeram a imagem e outras tantas ela regressou ao seu lugar de origem. Por fim, foi percebido o que Nossa Senhora pretendia dizer. E l´+a abriram o túmulo do seu primeiro grande devoto e transladaram-lhe as ossadas para o novo e actual santuário. "Logo ficou a Senhora sossegada e satisfeita", diz um dos textos da lenda. E uma pedra com o nome de Estêvão Coelho lá está como memória.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

MAIOR INSETO SUBTERRÂNEO TERRESTRE DA EUROPA DECOBERTO NO ALGARVE

O maior inseto subterrâneo terrestre da Europa foi descoberto nas grutas do Algarve, pela bióloga Ana Sofia Reboleira, aumentando assim para sete as novas espécies descobertas em Portugal. Vulgarmente conhecido como "peixinhos-de-prata" ou "traças-dos-livros", este inseto tem o nome científico Squamatinia algharbica e, segundo esta bióloga, "tem a particularidade de ser o maior inseto subterrâneo da Europa e o segundo maior tisanuro do mundo". Com três centímetros de comprimento, sem olhos, despigmentado e possuindo apêndices como antenas e cercos "extremamente desenvolvidos", este inseto é um novo género e uma nova espécie, que "vive apenas nas grutas do Algarve, desenvolvendo todo o seu ciclo de vida no meio subterrâneo e não sobrevivendo no exterior", explica Ana Sofia Reboleira. Trata-se de "uma relíquia biogeográfica, que terá sobrevivido a vários episódios de alterações climáticas, refugiado no meio subterrâneo" que habita, ou seja, nas mesmas cavidades de grutas do maciço algarvio onde a bióloga descobriu em 2010 um pseudoescorpião gigante.
Dica/Lusa

domingo, 22 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

MANDEVILLA

Classificação científica:
Reino:
Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Gentianales
Família: Apocynaceae
Género:Mandevilla

A Mandevilla ou Dipladênia é uma trepadeira semilenhosa e volúvel, conhecida internacionalmente por sua belíssima floração. Ela apresenta folhas perenes, coriáceas, elípticas a lanceoladas, com nervuras bem marcadas e de coloração verde-escura. Sua floração é mais intensa na primavera e verão, mas pode se estender por todo ano em regiões de clima quente.
Nas inflorescências, em pequenos rácemos, despontam as belas e chamativas flores em forma de trombeta, enormes em algumas variedades, chegando a 10 centímetros de diâmetro. As flores da Dipladênia geralmente são simples e de coloração rósea com o centro amarelo, mas podem ser dobradas e totalmente rosas, vermelhas ou brancas.
O sucesso da Dipladênia no paisagismo é indiscutível. Ela é muito rústica e precoce, florescendo desde jovem. Seu porte é médio, podendo alcançar cerca de 2 a 3 metros de altura. Seu perfume é bastante peculiar e lembra o aroma de chiclete tutti-frutti. A seiva leitosa da Dipladênia é tóxica e pode provocar queimaduras na pele e mucosas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

IMAGEM DO DIA

Quase nas nuvens...


Rossel Sabourin a escalar o "Vaso de Flor", uma torre de pedra no Portal Peak no Parque Nacional de Banff, no Canadá.

domingo, 8 de abril de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

MESA GIGANTE ASSINALA A PÁSCOA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA




Mais de 150 empresários de Vila Praia de Âncora, Caminha, transformaram este sábado quase 400 metros de rua na maior mesa da Páscoa do país, entre doces típicos da época ou peças de artesanato. A organização pertence ao Movimento dos Empresários do Concelho de Caminha e que pretende a valorização das tradições gatronómicas da Páscoa e a promoção da cultura regional. "O nosso objetivo é o dinamizar o concelho, criar movimento que origine consumo no nosso comércio", explicou Paula brito, dona de uma farmácia. "Fiquei fascinado com a vontade deste grupo de gente de todas as áreas comerciais que se uniu com muita vontade de dinamizar o comércio e atrair os clientes", garante também Amândia Rodrigues, dono de um restaurante na vila. A ideia de recriar em ponto gigante a tradicional mesa da Páscoa do Alto Minho partiu dos empresários para contrariar a crise. Já pensam no próximo ano em entrar para o livro dos recordes do Guinnes, com uma mesa de Páscoa de 600 metros.

DN - 8.4.2012-

sábado, 31 de março de 2012

SIGMUND FREUD



Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.

domingo, 25 de março de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

CENTRO CULTURAL DE SÃO LOURENÇO



O Centro Cultural de São Lourenço em Almancil (Loulé), um dos ícones da cultura no Algarve ao longo das últimas três décadas e local de eleição do pintor e prémio Nobel da literatura Günter Grass, que ali expôs obras de pintura, vai encerrar por tempo indeterminado. Por ali passaram artistas plásticos contemporâneos, poetas e músicos, nacionais e estrangeiros, entre os quais se destacam José de Guimarães, João Cutileiro ou Antoni Tàpies. O Centro Cultural de São Lourenço foi fundado pelo casal franco-alemão Volker e Marie Huber, que se apaixonou pelo Algarve. O objetivo era que o espaço fosse um ponto de encontro e de partilha entre artistas, público e comunidade local.


DN -25.3.2012-

sábado, 24 de março de 2012

LENDAS DE PORTUGAL - XL PENAFIEL -

ARRIFANA E PENA FIEL


Protagoniza esta lenda uma das mais interessantes figuras de mulher da Idade Média peninsular, a condessa Mumadona Dias. Penafiel será topónimo derivado de castelo assente em rochas firmes ou recordará momentos trágicos da vida da condessa? Possivelmente a resposta certa estará naquela, mas romanticamente prefere-se esta. Sabemos, no entanto, que a 24/3/1770, D. José I decretou: "Hei por bem e me apraz, que a dita povoação de Arrifana de Sousa (...) fique criada em cidade com o nome de Penafiel." Vejamos.


Em tempos que lá vão, Penafiel era o nome de uma zona onde havia várias povoações, a mais importante das quais era Arrifana de Sousa, que chegou a ser cabeça de concelho por foral de D. Manuel I, em 1518. Mas, por volta de 950, Mumadona Dias, senhora daquelas e de muitas outras terras, já era viúva do conde Hermenegildo, que muito chorava. Frequentemente ia lamentar-se para junto do túmulo do marido, a quem gabava sempre os seus filhos mais novos, Nuno e Arriana, lamentando o espírito aventureiro dos quatro mais velhos. Bem, e na altura das partilhas, Mumadona beneficiou os seus filhos favoritos. No entanto, estes optaram por viver com a mãe, dizendo Nuno que só a morte os separaria, enquanto a irmã protestava que nunca se casaria.
Certo dia, Mumadona Dias foi visitada por um vizinho, Mendo de Sousa, fidalgo poderoso, que lhe disse mais ou menos assim: "Senhora, conheceis quem sou e o que valho. Ninguém se me pode comparar em poderio. E deveis considerar uma honra para a vossa casa que eu queria casar com a vossa filha Arrifana." Mumadona rectificou o nome da filha, Arriana. Mas durante a conversa da pretensão - aquilo nem era pedido!- sempre dizia Arrifana, por muito que fosse corrigido. A fidalga informou-o que a filha saberia escolher e ele queria que a mãe o impusesse...


Perante Arriana, Mendo de Sousa foi rejeitado. E sempre lhe chamava Arrifana!


Passados tempos, Nuno morreu de doença, passando Mumadona Dias e sua filha Arriana, cheias de saudades, a chorá-lo. E andavam sempre juntas naquela tristeza.


"Para todo o sempre, esta há-de ficar a ser a terra da nossa pena fiel!" dizia a fidalga.


"Sim, minha mãe, a pena fiel pelo nosso querido Nuno!", respondia, tristíssima, Arriana.


E assim nas voltas do tempo, lá se foram deste mundo mãe e filha, acabando D. Mendes de Sousa por ficar dono e senhor de mais aquelas terras. E, apesar de já estar muito velho e alquebrado, quando se enterraram as vizinhas e se apossou de tudo aquilo, ficou muito satisfeito e resmungou que, por fim, aquilo tudo era dele. Não casara com ele, mas era dono das suas terras. E deu-lhe o nome que mais gostava: Arrifana. "Serão as terras de Arrifana de Sousa!" E assim ficaram a chamar-se aquelas terras, até que D. José I, sabedor da lenda, lhes passou a dar o nome oficial e romântico de Penafiel.

terça-feira, 20 de março de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

EMPRESÁRIO SÍRIO FICOU POR CÁ E TORNOU-SE O REI DA SALSA

Há 13 anos, Ziad Barazi apaixonou-se pelo Alto Minho e trocou a Síria por Viana do Castelo, onde acabou por lançar o negócio de ervas aromáticas frescas que hoje emprega 26 pessoas para produzir quatro milhões de plantas. E o negócio, com cada planta ainda em vaso, não para de crescer. "Com o fator crise, a venda das ervas aromáticas poderá aumentar ainda mais. Estas ervas, depois de utilizadas e se forem bem tratadas, voltam a crescer, por isso os nossos vasos são acompanhados de um folheto explicativo sobre como as tratar para voltarem a ser utilizadas", começa por contar.

Nestes pequenos vasos seguem plantas como salsa, coentros, manjerico, orégãos, alecrim, funcho, hortelã, entre outras, à venda nas grandes superfícies nacionais e espanholas. A empresa Aromáticas Vivas estende-se por 44 hectares de campos na freguesia de Carreço, com estufas em vidro para otimizar os recursos energéticos.

Em todo o sistema de produção e estufas foram investidos mais de quatro milhões de Euro. "O sistema de rega permite irrigar e fertilizar ao mesmo tempo e a água que não é absorvida pelas plantas entra em recirculação para ser novamente utilizada, não havendo desperdício. O espaçamento dado às plantas é oito vezes maior que o sistema tradicional e que os estudos comprovam aumentar a qualidade das ervas", explica.

Não usa químicos. "Utilizamos predadores apenas biológicos que se alimentam de outras pragas e biocombustível para o aquecimento da estufa. Além disso, a colheita é feita manualmente", sublinha.

Ligação europeia
"Da semente para as lojas" é o lema da empresa Aromáticas Vivas, detida pela Swedeponic, a maior produtora de ervas aromáticas em vaso na Europa, única empresa com produção em vários países europeus, além de contar com uma faturação global superior a 400 milhões de Euro.

Ziad Barazi nasceu na Síria há 60 anos e em 1999 deslumbrou-se com o Alto Minho. Tudo aconteceu numa visita de trabalho à Galiza que teve passagem por Viana do Castelo, de onde já não saiu mais. Em Carreço lançou uma empresa de produção de flores naturais e, há dois anos, em parceria com sócios suecos, espanhóis e portugueses, iniciou o negócio das ervas aromáticas frescas.

Acabou por casar-se em Portugal e até já tem um filho nascido em Viana do Castelo.

A maior parte das ervas podem continuar a ser cultivadas, em vaso, no interior da habitação dos compradores, enquanto servem para a confeção de refeições no dia a dia.

Mas este cultivo doméstico implica alguns cuidados, como nunca regar diretamente na raiz, aconselha Ziad Barazi.

Além disso, a empresa aponta a curiosidade de, nos meses de verão, estas plantas suportam bem o serem transplantadas diretamente para o exterior ou o jardim lá de casa, enquanto continuam a crescer normalmente, tornando-se desta forma uma "aposta rentável" para todo o ano, garante e empresário sírio.


DN - 19.03.2012 -

domingo, 18 de março de 2012

FLOR-DE-PALHA

Nome popular: Sempre-viva; Flor-de-palha
Nome científico: Helichrysum bracteatum
Família: Compositae (Asteraceae)
Origem: Austrália.

A Sempre-viva é uma planta herbácea anual, que cresce de 0,7 a 1,2 m de altura, e folhas bastante delicadas. Suas flores são pequenas, mas bastante chamativas. Formadas na primavera, suas folhas são extremamente duráveis. É tolerante a temperaturas mais baixas, mas pode também ser cultivada em climas mais quentes.
Esta planta (nome científico é Helichrysum angustifolium), nasce na Ilha de Córsega, ilha conhecida como cidade natal de Napoleão, seu mais ilustre habitante. Conhecida também como Sempre viva ou Italienische Strohblume (flor de palha italiana).
Seu óleo essencial é um poderoso aliado nos tratamentos de pele antienvelhecimento, tanto que a L'Occitane possui uma linha de cremes feitos com óleo essencial orgânico de immortelle, exclusivos da marca. Esta planta possui qualidades altamente antisépticas, antiinflamatórias e cicatrizantes.
Também indicado para uso tópico em casos de flebites, psoríase e eczemas; sempre diluído em óleo carreador, que pode ser o óleo de semente de uva. Sempre testar aos poucos, tipo 10 ml de óleo carreador para 1 gota de óleo essencial de Immortelle.
O aroma da flor é fascinante e parece perene como a planta; e é tudo isto que o óleo essencial traz junto na sua energia. Ela é originária e cresce em abundância na Ilha de Córsega, mas vem bem em todo sul e centro da Europa. Cresce até 50 cm e gosta de terras áridas e perto do mar.
Além de todos os benefícios para a pele, ela traz indicações também para quadros de bronquite, reumatismo e gota.



Voltando a falar um pouco mais de Córsega, 1/3 da área desta ilha é protegida como parque nacional, onde seu belo litoral continua imune do "cimento". É quase despovoada (31 habitantes/km2 ). Por tudo isso, a Immortelle cresce livre e solta pelas pedras e campos arenosos da ilha.

sábado, 10 de março de 2012

BARBIE

A 9 de Março de 1959, um casal norte-americano, Ruth e Elliot Handler, mostrou numa feira de brinquedos em Nova Iorque a sua última criação: uma boneca com ar adolescente. Foi um sucesso e os primeiros exemplares custavam três dólares (cerca de dois euro). Contudo, a Mattel teve de pagar uma indemnização a uma fábrica de bonecas eróticas da Alemanha que reclamou que a Barbie era parecida com os seu modelos. E, 2012, é fabricada na China e no mundo vendem-se cerca de duas bonecas por segundo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março

O Dia Internacional da Mulher é celebrado hoje em vários pontos do mundo, mas, segundo um estudo publicado no jornal britânico The Independent, os direitos e as perspectivas de realização pessoal e profissional das pessoas do sexo feminino variam consoante os países e, em alguns casos de forma surpreendente.
Segundo o jornal o melhor país para se ser mulher é a Islândia, pois é aquele que apresenta melhores indicadores de igualdade entre os géneros, em termos de representação política, na educação, saúde e emprego. No extremo oposto estão o Yemen e o Afeganistão.
Já no que respeita ao exercício de funções políticas o melhor sítio é, de acordo com o Independent, o Ruanda, a única nação onde a maioria dos elementos do parlamento são do sexo feminino. Mas é no Sri Lanka que as hipóteses de uma mulher ser chefe de Estado são maiores. Há 23 anos que as candidatas concorrem ao lugar cimeiro da hierarquia política do país.
A Tailândia e as Bahamas, por sua vez, oferecem boas oportunidades económicas às mulheres. O país do sudeste asiático é o que tem maior percentagem feminina na administração de empresas, enquanto as ilhas do Caribe estão no topo da lista mundial no que diz respeito à participação das mulheres na economia. Bem perto, nas Caraíbas estão os lugares ideais para as mulheres que se queiram dedicar à carreira de jornalista (45 por cento das notícias são escritas ou apresentadas por mulheres). Juízas, gestoras e legisladoras têm mais hipóteses de fazer carreira na Jamaica. Já o melhor sítio para uma mulher tirar um curso superior é o Qatar.
No campo familiar a Noruega é o país ideal para as mulheres serem mães, mas na hora de dar à luz a Grécia é a primeira escolha, onde o risco de se morrer durante o parto é de uma mulher em cada 31,800.
O Japão é o país com maior esperança média de vida para o sexo feminino, no entanto é na Dinamarca que as mulheres parecem aproveitar melhor a vida, o país onde têm mais tempo para o lazer.
O estudo refere ainda o melhor lugar para uma mulher deixar o marido: a ilha de Guam, que tem a taxa de divórcio mais alta do mundo.


Ana Tomás

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

29 DE FEVEREIRO

Nos últimos 120 anos nasceram a 29 de fevereiro 8976 portugueses. Hoje, apenas 7427 vão festejar a data. Destes, 3840 são mulheres e 3587 são homens. Os restantes 1549 já partiram.

ACONTECIMENTOS:
Em 1808, Napoleão Bonaparte toma Barcelona durante a Guerra Peninsular, também conhecida em Portugal como as Invasões Francesas, que aconteceram entre 1807 e 1814.
Em 1960, a cidade marroquina de Agadir é atingida pelo mais mortífero e destrutivo terramoto de que há registo naquele país. Um terço da população morreu.
Em 1988 tem início as emissões regulares "TSF-Rádio Jornal". "Paz no fisco durante três meses" foi a primeira frase dita por António Macedo.
Em 1996, o Supremo Tribunal de Justiça reduz a pena do ex-secretário de Estado da Saúde Costa Freire para cinco anos de prisão efetiva e 80 dias de multa. Tinha sido condenado a sete anos pelo crime de burla agravada contra a Estado, negócio ilícito e prevaricação.
Em 2004, o presidente deposto do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, abandona o país, exilando-se na Nigéria. Chegam a Port-au-Prince as primeiras forças internacionais.
No cinema, O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei vence 11 óscares da Academia de Hollywood.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

LENDAS DE PORTUGAL - XXXIX - SERPA

A COBRA E O REI GORDO


É possível que já seja demasiado tarde, para se contar esta lenda. Está praticamente esquecida por terras de Serpa, talvez porque já não há razão para ser divulgada. Terá aparecido o tal homem sem medo? Eis o que devem saber. Tratava.se de uma dama chamada Ana, de beleza extraordinária, porém transfigurada em cobra, mas de farta cabeleira e olhos de fogo. Pois Ana vivia junto de uma figueira, na conhecida Quinta do Fidalgo, à entrada de Serpa, dos lados de Beja. E Ana aparecia sempre nas manhãs de S. João, mostrando um riquíssimo tesouro e dizendo:

"Eu não engano ninguém, e quem for corajoso que me venha desencantar, que terá todo este tesouro."

Bem, mas era preciso, de facto, ter muita coragem, para desencantar Ana. A primeira parte parecia não meter medo a ninguém, é verdade. Bastava chegar à Quinta do Fidalgo, junto da figueira e gritar bem alto o nome da dama. O pior é que logo a seguir a serpente se transformava em touro bravo. Quem passasse esta primeira prova, sentiria o touro transformar-se em Cão Preto, outra fera. Se, mesmo assim, o homem que queria desencantar Ana resistisse, então o cão voltaria a ser cobra que se enrolaria no seu corpo. E dar-lhe-ia um beijo na face. Porém, se o homem transmitisse medo ou repugnância, a cobra mordê-lo-ia mortalmente e Ana continuaria encantada. Doutro modo, ele ficaria rico para todo o sempre. Bem, mas come se disse atrás, esta lenda está quase esquecida. Quanto a nós é porque apareceu alguém que desencantou Ana e deve estar a gozar os rendimentos em qualquer ponto do globo. Ou, o que será pior, os homens perderam a coragem...
Ora alguma actualidade tem esta lenda. Trata de D. Afonso II que, gordo como era, teve por cognome exactamente isso, o Gordo. De qualquer modo, na linha de actuação de seu pai e de seu avô, procurava conquistar territórios que estavam sob o domínio mourisco. Assim, andando com as suas tropas pelo Alentejo procurou apanhar Serpa ao inimigo.

Estava calor, a armadura incomodava-o, era valente mas a gordura não lhe permitia dispor de si como gostaria. De qualquer modo, colocou as suas hostes da melhor maneira nas encostas do monte de S. Gens e depôs-se ao combate.

E o combate foi duro, que portugueses e mouros eram gente de força. E os primeiros impactos o desfecho, pois os mouros acabaram em debandada. Serpa e os seus arredores caíram nas mãos dos portugueses. Os chefes militares festejavam a vitória com os seus soldados. Porém, às tantas, ninguém sabia do rei. Procuravam-no e não aparecia. Encontraram-no caído, mas não morto nem ferido, apenas desmaiado. Do calor. Não resistira. Foram buscar água a um poço, junto ao Monte do Peixoto, que passou a chamar-se Poço-del-Rei. Recobrando os sentidos, o Gordo congratulou-se com a vitória. Mas vendo tantos guerreiros mortos, mandou ali erguer uma cruz em sua memória. Era de madeira, mas D. Dinis mandou substituí-la pela de pedra que lá está, a Cruz Nova.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

MARGARET THATCHER

Em política, se quer alguma coisa dita, peça a um homem;

se quer alguma coisa feita, peça a uma mulher.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A ALDEIA MAIS CARICATA DE PORTUGAL




Está sempre a crescer, é de barro e fica em Arraiolos na Quinta das Canas Verdes. a Aldeia da Terra tem tudo o que as aldeias do interior deviam ter: ruas pavimentadas, praças, cafés, livrarias, escolas, carros e pessoas.

"Bem vindos à aldeia mais caricata de Portugal". A mensagem, escrita num painel à entrada, não engana. Do lado de lá do muro alto está uma aldeia construída por Tiago Cabeças e pintada pela mulher, Magda Ventura. Uma obra de amor. Com uma área de três mil metros quadrados, todos os dias surge uma coisa nova: uma casa, um habitante, um carro estacionado numa rua antes em movimento, uma árvore, um canteiro de flores. Tudo feito de barro.

Neste momento tem 1739 peças, das quais 677 personagens, 204 casinhas, 79 viaturas e 929 adereços. A contagem todos os dias é actualizada.



Além da Aldeia da Terra, que dá nome a este espaço de esculturas de terracota ao ar livre, existem aqui mais duas, a da Pedra e a de Baixo, muito próximas umas das outras, separadas pelo corredor de passagem destinada aos visitantes. E outras aldeias surgirão no espaço ainda disponível.

Está aberto todos os dias das 10h00 às 17h00 (no Verão fecha às 18h00).

sábado, 18 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012

O Carnaval este ano acontece a 21 de Fevereiro e em Portugal existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais de Estarreja, da Madeira (de onde saíram os imigrantes que haveriam de levar a tradição do Carnaval para o Brasil), Ovar, Loures (um dos mais antigos carnavais do país - remonta a 1934), Podence, Loulé, Sesimbra, Sines e Torres Vedras, que juntamente com o Carnaval de Canas de Senhorim é um dos mais antigos de Portugal.


Carnaval de Loulé 2012

O ano de 1906 foi o ano zero do Carnaval Civilizado de Loulé. Até aí, os festejos assumiam aspectos agressivos de pouca graça, monótonos e sensaborões.
Um grupo de louletanos decidiu alterar-lhe a feição, civilizá-lo, torná-lo mais asseado e elegante. A ideia foi bem recebida pelo povo louletano, que decididamente a acarinhou e pôs em prática. E numa hábil campanha de promoção daquilo que se pretendia levar a efeito, o povo recorreu aos mais diversos meios que tinha ao seu alcance.
Actualmente, o Carnaval foca outros temas, como a sociedade em geral, o sistema político e os eventos mais importantes previstos durante o ano, numa crítica cheia de bom humor, divertimento e muita gargalhada.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

GLICÍNIA

Nome Científico: Wisteria sp
Sinonímia: Glycine sp, Kraunhia sp
Nome Popular: Glicínia, wistéria-japonesa, wistéria-chinesa
Família: Fabaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: China e Japão
Ciclo de Vida: Perene




A Glicínia é uma trepadeira volúvel, lenhosa e decídua, de florescimento muito decorativo. Suas folhas são pinadas, alternas e compostas por 9 a 19 folíolos, de coloração avermelhada e pubescentes quando novas, tornando-se glabras e verde-brilhantes com o tempo. As inflorescências são longas, pendulares e carregadas de numerosas flores azuis, róseas, brancas ou roxas.
Das espécies de Glicínias, as mais frequentes no paisagismo são a Wisteria floribunda, nativa do Japão e a Wisteria sinensis, nativa da China. A espécie chinesa apresenta inflorescências mais curtas, porém mais numerosas que as espécie japonesa. Os frutos são vagens compridas e marrons com sementes de 1 cm. Ocorrem também variedades de porte diferente e de folhas variegadas.
Seu crescimento é lento a moderado e pode levar anos para que se torne adulta e inicie o florescimento, porém é muito longeva, vivendo até 100 anos. A época de florescimento varia de acordo com o clima e a região onde está estabelecida.
Cuidado, a Glicínia é uma planta tóxica e deve ficar fora do alcance de crianças pequenas e animais domésticos. Multiplica-se por estaquia e por sementes.