sábado, 16 de junho de 2012

CALCEOLÁRIA

Classificação científica:
Nome Científico: Calceolaria  herbeohybrida
Sinonímia: Calceolaria herbacea, Calceolaria youngii
Nome Popular: Calceolária, sapatinho-de-Vénus, chinelinho-de-madame, tamanquinho
Família: Calceolariaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Chile
Ciclo de Vida: Perene

Calceolária é o nome popular de um grupo de híbridos, originários do cruzamento entre três diferentes espécies de Calceolaria: C. crenatiflora, C. corymbosa e C. cana, todas originárias do Chile. Ela é uma florífera perene, muito cultivada especificamente como planta envasada. Apresenta caule ramificado, de textura herbácea e pequeno porte, alcançando cerca de 30 cm de altura. Suas folhas são verdes, ovaladas, pubescentes, bastante rugosas, com nervuras bem marcadas e bordos denteados.

As inflorescências são retas e ramificadas, compostas por numerosas flores amarelas, vermelhas ou alaranjadas, além de misturas destas cores e pontilhados marrons. A flor é muito singular, com a pétala inferior inflada, semelhante a uma pequena bolsa. A floração estende-se pelo inverno e primavera. Apesar de perene é tratada como anual. Multiplica-se por sementes que germinam em 10 dias.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

IMAGEM DO DIA


O calor invadiu a Alemanha onde se esperam nos próximos dias temperaturas acima dos 30 graus. Pelo país fora, as flores despertaram e pintam todo o território.

domingo, 10 de junho de 2012

PALÁCIO DA PENA, SINTRA

D. Maria II teve dois maridos alemães. O primeiro, de uma família nobre da Baviera, morreu jovem. Casou-se depois com aquele que viria ser o nosso D. Fernando II e ainda bem. Oriundo da casa de Saxe-Coburgo-Ghotta, foi sua a ideia de construir o Palácio da Pena. Teve a ajuda no projeto de outro alemão, o barão Von Eschwege, um mineralogista há décadas radicado em Portugal e que até acompanhou D. João VI no Brasil. Concluído em 1847, o palácio deu à serra de Sintra um toque de romantismo que só é comparável aos castelos do Reno e aos palacetes que abundam na Baviera. E D. Fernando II, mesmo depois de enviuvar, gostava tanto de Portugal que até recusou ofertas para ser rei de Espanha e depois da Grécia.

domingo, 27 de maio de 2012

LENDAS DE PORTUGAL - XLII ALCOCHETE -

QUANTO A COMIDA QUER O SAL ...

Cada filha era uma formosura e o rei quis saber quanto elas gostavam dele. Juntou-as e fez-lhes a pergunta. A mais velha, sabendo que o pai gostava de palavras bonitas, respondeu:
"Amo tanto o meu pai como a luz cintilante das estrelas!"
O rei ficou contente e voltou-se para a filha do meio, que lhe disse:
"Meu pai, amo-o tanto como ao raio da lua cheia que se reflecte nas águas do mar!"
Muito agradado pela maneira como a filha falara, aguardou a resposta da mais nova:
"Quero tanto a meu pai quanto a comida quer o sal..."
Já o rei não gostou nada desta resposta e, colérico, ordenou:
"Filha ingrata, sai do palácio!"
Muito triste, a princesinha foi-se embora, levando consigo apenas o anel que comprovava a sua qualidade. Atravessou todo o reino, percorreu outro e outro, até que chegou a um reino longínquo. Aí ouviu um arauto proclamar que estavam a querer contratar uma ajudante de cozinha para o palácio real. E a princesinha conseguiu que lhe dessem esse lugar. E ali, humildemente, fez o que nunca fizera na vida, lavando panelas, descascando batatas, aprendendo a cozinhar.
Ora quando o jovem rei desse reino fez anos, a princesinha fez um bolo e meteu dentro o seu anel. E ele, ao abrir o bolo encontrou-o e logo viu que pertencia a pessoa real. Chamou logo o mordomo principal do palácio e ordenou-lhe que descobrisse a quem pertencia o anel. Depois de algumas investigações, levaram-lhe a ajudante de cozinha.
O rei ficou admirado com a beleza da menina e perguntou-lhe quem era. Ela contou ao rei como ali tinha ido parar. Mas tanto como a história o impressionou, o monarca apaixonou-se pela linda menina e pediu-a em casamento, o que ela aceitou.
Anunciando o noivado, fizeram-se os convites. Seria um grande banquete na véspera do casamento e que toda a comida fosse bem temperada excepto para um lugar, onde seria servida sem sal, destinando-se este lugar ao rei pai da princesinha. E quando chegou a altura do repasto, todos comiam satisfeitos excepto o pai da jovem, que fazia caretas a cada garfada. Por fim, deixou de comer. Como lhe perguntassem se não gostava das iguarias, respondeu, relutante:
"A minha comida não tem pitada de sal..."
O rei que ia casar com a filha dele observou:
"Mas não foi Vossa majestade que repudiou uma filha por lhe ter dito que lhe queria tanto quanto a comida quer o sal?!
O rei caiu em si e compreendeu que tinha sido extremamente injusto com a filha que, afinal de contas, tanto o amava!
Apareceu então a princesa e pai e filha abraçaram-se. Então, ele, porque gostava muito do pai, logo ali lhe perdoou.. E lá se fez o casamento e os dois reinos ficaram amigos.

domingo, 20 de maio de 2012

RIA FORMOSA - PROJETO RIO PROMOVE IDEIAS SUSTENTÁVEIS EM TAVIRA/ALGARVE

A salicórnia, uma erva que cresce espontaneamente nas salinas e que é hoje elemento indispensável nas saladas gourmet em países como a Bélgica, é o exemplo que mais depressa acode à memória de Sebastião Ferreira de Almeida para falar de desenvolvimento local sustentável. "O seu cultivo em salinas abandonadas ajuda a regenerar o ecossistema, contribuindo ao mesmo tempo para o desenvolvimento local da comunidade, como mostrou a investigadora Erika   Santos, do Instituto Superior Dom Afonso III, em Loulé, que está a estudar a planta", diz o jovem da Associação Chão de Gente que promove o Projeto Rio na região algarvia de Tavira, juntamente com o centro de Ciência Viva da cidade e a câmara municipal local.
Trata-se de uma série de debates, encontros e ações que pretendem juntar todos os atores locais para encontrar formas de promover mais atividades produtivas em prol da comunidade e do ambiente - a cultura da salicórnia parece uma bela hipótese. Mariscadores, aquicultores ou agricultores, investigadores e estudantes da Universidade do Algarve e de outras escolas superiores da região, decisores políticos e cidadãos em geral estão por isso convocados para estes encontros do rio, que têm início já no próximo fim de semana, na biblioteca da cidade. Identificar interesses comuns, caminhos possíveis de renovação local e formas mais adequadas de concretizar atividades económicas e produtivas é o objetivo final.
"O Projeto Rio foi um dos 70 de várias cidades europeias que ganharam um concurso do programa europeu Places", explicou o coordenador do projeto José Manuel do Carmo, do Centro de Ciência Viva de Tavira, sublinhando que "os contactos com os autores locais e comunidades já se iniciaram". O Projeto Rio já está a correr.
Mariscos, salina e ecossistemas
Levar aos produtores locais novos conhecimentos científicos que lhes permitam melhorar as atividades na Ria Formosa, na produção de sal ou de marisco, é uma das pedras de toque do projeto.
Cultivar laranjas e outros citrinos
Os pomares são imagem dos vales onde corre o rio Séqua, que se torna Gilão ao chegar à ponte romana da cidade de Tavira. Esta é uma das atividades que se mantém forte na região, apesar de algum declínio nos últimos anos. O Projeto Rio também quer dar aqui um contributo.
 Paisagens serranas para dinamizar
A desertificação da serra e do Barrocal extinguiu ali a agricultura. Este é um dos temas em debate. Segundo Miguel Carmo, da Associação Chão de gente, a ideia é tentar perceber de que forma é possível renova essa atividade na região para produzir riqueza de forma sustentável.

DN -20.05.2012-

terça-feira, 15 de maio de 2012

PETÚNIA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Petunia



Petúnia é um género botânico pertencente à família Solanaceae. Petúnia significa "flor vermelha" na língua dos índios Tupi. É originária de locais tropicais e sub-tropicais da América do Sul. A maioria das petúnias que se encontram em jardins são híbridas. As petúnias são herbáceas anuais (Petunia x hybrida) e atingem 15 a 30 cm de altura. A planta prefere estar exposta ao Sol. Floresce na primavera e verão e podem apresentar-se nas cores: vermelha, azul, rosa, laranja, salmão, púrpura e branca.

Seu principal pigmento é uma antocianida denominada petunidina, que tem seu nome derivado da palavra Petúnia, sendo um corante presente em algumas outras flores e frutas.

Petúnia pode ser um nome próprio de menina.

sábado, 12 de maio de 2012

MARIE CURIE


Nada na vida é para ser temido, somente compreendido.
Agora é a hora de compreender mais, para temer menos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Uma senhora de meia-idade teve um ataque de coração e foi parar ao hospital.
Na mesa de operações, quase às portas da morte, vê Deus e pergunta:
- Já está na minha altura?
Deus responde:
- Ainda não. Tens mais 43 anos, 2 meses e 8 dias de vida.
Depois de recuperar, a senhora decide ficar no Hospital e fazer uma lipoaspiração, algumas cirurgias plásticas, um facelift,...
Como tinha ainda alguns anos de vida, achou que poderia ficar ainda bonita e gozar o resto dos seus dias.
Quando saiu do Hospital, ao atravessar a rua, foi atropelada por uma ambulância e morreu.
A senhora, furiosa, ao encontrar-se com Deus, pergunta-lhe:
- Então, eu não tinha mais de 40 anos de vida? Porque que é que não me desviastes do caminho da ambulância?
Deus responde:
- Porra! Eras tu? Nem te conheci!!!!



domingo, 6 de maio de 2012

IMAGEM DO DIA

A lua cheia de sábado aparentava ser 14% maior do que é normal e cerca de 30% mais brilhante do que é usual em outras luas cheias. Este fenómeno repete-se anualmente e vai voltar verificar-se no próximo dia 23 de Junho de 2013.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

FALCÕES NASCEM EM FLOREIRA DE APARTAMENO ÀS PORTAS DE LISBOA

Foi no "tablet" do pai que Maria assistiu, pouco depois das 11 horas de ontem, aos primeiros minutos de vida do primeiro rebento de Margarida e Zuzu - dois falcões que, no início de abril, elegeram para ninho a floreira pendurada na janela do quarto da criança de cinco anos, num apartamento às portas de Lisboa. O nome foi escolhido logo depois. "Se for rapaz, chama-se João!", atirou a menina, ao mesmo tempo que, no Facebook, se sucediam os comentários dos muitos internautas que, graças à câmara de filmar instalada por Pedro Cotter, presenciaram o momento.
"É engraçado. Eu já tinha perdido a esperança", confessou Pedro Cotter,poucos minutos após João ter  nascido e consciente de que, apesar de terem sido postos sete ovos, poderia não ter nascido qualquer cria.
A sua tranquilidade contrastava com o entusiasmo da filha, que, até à hora de fecho desta edição,viu nascer dois pequenos falcões - o nome do segundo é Miguel -, sempre através do "tablet".
A imposição não é um capricho.
Assustadiços, os falcões são rápidos a fugir de quem se aproxima da janela, embora já se tenham habituado à brincadeiras de Maria. Margarida, a fêmea, é mais brincalhona do que Zuzu, o macho, "mais tímido" por natureza. Nenhum deles tem contacto direto com a menina que, para preservar o ninho, se viu obrigada a mudar de quarto quando os novos "vizinhos" foram encontrados.

A descoberta aconteceu a 5 de abril e foi protagonizada pela empregada doméstica. "A dona Fátima disse que eu tinha ali umas cordornizes", contou, entre risos, Pedro Cotter, lembrando, que, na altura, até houve quem dissesse que eram ovos da Páscoa, dada a proximidade da festividade, celebrada no domingo seguinte.
A curiosidade levou-o a instalar a câmara de filmar e a emitir 24 horas por dia o direto de um processo que a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves considera "normal", mas que acabou por ter uma mediatização inesperada.
 "A intenção era mostrar aos amigos", conta o dono da casa, que já recusou muitos pedidos de visita - uma consequência do fenómeno em que a transmissão contínua e em direto na Internet do ninho se tornou. De resto, é graças a essa funcionalidade de que Pedro Cotter tem conseguido acompanhar ao detalhe toda a evolução.
"A casa tem sempre gente. Eu muitas vezes não estou", confidenciou, sem esconder que é com frequência que consulta o telemóvel para ver o que se passa na floreira. E, poucos minutos antes de João ver a luz do dia pela primeira vez, confessava que, o mais provável, era que qualquer seguidor no Facebook soubesse antes dele de um nascimento. Os factos deram-lhe razão.

Link: http://falcao.novidades-de-encantar.pt/

DN -2.5.2012-

terça-feira, 1 de maio de 2012

1º DE MAIO NO ALGARVE

Festejar a Primavera, a Natureza e a abundância

Dia de Maio é dia de festa. Os festejos populares que o assinalam estão bastante enraizados na população algarvia, e incluem saídas para o campo, piqueniques, caracoladas, danças e cantares.


A tradição manda “Atacar o Maio” comendo figos secos condimentados com erva-doce, acompanhados com aguardente de medronho. Ao final da manhã, o destino é o campo para o indispensável piquenique. Em algumas localidades há actuação de bandas de música e ranchos folclóricos, como em Alte, Alcoutim, Odeleite, Paderne, Monchique e Albufeira.

Festa do M: M de Mel, M de Milho, M de Medronho. Desta feliz conjugação resulta uma outra festa tradicional que se realiza no primeiro dia do mês de Maio, em Monchique, rica nestes produtos. Nada como fazer uma visita para experimentar as especialidades acabadinhas de sair das mãos das doceiras.

Nos três primeiros dias de Maio, é também tradição arranjarem-se grandes bonecos de trapos, enfeitá-los e colocá-los em cima do telhado ou no jardim; chamam-se “Maios” ou “Maias”, consoante o sexo representado. Estes bonecos personificam a Primavera e a fecundidade, e a origem desta tradição estará em certos costumes da Roma pagã, ligados ao culto da natureza.


domingo, 29 de abril de 2012

LENDAS DE PORTUGAL -XLI VAGOS -

AS OSSADAS DE ESTÊVÃO COELHO

O culto de Nossa Senhora de Vagos envolve várias lendas e milagres, mas destaca-se como seu decoto mais querido um fidalgo da Beira-Serra chamado Estêvão Coelho. Mas lá iremos que, para já, importa contar que, no reinado de D. Sancho I, naufragou um barco francês diante da praia da Vagueira. Salvou-se o comandante, assim como alguns dos seus marinheiros. Nadaram para o areal, trazendo consigo uma imagem de Nossa Senhora. Dado o peso, logo a esconderam entre uns arbustos e dirigiram-se para a Esgueira, que era a povoação que viam mais próxima. O comandante dirigiu-se ao padre da freguesia e falou-lhe na imagem. Não tardou que ele e muita gente da população se dirigissem aos arbustos para recolher Nossa Senhora. Só que não a encontraram, o que muito os decepcionou.
Obviamente em clima de lenda, D. Sancho I, que se encontrava em Viseu, viu Nossa Senhora em sonho, tendo sabido onde se encontrava a imagem, para lá se dirigiu com o seu séquito. Neste ponto há uma lenda divergente que nos diz ter Nossa Senhora aparecido a um lavrador indicando-lhe o sítio onde se encontrava, manifestando-lhe o desejo de ter aí uma capela. Mas a primeira deve ser mais certa porque o rei mandou fazer uma capela e uma torre militar, esta destinada a proteger aquela praia de ataques piratas. E desta torre ainda há vestígios de uma parede de certo tamanho, designados Paredes da Torre, a um par de quilómetros da actual capela, que fica a mil metros da vila de Vagos. Esta segunda capela data do século XVII, tem várias lápides sepulcrais e constitui o que se pode chamar santuário. Diz-se que chegou a ter contíguas umas habitações onde se recolhiam em oração quer os condes de Cantanhede quer os senhores de Vila Verde. porém, destas já não há sinal.
Conta a lenda que o primeiro milagre sonante de Nossa Senhora de Vagos no seu primitivo santuário, o que ficava junto da torre, foi curar da lepra Estêvão Coelho. E tão contente ficou este que doou grande parte das suas terras ao santuário, ficando a viver ali, como eremita. E quando faleceu, foi enterrado dentro da própria capela.
Quando se construiu o novo santuário, por manifesta ruína e pequenez do primitivo, quatro vezes trouxeram a imagem e outras tantas ela regressou ao seu lugar de origem. Por fim, foi percebido o que Nossa Senhora pretendia dizer. E l´+a abriram o túmulo do seu primeiro grande devoto e transladaram-lhe as ossadas para o novo e actual santuário. "Logo ficou a Senhora sossegada e satisfeita", diz um dos textos da lenda. E uma pedra com o nome de Estêvão Coelho lá está como memória.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

MAIOR INSETO SUBTERRÂNEO TERRESTRE DA EUROPA DECOBERTO NO ALGARVE

O maior inseto subterrâneo terrestre da Europa foi descoberto nas grutas do Algarve, pela bióloga Ana Sofia Reboleira, aumentando assim para sete as novas espécies descobertas em Portugal. Vulgarmente conhecido como "peixinhos-de-prata" ou "traças-dos-livros", este inseto tem o nome científico Squamatinia algharbica e, segundo esta bióloga, "tem a particularidade de ser o maior inseto subterrâneo da Europa e o segundo maior tisanuro do mundo". Com três centímetros de comprimento, sem olhos, despigmentado e possuindo apêndices como antenas e cercos "extremamente desenvolvidos", este inseto é um novo género e uma nova espécie, que "vive apenas nas grutas do Algarve, desenvolvendo todo o seu ciclo de vida no meio subterrâneo e não sobrevivendo no exterior", explica Ana Sofia Reboleira. Trata-se de "uma relíquia biogeográfica, que terá sobrevivido a vários episódios de alterações climáticas, refugiado no meio subterrâneo" que habita, ou seja, nas mesmas cavidades de grutas do maciço algarvio onde a bióloga descobriu em 2010 um pseudoescorpião gigante.
Dica/Lusa

domingo, 22 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

MANDEVILLA

Classificação científica:
Reino:
Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Gentianales
Família: Apocynaceae
Género:Mandevilla

A Mandevilla ou Dipladênia é uma trepadeira semilenhosa e volúvel, conhecida internacionalmente por sua belíssima floração. Ela apresenta folhas perenes, coriáceas, elípticas a lanceoladas, com nervuras bem marcadas e de coloração verde-escura. Sua floração é mais intensa na primavera e verão, mas pode se estender por todo ano em regiões de clima quente.
Nas inflorescências, em pequenos rácemos, despontam as belas e chamativas flores em forma de trombeta, enormes em algumas variedades, chegando a 10 centímetros de diâmetro. As flores da Dipladênia geralmente são simples e de coloração rósea com o centro amarelo, mas podem ser dobradas e totalmente rosas, vermelhas ou brancas.
O sucesso da Dipladênia no paisagismo é indiscutível. Ela é muito rústica e precoce, florescendo desde jovem. Seu porte é médio, podendo alcançar cerca de 2 a 3 metros de altura. Seu perfume é bastante peculiar e lembra o aroma de chiclete tutti-frutti. A seiva leitosa da Dipladênia é tóxica e pode provocar queimaduras na pele e mucosas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

IMAGEM DO DIA

Quase nas nuvens...


Rossel Sabourin a escalar o "Vaso de Flor", uma torre de pedra no Portal Peak no Parque Nacional de Banff, no Canadá.

domingo, 8 de abril de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

MESA GIGANTE ASSINALA A PÁSCOA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA




Mais de 150 empresários de Vila Praia de Âncora, Caminha, transformaram este sábado quase 400 metros de rua na maior mesa da Páscoa do país, entre doces típicos da época ou peças de artesanato. A organização pertence ao Movimento dos Empresários do Concelho de Caminha e que pretende a valorização das tradições gatronómicas da Páscoa e a promoção da cultura regional. "O nosso objetivo é o dinamizar o concelho, criar movimento que origine consumo no nosso comércio", explicou Paula brito, dona de uma farmácia. "Fiquei fascinado com a vontade deste grupo de gente de todas as áreas comerciais que se uniu com muita vontade de dinamizar o comércio e atrair os clientes", garante também Amândia Rodrigues, dono de um restaurante na vila. A ideia de recriar em ponto gigante a tradicional mesa da Páscoa do Alto Minho partiu dos empresários para contrariar a crise. Já pensam no próximo ano em entrar para o livro dos recordes do Guinnes, com uma mesa de Páscoa de 600 metros.

DN - 8.4.2012-

sábado, 31 de março de 2012

SIGMUND FREUD



Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.

domingo, 25 de março de 2012

NOTÍCIA DA SEMANA

CENTRO CULTURAL DE SÃO LOURENÇO



O Centro Cultural de São Lourenço em Almancil (Loulé), um dos ícones da cultura no Algarve ao longo das últimas três décadas e local de eleição do pintor e prémio Nobel da literatura Günter Grass, que ali expôs obras de pintura, vai encerrar por tempo indeterminado. Por ali passaram artistas plásticos contemporâneos, poetas e músicos, nacionais e estrangeiros, entre os quais se destacam José de Guimarães, João Cutileiro ou Antoni Tàpies. O Centro Cultural de São Lourenço foi fundado pelo casal franco-alemão Volker e Marie Huber, que se apaixonou pelo Algarve. O objetivo era que o espaço fosse um ponto de encontro e de partilha entre artistas, público e comunidade local.


DN -25.3.2012-

sábado, 24 de março de 2012

LENDAS DE PORTUGAL - XL PENAFIEL -

ARRIFANA E PENA FIEL


Protagoniza esta lenda uma das mais interessantes figuras de mulher da Idade Média peninsular, a condessa Mumadona Dias. Penafiel será topónimo derivado de castelo assente em rochas firmes ou recordará momentos trágicos da vida da condessa? Possivelmente a resposta certa estará naquela, mas romanticamente prefere-se esta. Sabemos, no entanto, que a 24/3/1770, D. José I decretou: "Hei por bem e me apraz, que a dita povoação de Arrifana de Sousa (...) fique criada em cidade com o nome de Penafiel." Vejamos.


Em tempos que lá vão, Penafiel era o nome de uma zona onde havia várias povoações, a mais importante das quais era Arrifana de Sousa, que chegou a ser cabeça de concelho por foral de D. Manuel I, em 1518. Mas, por volta de 950, Mumadona Dias, senhora daquelas e de muitas outras terras, já era viúva do conde Hermenegildo, que muito chorava. Frequentemente ia lamentar-se para junto do túmulo do marido, a quem gabava sempre os seus filhos mais novos, Nuno e Arriana, lamentando o espírito aventureiro dos quatro mais velhos. Bem, e na altura das partilhas, Mumadona beneficiou os seus filhos favoritos. No entanto, estes optaram por viver com a mãe, dizendo Nuno que só a morte os separaria, enquanto a irmã protestava que nunca se casaria.
Certo dia, Mumadona Dias foi visitada por um vizinho, Mendo de Sousa, fidalgo poderoso, que lhe disse mais ou menos assim: "Senhora, conheceis quem sou e o que valho. Ninguém se me pode comparar em poderio. E deveis considerar uma honra para a vossa casa que eu queria casar com a vossa filha Arrifana." Mumadona rectificou o nome da filha, Arriana. Mas durante a conversa da pretensão - aquilo nem era pedido!- sempre dizia Arrifana, por muito que fosse corrigido. A fidalga informou-o que a filha saberia escolher e ele queria que a mãe o impusesse...


Perante Arriana, Mendo de Sousa foi rejeitado. E sempre lhe chamava Arrifana!


Passados tempos, Nuno morreu de doença, passando Mumadona Dias e sua filha Arriana, cheias de saudades, a chorá-lo. E andavam sempre juntas naquela tristeza.


"Para todo o sempre, esta há-de ficar a ser a terra da nossa pena fiel!" dizia a fidalga.


"Sim, minha mãe, a pena fiel pelo nosso querido Nuno!", respondia, tristíssima, Arriana.


E assim nas voltas do tempo, lá se foram deste mundo mãe e filha, acabando D. Mendes de Sousa por ficar dono e senhor de mais aquelas terras. E, apesar de já estar muito velho e alquebrado, quando se enterraram as vizinhas e se apossou de tudo aquilo, ficou muito satisfeito e resmungou que, por fim, aquilo tudo era dele. Não casara com ele, mas era dono das suas terras. E deu-lhe o nome que mais gostava: Arrifana. "Serão as terras de Arrifana de Sousa!" E assim ficaram a chamar-se aquelas terras, até que D. José I, sabedor da lenda, lhes passou a dar o nome oficial e romântico de Penafiel.