domingo, 1 de julho de 2012

IMAGEM DO DIA


Dalai Lama, lider espiritual do Tibete, visitou o seu amigo de longa data príncipe Charles na Clarence House, em Londres.

TRÊS LOBINHOS


Os biólogos do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, na Malveira, já se tinham apercebido de que uma das duas lobas acolhidas em estado de semicativeiro estava grávida. Há um mês e meio, a confirmação chegou "avistável" na forma de três crias (lobachos). O centro do Grupo Lobo, coordenado e desenvolvido pelo professor da Faculdade de Ciências Francisco Petrucci-Fonseca, existe há 25 anos para acolher alguns exemplares destes grandes carnívoros portugueses em vias de extinção (em liberdade existem não mais de 300, e apenas em zonas montanhosas, a norte do Tejo).

                                          

A mãe que já nasceu no centro é a única que se deixa observar mais facilmente e se aproxima dos cercados, sem recear tanto a presença humana porque. rejeitada em pequena pela progenitora, foi criada entre os biólogos do parque. Até ao momento, os investigadores só identificaram o sexo da cria dominante, uma fêmea, encontrando-se os lobinhos na fase de transição entre o leite e a carne.

Visão Nº 1008




quarta-feira, 27 de junho de 2012

LENDAS DE PORTUGAL -XLIII GONDOMAR-

A TRAGÉDIA DE RIO TINTO

A batalha entre cristãos e muçulmanos tinha sido tão violenta e tantos foram os mortos à lança e à espadeirada, que o sangue correu para as águas do rio, onde não poucos eram os cadáveres mutilados que boiavam. Rio tinto, Rio Tinto.
Os mouros pouseram-se em fuga e eram perseguidos encarniçadamente. E a lenda diz que uma princesa cristã percorria o campo da refrega tentando encontrar o irmão, que pertencia ao exército vencedor e ainda não aparecera. Aflita, ela invocava Santa Justa, mas do irmão nem sinal. Ouviu gemer entre uns arbustos e foi até lá para tentar salvar aquele sobrevivente. Era um príncipe mouro chamado Almançor. Ferido, exangue, ela mesma o tratou.
O jovem mouro contou-lhe que o pai, Abdel-raman, um dos chefes mouros e califa de Córdova, com a vergonha da derrota o abandonara. Que Alá, afinal, o abandonara também e era ela, uma cristã, que se interessava pela sua sorte. Por isso, doravante seguiria o cristianismo. Dulce, assim se chamava o princesa, chamou um frade que também por ali andava em busca de sobreviventes, o qual ali mesmo baptizou o mouro dando-lhe o nome de Fernando. Entretanto, apareceu o irmão de Dulce, que andara desencontrado nas últimas escaramuças da batalha.
A princesa e o frade ajudaram Fernando a esconder-se nos fojos da Serra de Santa Justa, onde ficou não só sob a protecção espiritual do frade como apoiado por Dulcer, que lhe levava roupas e alimentos. Em claro, os jovens apaixonaram-se e o frade casou-os na capela de Santa Justa. Porém, D. Ramiro, o pai de Dulce, é que nunca aceitou este casamento, amaldiçoando a filha. E os dois jovens passaram a viver na serra. Ele caçava e ela encarregava-se da choupana em que viviam.
Como gostava muito do irmão, Dulce, às escondidas de todos descia a um ermo a encontrar-se com ele. D. Ramiro começava a aceitar a casamento e ela estava pendente do perdão paterno para ambos regressarem a casa. Mas fernando, ignorando este relacionamento de Dulce com o irmão, um dia seguiu-a e quando os viu encontrarem-se com manifestações de carinho, deu um salto e apunhalou o rapaz. O moço, ao cair varado ainda conseguiu balbuciar de modo que o casal o ouviu:
"Trazia-te o perdão do nosso pai...." e morreu.
Fernando apercebeu-se do que fizera e gritou:
"Ai de mim, que de infiel me tornei cristão por amor e por amor me perdi!"
E com um gesto rápido, manobrou o alfange e matou-se de um só golpe.
E a lenda diz que o espírito deste lugar se confundiu com a memória dos dois apaixonados "que pensavam zelar a sua honra com o sangue da própria vida", pelo que ficou a chamar-se Montezelo, como mente do zelo, que é como quem diz do ciúme...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

JOSÉ, O PESCADOR

Este é o homem que, depois do naufrágio que matou seis pescadores das Caxinas, foi sozinho a Lisboa exigir do poder político mais segurança para os homens do mar. Eis o pescador José Festas.



Cinco dias depois do trágico naufrágio do barco "Luz do Sameiro", e pela primeira vez, os homens do mar passaram a ter  uma só voz, a de José Festas. Pescador humilde, de linguagem popular,    pouco habituado a formalismos e "documentos complicados que não resolvem nada", foi sozinho a Lisboa e exigiu ser pessoalmente recebido por ministros e pelo presidente da República.
Filho e neto de pescadores, farto de ver o luto das Caxinas constantemente renovado, deixou o mar, onde se iniciara   a pescar aos 9 anos num velho barquinho de madeira, para fundar, em 2007, a Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar.
"Foi difícil deixar o mar. Ainda hoje me custa." Mas todos os dias a P´ro-Maior revela ser muito mais do que uma associação. Há sempre gente à espera. Os pescadores dizem, meio a sério, meio a brincar, que é "pior do que o centro de saúde."
O "mestre" -como lhe chamam- dá apoio jurídico, trata da burocracia dos barcos e serve de bombeiro e polícia quando a tragédia bata à porta -é sempre o primeiro a chegar. É também quase psicólogo. "É um emprego 24 horas por dia."
Cinco anos depois, a associação representa cinco mil pescadores de 585 barcos e pós a segurança no mar na ordem do dia.
"Somos a maior associação de pescadores do país e somos ouvidos pelos nossos governantes." Depois de muita luta, há finalmente   um helicóptero em Ovar para salvamentos em mar, mais e modernos salva-vidas; 450 barcos receberam novos e modernos equipamentos e 4500 pescadores terão formação prática.

NM - 24.6.2012 -

quinta-feira, 21 de junho de 2012

JOHANN WOLFGANG VON GOETHE


A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

FACAS PRODUZIDAS ARTESENALMENTE NO ALGARVE


Os cabos são de chifre de veado, osso de mamute ou pénis de baleia. As lâminas são fabricadas com a mesma técnica que é usada nas espadas de samurais. A partir do Algarve, o alemão Hubertus Nees - Hubs - produz facas para chefs de cozinha, pescadores submarinos e caçadores de ursos-polares. Histórias de uma arte afiada.


Hubs é um tipo alto, magro, com barba rala e bigode comprido. Tem 60 anos e, como gosta de motos, costuma usar um casaco de cabedal que lhe dá um ar de duro. É frequente vê-lo chegar a qualquer lado com duas malas de aço que parecem saídas de um filme de gangsters. Lá dentro, viajam as suas «meninas», facas de vários tamanhos e formatos, com múltiplas aplicações. «Não há duas iguais, cada uma é obra única.» Há-as para homem e senhora, para a cozinha, caça, pesca ou simplesmente para decoração. São feitas de materiais peculiares como ossos de animais, alguns já extintos. Ou pedras preciosas. Ou madeiras raras. “Tento sempre perceber quem vai ficar com a faca, conhecer a sua personalidade e a sua história. E depois criar um objeto o mais personalizado possível.» A oficina onde os utensílios ganham forma fica numa quinta junto de Espiche, perto de Lagos.

Cada faca leva uns bons quatro ou cinco dias a estar pronta. E se as mais pequenas custam 750 euros, há outras que facilmente chegam aos milhares de euros, tendo em conta os materiais usados e a qualidade da lâmina.

«As facas acompanham o homem desde os primórdios dos tempos. Ajudaram-no a marcar território, a caçar e a sobreviver. Não são armas, são utensílios. Mas devemos-lhes o mesmo respeito que devemos à natureza. São a peça fundamental da nossa afirmação enquanto raça dominante do planeta. Se a dominamos bem ou mal, porra, isso já é outra história.»

terça-feira, 19 de junho de 2012

UM BOM EXEMPLO

A autarquia já apoiava uma centena de famílias com cabazes de alimentos, mas, ao saber que uma mãe de quatro filhos, desempregada e com o marido a ganhar o salário mínimo, não podia pagar uma vacina para a asma que custava 180 Euro, o presidente da Junta de Freguesia de Vilar do Paraíso passou uma noite em branco.
Nessa insónia, teve uma ideia que em poucas semanas mudou a vida a dezenas de pessoas. Elísio Pinto, 57 anos, lembrou-se de bater à porta das muitas empresas daquela freguesia cheia de indústria, pedindo-lhes um contributo mensal destinado a resolver problemas sociais. Nasceu assim o projeto Paraíso Solidário, que começou, em março, a pagar as pequenas despesas que se tornam imensas para uma família sem recursos: medicamentos, vacinas, óculos, fraldas, contas da água e da luz, mensalidades da creche e propinas da faculdade. O autarca ficou surpreendido com a adesão. "Parecia que as empresas estavam à espera que lhe batessem à porta para serem solidários." Em três meses, aderiram 26 e mais revelaram interesse, entre elas uma grande mulitnacional.Também há particulares entre os doadores. O resultado é animador: desde março foram apoiadas sessenta famílias e 120 pessoas e, com os seus modos gentis de cavalheiro à moda antiga, Elísio Pinto já foi explicar o conceito do Paraíso Solidário a freguesias e concelhos vizinhos. "Não podemos cair na tentação de nada fazer. É preciso envolver toda a comunidade para encontrar respostas em conjunto". Até porque, para o presidente da junta, que está no seu último ano no cargo, é ponto assente que "a pobreza não é criada pelos pobres".

NM-17.06.2012

sábado, 16 de junho de 2012

CALCEOLÁRIA

Classificação científica:
Nome Científico: Calceolaria  herbeohybrida
Sinonímia: Calceolaria herbacea, Calceolaria youngii
Nome Popular: Calceolária, sapatinho-de-Vénus, chinelinho-de-madame, tamanquinho
Família: Calceolariaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Chile
Ciclo de Vida: Perene

Calceolária é o nome popular de um grupo de híbridos, originários do cruzamento entre três diferentes espécies de Calceolaria: C. crenatiflora, C. corymbosa e C. cana, todas originárias do Chile. Ela é uma florífera perene, muito cultivada especificamente como planta envasada. Apresenta caule ramificado, de textura herbácea e pequeno porte, alcançando cerca de 30 cm de altura. Suas folhas são verdes, ovaladas, pubescentes, bastante rugosas, com nervuras bem marcadas e bordos denteados.

As inflorescências são retas e ramificadas, compostas por numerosas flores amarelas, vermelhas ou alaranjadas, além de misturas destas cores e pontilhados marrons. A flor é muito singular, com a pétala inferior inflada, semelhante a uma pequena bolsa. A floração estende-se pelo inverno e primavera. Apesar de perene é tratada como anual. Multiplica-se por sementes que germinam em 10 dias.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

IMAGEM DO DIA


O calor invadiu a Alemanha onde se esperam nos próximos dias temperaturas acima dos 30 graus. Pelo país fora, as flores despertaram e pintam todo o território.

domingo, 10 de junho de 2012

PALÁCIO DA PENA, SINTRA

D. Maria II teve dois maridos alemães. O primeiro, de uma família nobre da Baviera, morreu jovem. Casou-se depois com aquele que viria ser o nosso D. Fernando II e ainda bem. Oriundo da casa de Saxe-Coburgo-Ghotta, foi sua a ideia de construir o Palácio da Pena. Teve a ajuda no projeto de outro alemão, o barão Von Eschwege, um mineralogista há décadas radicado em Portugal e que até acompanhou D. João VI no Brasil. Concluído em 1847, o palácio deu à serra de Sintra um toque de romantismo que só é comparável aos castelos do Reno e aos palacetes que abundam na Baviera. E D. Fernando II, mesmo depois de enviuvar, gostava tanto de Portugal que até recusou ofertas para ser rei de Espanha e depois da Grécia.

domingo, 27 de maio de 2012

LENDAS DE PORTUGAL - XLII ALCOCHETE -

QUANTO A COMIDA QUER O SAL ...

Cada filha era uma formosura e o rei quis saber quanto elas gostavam dele. Juntou-as e fez-lhes a pergunta. A mais velha, sabendo que o pai gostava de palavras bonitas, respondeu:
"Amo tanto o meu pai como a luz cintilante das estrelas!"
O rei ficou contente e voltou-se para a filha do meio, que lhe disse:
"Meu pai, amo-o tanto como ao raio da lua cheia que se reflecte nas águas do mar!"
Muito agradado pela maneira como a filha falara, aguardou a resposta da mais nova:
"Quero tanto a meu pai quanto a comida quer o sal..."
Já o rei não gostou nada desta resposta e, colérico, ordenou:
"Filha ingrata, sai do palácio!"
Muito triste, a princesinha foi-se embora, levando consigo apenas o anel que comprovava a sua qualidade. Atravessou todo o reino, percorreu outro e outro, até que chegou a um reino longínquo. Aí ouviu um arauto proclamar que estavam a querer contratar uma ajudante de cozinha para o palácio real. E a princesinha conseguiu que lhe dessem esse lugar. E ali, humildemente, fez o que nunca fizera na vida, lavando panelas, descascando batatas, aprendendo a cozinhar.
Ora quando o jovem rei desse reino fez anos, a princesinha fez um bolo e meteu dentro o seu anel. E ele, ao abrir o bolo encontrou-o e logo viu que pertencia a pessoa real. Chamou logo o mordomo principal do palácio e ordenou-lhe que descobrisse a quem pertencia o anel. Depois de algumas investigações, levaram-lhe a ajudante de cozinha.
O rei ficou admirado com a beleza da menina e perguntou-lhe quem era. Ela contou ao rei como ali tinha ido parar. Mas tanto como a história o impressionou, o monarca apaixonou-se pela linda menina e pediu-a em casamento, o que ela aceitou.
Anunciando o noivado, fizeram-se os convites. Seria um grande banquete na véspera do casamento e que toda a comida fosse bem temperada excepto para um lugar, onde seria servida sem sal, destinando-se este lugar ao rei pai da princesinha. E quando chegou a altura do repasto, todos comiam satisfeitos excepto o pai da jovem, que fazia caretas a cada garfada. Por fim, deixou de comer. Como lhe perguntassem se não gostava das iguarias, respondeu, relutante:
"A minha comida não tem pitada de sal..."
O rei que ia casar com a filha dele observou:
"Mas não foi Vossa majestade que repudiou uma filha por lhe ter dito que lhe queria tanto quanto a comida quer o sal?!
O rei caiu em si e compreendeu que tinha sido extremamente injusto com a filha que, afinal de contas, tanto o amava!
Apareceu então a princesa e pai e filha abraçaram-se. Então, ele, porque gostava muito do pai, logo ali lhe perdoou.. E lá se fez o casamento e os dois reinos ficaram amigos.

domingo, 20 de maio de 2012

RIA FORMOSA - PROJETO RIO PROMOVE IDEIAS SUSTENTÁVEIS EM TAVIRA/ALGARVE

A salicórnia, uma erva que cresce espontaneamente nas salinas e que é hoje elemento indispensável nas saladas gourmet em países como a Bélgica, é o exemplo que mais depressa acode à memória de Sebastião Ferreira de Almeida para falar de desenvolvimento local sustentável. "O seu cultivo em salinas abandonadas ajuda a regenerar o ecossistema, contribuindo ao mesmo tempo para o desenvolvimento local da comunidade, como mostrou a investigadora Erika   Santos, do Instituto Superior Dom Afonso III, em Loulé, que está a estudar a planta", diz o jovem da Associação Chão de Gente que promove o Projeto Rio na região algarvia de Tavira, juntamente com o centro de Ciência Viva da cidade e a câmara municipal local.
Trata-se de uma série de debates, encontros e ações que pretendem juntar todos os atores locais para encontrar formas de promover mais atividades produtivas em prol da comunidade e do ambiente - a cultura da salicórnia parece uma bela hipótese. Mariscadores, aquicultores ou agricultores, investigadores e estudantes da Universidade do Algarve e de outras escolas superiores da região, decisores políticos e cidadãos em geral estão por isso convocados para estes encontros do rio, que têm início já no próximo fim de semana, na biblioteca da cidade. Identificar interesses comuns, caminhos possíveis de renovação local e formas mais adequadas de concretizar atividades económicas e produtivas é o objetivo final.
"O Projeto Rio foi um dos 70 de várias cidades europeias que ganharam um concurso do programa europeu Places", explicou o coordenador do projeto José Manuel do Carmo, do Centro de Ciência Viva de Tavira, sublinhando que "os contactos com os autores locais e comunidades já se iniciaram". O Projeto Rio já está a correr.
Mariscos, salina e ecossistemas
Levar aos produtores locais novos conhecimentos científicos que lhes permitam melhorar as atividades na Ria Formosa, na produção de sal ou de marisco, é uma das pedras de toque do projeto.
Cultivar laranjas e outros citrinos
Os pomares são imagem dos vales onde corre o rio Séqua, que se torna Gilão ao chegar à ponte romana da cidade de Tavira. Esta é uma das atividades que se mantém forte na região, apesar de algum declínio nos últimos anos. O Projeto Rio também quer dar aqui um contributo.
 Paisagens serranas para dinamizar
A desertificação da serra e do Barrocal extinguiu ali a agricultura. Este é um dos temas em debate. Segundo Miguel Carmo, da Associação Chão de gente, a ideia é tentar perceber de que forma é possível renova essa atividade na região para produzir riqueza de forma sustentável.

DN -20.05.2012-

terça-feira, 15 de maio de 2012

PETÚNIA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Petunia



Petúnia é um género botânico pertencente à família Solanaceae. Petúnia significa "flor vermelha" na língua dos índios Tupi. É originária de locais tropicais e sub-tropicais da América do Sul. A maioria das petúnias que se encontram em jardins são híbridas. As petúnias são herbáceas anuais (Petunia x hybrida) e atingem 15 a 30 cm de altura. A planta prefere estar exposta ao Sol. Floresce na primavera e verão e podem apresentar-se nas cores: vermelha, azul, rosa, laranja, salmão, púrpura e branca.

Seu principal pigmento é uma antocianida denominada petunidina, que tem seu nome derivado da palavra Petúnia, sendo um corante presente em algumas outras flores e frutas.

Petúnia pode ser um nome próprio de menina.

sábado, 12 de maio de 2012

MARIE CURIE


Nada na vida é para ser temido, somente compreendido.
Agora é a hora de compreender mais, para temer menos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Uma senhora de meia-idade teve um ataque de coração e foi parar ao hospital.
Na mesa de operações, quase às portas da morte, vê Deus e pergunta:
- Já está na minha altura?
Deus responde:
- Ainda não. Tens mais 43 anos, 2 meses e 8 dias de vida.
Depois de recuperar, a senhora decide ficar no Hospital e fazer uma lipoaspiração, algumas cirurgias plásticas, um facelift,...
Como tinha ainda alguns anos de vida, achou que poderia ficar ainda bonita e gozar o resto dos seus dias.
Quando saiu do Hospital, ao atravessar a rua, foi atropelada por uma ambulância e morreu.
A senhora, furiosa, ao encontrar-se com Deus, pergunta-lhe:
- Então, eu não tinha mais de 40 anos de vida? Porque que é que não me desviastes do caminho da ambulância?
Deus responde:
- Porra! Eras tu? Nem te conheci!!!!



domingo, 6 de maio de 2012

IMAGEM DO DIA

A lua cheia de sábado aparentava ser 14% maior do que é normal e cerca de 30% mais brilhante do que é usual em outras luas cheias. Este fenómeno repete-se anualmente e vai voltar verificar-se no próximo dia 23 de Junho de 2013.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

FALCÕES NASCEM EM FLOREIRA DE APARTAMENO ÀS PORTAS DE LISBOA

Foi no "tablet" do pai que Maria assistiu, pouco depois das 11 horas de ontem, aos primeiros minutos de vida do primeiro rebento de Margarida e Zuzu - dois falcões que, no início de abril, elegeram para ninho a floreira pendurada na janela do quarto da criança de cinco anos, num apartamento às portas de Lisboa. O nome foi escolhido logo depois. "Se for rapaz, chama-se João!", atirou a menina, ao mesmo tempo que, no Facebook, se sucediam os comentários dos muitos internautas que, graças à câmara de filmar instalada por Pedro Cotter, presenciaram o momento.
"É engraçado. Eu já tinha perdido a esperança", confessou Pedro Cotter,poucos minutos após João ter  nascido e consciente de que, apesar de terem sido postos sete ovos, poderia não ter nascido qualquer cria.
A sua tranquilidade contrastava com o entusiasmo da filha, que, até à hora de fecho desta edição,viu nascer dois pequenos falcões - o nome do segundo é Miguel -, sempre através do "tablet".
A imposição não é um capricho.
Assustadiços, os falcões são rápidos a fugir de quem se aproxima da janela, embora já se tenham habituado à brincadeiras de Maria. Margarida, a fêmea, é mais brincalhona do que Zuzu, o macho, "mais tímido" por natureza. Nenhum deles tem contacto direto com a menina que, para preservar o ninho, se viu obrigada a mudar de quarto quando os novos "vizinhos" foram encontrados.

A descoberta aconteceu a 5 de abril e foi protagonizada pela empregada doméstica. "A dona Fátima disse que eu tinha ali umas cordornizes", contou, entre risos, Pedro Cotter, lembrando, que, na altura, até houve quem dissesse que eram ovos da Páscoa, dada a proximidade da festividade, celebrada no domingo seguinte.
A curiosidade levou-o a instalar a câmara de filmar e a emitir 24 horas por dia o direto de um processo que a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves considera "normal", mas que acabou por ter uma mediatização inesperada.
 "A intenção era mostrar aos amigos", conta o dono da casa, que já recusou muitos pedidos de visita - uma consequência do fenómeno em que a transmissão contínua e em direto na Internet do ninho se tornou. De resto, é graças a essa funcionalidade de que Pedro Cotter tem conseguido acompanhar ao detalhe toda a evolução.
"A casa tem sempre gente. Eu muitas vezes não estou", confidenciou, sem esconder que é com frequência que consulta o telemóvel para ver o que se passa na floreira. E, poucos minutos antes de João ver a luz do dia pela primeira vez, confessava que, o mais provável, era que qualquer seguidor no Facebook soubesse antes dele de um nascimento. Os factos deram-lhe razão.

Link: http://falcao.novidades-de-encantar.pt/

DN -2.5.2012-

terça-feira, 1 de maio de 2012

1º DE MAIO NO ALGARVE

Festejar a Primavera, a Natureza e a abundância

Dia de Maio é dia de festa. Os festejos populares que o assinalam estão bastante enraizados na população algarvia, e incluem saídas para o campo, piqueniques, caracoladas, danças e cantares.


A tradição manda “Atacar o Maio” comendo figos secos condimentados com erva-doce, acompanhados com aguardente de medronho. Ao final da manhã, o destino é o campo para o indispensável piquenique. Em algumas localidades há actuação de bandas de música e ranchos folclóricos, como em Alte, Alcoutim, Odeleite, Paderne, Monchique e Albufeira.

Festa do M: M de Mel, M de Milho, M de Medronho. Desta feliz conjugação resulta uma outra festa tradicional que se realiza no primeiro dia do mês de Maio, em Monchique, rica nestes produtos. Nada como fazer uma visita para experimentar as especialidades acabadinhas de sair das mãos das doceiras.

Nos três primeiros dias de Maio, é também tradição arranjarem-se grandes bonecos de trapos, enfeitá-los e colocá-los em cima do telhado ou no jardim; chamam-se “Maios” ou “Maias”, consoante o sexo representado. Estes bonecos personificam a Primavera e a fecundidade, e a origem desta tradição estará em certos costumes da Roma pagã, ligados ao culto da natureza.


domingo, 29 de abril de 2012

LENDAS DE PORTUGAL -XLI VAGOS -

AS OSSADAS DE ESTÊVÃO COELHO

O culto de Nossa Senhora de Vagos envolve várias lendas e milagres, mas destaca-se como seu decoto mais querido um fidalgo da Beira-Serra chamado Estêvão Coelho. Mas lá iremos que, para já, importa contar que, no reinado de D. Sancho I, naufragou um barco francês diante da praia da Vagueira. Salvou-se o comandante, assim como alguns dos seus marinheiros. Nadaram para o areal, trazendo consigo uma imagem de Nossa Senhora. Dado o peso, logo a esconderam entre uns arbustos e dirigiram-se para a Esgueira, que era a povoação que viam mais próxima. O comandante dirigiu-se ao padre da freguesia e falou-lhe na imagem. Não tardou que ele e muita gente da população se dirigissem aos arbustos para recolher Nossa Senhora. Só que não a encontraram, o que muito os decepcionou.
Obviamente em clima de lenda, D. Sancho I, que se encontrava em Viseu, viu Nossa Senhora em sonho, tendo sabido onde se encontrava a imagem, para lá se dirigiu com o seu séquito. Neste ponto há uma lenda divergente que nos diz ter Nossa Senhora aparecido a um lavrador indicando-lhe o sítio onde se encontrava, manifestando-lhe o desejo de ter aí uma capela. Mas a primeira deve ser mais certa porque o rei mandou fazer uma capela e uma torre militar, esta destinada a proteger aquela praia de ataques piratas. E desta torre ainda há vestígios de uma parede de certo tamanho, designados Paredes da Torre, a um par de quilómetros da actual capela, que fica a mil metros da vila de Vagos. Esta segunda capela data do século XVII, tem várias lápides sepulcrais e constitui o que se pode chamar santuário. Diz-se que chegou a ter contíguas umas habitações onde se recolhiam em oração quer os condes de Cantanhede quer os senhores de Vila Verde. porém, destas já não há sinal.
Conta a lenda que o primeiro milagre sonante de Nossa Senhora de Vagos no seu primitivo santuário, o que ficava junto da torre, foi curar da lepra Estêvão Coelho. E tão contente ficou este que doou grande parte das suas terras ao santuário, ficando a viver ali, como eremita. E quando faleceu, foi enterrado dentro da própria capela.
Quando se construiu o novo santuário, por manifesta ruína e pequenez do primitivo, quatro vezes trouxeram a imagem e outras tantas ela regressou ao seu lugar de origem. Por fim, foi percebido o que Nossa Senhora pretendia dizer. E l´+a abriram o túmulo do seu primeiro grande devoto e transladaram-lhe as ossadas para o novo e actual santuário. "Logo ficou a Senhora sossegada e satisfeita", diz um dos textos da lenda. E uma pedra com o nome de Estêvão Coelho lá está como memória.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

MAIOR INSETO SUBTERRÂNEO TERRESTRE DA EUROPA DECOBERTO NO ALGARVE

O maior inseto subterrâneo terrestre da Europa foi descoberto nas grutas do Algarve, pela bióloga Ana Sofia Reboleira, aumentando assim para sete as novas espécies descobertas em Portugal. Vulgarmente conhecido como "peixinhos-de-prata" ou "traças-dos-livros", este inseto tem o nome científico Squamatinia algharbica e, segundo esta bióloga, "tem a particularidade de ser o maior inseto subterrâneo da Europa e o segundo maior tisanuro do mundo". Com três centímetros de comprimento, sem olhos, despigmentado e possuindo apêndices como antenas e cercos "extremamente desenvolvidos", este inseto é um novo género e uma nova espécie, que "vive apenas nas grutas do Algarve, desenvolvendo todo o seu ciclo de vida no meio subterrâneo e não sobrevivendo no exterior", explica Ana Sofia Reboleira. Trata-se de "uma relíquia biogeográfica, que terá sobrevivido a vários episódios de alterações climáticas, refugiado no meio subterrâneo" que habita, ou seja, nas mesmas cavidades de grutas do maciço algarvio onde a bióloga descobriu em 2010 um pseudoescorpião gigante.
Dica/Lusa