quinta-feira, 16 de agosto de 2012
ELVIS PRESLEY 1935 - 1977
A cidade de Memphis (Tennessee, Estados Unidos), onde viveu e morreu Elvis Presley, vai assinalar os 35 anos da morte do “rei do rock” com várias iniciativas, incluindo um concerto de tributo.
Elvis Aaron Presley morreu a 16 de agosto de 1977, aos 42 anos, na mansão Graceland, que se transformou nas últimas décadas num local de culto para os fãs do cantor.
Em Memphis, onde são esperados este ano cerca de 75 mil fãs do músico, está a decorrer a “Elvis Week” (Semana de Elvis, em português), evento que inclui várias iniciativas, como uma vigília nas imediações de Graceland e um concerto tributo.
A ex-mulher de Elvis Priscila Presley e a filha Lisa Marie Presley são as presenças mais aguardadas no concerto.
Durante o evento, vários músicos vão tocar ao vivo os grandes êxitos de Elvis, acompanhando imagens de arquivo de algumas atuações do “rei”.
“Hound Dog”, “Jailhouse Rock”, "Loving You" ou “Love Me Tender” são alguns dos temas que poderão constar no alinhamento do concerto.
“Hound Dog”, “Jailhouse Rock”, "Loving You" ou “Love Me Tender” são alguns dos temas que poderão constar no alinhamento do concerto.
Também por ocasião do 35.º aniversário da morte de Elvis, um hotel de Memphis vai promover um leilão com vários objetos pessoais do cantor, incluindo frascos de comprimidos, uma gabardina, óculos, pistolas ou um recibo de biblioteca que o artista assinou quando tinha apenas 13 anos.
Uma das peças mais valiosas e mais aguardada pelos fãs e colecionadores será uma guitarra branca que Elvis utilizou em 1950, anos antes de conhecer o sucesso.
A peça está avaliada em 7.500 dólares (cerca de seis mil euros), mas o preço base de licitação será de 9.375 dólares (cerca de 7.600 euros).
Elvis Presley nasceu a 08 de janeiro de 1935, na cidade de East Tupelo (Mississipi).
Trinta e cinco anos depois da morte do artista, continuam a existir várias teorias que defendem que Elvis Presley ainda está vivo.
sábado, 11 de agosto de 2012
ÍRIS
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Iridaceae
Género: Íris
Íris L. é um género de plantas com flor, muito apreciado pelas suas diversas espécies, que ostentam flores de cores muito vivas. São, vulgarmente, designadas como lírios, embora tal termo se aplique com mais propriedade a outro tipo de flor. É uma flor muito frequente em jardins. O termo íris é compartilhado, contudo, com outros géneros botânicos relacionados, da família Iridaceae. O termo pode ainda aplicar-se a uma subdivisão neste género.
Podemos considerar os seguintes subgéneros:
Iris: com caule subterrâneo (rizoma).
Limniris: também com rizomas.
Xiphium: por vezes considerado como um género à parte (Xiphion), que constitui o grupo principal de íris bulbosos.
Nepalensis: por vezes considerado como o género, à parte, Junopsis; também bulboso.
Scorpiris: por vezes considerado como o género Juno; também bulboso.
Hermodactyloides: por vezes considerado como o género Iridodictyum, incluindo a pequena espécie Íris reticulada e outras semelhantes
domingo, 5 de agosto de 2012
A CHOCA
Aquela tarde, a Choca recolhera ao poleiro mais cedo do que o costume. Atrás dela, lembrando doze novelitos de ouro a mexerem-se como por milagre, os doze filhinhos tinham seguido a mãe, – e lá dentro, qual deles com mais dificuldade, um a um tinham-se encarrapitado no velho cesto de palha onde faziam a cama, aninhando-se, o melhor que puderam, debaixo da asa materna.
Eles mesmos tinham estranhado recolher tão cedo aquela tarde, os pequenitos; – mas, cá fora, o rancho das outras galinhas atribuía isso à doença da Choca, porque a pobre, com o gogo, metia dó com tamanho sofrer! Um pouco aterradas, tinham assistido havia três dias a essa operação que a Choca sofrera, e que certas delas, na grei, sabiam muito dolorosa. A pena que lhe espetara no pescoço a velha que cuidava delas, fora o mesmo que nada, – e se mal estava, pior ficara, a pobre! Ainda a trazia, essa pena, mas quase seca porque não purgava; e entretanto, sem bem lhe fazer, afligia-a como se fosse um estigma, – tanto ou mais que a própria doença...
Por isso recolhera cedo, a Choca; deixando fora, pelo terreiro, gozando ainda o seu resto de tarde, o rancho das companheiras.
Ai, eram bem felizes, essas! Pelo buraco do poleiro, sentia-as agora cacarejar, – e não tardaria que o milho do recolher, que a velha, todas as tardes, trazia para elas no seu mandil, alvoroçasse no prazer do costume, em que por via de um grão, às vezes, havia entre todas rixas alegres, o bando das companheiras...
Só ela, doente, quase já não sabia o que era comer; – e ainda essa tarde, morta de sede, invejara a gotinha de água que um ou outro dos seus pintainhos, beberricando na pia, deixava, depois de saciado, cair do biquinho como uma pérola.
Mas nem comer nem beber, ela, que era muita a gosma, e não podia! E pelo que tocava a cacarejar, nem o bastante para a ouvirem os filhos, para os admoestar, para os dirigir, – quanto mais para uma dessas tiradas que outrora lhe haviam feito, ao romper da manhã, a sua fama de cantadeira! Galos que ela apaixonara, ciúmes em que fizera arder tantas rivais, ralhos, intrigas, combates, – como tudo isso ia longe, agora! Nos bebedouros, ela mesma se namorara da sua figura esbelta, muitas vezes; – e que o não adivinhara na devoção dos galos, de tantos que a tinham amado, e que ao aclarar das manhãs, todos os dias, lhe declaravam o seu amor dos poleiros à roda,– adivinhara-o na inveja das outras, esse prestígio mágico da sua beleza...
Certo galo, sobretudo, agora já velho, – e, como ela, agora já também sem entusiasmos, dir-se-ia que o enfeitiçara; e agora mesmo, vendo-a recolher cedo com a ninhada, esse velho e trôpego apaixonado (mas belo, ainda assim, na sua justa decrepitude) não tardara a recolher-se também. Subtil, passara, sumira-se ao fundo na sombra densa; e erguendo um voo pesado, sentira-o aninhar-se onde passava as noites, numa trave a um canto do poleiro. Cansaço talvez da vida, talvez doença também, – quem lhe dizia a ela, entretanto, que ele se não recolhera por a ver recolher, por a ver doente, por um impulso de compaixão, que era agora, talvez, como a agonia do seu velho amor?!
Pelo que respeitava às companheiras, as da sua geração eram já poucas; e essas, como ela própria, mais saudosas da mocidade, do que lembradas; e quanto às novas, muitas criara-as ela, – e, sobretudo, não era já dela que tinham ciúmes...
De resto, ela mesmo era boa companheira; e tirante algum fogacho de génio por amor dos filhos, se tinha de os proteger ou se lhos ofendiam, até no comedouro era moderada e no bebedouro; – e muitos pintainhos doutras ninhadas queriam-lhe como se fosse avó, e os frangos, uma vez por outra, ela própria, de manhã, ensinava-os a cacarejar.
Ah, mas esse bom tempo ia passado! Já chocara a ninhada com pouca saúde; e surpreendendo-se, às vezes, sem paciência para aturar os filhos, ignorava se seria por isso, se por a verem talvez doente, que eles mesmos, coitadinhos, pareciam às vezes também doentes!
...Entretanto, eles tinham-se aninhado todos, o melhor que lhes fora possível, debaixo da asa materna; – e embora muito enferma, ela era feliz, ainda assim, por ter tão quentes os seus pequeninos, – e agora, por certo, todos a dormir e talvez sonhando..
sábado, 4 de agosto de 2012
A PAZ
Se eu te pedisse a paz, o que me darias
pequeno insecto da memória de quem sou
ninho e alimento? Se eu te pedisse a paz,
a pedra do silêncio cobrindo-me de pó,
a voz limpa dos frutos, o que me darias
respiração pausada de outro corpo
sob o meu corpo?
Perdoa-me ser tão só, e falar-te ainda
do meu exílio. Perdoa-me se não te peço
a paz. Apenas pergunto: o que me darias
em troca se ta pedisse? O sol? A sabedoria?
Um cavalo de olhos verdes? Um campo de batalha
para nele gravar o teu nome junto ao meu?
Ou apenas uma faca de fogo, intranquila,
no centro do coração?
Nada te peço, nada. Visito, simplesmente,
o teu corpo de cinza. Falo de mim,
entrego-te o meu destino. E a morte vivo
só de perguntar-te: o que me darias
se te pedisse a paz
e soubesses de como a quero construída
com as matérias vivas da liberdade?
Casimiro de Brito
pequeno insecto da memória de quem sou
ninho e alimento? Se eu te pedisse a paz,
a pedra do silêncio cobrindo-me de pó,
a voz limpa dos frutos, o que me darias
respiração pausada de outro corpo
sob o meu corpo?
Perdoa-me ser tão só, e falar-te ainda
do meu exílio. Perdoa-me se não te peço
a paz. Apenas pergunto: o que me darias
em troca se ta pedisse? O sol? A sabedoria?
Um cavalo de olhos verdes? Um campo de batalha
para nele gravar o teu nome junto ao meu?
Ou apenas uma faca de fogo, intranquila,
no centro do coração?
Nada te peço, nada. Visito, simplesmente,
o teu corpo de cinza. Falo de mim,
entrego-te o meu destino. E a morte vivo
só de perguntar-te: o que me darias
se te pedisse a paz
e soubesses de como a quero construída
com as matérias vivas da liberdade?
Casimiro de Brito
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
MONA LISA
Arqueólogos italianos acreditam ter descoberto o esqueleto de Lisa Gherardini, um mistério que durou vários séculos. Os restos mortais estavam enterrados num convento.
A confirmar-se, a descoberta pode muito bem transformar-se naquelas efemérides que os jornais fazem questão de relembrar anualmente. Uma equipa de arqueólogos pode ter encontrado o corpo da mulher que inspirou Leonardo da Vinci a pintar uma das suas obras mais icónicas. Lisa Gherardini, assim se chamava a musa do sorriso enigmático, foi viver para um convento em Florença, após a morte do marido. Mais de quinhentos anos depois, um grupo de arqueólogos italianos desenterrou um esqueleto em raro estado de conservação, que acreditam pertencer à protagonista da pintura exposta no Louvre, em Paris.
"Chegámos à parte mais emocionante das investigações", disse Silvano Vinceti, chefe da equipa de arqueólogos, e especialista na resolução de mistérios relacionados com o mundo da arte. Por agora, faltam realizar testes aos restos mortais que confirmem as suspeitas dos investigadores. "Abrimos um túmulo com um esqueleto completo, o que é muito importante, porque numa primeira fase da investigação não tínhamos encontrado restos humanos, haviam sido transportados para outro local".
Vincenti, que lidera as escavações, acredita estar perto de solucionar o mistério e responder à pergunta final: "vamos ou não encontrar os restos mortais de Lisa Gherardini?" A equipa não tem dúvidas de que viveu no convento e, segundo documentos recolhidos pelos investigadores, foram as filhas a cuidar de Lisa del Giocondo, como era também conhecida, após ter ficado viúva.
DN -26.07.2012-
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE – INCÊNDIOS TAVIRA 2012
Entre 18 e 21 de Julho o Município de Tavira foi fortemente afetado pelo flagelo dos incêndios, que devastaram acima de 20 mil hectares de terreno, o que representa mais de um terço da área do concelho, registando-se perdas de habitações, bens e animais. Estima-se um prejuízo superior a 10 milhões de euros.
Para fazer face a este flagelo o Município de Tavira lançou uma campanha de solidariedade, através da abertura de uma conta bancária destinada a minimizar as perdas registadas e auxiliar as famílias afetadas.
TODOS QUE QUEIRAM AJUDAR PODERÃO DEPOSITAR O SEU DONATIVO NA SEGUINTE CONTA BANCÁRIA:
Conta do Banco Popular
NIB: 0046.0337.00600011469.13
APELA-SE AO ESPIRITO SOLIDÁRIO DE TODOS! JUNTOS CONSEGUIREMOS REVITALIZAR O PATRIMÓNIO DESVASTADO
terça-feira, 24 de julho de 2012
LENDAS DE PORTUGAL -XLIV - CASCAIS -
A BOCA DO INFERNO
Uma gigantesca cova eriçada de penedos escuros, onde as águas do mar fazem redemoinhos, eis a Boca do Inferno. Todos julgam conhecer o lugar, mas quantos lhe conhecerão a lenda? A lenda diz que houve ali um castelo onde vivia um homem de mau aspecto, que se dedicava às artes diabólicas. Era um feiticeiro. Há quanto tempo foi? Pois passaram-se já tantos e tantos anos, que não sabemos. Vejamos o que se terá passado.
O feiticeiro, certo dia, decidiu casar-se. E logo disse para com os seus botões que teria de ser com a mais bela menina do termo de Cascais. Como tinha uma bola mágica, consultou-a. E logo lhe apareceu espelhado nela o mais belo rosto que jamais vira. Assim, logo ordenou que um grupo dos seus cavaleiros a fosse buscar. E quando ela foi conduzida à sua presença, o feiticeiro pensou que a bola não estaria a funcionar muito bem, pois a menina era muito mais bela do que ela lhe mostrara. Porém, tão feroz era o feiticeiro e os seus modos tão grosseiros, que a menina sentiu por ele imensa repulsa.
Furioso por não se poder fazer amar pela menina, mandou encerrá-la na torre mais negra do seu castelo. E, como guarda, escolheu um cavaleiro que nunca a tivesse visto. E assim, a menina e o cavaleiro ficaram ambos prisioneiros do castelão das artes diabólicas. Só que ele tinha as chaves e estava no rés-do-chão, vigiando a porta que dava acesso às escadarias da torre. Ali ficou ele, com o seu cavalo branco, a sua espada e uma infinita paciência, pois ninguém o iria substituir.
E passaram-se os meses. Até que um dia, o cavaleiro, cansado de ouvir o marulhar e curioso, muito curioso, de saber quem guardava, entrou na torre. Subiu as escadas, que rangiam, passou teias de aranha e ratazanas, e foi à cela do alto, da qual ele, como guardião, tinha também a chave. Não sabia o que lá poderia estar. Sabia que era alguém, mas quem?
A medo do que poderia estar do outro lado da porta, rodou a chave na fechadura. Encontraram-se menina e cavaleiro e ficaram a olhar um para o outro, apaixonados. Então, logo decidiram fugir. E, nessa mesma noite, subiram ambos para o cavalo branco do cavaleiro e partiram à desfilada.
Ao ver o que se passava na sua bola de cristal, zangado, o feiticeiro abriu a noite em clarões de tempestades e eles a isso resistiram. Então, num gesto poderoso de magia, rasgou o chão de toda aquela zona e ficou a boca enorme, que todos hoje conhecemos, com negros e aguçados penedos como dentes podres, uma bocarra infernal que tudo parecia engolir.
E engoliu o castelo com toda a gente que lá vivia, o próprio feiticeiro, e os arredores do castelo foram tamb´+em tragados. Assim, na Boca do Inferno desapareceram também os namorados, que fugiam no cavalo branco. E se a lenda não é do conhecimento de muitos, por esquecimento ou porque nunca a ouviram contar, basta o nome do lugar para fazer adivinhar quanto mal ali foi praticado. O que se poderia, então, esperar daquele sítio, a que a voz dos povos de distantes séculos chamam sempre Boca do Inferno?
domingo, 22 de julho de 2012
O LAGARTO-DE-CHIFRES
Tem um aspecto medonho e usa tácticas sujas para se defender dos predadores. O lagarto-de-chifres vive em vários Estados dos EUA e alimenta-se sobretudo de insectos. Mas é presa comum de coiotes e outros mamíferos, para além de aves de rapina. A defesa do lagarto contra estes inimigos está nos olhos. Quando se sente em perigo, o lagarto insufla os casos sanguíneos que tem à volta dos olhos e expele um jacto de sangue contra a cara do predador. A confusão que provoca no caçador dá tempo ao lagarto para fugir para longe.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
NOTÍCIA DO DIA
Morreu esta sexta-feira de manhã aos 92 anos o historiador José Hermano Saraiva.
Um grande homem, um grande português!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
IMAGEM DO DIA
O Festival de San Fermin, na cidade espanhola de Pamplona, atrai todos os anos milhares de curiosos, e corajosos, que enfrentam os touros naquela que é a principal atração do festival, mas também a mais polémica. Este ano as largadas já provocaram pelo menos sete feridos. Os festejos terminam a 14 de julho.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
ROLLING STONES - 50 ANOS
Há 50 anos os Rolling Stones davam o seu primeiro concerto, num clube londrino, de nome Marquee Club. Nessa noite tocaram cinco músicas, que deram o tiro de partida de uma das mais duradouras bandas do rock. A primeira formação dos Rolling Stones contava com Mick Jagger (voz), Keith Richards (guitarra), Brian Jones (guitarra), Mick Avory (bateria) e Dick Taylor (baixo). Desde essa noite no Marquee Club a banda já lançou mais de 20 álbuns e até hoje vendeu mais de 200 milhões de discos.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
FLOR-BATOM
Classificação científica:
Nome Científico: Aeschynanthus radicans
Sinonímia: Aeschynanthus lobbianus, Aeschynanthus parviflorus, Aeschynanthus javanicus, Aeschynanthus lobianus
Nome Popular: Flor-batom, Planta-batom
Divisão: Angiospermae
Origem: Sudeste da Ásia
Ciclo de Vida: Perene
Nome Científico: Aeschynanthus radicans
Sinonímia: Aeschynanthus lobbianus, Aeschynanthus parviflorus, Aeschynanthus javanicus, Aeschynanthus lobianus
Nome Popular: Flor-batom, Planta-batom
Divisão: Angiospermae
Origem: Sudeste da Ásia
Ciclo de Vida: Perene
A flor-batom é uma planta de textura herbácea, rizomatosa, epífita, delicada, tropical e excelente para a utilização em cestas suspensas. Suas folhas são verdes, ovadas, opostas, cerosas e um tanto suculentas. Elas são dispostas em ramos longos, bronzeados e finos. As inflorescências surgem no verão, são terminais, com flores de corola tubular, bilabiada e de cor vermelho vivo, e cálice cilíndrico, com tonalidades que variam do verde ao marrom-arroxeado. Diz-se que por estas características, a flor se assemelha a um batom, o que lhe rendeu o nome popular. As flores apresentam aroma pungente e são atrativas para os beija-flores. Além das flores curiosas e belas, a flor-batom tem uma folhagem de textura média e tonalidade levemente bronzeada.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
O PEIXE MAIS LENTO DOS MARES
Cientistas noruegueses que estudaram o tuberão da Gronelândia concluíram que este é o peixe mais lento dos mares - move-se a uma velocidade máxima de 0,74 m por segundo, abaixo da performance das focas - parte da sua dieta - que nadam a 1,7 m por segundo. Para as caçar, o tuberão aproveita o siono das focas, que dormem no mar para fugir dos ursos.
domingo, 1 de julho de 2012
IMAGEM DO DIA
Dalai Lama, lider espiritual do Tibete, visitou o seu amigo de longa data príncipe Charles na Clarence House, em Londres.
TRÊS LOBINHOS

A mãe que já nasceu no centro é a única que se deixa observar mais facilmente e se aproxima dos cercados, sem recear tanto a presença humana porque. rejeitada em pequena pela progenitora, foi criada entre os biólogos do parque. Até ao momento, os investigadores só identificaram o sexo da cria dominante, uma fêmea, encontrando-se os lobinhos na fase de transição entre o leite e a carne.
Visão Nº 1008
quarta-feira, 27 de junho de 2012
LENDAS DE PORTUGAL -XLIII GONDOMAR-
A TRAGÉDIA DE RIO TINTO
A batalha entre cristãos e muçulmanos tinha sido tão violenta e tantos foram os mortos à lança e à espadeirada, que o sangue correu para as águas do rio, onde não poucos eram os cadáveres mutilados que boiavam. Rio tinto, Rio Tinto.
Os mouros pouseram-se em fuga e eram perseguidos encarniçadamente. E a lenda diz que uma princesa cristã percorria o campo da refrega tentando encontrar o irmão, que pertencia ao exército vencedor e ainda não aparecera. Aflita, ela invocava Santa Justa, mas do irmão nem sinal. Ouviu gemer entre uns arbustos e foi até lá para tentar salvar aquele sobrevivente. Era um príncipe mouro chamado Almançor. Ferido, exangue, ela mesma o tratou.
O jovem mouro contou-lhe que o pai, Abdel-raman, um dos chefes mouros e califa de Córdova, com a vergonha da derrota o abandonara. Que Alá, afinal, o abandonara também e era ela, uma cristã, que se interessava pela sua sorte. Por isso, doravante seguiria o cristianismo. Dulce, assim se chamava o princesa, chamou um frade que também por ali andava em busca de sobreviventes, o qual ali mesmo baptizou o mouro dando-lhe o nome de Fernando. Entretanto, apareceu o irmão de Dulce, que andara desencontrado nas últimas escaramuças da batalha.
A princesa e o frade ajudaram Fernando a esconder-se nos fojos da Serra de Santa Justa, onde ficou não só sob a protecção espiritual do frade como apoiado por Dulcer, que lhe levava roupas e alimentos. Em claro, os jovens apaixonaram-se e o frade casou-os na capela de Santa Justa. Porém, D. Ramiro, o pai de Dulce, é que nunca aceitou este casamento, amaldiçoando a filha. E os dois jovens passaram a viver na serra. Ele caçava e ela encarregava-se da choupana em que viviam.
Como gostava muito do irmão, Dulce, às escondidas de todos descia a um ermo a encontrar-se com ele. D. Ramiro começava a aceitar a casamento e ela estava pendente do perdão paterno para ambos regressarem a casa. Mas fernando, ignorando este relacionamento de Dulce com o irmão, um dia seguiu-a e quando os viu encontrarem-se com manifestações de carinho, deu um salto e apunhalou o rapaz. O moço, ao cair varado ainda conseguiu balbuciar de modo que o casal o ouviu:
"Trazia-te o perdão do nosso pai...." e morreu.
Fernando apercebeu-se do que fizera e gritou:
"Ai de mim, que de infiel me tornei cristão por amor e por amor me perdi!"
E com um gesto rápido, manobrou o alfange e matou-se de um só golpe.
E a lenda diz que o espírito deste lugar se confundiu com a memória dos dois apaixonados "que pensavam zelar a sua honra com o sangue da própria vida", pelo que ficou a chamar-se Montezelo, como mente do zelo, que é como quem diz do ciúme...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
JOSÉ, O PESCADOR
Este é o homem que, depois do naufrágio que matou seis pescadores das Caxinas, foi sozinho a Lisboa exigir do poder político mais segurança para os homens do mar. Eis o pescador José Festas.
NM - 24.6.2012 -
Cinco dias depois do trágico naufrágio do barco "Luz do Sameiro", e pela primeira vez, os homens do mar passaram a ter uma só voz, a de José Festas. Pescador humilde, de linguagem popular, pouco habituado a formalismos e "documentos complicados que não resolvem nada", foi sozinho a Lisboa e exigiu ser pessoalmente recebido por ministros e pelo presidente da República.
Filho e neto de pescadores, farto de ver o luto das Caxinas constantemente renovado, deixou o mar, onde se iniciara a pescar aos 9 anos num velho barquinho de madeira, para fundar, em 2007, a Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar.
"Foi difícil deixar o mar. Ainda hoje me custa." Mas todos os dias a P´ro-Maior revela ser muito mais do que uma associação. Há sempre gente à espera. Os pescadores dizem, meio a sério, meio a brincar, que é "pior do que o centro de saúde."
O "mestre" -como lhe chamam- dá apoio jurídico, trata da burocracia dos barcos e serve de bombeiro e polícia quando a tragédia bata à porta -é sempre o primeiro a chegar. É também quase psicólogo. "É um emprego 24 horas por dia."
Cinco anos depois, a associação representa cinco mil pescadores de 585 barcos e pós a segurança no mar na ordem do dia.
"Somos a maior associação de pescadores do país e somos ouvidos pelos nossos governantes." Depois de muita luta, há finalmente um helicóptero em Ovar para salvamentos em mar, mais e modernos salva-vidas; 450 barcos receberam novos e modernos equipamentos e 4500 pescadores terão formação prática.
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