domingo, 31 de março de 2013

PABLO PICASSO

Não devemos ter medo de inventar seja o que for.
Tudo o que existe em nós existe também na natureza, pois fazemos parte dela.

sexta-feira, 29 de março de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LII - NELAS -

A SENHORA DA TOSSE

A veneração da Senhora da Tosse bem pode gabar-se de ser razão principal de uma aparatosa procissão e boa romaria com ares de feira. Na segunda-eira de Páscoa. O seu cenário é o lugar do Folhadal, no concelho de Nelas. Ora na Póvoa de Luzianes, em Senhorim, ainda neste município, há uma outra lenda que tem de comum com aquela o facto das protagonistas também serem três. Veja-mos então a da Senhora da Tosse, tal como a conta José Pinto Loureiro (Concelho de Nelas, 1957, 2ª ed.):

Apareceram, não se sabe quando, três irmãs no olival de Santa Maria, ainda hoje conhecido por esse nome, junto de Rio Mondego. Tinham todas o mesmo nome e combinaram separar-se no mesmo dia: uma ficou na capela existente naquele olival, outra foi para a capela das Pedras Ruivas e a terceira para a da Felgueira Velha. Os moradores do Folhadal foram buscar várias vezes a primeira, que traziam para a povoação, mas no dia seguinte aparecia novamente na capela do olival de Santa Maria. Por fim, trouxeram-na em procissão para a capela do Folhadal, donde nunca mais saiu.
As três Senhoras teriam combinado ficar perto umas das outras para se verem mais frequentes vezes.


Ora gente com problemas de garganta, sobretudo tosse e rouquidão, começaram a afluir à capela do Folhadal, obtendo as graças da cura. E os pagadores de promessas podem ver-se no dia da festa ou, mais discretamente, noutras alturas menos concorridas, andando de joelhos em torno do pequeno templo.
Quanto à lenda respeitante à Póvoa de Luzianes, Pinto Loureiro diz que:

...houve em Nelas três irmãs de nomes Maria, Luzia e Ana. Seus pais deixaram-lhes duas quintas, uma na margem do Mondego e outra que dava passagem para esta, muito menor que a primeira.
Combinaram ficar a Maria na menor, construindo aí uma casa onde viveu até morrer, e ao local ainda hoje se chama Póvoa da Maria. As outras foram para a quinta do Mondego, aí construíram casas e deram origem a uma povoação muito fértil, que se tem desenvolvido progressivamente, de nome Luzia Ana, denominada Póvoa de Luzianes.

Há ainda uma lenda de contornos trágicos, que envolve o infante D. João, filho de Inês de Castro e de Pedro o Cruel. Este casou com uma irmã de Leonor Teles, a viúva Maria Teles, impondo-lhe segredo sobre o laço. Ela terá contado e ele, considerando a infidelidade - esta e não outra - enfureceu-se apunhalando-a. Mas esta lenda está enredada de tal modo em factos e figuras históricos em que há muitos dados que não conferem.
Fiquemos-nos, pois, com o cadáver da viúva e pronto.


sábado, 9 de março de 2013

GALANTHUS NIVALIS

Classificação científica:

Reino: Plantae
Ordem: Asparagales
Família: Amaryllidaceae
Subfamília: Amaryllidoideae
Gênero: Galanthus
Espécie: G. nivalis



Galanthus nivalis , o snowdrop ou snowdrop comum , é a mais conhecida e mais difundida das 20 espécies em seu género , Galanthus . Snowdrops estão entre os  primeiros a florescer na primavera e podem formar tapetes impressionantes de branco em áreas onde eles são nativos ou tenham sido naturalizadas.
Eles não devem ser confundidos com flocos de neve ( Leucojum e Acis ).
O nome genérico Galanthus , do grego gala (leite) e anthos (flor), foi dado ao género por Carl Linnaeus em 1735. Ele descreveu nivalis Galanthus em seu Species Plantarum publicado em 1753. O epíteto de "nivalis" significa "da neve", referindo-se tanto à flor de neve ou como florescimento precoce da planta.

 O nome comum snowdrop apareceu pela primeira vez na edição de 1633 de John Gerard 's Grande Herbal (na primeira edição (1597) ele descreveu como "oportuna flowring bulbus violeta"). A derivação do nome é incerto, embora possa ter vindo da palavra alemã Schneetropfen.

Distribuição
Nivalis Galanthus é amplamente cultivado em jardins, principalmente no norte da Europa, e é amplamente naturalizada em florestas nas regiões onde é cultivado. É, no entanto, nativo a uma grande área da Europa, de Espanha, a oeste, leste da Ucrânia. É encontrado na Albânia, Arménia, Áustria, Bulgária, República Checa, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Polónia, Moldávia, Roménia, Eslováquia, Espanha, Suíça, Turquia e ex-Jugoslávia.

Embora muitas vezes pensado como uma flor nativa britânica selvagem, ou ter sido trazido para as Ilhas Britânicas pelos romanos, pensa-se agora que ela foi provavelmente introduzido muito mais tarde, talvez em torno do início do século XVI.

Descrição
Galanthus nivalis cresce para cerca de 7-15 cm de altura, florescendo entre janeiro e abril na zona temperada do norte (de janeiro a maio na natureza).  Eles são perenes, plantas herbáceas que crescem a partir de bolbos. Cada bolbo geralmente produz dois lineares,  folhas verde-acinzentado com  flores em forma de sino branco.




quarta-feira, 6 de março de 2013

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Um passageiro toca no ombro de um taxista para lhe fazer uma pergunta.


O taxista grita, perde o controlo do carro, quase choca com um camião, sobe o passeio e entra por uma montra dentro partindo o vidro em pedaços.

Por um momento não se ouve nada dentro do táxi até que finalmente o taxista diz:

- Olhe amigo, não volte a fazer isso nunca mais! Quase que me matou com o susto!'

O passageiro pede desculpa e diz:

- Nunca pensei que fosse assustar-se tanto só porque lhe toquei no ombro'

Responde o taxista:

- O que se passa é que hoje é o meu primeiro dia de trabalho como taxista'

- E o que é que fazia antes?

- Fui condutor de uma agência funerária durante 25 anos'

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LI - ÓBIDOS -

A PORTA DA TRAIÇÃO

Correndo o ano de 1148, conquistadas Lisboa e Santarém, D. Afonso Henriques tinha montado o cerco a Óbidos desde os primeiros dias de Novembro. Na noite de 10 de Janeiro, na sua tenda, o rei conversava com um dos seus melhores cabos de guerra, Gonçalo Mendes da Maia. Comentavam que aquela demora dos mouros se renderem assentava no bem abastecidos que estavam, pelo que só um ataque de rompante poderia acabar com aquele compasso de espera. E quando cada qual recolheu à sua cama, ficara assente esse ataque em grande para a madrugada do dia seguinte.
O acampamento português estava vigiado por umas quantas sentinelas, mas a verdade é que um vulto conseguiu esgueirar-se entre elas e penetrar na tenda de Gonçalo Mendes da Maia, acordando-o. O guerreiro ficou abismado como tudo aquilo aconteceu e mais ainda ao verificar que se tratava de uma rapariga de rara beleza, que dizia ter saído do próprio castelo e estar ali para que ele a levasse ao rei, a quem queria comunicar uma mensagem urgente. Lá de quem era, não sabia, pois lhe fora transmitida em sonho por um jovem cavaleiro de alvas barbas. Admirado com tudo aquilo, Mendes da Maia entendeu levar a intrusa ao rei, que ele próprio acordou.

D. Afonso Henriques ouviu atentamente a jovem, que não era exactamente moura. Lembrou-se da aparição de Cristo na véspera da batalha de Ourique e considerou aquele novo encontro de grande significado. A rapariga revelou o conteúdo da mensagem do cavaleiro que lhe aparecera no sonho. Acrescentou que tivera o sonho três noites seguidas e, finalmente, se dispusera a cumprir as ordens assim recebidas:
~"Ele disse-me que fosse ao acampamento dos seus homens, para lá das muralhas. Cá estou. E foi claro: Procura primeiro a tenda que fica ao lado direito da do rei Afonso. A do rei é a maior e tem uma cruz. Acorda o cavaleiro que lá dorme e diz-lhe que te leve à presença do rei. Depois, dirás ao rei Afonso que reúna os soldados e que os conduza a um ataque de surpresa na parte fronteiriça do castelo. Isto logo que a manhã chegue. Por outro lado, Gonçalo Mendes da Maia irá com dez dos seus homens pela parte oposta. Então aí tu abrirás a porta e eles entrarão sem que ninguém se aperceba, pois os mouros estarão atraídos no combate com o rei. Será a vez de Mendes da Maia fazer os seus estragos e dispersar as atenções. Assim, Óbidos passará para as mãos dos portugueses!"
E aconteceu o previsto. Mendes da Maia entrou pela porta das traseiras do castelo de Óbidos, aberta pela jovem que facilmente se livrou de duas sentinelas sonolentas. E lutavam já os portugueses dentro quando se ouviu o berro de que tinha havido traição, que a porta fora aberta aos cristãos!
A rapariga é que nunca mais foi vista. Teve o seu desempenho e desapareceu. Ela e o jovem cavaleiro de barbas brancas, em quem D. Afonso confiara, nem em sonhos voltaram aparacer.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ABELHAS E FLORES COMUNICAM POR CAMPOS ELÉCTRICOS

As abelhas e as flores comunicam através de campos eléctrico. Os métodos de comunicação das flores são tão sofisticados com os de uma agência de publicidade, utilizando as cores, os padrões e o cheiro para atrair os seus polinizadores.
Agora, os cientistas descobriram que há mais uma forma: emissão de sinais eléctricos, semelhantes a um sinal néon, que permitem às abelhas distingui-los de outros campos e encontrar as reservas de pólen e néctar. Os investigadores explicam que as plantas têm uma carga negativa e que as abelhas adquirem uma carga positiva de até 200 volts à medida que voam. Quando se aproximam, um campo eléctrico que transmite informação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

JOSÉ SARAMAGO

É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro,
mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

JASMIM AMARELO



Classificação científica:
Nome Científico: Jasminum mesnyi
Nomes Populares: Jasmim-amarelo, Jasmim-primulino
Família: Oleaceae
Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Cercas Vivas, Trepadeiras
Clima: Continental, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia, China


O jasmim-amarelo é um arbusto escandente, com longos ramos semi-lenhosos e folhagem densa, salpicada de flores amarelas. Seus ramos são arqueados, ramificados, pendentes, verdes e quadrangulares na superfície de corte. Eles podem alcançar 3 metros de comprimento e se tornam lenhosos com o tempo. As folhas são opostas e compostas por três folíolos macios, verde-escuros e brilhantes. Ocorre ainda uma forma de folhas variegadas de amarelo. As flores despontam o ano inteiro, mas são mais abundantes na primavera e verão. Elas são dobradas ou semi-dobradas, solitárias, de cor amarelo-limão e sem perfume ou com perfume muito suave.

Este arbusto vistoso, apresenta rápido crescimento e é muito versátil, podendo ser conduzido como cerca-viva, arbusto informal e até mesmo como trepadeira, se lhe for oferecido suporte adequado. Atualmente é muito utilizado na forma pendente, coroando muros, barrancos e em jardineiras grandes nas sacadas dos prédios, de forma que sua ramagem desça como uma cascata farta. É uma opção interessante para o controle da erosão e embelezamento de barrancos e taludes.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ESQUELETO DE RICARDO III ENCONTRADO NO PARQUE DE ESTACIONAMENTO

Universidade de Leicester confirmou identidade do esqueleto recorrendo a análises genéticas.

O esqueleto com sinais de deformação na coluna e danos no crânio e nas vértebras que foi encontrado em setembro do ano passado enterrado num parque de estacionamento de Leicester, no centro de Inglaterra, é mesmo do antigo rei Ricardo III de Inglaterra.
A confirmação foi feita por uma equipa da Universidade de Leicester que fez o estudo arqueológico do achado e comparou amostras de ADN (informação genética) do esqueleto com as de um atual descendente confirmado do antigo rei inglês, Michael Ibsen, que nasceu no Canadá e vive atualmente em Londres, onde faz mobílias.
A descoberta do esqueleto do rei que morreu em 1485 na batalha de Bosworth Field, perto de Leicester, vem pôr fim a um mistério com vários séculos, já que se tinha perdido o rasto à sepultura do último rei plantageneta.
Ricardo III, que William Shakespeare retratou como um tirano corcunda e ao qual atribuiu a famosa frase "o meu reino por um cavalo", morreu na referida batalha e foi inicialmente sepultado na Capela de Grey Friars, onde atualmente está o parque de estacionamento escavado pelos arqueólogos da Universidade de Leicester.
Essa capela foi mandada arrasar no século XVI e, desde então, tinha-se perdido o rasto dos restos mortais de Ricardo III.
Personagem controversa da história da Inglaterra, Ricardo III tombou na batalha que pôs um ponto final à chamada Guerra das Duas Rosas, que opunha a Casa de Iorque, de Ricardo (rosa branca), à de Lancaster, que ostentava a rosa vermelha e saiu vitoriosa.
Ouvido pelos media ingleses, o descendente do antigo rei diz não ter quaisquer pretensões ao trono. "As nossas hipóteses já passaram há muito", disse Ibsen. Já o Palácio de Buckingham declinou fazer qualquer comentário sobre a importância desta descoberta.
Enterro Real
A polémica, o silêncio de Palácio de Buckingham e a prudência de Downing Street não impediram a decisão da universidade e do bispo de Leicester de um enterro real em 2014 na catedral.
Financiamento
A sociedade americana Ricardo III foi uma das que financiaram os trabalhos arqueológicos e querem reabilitar o antigo soberano.

DN -5.02.2013-






sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Prenda de Natal Alentejana


- Estouuuu... é da GNR?

- É sim, em que posso ajudá-lo?

- Queria fazer quexa do mê vizinho Maneli. Ele esconde droga dentro dos troncos da madeira pra larera.

- Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.


No dia seguinte os guardas da GNR estavam em casa do Manel.

Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha, e usando machados abriram ao meio todos os toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma. Praguejaram e foram-se embora.

Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel.


-Oh Maneli, já aí foram os tipos da GNR?

- Já.

- E racharam-te a lenha toda?

- Sim!...

- Então feliz Natal... amigo! Esse foi o mê presente deste ano !!!









terça-feira, 29 de janeiro de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - L SÃO PEDRO DO SUL -

O MORTO QUE MATOU O VIVO

Lá para Covas do Rio, a cinco léguas de S. Pedro do Sul, conta-se a lenda do morto que matou o vivo. Dizem que foi entre a aldeia da Pena, que na altura ainda não tinha cemitério, e a aldeia de Covas, que o tinha. E o trajecto era forçosamente feito a pé, em que havia quatro homens para o transporte da urna. Pois a dada altura, conta o povo, um dos homens de trás, lá escorregou ou coisa assim e os outros não seguraram tão bem e o caixão caiu-lhe em cima, matando-o! Foi assim que o morto matou o vivo, dizem por lá...

Pois bem, neste concelho fica a Serra de S. Macário, cujo cimo sobe a mil metros.Pois conta a lenda que "Macário era caçador e, num dia de caça, acompanhado de seu pai, pensando que arqueava a flecha contra um javali, feriu mortalmente o pai. Em desespero, correu de um lado para o outro o sucedido, mas sem nunca ter coragem de voltar a casa. Daí em diante viveu sempre na Serra em isolamento, sobrevivendo de esmolas e penitenciando-se pelo seu erro. "Um dia pediu a alguém que lhe desse um montinho de brasas para fazer uma fogueira. Obtendo a graça do seu benfeitor, pegou as brasas com as mãos sem se queimar, ficando desde aí com o nome de santo. Morreu e viveu nesta serra junto à capela onde ainda hoje muitas pessoas o veneram. Em seu nome é feita uma festa anual que ocorre no último domingo de Julho."
Desde que foi feita a Ponte do Cunhedo sobre o Vouga, é muito simples a passagem do rio, não importa a estação do ano. Porém, esta lenda passa-se - se é verdade que as lendas se passam fora da cabeças das pessoas - quando ainda não havia tal passagem, embora o convento de S. Cristóvão já lá estivesse. Bem, e estamos numa bela manhã de Junho, acompanhando a jornada do frade superior dessa pequena comunidade religiosa. Na sua bela égua Estrela, o frade acompanha a margem direita do Vouga. Vai devagar, gostava daquele longo passeio que lhe proporcionara uma vista pastoral. Umas roupas aqui, um dinheirito ali, boas palavras além, conhecia bem aqueles descaminhos, mas também se confiava ao instinto do animal. Dera uma boa volta e regressava satisfeito. Mas o tempo é que estava a mudar de aspecto conforme entravam as negruras da noite.
A égua era fina e o cavaleiro dava-lhe rédea solta, para lhe evitar constrangimento, mas ela parara e acenara com a cabeça, como a dizer ao frade  que se segurasse bem porque o pior ainda estava para vir. E o pior eram as poldras, que ela soube atravessar com extremo cuidado. E daí a pouco o frade estava no convento, quase sem dar por isso.
Nessa noite, ele soube que, apesar de tudo, passara por milagre o Rio Vouga. Não era só a sabedoria da Estrela a salvá-lo, e no dia seguinte voltou ao sítio das poldras e, desmontando, ficou estarrecido, vendo claramente o perigo por que passara. Era tamanhos os estragos que a tempestade da véspera fizera! De repente, sentiu um frémito percorrer-lhe o corpo, encostou-se ao pescoço da égua e apercebeu-se que o rio já não era o Vouga, mas outro, muito mais longo e profundo. Já apoiado numa árvore, cadáver há já umas horas, aí o foram encontrar outros seus irmãos que o procuravam.

domingo, 27 de janeiro de 2013

PRÉMIO PORTUGUÊS NO MASHABLE


A foto do Padrão dos Descobrimentos, num final da tarde foi tirada por um português e foi considerada a melhor de 2012 pelo popular site Mashable.
O autor, Francisco Salgueiro, não é propriamente um fotógrafo profissional. É escritor e empresário, mas desde que teve a sua primeira máquina fotográfica, aos 8 anos, a paixão nunca mais o largou. Sempre leu tudo relacionado com fotografia e há um ano comprou uma máquina profissional. Colabora com a Photo Vogue e um dia decidiu enviar fotos para o Mashable, que é tido como o mais importante site/bloque de new media norte-americana.
No ano passado, o Mahable fez concursos temáticos e Francisco Salgueiro participou com duas imagens. Uma delas foi eleita a melhor do ano, a do Padrão dos Descobrimentos. Ainda teve um 14º lugar para outra fotografia, com um pescador da Ericeira. Foi a única pessoa a ter duas fotos premiadas no Top 15.
A fotografia não é a única paixão de Francisco Salgueiro, que é escritor e tem publicados dez livros, entre quais "Homens Há Muitos" e "O Fim da Inocência".
"A fotografia premiada tem pouco que ver com o estilo de fotografias a que me dedico agora: street photography. Cada vez gosto mais de captar pessoas. Captar memórias irrepetíveis. Para mim, uma boa fotografia é uma imagem a partir da qual eu possa contar uma história. Para mim, essas fotografias são um prolongamento dos meus livros. São livros sob a forma de imagens."
A mesma fotografia do Padrão dos Descobrimentos está também como finalista do concurso National Geographic Traveller.

NM - 27.01.2013 -

domingo, 20 de janeiro de 2013

VESPA ASIÁTICA INVADE PENÍNSULA IBÉRICA E AMEAÇA PRODUÇÃO DE MEL

Especialistas acreditam que vespa velutina, espécie que já conta com mais de 40 ninhos no Alto Minho, vai concentrar-se no Norte do País, mas alcançará todo o território, colocando em perigo os ecossistemas. Apresenta riscos para a apicultura porque come as abelhas e pilha as colmeias.


Cada ninho pode ter duas mil ao mesmo tempo e só em Viana do Castelo foram já detetados 23, o que levará a vespa asiática, mais perigosa do que a nacional, a tornar-se uma ameaça real dentro de meses.
Numa década poderá ter colonizado todo a península ibérica, alimentando-se de abelhas e dizimando colmeias, enquanto, no terreno, os apicultores lutam contra o tempo. A vespa velutina nigrithorax também conhecida por "vespa asiática", é originária do Sudoeste da Ásia, nomeadamente da China, e foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus (França) no ano de 2004. Nesta altura já conquistou um terço do território francês e colonizou parte do Norte de Espanha a partir de 2010. Precisou de mais um ano para entrar em Portugal e, em 2012, a presença dos enormes e característicos ninhos começou a ser cada vez mais comum na zona do Minho.
O concelho de Viana do Castelo será já o mais afetado do País, com 23 ninhos desta vespa detetados nas últimas semana, num total de 40 em toda a região. "Até ao momento não temos conhecimento de ninhos de velutina noutras zonas do país. Pensamos que a entrada tenha sido por Viana do Castelo, possivelmente pelo transporte de madeiras de Espanha ou França, portanto, de zonas já invadidas por esta vespa", explicou o técnico Miguel Maia.
Em Portugal, os ataques da vespa cabro, espécie autóctone e controlada, poderão rapidamente começar a mudar, substituídos pela "familiar" asiática que, com os seus 4 centímetros de tamanho, constitui uma ameaça à produção de mel. "Em relação às abelhas, a vespa velutina apresenta técnicas de captura mais sofisticadas. É a predação sobre os apiários que faz com que aumenta a possibilidade de mortalidade de colónias, além do declínio da biodiversidade, já que também se alimenta de outros insetos", acrescenta este especialista, da Associação Apícola Entre Minho e Lima.
Segundo a Quercus, a vespa velutina é um risco para a prática da apicultura mas também para o ser humano, até porque pode afetar seriamente a atividade das colmeias, uma vez que esta vespa come as abelhas e pilha as colmeias de forma voraz. As abelhas asiáticas têm uma defesa muito específica para lidar com a vespa velutina mas a abelha ibérica, apis mellifera, não tem grandes defesas contra a vespa velutina, explicou Ricardo Marques, dirigente da associação. Acrescenta que com a introdução de espécies novas há o risco de desequilíbrio dos ecossistemas, mas desconhece-se ainda exatamente quais as consequências exatas da interação desta vespa nos ecossistemas portugueses em que ela se está introduzir. "Este é mais um exemplo dos malefícios da introdução de espécies exóticas, assunto muitas vezes abordado pela Quercus e ainda mais vezes incompreendido pela população e muitas vezes também pelos decisores", acrescenta a associação.
Citando uma projeção realizada nas últimas semanas por especialistas do País Basco, a imprensa espanhola admite que com o atual nível de crescimento da presença da espécie em cerca de dez anos a vespa velutina terá colonizado toda a Península Ibérica.
Em Portugal, apesar de uma presença concentrada ainda na faixa litoral do Alto Minho, todas as semana surgem novos ninhos para o interior, que chegam já a concelhos como Barcelos e Bragança, não havendo "ainda" registo de ataques diretos à colmeias. "As zonas mais húmidas do Norte serão colonizadas. É possível que a vespa cheque ao Alentejo e ao Algarve, mas a densidade de ninhos poderá ser inferior", assume o especialista, advertindo: "Até ver, será mais uma ameaça."

Ninhos destruídos com fogo depois da 18 horas.
A presença désta vespa é feita através de dois ninho diferentes: o primário é construído durante a época primaveril, constituído pela vespa fundadora e algumas obreiras; a 500 metros fica o ninho secundário, que também se torna o definitivo. Uma das formas de destruição dos ninhos é com fogo, como têm feito os bombeiros de Viana do castelo. Acontece por volta das 18 horas par maximizar o ataque. É uma forma adequada e é feita a essa hora porque é quando as vespas estão todas no ninho.

DN - 20.01.2013 -

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MAHATMA GANDHI



A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensamos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SOLANUM DULCAMARA (Doce Amarga)

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Angiosperms
Classe: Eudicots
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Solanum
Espécie: S. dulcamara


Solanum dulcamara, é uma espécie de videira de batata do género Solanum, da família Solanaceae. espécie de videira de batata do género Solanum, da família Solanaceae. Brota em variados ambientes, bosques, matagais e sebes arbustivas. É uma espécie evasiva na região dos Grandes Lagos e foi pela primeira vez detectada em 1843. Doce amarga é uma semi-herbácea videira perene que trepa pelas plantas, podendo atingir uma altura de 4 metros se tiver o devido suporte, mas na maior parte da vezes atinge 1 - 2 metros de altura. As folhas têm 4 - 12 cm de comprimento, em forma de flecha e são muitas vezes lobulares na base. As flores são em cachos de 3 - 20, 1 - 1,5 cm, em forma de estrela com pétalas roxas e estames amarelos. O fruto é uma baga oval, com cerca de 1 cm de comprimento, macia e suculenta, comestível para os pássaros que dispersam as sementes.

O fruto é uma baga vermelha ovóide com o aspecto e odor dum pequeno tomate. A baga é venenosa para os humanos. O seu aspecto familiar e atractivo, torna-a perigosa para as crianças. A folhagem é também venenosa para os humanos. É nativa da Europa e Ásia, e é amplamente naturalizadas em outros lugares, incluindo América do Norte, onde é uma espécie invasora de erva daninha. A planta é relativamente importante na dieta de algumas espécies de pássaros, tais como tordos europeus que se alimentam dos seus frutos aos quais são imunes, dispersando as sementes. Cresce em todo o tipo de terrenos, de preferência em zonas húmidas e de bosques de matas ciliares. Em conjunto com outras trepadeiras, cria um impenetrável e escuro abrigo para vários animais. A planta cresce bem em locais escuros onde pode receber a luz da manhã ou da tarde. Uma área que receba luz brilhante durante muitas horas reduz o seu desenvolvimento.















domingo, 6 de janeiro de 2013

SALVAR UM PEQUENO PEIXE DO GUADIANA



O Saramugo (Anaecypris hispânica) é o mais pequeno peixe da fauna da bacia do Guadiana. O seu comprimento raramente ultrapassa os 7 cm, sendo que, regra geral, as fêmeas são maiores que o macho. Possuem um corpo estreito, coberto com escamas finas e pequenas de coloração prateada na zona do ventre, castanho-claro na zona dorsal e quase amarelo na lateral, apresentando por vezes reflexos rosados e alguns pontos negros espalhados pelos flancos.

Tem uma reduzida longevidade, de 3 a 4 anos. O que os coloca ainda mais na lista de espécies ameaçadas da Europa correndo o risco de extinção. Foi classificado como “Criticamente em Perigo” pelo Novo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e como “Em Perigo” pela IUCN Red List of Threatened Species, constando também na lista de espécies da Rede Natura 2000.

É uma espécie endémica da Bacia do Guadiana, não existindo em qualquer outro sistema fluvial; contudo, curiosamente, este peixe nunca foi detectado no troço principal do rio, mas sim em dez das ribeiras afluentes do Guadiana: Xévora, Caia, Álamo, Degebe, Ardila, Chança, Carreiras, Vascão, Foupana e Odeleite.

No Fluviário de Mora estão uma dúzia de animais juvenis cedidas pelo Instituto de Conservação das Florestas e da Natureza. Estão aguardar a sua maturação num aquário com todas as condições para garantir um sucesso reprodutor o que pode ocorrer já na próxima primavera.

A ideia é fazer a reprodução em cativeiro e depois fomentar o repovoamento nos locais onde a espécie ocorre, ou mesmo reintroduzir onde já não existam, procurando a sua área de implementação.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

LENDAS DE PORTUGAL - XLIX CANTANHEDE -

RELÍQUIA DO PÃO E QUEIJO

Querem ver como se desfaz uma lenda sobre a origem de um topónimo? Pois diz o povo que havia uma moura chamada Nhede que costumava cantar à noite.
Voz maviosíssima, uma noite passou-lhe sob as janelas um homem que não se conformava que ela se calasse sequer um breve instante e suplicava:
"Canta, Nhede! Canta, Nhede!"
Mas acontece que Cantanhede veio do latim Cantinieti (villa), isto é "(quinta) da canteira ou (pedreira) de cantaria". Cantonietum é um substantivo colectivo, tirado de cantonius e este de cantus, "pedras". Em 1807, Cantonied e Cantoniede! É assim...
Mas a freguesia de Ançã foi o espaço geográfico a que foi confinado pelo rei D. Pedro II o Marquês de Cascais. E ali passou os seus últimos dias. Ora conta a lenda que o marquês, habituado à boémia na capital, onde também tinha todos os seus negócios, resolver arranjar um expediente que lhe permitisse desobedecer - e não desobedecer - à ordem real de não abandonar a terra de Ançã. E, assim, mandou cobrir o chão da sua carruagem com a referida terra, levando mais uns sacos dela, que espalhou por todo o seu palácio.
Sabedor que o marquês se encontrava em Lisboa, o próprio rei foi-lhe pedir contas da desobediência, mas o fidalgo respondeu-lhe:
"Desde o meu desterro não deixei de calcar e pôr o pé na terra do degredo, na terra de Ançã."
Pois na porta principal da capela de S. Bento, nesta mesma Ançã, há uma inscrição cujos dizeres dizem, mais ou menos, o seguinte: Esta Santa Casa se fez de esmolas no ano de 1599, no qual havendo a peste geral em todo este reino durou por muito tempo e nesta vila por interferência do glorioso S. Bento não durou mais que vinte dias. Na verdade, a grande epidemia pestífera do século XVI devastou toda a Zona Centro. Porém, aos primeiros sinais, o povo de Ançã rezou a S. Bento, que o protegeu!
Pois em Ançã se festejam devotadamente os aniversários do seu padroeiro. E as cerimónias tinham tal demora, que os padres levavam sempre uma merenda de pão e queijo não só para seu sustento como para as crianças que, esfomeadas, assistiam. Ao longo dos tempos, tornou-se uso da festa beneditina a distribuição de pão e queijo no final  dos actos litúrgicos.
E o curioso é que este pão e queijo passou  a assumir importância de relíquia, pois muitos fiéis não o comem, antes o levam para suas casas, onde dizem se conserva anos sem apanhar bolor.
E ainda hoje, os irmãos de S. Bento, após o pagamento das suas quotas e, eventualmente, de promessas, levam para casa as já célebres relíquias de pão e queijo. Também na Mezinha de S. Sebastião, Couto de Dornelas, em Boticas, se guarda pão com a mesma crença de não criar bolor e proteger.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

HISTÓRIA DA ÁRVORE DE NATAL


Existem várias versões para a origem do costume da Árvore de Natal. Dizia-se que quando Jesus nasceu as árvores floresceram; daí que se dê destaque aos pinheiros, árvores que estão verdejantes todo o ano e simbolizam na perfeição a vida nova e de esperança.
Mas uma das histórias mais comuns remonta à primeira metade do século VIII, na Alemanha. Nessa época, o monge britânico São Bonifácio pregava um sermão sobre o Natal numa tribo alemã. Para tentar acabar com a adoração que esse povo tinha pelo carvalho, cortou uma árvore dessa espécie. Na queda, os galhos destruíram tudo em volta, com exceção de um pequeno pinheiro. O monge aproveitou o facto e afirmou que havia acontecido um milagre, pois o pinheiro simbolizava a "Árvore do Menino Jesus".
Com o passar dos anos, além de manter a tradição da árvore, os alemães começaram a enfeitá-la com chocolates, rebuçados, maçãs e papéis coloridos.
A colocação de luzes nas árvores é atribuída ao criador da reforma protestante, Martinho Lutero. Conta-se que ele passeava na floresta quando viu as luzes das estrelas atravessarem os galhos dos pinheiros. Quando chegou a casa, quis mostrar a cena aos filhos e iluminou uma árvore com velas.
No século XIX, foi a vez da Inglaterra vitoriana conhecer a Árvore de Natal. O príncipe Albert, marido da rainha Vitória, trouxe o enfeito para o Palácio Real. Filho de um nobre alemão, o príncipe cresceu ajudando a decorar pinheiros de Natal. Quando se casou, pediu à sua mulher que adotasse o costume de seu país.
N América as árvores desembarcaram em plena guerra revolucionária. Em 1804, os soldados de Fort Dearborn (agora Chigaco) montaram os pinheiros no meio das barricadas. Em 1923, o símbolo conquistou o lugar de maior prestígio dos Estados Unidos, a Casa Branca.
O então presidente Calvin Coolidge estabeleceu uma cerimónia para acender as luzes da Árvore de Natal nacional. A data, atualmente, faz parte da comemoração norte-americana da festa natalícia.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

NATAL

Natal. Nasceu Jesus. O boi e a ovelha
deram-lhe o seu alento, o seu calor.
De palha, o berço, mas também de Amor.
Desce luz, desce paz de cada telha.

Nem um carvão aceso nem centelha
de lume vivo. A dor era só dor,
até que a mão trigueira dum pastor
floriu em pão, em leite, em mel de abelha.

Natal. Nasceu Jesus. Dias de festa.
Até o cardo é hoje rosa, giesta,
até a cinza arde, como brasa.

E nós? Que vamos nós dar a Jesus?
Vamos erguer tão alto a sua Cruz
que não lhe pese mais que flor ou asa.

Fernanda de Castro