quinta-feira, 30 de maio de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LIV - ALENQUER

ALÃO QUER E A MERCEANA

Eis a lenda da Merceana, tal como a contou o primeiro investigador na história local, Guilherme Henriques em 1873:
No centro de Alenquer está o templo majestoso em honra de Nossa Senhora da Piedade, objecto de um fervoroso culto durante quinhentos anos. Conta a tradição que em 1305 um pastor de Aldeia Galega, pastando seus bois nas charnecas vizinhas, notou que todas as tardes a certa hora lhe faltava um boi da manada chamado Marciano, tornando mais tarde a aparecer. Admirado do caso, espreitou o animal e, seguindo-lhe o rasto, foi achá-lo ajoelhado aos pés de um carvalheiro e entre a folhagem da árvore via-se uma imagem pequenina de Nossa Senhora.
O pastor apressou-se em  avisar o prior de Aldeia Galega e ele com os habitantes foram buscar a imagem, e a trouxeram para a igreja paroquial. Na mesma noite, a imagem desapareceu e foram achá-la novamente no carvalheiro. Entenderam que a Senhora assim queria mostrar desejos de estar para sempre naquele sítio e por isso lhe fizeram uma ermida ali mesmo, que logo se tornou muito concorrida pela fama dos milagres que por intervenção da Senhora se faziam.
O pastor que descobriu a imagem dedicou-se ao serviço da Senhora, servindo de ermitão da mesma ermida, e quando faleceu foi enterrado debaixo do altar dela. Nos anos posteriores os devotos vinham colher terra da sua sepultura para curar os padecimentos que os afligiam.
Seguindo a lição do mesmo cronista de Alenquer, eis a lenda do cão Alão Quer, donde terá nascida o topónimo:
Conta a tradição que na manhã do dia em que teve lugar o combate final, indo o rei cristão com o seu séquito banhar-se no rio e fazer as suas correrias, notaram que um cão grande e pardo, que vigiava as muralhas e que se chamava Alão, calou-se e lhes fez muitas festas. O rei, tomando isso como um bom presságio mandou começar o ataque dizendo: "O Alão quer!", palavras que serviram como futuro apelido à vila. A batalha foi sanguinolenta e renhida e os cavaleiros cristãos fizeram prodígios de valor. Especialmente no postigo próximo onde estava a igreja de Santiago, a luta foi renhidíssima, mas os portugueses inspirados pela fé que Santiago em pessoa pelejava na sua frente, venceram todos os obstáculos e tomaram a praça.

Há uma segunda tradição que diz que o cão Alão era encarregado de levar as chaves na boca todas as noites, pela muralha fora, até à casa do governador. Os cristãos, aproveitando os instintos do animal, prenderam uma cadela debaixo de uma oliveira à vista do cão que para lhe chegar galgou os muros, passando assim as chaves aos portugueses.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

MOHR KEET

Mohr Keet da África do Sul é o bungee-jumper mais velho do mundo.
Com 96 anos em 2010 conseguiu entrar no Guinnes-Livro dos Recordes.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PLANTA PORTUGUESA MUITO RARA SALVA DE EXTINÇÃO

A Leuzea longifolia é tão rara que nem nome comum tem, por isso lhe chamam apenas leuzea. Mas esta planta endémica de Portugal - não existe em mais sítio nenhum do mundo -, que apenas se encontra em três locais muito delimitados do território continental, está hoje, quando se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade, no centro de uma história com um desfecho feliz.
Em risco de extinção, esta planta de cores delicadas, que lembra uma pequena alcachofra, passa a ter a partir de hoje um espaço de reserva que lhe foi propositadamente dedicado. Trata-se da nova microrreserva da Quercus, criada na região de Leiria, na área designada Sítio de Importância Comunitária Azabuxo-Leiria, no âmbito da Rede Natural 2000 da União Europeia.
Mas para chegar a este final feliz, como lhe chama a Quercus, houve que passar antes pela boa surpresa da descoberta da planta naquela zona, mas também por momentos de alta tensão em que a população de leuzea poderia pura e simplesmente ter desaparecido do local.
"Foi um processo longo, que chegou a envolver a ação da GNR, para travar a plantação de um eucaliptal na zona", lembra Paulo Lucas, dirigente nacional da Quercus. Mas tudo desembocou num final feliz, no ano passado, quando a organização ambientalista chegou a acordo com o proprietário do terreno que acedeuvender a parcela onde agora nasce a microrreserva.
Trata-se apenas de hectar e meio de terreno, mas a garantia de preservação da flora ali presente assegura a sobrevivência de uma população de cerca de mil espécimes desta planta rara, da qual se conhecem apenas duas populações: uma na Ota, e outra perto de Loures. Daí a importância da preservação deste sítio em Azabuxo, Leiria.
Foi na segunda metade da década de 90, durante os estudos que precederam a criação da Rede Natura 2000 - a rede territorial da União Europeia para a proteção de habitats e espécies - que a Leuzea longifolia foi descoberta na região de Leiria, num pinhal perto da cidade, pela bióloga Dalila Espírito Santo, da Alfa-Associação Lusitana de Fitosssociologia e do Instituto Superior de Agronomia. Foi essa descoberta que deu origem à classificação do Sítio de Importância Comunitária Azabuxo, Leiria, que passou a integrar na Rede Natura 2000.
Ultrapassadas também as ameaças que chegaram a pairar sobre a população da planta, a microrreserva vem garantir que ela será gerida para assegurar a sua preservação. Por isso, hoje, a Quercus, a bióloga que a identificou, as autoridades locais, o secretário de Estado das Florestas e o anterior proprietário do terreno celebram no local o final feliz para a leuzea para a biodiversidade.

DN -22.5.2013-

domingo, 19 de maio de 2013

OSHO

Assim como os picos cobertos de neves são bonitos,
os cabelos brancos da velhice também tem sua beleza.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

MANDRÁGORA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Mandragora
Espécie: M. officinarum



O nome científico desta planta tão diferente e com muitas histórias é Mandragora officinarum
As mandrágoras são plantas silvestres que crescem nas sombras da noite e estão incluídas nas plantas venenosas.
Têm flores delicadas, muito exóticas, que vão desde o amarelo-claro até o lilás escuro.
Mandrágora é nome de uma planta que possui virtudes fecundantes e afrodisíacas, uma raiz medicinal cujo fruto, idêntico a uma pequena maça, exala um odor forte e fétido. A raiz da planta tem a forma humana e, de acordo com a crença popular, a mandrágora grita como gente quando é arrancada da terra.
São-lhe atribuídas propriedades medicinais: afrodisíaca, alucinógena, analgésica e narcótica.
O uso da raiz da planta é muito antigo, encontrando-se citado nos textos bíblicos em Génesis 30:14 e Cantares 7:13. Segundo lendas medievais, as raízes da mandrágora deveriam ser colhidas em noite de lua cheia, puxadas para fora da terra por uma corda presa a um cão preto; se outro animal ou pessoa fizesse esta tarefa, a raiz "gritaria" tão alto que o mataria.
Nunca foram consideradas plantas ornamentais,portanto não são usadas em jardim e paisagismo, porque são coleccionadas devido às suas raízes. Logo nos lembramos de pessoas que se dedicam à bruxaria, de poções mágicas e de rituais de magia pois as raízes bifurcadas lembram as duas pernas de uma pessoa, contém os alcalóides que foram usados pelos magos dos tempos primordiais e, depois, pelos da Idade Média para entrar em estado de transe.
Segundo o Horóscopo Floral da Atlântida as pessoas nascidas entre 13 de Dezembro e 5 de Janeiro pertencem a este signo.

terça-feira, 30 de abril de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LIII MONTIJO -

O LEME DOIDO

Uma das mais antigas e concorridas romarias ribatejanas era a da Nossa Senhora da Atalaia nos arredores da actual cidade de Montijo. A capela era então rodeada de muitos e fortes pinheiros, que toda a gente respeitava por considerarem ser propriedade da Senhora. Com os tempos, o arvoredo praticamente desapareceu, mas há uma lenda que remota a Filipe II de Espanha, I de Portugal, em que a primeira tentativa de derrube daquele pinhal teve efeitos negativos.
Pois a lenda conta que o rei espanhol de Portugal, apesar de ser extremamente religioso, não viu inconveniente de maior em aproveitar aquela madeira para uso dos seus calafates na construção de embarcações. Houve até quem dissesse que essas naus se destinavam à chamada Armada Invencível para a inglória tentativa de conquista de Inglaterra. Assim, os calafates da Ribeira dirigiram-se ao outro lado do Tejo a marcar, perto de Montijo os pinheiros daquele e doutros lugares.Junto da capela de Nossa Senhora da Atalaia marcaram as árvores que lhes pareceram melhores.
Depois, dias passados, foi a vez dos lenhadores cortarem os pinheiros marcados. Porém, bem admirados ficaram ao descobrir que, afinal, as árvores marcadas pelos calafates eram tortas e sem préstimo algum! Nenhuma servia, mesmo assim, os lenhadores, para não regressarem de mãos a abanar, eles próprios fizeram a escolha de um pinheiro.
Essa pouca madeira, nos estaleiros da Ribeira das Naus, com grande esforço, acabou por se transformar num leme. Naturalmente, o leme foi colocado numa das embarcações. No entanto. nunca ele serviu para governar a nau. Chamavam-lhe o leme doido! Sabedores do sucedido, os de Montijo cada vez mais se convenceram do respeito devido aos pinheiros da capela de Nossa Senhora da Atalaia. Porém, com os tempos, acabaram por contá-los quase todos...

Bem, mas outra localidade deste concelho tem uma lenda na sua origem. Trata-se de Aldeia Galega, a que uns chamam assim, outros Alda Galega de Ribatejo, outros Aldegalega, ainda outros Alda a Galega! O galega é a constante. Mas num velho panfleto se dizia: "Basta de sarcasmo! Chamar galega a uma povoação de sete mil verdadeiros portugueses parece-me um verdadeiro absurdo!" Reclamava-se, sem resultados positivos, a alteração do topónimo para Alda. É que se diz que esta terra nunca foi povoada por galegos, com acontecia a outras localidades. E, no entanto, já na documentação oficial do séc. XVI a designação é esta que os da terra rejeitam de quando em vez. Os padres Carvalho Costa e Luís Cardoso, nas suas obras fundamentais falam de uma Alda galega que teve uma taberna à beira-rio, e que a mesma era muito frequentada por quem seguia do Alentejo para Lisboa. E em torno dessa veda formou-se a povoação a que foi dado o nome de Aldeia Galega, uma espécie de assunção oficializada da corruptela! É desse comunidade que se formou em torno da venda de Alda que descendem quantos lá vivem, mais nada...

domingo, 14 de abril de 2013

O PRIOLO

O priolo (Pyrrhula murina) é uma espécie de ave endémica da Ilha de São Miguel, que pode ser encontrada na zona montanhosa que abrange os concelhos do Nordeste e da Povoação.
Reproduzindo-se na floresta Laurissilva entre junho e agosto, o priolo é uma espécie de ave que está entre as mais ameaçadas do mundo. Mede até 17 cm, pesa cerca de 30 gramas e alimenta-se de flores, frutos e sementes de espécies nativas da Laurissilva. Tem a cabeça, asas e cauda pretas, a barra a meio da asa e a parte superior da cauda acastanhadas. As principais ameaças ao priolo são a proliferação de vegetação exótica que ameaça a vegetação autóctone e o uso intensivo do território que tem reduzido o seu habitat.


O inverno rigoroso e prolongada nos Açores afetou a população desta pequena ave que só existe na Ilha de São Miguel. Para tentar conservar esta espécie, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) lançou várias campanhas de angariação de fundos, a mais recente por via telefónica. Os temporais das últimas semanas levaram para as zonas montanhosas do Nordeste e da Povoação chuva forte e sobretudo temperaturas muito baixas, o que, aliado à proliferação da vegetação invasora, contribui para a menor disponibilidade de alimentos no seu habitat natural, que é a floresta Laurissilva.
O priolo pode ser encontrado ao longo de 6 mil hectares de terreno, 1500 hectares dos quais têm floresta autóctone. Acontece, porém, que desses 1500 ha apenas foi possível recuperar ao longo da última década 300 ha para melhorar o habitat florestal (único) àquela ave endémica. 
Pensava-se que a ave estava extinta nos anos 60/70, mas acabou por ser registada com uma população entre 100 e 150 indivíduos nos anos 80; subiu até 400 na década de 90; e hoje em dia conta com mais de um milhar.
O facto, porém, é que neste inverno e início de primavera tem sido menos avistada naquela parte da ilha, especialmente na Tronqueira, o que também pode justificar-se por poder encontrar-se em zonas mais remotas da serra. Só o censo anual da ave endémica de São Miguel, que se realiza em junho, dará respostas às dúvidas que agora se levantam.
Concluída a campanha de angariação de fundos internacional de crowdfunding, que rendeu cerca de 10 mil Euro, a SPEA assume que precisa de ir mais além no seu financiamento. É por isso que está a trabalhar na sua nova campanha telefónica para a conservação do priolo e da floresta Laurissilva.
Qualquer pessoa pode contribuir ligando para o 760455565 (custo de 0,60 Euros + IVA).

DN -14.04.2013

sábado, 13 de abril de 2013

A MULHER MAIS PEQUENA DO MUNDO

Jyoti Amge tem 18 anos, é de origem indiana e é a mulher mais pequena do mundo.
Mede 61,95 cm e pesa 5,5 kg

quinta-feira, 11 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

GUZMANIA

Classificação científica:



Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Commelinidae
Ordem: Poales
Família: Bromeliaceae
Subfamília: Tillandsioideae
Género: Guzmania




Guzmania é um género botânico pertencente à família Bromeliaceae, subfamília Tillandsioideae.

O género foi nomeado em honra a Anastasio Guzman, farmaceutico e naturalista espanhol.

Nativas do sudoeste da América do Sul, aproximadamente 140 plantas deste género são conhecidas.

São plantas epífitas que requerem temperaturas e humidade relativamente altas. Morrem depois de florescer no verão, porém uma nova planta pode facilmente crescer na base e propagar-se depois da morte da planta mãe.

Várias espécies são cultivadas como plantas ornamentais. A espécie mais conhecida é a Guzmania lingulata (estrela escarlate) que é de cor laranja com brácteas vermelhas.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

FÓSSEIS REVELAM QUATRO NOVAS ESPÉCIES DE BALEIAS

Pescadores portugueses e galegos apanharam ocasionalmente na costa, à mistura com carapaus, sardinhas ou cavalas, pedaços de fósseis que foram entregando a instituições como o Museu da Lourinhã, ou o da Sociedade Galega de História Natural, em Ferrol, ou Ourense. Um grupo internacional de investigadores, que integrou o paleontólogo português Octávio Mateus, decidiu reunir 40 desses fósseis e lançou-se no seu estudo há dois anos. O resultado foi a descoberta de quatro espécies completamente novas de baleias-de-bico, que viveram entre há 23 milhões e cindo milhões de anos, e que são antepassadas das atuais baleias-de-bico. A sua descrição foi agora publicada na revista Geodiversitas, do Museu de História Natural de Paris.

"Quando se descobre uma nova espécie isso amplia as nossas possibilidades de estudo", afirmou Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, sublinhando que essas descobertas contribuem também para compor "um quadro mais completo sobre a biodiversidade" no planeta. A descrição "de quatro novas espécies de uma só vez é invulgar", admite, satisfeito, e "mostra a importância deste estudo".
As quatro espécies são outras tantas peças novas para o puzzle evolutivo das baleias-de-bico, cetáceos muito raros e esquivos, sobre os quais a ciência ainda hoje sabe muito pouco. Estas baleias vivem em geral nas profundidades do oceano, onde se alimentam, procurando a superfície apenas para respirar. Por isso, "tudo o que se puder saber das suas antepassadas ajuda a compreender melhor as espécies atuais", nota Octávio Mateus.

Uma das particularidades encontradas numa das novas espécies, cujo fóssil é proveniente da região da Nazaré, é uma protuberância óssea no crânio, cuja função os cientistas ainda ignoram. "Temos ideias, mas teremos de as testar, estudando a questão, com modelos computacionais e estudo do tecidos", explica o paleontólogo português. Esse será, então, o próximo passo.

DN -5.04.2013-

domingo, 31 de março de 2013

PABLO PICASSO

Não devemos ter medo de inventar seja o que for.
Tudo o que existe em nós existe também na natureza, pois fazemos parte dela.

sexta-feira, 29 de março de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LII - NELAS -

A SENHORA DA TOSSE

A veneração da Senhora da Tosse bem pode gabar-se de ser razão principal de uma aparatosa procissão e boa romaria com ares de feira. Na segunda-eira de Páscoa. O seu cenário é o lugar do Folhadal, no concelho de Nelas. Ora na Póvoa de Luzianes, em Senhorim, ainda neste município, há uma outra lenda que tem de comum com aquela o facto das protagonistas também serem três. Veja-mos então a da Senhora da Tosse, tal como a conta José Pinto Loureiro (Concelho de Nelas, 1957, 2ª ed.):

Apareceram, não se sabe quando, três irmãs no olival de Santa Maria, ainda hoje conhecido por esse nome, junto de Rio Mondego. Tinham todas o mesmo nome e combinaram separar-se no mesmo dia: uma ficou na capela existente naquele olival, outra foi para a capela das Pedras Ruivas e a terceira para a da Felgueira Velha. Os moradores do Folhadal foram buscar várias vezes a primeira, que traziam para a povoação, mas no dia seguinte aparecia novamente na capela do olival de Santa Maria. Por fim, trouxeram-na em procissão para a capela do Folhadal, donde nunca mais saiu.
As três Senhoras teriam combinado ficar perto umas das outras para se verem mais frequentes vezes.


Ora gente com problemas de garganta, sobretudo tosse e rouquidão, começaram a afluir à capela do Folhadal, obtendo as graças da cura. E os pagadores de promessas podem ver-se no dia da festa ou, mais discretamente, noutras alturas menos concorridas, andando de joelhos em torno do pequeno templo.
Quanto à lenda respeitante à Póvoa de Luzianes, Pinto Loureiro diz que:

...houve em Nelas três irmãs de nomes Maria, Luzia e Ana. Seus pais deixaram-lhes duas quintas, uma na margem do Mondego e outra que dava passagem para esta, muito menor que a primeira.
Combinaram ficar a Maria na menor, construindo aí uma casa onde viveu até morrer, e ao local ainda hoje se chama Póvoa da Maria. As outras foram para a quinta do Mondego, aí construíram casas e deram origem a uma povoação muito fértil, que se tem desenvolvido progressivamente, de nome Luzia Ana, denominada Póvoa de Luzianes.

Há ainda uma lenda de contornos trágicos, que envolve o infante D. João, filho de Inês de Castro e de Pedro o Cruel. Este casou com uma irmã de Leonor Teles, a viúva Maria Teles, impondo-lhe segredo sobre o laço. Ela terá contado e ele, considerando a infidelidade - esta e não outra - enfureceu-se apunhalando-a. Mas esta lenda está enredada de tal modo em factos e figuras históricos em que há muitos dados que não conferem.
Fiquemos-nos, pois, com o cadáver da viúva e pronto.


sábado, 9 de março de 2013

GALANTHUS NIVALIS

Classificação científica:

Reino: Plantae
Ordem: Asparagales
Família: Amaryllidaceae
Subfamília: Amaryllidoideae
Gênero: Galanthus
Espécie: G. nivalis



Galanthus nivalis , o snowdrop ou snowdrop comum , é a mais conhecida e mais difundida das 20 espécies em seu género , Galanthus . Snowdrops estão entre os  primeiros a florescer na primavera e podem formar tapetes impressionantes de branco em áreas onde eles são nativos ou tenham sido naturalizadas.
Eles não devem ser confundidos com flocos de neve ( Leucojum e Acis ).
O nome genérico Galanthus , do grego gala (leite) e anthos (flor), foi dado ao género por Carl Linnaeus em 1735. Ele descreveu nivalis Galanthus em seu Species Plantarum publicado em 1753. O epíteto de "nivalis" significa "da neve", referindo-se tanto à flor de neve ou como florescimento precoce da planta.

 O nome comum snowdrop apareceu pela primeira vez na edição de 1633 de John Gerard 's Grande Herbal (na primeira edição (1597) ele descreveu como "oportuna flowring bulbus violeta"). A derivação do nome é incerto, embora possa ter vindo da palavra alemã Schneetropfen.

Distribuição
Nivalis Galanthus é amplamente cultivado em jardins, principalmente no norte da Europa, e é amplamente naturalizada em florestas nas regiões onde é cultivado. É, no entanto, nativo a uma grande área da Europa, de Espanha, a oeste, leste da Ucrânia. É encontrado na Albânia, Arménia, Áustria, Bulgária, República Checa, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Polónia, Moldávia, Roménia, Eslováquia, Espanha, Suíça, Turquia e ex-Jugoslávia.

Embora muitas vezes pensado como uma flor nativa britânica selvagem, ou ter sido trazido para as Ilhas Britânicas pelos romanos, pensa-se agora que ela foi provavelmente introduzido muito mais tarde, talvez em torno do início do século XVI.

Descrição
Galanthus nivalis cresce para cerca de 7-15 cm de altura, florescendo entre janeiro e abril na zona temperada do norte (de janeiro a maio na natureza).  Eles são perenes, plantas herbáceas que crescem a partir de bolbos. Cada bolbo geralmente produz dois lineares,  folhas verde-acinzentado com  flores em forma de sino branco.




quarta-feira, 6 de março de 2013

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Um passageiro toca no ombro de um taxista para lhe fazer uma pergunta.


O taxista grita, perde o controlo do carro, quase choca com um camião, sobe o passeio e entra por uma montra dentro partindo o vidro em pedaços.

Por um momento não se ouve nada dentro do táxi até que finalmente o taxista diz:

- Olhe amigo, não volte a fazer isso nunca mais! Quase que me matou com o susto!'

O passageiro pede desculpa e diz:

- Nunca pensei que fosse assustar-se tanto só porque lhe toquei no ombro'

Responde o taxista:

- O que se passa é que hoje é o meu primeiro dia de trabalho como taxista'

- E o que é que fazia antes?

- Fui condutor de uma agência funerária durante 25 anos'

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LI - ÓBIDOS -

A PORTA DA TRAIÇÃO

Correndo o ano de 1148, conquistadas Lisboa e Santarém, D. Afonso Henriques tinha montado o cerco a Óbidos desde os primeiros dias de Novembro. Na noite de 10 de Janeiro, na sua tenda, o rei conversava com um dos seus melhores cabos de guerra, Gonçalo Mendes da Maia. Comentavam que aquela demora dos mouros se renderem assentava no bem abastecidos que estavam, pelo que só um ataque de rompante poderia acabar com aquele compasso de espera. E quando cada qual recolheu à sua cama, ficara assente esse ataque em grande para a madrugada do dia seguinte.
O acampamento português estava vigiado por umas quantas sentinelas, mas a verdade é que um vulto conseguiu esgueirar-se entre elas e penetrar na tenda de Gonçalo Mendes da Maia, acordando-o. O guerreiro ficou abismado como tudo aquilo aconteceu e mais ainda ao verificar que se tratava de uma rapariga de rara beleza, que dizia ter saído do próprio castelo e estar ali para que ele a levasse ao rei, a quem queria comunicar uma mensagem urgente. Lá de quem era, não sabia, pois lhe fora transmitida em sonho por um jovem cavaleiro de alvas barbas. Admirado com tudo aquilo, Mendes da Maia entendeu levar a intrusa ao rei, que ele próprio acordou.

D. Afonso Henriques ouviu atentamente a jovem, que não era exactamente moura. Lembrou-se da aparição de Cristo na véspera da batalha de Ourique e considerou aquele novo encontro de grande significado. A rapariga revelou o conteúdo da mensagem do cavaleiro que lhe aparecera no sonho. Acrescentou que tivera o sonho três noites seguidas e, finalmente, se dispusera a cumprir as ordens assim recebidas:
~"Ele disse-me que fosse ao acampamento dos seus homens, para lá das muralhas. Cá estou. E foi claro: Procura primeiro a tenda que fica ao lado direito da do rei Afonso. A do rei é a maior e tem uma cruz. Acorda o cavaleiro que lá dorme e diz-lhe que te leve à presença do rei. Depois, dirás ao rei Afonso que reúna os soldados e que os conduza a um ataque de surpresa na parte fronteiriça do castelo. Isto logo que a manhã chegue. Por outro lado, Gonçalo Mendes da Maia irá com dez dos seus homens pela parte oposta. Então aí tu abrirás a porta e eles entrarão sem que ninguém se aperceba, pois os mouros estarão atraídos no combate com o rei. Será a vez de Mendes da Maia fazer os seus estragos e dispersar as atenções. Assim, Óbidos passará para as mãos dos portugueses!"
E aconteceu o previsto. Mendes da Maia entrou pela porta das traseiras do castelo de Óbidos, aberta pela jovem que facilmente se livrou de duas sentinelas sonolentas. E lutavam já os portugueses dentro quando se ouviu o berro de que tinha havido traição, que a porta fora aberta aos cristãos!
A rapariga é que nunca mais foi vista. Teve o seu desempenho e desapareceu. Ela e o jovem cavaleiro de barbas brancas, em quem D. Afonso confiara, nem em sonhos voltaram aparacer.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ABELHAS E FLORES COMUNICAM POR CAMPOS ELÉCTRICOS

As abelhas e as flores comunicam através de campos eléctrico. Os métodos de comunicação das flores são tão sofisticados com os de uma agência de publicidade, utilizando as cores, os padrões e o cheiro para atrair os seus polinizadores.
Agora, os cientistas descobriram que há mais uma forma: emissão de sinais eléctricos, semelhantes a um sinal néon, que permitem às abelhas distingui-los de outros campos e encontrar as reservas de pólen e néctar. Os investigadores explicam que as plantas têm uma carga negativa e que as abelhas adquirem uma carga positiva de até 200 volts à medida que voam. Quando se aproximam, um campo eléctrico que transmite informação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

JOSÉ SARAMAGO

É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro,
mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

JASMIM AMARELO



Classificação científica:
Nome Científico: Jasminum mesnyi
Nomes Populares: Jasmim-amarelo, Jasmim-primulino
Família: Oleaceae
Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Cercas Vivas, Trepadeiras
Clima: Continental, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia, China


O jasmim-amarelo é um arbusto escandente, com longos ramos semi-lenhosos e folhagem densa, salpicada de flores amarelas. Seus ramos são arqueados, ramificados, pendentes, verdes e quadrangulares na superfície de corte. Eles podem alcançar 3 metros de comprimento e se tornam lenhosos com o tempo. As folhas são opostas e compostas por três folíolos macios, verde-escuros e brilhantes. Ocorre ainda uma forma de folhas variegadas de amarelo. As flores despontam o ano inteiro, mas são mais abundantes na primavera e verão. Elas são dobradas ou semi-dobradas, solitárias, de cor amarelo-limão e sem perfume ou com perfume muito suave.

Este arbusto vistoso, apresenta rápido crescimento e é muito versátil, podendo ser conduzido como cerca-viva, arbusto informal e até mesmo como trepadeira, se lhe for oferecido suporte adequado. Atualmente é muito utilizado na forma pendente, coroando muros, barrancos e em jardineiras grandes nas sacadas dos prédios, de forma que sua ramagem desça como uma cascata farta. É uma opção interessante para o controle da erosão e embelezamento de barrancos e taludes.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ESQUELETO DE RICARDO III ENCONTRADO NO PARQUE DE ESTACIONAMENTO

Universidade de Leicester confirmou identidade do esqueleto recorrendo a análises genéticas.

O esqueleto com sinais de deformação na coluna e danos no crânio e nas vértebras que foi encontrado em setembro do ano passado enterrado num parque de estacionamento de Leicester, no centro de Inglaterra, é mesmo do antigo rei Ricardo III de Inglaterra.
A confirmação foi feita por uma equipa da Universidade de Leicester que fez o estudo arqueológico do achado e comparou amostras de ADN (informação genética) do esqueleto com as de um atual descendente confirmado do antigo rei inglês, Michael Ibsen, que nasceu no Canadá e vive atualmente em Londres, onde faz mobílias.
A descoberta do esqueleto do rei que morreu em 1485 na batalha de Bosworth Field, perto de Leicester, vem pôr fim a um mistério com vários séculos, já que se tinha perdido o rasto à sepultura do último rei plantageneta.
Ricardo III, que William Shakespeare retratou como um tirano corcunda e ao qual atribuiu a famosa frase "o meu reino por um cavalo", morreu na referida batalha e foi inicialmente sepultado na Capela de Grey Friars, onde atualmente está o parque de estacionamento escavado pelos arqueólogos da Universidade de Leicester.
Essa capela foi mandada arrasar no século XVI e, desde então, tinha-se perdido o rasto dos restos mortais de Ricardo III.
Personagem controversa da história da Inglaterra, Ricardo III tombou na batalha que pôs um ponto final à chamada Guerra das Duas Rosas, que opunha a Casa de Iorque, de Ricardo (rosa branca), à de Lancaster, que ostentava a rosa vermelha e saiu vitoriosa.
Ouvido pelos media ingleses, o descendente do antigo rei diz não ter quaisquer pretensões ao trono. "As nossas hipóteses já passaram há muito", disse Ibsen. Já o Palácio de Buckingham declinou fazer qualquer comentário sobre a importância desta descoberta.
Enterro Real
A polémica, o silêncio de Palácio de Buckingham e a prudência de Downing Street não impediram a decisão da universidade e do bispo de Leicester de um enterro real em 2014 na catedral.
Financiamento
A sociedade americana Ricardo III foi uma das que financiaram os trabalhos arqueológicos e querem reabilitar o antigo soberano.

DN -5.02.2013-