sexta-feira, 8 de novembro de 2013

VINHA JADE




Reino: Plantae

Ordem: Fabales

Família: Fabaceae

Género: Strongylodon
Espécie: S. Macrobotrys
Nome binomial: Strongylodon macrobotrys












Macrobotrys Strongylodon , vulgarmente conhecido como vinha jade , esmeralda vinha  ou turquesa vinha jade  é uma espécie de leguminosa perene lenhosa videira , nativa das florestas tropicais das Filipinas , com hastes que podem chegar a até 18 m de comprimento. Seu nome local é "tayabak". Um membro da Fabaceae (a ervilha ea família do feijão), ele está intimamente relacionado com grãos, como feijão e feijão corredor  Stronghold em macrobotrys é polinizada por BATS.
A folhagem verde pálido consiste em três folhetos. As flores em forma de garra são realizadas em pendentes treliças ou pseudoracemes de 75 ou mais flores e pode atingir até 3 m de comprimento. A turquesa cor da flor é semelhante a alguns formas de os minerais turquesa e jade , variando de azul-verde para verde menta. As, oblongo, vagens carnudas curtas são de até 15 cm de comprimento e conter até 12 sementes.
A planta cresce ao lado de córregos em florestas úmidas, ou em ravinas . As inflorescências são produzidos apenas por vinhas maduras. Cada flor indivíduo se assemelha a uma borboleta stout-bodied com as asas dobradastêm evoluído certo modificações, que lhes permitam ser polinizada por uma espécie de morcego que pendura de cabeça para baixo sobre a inflorescência para beber seu néctar . As flores também são visitados por uma espécie de vespae são o lar de uma espécie de borboleta . Existem várias outras espécies de Strongylodon , mas superficialmente semelhante jade vermelho videira , Mucuna bennetti , é uma espécie pertencente a um diferente género , Mucuna . Ele parece ser endémica para as Filipinas e é normalmente encontrado em forests.Propagation sempre foi difícil. É considerada uma espécie em extinção devido à destruição de seu habitat e à diminuição de seus polinizadores naturais. Parece haver um método de marcotting através de hastes lenhosas maduras. O melhor é plantada no chão, perto de uma fonte de água, mas não inundado. A videira entrelaça-se através do tronco e os galhos das árvores e as folhas espalhadas sobre o dossel. As flores penduradas como cachos de uvas.
A coloração da flor característica tem sido mostrado para ser um exemplo de copigmentation , um resultado da presença de malvin (uma antocianina ) e saponarin (uma flavona glucósido ) na proporção 01:09. Sob as alcalinas condições ( pH  7,9) encontradas nas seiva das epidérmicas células, esta combinação produziu uma pigmentação azul-verde, o pH do tecido floral interior incolor foi encontrada para ser mais baixa, a pH 5,6. Experiências mostraram que saponarin produziu uma forte coloração amarela em condições ligeiramente alcalinas, o que resulta no tom esverdeado da flor.

domingo, 3 de novembro de 2013

UM PLANETA ESCALDANTE



Na massa e no tamanho é muito parecido com a terra, mas a sua temperatura ultrapassa todos os limites .O planeta Kepler-78b, identificado por um grupo internacional de astrónomos -com base nas observações do espectógrafo instalado no telescópio Galileu, nas Canárias, e no telescópio espacial Kepler- é um pequeno inferno, que chega a atingir os 3300º C. A girar à volta da estrela Kepler-78, a 400 anos-luz de nós, só foi possível conhecê-lo com tanto detalhe graças ao "elevado nível da astronomia planetária atual", nota Pedro Figueira, astrónomo do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto -o grupo recordista nacional em publicações científicas. O futuro  não será risonho para este exoplaneta: mais próximo da sua estrela 43,5 vezes do que Mercúrio está do Sol, o seu fim, previsto para daqui a 3 mil milhões de anos, será a desintegração.

Visão Nº 1078

sábado, 2 de novembro de 2013

TESTE AO VIH CHEGA AOS CENTROS DE SAÚDE

Num ano de trabalho e com 40 mil euro, António Diniz, diretor do Programa Nacional para a Infeção por VIH/sida conseguiu o que até agora não tinha sido feito: introduzir o teste ao vírus da sida nos centros de saúde. Até ao final do ano, haverá capacidade para fazer 25 mil testes rápidos, prescritos pelo médico de família, num vulgar exame de rotina. "O objetivo é que que o médico quer o utente encarem com a mesma naturalidade um teste à diabetes e um teste à sida. O que é preciso é reduzir o estigma", avança António Diniz. Portugal tem uma das mais elevadas taxas de infeção da Europa. Estima-se que existem de 70 mil infetados na país mas apenas 30 mil estão em tratamento. "Estar infetado é mau, mas não saber ainda é pior. Só aumentando a taxa de diagnóstico poderemos travar a infeção", alerta aquele médico pneumologista. Os testes, que custam 1,5 euro e cujo resultado é conhecido no momento, chegarão, primeiro, às regiões onde a prevalência da doença é maior,como o Algarve, Grande Lisboa, Setúbal e Porto, para logo se estenderem ao resto do país. "E já tenho orçamento garantido para o próximo ano", assegura António Diniz.


Visão Nº 1078

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

HALLOWEEN - DIA DAS BRUXAS

O "Halloween" ou "Dia das Bruxas" festeja-se hoje em dia quase em todo o mundo. Mas não sempre foi assim. Aqui a breve história:


O primeiro registro do termo "Halloween" é de cerca de 1745 anos. Derivou da contracção do termo escocês "Allhallow-eve" (véspera do Dia de Todos os Santos) que era a noite das bruxas. Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening Hallowe'en Halloween. Rapidamente se conclui que o termo Dia das Bruxas não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows' Eve.
Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica
A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcas das diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").


Para ler mais: wikipedia-dia das bruxas

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LIX - MOURÃO

O EXPEDIENTE DO FUNDADOR

Mourão teve outra implantação, foi no território a que se chama Vila Velha, assinalado por alguns restos de construções. Terá sido uma praga de formigas, conforme indicam autores mais antigos, uma praga de romanos ou, o que parece mais interessante e viável, a mudança operou-se por uma questão de defesa, já depois de estabelecidos os principais reinos cristãos da Península Ibérica. Uma questão de mera estratégia no zadrez conjugado civil e militar. Porém, sabemos que a sede da igreja de Murão teve três lugares. O primeiro, naturalmente, na Vila Velha, o segundo no arrabalde, junto à muralha do castelo, e o terceiro onde hoje se encontra. Frei Agostinho de Santa Maria, a cujas palavras já recorremos noutro ponto, no seu Santuário Mariano, fala-nos, lendariamente, na mudança do primeiro para o segundo pouso. Voltamos à sua peculiar linguagem, dizendo-nos ele que na igreja matriz de Mourão...

... é tida em grande veneração humana antiga e milagrosa imagem da Mãe de Deus, a qual se tem por angelical, ou por obra das mãos dos Anjos e de sua perfeitíssima escultura assim se pode conjecturar. Invoca-se esta santa imagem com o título do Tojal, o haver aparecido entre umas moitas de tojo; e porque a sua festa se fez sempre em 2 de fevereiro, lhe dão também o t´titulo de das Candeias, ou da Purificação, alem de o confirmarem dois pombinhos que o menino tem nas mãos. A origem desta santa imagem é tão antiga, que só se refere por traduções conservadass na memória dos moradores daquela vila, porque não há instrumentos, nem papéis que o declarem; e se alguns houve, estes se perderam ou queimaram no tempo da guerra, em que também a mesma igreja padeceu ruína, e em que se perdeu todo o precioso dela.

Frei Agostinho mete Hostória da Restauração e Lenda no mesmo saco. E acrescenta no mesmo tom da rara ingenuidade:

Outros dizem que aparecendo a Senhora em uns tojas, fora o seu aparecimento (com os muitos milagres, que logo começou a obrar) o motivo de se mudar a vila para o sítio em que a Senhora, que teria muito que referir nas circunstâncias da sua manifestação, moveu os moradores da antiga vila de Mourão a lhe fundarem um formoso templo no mesmo lugar que logo se erigiu em paróquia e matriz e é priorado da Ordem Militar de S. Bento de Aviz.
Juntamente se foram logo levantado casas, até que a vila de todo se mudou à vizinhança da Senhora.
E eu tenho para mim que Nossa Senhora, como amorosa mãe que é dos pecadores, se manifestaria naquele lugar, para os livrar de uns e outros perigos.

sábado, 12 de outubro de 2013

ALDEIA BRANCA



Circunscrito à moldura da janela,
Vai o quadro do dia já a meio,
Potes de azul derramam-se na tela
E o sol a rir-se, a rir, bate-lhe em cheio.

Que inundação! Por cima de quintais,
Sobre telhados, torres, parreiras,
É o céu, é o céu azul demais!

Aflita, a aldeia acorre: e o ar atira
O gesso, a cal, chapões de claridade,
A ver se a cor deslava, o azul se atira.
Que superabundância – a claridade!

E eu visto a bata de escaiolador.
E eu sou espátula, pincel, pintor.
E eu já não sei o que faça a tanta cor.

Emiliano Guerreiro

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

MALALA YOUSAFZAI




Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas.
 Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. 
A educação é a única solução.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

RANÚNCULOS

Nome científico: Ranunculus Asiaticus
Nome comum: Ranúnculos
Altura:  De 20 até aos 60 cm.


Caraterísticas:
Os ranúnculos são plantas pertencentes à família das Ranunculáceas. Esta planta têm a sua origem em terras da Ásia Menor e também do Este da Europa.
Dentro das suas caraterísticas está o ser uma planta herbácea do tipo perene. Conta também com raízes de tipo tuberosas, caules longos e as suas folhas são simples.
Quanto à sua floração, esta dá-se na primavera e oferece-nos umas formosas flores de cor variada. Dentro destas cores destacam-se as versões desta flor em amarelo, também em vermelhos e rosados, além das brancas e violeta. Em relação à forma destas, é similar à roseta e podem apresentar-se tanto simples como duplas.
Significado dos ranúnculos:
Quando ao significado das flores, pode dizer-se que o que esta planta nos fala é da ingratidão.

Mas além deste significado e dependendo da cor pode dizer-se que ao oferecer uma destas flores se pode bajular a outra pessoa. No caso das brancas é sedução. Com as amarelas é atração, enquanto que com as flores vermelhas é amor tímido.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

AI-AI




Há várias teorias sobre a origem do nome desta pequenita primata de Madagáscar. Uma das mais interessantes é que o Ai-Ai recebeu esse nome porque era considerado um animal de má sorte. Quando questionados sobre o bicho, os nativos respondiam "heh heh", ("não sei" na língua local). O Ai-Ai faz toda a vida nos troncos das árvores, onde se alimenta de térmitas e outros invertebrados. É o único primata que usa o eco para descobrir alimentos. O Ai-Ai bate com os dedos nos troncos ocos e, pelo eco, percebe onde estão os buracos onde se encontra o alimento. É uma espécie muito ameaçada.

domingo, 29 de setembro de 2013

NOVAS ESPÉCIES DESCOBERTAS NA MATA DO BUÇACO

O morcego-de-ferradura-mediterrânico é uma das espécies mais ameaçadas entre estes mamíferos voadores. Estima-se que em Portugal não existem mais de 1000 animais na natureza, mas os biólogos da Universidade de Aveiro descobriram um novo habitat. "A espécie foi identificada na Mata do Buçaco, através de exames de ultrassons e algumas observações", explica a bióloga Milene Matos.


A colaboração entre a Universidade e a Fundação da Mata do Buçaco permitiu identificar outro ilustre habitante da mata. O musaranho-de-água, um pequeno mamífero que se alimenta de insetos, foi também avistado na mata. "É um animal pouco conhecido, porque raramente é avistado. Estas descobertas reforçam a importância da Mata do Buçaco, que é um oásis de biodiversidade. Já identificámos cerca de 154 espécies de vertebrados", explica Milene Matos.


Revista Domingo 29.9.2013

sábado, 28 de setembro de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LVIII - AGUIAR DA BEIRA

AS BAIONETAS DO PICOTO

Durante a terceira invasão francesa, uma ala do exército de Massena, dirigindo-se a Viseu, passava por Gradiz e subiu a Monções, no concelho de Aguiar da Beira. Fora uma marcha rápida e a tropa, de arma e mochila, chegou ali completamente derreada. E em Monções não estava ninguém, nem para os ajudar nem para eles descarregarem a raiva do que tinham suportado.
Revistaram todas as casas e nem uma côdea ou um copo de água. A população desaparecera da aldeia. Por fim, os soldados franceses arrombaram a porta da capela, onde havia uma imagem de Santo António. Pareceu-lhes que era a única coisa de valor que havia por ali e decidiram levá-la, abandonando de imediato a aldeia. Não sentiam nada de bom no ar.
E estava a tropa de Massena a começar nova marcha forçada quando os homens começaram a notar cintilações à distância. Na verdade eram as pedras húmidas da chuva na véspera. E conta a lenda que os franceses julgaram que se tratava da cintilação das baionetas dos exércitos aliados de Portugal e de Inglaterra e apanharam tal medo, que desataram a fugir pela Serra da Lapa fora, largando logo a imagem do santo. E Santo António voltou para o seu altar.
Bem, vamos agora voltar a nossa atenção para o lugar da Barroqueira, na freguesia de Forninhos, a pouco mais de três léguas da sede do concelho. Um pastor dali poderá guiar quem for até à entrada de uma gruta, disfarçada que está com silvedos e arbustos. Essa entrada, contam as gentes, foi feita pelos mouros. Lá dentro há um salão enorme, onde desaparecem as ovelhas que para lá entrem. Come-as uma moura. Aliás uma lindíssima moura encantada. Pois de cem em cem anos, no dia de S. Pedro, a moura sai da gruta e, com muito cuidado, para não ser vista, empoleira-se nuns penedos a olhar a lua que, estando em quarto crescente, lhe lembra a sua terra e os seus...


No entanto, também se diz que todas as noites, a moura corria currais de ovelhas e comia quantas podia, como se estivesse a saciar uma fome de cem pessoas! Ora, continua esta lenda, que é variante da outra, uma noite, um pastor, farto de prejuízos, levou o seu rebanho até ao pé da entrada da gruta. A dada altura, a moura saiu e ele apontou-lhe a escopeta que levava.
E sem querer saber da beleza dela, perguntou-lhe:
"Que andas a fazer?"
E ela respondeu-lhe, sorrindo:
"O que tu sabes..."
Zangado, gritou-lhe o pastor:
"Pois ou voltas para a tua gruta ou vai chumbada!"
Cheio de medo, a moura desapareceu num ápice. Bem, e acabaram-se assim as visitas aos redis e foi a última vez que ela foi vista na Barroqueira.

domingo, 22 de setembro de 2013

OUTONO

 

O outono, estação associada à queda das folhas e a castanhas assadas, regressa hoje às 21h44, num dia com temperaturas próximas das médias mais altas registadas nos últimos anos, nesta época.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

JOSEPH ADDISON

Os sorrisos têm o mesmo efeito sobre a humandidade
como o sol sobre as flores.

sábado, 14 de setembro de 2013

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Dois compadres encontram-se e diz um:
"Compadre, as sardinhas também dormem?"
"Se dormem ou não, não sei! Mas que passam pelas brasas, lá isso passam!"

domingo, 8 de setembro de 2013

ROSA-DE-PORCELANA


Classificação científica:
Reino: Lantea
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Zingiberales
Família: Zingiberaceae
Género: Etlingera
Espécie: E.elatior
Nome binominal: Etlingera elatior

A Rosa-de-porcelana (Etlingera elatior) é uma espécie de planta perene herbácea originaria do Sueste asiático. Os sinónimos botânicos incluem, Nicolaia elatior, Nicolaia speciosa, Phaeomeria speciosa, Alpinia elatior, Alpinia magnifica.
Nome
A Rosa-de-porcelana (Torch Ginger, Ginger Flower, Red Ginger Lily, Torch Lily, Torch Ginger, Wild Ginger, Combrang, Bunga Siantan, Philippine Wax Flower, Xiang Bao Jiaing, Indonesian Tall Ginger, Boca de Dragón, Rose de Porcelaine, Porcelain Rose, Bastão-do-imperador, gengibre-tocha, flor-da-redenção), teve numerosas designações genéricas ao longo dos anos: Alpinia, Phaeomoria, Nicolaia, e Elettaria. A taxonomia era rebuscada e confusa. E acreditava-se que o género tinha apenas algumas espécies.
Definição
Nos anos 80 do século XX, Rosemary Margaret Smith, dos Jardins Botânicos Reais de Edimburgo, aprofundou os estudos sobre a Rosa-de-porcelana e determinou que a planta pertencia ao género Etlingera, descrito pela primeira vez em 1792 por Paul Dietrich Giseke. Desde então, Axel Dalberg Poulsen, do Herbário Nacional da Holanda, dedicou os seus estudos a estas plantas gloriosas. Descobriu que há pelo menos 70 espécies, muitas ainda não estão identificadas. Podem-se encontrar em muitas localidades tropicais, espalhando-se desde as Ilhas do pacifico até à África.
Descrição
A inflorescência espectacular sai do rizoma entre uma altura de 60 centímetros a mais de um metro. As flores individuais aparecem do meio dos nós, parecidos com uma pinha, por cima das linhas de cera. As folhas crescem em filas de talos separados ao longo do rizoma. Os talos frondosos crescem entre 4.5 a 6 metros. Normalmente, quando a inflorescência se começa a expandir, as folhas vão secando devido às mudanças de temperatura e ao vento.
Usos
As espampanantes flores cor de rosa são usadas em arranjos florais, enquanto que os botões da flor, são um ingrediente importante no prato Nonya, laksa. No Norte de Sumatra , os botões da flor são usados num prato chamado arsik ikan mas (Carpas condimentadas com pimenta em grão). Na Malásia, é conhecida por bunga kantan, os pedúnculos da inflorescência são cortados e adicionados a potes laksa (vários tipos de caril ou sopas feitas com macarrão de arroz). Na Indonésia, é conhecida como bunga kecombrang ou honje, na Tailândia como kaalaa. Em Batak Karo, é conhecida como asam cekala (asam significa azedo), e os botões da flor, mas mais importante, as vagens de sementes maduras, que são empacotadas com pequenas sementes pretas, são um ingrediente essencial da versão Karo de sayur asam, e são indicadas para cozinhar peixe fresco.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LVII - CELORICO DA BEIRA

OS TRÊS MILAGRES

Dirija-se o leitor a Celorico da Beira, aí decerto encontrará placa indicativa da Aldeia Rica, a uns oito quilómetros. Siga pela estrada até lá chegar, onde não terá dificuldade em encontrar a igreja da Nossa Senhora dos Açores. Entre e repare em três painéis assim intitulados: "O aparecimento da Virgem ao rústico da vaca", "O açor pousado na mão do caçador" e "O filho rei, já ressuscitado". Pois aí acaba a lenda que vamos começar. Ora escutem.
Andava um pastor de Aldeia Rica com as suas vacas quando uma delas se espantou e caiu ao rio. Vai o homem a querer salvá-la e também ficou em  perigo de vida. Então ele lança um grito:
"Valei-me, minha Nossa Senhora!"

E o pastor e a sua vaca tresmalhada salvaram-se, não tardando que aquilo fosse levado à conta de milagre. E a população, sempre grata a estes sinais, ergueu uma pequena capela a Nossa Senhora. Também não tardou que se multiplicassem os milagres e a fé, a ponto da fama ter chegado a um rei de um recanto da Península.
Nesse pequeno reino, os monarcas viviam com o desgosto de não terem um filho. Sabedores das maravilhas operadas em Aldeia Rica, rezaram, a Nossa Senhora, que não os fez esperar mais do que o tempo devido. Porém, um acidente qualquer fez com que a criança ficasse defeituosa, o que amargurava muito os reis seus pais. Chamaram médicos de todas as partes, mas acabaram por se voltar, uma vez mais, a Nossa Senhora de Aldeia Rica.
Discutiram se deveriam pôr-se a caminho, dada a debilidade do filho. Venceu a mãe, que entendeu valer a pena a jornada. Porém, a criança desfaleceu e morreu quando até já nem faltava muito para terminaram a viagem aos pés de Nossa Senhora. Mesmo assim, em vez de permitir que lhe enterrassem o filho, a rainha quis levar o corpo nos braços para o deixar aos pés da Virgem. E o rei fez-lhe a vontade.
Quando chegaram a Aldeia Rica, a rainha foi cumprir o prometido. O rei saiu a caçar com os da sua comitiva. Às tantas, um dos seus homens largou em liberdade o açor que levava no braço. Denunciado, o rei logo julgou e mandou que lhe cortassem a mão direita. O homem defendia-se dizendo que os pássaros tinham o direito à liberdade.
E quando o executor se preparava para cortar a mão, o açor deu uma volta e colocou-se sobre ela. Ao mesmo tempo, a rainha dava um grito porque o filho recobrava vida e ficava curado dos seu males. Emocionado, o rei mandou soltar o prisioneiro, ordenando que soltassem imediatamente os outros açores. E ali mesmo mandou erguer uma igreja a que deu o nome de Nossa Senhora dos Açores, ainda hoje motivo de admiração de toda a gente.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

KIWI

São aves mas não voam. Têm o tamanho de uma galinha e o nome de uma fruta. Os KIWIS são endémicos da Nova Zelândia e estão em vias de extinção, facto que talvez se dava aos seus próprios hábitos. É monogâmico. O par choca um ovo por ano -em conjunto- durante 80 dias, um período de incubação que é o maior do mundo das aves. O ovo é maior que o de uma galinha e pesa aproximadamente um quilo. Digamos que o kiwi fêmea põe um ovo que tem cerca de 20% do seu tamanho, num esforço tremendo que equivaleria a uma mulher dar à luz um bebé de 10 quilos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

TROMBETA



Classificação científica:

Reino: Plantae


Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Solanales

Família: Solanaceae

Género: Brugmansia

Espécie: B. Suaveolens
Nome cientifico: Lilium longiflorum
Nome popular: lírio trombeta, lírio japonês, lírio, lírio branco ou lírio de finados
Origem: China




A Trombeta (Brugmansia suaveolens), também conhecida como Canudo, Lírio, Zabumba, Saia-branca e Trombeteira, é uma planta do género Brugmansia, utilizada como planta ornamental devido às suas grandes flores.
Porte: grande, chega a atingir 1,5m de altura
Flores: grandes, brancas, perfumadas e que se formam em Outubro e Novembro, com formato de trombeta
São também usadas na medicina como fitoterápicos, para combater distúrbios intestinais. É possível encontrá-la em várias regiões do Brasil.A trombeta é uma planta anticolinérgica conhecida pela sua flor, já indicada, em diversas composições inclusive de cigarros, para tratamento de asma e mal de Parkinson que também é utilizada para elaborar chás narcóticos e alucinógenos. Os efeitos mentais produzido pelo uso do chá são alívio de espasmos musculares, broncodilatação  delírios, perda de consciência e alucinações. Devido a popularização do uso da trombeta como droga, sua circulação no Brasil é controlada pelo Ministério da Saúde, conforme especificado em portaria da ANVISA, porém como a planta é encontrada facilmente, o controle se torna complexo. Sua utilização pode resultar em coma e morte. Os princípios tóxicos são os os mesmos do estramônio.




sábado, 10 de agosto de 2013

CHICO BUARQUE



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
              Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
             Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
              Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
              Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
              Solidão é muito mais do que isto.
              Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....
 Francisco  Buarque  de  Holanda 

terça-feira, 30 de julho de 2013

LENDAS DE PORTUGAL - LVI - PENEDONO

UM DOS DOZE DE INGLATERRA

Alexandre Herculano o apurou na sua ronda por terras da Beira: o belíssimo castelo de Penedono foi morada dos antecessores do Magriço, u, dos Doze de Inglaterra, imortalizado opor Camões nos "Os Lusíadas". O seu verdadeiro nome era Álvaro Gonçalves Coutinho, que alguns autores dão como nascido na vila de Penedono. E no poema a lenda é contada por um marinheiro, numa das naus do Gama, quando seguiam de Melinde para a Índia. Vale a pena evocar-se esse feito de um notável filho desta vila.
Pois a lenda, para quem não estiver para ir buscar o seu exemplar do grande poema camoniano e repassá-la em versos alexandrinos, a lenda conta que, no reinado de D. João I, na corte da nossa recém-aliada Inglaterra, nada menos que doze damas foram agravadas por outros tantos cortesãos. Pois queixando-se as ditas ao duque de Lencastre, sogro do monarca português, logo este pensou que seria interessante  que as mesmas fossem desagravadas por doze cavaleiros portugueses. E lembrava-se ele de alguns bem galantes e possantes, que conhecera quando por cá andara a apoiar o futuro genro contra os castelhanos. E o desafio ficou no ar, tendo os nomes dos Doze de Inglaterra sido sorteados pelas damas ofendidas.
Tanto quanto se sabe, cada dama escreveu ao cavaleiro português que lhe coubera por sorteio, todas ao rei de Portugal e o Duque de Lencastre a todos. Assim, chegaram as cartas ao nosso país e não tardaram a partir do Porto os que viriam a consagrar-se como os Doze de Inglaterra. Houve, no entanto, um que não quis embarcar, preferindo  a Inglaterra ir por terra. Exactamente o cavaleiro de Penedono, o Magriço.

E não é que o Magriço foi u último a chegar ao torneio de Londres, mesmo em cima da hora? E os cavaleiros portugueses venceram os cavaleiros britânicos. Porém, é curioso como ao cabo de tanto protocolo arrolado na lenda esta história não seja descrita por nenhum cronista da época, seja ele português ou inglês. Por isso se inclinam as gentes a supor tratar-se de uma lenda. E está muito bem que o seja.
Bruno, por exemplo, entende que se trata da adaptação de uma justa ao tempo de Ricardo II, realizadas em Londres, em 1390. Mas Teófilo Braga, Faria e Sousa e Jorge Ferreira da Vasconcelos, entre outros, aceitam o episódio dos Doze de Inglaterra como facto histórico. Mas a verdade é que o livro "Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda"(1561), deste último, é a única obra que a tal se refere anteriormente ao poema de Camões. Na 2ª edição dos "Diálogos de Vária História" (1599), de Pedro de Mariz, é incluída pela primeira vez em prosa a narrativa do torneio de Londres. No seu estudo sobre a "Relação ou Crónica Breve das Cavalarias dos Doze de Inglaterra", Magalhães Basto refere que lá não diz que o Magriço chegou em cima da hora do torneio, afirmando que o primeiro combate foi com maças de ferro e depois à espada, não permonorizando se combateram a cavalo ou a pé.
Assim, o interessante desta lenda é a romântica façanha portuguesa em que participa destacadamente o Magriço, que, com um bocado de paciência, acabaremos por ver passear entre as barbacãs do castelo de Penedono, enquanto lemos em voz alta sua lendária aventura!