segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PLUMERÍA















A Plumeria é uma arvore da América Tropical que atinge cerca de 4 a 8 m de altura.Tem caules grossos de casca lisa, acinzentada. Os ramos de aspecto suculento segregam uma seiva leitosa, quando cortados ou podados.Tem folhas verde-escuras, com cerca de 30 cm de comprimento que nascem na ponta dos ramos e caem no Inverno/Primavera nos países não tropicais.


Do Verão até o Outono as fores da pluméria podem ser apreciadas, reunidas em grandes inflorescências terminais, nas cores vermelha, creme, branco ou rosa, exalando um delicado perfume semelhante ao do jasmim.



A pluméria requer sol pleno e para viver fora do clima tropical deve ser recolhida ou ficar abrigada durante o Inverno.No Algarve pode ficar perfeitamente no exterior.No jardim público de Tavira vivem umas há anos. Em Lisboa conheço uma rapariga que tem uma num vaso do terraço abrigado e dá flores (rosa com centro amarelo) maravilhosas. Não tolera solos demasiado encharcados nem geadas. Multiplica-s por sementes ou estacas.ARANDA DO F
Livro da autoria do moçambicano Mia Couto, publicado em 1996. Provável alegoria à passagem do tempo e à morte sob a 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

27 CANECAS DE CERVEJA



O alemão Oliver Struempfel estabeleceu um novo recorde do Guinness ao carregar 27 canecas de um litro de cerveja durante 40 metros. A "proeza" foi alcançada em Abensberg (Alemanha) e, segundo a organização do concurso, as canecas pesavam 62 quilos.

domingo, 7 de setembro de 2014

FAJÃS DE SÃO JORGE CANDIDATAS A RESERVA DA BIOSFERA DA UNESCO



O Governo Regional dos Açores vai candidatar as Fajãs da Ilha de São Jorge a Reserva da Biosfera junto da UNESCO, depois das ilhas Graciosa, Flores e Corvo terem já conquistado esse estatuto.
São Jorge possui cerca de 80 Fajãs. É por isso que é conhecida como a "Ilha das Fajãs".
A Fajã é o nome dada a um terreno plano, situado à beira-mar e normalmente cultivável, que resulta do desprendimento de materiais das encostas.
Estas plataformas costeiras são muito comuns nos Açores, onde aparecem em quase todas as ilhas, mas é em São Jorge que existem em maior número. São considerados locais de grande tradição como tanto de vocação agrícola como de lazer, onde existem piscinas naturais, casas de veraneio e trilhos pedestres percorridos por locais e visitantes.

DN -7.9.2014-


sábado, 30 de agosto de 2014

LENDAS DE PORTUGAL - LXIX - NISA

A SAFRA DA MOURA

A Safra da Moura fica entre Tolosa e a Ribeira do Sor, junto à Estrada Nacional nº 118, no concelho de Nisa. E chama-se assim a um conjunto de enormes penedos graníticos, entre os quais existe uma gruta onde, ainda hoje, há vestígios de ali se terem acendido fogueiras. Os séculos desbobinaram-se desde aqueles tempos, mas uma capa fuliginosa no interior ainda não se dissipou.
Saibam quantos que durante a Reconquista Cristã, abrigou-se ali um casal de mouros. Não fugia dos cristãos, era apenas um caso de objecção de consciência Ele, que fora um grande cavaleiro das hostes de Alá, abandonou os seus e, levando consigo a bela e bondosa esposa, meteu-se naquela gruta. Mas deixou uma carta ao seu rei:
««Conheceis-me bastante bem para concluírdes que não é o medo da luta que me toma desertor. Nunca receei o combate frente ao inimigo. As minhas armas nunca se baixaram quando o perigo e a morte mais se avizinhavam. Mas, pensei longamente nas razões invocadas para sustentam este guerra, sem nunca ter encontrado uma única razão que a justificasse. Sempre ouvi fundamentar esta terrível contenda na incompatibilidade religiosa entre Cruz e o Crescente. Semelhante justificação não passa de uma falsidade, com o fim de encobrir os desejos expansionistas dos soberanos que tiranicamente nos governam.»»
Furioso, o rei mouro ofereceu muito dinheiro pela denúncia do casal, mas as populações, que sabiam bem onde estavam os fugitivos, nunca aos denunciou. A moura era a bondade em pessoa e ajudava-os muito com as suas riquezas pessoais, de que se fizera acompanhar. Mais fechado era o marido, mas raramente aparecia.
Ora, certa vez, uma pobre e velha viúva viu-se na necessidade de esmolar junto da moura. Foi à Safra da Moura, mas encontrou-se com ele e não com ela. Muito triste e a medo, lamentou-se e pediu. O cavaleiro escutou-a e trouxe-lhe uma cesta com carvões. A pobre, desesperada, maldizendo a sua sorte, regressou a casa. Pelo caminho, como a cesta lhe pesasse, foi deitando fora os carvões. Ao chegar a casa, como só lhe restasse um, atirou-o para a lareira, esmagando-o. E qual não foi o seu espanto ao ver aparecer uma moeda de ouro!

E logo saiu a velha de casa, seguindo pelo mesmo caminho para apanhar os carvões que deitara fora. Mas não encontrou nenhum. Porém, junto à Safra, lá estava o mouro sorrindo-lhe. Ele disse-lhe:
««Bem percebi que não confiavas em mim, boa mulher! E segui-te, recolhendo todo o carvão que tinha dentro as moedas de ouro. Toma, leva-o contigo e alivia a tua pobreza. Mas vais fazer-me um favor: não julgues as pessoas pela sua aparência. Ficas a saber que para a minha mulher vos poder ajudar a todos, eu é que trabalho preparando os alimentos e os remédios.»»
Não se calou a velha e assim se ficou a saber que o mouro era tão bondoso como a esposa. E retribuíram-lhes com carinho a generosidade deles.

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domingo, 10 de agosto de 2014

BOUGAINVILLEA


Bougainvillea é um género botânico da família Nyctaginaceae, de espécies geralmente designadas como buganvílias. Nativas da América do Sul, essas angiospermas recebem vários nomes populares, como primavera, três-marias, sempre-lustrosa, santa-rita, ceboleiro, roseiro, roseta, riso, pataguinha, pau-de-roseira e flor-de-papel. Também são encontradas em diversas cores como: Branca, Roxa, Rosa Claro, Pink, Vermelha, Amarela, Laranja, e diversas outras, simples ou com duas cores. O maior exemplar conhecido de Bougainvillea do mundo está localizado à beira do lago Guanabara no Município de Lambari no Sul de Minas Gerais, de tão grande virou árvore frondosa de 18 metros de altura. Arbusto óptimo para bonsai.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

LENDAS DE PORTUGAL - LXVIII - TORRES NOVAS

MARIA E MANUEL

O padre Augusto Durão, na sua monografia de Torres Novas (1942), arquiva uma curiosa lenda sobre o que ele chama de primórdios cristãos da atribulada cidadela. Vamos dar-lhe a palavra:

Havia, por esses conturbados tempos, nas viçosas margens do Almonda, uma formosa moura, convertida a fé cristã que fazia apostolado entre os da sua gente.
Com ela tratava repetidas vezes, mas furtivamente, assuntos da fé, um esforçado cavaleiro cristão, de nome Manuel, que na esbelta moçárabe encontrava valiosa cooperadora do seu proselitismo.
Ao fim de cada entrevista, dos lábios de Maria - assim se chamava a conversa - saía invariavelmente, por despedida, a famosa palavra do Mestre: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça..."
Ao que o Manuel respondia, completando a frase:
"Porque deles é o reino dos céus."
Assim andavam enamorados no mesmo ideal cristão, que viviam ao calor inebriante duma fé alta e depuravam nas ásperas lutas com os inimigos da Cruz.
Certo dia, Maria confidenciou a Manuel que fizera a Deus o voto da sua vida para que as Torres Novas voltassem a abrir ao culto dos cristãos, as portas das suas ermidas.
E o nobre cavaleiro assegurou-lhe que mais fazia ela pela causa cristã oferecendo a Deus, generosamente, a vida, do que ele arriscando-a em duros combates.
Despediram-se,  e por muito tempo não tornaram a encontrar-se.
Rodaram anos. Repelidos definitivamente os árabes, reconstrói D. Sancho I o castelo, povoa de cristãos a vila e reabre ao culto as capelinhas da fortaleza.
Maria foi das primeiras pessoas a galgar a encosta íngreme do castelo. Arrebatada de mística emoção, na ânsia de dar graças a Deus, entra jubilosa na primeira torre que encontra.
Celebrava-se missa. Maria aproximou-se do altar e reconhece Manuel no celebrante que descia a dar-lhe a comunhão. A alegria sufoca-a, comunga com dificuldade.

"Torres Novas" murmura baixinho, "Vigiai... para que não tornem a derrubá-las."
E o sacerdote, amparando-a com suavidade, responde com a voz embargada em lágrimas:
"Nem derrubar nem envelhecer.. quanto mais velhas, mais novas serão nas almas, pujantes de vida cristã, para glorificação de Portugal."
E Maria finava-se nessa hora, nos braços do sacerdote-cavaleiro.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

CASA DO SAL E DA CULTURA - CASTRO MARIM


Mesmo à beira do Rio Guadiana, a paisagem que envolve a vila de Castro Marim é toda feita de sal. Dos sapais emergem as salinas que desde há muito são a imagem de marca do concelho e uma importante fonte natural de riqueza.
Em homenagem à história do comércio do sal e com o objectivo de valorizar a actividade salineira e a biodiversidade das salinas, foi inaugurada em junho a "Casa do Sal".
Localizado no antigo edifício da Balalaica, este novo equipamento foi apresentado pelo município como casa cultura, "um espaço que se pretende dinâmico e próximo da comunidade". Idealizada há vários anos, só agora foi possível concluir esta obra.
Ainda em fase experimental, sem horários bem definidos, conforme  indicou uma responsável da autarquia, a "Casa do Sal" está aberto ao público, com entrada gratuita, e organiza-se em três valências:
um espaço de merchandising, associado ao sal de Castro Marim, uma área de exposições e um espaço multimédia, que integrará uma rede de circuitos de visita à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Dica da Semana - 24.7.2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CHARLES SPENCER CHAPLIN


A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

BOTÕES-DE-OURO




Unxia kubitzkii, com nome popular botão-de-ouro é uma planta florífera perene, herbácea e erecta, nativa do Brasil.

Características

Possui de 30 cm a meio metro de altura, suas flores têm uso decorativo. As folhas são simples, de cantos serrilhados, pecíolos curtos e de cor amarelados. As flores são pequenas, agrupadas em capítulos também pequenos, na cor amarelo-ouro que saem em hastes axilares solitárias. Sua floração dá-se durante todo o ano.

domingo, 29 de junho de 2014

LENDAS DE PORTUGAL - LXVII - VIANA DO CASTELO

O PÁTIO DA MORTE

Possivelmente terão a paciência de procurar na Rua da Bandeira, em Viana do Castelo, a casa onde se situava o Pátio da Morte. Perguntem aos velhos da rua, que conseguirão o necessário guia. Depois vão ao Museu Municipal ver um dos protagonistas desta lenda...
No Pátio da Morte esteve, durante anos, uma estátua que diziam encantada. Era de pedra, um cavaleiro antigo, numa atitude de quem, com as mãos, está a evitar que lhe saiam os intestinos. Esta estátua encontrava-se sobre a tampa da sepultura de um jovem fidalgo que havia sido assassinado por outro. Por causa de uma jovem que namorava com ambos. Todos os dias, à meia-noite, a estátua movia-se. Por exemplo, dos olhos de pedra soltavam-se lágrimas e dentre os lábios saíam uns suspiros tão lancinantes que comoviam quem os escutasse. E junto da estátua, abraçando-a, às vezes aparecia o fantasma da rapariga que causara a desgraça. Mas havia algo que impressionava sobremaneira. Se um estranho entrasse naquela altura no Pátio da Morte, levava uma forte pancada que o derrubava. Ah, mas um dia o pátio da Rua da Bandeira foi benzido e nunca mais ali aconteceu nada de estranho. E se estátua até então parecia enraizada no chão, depois da libertação do encanto, já pôde ir dali para o Museu Municipal de Viana do Castelo.

Agora, vá o leitor à igreja de S. Domingos, dirigindo-se de imediato à esquerda do altar-mor. Está aí um túmulo, sabe de quem é? De Frei Bartolomeu dos Mártires. Depois de ler esta lenda, leia-lhe a biografia por Frei Luís de Sousa, que é um monumento do nosso idioma! Foi Frei Bartolomeu que mandou edificar o mosteiro e a igreja de S. domingos da que então se chamava Viana da Foz-do-Lima. Pois quando Filipe II assumiu o trono de Portugal, ele que era arcebispo de Braga, renunciou ao cargo e retirou-se para uma cela do mosteiro que fundara. De quando em quando saía a visitar o bairro piscatório, onde humildemente exercia a caridade. Um dia entrou num lar onde morrera a mulher do dono da casa. Este e a filha do casal tanto tinham rezado pela salvação da senhora mas ela tinha morrido. Estavam desencantados com Deus e receberam mal o visitante, em quem viam apenas um pobre frade. Este ouviu-os, compreendeu-os e ofereceu-se para quando fosse preciso. E, passados tempos, um dia de medonha tempestade, a rapariga foi procurá-lo a solicitar a sua intervenção junto do Senhor. O barco aonde navegava o pai e quatro companheiros estava ali à barra mas sacudido de uma maneira que os mais experimentados que se chegavam à praia diziam perdido. O mar iria destruir aquela casca de noz. Porém, Frei Bartolomeu dos Mártires disse à menina que ao dar a quinta badalada na torre de S. Domingos, o pai e os companheiros estariam a salvo e haveria uma surpresa. Foi a rapariga para a praia e começaram a dar as badaladas na torre. O barco foi-se chegando ao areal e à quinta estava a salvo. A surpresa? O fundo a abarrotar de peixe! Correram a agradecer ao frade, que nem lhes quis aparecer...


sábado, 21 de junho de 2014

NÃO SOU A CRIANÇA D'OUTRORA

Fui para escola aprender
Com sessenta e nove anos de idade
Em nova não pude ter
O que gostaria de ser
Quando eu podia aprender
Não havia possibilidade.

Houve esta oportunidade
Estou muito satisfeita
Com outro conhecimento
O que me fazia falta agora
Era guardar na memória
Como guardava noutro tempo.

Com pouco conhecimento
Eu falo aquilo que sinto
Digo a verdade e não minto
Muitas vezes vai-se embora
Eu não pareço o que sou
Já não guardo na memória.

Mesmo assim estou contente
Com o que tenho aprendido
Com a minha a professora
Muito não posso esperar
Eu tenho de ir devagar
Não sou a criança d'outrora.

Silvina Viegas dos Santos




domingo, 15 de junho de 2014

O FRANCELHO E A ABETARDA SÃO PÁSSAROS EM VIA DE EXTINÇÃO


Ele chama-se francelho e é um pequeno falcão migratório que outrora nidificava nos centros de vilas e cidades em habitações abandonadas, paredes e muros de taipa ou até mesmo na torre das igrejas. Ela, a abetarda, é uma ave de grande porte da qual não restam mais de mil exemplares em Portugal.
Francelhos e abetardas são espécies globalmente ameaçadas, estando incluídas no conjunto de aves cuja conservação é considerada prioritária na União Europeia. O mesmo sucede com o sisão, o tartaranhão-caçador e o cortiçol-de-barriga-preta, espécies emblemáticas que correm o risco de um dia desaparecerem para sempre.


Por enquanto, com jeitinho, ainda se deixam ver nos campos do Alentejo.
As Zonas de Proteção Especial (ZPE) de aves existentes no Alentejo são Castro Verde, Vale do Guadiana, Torre da Bolsa (Elvas) ou Mourão/Moura/Barrancos. Criadas pela Diretiva Aves, da União Europeia, as ZPE são áreas onde a atividade humana é limitada para garantir a sobrevivência e reprodução de espécies ameaçadas.
A situação é mais dramática no caso das abetardas, não só porque o número de exemplares é já muito reduzido mas também porque são aves que dificilmente toleram a aproximação de pessoas. No caso do francelho, há muito que o pequeno falcão foi "expulso" do centro das cidades. Apenas em locais como Mértola ou Olivença continua a nidificar.

DN - 15.06.2014-

terça-feira, 10 de junho de 2014

PARQUE DE LAZER DA CONCEIÇÃO DE TAVIRA / ALGARVE

Circulando ao longo da EN 125, entre Tavira e Cacela Velha, encontra-se sinalização indicativa do Parque de Lazer da Conceição de Tavira, sendo que o caminho mais curto é aquele que se faz antes do cruzamento de Cacela Velha, em direção ao povoamento de Santa Rita.
O Parque de Lazer pertence ao perímetro florestal da freguesia de Conceição de Tavira, situando-se no sopé da serra, ao longo de uma área de 456 hectares, ricos em fauna e flora diversificada, completamente vedada e protegida.
Dotado de um parque de merendas, infraestruturas sanitárias, parque infantil, quatro percursos pedonais, observatórios de aves e entrada gratuita, o local oferece todas as condições para observação da natureza, num horário entre as 10 e as 17 horas, aos fins de semana e feriados de 21 de setembro a 20 de junho, e das 11 às 19 horas de terça-feira a domingo, de 21 de junho a 20 de setembro.
Exploração de lenha
A zona onde está instalado o parque começou a ser utilizada em 1920 como exploração de lenha para alimentar os fornos de cal, tendo sido as acácias e os eucaliptos a principal fonte de matéria-prima.
No entanto, hoje, para além destas espécies podem ser observados pinheiros-mansos, sobreiros, alfarrobeiras, azinheiras e ciprestes alimentados pela ribeira de Gafa.

Variedade de animais
Esta ribeira constitui uma fonte de vida, não só para a flora, como para a fauna permitindo observar aves como o pato-real, a rola, a perdiz vermelha, a poupa e a pega azul, bem como répteis e anfíbios, dos quais se destacam a cobra rasteira e rãs.
Porém, os mamíferos são a maior atração do parque, sendo que ao longo dos caminhos se pode observar o rasto de javalis, coelhos,lebres e gamos em liberdade.
Os gamos, espécie semelhante aos veados, são a imagem de marca do parque e a sua observação é enriquecedora, transportando a imaginação do indivíduo para locais mágicos quando se olha nos olhos destes animais.
No entanto, aconselha-se paciência na sua busca ao longo do parque, uma vez que são animais assustadiços e dóceis.


Dica da Semana - 12.6.2014 -

sábado, 7 de junho de 2014

ALLIUM



Allium L. é o género das cebolas, alhos e alhos-porros. O aroma é característico de todo o género, porém nem todos os membros possuem seu sabor característico forte. Existem aproximadamente 1.250 espécies neste género, a maioria classificada na família Alliaceae, mesmo que alguns botânicos os coloquem na família Liliaceae.
São plantas bulbosas anuais ou bianuais que crescem em climas temperados do hemisfério norte, exceto algumas espécies que crescem no Chile, como (Allium juncifolium), no Brasil (Allium sellovianum) ou na África tropical (Allium spathaceum). Sua altura pode variar entre 10 cm e 1,5 m e as flores formam uma umbela ao final de um talo carente de folhas. O tamanho dos bolbos varia consideravelmente e formam bolbilhos em torno do principal.

sábado, 31 de maio de 2014

LENDAS DE PORTUGAL - LXVI PORTIMÃO -

No livro de Margarida Tengarrinha da memória do povo, que são interessantíssimos materiais etnográficos portimonenses, vejamos a lenda do Sítio da Mulher Morta, contada por D. Rosa Furtado, de Poio, Mexilhoeira Grande. Seleccionamos este texto pela beleza da sua oralidade transposta ao papel:
O qu'eu sempre tenho ouvido, já da minha avó, dos meus bisavós, todos daqui destes sítios, tenho ouvido sempre assim: Na Quinta-Feira da ascensão a gente antigamente ia sempre pela religião católica e a minha família sempre dizia - não se lava na Quinta-Freira da Ascensão, que é um dia santo, até porque se os passarinhos bem soubessem num ao ninho iam. E há outro ditado que diz que é um dia tão santo, que na Quinta-Feira da ascensão coalha a amêndoa e nasce o pinhão.
Mas havia duas senhoras, duas comadres, e então uma era católica e a outra não era. E uma foi lavar à ribeira nesse dia. Aquela que não foi lavar disse assim: ó comadre, mas então vocemecê vai lavar hoje, Quinta-Feira da Ascensão, um dia tão santo?
Eh, entaõa, pois a roupa está suja e eu vou lavar.


E a mulher fpo lavar. Mas em certa altura, quando estava a lavar, a mulher desapareceu. Ninguém mais soube fim nem mandado dessa mulher. Pronto.
Aconteceu que daí ficou sempre a Mulher Morta. Essa mulher desapareceu, ninguém soube contar mais fim nem mandado dessa senhora e daí, ficou esse dia, se até aí era santo, mais santo ficou.
Depois daí a gente (eu não, que já era mais nova), mas os meus familiares mais velhos como a minha mãe e a minha avó, diziam que ouviam à hora da missa, ao meio-dia de Quinta-feira da Ascensão a mulher bater na ribeira, além. Diziam elas que era a bater na roupa.
Isto passou-se na Ribeira da Mulher Morta, que é a ribeira que vem da pereira e que vai desaguar ao rio Mexilhoeira. Esse sítio passou a chamar-se A Mulher Morta depois que isso aconteceu.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MARK TWAIN




ALGUMAS PESSOAS NUNCA COMETEM OS MESMOS ERROS DUAS VEZES.
DESCOBREM SEMPRE NOVOS ERROS PARA COMETER.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

12 MILHÕES DE EUROS PARA QUEM RESOLVER OS DESAFIOS DA CIÊNCIA

Foi há exatamente 300 anos que o Parlamento britânico lançou um prémio de 20 mil libras, uma fortuna na altura, para quem resolvesse uma das mais importantes questões da época: o cálculo da longitude no mar. Com o concurso, a discussão saiu para a rua, e foi um relojoeiro, e não um cientista, a encontrar a resposta. Três séculos depois, os problemas que afetam a humanidade são outros, mas o Governo inglês decidiu apostar no mesmo método e oferecer dez milhões de libras (12,2 milhões de Euro) por uma solução capaz de mudar o mundo.
O desafio é lançado a todos: dos cientistas amadores à comunidade científica. O que se procura é alguém capaz de pensar fora da caixa, tal como o relojoeiro John Harrison há 300 anos.
Mas, à moda do século XXI, será o público a decidir o problema a resolver, entre os seis lançados pela organização. Os desafios foram anunciados ontem e concentraram-se nas áreas do ambiente e saúde
"Como garantir que toda a gente tem acesso a água potável" ou "como devolver o movimento a pessoas com paralisia" são duas das seis perguntas, que vão ser apresentadas ao longo das próximas semanas num programa da BBC e na página da iniciativa: www.longitudeprize.org
O desafio vencedor será anunciado a 25 de junho e as regras ficam disponíveis no outono. Qualquer pessoa ou organização pode participar, desde que mostre que se ganhar o prémio vai beneficiar também o Reino Unido.
A ideia foi anunciada pelo primeiro-ministro inglês, David Cameron, no ano passado e lançada ontem, 300 anos depois do desafio original. Geoff Mulgan, diretor executivo da instituição de solidariedade que gere o concurso, explicou o objetivo à BBC: em vez de pedir respostas aos melhores cientistas e às melhores universidades, vão abrir o palco a toda a gente que queira propor uma solução, tal como se fez há 300 anos.
Ou seja, o espírito é o mesmo do Prémio da Longitude de 1714, quando o problema de como determinar a longitude no mar ocupava alguns dos mais brilhantes pensadores do século XVIII. Numa altura em que o comércio e as guerras passavam pelo mar, a incapacidade de descobrir a posição dos navios resultava em perdas incalculáveis, de vidas, mercadorias e dinheiro. Até que em 1714 foi lançado um prémio de 20 mil libras para descobrir a resposta.
A solução veio de uma fonte improvável: John Harrison, que aplicou toda a sua energia a desenvolver um relógio capaz de dar as horas corretas mesmo no mar - onde o balanço trocava as voltas aos relógios de pêndulo. É que sabendo as horas certas no porto de partida e cruzando com a posição do Sol, os marinheiros podiam calcular a posição do barco, a longitude. Este ano começa a procura pelo John Harrison do século XXI.

Alem das duas perguntas acima mencionadas, há mais quatro:
Como prevenir o aumento da resistência a antibióticos?
Como voar sem impacto ambiental?
Como assegurar que toda a gente tem acesso a comida nutritiva e sustentável?
Como ajudar as pessoas com demência a viver de forma independente mais tempo?



DN 20.5.2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

ANTIGO PESCADOR MANTÉM TRADIÇÃO ARTESANAL

Paciente e rigoroso, Carlos Capinha constrói barcos em miniatura em Sines

"Isto é tudo estudado!", afirma Carlos Capinha, no seu jeito brioso, enquanto mostra os pormenores de soldadura numa fateixa (pequena âncora) com comprimento inferior a um dedo polegar.
Atualmente é o único antigo pescador que se dedica à construção de barcos em miniatura, trabalho considerado como a mais típica manifestação de artesanato em Sines.
Aos 69 anos de idade, já perdeu a conta ao número de embarcações de pesca esculpidas e pintadas com as próprias mãos. Começou por fazer nassas (redes de pesca), depois gaiolas de grilos e só mais tarde se aventurou na construção dos primeiros barcos, em folha de palmeira. Podia ter seguido as pisadas de outro ex-pescador artesão, Chico Carola, entretanto falecido, que usava como matéria-prima a cortiça, mas teve um chamamento diferente. Optou pela madeira, além do latão ou do arame de cobre, admitindo contudo que é "mais complicado" de moldar: "sobretudo quando se fazem as cavernas (estrutura interna das embarcações) ou se talha a proa". Estes "pormenores mais miúdos", em vez de o desmotivarem, aumentam a sua perseverança.

A própria mulher, Maria do Rosário, que melhor que ninguém conhece o empenho de Carlos Capinha, refere que ele passa horas, na exígua marquise do apartamento de ambos, a afinar detalhes.  "Devias era ter sido serralheiro civil!", comenta, de sorriso posto no marido.
Alguns dos seus trabalhos estão expostos na Arte Velha - Associação de Artesãos de Sines e apesar de várias vezes o terem encorajado a fixar preços, nunca o fez. Explica que lhe falta a "alma de vendedor".
Deixou a faina no mês passado e adianta que agora, finalmente reformado, tem "todo o tempo do mundo para o seu passatempo. E em particular para aprimorar os detalhes que verdadeiramente o desafiam, ao sabor das recordações de tantos anos no porto de pesca junto à praia.

Dica da Seman  - 15.5.2014 - Lina Manso

terça-feira, 6 de maio de 2014

KADUPUL

Sub-reino:
Divisão:
Subclasse:
E. oxypetalum
(DC.) HAW.





















Epiphyllum oxypetalum (DC.) Haw., é uma espécie fanerogâmica pertencente a  família das Cactaceae.
A Flor Kadupul figura como a flor mais cara do mundo, apesar de nunca ter sido vendida por valores superiores às outras aqui apresentadas. Isto acontece porque o seu preço é simplesmente incalculável. Esta flor é tão rara e tão frágil que vive apenas algumas horas e depois morre. Ela é oriunda do Sri Lanka, floresce por volta da meia-noite e morre durante a madrugada. Devido à sua extensão de vida incrivelmente curta, a flor Kadupul adquiriu um estatuto mítico e especial, sendo por isso uma das flores mais desejáveis e valiosas em todo o mundo. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

LENDAS DE PORTUGAL - LXV - ALCOUTIM

A MOURA E O CASTELO

Sabe-se lá quando e por quem Alcoutim foi fundada! Mas sabemos que D. Manuel I lhe atribui foral. Assim como sabemos que num dos mais altos pontos do concelho, à ilharga do Rio Guadiana, há vestígios de um castelo tão antigo que até se diz que foram os mouros que o construíram. Mas, segundo os entendidos, até poderá ser ainda mais antigo.
Ah, e é de supor que não lhes será desconhecido que nesse local está encantada uma moura. É por isso que, pela noite, mesmo com a ideia de que ela dispõe de um imenso tesouro, não há quem se meta a galgar os dois quilómetros entre Alcoutim e o que resta do seu castelo só para a desencantar! E desencantar a moura seria obra. Porquê? Ora, quem o quiser fazer terá de lutar com um monstro, vencendo-o. E aonde é que estão os valentes?
Para melhor precisão, esclarecemos que, bem próximo das ruínas do castelo, há duas velhíssimas azinheiras. Pois a moura encantada, segunda a lenda, anda por ali, pairando. E o candidato a desencantador terá de se apresentar a um 17 de Março, precisamente à meia-noite, apenas armado de armas brancas - punhal, espada, assim. Então aparecer-lhe-á um monstro enroscado, um dragão ou uma serpente, mas de grandes dimensões. E a soprar  furiosamente. Ora isto tem sido uma perspectiva dissuasória em relação ao desencantamento. E a pobre moura lá vai sofrendo a cobardia das gentes, que nem sequer se lembram do tesouro como recompensa a acrescentar!

Pois, temos mais material lendário sobre o castelo. Conquistado este aos mouros em 1240, o rei Sancho II ordenou a alguns cavaleiros que o ocupassem. Entre estes, Rui Gomes que, tomando a chefia, ordenou que fossem poupadas as vidas dos mouros achados ali dentro. Percorreu então todas as instalações, indo dar a uma sala onde se encontrava o ex-alcaide e a sua belíssima sobrinha. Cumprimentaram-se. O mouro disse que a jovem era noiva do filho Hassan, que abandonara o castelo para não conhecer o peso da derrota. Bem, a lenda conta que Rui Gomes e Zuleima, assim ela se chamava, se apaixonaram ao primeiro olhar e viveram felizes uns meses. Até que, uma vez, devido a um pressentimento de que poderia haver um mensageiro do rei para si no castelo,  Rui Gomes a deixou e cavalgou até lá. Ao chegar, foi apunhalado por um mouro embuçado que não era senão Hassan a vingar-se. Mas caindo Rui Gomes aos pés do antigo noivo, assim caiu, desmaiada, Zuleima. O mouro puxou-a para o seu cavalo e partiu a galope. Porém, o assassino foi visto por quatro soldados que o perseguiram e, junto daquelas duas azinheiras referidas a pouca distância da fortaleza, lançaram-lhes as suas lanças e ali mataram ambos. E é por isso que o  espírito da moura anda ali pelas azinheiras. E que há quem ouça um soluçar convulsivo, como se ela ainda chorasse o seu amado Rui, a quem não chegou a tempo de salvar.