segunda-feira, 31 de agosto de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - 81ª - ALJUSTREL

O CALVÁRIO DE BEGUINA

No caminho de Beguina para Vale de Narizes, no concelho de Aljustrel, há uma cruz erguida sobre uma pedra. Como tantos outros calvários, este assinala que ali alguém morreu. Geralmente são mortes violentas, as mais dela por um raio ou por um assassínio. A lenda diz-nos que não foi uma coisa nem outra, apenas nos fazendo recuar até 1934. Pois por ali costumava trazer as suas vacas a pastar um homem que se chamava Sebastião Albino. Ora na sua manada ele tinha um touro que lhe obedecia como se fosse o mais esperto dos cachorros. E a amizade entre ambos era ao ponto do pastor partilhar com ele a merenda que trazia de casa.
E todos os dias era aquilo. Porém, por qualquer razão, Sebastião Albino, houve uma vez que não levou merenda, pelo que nada tinha para partilhar com o touro. Ora este enfureceu-se e arremeteu contra ele, desfazendo-o e comendo-o! Apenas ficaram os pés dentro das botas... 
Mas há outra lenda com touro em Messejana, a duas léguas da sede do concelho. Pois dois na,morados desta freguesia casaram-se e foram viver para a honra do Cabo. E eram muito felizes. Mas uma manhã, estava a Rosa a lavar roupa no tanque da quinta e ouviu alguém chamar por ela. Voltou-se e viu uma bela rapariga, com o senão de ser serpente da cintura para baixo. Naturalmente, esta parte estava enrolada numa árvore. A aparecida apresentou-se dizendo que era filha do alcaide que construíra o castelo cujos restos dali se viam, mouro esse senhor de todas aquelas terras. Ambos estavam encantados e precisavam da ajuda delas para lhes acabar o tormento. E a moura-serpente explicou à Rosa que o desencantamento consistia em ela, sem medo, limpar a baba a um enorme touro que dela se aproximaria, touro este que, afinal, era o alcaide encantado. Tendo medo Rosa, o encanto continuaria, nem sei se dobrado.

Nessa noite, Rosa contou tudo ao marido, que não se opôs, mas ficou muito triste. E no dia seguinte, junto ao tanque, lá apareceu a Rosa um enorme touro  negro, bufando, furioso, babando-se. Ela, coitada, não conseguiu vencer o medo e caiu desmaiada. Nunca mais recobrou o juízo e os dois mouros,. pai e filha, ficaram encantados para sempre!      

domingo, 30 de agosto de 2015

POLVO


33 mil genes são, na totalidade, os do polvo, com 3 corações e cerca de 500 milhões de neurónios distribuídos pelos 8 tentáculos. O polvo é agora o primeiro cefalópode  a ter o seu genoma sequenciado na totalidade através de um estudo liderado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa. Entre os 33 mil genes, há alguns distintivos, no cérebro, nas ventosas, na retina e os que permitem ainda a camuflagem.

sábado, 15 de agosto de 2015

PEÇA FEITA EM RENDA DE BILROS ENTRE NO LIVRO DE RECORDES



A maior peça feita em renda de bilros, com cinquenta metros quadrados, entrou no Guinnes Book of Records. Nasceu em Vila de Conde, tem 437 quadrados de 30 x 30 centímetros e gastou oito quilos de linha. 150 rendilheiras de todas as idades acabaram a peça no início deste mês. O júri do livro dos recordes validou como a maior do Mundo.
O projeto surgiu de um desafio feito pela autarca local, Elisa Ferraz.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

HERACLEION - CIDADE ENCONTRADA NO MEDITERRÂNEO

Esta cidade foi descoberta no ano de 2013.



Heracleion também conhecida como Thonis, era uma antiga cidade egípcia próxima de Alexandria cujas ruínas foram localizadas em Abu Qir Bay, a 25 quilómetros da costa, submersas no mar a uma profundidade de 10 metros. O seu legandário começo, recua aos princípios do século 12 AC e é citado pelos antigos historiadores gregos.
A sua importância cresceu especialmente durante os últimos dias da queda dos faraós  (quando era o principal porto egípcio  para o comércio internacional e cobrança de taxas).
Heracleion foi  originalmente construída sobre  os terrenos lamacentos das ilhas interligadas por canais, situadas no delta do Nilo. Tinham vários cais e ancoradouros,  era par da cidade de Naucratis e  tomava o lugar de Alexandria.

 Princípios legendários:
Acreditava-se que Paris e Helena de Troia foram ali  deixados  na sua fuga do ciumento Menelaus, antes do início da guerra troiana ou que Menelaus e Helena tinham lá estado, recebidos pelo nobre  egípcio Thon e Polydamn. Também se acreditava que Herakles a tinha visitado, tendo assim a cidade ganho o nome.

Referências antigas:
Até muito recentemente o local  tinha sido conhecido através  de algumas fontes literárias e epigráficas e  uma das menções de interesse do local , era como tendo sido um império, tal como Naukratis.
A cidade foi citada pelo antigo historiador Diodomus  (1.19.4) e Strabo (17.1.16). Foi dito a Herodotus que Thonis era o guarda da boca Canopica do Nilo. Thonis prendeu Alexander (Paris) o filho de Prian porque Alexander tinha raptado Helena de Troia e tomado posse de imensa riqueza.
Heracleion é também mencionada no padrão do Decreto de Nectanebo (conhecido  como  “Stele of Naukratis”) no qual é especificado que dez por cento das taxas sobre importações através da cidade  de Thonis/Herakleion, eram doadas ao santuário de Neith de Sais. A cidade é também mencionada no Decreto de Canopus honrando o Faraó Potolemy III.
A cidade de Heracleion era também o local em que todos os anos, no decurso do mês de Khoiak , se celebravam os mistérios de Osiris. O deus, no seu barco cerimonial, era transportado em procissão, do templo de Amun naquela cidade para o seu santuário em Canopus.
Arqueologia
                 O grande templo de Khonsou , filho de Amun, era conhecido pelos  gregos como Herakles.
                  Posteriormente o culto a Amun  tornou-se mais dominante.




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

HIPERICÃO-DO-GERÊS



O Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum) talvez seja a única planta portuguesa com o nome de uma região. Não deve ser confundido com outro hipericão (Hypericum perforatum), planta vivaz, com porte e aspecto distintos, muito utilizado como planta medicinal, sendo muito popular como anti-depressivo.

Também conhecido como androsemo, mijadeira, erva-da-pedra ou erva-do-gerês, esta planta surge espontaneamente na Europa Ocidental e Norte de África. No nosso país é espontânea em locais húmidos e sombrios e margens dos rios do Minho, Beiras e Estremadura.

É um arbusto vivaz, com caules erectos e folhas simples, produzindo uma toiça com rebentos folhosos, de crescimento abundante. Pode atingir facilmente 1 metro de altura e 60-80 cm de diâmetro. Floresce entre Junho e Setembro e apresenta inúmeras flores amarelas, que evoluem em frutos que podem apresentar várias cores distintas ao longo do processo de maturação. As sementes estão prontas a colher em Setembro.



Depois de esmagadas, as folhas libertam um cheiro forte e característico. Utiliza-se toda a parte aérea em infusão. Muito usado em doenças do fígado, cólicas e cistites. É um excelente diurético. Também pode ser utilizado externamente em queimaduras e contusões. Não tem contra-indicações nem efeitos secundários conhecidos. A infusão pode ser tomada 2 a 3 vezes por dia.

A propagação faz-se por sementeira, na Primavera ou por estacaria durante toda a Primavera/Verão. Curiosamente, nalguns anos a semente apresenta elevada percentagem de germinação, noutros essa baixa consideravelmente.

É particularmente afectada por pragas e doenças, sobretudo a ferrugem e os afídeos, que podem provocar estragos consideráveis. Costumo colher a planta assim que apresenta os primeiros sintomas da doença, minimizando assim os seus estragos. Quanto aos afídeos, uma solução de sabão de potássio costuma resolver o problema.

A colheita faz-se cortando a planta próximo do solo, promovendo assim nova rebentação em abundância. Podem ser realizados 2 a 3 cortes/ano.

Muito colectada na região do Gerês, infelizmente tem vindo a desaparecer, fruto desta apanha intensiva e desregrada. Poderá mesmo vir a correr risco de conservação se o ritmo da apanha continuar, sem qualquer tipo de preocupação pelas populações silvestres, apesar de existirem regras estabelecidas pelo Parque Nacional, que determinam quantidades máximas por colector e outras regras que visam a manutenção das populações espontâneas.

Poderá representar uma boa opção como planta de cultivo em pequenas e médias áreas, dada a sua procura no mercado nacional, graças ao seu comprovado interesse como planta medicinal.  

quinta-feira, 30 de julho de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - 80º -ABRANTES

O SENHOR DOS AFLITOS

Pois nos arredores de Abrantes, num largo à saída da Estrada Velha, quando esta entronca com a Estrada Nova, a caminho de Alvega, há uma pequena capela, propriedade particular, sempre fechada a sete chaves, conhecida como do culto do Senhor dos Aflitos. Esmolas de azeite e em dinheiro afluem com certa regularidade e muita devoção. E a lenda não terá ainda um par de séculos. Pois diz-se que um homem dessa família - infelizmente, não lhe descortinámos o nome - passando a cavalo e com a sua matilha por aquele lugar foi assaltado por uma alcateia. Os lobos seriam muitos e esfaimados, a ponto de terem acabado com os cães do viajante. Este, impotente para enfrentar as feras, apelou ao Senhor dos Aflitos e a alcateia afastou-se, deixando-o incólume. Emocionado e grato, o cavaleiro logo ali mandou erguer aquele templozinho - quadrangular, três metros de cada face, cobertura de telha, porta com cruz sobranceira. Esta cruz foi inicialmente de pau e agora ou é de pedra ou de cimento, pois não se tem aguentado muito tempo. Dentro é a mesma simplicidade do exterior, tendo quatro imagens, não se sabendo bem qual delas é a do patrono, pois as outras não estarão identificadas. Diz o povo que as gentes com problemas nos negócios, dinheiro, mas também de saúde e de amor - aflitos de um modo geral! - ali acorrem a fazer e a pagar as suas promessas. Falámos em Alvega, e vamos agora a Areia-Casa Branca, na margem esquerda da ribeira da Represa, um pouco abaixo da ruínas do pequeno monumento romano, perto da ponta da estrada 118. Passava ali a via romana, que de Abrantes ia para Alvega, Gavião, Arronches, até Mérida. Ora naquele sítio é a Buraca da Moura, seja uma fenda que não escapa à lenda!

E a lenda conta que naquela buraca viva, escondida, uma bela moura, naturalmente encantada. Apenas saía de noite, para cantar as suas tristezas. Ora também é voz corrente que naquela buraca começa um túnel que, passando sob a ribeira, alcança a margem direita da Represa e vai dar a algures, a alguns quilómetros dali. Só que a memória popular perdeu a localização dessa saída e já ninguém se arrisca a fazer o túnel por dentro. Uma vez, um pastor terá dito que alio, junto à Buraca da Moura, lhe desapareceu uma cabra e só deu com ela bastante longe, lembrando-se do túnel. Mas também não deu com a outra saída - ou entrada! Num livro sobre monumentos militares, fala-se de um túnel devido à engenharia romana, para passagem directa  de água da barragem para campos agrícolas, mas a verdade é que a orientação dada na obra não corresponde à orientação do túnel da lenda. Também por isso é lenda e tem uma moura encantada de serviço...
E, já agora, será que ainda está na igreja abrantina de S. Vicente essa relíquia que é o dente de S. Vicente? Se está, saibam quantos que quem para lá a levou foi Pedro Afonso, irmão bastardo de D. Afonso Henriques. Outras relíquias do mártir estão em Lisboa na Sé e, ao que parece, também na igreja de S. Vicente de Fora.

domingo, 19 de julho de 2015

MICKEY MOUSE - 87 ANOS



87 anos é a idade de Mickey Mouse, uma das primeiras personagens criadas por Walt Disney que surgiu pela primeira vez em 1928,  no filme animado Steamboat Willie. Walt recebeu 59 nomeações e ganhou 22 Óscares. É o homem mais premiado da história dos galardões da academia.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A GRUTA DE BENAGIL

A gruta de Benagil/Lagoa é património natural global e destaca o Algarve como destino turístico de natureza.

Depois de, em 2014, o jornal norte-americano Huffington Post ter destacado a praia da Ponta da Piedade, em Lagos, como a mais bonita do mundo, no passado dia 1 de junho o prestigiado jornal britânico The Guardian nomeou a Gruta de Benagil, concelho de Lagoa, como uma das 10 maravilhas naturais do mundo ainda desconhecidas por muito turistas.
Tal distinção é importante para o destaque internacional da região algarvia como destino turístico de natureza e não apenas de praia, diz fonte da Região de Turismo do Algarve.
integrada no passeio pedestre dos "Sete Vales Suspensos". no qual se pode observar o algar que ilumina o seu interior, a gruta fica localizada a 150 metros a nascente da praia da aldeia piscatória de Benagil. O acesso à gruta faz-se por mar, podendo, em dias de reduzida agitação maríitima, ser feito a nado ou, tal como destaca o The Guardian, através de passeio em "paddleboard". Mas o meio mais seguro para visitar esta gruta e as muitas outras que compõem todo o maciço rochoso da costa do barlavento algarvio é o barco, disponível através de empresas especializadas neste tipo de passeios ou por pescadores que disponibilizam as suas embarcações tradicionais de pesca.
Segundo aquele artigo do  jornal britânico, a formação rochosa que dá origem à gruta é incomum e surpreendente: "Entrar na gruta provoca sentimentos de outro mundo", descrevem. 
Dotada de uma pequena praia interior e com formação circular, a gruta é desenhada por arcos naturais de pedra de várias cores, esculpidos pela ação milenar do mar e dos ventos. A iluminação natural, que entra pelo algar, produz um leque de efeitos de luz ao longo do dia, criando uma atmosfera mágica que faz as delícias dos amantes da fotografia. 

Dica da Semana -16.7.2015-

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ALFARROBA - O REGRESSO DO SUPERALIMENTO



Ainda hoje muitos portugueses não sabem o que é uma alfarroba, nem distinguem uma alfarrobeira - e Portugal chegou a ser o segundo maior produtor mundial deste fruto, a seguir à Espanha. Como muitas outras coisas, estas vagens foram trazidas pelos árabes para a Península Ibérica e para o Norte de África a partir da antiga Mesopotâmia - uma origem não tão consensual como isso devido à grande amplitude de temperaturas nessa região, que não será, defendem alguns estudiosos, muito adequada ao desenvolvimento das alfarrobeiras. Com as alfarrobeiras vieram lendas como a de Silves, que falam de mouras encantadas ao seu redor. Os romanos também não foram insensíveis aos atributos da vagem, e iniciaram uma prática, detalhe curioso, que perdurou até há poucas décadas no Algarve mais rural: mascá-las secas, com uma concentração de açúcar de 60 por cento, como uma espécie de guloseima. No Novo Testamento poderá estar parte da explicação, por associação a João Batista, para as alfarrobeiras também serem  chamadas de pão-de-joão ou pão-de-são-joão.
No barrocal algarvio, entre a serra e o litoral, estas árvores de sequeiro - tal como a oliveira, a amendoeira e a figueira - acharam condições ideais para proliferar, mas nos últimos 20 anos a sua área de cultivo tem vindo a diminuir (algo em torno dos cinco mil hectares) e o preço da arroba passou dos 10 para cerca de cinco euro. Não é cenário muito animador para os produtores, que mesmo assim estão atentos às novas modas. Há várias indústrias de transformação da alfarroba em farinha. Alimento de homens e animais, este com poste foi recuperado pelos arautos da vida saudável, que vieram dar-lhe um segundo fôlego - em tempos de intolerâncias e substitutos, a alfarroba é um superalimento graças à presença das vitaminas A, B1 e B2, cálcio, magnésio, potássio e diversos minerais. E tem menos 17 por cento de gordura e menos 33 por cento de calorias que o chocolate.
É um mercado apetecível que levou a Faculdade de Engenharia Alimentar da Universidade do Algarve a desenvolver e a comercializar, desde março duas barras energéticas (uma de 25 gramas, com 100 kcal, e outra de 50 gramas, com 200 kcal) que têm na sua base o figo, a amêndoa e a alfarroba. A única dificuldade é fazer a separação da semente (com maior valor devido à existência de LGB, um espessante  natural muito procurado internacionalmente) da polpa (menos valiosa).
Muito resistentes e pouco exigentes, as alfarrobeiras são, por outro lado, um investimento a longo prazo. Demoram anos a crescer e o lucro não vem fácil. Há, felizmente, quem veja nisso um contributo para as gerações  futuras - muito frondosas, elas fazem sombra  permitindo baixar a temperatura e o aparecimento de outras plantas num processo de regeneração dos solos esgotados. É um processo demorado, que pode levar até cem anos. Bastam apenas uns dias para percorrer alguns dos pontos turísticos a ela associados. E aborear um Algarve que foge aos estereótipos.

evações - 10.7.2015

quinta-feira, 9 de julho de 2015

CHAPINS EM ALBUFEIRA



Já passou por um pinhal e reparou nuns estranhos tufos de seda que coroavam a copa dalguns pinheiros? São os ninhos da lagarta processionária, o segundo maior flagelo da floresta portuguesa, logo a seguir aos incêndios.
Mas não só o pinhal é vítima potencial desta praga: a lagarta, ao descer destes ninhos para buscar abrigo no subsolo para aí se transformar em crisálida, desloca-se em procissão. e daí o seu nome mais comum, processionária. É nesta altura que se torna perigosa para os humanos e para os animais, selvagens ou domésticos, que com ela se cruzem. A forma que a lagarta tem para se defender dos predadores são os pêlos urticantes que a envolvem, e que provocam inchaço nas mucosas da boca e vómitos e, em última instância, asfixia.
O Município de Albufeira apostou num  projeto inovador, ecologista e sustentável, que pretende travar o alastramento descontrolado da praga da forma mais correta e menos invasiva possível, introduzindo no ecossistema o seu predador natural, o chapim. Por razões várias, o número destes tem diminuído consideravelmente, em grande parte devido à destruição dos pontos da sua nidificação natural.
O Município tem vinda a colocar ninhos artificiais para atrair os benfazejos passarinhos; a Câmara dá a casa, a Natureza o almoço. Em 2014, dos 56 ninhos colocados inicialmente, 21 foram ocupados por chapins, com alguns a regitarem mais do que uma postura, o que resultou numa média de 6 novas crias de chapim por ninho.
Este ano, os ninhos são já 76, muitos logo ocupados com bem-vindos comensais. O projeto tem também uma vertente pedagógica: os alunos que se inscrevem na atividade recebem uma palestra para conhecer o chapim e a sua importância na Natureza. Além disso, aprendem também a construir os ninhos e comedouros.


Dica da Semana - 9.7.2015-

segunda-feira, 6 de julho de 2015

EDELVAIS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Clado: Angiospérmicas
Clado: Eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Leontopodium
Espécie: L. alpinum
Nome binomil: Leontopodium alpinum



A edelvais (Leontopodium alpinum) é uma espécie vegetal da família Asteraceae, também chamada pé-de-leão.
Existem muitas lendas relacionadas à flor: numa delas, por exemplo, a flor nasceu das lágrimas de uma jovem virgem.
Dizem as lendas da Áustria ser uma prova de amor quando o rapaz sobe os Alpes para buscar a linda flor para sua amada, pois é um percurso muito perigoso e somente com muito amor para se arriscar dessa maneira.
Foi usada para título de uma canção no filme A Noviça Rebelde (The Sound of Music) como símbolo patriótico contra a ocupaçãonazista.
A edelvais é uma planta protegida por lei.
Simbolismo
Surge nas moedas de euro austríacas (0,02 €)
É a flor nacional da Áustria e Suíça
Os generais suíços exibem edelvais em vez de estrelas para assinalar o seu estatuto
É considerada o "supremo talismã do amor"
Palavra alemã que significa "branco nobre".
Edelweiss tem uma referencia no Game Valkyria Chronicles, a imagem da flor e pintada na parte esquerda da torre do veiculo. Provavelmente uma referencia a ocupação nazista onde a historia do jogo e baseada.




terça-feira, 30 de junho de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - LXXIX - ALFÂNDEGA DA FÉ

OS CAVALEIROS DAS ESPORAS DE OIRO

Esta lenda transmontana remonta ao séc. XII, quando os povos peninsulares travavam decidia luta com os moiros. E perto de Chacim, o Monte Carrascal era uma fortaleza moura, a derradeira no que é hoje o Nordeste Transmontano. Hoje esta zona é ocupada pelo santuário de Nossa Senhora de Balsamão, correndo ali cerca o Rio Azibo. Comandava a fortaleza, e mandava também nos arredores, o terrível emir Abdel-Ali que, para além de pesados impostos pecuniários na região, exigia o tributo de donzelas. Isto é, que a primeira noite das noivas das redondezas era passada com ele. Sanguinário, feroz e sensual, diz a lenda. No Castro, hoje Castro Vicente, a quinze quilómetros de Alfândega da Fé, nesta altura apenas Alfândega, vivia o cristão e rico homem Rodrigo Ventura de Melo com a sua filha, a bela Teodolinda. A jovem recusava todos os pretendentes por receio ao tributo de donzela. Ora o emir, sabendo que D. Rodrigo queria mudar a situação, foi a Castro reiterar o seu direito de pernada. Nessa altura viu filha do inimigo e desejou-a. Ora de Castro, foi o cristão a Alfândega pedir apoio a Pedro Malafaia, que capitaneava uma força de duzentos cavaleiros, os Cavaleiros das Esporas de Oiro. Foi com a filha, e ela e Casimiro Malafaia, filho de Pedro, enamoraram-se. E decidiram casar, embora a rapariga vivesse no terror do tributo ao emir. E os pais dos jovens planearam um ataque ao emir durante o dia do casamento. 
Porém, o emir tinha espiões por toda a parte e soube do casamento, mandando o seu melhor cavaleiro e um bando de guerreiros raptar a noiva à saída da igreja. E assim aconteceu, numa altura em que os Cavaleiros das Esporas de Oiro ainda vinham a caminho. Mas, à notícia do rapto, os povos cristãos da região levantaram-se em armas e atacaram o castelo do Monte Carrascal, impedindo que o emir violasse Teodolinda, pois tinha de estar atento à luta. Em campo aberto, moiros e cristãos lutaram desesperadamente, morrendo dezenas de homens. Diz a lenda que,  a uma súplica de Teodolinda, encerrada nos aposentos do emir, no campo de batalha apareceu uma misteriosa enfermeira que curava os feridos reabilitando-os fisicamente para prosseguirem o combate. Que era Nossa Senhora, garantem as vozes, a verdade é que ela desapareceu no final da luta.
Graça à atempada intervenção dos Cavaleiros das Esporas de Oiro, os cristãos ganharam a batalha, tendo conquistado o castelo.  E Casimiro conseguiu entrar no quarto do emir no preciso momento em que este, vendo tudo perdido, não podendo violar a jovem noiva, se preparava para a apunhalar.  A lança do noivo trespassou-o matando-o e Casimiro levou a cabeça do terrível moiro ao alto das muralhas, acabando logo ali os raros focos de resistência por parte dos últimos moiros, que ainda dominavam aquelas bandas do território português.
E o lugar da batalha, em que tantos morreram, uma verdadeira chacina, acabaria por chamar-se Chacim e a  Alfândega foi acrescentado: da Fé.      

          

segunda-feira, 22 de junho de 2015

INAUGURAÇÃO DA PONTE DA ARRÁBIDA FAZ 52 ANOS

Edgar Cardoso transformou a engenharia em evento de massas, e foi a construção da Ponte da Arrábida, união do Porto a Gaia que é agora monumento nacional, que fez dele, digamos assim, produtor de eventos. Não se leia aí ofensa, antes gratidão a um homem  que tornou apaixonante algo que outros deixariam à indiferença que junto dos leigos suscita o projeto e cálculo de estruturas de betão. Com Edgar Cardoso, as coisas eram diferentes, não apenas por o notável professor ser uma figura cativante mas também pela genialidade que transparecia da idealização de modelos laboratoriais, da busca de soluções inéditas e, sobretudo, do arrojo dessas soluções em que mais ninguém parecia acreditar. 


Quanto foi feita, a Ponto da Arrábida era um fenómeno - o maior arco de betão pré-esforçado alguma vez feito - e gente do mundo inteiro esteve no Porto à espera de a ver cair. A técnica de construção já havia sido testada em menor escala, bem perto do Porto, na ponte que cruza o rio Sousa e sobre a qual tanta gente passa sem se aperceber de que é uma miniatura da grande obra que viria depois. E que teve no fecho do cimbre - realizado em junho de 1961 e aqui documentado - o mais espetacular e fotografado momento. e, à medida que era montado, ia sendo enchido com betão. O tramo central, que fechou o arco, foi construído a montante e transportado, Douro abaixo, sobre batelões puxados  por rebocadores, sendo depois içado por gruas, postas de ambos os lados da construção. Tinha 78 metros de comprimento, pesava 500 toneladas e demorou cinco dias a chegar lá ao alto. Depois de pronto o primeiro arco de betão, o cimbre foi deslocado lateralmente para o segundo arco ser construído.
A ponte foi inaugurada a 22 de junho de 1963.

Notícias Magazine - 22.6.2015

sábado, 13 de junho de 2015

JUNTOS...


Juntos conseguimos atravessar
Todos os Montes e Vales que se avistam lá longe
Juntos, enfrentaríamos a hora da nossa morte
Só por isso, perdemos o medo
Juntos, passo a passo caminhamos
Por ti deixaria tudo
Enfrentaria o cair da noite, os meus silêncios
Serias a minha luz
O meu espelho, a minha imagem
Abandonaria tudo
Da minha velha janela, olhava a luz da lua
E com surpresa vi que estava nu
Nu neste descampado, a que chamam tempo

Por tudo que vi e senti
Os teus gestos ajudaram-me a vestir
E assim aprendi a viver ao sabor do vento.

Alberto David

sábado, 6 de junho de 2015

FLOR-CADÁVER


Amorphophallus titanum




O jarro-titã, flor-cadáver ou titan arum em inglês, (Amorphophallus titanum) é a maior e mais malcheirosa "flor" do mundo. Trata-se de fato, não de uma flor, mas de uma inflorescência apelidada de espádice. Quando desabrocha, ela chega a atingir três metros de altura e pode pesar até 75 quilogramas.
Ela exala um forte odor que atrai insetos carniceiros (principalmente besouros), por isso a fama de maior planta carnívora do mundo.
Começa sua vida como um pequeno tubérculo, então solta uma única coluna afilada que cresce furiosamente, até 16,6 centímetros por dia.
Essa planta tuberosa, cultivada em diversos jardins botânicos, permanece endemica somente às florestas tropicais do oeste da Sumatra, uma ilha da Indonésia, no Oceano Índico, onde é conhecida como "flor cadáver". Este nome pode derivar do cheiro nauseador que exala.
Quem a descobriu foi o botânico italiano Odoardo Beccari, em 1878.
Seu nome científico, Amorphophallus titanum significa, literalmente: Falo gigante sem forma
Pode viver até 40 anos, mas só floresce duas ou três vezes.

sábado, 30 de maio de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - LXXVIII - CELORICO DE BASTO

A SANTA SENHORINHA

Deve-se a Braamkamp Freire, em Os Brasões da Sala de Sintra, uma concisa biografia de Santa Senhorinha, venerada em Terras de Basto. Pois essa biografia tem foro de lenda. E esta lenda começa com a morte de D. Teresa, a condessa de Basto, poucos dias após ter dado à luz aquela que viria a chamar-se Senhorinha. E este nome nasce da exclamação de seu pai ao vê-la tão pequena quando nasceu: "Ai! Quão miudinha és, minha senhorinha!"
Filha segunda dos condes de Basto, a menina foi educada por uma sua tia freira, Godinha por nome e irmã de Teresa. E a educação foi de tal modo que Senhorinha apenas pensava na sua entrega a Deus. Por isso, cumprindo sete anos, o filho de um conde muito rico apaixonou-se por ela. E disse-lho. Apesar da sua pouca idade, a menina respondeu-lhe que ela não estava reservada a fazer vontades a ninguém, nem ao pai nem ao pretendente. E este correu a contá-lo ao pai de Senhorinha.
O conde ficou irritado com a desfaçatez da filha, chamou-a logo. E ela lembrou-lhe que desde havia muito estava traçado o seu futuro como esposa de Deus! O conde ficou perplexo com a resposta da filha. Pensativo passou o resto do dia e, quando adormeceu, apareceu-lhe em sonho um anjo do Senhor a confortá-lo, dizendo-lhe que, afinal, Senhorinha escolhera o melhor destino e, uma vez ela tinha decidido ser esposa de Jesus, que a deixasse seguir a vocação.
Logo pela manhã, o conde contou a visão que tivera à filha e nesse mesmo dia providenciou o início da construção de um mosteiro que passaria a designar-se como de S. João de Vieira. Seria sua primeira abadessa a cunhada freira beneditina, D. Godinha. Aí, em 970, o conde assistiu à profissão de fé de Senhorinha, que tinha pouco mais de oito anos.
Quando faleceu a abadessa Godinha, Senhorinha, que lhe herdou o cargo, pressionou a família para que edificasse um novo mosteiro em Basto e nele se recolheu.
No entanto, o estado de saúde da jovem não era muito bom. Os frequentes jejuns e a mortificação com os cilícios abalaram-na muito. Porém, já a nova abadessa tinha uma áurea de santidade. Fez com que aparecesse farinha quando já não havia que comer no mosteiro de Basto, mandou também calar as rãs cujo coaxar perturbava os cantos religiosos, arredou tempestades e quebrou os grilhões com que seu irmão foi preso. Porém, depois de morta, diz a lenda que deu vista a um cego, entre outros milagres que lhe são atribuídos.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

JACARANDÁ



Félix de Avelar Brotero, botânico português que conheceu dois séculos -viveu entre 1744 e 1828- terá sido o responsável pela introdução em Portugal, em 1811, do jacarandá, uma árvore originária da América do Sul. Os primeiros exemplares terão sido plantados no Jardim Botânico da Ajuda, em Lisboa. Depois de aclimatizado, foi plantado por toda a capital portuguesa. O seu nome científico é Jacaranda mimosifolia e é considerada uma árvore de pequena porte, que ainda assim pode alcançar os 15 metros de altura. No inverno perde a folhagem e os seus frutos são autênticas cápsulas de madeira que, quando estão maduras, libertam centenas de sementes aéreas. 

DN -22.5.2015-

quinta-feira, 21 de maio de 2015

BORBOLETA 88


88 é o número gravado nas asas de uma borboleta, que habita o Pantanal brasileiro, e ao qual deve o nome.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

SAPO COCAS EXISTE!



Um cientista da Costa Rica anunciou a descoberta de uma nova espécie de "Sapo de Vidro" (glass frog), nas Montanhas de Talamanca. Brian Kubicki explica que o pequeno espécime semitransparente, cuja pele permite ver os órgãos, é um excelente indicador da "boa saúde deste ecossistema". A caricata imagem do sapo fez furor nas redes sociais, pelo seu aspecto curioso, de olhos esbugalhados e boa sorridente, que faz lembrar o célebre Cocas, dos Marretas. Ficamos em saber se também tem o seu característico bom humor.

Dica da Semana - 7.5.2015-

ÁRVORE DE PLÁSTICO VALE BRONZE



O fotógrafo português Eduardo Leal conquistou o terceiro prémio na edição de 2015 dos Sony World Photography Awards, na categoria de Campanha Profissional. Nascido no Porto e residente em Londres, o fotógrafo documental freelancer foi seleccionado entre 87 mi candidatos pela série de fotografias batizada de "Árvores de Plástico" ("Plastic Trees"). Este trabalho chama a atençºão para o efeito ambiental do abandono de sacos de plástico e foi produzido no planalto Altiplano, na região dos Andes, na Bolívia. Honrado com o reconhecimento, o fotógrafo espera acima de tudo que a distinção dê visibilidade ao projecto, que alerta para o problema da contaminação da natureza com sacos de plástico. Considerada uma das maiores competições de fotografia do mundo, os prémios Sony distinguiram o norte-americano John Moore com a Iris d'Or pelo trabalho "Ebola Crisis Overwhelms Liberian Capital".

Dica da Semana - 7.5.2015-