sábado, 28 de novembro de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - 84ª - ALIJÓ

OS SINOS TROCADOS

Quem tiver o ouvido afinado para a música poderá entender esta lenda melhor que ninguém. Bastar-lhe-á jornadear até ao Alto Douro, ao concelho de Alijó, e visitar as aldeias de Carlão e de Ribalonga. E quando repicarem os sinos, logo perceberão que o primeiro clama por Ribalonga e o deste por Carlão. Mas, o que se passa?
É que os sinos foram trocados numa oficina do consertos em Braga e o comodismo dos homens não consentiu na reparação do erro. "O serviço é o mesmo", terá comentado uma voz. E assim ficou.
Os sinos é que estão desgostosos e lamentam a sua sorte! Verificarão que hoje estão afinados, aliás a lenda diz-nos que já antes do episódio que vamos narrar eram afinadíssimos. Ora virá-lo quando o repicavam, puxando os rapazes a corda, era sinal de força! No entanto, os sinos fartam-se, racham, envelhecem, quase como as pessoas.Pelo menos alguns. E aconteceu isso a ambos os sinos das duas aldeias. Na oficina de Braga, como se disse, puseram-nos como novos, mas trocaram-nos. Após ligeira discussão inicial, concordaram as partes que o fundamental era que repicassem. E isso fazem-no, ainda que de som trocado. E assim continuam hoje, que ninguém os repôs nas torres de origem...
E há outra lenda, a da Nossa Senhora da Boa Morte do Pópulo. Pois diz que Nossa Senhora, achando que a freguesia de Vila Verde era uma aldeiazinha agradável, em que podia viver, andou até  ao cabeço conhecido como das Bilheiras, para ficar com outra perspectiva. Porém, ao ouvir como discutiam entre si as mulheres na fonte, fugiu para o Pópulo!
No entanto, podemos conhecer ainda uma outra lenda de Ribalonga, referente ao seu lugar de Santa Ana. Pois neste lugar há uma fraga enorme, rectangular, tendo na parte superior três sulcos, o da cabeça, o do tronco e o dos membros de uma pessoa. A voz do povo, essa mesma voz que escreve as lendas, linha a linha, diz que esses sinais foram ali deixados por Santa Ana, quando andava em peregrinação aos Lugares Santos.
Pois a lenda faz-nos saber que Santa Ana, cansadíssima, não vendo outro sítio
 para se deitar, aproveitou aquela fraga. E a pedra tornou-se então mole para ficar mais confortável, tornando mesmo a forma do seu corpo. E no dia seguinte, logo ao amanhecer, repostas as forças, meteu-se a santa a caminho. Do texto da lenda não consta que alguém a visse, mas quer-nos cá parecer que testemunha deve ter havido, doutro modo...

Pois, saindo a santa, pela fraga começaram a passar as pessoas que iam para os seus trabalhos, reparando nos sulcos, ficaram admiradas. Alguns voltaram a Ribalonga dar a notícia. E logo ali se juntaram umas dezenas de pessoas a discutir o fenómeno. Como é que chegaram à conclusão de que fora Santa Ana, de quem eram devotos? Não se sabe. Testemunha que não quis declará-lo? De qualquer modo, aquele monte onde está a fraga ficou a ser conhecido como Monte de Santa Ana.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

CURIOSIDADES SOBRE O CAFÉ

1) Descoberta do café
Acredita-se que o café foi descoberto no século 9, quando um pastor de cabras percebeu que os seus animais ficaram mais excitados, após terem comido algumas bagas vermelhas de uma árvore. Este pastor levou os frutos a um santo muçulmano que as conseguiu transformar em bebida, o café dos dias hoje.
2) Origem da palavra café
A palavra “café” vem do árabe “qahwah”, que está relacionada com a palavra vinho. A palavra turca para o café, kahve, é derivada da palavra árabe e está relacionada com a palavra café.  Outros estudiosos acreditam que a palavra é de Kaffa, região da Etiópia onde se acredita que o café tenha sido originado.
3) Primeira casa de café
A primeira loja a comercializar o café como bebida foi inaugurada em 1475, em Constantinopla (na recente Istambul).
4) Consumo de café mundial
Em todo o mundo são consumidas mais de 500 biliões de chávenas de café por ano, sendo a bebida mais popular de sempre. É também a mais negociada mundialmente! consumidas mais de 500 biliões de chávenas de café por ano, sendo a bebida mais popular de sempre.
5) 30% da água é usada em café
Na América do Norte, 30% da água da torneira é utilizada para preparar chávenas de café!
6) Café é saudável para o cérebro e nervos
Uma pesquisa realizada demonstrou que o café pode diminuir o declínio cognitivo e ainda doenças neurodegenerativas. Os Turcos até chamam às suas lojas de café de “escolas para sábios”!
7) O café é benéfico para várias doenças
Vários estudos mostraram que o consumo moderado de café reduz substancialmente o risco de Doença de Alzheimer, Parkinson, cirrose no fígado, gota, doenças cardíacas e ainda a diabetes tipo 2.
8) Café contra a depressão
Um estudo realizado em 2011, demonstrou que as mulheres que consomem até 3 chávenas de café por dia, tinham 15% menos probabilidades de sofrer de depressão, por um período de 10 anos, relativamente a outras que apenas bebiam uma chávena de café por semana.
9) Café contra o câncro da próstata
Estudos mostraram que os homens que bebem seis ou mais chávenas de café diárias diminuem o risco de desenvolver câncro da próstata em 20%!
10) O café contém antioxidantes
Várias pesquisas constataram que o café contém antioxidantes, que ajudam a prevenir os radicais livre das células que nos são prejudiciais. Uma porção de mirtilos, framboesas ou laranjas têm a mesma quantidade de antioxidantes que 250 ml de café!
11) Café mais caro do mundo
O café mais caro do mundo é vendido na Indonésia e é feito a partir de grãos de café que foram parcialmente mastigados, digeridos e excretados por um animal semelhante à doninha. Esses grãos são vendidos a mais de 600 dólares cada quilo e uma chávena pode custar até 50 dólares!
12) Cada planta produz até 2 quilos de grãos de café
A planta do café demora cerca de 3 a 4 anos para amadurecer e produz de 1 a 2 quilos de grãos de café por colheita.
13) Comércio do café emprega milhões de pessoas
Acredita-se que existam cerca de 25 milhões de empregados em todo o mundo, ligados ao negócio e comercialização do café.
14) Curiosidades sobre a Starbucks
A conhecida loja de cafés Starbucks faturou em 2010 quase 11 biliões de dólares, nas suas 16850 lojas espalhadas por todo o mundo. Eles oferecem aos seus clientes mais de 87 mil combinações possíveis com esta famosa bebida.
15) Café mais forte e mais fraco
Os grãos de café mais claros são os que têm mais cafeína. Contrariamente, são os graus mais escuros que têm menos cafeína. Contrariamente, são os graus mais escuros que têm menos cafeína.









quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11 DE NOVEMBRO - DIA DE SÃO MARTINHO


São Martinho, ou Martinho de Tours, nasceu em cerca de 316 na antiga cidade de Savaria na Panónia, uma antiga província na fronteira do Império Romano, na atual Hungria. Filho de um comandante romano, cresceu na região de Pavia, em Itália, no seio de uma família pagã. Criado para seguir a carreira militar, foi convocado para o exército romano quando tinha quinze anos, viajando por todo o Império Romano do Ocidente.
Apesar de ter recebido uma educação pagã, foi em adolescente que Martinho descobriu o Cristianismo. Mas foi só mais tarde, em 356, depois de ter abandonado o exército que foi batizado. Tornou-se discípulo de Santo Hilário, bispo de Poitiers (na zona oeste da atual França), que o ordenou diácono e presbítero, regressando de seguida a Panónia, onde converteu a mãe. Mudou-se depois para Milão, de onde terá sido expulso juntamente com Santo Hilário. Isolado, terá passado algum tempo na ilha da Galinária, ao largo da costa italiana.
De volta à Gália, foi perto de Poitiers que fundou o mais antigo mosteiro conhecido na Europa, na região de Ligugé. Conhecido pelos seus milagres, o santo atraía multidões. Foi ordenado bispo de Tours em 371 e fundou o mosteiro de Marmoutier, na margem do rio Loire, onde vivia na reclusão. Pregador incansável, foi também o fundador das primeiras igrejas rurais na região da Gália, onde atendia tanto ricos como pobres. Morreu a oito de novembro de 397 em Candes e foi sepultado a onze de novembro em Tours, local de intensa peregrinação desde o século V.
É na data do seu enterro, três dias depois de ter morrido em Candes, que se comemora o dia que lhe é dedicado. Acredita-se que, na véspera e no dia das comemorações, o tempo melhora e o sol aparece. O acontecimento é conhecido pelo “verão de São Martinho” e é muitas vezes associado à conhecida lenda de São Martinho.

domingo, 8 de novembro de 2015

CINCO - CHAGAS (TROPAEOLUM MAJUS L.)


Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Brassicales
Família: Tropaeolaceae
Género: Tropaeolum
Espécie: Tropaeolum Majus L.



Cinco-chagas (Tropaeolum majus L., conhecido também por vários nomes, como capuchinha, capuchinho, mastruço-do-peru,flor-de-sangue, flor-de-chagas, chagas, nastúrcio, agrião-do-méxico, chaguinha, capucine, agrião-da-índia e mastruço) é uma planta da família dos Tropaeolaceae.
Com um pequeno porte, cinco-chagas é uma herbácea com aromas, de ramos rasteiros e retorcidos. Possui flores que vão da cor vermelha a branca e que podem ser usadas na culinária. Comem-se seus frutos em conservas . O seu fruto é mais preferido pelas maritacas.
De nome científico Tropaeolum majus, mas mais vulgarmente conhecida como capuchinha ou chagas, esta é uma espécie que se supõe ser originária da América do Sul, provavelmente da região andina que abrange os territórios que vão da Bolívia à Colômbia. Contudo, encontra-se naturalizada em muitos outros locais do globo, desde a América do Norte à Austrália, passando pelo continente europeu e Macaronésia (ilhas atlânticas, nomeadamente Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde).
Esta espécie pertence à família Tropaeolaceae a qual se divide em três géneros, um dos quais é o Tropaeolum, com cerca de 80 espécies, que inclui a Tropaeolum majus. Aparentemente a Tropaeolum majuscomeçou por ser uma planta cultivada e foi em tempos bastante apreciada em jardins. Perdida a popularidade e a preferência como planta ornamental, quis ainda assim, continuar a ser útil, ultrapassou barreiras e naturalizou-se em espaços não confinados. Hoje em dia pode ver-se esta espécie crescendo de forma espontânea, na proximidade dos campos de cultivo, sendo aproveitada pelos agricultores para proteger as suas plantações pois ela serve de hospedeira a certas pragas e repele outras.
Na generalidade, esta espécie floresce e frutifica durante a primavera e o verão. Contudo adapta-se com tanta facilidade a certos tipos de climas que pode florescer durante a maior parte do ano, frequentemente assumindo um comportamento invasor. Nestes casos é conveniente tomar medidas que controlem a expansão da planta.
Noutras regiões esta espécie é muito apreciada e cultivada, não só pelas suas flores mas também pelas folhas pois ambas são comestíveis. Podem confecionar-se deliciosas saladas frias tanto com as folhas como com as flores as quais também se usam na decoração da finalização dos pratos. Não só são decorativas como também exalam um aroma agradável e muito característico. O sabor é ligeiramente apimentado.
Tropaeolum majus tem também excelentes propriedades terapêuticas, podendo ser utilizadas todas as partes da planta, excepto a raiz. A planta é muito rica em vitamina C e tem propriedades bactericidas, digestivas, sedativas e expetorantes, sendo indicada para problemas pulmonares e digestivos, escorbuto e afeções da pele. Porém nunca é demais lembrar que o consumo deve ser regrado pois todas as plantas têm o seu grau de toxicidade, sendo nocivas em caso de exagero.
A Tropaeolum majus é uma planta anual, herbácea, de hábito rastejante ou trepador, com guias que podem atingir 1 metro ou mais, providas de pecíolos foliares que funcionam como gavinhas. Os caules, de cor verde claro são carnudos, ocos e cilíndricos, sem pelos, de aspeto quase polido. A planta é pouco ramificada, sendo que geralmente só ramifica na base e não nos caules.
As folhas, de cor verde azulado, são numerosas, alternas, simples, de margens ligeiramente lobadas e onduladas; têm forma circular e ligam-se perpendicularmente ao caule através de um longo pecíolo, mais ou menos no centro do limbo; as veias são bem visíveis e irradiam do centro para o exterior da folha.
As flores, muito vistosas, são solitárias e crescem na axila das folhas, no topo de longos pedúnculos. Corola e cálice exibem tons de amarelo, laranja e vermelho e são lisas ou com manchas acastanhadas ou de cor púrpura.

No seu conjunto, as flores são compostas por 5 pétalas (corola), 5 sépalas (cálice) e órgãos reprodutivos masculinos e femininos funcionais.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - 83ª - ALVAIÁZERE

UMA SINA DE SOFRIMENTO

Esta lenda conta-se em Maçãs de Dona Maria, cabeça de freguesia que fica a uma dúzia de quilómetros de Alvaiázere. Pois trata de uma linda rapariga que vivia com os seus pais, que eram lavradores remediados. E cada vez que a rapariga ia à talha buscar azeite, vivendo com  intensidade aquilo que ela julgava ser castigo, o estar na aldeia, via-se espelhada na superfície do azeite e dizia:
"Ai como eu sou tão bonita!"
E escutava uma voz a responder-lhe:
"É a tua sina!"
Tantas vezes aquilo lhe aconteceu, que não resistiu a contá-lo à mãe. E esta, intrigada, recomendou-lhe que interrogasse a voz sobre o que queria dizer, que sina, afinal, seria a sua.
E assim fez a rapariga, escutando:
"Vais ter duas filhas mas, depois, passarás sete anos de vida mundana..."
A rapariga ficou transita.  De quem seria a voz?
Na verdade, passados uns tempos, apareceu na aldeia um rapaz que era vizinho de outra terra, apaixonou-se pela jovem e pediu-lhe na,moro, tendo ela aceite. Muito honestamente, a mãe preveniu o rapaz do que se passava, mas ele, tão apanhado estava, que insistiu em casar e casaram mesmo.
E tudo estava a correr muito bem quando a rapariga, após ter tido duas filhas, abandonou o lar e foi para a cidade, caindo numa vida mundana. E assim passou sete anos, até que largou tudo e regressou à terra.
Ora foi precisamente a mãe a primeira pessoa conhecida que viu, estavam ambas ao pé da ponte. A mãe reconheceu-a e, zangada, dando-lhe um empurrão, exclamou:
"Andas por aqui, vagabunda?"
Caindo ao rio, a rapariga agarrou-se a uns salgueiros e salvou-se. Depois correu por uns campos fora, não se sabendo do seu destino.
Um dia, à porta do marido, que vivia com as filhas, bateu uma velhinha. As raparigas não sabiam quem era, mas tiveram muita pena dela e deixaram-na entrar. Deram-lhe de comer e passaram a tarde juntas, tendo a velha catado os piolhos às raparigas, lavando-lhes também as cabeças. Depois, quis ir-se embora, mas elas arranjaram-lhe lugar para ficar num barracão anexo. Ela lá acabou por aceitar.
O pai chegou à noite, jantou e deitou-se. Mas à tantas da madrugada acordou com uma estranha de nocturna! Foi ver o que era e entrou no barracão onde estava a velha. Mas a velha estava morta, deitado num caixão iluminado por centenas de velas acesas.

Conforme a lenda, a pobre mulher expiara os pecados marcados pela sua sina. E com os sofrimentos do corpo, acabara por ganhar o céu.

sábado, 17 de outubro de 2015

OUTONO - ÉPOCA DOS COGUMELOS

UM TESOURO PARA QUEM SABE ACHÁ-LO.



Despontam por todo o lado com as primeiras chuvas. Segundo o Observatório Agrícola, em Portugal estão indentificadas trezentas espécies de cogumelos. 
"Todos são comestíveis, alguns deles apenas uma vez", ironiza uma velha máxima micológica.
Ainda assim , fora de brincadeira, há pelo menos quarenta variedades aptas para o consumo humano sem efeitos secundários indesejáveis - estando aqueles que podem ser considerados "desejáveis" também excluídos -, listadas no guia que o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas  disponibilizada online. 
Apesar da quantidade de informação disponível, a colheita por conta própria continua a ser pouco recomendável. Porém, um pouco por todo o país há associações micológicas a organizar saídas de campo com especialistas bem informados sobre estes tesouros do bosque. É só perguntar às pessoas certas.

evacoes - # 29


domingo, 11 de outubro de 2015

PASTILHAS ELÁSTICAS NA ARTE



17625 pastilhas elásticas não mastigadas foram a matéria-prima que o artista Rob Surettte escolheu para  fazer um retrato da cantora Taylor Swift, de quem é superfã. O resultado foi tão bom que o autor ganhou um concurso de arte do programa de bizarrias Ripley's Believe It Or Not e dois mil dólares (perto de 1800 euro).

domingo, 4 de outubro de 2015

DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS - 4 DE OUTUBRO -

O Dia Mundial dos Animais é comemorado todos os anos em 4 de Outubro. Tudo começou em Florença, Itália em 1931, em uma convenção de ecologistas. Neste dia, a vida animal em todas as suas formas é celebrada, e eventos especiais são planejadas em locais por todo o mundo. O 4 de Outubro foi originalmente escolhido para o Dia Mundial dos Animais, porque é o dia da festa de São Francisco de Assis, um amante da natureza e padroeiro dos animais e do meio ambiente. Igrejas de todo o mundo reservam o domingo mais próximo da data para abençoar os animais.

Também o Jardim Zoológico de Lisboa aproveita este dia para mostrar as novas crias das chitas (cinco) e dos órix-de-cimitarra (duas) aos visitantes.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

DROLSOPYLLUM LUSITANICUM

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Drosophyllaceae
Género: Drosophyllum
Espécie: D. Lusitanicum


Drosophyllum lusitanicum, vulgarmente conhecido como pinheiro-orvalhado é o nome de uma espécie de planta carnívora da família Drosophyllaceae.
Drosophyllum lusitanicum é uma planta popular entre colecionadores, uma vez que é o único representante de seu gênero,Drosophyllum. Ela também é significativamente diferente das outras na medida em que as plantas carnívoras habita climas mais secos.
Distribuição
Unicamente se encontra em Portugal, sudoeste da Espanha e norte de Marrocos. Em Portugal encontra-se em toda a zona litoral ocidental. Em Espanha encontra-se nas províncias de Ciudad RealCádizMálagaCáceresBadajoz e Ceuta.
Cultivo

Infelizmente, esta planta tem uma má reputação de ser difícil crescer e manter. O principal problema é que os métodos de cultivo utilizados para outras plantas carnívoros pântano são letais para Drosophyllum. Os desafios específicos com o cultivo Drosophyllum incluem: sementes de germinação lenta, perturbação da raiz é frequentemente mortal e as plantas são propensas à podridão radicular.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - 82ª - BAIÃO

FREI COMILÃO E O MOLEIRO

Entre comer e rezar, aquele frade do mosteiro de Ansede, Baião, inclinava-se pela primeira das práticas. Reinava João III e, se para o coro era o último, para o refeitório era o primeiro! E quando lhe ralhavam respondia:
"Muito comer, pouco rezar e nunca pecar leva a alma a bom lugar..."
E, um dia, os frades de Ansede decidiram ir comer uma boa merenda a Oliveira, mas evitaram dizê-lo a Frei Comilão. Porém, o nosso frade tinha um sexto sentido, e foi o primeiro a pôr-se a caminho.
Bem, Frei Comilão chegou junto do rio e não viu barca que o levasse para a outra margem, pelo que estendeu a sua capa sobre as águas e navegou, sendo o primeiro a chegar a Oliveira. E imaginem o espanto dos outros frades ao porem na relva a toalha das iguarias, dando de caras com Frei Comilão que sorria como quem dizia:
"Muito comer, pouco rezar..."
E como ainda há tempo, ouçam mais esta. Um moleiro foi nadar para ao Ovil, num poço entre os penedos do lugar do Giraldo. E quando quis sair da água, uma força oculta puxou-o e foi parar ao riquíssimo palácio de uma moura encantada! Ali esteve dois dias acordado e sem fome, queria ir-se embora, mas não podia.  Lembrou-se, então, de rezar um padre-nosso ao contrário, fórmula boa para quebrar alguns encantos. E resultou.
Os amigos já andavam à procura dele e contou-lhes o sucedido. Os outros revistaram o poço e não encontraram  palácio nenhum, chamando-lhe mentiroso. E ele disse que iria lá buscar uma prova. E foi, trazendo uma barra de ouro. Logo uma rapariga quis casar com ele, mas depois zangou-se dizendo que afinal ele não era. 

Ele desafiou-a a ir com ele ao palácio, mas ela teve medo. Tiveram dois filhos e um deles, chegando a adulto pediu ao pai que lhe comprasse um cavalo para correr mundo à busca de fortuna. O pai comprou também dois leões. E ele meteu-se a caminho, chegando a uma terra onde havia uma mata. Nessa mata havia uma bicha de sete cabeças que comia pessoas. Todos os dias se sacrificava gente daquela terra, até que calhou a vez à filha do rei. E quando o rapaz ia passar ao pé da mata viu uma linda menina a chorar. Não sabia que era a princesa, mas ela contou-lhe o que se passava. Ele agarrou nela e foi enfrentar a serpente. Ajudado pelos leões cortou as sete cabeças e as respectivas línguas embrulhando estas num pedaço de vestido da princesa. Depois despediu-se da jovem dizendo que mais tarde daria notícias. O rei ficou muito contente e deu uma grande   festa dizendo que casaria a princesa com o salvador. Um embusteiro encontrou as cabeças e levou-as ao rei. A princesa dizia que não era ele, mas o rei julgava que ela mentia. O filho do moleiro pegou na sua trouxa e foi ao palácio real. O rei não o queria receber, mas ela arranjou maneira de mostrar que às cabeças faltavam as línguas que ele ali tinha embrulhadas num bocado do vestido da princesa. E casou com ele. O outro irmão esse ficou como o pai  mais um moleiro do rio Ovil.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

50 CABELEIRAS

50 é o número de cabeleiras que a Liga Portuguesa contra o Cancro vai disponibilizar aos doentes oncológicos que necessitam, resultado das doações de cabelo e de um investimento de 20 mil euro. A instituição explica que de momento já não precisa de mais cabelo natural, uma vez que as 50 são suficientes para colmatar as necessidades dos doentes oncológicos apoiados pela LPCC e o objetivo é que sejam reutilizadas ao longo do tempo.



Notícias Magazine - 27.9.2015 -

domingo, 27 de setembro de 2015

DESCOBERTA NOVA ESPÉCIE HUMANA



Homo sapiens, Homo erectus, Homo neanderthalis... Já todos ouvimos os nomes dos nossos antepassados. Agora, descobriu-se outra versão da espécie humana, já batizada como Homo naledi. Os fósseis foram encontrados numa caverna conhecida como Rising Star, perto da Joanesburgo, África do Sul. O  Museu de História Natural de Londres já classificou a descoberta como extraordinária. 
De acordo com os investigadores, alguns aspetos do Homo naledi, coma as mãos, punhos e pés, são  muito semelhantes aos de homem moderno, mas o cérebro - bastante pequeno - assemelha-se ao grupo pré-humano chamado australopithecus. Os cientistas acreditam que o achado permitirá entender melhor a transição entre  o australopitheco primitivo e os primatas de género Homo, nossos antepassados diretos.

Notícias Magazine - 27.9.2015 -

domingo, 6 de setembro de 2015

AQUILÉGIA








A aquilégia é uma planta herbácea, perene, florífera e de aspecto delicado e gracioso. Sua ramagem é ereta, ramificada e recoberta por pelos finos e curtíssimos. Ela pode alcançar de 30 a 120 centímetros de altura, de acordo com a variedade. Suas folhas são trilobadas, com folíolos de margens recortadas e arredondadas, de cor verde azulada. A flores surgem na primavera, solitárias ou em pequenos cachos, são eretas ou pendentes, pentâmeras e apresentam cálice vistoso e corola em forma de sino, com um prolongamento afunilado e curvo, semelhante a um esporão em cada pétala. O conjunto de sépalas e pétalas é bastante curioso e bonito. As flores podem ser simples ou dobradas, em diversas cores uniformes, com degradeés ou mesclas. Em muitas cultivares a corola e o cálice têm cores distintas. O fruto é um folículo deiscente, com numerosas sementes negras.
No paisagismo, a aquilégia, ou erva-pombinha como também é chamada, presta-se para a formação de maciços e bordaduras, e confere um efeito romântico e delicado, ao mesmo tempo que lembra a beleza indomada das flores do campo ou da floresta. Ela aprecia canteiros drenáveis, porém humosos, como o solo de um bosque. A luz que passa filtrada pela copa das árvores também é aprazível a esta espécie, que não gosta do sol direto sobre suas folhas delicadas. Na falta deste habitat ideal, a luz da manhã ou da tardinha que bate na varanda ou pátio já lhe é suficiente. Pode ser plantada em vasos e jardineiras. As flores, assim como a folhagem, são utilizadas na confecção de arranjos florais e buquês.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CURIOSIDADES DO OCEANÁRIO DE LISBOA

O Oceanário de Lisboa recebe três mil visitantes por dia.
Nos 7,5 milhões de litros de água salgada, dos quais 5 milhões no aquário central, moram mais de 500 espécies de animais e plantas.
A qualidade da água é uma das principais preocupações. Todos os dias são feitas mais de 200 análises.
No Oceanário moram 32 pinguins, todos com nome. Eles não comem nada que tenha caído no chão, têm de ser alimentados na boca.


Também as mantas são alimentadas na boca pelos tratadores que mergulhem no tanque.


Os animais do Oceanário consomem 550 kg de comida por semana. A alimentação tem horas certas e pode ser acompanhada pelos visitantes.
As plantas da exposição temporária "Florestas Submersas" são podadas de dois em dois meses.
O Oceanário foi inaugurado por ocasião da EXPO 98, cujo tema foi "Os Oceanos".

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

LENDAS DE PORTUGAL - 81ª - ALJUSTREL

O CALVÁRIO DE BEGUINA

No caminho de Beguina para Vale de Narizes, no concelho de Aljustrel, há uma cruz erguida sobre uma pedra. Como tantos outros calvários, este assinala que ali alguém morreu. Geralmente são mortes violentas, as mais dela por um raio ou por um assassínio. A lenda diz-nos que não foi uma coisa nem outra, apenas nos fazendo recuar até 1934. Pois por ali costumava trazer as suas vacas a pastar um homem que se chamava Sebastião Albino. Ora na sua manada ele tinha um touro que lhe obedecia como se fosse o mais esperto dos cachorros. E a amizade entre ambos era ao ponto do pastor partilhar com ele a merenda que trazia de casa.
E todos os dias era aquilo. Porém, por qualquer razão, Sebastião Albino, houve uma vez que não levou merenda, pelo que nada tinha para partilhar com o touro. Ora este enfureceu-se e arremeteu contra ele, desfazendo-o e comendo-o! Apenas ficaram os pés dentro das botas... 
Mas há outra lenda com touro em Messejana, a duas léguas da sede do concelho. Pois dois na,morados desta freguesia casaram-se e foram viver para a honra do Cabo. E eram muito felizes. Mas uma manhã, estava a Rosa a lavar roupa no tanque da quinta e ouviu alguém chamar por ela. Voltou-se e viu uma bela rapariga, com o senão de ser serpente da cintura para baixo. Naturalmente, esta parte estava enrolada numa árvore. A aparecida apresentou-se dizendo que era filha do alcaide que construíra o castelo cujos restos dali se viam, mouro esse senhor de todas aquelas terras. Ambos estavam encantados e precisavam da ajuda delas para lhes acabar o tormento. E a moura-serpente explicou à Rosa que o desencantamento consistia em ela, sem medo, limpar a baba a um enorme touro que dela se aproximaria, touro este que, afinal, era o alcaide encantado. Tendo medo Rosa, o encanto continuaria, nem sei se dobrado.

Nessa noite, Rosa contou tudo ao marido, que não se opôs, mas ficou muito triste. E no dia seguinte, junto ao tanque, lá apareceu a Rosa um enorme touro  negro, bufando, furioso, babando-se. Ela, coitada, não conseguiu vencer o medo e caiu desmaiada. Nunca mais recobrou o juízo e os dois mouros,. pai e filha, ficaram encantados para sempre!      

domingo, 30 de agosto de 2015

POLVO


33 mil genes são, na totalidade, os do polvo, com 3 corações e cerca de 500 milhões de neurónios distribuídos pelos 8 tentáculos. O polvo é agora o primeiro cefalópode  a ter o seu genoma sequenciado na totalidade através de um estudo liderado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa. Entre os 33 mil genes, há alguns distintivos, no cérebro, nas ventosas, na retina e os que permitem ainda a camuflagem.

sábado, 15 de agosto de 2015

PEÇA FEITA EM RENDA DE BILROS ENTRE NO LIVRO DE RECORDES



A maior peça feita em renda de bilros, com cinquenta metros quadrados, entrou no Guinnes Book of Records. Nasceu em Vila de Conde, tem 437 quadrados de 30 x 30 centímetros e gastou oito quilos de linha. 150 rendilheiras de todas as idades acabaram a peça no início deste mês. O júri do livro dos recordes validou como a maior do Mundo.
O projeto surgiu de um desafio feito pela autarca local, Elisa Ferraz.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

HERACLEION - CIDADE ENCONTRADA NO MEDITERRÂNEO

Esta cidade foi descoberta no ano de 2013.



Heracleion também conhecida como Thonis, era uma antiga cidade egípcia próxima de Alexandria cujas ruínas foram localizadas em Abu Qir Bay, a 25 quilómetros da costa, submersas no mar a uma profundidade de 10 metros. O seu legandário começo, recua aos princípios do século 12 AC e é citado pelos antigos historiadores gregos.
A sua importância cresceu especialmente durante os últimos dias da queda dos faraós  (quando era o principal porto egípcio  para o comércio internacional e cobrança de taxas).
Heracleion foi  originalmente construída sobre  os terrenos lamacentos das ilhas interligadas por canais, situadas no delta do Nilo. Tinham vários cais e ancoradouros,  era par da cidade de Naucratis e  tomava o lugar de Alexandria.

 Princípios legendários:
Acreditava-se que Paris e Helena de Troia foram ali  deixados  na sua fuga do ciumento Menelaus, antes do início da guerra troiana ou que Menelaus e Helena tinham lá estado, recebidos pelo nobre  egípcio Thon e Polydamn. Também se acreditava que Herakles a tinha visitado, tendo assim a cidade ganho o nome.

Referências antigas:
Até muito recentemente o local  tinha sido conhecido através  de algumas fontes literárias e epigráficas e  uma das menções de interesse do local , era como tendo sido um império, tal como Naukratis.
A cidade foi citada pelo antigo historiador Diodomus  (1.19.4) e Strabo (17.1.16). Foi dito a Herodotus que Thonis era o guarda da boca Canopica do Nilo. Thonis prendeu Alexander (Paris) o filho de Prian porque Alexander tinha raptado Helena de Troia e tomado posse de imensa riqueza.
Heracleion é também mencionada no padrão do Decreto de Nectanebo (conhecido  como  “Stele of Naukratis”) no qual é especificado que dez por cento das taxas sobre importações através da cidade  de Thonis/Herakleion, eram doadas ao santuário de Neith de Sais. A cidade é também mencionada no Decreto de Canopus honrando o Faraó Potolemy III.
A cidade de Heracleion era também o local em que todos os anos, no decurso do mês de Khoiak , se celebravam os mistérios de Osiris. O deus, no seu barco cerimonial, era transportado em procissão, do templo de Amun naquela cidade para o seu santuário em Canopus.
Arqueologia
                 O grande templo de Khonsou , filho de Amun, era conhecido pelos  gregos como Herakles.
                  Posteriormente o culto a Amun  tornou-se mais dominante.




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

HIPERICÃO-DO-GERÊS



O Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum) talvez seja a única planta portuguesa com o nome de uma região. Não deve ser confundido com outro hipericão (Hypericum perforatum), planta vivaz, com porte e aspecto distintos, muito utilizado como planta medicinal, sendo muito popular como anti-depressivo.

Também conhecido como androsemo, mijadeira, erva-da-pedra ou erva-do-gerês, esta planta surge espontaneamente na Europa Ocidental e Norte de África. No nosso país é espontânea em locais húmidos e sombrios e margens dos rios do Minho, Beiras e Estremadura.

É um arbusto vivaz, com caules erectos e folhas simples, produzindo uma toiça com rebentos folhosos, de crescimento abundante. Pode atingir facilmente 1 metro de altura e 60-80 cm de diâmetro. Floresce entre Junho e Setembro e apresenta inúmeras flores amarelas, que evoluem em frutos que podem apresentar várias cores distintas ao longo do processo de maturação. As sementes estão prontas a colher em Setembro.



Depois de esmagadas, as folhas libertam um cheiro forte e característico. Utiliza-se toda a parte aérea em infusão. Muito usado em doenças do fígado, cólicas e cistites. É um excelente diurético. Também pode ser utilizado externamente em queimaduras e contusões. Não tem contra-indicações nem efeitos secundários conhecidos. A infusão pode ser tomada 2 a 3 vezes por dia.

A propagação faz-se por sementeira, na Primavera ou por estacaria durante toda a Primavera/Verão. Curiosamente, nalguns anos a semente apresenta elevada percentagem de germinação, noutros essa baixa consideravelmente.

É particularmente afectada por pragas e doenças, sobretudo a ferrugem e os afídeos, que podem provocar estragos consideráveis. Costumo colher a planta assim que apresenta os primeiros sintomas da doença, minimizando assim os seus estragos. Quanto aos afídeos, uma solução de sabão de potássio costuma resolver o problema.

A colheita faz-se cortando a planta próximo do solo, promovendo assim nova rebentação em abundância. Podem ser realizados 2 a 3 cortes/ano.

Muito colectada na região do Gerês, infelizmente tem vindo a desaparecer, fruto desta apanha intensiva e desregrada. Poderá mesmo vir a correr risco de conservação se o ritmo da apanha continuar, sem qualquer tipo de preocupação pelas populações silvestres, apesar de existirem regras estabelecidas pelo Parque Nacional, que determinam quantidades máximas por colector e outras regras que visam a manutenção das populações espontâneas.

Poderá representar uma boa opção como planta de cultivo em pequenas e médias áreas, dada a sua procura no mercado nacional, graças ao seu comprovado interesse como planta medicinal.