terça-feira, 19 de abril de 2016

A LINHA VERDE É PARA A BICICLETA



A cidade de Berlim, na Alemanha, tem um projeto para uma ciclovia coberta, onde os ciclistas podem transitar indiferentes às intempéries, protegidos em dias de sol, chuva ou neve. Para além disso, esta rota terá estações com serviços ao dispor dos ciclistas e duas curiosidades extra: terá hortas urbanas ao longo do caminho e o pavimento da rua vai permitir gerar energia a cada pedalada. A rota, com quase nove quilómetros, batizada de Radbahn, é um projeto desenvolvido por oito profissionais - arquitetos, urbanistas, entre outros - de cinco países que se uniram para promover, recorrendo a uma alternativa concreta, o debate em torno da mobilidade nas cidades. A  de uma antiga linha férrea, aproveitando uma área coberta inutilizada. Ao longo do percurso, haverá pontos de café, assistência técnica e aluguer de bicicletas. Conectando diversos bairros, terá uma cortina de vegetação que funcionará como um filtro acústico e de poluição.

Dica da Semana Nº 739

segunda-feira, 18 de abril de 2016

CHIP SALVADOR



Uma especialista brasileira em biomedicina criou um chip capaz de detetar 18 tipos de cancro; o equipamento poderá vir a auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento de várias patologias. Através de um exame sanguíneo, o chip identifica a doença na sua fase inicial, fornecendo o resultado em apenas 15 minutos, sem libertar radiação e com um sistema portátil, que pode ser levado a regiões remotas com menos acesso aos recursos de saúde.
Deborah Zanforlin, professora universitária em Pernambuco que liderou a equipa responsável pelo projeto ConquerX, revela que o chip poderá ser utilizado para detetar outras doenças no futuro.Os relatórios do laboratório  serão agora submetidos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil e à FDA (Food and Drugs Administation), dos EUA, entidades que irão analisar a possibilidade de o uso do chip ser autorizado em larga escala.

Dica da Semana Nº 739

quinta-feira, 14 de abril de 2016

NATHANIEL HAWTHORNE


A felicidade é uma borboleta que, quando você persegue, sempre está mais longe do seu alcance. Mas que, se você se senta e fica quieto uns momentos, pode ser que pouse em seu ombro.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

CÃO DO BARROCAL ALGARVIO



É afável, excelente caçador e o último cão a ser reconhecido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. Chama-se Cão do Barrocal Algarvio e promete encantar aqueles que procuram muita vivacidade e alegria num canídeo.
o Cão do Barrocal Algarvio era chamado de cão felpudo e cão abandeirado pelos algarvios. Tem a aparência esguia e atlética típica dos Galgos egípcios, nos quais se pensa ter origens, mas apresenta também semelhanças com o Podengo português e o Border Collie, raça inglesa de cães pastores. Pode-se afirmar que, apesar do porte modesto (até 58 cm), é um cão elegante com o seu focinho alongado, orelhas pontiagudas, cauda em formado de caracol, pelo comprido, em particular nas patas, cauda e base das orelhas. Fiel companheiro, quer do trabalhador rural quer do caçador até à década de 60 do século passado, começou a ser esquecido e quase entrou em perigo de extinção, concentrando-se apenas em pequenas matilhas.
Até que a Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio (ACCBA) interviu: depois de 15 anos de recuperação, apuramento genético e divulgação, sensibilizou o Clube Português de Canicultura (CPC) para a existência desta raça. 
O típico Cão do Barrocal Algarvio é rápido, trabalhador incansável - pode caçar durante três dias sem parar -, enérgico e territorial. A estas, juntam-se outras qualidades: por ser meigo  e paciente, adapta-se bem à vida em família. Tem que se ter tempo e disponibilidade para o levar a passear.

Dica da Semana Nº 737

sábado, 2 de abril de 2016

PAPOULA



Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ranunculales
Família: Papaveraceae




A papoula foi muito conhecida nos tempos remotos, tinha muito prestígio entre os médicos da Grécia antiga. Na mitologia grega era relacionada a Hipnos, o deus do sono, pai de Morpheu - que a tinha como planta favorita e, por isso, era representado com os frutos desta planta na mão. Há também uma estreita relação entre a papoula e a deusa grega Nix, a Noite. Deusa das Trevas, filha do Caos, é na verdade a mais antiga das divindades. Freqüentemente, ela é representada coroada de papoulas e envolta num grande manto negro e estrelado. Em muitas referências ela se localiza no Tártaro, entre o Sono e a Morte, seus dois filhos. Os romanos não a representavam em um carro, mas sempre adormecida.

A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos - os sumérios já a utilizavam para combater problemas. Os antigos comiam a flor inteira ou a maceravam para obter o sumo. Na Mesopotâmia, curavam-se doenças como insônia e constipação intestinal com infusões obtidas a partir da papoula. Mais tarde, os assírios e depois os babilônios herdaram a arte de extrair o suco leitoso dos frutos para fazer remédios.

Hipócrates foi um dos primeiros a descrever seus efeitos medicinais contra diversas enfermidades. Há quem defenda que mais tarde, um médico grego em Roma, padronizou a preparação do ópio com uma fórmula (o mitridato) e a receitava aos gladiadores. O uso do ópio difundiu-se pela Europa no início do século XVI, mas sofreu forte combate quando a Igreja Católica começou a controlar os remédios. Foi por essa época que Paracelso, o famoso médico e alquimista suíço, elaborou um concentrado de suco de papoula - o láudano, que teria o poder de curar muitas doenças e até de rejuvenescer. A disseminação desta crença levou à popularização do seu uso em todo o mundo ocidental. Com o tempo e com a expansão das rotas comerciais, o ópio acabou por se tornar uma droga universal.

Por volta de 1803, o cientista alemão Frederick Sertuener, observando que os diferentes subprodutos da papoula produziam efeitos diversos, procurou isolar os elementos narcóticos do ópio. Assim, ele obteve um cristal alcalóide de efeito muito intenso: era a morfina.

A papoula é uma planta da Família das Papaveráceas, também conhecida como dormideira. É uma herbácea anual que apresenta propriedades alimentares, oleaginosas e medicinais. A planta apresenta um caule alto e ramificado, com folhas sésseis e ovaladas. As flores são grandes, brancas, rosas, violáceas ou vermelhas, e o fruto é uma cápsula. Por toda a planta circula um látex branco. Todas as partes da papoula são consideradas venenosas, com exceção das sementes maduras.

O ópio é retirado a partir do látex encontrado nas cápsulas que não atingiram a maturação. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (em grego, refere-se a suco), que contém cerca de 25 alcalóides - o mais importante deles é a morfina, presente em até 20% no ópio.



Os nomes relacionados à papoula são bem sugestivos O nome científico da planta "somniferum" (relacionado a sono) e a origem do nome "morfina"(relacionada ao deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos) nos levam a compreender os efeitos que o ópio e a morfina podem produzir: são depressores do sistema nervoso central. Além disso, o ópio ainda contém outras substâncias, como a codeína, e é dele também que se obtém a heroína, uma substância semi-sintética, resultado de uma modificação química na fórmula da morfina.

Todos os alcalóides do ópio são narcóticos. O maior problema dos opiáceos é o seu poder de provocar dependência. Tanto a morfina, como o seu derivado, a heroína, criam uma euforia de sonhos, seguida de uma sedação associada a uma sensação de bem estar. Entretanto, o uso constante e prolongado leva a um envenenamento crônico que pode causar deterioração física e até a morte. Os períodos de abstinência da droga são marcados por náuseas, insônia e intensas dores musculares.


Em alguns lugares do mundo o cultivo da papoula é permitido. É o caso da Tasmânia e da Tailândia. Lá, os membros do grupo dos Hmong (oriundos da China) cultivam a papoula e usam uma parte da flor para suas cerimônias religiosas. O governo da Tailândia lhes deu permissão especial para cultivar esta planta. Entretanto, se algum membro da tribo é encontrado fora da comunidade com a papoula, é detido imediatamente, o que gera conseqüências para toda a comunidade.

quarta-feira, 30 de março de 2016

LENDAS DE PORTUGAL - 88º - ALMADA

A MINHA RICA CAPA...

Vejamos três lendas que, cada qual por sua parte, pretendem ser a origem da designação da Caparica, cabeça de freguesia instituída por bula do Papa Sixto IV, a 12 de Dezembro de 1472, reinando D,. Afonso V. E esse documento inclui duas outras autorizações, a da edificação de uma igreja no lugar do Monte, onde existia já uma capelinha em madeira, e a de ser o próprio povo da nova paróquia a escolher o seu pároco.
Ora uma das lendas diz-nos que morrendo nas imediações do Monte um velho muito rico, deixou no seu testamento um ponto pelo qual legava a sua capa com o fim de ser vendida. Depois,  com o produto da venda se mandaria construir um capela dedicada a Nossa Senhora do Monte. É de perguntar se seria esta a primitiva capela. De qualquer modo, ficava a dúvida de como seria possível que o leilão de uma capa desse para fazer uma capela, por  modesta que esta fosse. Parecia que o homem estava a fazer pouco dos seus vizinhos. Bem, mas o testamento, qualquer que fosse, teria de cumprir-se e lá chegou o dia da venda da capa.
Capa em cima da mesa, os testamenteiros e o povo que assistia ao acto ficaram admiradíssimos pois a capa estava recheada de dobrões de ouro, cosidos nos retalhos da capa! E podia, por fim, erguer-se a capela, e uma rica capela! Volta a perguntar-se assim sendo, esta não seria aquele templo aprovado na bula? O que não deixava de ser verdade tratar-se de uma capa rica!


A outra lenda fala de que uma pobre velha vivia numa dessas povoações sobranceiras ao mar, na margem esquerda do Tejo. Andava sempre embrulhada numa capa de remendos.
Devota, ela nunca faltava à missa na capelinha do Monte, embora isso a fizesse andar alguma léguas em cada domingo. E também costumava pôr-se a contemplar a charneca onde ficava a sua aldeiazinha, situando-se no Castelo dos Mouros, na direcção da que seria depois a Caparica, e na altura quase nada era. Dizia, aos poucos que estavam para a aturar, ter visões de uma bela cidade naqueles ermos. Chamavam-lhe bruxa e escorraçavam-na. 
Um dia a velha apareceu morta e junto de si um crucifixo e uma  carta para ser entregue ao rei juntamente com a sua capa remendada. Assim fizeram os seus vizinhos. O rei leu a carta, que dizia destinar-se a capa para construir uma capela no sítio onde ela morava, tão distante que era do lugar aonde ela ia à missa. Os presentes riram, mas o rei reparou no peso da capa e rasgou-a. Caíram moedas de ouro que davam para duas ou três capelas! E assim se fez a igreja da Caparica!
Menos romântico, e bem mais simples, do que estas duas lendas é aquela que se limita a justificar o topónimo Caparica com o facto de, sendo Nossa Senhora do Monte de  muita devoção da população, ao ser construída a nova igreja, foi tecida para a imagem uma nova e rica capa...
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domingo, 27 de março de 2016

DIA MUNDIAL DO TEATRO



O Dia Mundial do Teatro celebra-se anualmente a 27 de março.
Para comemorar a data decorrem neste dia vários espetáculos teatrais gratuitos ou com bilhetes mais baratos e são relembrados alguns dos artistas e das obras mais importantes da história do teatro. O objetivo da data é promover a arte do teatro junto das pessoas.
O teatro é uma arte milenar e funciona como um meio de divulgação da cultura de diferentes povos. Desde a antiguidade, o homem usou o teatro como forma de expressão.
Existem vários géneros teatrais como a comédia, o drama, a farsa, a tragédia, a tragicomédia, o melodrama, a revista e o teatro infantil, entre outros.
Origem da Data
A data foi criada em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro. No Dia Mundial do Teatro, várias organizações culturais apresentam espetáculos teatrais para comemorar a efeméride, permitindo o acesso gratuito aos mesmos.
Teatro em Portugal
Gil Vicente, autor de diversas obras teatrais, é um dos nomes mais conhecidos do teatro português. O Auto da Barca do Inferno e o Auto da Índia são algumas das suas obras mais conhecidas. Embora Gil Vicente seja considerado o pai do teatro português, existem inúmeros registos de manifestações desta arte muito anteriores ao teatro vicentino, classificadas essencialmente em dois grandes grupos: o teatro religioso e o teatro profano.
Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, é outra criação máxima do teatro português.


quinta-feira, 24 de março de 2016

PÁSCOA

Celebrações da Páscoa pelo mundo

Em países onde o cristianismo é uma religião estatal ou nos quais há uma grande população cristã, a Páscoa é geralmente um feriado nacional. Como ela cai sempre num domingo, muitos países também fazem da segunda-feira seguinte um feriado também. Algumas lojas, shoppings e restaurantes também fecham neste dia. A Sexta-Feira Santa, que ocorre dois dias antes do Domingo de Páscoa, é também um feriado em muitos países. É também feriado em doze estados norte-americanos e, naqueles onde não é, muitas instituições financeiras, as bolsas de valores e as escolas públicas fecham. Entre os bancos que normalmente abrem aos domingos funcionam na Páscoa. A data é comemorada em muitos lugares com paradas e procissões, sendo a Parada de Nova Iorque a mais conhecida.
Na Escandinávia, a Sexta-Feira Santa, o Domingo e a Segunda de Páscoa são feriados, e os dois primeiros são também feriados bancários . Para a maior parte do comércio, são dias de folga também, exceção feita apenas aos shoppings, que geralmente abrem por meio período. Muitos empresários dão aos funcionários quase uma semana de folga, a chamada "Folga de Páscoa" .
Na Comunidade das Nações, a Páscoa raramente é considerada um feriado, assim como todas as demais celebrações que caem num domingo. No Reino Unido, tanto a sexta quanto a segunda são feriados bancários . Contudo, no Canadá, o Domingo de Páscoa é feriado, assim como a segunda-feira seguinte. Na província de Quebec, tanto a sexta quanto a segunda são feriados facultativos, mas a maior parte das empresas concede os dois aos funcionários.

Ovos de Páscoa
Ovos de Páscoa são ovos especialmente decorados trocados como presentes para celebrar o feriado da Páscoa. A tradição mais antiga consiste em utilizar ovos de galinha tingidos e depois pintados, mas o costume moderno consiste em trocar ovos de chocolate.
O coelho da Páscoa é um popular personagem lendário de características antropomórficas que distribui presentes análogo ao Papai Noel em muitas culturas. Nos Estados Unidos, o presidente realiza um caça aos ovos anual nos jardins da Casa Branca para crianças pequenas.

segunda-feira, 7 de março de 2016

CHARLES W. ELLIOT



Livros são os mais silenciosos e constantes amigos, os mais acessíveis e sábios conselheiros, e os mais pacientes professores.

sábado, 5 de março de 2016

DRACULA SIMIA




Dracula simia é uma espécie de orquídea epífita de crescimento cespitoso cujo género é proximamente relacionado às Masdevallia, parte da subtribo Pleurothallidinae. Esta espécie é originária do sudeste do Equador, onde habita florestas húmidas e nebulosas das montanhas. Sua característica mais marcante é o fato de suas flores possuírem uma incrível semelhança com o rosto de um macaco,  é encontrada na natureza em regiões de altitudes entre 1000 e 2000 metros o que a torna uma espécie pouco conhecida, embora possa ser cultivada domesticamente com bastante cuidados.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

LENDAS DE PORTUGAL - 87º - PENELA

O EXPEDIENTE DO FUNDADOR

Pois é, alguns dizem que não sabem onde fica Penela, mas se se lhes fala no Queijo do Rabaçal, têm uma clara ideia onde o podem ir buscar... no supermercado! Pois um queijo "de crosta lisa e coloração amarelo-palha, pasta ligeiramente untuosa, com alguns olhos, e por vezes deformável O seu sabor é suave, limpo e muito característico". Mas quem se lembrou de trazer para aqui a lenda deste queijo? E já tem foros disso este magnífico produto da Serra de Ansião!
Ah, mas o fantástico em Penela pode ser julgado por aqueles dois altos montes que se confrontam. Sabiam que eram de Penela aqueles dois manos gigantes, um chamado Melo e outro Gerumelo? Ambos ferreiros, montaram oficina cada um em seu monte. Porém, como só tinham um martelo, atiravam.no entre si, conforme precisavam. Ora um dia o Gerumelo estava de péssimo humor e, quando o irmão lhe gritou a pedir a ferramenta, mandou-a com tal força que o martelo se desencaixou no ar. E a maça de ferro caiu no sopé do monte irrompendo logo uma fonte de água férrea, hoje ao pé da antiga povoação da Ferretosa - hoje Fartosa, que as pessoas só estão bem a dar cabo das palavras! - , enquanto o cabo, que era de zambujo, caiu mais longe, enraizou-se e deu origem a um zambujal, que ao lado tem a sede da freguesia da Zambujal!

Jarnaut, autor de uma monografia do município (1915), conta assim a lenda do castelo:
D. Afonso Henriques querendo reaver os castelos de Sobral e Penela, de que os árabes se haviam apoderado em 1127, arranjou uma manada de bois que enfeitou com ramos de árvores, e entre eles os seus guerreiros do mesmo modo e seguiram o caminho de Penela.
Junto das ameias do castelo, a filha do governador da praça catava-o, quando viu aproximar-se a emaranhada ramagem, e perguntou:
"Meu pai, as moitas andam?"
Ao que ele respondeu:
"Tu és doida, filha! Cata! Cata!"
À terceira vez que a filha lhe fez esta pergunta, de que obtinha invariavelmente a mesma resposta, replicou-lhe:
"Mas eu vejo-as andar!"
Então, o pai reparando, conheceu o ardil e o grito de Alah-Huachbar ressoou por todos os cantos, mas em vão, porque as esforçadas hostes portuguesas forçando a praça a retomaram depois de porfiada luta.
Os mouros retirando-se, deixaram a sua passagem assinalada por grande número dos seus combatentes que ficavam estropiados, e de enraivecidos destruíam tudo quanto encontravam na sua passagem: pães, vinhas, olivais, etc.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

TRADIÇÕES BÁLTICAS



É de longe que vem a tradição de pintar ovos para decorar a casa na época da Páscoa. A tradição é muito antiga, anterior ao cristianismo, que só chegou no século XIV a Lituânia, até aí pagã. 
Egle Bazaraite, que aprendeu com a sua mãe, é considerada uma das grandes responsáveis por manter viva esta arte na Lituânia - alguns dos seus ovos decorados estão em exposição no Museu Nacional em Vilnius, pela sua originalidade e pelo desenvolvimento de novos desenhos mantendo uma matriz tradicional.
Egle Bazaraite, 31 anos, é arquitecta de formação (está a terminar o doutoramento) e passou por Portugal, pela primeira vez, quando fez o Erasmus. Voltou para trabalhar e estudar e é hoje uma das responsáveis do projecto Salva a Lã Portuguesa.
Encontrou uma forma de manter a ligação à arte da terra natal ensinando aos portugueses (e não só) decorar ovos.
Há duas técnicas usadas, a pintura e raspagem e a cera de abelha quente. O objectivo é decorar os ovos ao gosto de cada, usando como base desenhos tradicionais, muitos deles carregados de simbolismos - como a serpente que representa felicidade para a família.

evações nº 48

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A PRIMEIRA SANITA



Diz a lenda que a primeira sanita foi usada por Isabel I no final do século XVI. A ideia é mais antiga, e em sítios arqueológicos como Pompeia existem bancos corridos com buracos onde as pessoas se sentavam em grupo, defecando. Mas Isabel usou uma só para si, sem companhia.
John Harrington era seu afilhado e foi banido da corte por ter posto a circular um boato. Durante o seu exílio, entre 1584 e 1591, construiu a sua casa em Kelston, perto de Bath, e para seu conforte aí instalou a primeira sanita com autoclismo. Chamou-lhe Ajax (em inglês, a jakes, palavra antiga para sítio ponde se aliviar de dejectos). Por fim, a rainha madrinha perdoou-lhe a coscuvilhice e foi visitá-lo a Kelston. Fosse chá a mais ou uma empada fora do prazo, Isabel I usou a sanita, gostou e encomendou uma para ela.
John escreveu um livro sobre a sua invenção, chamando-lhe water closet, água em circuito fechado, descrevendo-a como "um recipiente com uma abertura no fundo, fechada por uma válvula revestida de couro". O sistema envolvia uma manivela, alavancas e contrapesos, que faziam a água correr de uma cisterna, abrindo a válvula.
O resto da nação não se entusiasmou como a rainha e continuou a preferir os bacios, que despejava alegremente para a rua. Demorou até aos meados do século XIX para que o parlamento inglês pusesse cobro a tal.
O nome John é ainda hoje usado nos países anglófonos como sinónimo de sanita.


UM MUSEU SUBAQUÁTICO



A Ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias, tornou-se o primeiro local da Europa a ter um museu subaquático.
Cerca de 300 estátuas foram mergulhadas nas águas desta ilha espanhola e colocadas a 14 metros de profundidade. As figuras, criadas pelo artista britânico Jason De Caires Taylor, representam moradores da ilha nas suas actividades do dia-a-dia. Construídas em betão, +para não prejudicar o meio em que se inserem, estima-se que possam resistir durante 300 anos.
O mesmo artista já tinha criado museus semelhantes em Granada e no México e está agora a instalar estátuas no Tamisa, em Londres.
Aberto para visitas a partir da quinta-feira, 25 de Fevereiro, o Museu Atlântico não requer pagamento de entrada, basta ter fato de mergulho.

Dica da Semana Nº 731

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

2016 - ANO DO MACACO



No dia 8 de Fevereiro começa na China o Ano do Macaco.
Por altura do ano novo chinês, doces e petiscos são reis da festa. As pequenas bolas de farinha de arroz, com recheios diversificados, têm bastante procura. A fruta da época é a tangerina, cujo nome em chinês se assemelha a "boa sorte".
O pato à Pequim não é originário da cidade que lhe dá o nome. Terá sido criado em Nanjing (ou Nenquim), província de Jiangsu, mil quilómetros a sul da capital.
O "ovo dos mil anos" é um prato misterioso, preparado a partir de ovos de pata que levam três semana até à perfeição, envoltos em casca de arroz. São servidos com fatias finas de gengibre.
Quando um peixe inteiro vier para a mesa, não se deve virá-lo, antes ir retirando pedaços com os pauzinhos. Há a superstição de que virar o peixe traz má sorte ao pescador.
O chá é a bebida mais popular da China e é considerado um dos sete elementos essenciais no dia-a-dia de uma família, a par de arroz, óleo, sal, lenha, molho e vinagre. Durante séculos, foi moeda de troca e hoje a maioria dos chineses continua a não gostar bebê-lo frio.
A aguardente de arroz é bastante popular e pode ir dos 40 aos 50 graus de volume de álcool.

-evações nº 45-



sábado, 6 de fevereiro de 2016

LENDA DO MOINHO

A pouco mais de uma légua distante
Da minha casa, da minha aldeia
Nesta manhã linda de sol brilhante
Sigo naquela marcha que me enleia.

Mais uma vez junto ao moinho da fonte
Tudo são moitas verdes, arvoredos
Há silêncio, olho o horizonte
Tudo me faz reviver velhos segredos.

Aqui, sou bondade, solidão, talento
Derramo da alma poema da vida
Murmúrio das aves, sussurros do vento
Lenda do moinho no tempo esquecida!

Aqui me vai nascendo imaginação
Aqui brotam ervas no cimo dos valados
Azenhas em ruínas, grutas, silvados
Ecos perdidos... amante da solidão!

Moinho da fonte, ribeira desnudada
Canaviais secos, a água correr
Rochedos dispersos, terra tostada
Castigos pesados que Deus nos deu.

António Henrique

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

LÍNGUA DE OVELHA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Super-reino: Eukaryota
Divisão: Eadicotiledônea
Classe: Asterideas
Família: Pantaginaceae
Género: Plantago
Espécie: Plantago lanceolata



A Língua de Ovelha (Plantago lanceolata) é uma espécie de planta herbácea perene natural de toda Europa, América do Norte e Ásia ocidental, onde cresce em lugares secos, taludes, margens de caminhos e terrenos baldios.
Características:
É uma planta herbácea vivaz sem talos ramificados e com talos florais que alcançam 30 - 50 cm de altura, tem um rizoma curto central do qual brotam raízes secundárias ténues de cor amarela.As folhas lanceoladas ou ovaladas, compridas e ligeiramente dentadas, estão dispostas em uma roseta basal na base do talo, têm de 3 - 7 nervuras longitudinais que se estreitam e continuam no pecíolo. A inflorescência terminal é uma espiga densa com flores muito pequenas de cor branca ou purpúrea. A espiga é curta durante a floração e logo se alonga. O fruto é um pixídio com 4 -16 sementes.
Propriedades medicinais:
É utilizada em  xarope ou extracto fluido para tratar o catarro, a bronquite e a asma. Também se prepara um colírio para conjuntivite e inflamação das pálpebras. Também lhe são atribuídas propriedades anti-inflamatórias, pelas quais é utilizada em queimaduras e picadas de insectos. 
Nomes populares:
A Língua de Ovelha também é conhecida popularmente como acatá, calracho, carrajó, corrió, erva-de-ovelha, língua-de-vaca, orelha-de-cabra, tanchagem-ordinária e tantage.

domingo, 31 de janeiro de 2016

LENDAS DE PORTUGAL - 86º ODEMIRA -

O NOME E A GRADE DE OURO

Possivelmente conhecem o Cerro do Castelo, em Odemira,. Situa-se entre as herdades do Cerro de Ouro, dos Pesos e dos Pesinhos. Há uma lenda, protagonizada por lavradeira do Cerro de Ouro, que, desde há séculos, se conta em todas as famílias. Pois vamos a ela que, como a maioria das lendas, cronologicamente se situa a noite dos tempos...
Ora, nessa manhã, uma lavradeira do Cerro de Ouro estava a dar de comer às suas vacas quando lhe apareceu uma mulher que ela não conhecia de lado nenhum. A outra cumprimentou-a com m uita simpatia e disse-lhe que estava ali para lhe dizer o seguinte:
"A senhora tem aí duas vacas que estão prenhas e cada qual vai ter seu bezerro. Olhe, gostaria que as criasse sem tirar nenhum leite às vacas, reservando-o todo para os bezerros. Daqui a um ano, mesmo no dia de S. João, ainda antes do sol nascer, vá ao Pego da Laima e ponha os dois bezerros na água, tirando de lá uma grade daquelas de gradar a terra. Aí terá a sua fortuna!"
E a mulher foi cumpridora, deixando o leite das vacas para os seus bezerros. Porém, um dia, vendo ela que eles estavam já quase uns bois, bem nutridos, apetecendo-lhe uma malga de leite, achou que não fazia mal nenhum tirá-lo a uma das vacas. Assim fez, mas quando ia a bebê-lo lá achou que não o devia fazer e atirou com o leite para cima do bezerro, que logo ficou malhado de branco no sítio atingido pelo leite.
Ora o Pego da Laima é uma espécie de lago natural que fica na Ribeira do Vale da Casca, no sopé do Cerro do Castelo. Pois, então, chegou o dia de S. João e lá foi a mulher com os bezerros para o Pego. E logo que os meteu à água atrelou-lhes uma grade igual à que ela tinha, mas vendo que aquela era de ouro. Mas aconteceu que o bezerro malhado não tinha a força do outro e a grade começou a afundar-se daquele lado. Ela bem gritava, mas o bezerro não podia, pelo que ela se viu obrigada a desatrelar ambos os bezerros para eles não morrerem afogados. Então, ouviu-se uma voz triste:
"Ah, desgraçada, que me dobraste o fado por outros tantos anos!"
E a grade desapareceu na águas.

Ah, prometida estava a lenda do nome de Odemira. Pois no castelo viviam os reis mouros, Ode e Jade, e a princesa Anabel. Era uma vida calma a que levavam. Mas a paz não dura sempre e estando a menina a pentear-se viu ao largo barcos cristãos. Aflita, chamou o pai para a varanda:
"Ode, mira! Ode, mira!"
Os seus gritos ouviram-se por toda a parte. Alarme dado, houve duro combate, que acabou com a derrota dos mouros. Ao tomar conta do castelo, o chefe dos cristãos apaixonou-se por Jade, que também gostou muito dele. Houve então uma paz negociada e o cristão pediu a rapariga em casamento, a qual muito feliz ficou. Pois o casalinho ficou a viver para sempre no belo castelo da não menos bela Odemira!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

DESCOBERTO O MAIOR SISTEMA PLANETÁRIO



Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema planetário conhecido até agoira, formado apenas por um planeta e uma estrela, separados por mil  milhões de quilómetros de distância.
O planeta 2MASSJ2126-8140, um gigante de gás com 12 a 15 vezes a massa de Júpiter, demora um milhão de anos na sua órbita em redor da estrela. 
"Surpreendeu-nos muito encontrar um objecto de massa baixa (o planeta) tão longe da sua estrela mãe", comentou Simon Murphy, da Universidade Nacional Australiana.

DN - 28.1.2016 -

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O DRAGÃO AZUL VIVE EM ODELEITE



A Ribeira de Odeleite, Castro Marim, é conhecida pela sua beleza natural mas desde o dia 14 de Setembro de 2015, o local anda nas bocas do mundo, e é sensação na China devido a uma fotografia aérea, captada por um passageiro de um voo comercial entre Amesterdão e Marraquexe, e partilhada nas redes sociais.
A imagem aérea da ribeira é similar a um Dragão Azul, símbolo de força, poder e boa sorte na cultura chinesa.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia da Odeleite a imagem será utilizada para promoção turística em ferias de turismo.