domingo, 19 de junho de 2016
O "MILAGRE" DE CHRISTO PERMITE ANDAR SOBRE A ÁGUA DE UM LAGO ITALIANO
terça-feira, 14 de junho de 2016
CALCEOLARIA HERBEOHYBRIDA
Classificação científica:
Nome Científico: Calceolaria x
herbeohybrida
Nomes Populares: Calceolária,
Chinelinho-de-madame, Sapatinho-de-vênus, Tamanquinho
Família: Calceolariaceae
Categoria: Flores Anuais
Clima: Mediterrâneo, Subtropical, Temperado, Tropical
Origem: América do Sul, Chile
Altura: 0.1 a 0.3
metros
Luminosidade: Luz Difusa, Meia Sombra
Ciclo de Vida: Anual
Calceolária é o nome popular de um grupo de híbridos,
originários do cruzamento entre três diferentes espécies de Calceolaria: C.
crenatiflora, C.
corymbosa e C.
cana,
todas originárias do Chile. Ela é uma florífera perene, muito cultivada
especificamente como planta envasada. Apresenta caule ramificado, de textura
herbácea e pequeno porte, alcançando cerca de 30 cm de altura. Suas folhas são
verdes, ovaladas, pubescentes, bastante rugosas, com nervuras bem marcadas e
bordos denteados.
As inflorescências são
retas e ramificadas, compostas por numerosas flores amarelas, vermelhas ou
alaranjadas, além de misturas destas cores e pontilhados marrons. A flor é
muito singular, com a pétala inferior inflada, semelhante a uma pequena bolsa.
A floração estende-se pelo inverno e primavera. Sua utilização atual encontra-se concentrada na
decoração de interiores, em vasos e floreiras durante o período de floração.
Deve ser cultivada sob
meia-sombra ou iluminação difusa, em substrato fértil, bem drenável,
enriquecido com matéria orgânica, com adubações regulares e irrigações
freqüentes. Aprecia o clima ameno, podendo ser aproveitada no jardinismo em
locais de clima subtropical e tropical de altitude, sendo adequada
para a formação de bordaduras e maciços de renovação anual. Em locais de clima
temperado, pode ser plantada em estufas, protegida do frio intenso. Apesar de
perene é tratada como anual. Multiplica-se por sementes que germinam em 10
dias.
sábado, 28 de maio de 2016
LENDAS DE PORTUGAL - 90ª - CASTANHEIRA DE PÊRA
POR QUE CANTAM OS ROUXINÓIS?
Possivelmente, é pergunta que nenhum leitor fez. Por que cantam os rouxinóis?
Pois era uma vez um rouxinol que num entardecer se perdeu do seu bando e fechou-se a noite sem que ele tivesse dado com os seus manos e primos. E lá foi voando até pousar na latada do passal. Como não era lido, não conhecia aquela história do melro que fez o ninho na horta do senhor abade e ali adormeceu...
Como o melro, também o rouxinol adormeceu. Mas acordou com os primeiros raios de sol, é verdade, a manhã sorria-lhe e ele decidiu fazer o voo matinal, mas não conseguiu. Estava preso por uma gavinha e preso ficou até que morreu. Ora os outros rouxinóis deram por falta dele e, depois de muita procura, lá deram com ele, morto. Choraram-no porque eram todos muito amigos. No entanto, os rouxinóis também pensam, pelo que voaram para o cruzeiro ao pé da igreja, mesmo diante do passal. Aí deliberaram rogar a Deus, pelas cinco chagas do Filho, que lhes desse a faculdade de cantar. O Senhor meditou a situação e atendeu-os, com a única condição de que só cantariam hinos à liberdade. E durante muitos anos os rouxinóis cantaram sempre em liberdade.
Agora, querem ouvir a lenda de S. Domingos, tal como no-la conta Frei Luís de Sousa na sua obra sobre a ordem:
... e foi a razão de se edificar aqui, que andando uma menina guardando gado, deu com uma imagem de vulto entalada entre dois penedos. E sem saber de que santa era, nem se era de santo, com tanta simplicidade, continuava a fazer oração diante dela.
Vindo à notícia dos vizinhos e moradores da ribeira, acudiram vê-la, e achando que era de S. Domingos, nos sinais do hábito e insígnias que trazia consigo, edificaram-lhe, no mesmo lugar uma pequena ermida, na qual fundaram depois a freguesia.
Porque, como da Ribeira a Pedrógão, donde eram fregueses, há duas grandes léguas e de fragoso caminho, aproveitaram-se da comodidade, alargando a ermida.
domingo, 8 de maio de 2016
CHOLITAS ESCALAM MONTES BOLIVIANOS EM TRAJES TÍPICOS
Lydia Huayllas e as suas companheiras vestem saias de folhos e xailes coloridos mas levam sofisticados equipamentos de segurança. Assim reinventaram a escalada.
O grupo é constituído por 11 mulheres indígenas aimarás, com idades entre os 42 e 50 anos, que eram cozinheiras nos acampamentos colocados ao longo das montanhas. As alpinistas de folhos já conseguiram subir a imponente montanha Illimani, com quatro picos e oito quilómetros.
Lydia e as amigas querem escalar as oito montanhas acima de seis mil metros de altura.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
DESCOBERTA DE TRÊS PLANETAS
Três planetas "potencialmente habitáveis" foram descobertos na
órbita de uma pequena estrela e oferecem pela primeira vez a possibilidade
"de se encontrarem vestígios químicos de vida fora do nosso sistema
solar", segundo investigadores.
A descoberta é importante porque são "planetas de tamanho semelhante
ao da Terra, potencialmente habitáveis e propícios a estudos atmosféricos
pormenorizados com a tecnologia atual", declarou à agência France-Presse
Michael Gillon da Universidade de Liège, na Bélgica, astrofísico e principal
autor de um estudo divulgado hoje na revista britânica Nature.
terça-feira, 3 de maio de 2016
LILÁS
Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Oleaceae
Género: Syringa Linnaeus
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Oleaceae
Género: Syringa Linnaeus
Syringa Linnaeus chamado vulgarmente lilás, é um género botânico
da família Oleaceae. É
cultivado pela fragrância de suas flores, cuja cor varia conforme as espécies e
as variedades. É encontrado na Eurásia temperada.
A planta é de origem oriental, provavelmente
da Pérsia, como
indica o seu nome, lilás, do francês lilas,
escrito inicialmente lilac,
do árabe lîlak, por sua vez derivado
do persa nîlak, que
significa azulado (do adjectivo nil = azul).
O seu nome científico Syringafoi-lhe
atribuído por Lineu.
Corresponde ao latim syringa (= junco) e evoca a haste oca dos
caules do lilás. Foi introduzido na Europa muito provavelmente em meados do século
XVI.
A espécie mais frequente é a Syringa vulgaris, o lilás
comum. As suas folhas são opostas, ocasionalmente em verticilos de três,
decíduas, pedunculadas e cordatas. As inflorescências desenvolvem-se em grandes
panículas e em várias espécies possuem uma fragrância intensa. As flores
apresentam quatro pétalas, a corola formando um longo tubo na base. A cor mais
frequente é o lilás, mas existem espécies com flores de cor branca ou
avermelhada. O fruto é uma cápsula.
sábado, 30 de abril de 2016
LENDAS DE PORTUGAL - 89º - ALMEIDA
NOSSA SENHORA DAS NEVES
Na nova igreja matriz da antiga praça-forte de Almeida há uma interessante imagem de Nossa Senhora das Neves. Quem não quiser pensar demasiado no assunto logo julgará que estas neves se referem a um qualquer episódio ocorrido num dos raros nevões sobre aquele espaço geográfico. E quanto se engana quem por aí andar com suposições! Pois as raízes da lenda remontam a 26 de Agosto de 1810, quando os franceses arrasaram a vila num cerrado fogo de bombas e canhoneio. E as explosões destruíram não só o castelo, abrindo incomensuráveis brechas na muralha como derrubaram a sede da igreja almeidense. Telmo Cunha, no seu romance "As portas da Cruz", narra as infelizes circunstâncias do desastre militar e, no seu livro de narrativas Almeida, estrela de memórias, conta-nos a lenda de Nossa Senhora das Neves, trazendo-a à publicidade após tantos anos apenas nos cavacos de lareira.
Pois Telmo Cunha conta que logo depois da destruição da igreja e do castelo, os almeidenses quedaram-se como que órfãos desses dois decisivos sinais da sua identidade. Deambulando entre os escombros, sentiam abatido o orgulho que sempre haviam patenteado. As ruínas levavam-nos a querer proceder ao despertar da cidade traumatizada pela tragédia.Para eles, avultava a ideia de remover os escombros e dar uma nova ordem à cidade em cinzas.
"As ruínas magoavam intensamente os olhos e as almas dos que por perto passavam", contava Telmo Cunha. Equipas de voluntários prestavam-se a recompor a vila. E uns tempos mais tarde ergueu-se todo o povo que queria salvar a memória da sua terra. Limpar era a palavra de ordem. E para abrir espaço entre as escombreiras, atearam uma boa fogueira com os materiais revolvidos tidos como definitivamente inúteis, e a fogueira crescia, crescia...
E, de repente, aconteceu. Aconteceu o quê? Pois um fenómeno testemunhado pelas largas dezenas de voluntários para a limpeza da vila. Ou isso consta apenas assim na lenda. Pois não é que, e tomo a palavra de Telmo Cunha, "todos olharam estupefactos o céu plúmbeo e escuro, o sol primaveril havia desaparecido com o por encanto, dando lugar a um frio cortante e inesperado, que se entranhou fortemente nos corpos desabrigados. Atónitos e perdidos, todos viram cair uma neve alva e gélida, que fez baixar imediatamente as impetuosas chamas do intenso braseiro, acabando por o apagar e todo."
Acrescenta o escritor de Almeida: "Petrificados e sem fala, os almeidenses notaram como sobressaía no meio do amontado de destroços queimados e fumegantes, uma imagem de Nossa Senhoras, pretencente à antiga Igreja Matriz." A aparição provocou profundo silêncio, mas logo avançaram alguns a recolher a imagem chamuscada. Demorou a regressar à matriz reconstruída de Almeida, pois houve que reconstuí-la, mas ainda hoje lá a podemos ver como ilustração desta mesma lenda.
terça-feira, 19 de abril de 2016
A LINHA VERDE É PARA A BICICLETA
A cidade de Berlim, na Alemanha, tem um projeto para uma ciclovia coberta, onde os ciclistas podem transitar indiferentes às intempéries, protegidos em dias de sol, chuva ou neve. Para além disso, esta rota terá estações com serviços ao dispor dos ciclistas e duas curiosidades extra: terá hortas urbanas ao longo do caminho e o pavimento da rua vai permitir gerar energia a cada pedalada. A rota, com quase nove quilómetros, batizada de Radbahn, é um projeto desenvolvido por oito profissionais - arquitetos, urbanistas, entre outros - de cinco países que se uniram para promover, recorrendo a uma alternativa concreta, o debate em torno da mobilidade nas cidades. A de uma antiga linha férrea, aproveitando uma área coberta inutilizada. Ao longo do percurso, haverá pontos de café, assistência técnica e aluguer de bicicletas. Conectando diversos bairros, terá uma cortina de vegetação que funcionará como um filtro acústico e de poluição.
Dica da Semana Nº 739
segunda-feira, 18 de abril de 2016
CHIP SALVADOR
Uma especialista brasileira em biomedicina criou um chip capaz de detetar 18 tipos de cancro; o equipamento poderá vir a auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento de várias patologias. Através de um exame sanguíneo, o chip identifica a doença na sua fase inicial, fornecendo o resultado em apenas 15 minutos, sem libertar radiação e com um sistema portátil, que pode ser levado a regiões remotas com menos acesso aos recursos de saúde.
Deborah Zanforlin, professora universitária em Pernambuco que liderou a equipa responsável pelo projeto ConquerX, revela que o chip poderá ser utilizado para detetar outras doenças no futuro.Os relatórios do laboratório serão agora submetidos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil e à FDA (Food and Drugs Administation), dos EUA, entidades que irão analisar a possibilidade de o uso do chip ser autorizado em larga escala.
Dica da Semana Nº 739
quinta-feira, 14 de abril de 2016
NATHANIEL HAWTHORNE
A felicidade é uma borboleta que, quando você persegue, sempre está mais longe do seu alcance. Mas que, se você se senta e fica quieto uns momentos, pode ser que pouse em seu ombro.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
CÃO DO BARROCAL ALGARVIO
É afável, excelente caçador e o último cão a ser reconhecido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. Chama-se Cão do Barrocal Algarvio e promete encantar aqueles que procuram muita vivacidade e alegria num canídeo.
o Cão do Barrocal Algarvio era chamado de cão felpudo e cão abandeirado pelos algarvios. Tem a aparência esguia e atlética típica dos Galgos egípcios, nos quais se pensa ter origens, mas apresenta também semelhanças com o Podengo português e o Border Collie, raça inglesa de cães pastores. Pode-se afirmar que, apesar do porte modesto (até 58 cm), é um cão elegante com o seu focinho alongado, orelhas pontiagudas, cauda em formado de caracol, pelo comprido, em particular nas patas, cauda e base das orelhas. Fiel companheiro, quer do trabalhador rural quer do caçador até à década de 60 do século passado, começou a ser esquecido e quase entrou em perigo de extinção, concentrando-se apenas em pequenas matilhas.
Até que a Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio (ACCBA) interviu: depois de 15 anos de recuperação, apuramento genético e divulgação, sensibilizou o Clube Português de Canicultura (CPC) para a existência desta raça.
O típico Cão do Barrocal Algarvio é rápido, trabalhador incansável - pode caçar durante três dias sem parar -, enérgico e territorial. A estas, juntam-se outras qualidades: por ser meigo e paciente, adapta-se bem à vida em família. Tem que se ter tempo e disponibilidade para o levar a passear.
Dica da Semana Nº 737
sábado, 2 de abril de 2016
PAPOULA
Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ranunculales
Família: Papaveraceae
A
papoula foi muito conhecida nos tempos remotos, tinha muito prestígio entre os
médicos da Grécia antiga. Na mitologia grega era relacionada a Hipnos,
o deus do sono, pai de Morpheu - que a tinha como planta favorita e,
por isso, era representado com os frutos desta planta na mão. Há também uma
estreita relação entre a papoula e a deusa grega Nix,
a Noite. Deusa das Trevas, filha do Caos, é na verdade a
mais antiga das divindades. Freqüentemente, ela é representada coroada de
papoulas e envolta num grande manto negro e estrelado. Em muitas referências
ela se localiza no Tártaro, entre o Sono e a Morte, seus dois filhos.
Os romanos não a representavam em um carro, mas sempre adormecida.
A
papoula é conhecida há mais de 5 mil anos - os sumérios já a utilizavam para
combater problemas. Os antigos comiam a flor inteira ou a maceravam para obter
o sumo. Na Mesopotâmia, curavam-se doenças como insônia e constipação
intestinal com infusões obtidas a partir da papoula. Mais tarde, os assírios e
depois os babilônios herdaram a arte de extrair o suco leitoso dos frutos para
fazer remédios.
Hipócrates
foi um dos primeiros a descrever seus efeitos medicinais contra diversas
enfermidades. Há quem defenda que mais tarde, um médico grego em Roma,
padronizou a preparação do ópio com uma fórmula (o mitridato) e a receitava aos
gladiadores. O uso do ópio difundiu-se pela Europa no início do século XVI, mas
sofreu forte combate quando a Igreja Católica começou a controlar os remédios.
Foi por essa época que Paracelso, o famoso médico e alquimista suíço, elaborou
um concentrado de suco de papoula - o láudano, que teria o poder de curar
muitas doenças e até de rejuvenescer. A disseminação desta crença levou à
popularização do seu uso em todo o mundo ocidental. Com o tempo e com a
expansão das rotas comerciais, o ópio acabou por se tornar uma droga universal.
Por
volta de 1803, o cientista alemão Frederick Sertuener, observando que os
diferentes subprodutos da papoula produziam efeitos diversos, procurou isolar
os elementos narcóticos do ópio. Assim, ele obteve um cristal alcalóide de
efeito muito intenso: era a morfina.
A
papoula é uma planta da Família das Papaveráceas, também conhecida como
dormideira. É uma herbácea anual que apresenta propriedades alimentares,
oleaginosas e medicinais. A planta apresenta um caule alto e ramificado, com
folhas sésseis e ovaladas. As flores são grandes, brancas, rosas, violáceas ou
vermelhas, e o fruto é uma cápsula. Por toda a planta circula um látex branco.
Todas as partes da papoula são consideradas venenosas, com exceção das sementes
maduras.
O ópio é
retirado a partir do látex encontrado nas cápsulas que não atingiram a
maturação. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde,
obtém-se um suco leitoso, o ópio (em grego, refere-se a suco), que contém cerca
de 25 alcalóides - o mais importante deles é a morfina, presente em até 20% no
ópio.
Os nomes
relacionados à papoula são bem sugestivos O nome científico da planta "somniferum" (relacionado a sono) e a origem do
nome "morfina"(relacionada ao deus da
mitologia grega Morfeu, o deus dos
sonhos) nos levam a compreender os efeitos que o ópio e a morfina podem
produzir: são depressores do sistema nervoso central. Além disso, o ópio ainda
contém outras substâncias, como a codeína, e é dele também que se obtém a
heroína, uma substância semi-sintética, resultado de uma modificação química na
fórmula da morfina.
Todos os
alcalóides do ópio são narcóticos. O maior problema dos opiáceos é o seu poder
de provocar dependência. Tanto a morfina, como o seu derivado, a heroína, criam
uma euforia de sonhos, seguida de uma sedação associada a uma sensação de bem
estar. Entretanto, o uso constante e prolongado leva a um envenenamento crônico
que pode causar deterioração física e até a morte. Os períodos de abstinência
da droga são marcados por náuseas, insônia e intensas dores musculares.
Em
alguns lugares do mundo o cultivo da papoula é permitido. É o caso da Tasmânia
e da Tailândia. Lá, os membros do grupo dos Hmong (oriundos da China) cultivam
a papoula e usam uma parte da flor para suas cerimônias religiosas. O governo
da Tailândia lhes deu permissão especial para cultivar esta planta. Entretanto,
se algum membro da tribo é encontrado fora da comunidade com a papoula, é
detido imediatamente, o que gera conseqüências para toda a comunidade.
quarta-feira, 30 de março de 2016
LENDAS DE PORTUGAL - 88º - ALMADA
A MINHA RICA CAPA...
Vejamos três lendas que, cada qual por sua parte, pretendem ser a origem da designação da Caparica, cabeça de freguesia instituída por bula do Papa Sixto IV, a 12 de Dezembro de 1472, reinando D,. Afonso V. E esse documento inclui duas outras autorizações, a da edificação de uma igreja no lugar do Monte, onde existia já uma capelinha em madeira, e a de ser o próprio povo da nova paróquia a escolher o seu pároco.
Ora uma das lendas diz-nos que morrendo nas imediações do Monte um velho muito rico, deixou no seu testamento um ponto pelo qual legava a sua capa com o fim de ser vendida. Depois, com o produto da venda se mandaria construir um capela dedicada a Nossa Senhora do Monte. É de perguntar se seria esta a primitiva capela. De qualquer modo, ficava a dúvida de como seria possível que o leilão de uma capa desse para fazer uma capela, por modesta que esta fosse. Parecia que o homem estava a fazer pouco dos seus vizinhos. Bem, mas o testamento, qualquer que fosse, teria de cumprir-se e lá chegou o dia da venda da capa.
Capa em cima da mesa, os testamenteiros e o povo que assistia ao acto ficaram admiradíssimos pois a capa estava recheada de dobrões de ouro, cosidos nos retalhos da capa! E podia, por fim, erguer-se a capela, e uma rica capela! Volta a perguntar-se assim sendo, esta não seria aquele templo aprovado na bula? O que não deixava de ser verdade tratar-se de uma capa rica!
A outra lenda fala de que uma pobre velha vivia numa dessas povoações sobranceiras ao mar, na margem esquerda do Tejo. Andava sempre embrulhada numa capa de remendos.
Devota, ela nunca faltava à missa na capelinha do Monte, embora isso a fizesse andar alguma léguas em cada domingo. E também costumava pôr-se a contemplar a charneca onde ficava a sua aldeiazinha, situando-se no Castelo dos Mouros, na direcção da que seria depois a Caparica, e na altura quase nada era. Dizia, aos poucos que estavam para a aturar, ter visões de uma bela cidade naqueles ermos. Chamavam-lhe bruxa e escorraçavam-na.
Um dia a velha apareceu morta e junto de si um crucifixo e uma carta para ser entregue ao rei juntamente com a sua capa remendada. Assim fizeram os seus vizinhos. O rei leu a carta, que dizia destinar-se a capa para construir uma capela no sítio onde ela morava, tão distante que era do lugar aonde ela ia à missa. Os presentes riram, mas o rei reparou no peso da capa e rasgou-a. Caíram moedas de ouro que davam para duas ou três capelas! E assim se fez a igreja da Caparica!
Menos romântico, e bem mais simples, do que estas duas lendas é aquela que se limita a justificar o topónimo Caparica com o facto de, sendo Nossa Senhora do Monte de muita devoção da população, ao ser construída a nova igreja, foi tecida para a imagem uma nova e rica capa...
.
domingo, 27 de março de 2016
DIA MUNDIAL DO TEATRO
O Dia Mundial do Teatro celebra-se anualmente a 27 de março.
Para comemorar a data
decorrem neste dia vários espetáculos teatrais gratuitos ou com bilhetes mais
baratos e são relembrados alguns dos artistas e das obras mais importantes da
história do teatro. O objetivo da data é promover a arte do teatro junto das pessoas.
O teatro é uma arte
milenar e funciona como um meio de divulgação da cultura de diferentes povos.
Desde a antiguidade, o homem usou o teatro como forma de expressão.
Existem vários géneros
teatrais como a comédia, o drama, a farsa, a tragédia, a tragicomédia, o
melodrama, a revista e o teatro infantil, entre outros.
Origem da Data
A data foi criada em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro. No Dia Mundial do Teatro,
várias organizações culturais apresentam espetáculos teatrais para comemorar a efeméride,
permitindo o acesso gratuito aos mesmos.
Teatro em Portugal
Gil Vicente, autor de
diversas obras teatrais, é um dos nomes mais conhecidos do teatro português. O
Auto da Barca do Inferno e o Auto da Índia são algumas das suas obras mais
conhecidas. Embora Gil Vicente seja considerado o pai do teatro português,
existem inúmeros registos de manifestações desta arte muito anteriores ao
teatro vicentino, classificadas essencialmente em dois grandes grupos: o teatro
religioso e o teatro profano.
Frei Luís de Sousa, de
Almeida Garrett, é outra criação máxima do teatro português.
quinta-feira, 24 de março de 2016
PÁSCOA
Celebrações da Páscoa pelo mundo
Em países onde o cristianismo é uma religião
estatal ou nos quais há uma grande população cristã, a Páscoa é geralmente um feriado nacional.
Como ela cai sempre num domingo, muitos países também fazem da segunda-feira
seguinte um feriado também. Algumas lojas, shoppings e restaurantes também
fecham neste dia. A Sexta-Feira
Santa, que ocorre dois dias antes do Domingo de Páscoa, é também um
feriado em muitos países. É também feriado em doze estados norte-americanos e,
naqueles onde não é, muitas instituições financeiras, as bolsas de valores e as
escolas públicas fecham. Entre os bancos que normalmente abrem aos domingos funcionam
na Páscoa. A data é comemorada em muitos lugares com paradas e procissões,
sendo a Parada de Nova Iorque a mais conhecida.
Na Escandinávia,
a Sexta-Feira Santa, o Domingo e a Segunda de Páscoa são feriados, e os dois primeiros
são também feriados bancários . Para a maior parte do comércio,
são dias de folga também, exceção feita apenas aos shoppings, que geralmente
abrem por meio período. Muitos empresários dão aos funcionários quase uma
semana de folga, a chamada "Folga de Páscoa" .
Na Comunidade das Nações, a Páscoa raramente é
considerada um feriado, assim como todas as demais celebrações que caem num
domingo. No Reino Unido,
tanto a sexta quanto a segunda são feriados bancários . Contudo, no Canadá, o Domingo
de Páscoa é feriado, assim como a segunda-feira seguinte. Na província de Quebec, tanto a
sexta quanto a segunda são feriados facultativos, mas a maior parte das
empresas concede os dois aos funcionários.
Ovos de Páscoa
Ovos de Páscoa são ovos especialmente decorados
trocados como presentes para celebrar o feriado da Páscoa. A tradição mais
antiga consiste em utilizar ovos de galinha tingidos e depois pintados, mas o
costume moderno consiste em trocar ovos de chocolate.
O coelho
da Páscoa é um popular personagem lendário de características antropomórficas que distribui presentes análogo ao Papai Noel em muitas culturas. Nos Estados Unidos, o presidente realiza um caça aos ovos anual nos jardins da Casa
Branca para crianças pequenas.
segunda-feira, 7 de março de 2016
CHARLES W. ELLIOT
Livros são os mais silenciosos e constantes amigos, os mais acessíveis e sábios conselheiros, e os mais pacientes professores.
sábado, 5 de março de 2016
DRACULA SIMIA
|
Dracula simia é uma espécie de orquídea epífita de crescimento
cespitoso cujo
género é proximamente relacionado às Masdevallia, parte da subtribo Pleurothallidinae. Esta espécie é originária do sudeste do Equador, onde habita florestas húmidas e nebulosas das montanhas. Sua
característica mais marcante é o fato de suas flores possuírem uma incrível
semelhança com o rosto de um macaco, é
encontrada na natureza em regiões de altitudes entre 1000 e 2000 metros o que a
torna uma espécie pouco conhecida, embora possa ser cultivada domesticamente
com bastante cuidados.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
LENDAS DE PORTUGAL - 87º - PENELA
O EXPEDIENTE DO FUNDADOR
Pois é, alguns dizem que não sabem onde fica Penela, mas se se lhes fala no Queijo do Rabaçal, têm uma clara ideia onde o podem ir buscar... no supermercado! Pois um queijo "de crosta lisa e coloração amarelo-palha, pasta ligeiramente untuosa, com alguns olhos, e por vezes deformável O seu sabor é suave, limpo e muito característico". Mas quem se lembrou de trazer para aqui a lenda deste queijo? E já tem foros disso este magnífico produto da Serra de Ansião!
Ah, mas o fantástico em Penela pode ser julgado por aqueles dois altos montes que se confrontam. Sabiam que eram de Penela aqueles dois manos gigantes, um chamado Melo e outro Gerumelo? Ambos ferreiros, montaram oficina cada um em seu monte. Porém, como só tinham um martelo, atiravam.no entre si, conforme precisavam. Ora um dia o Gerumelo estava de péssimo humor e, quando o irmão lhe gritou a pedir a ferramenta, mandou-a com tal força que o martelo se desencaixou no ar. E a maça de ferro caiu no sopé do monte irrompendo logo uma fonte de água férrea, hoje ao pé da antiga povoação da Ferretosa - hoje Fartosa, que as pessoas só estão bem a dar cabo das palavras! - , enquanto o cabo, que era de zambujo, caiu mais longe, enraizou-se e deu origem a um zambujal, que ao lado tem a sede da freguesia da Zambujal!
Jarnaut, autor de uma monografia do município (1915), conta assim a lenda do castelo:
D. Afonso Henriques querendo reaver os castelos de Sobral e Penela, de que os árabes se haviam apoderado em 1127, arranjou uma manada de bois que enfeitou com ramos de árvores, e entre eles os seus guerreiros do mesmo modo e seguiram o caminho de Penela.
Junto das ameias do castelo, a filha do governador da praça catava-o, quando viu aproximar-se a emaranhada ramagem, e perguntou:
"Meu pai, as moitas andam?"
Ao que ele respondeu:
"Tu és doida, filha! Cata! Cata!"
À terceira vez que a filha lhe fez esta pergunta, de que obtinha invariavelmente a mesma resposta, replicou-lhe:
"Mas eu vejo-as andar!"
Então, o pai reparando, conheceu o ardil e o grito de Alah-Huachbar ressoou por todos os cantos, mas em vão, porque as esforçadas hostes portuguesas forçando a praça a retomaram depois de porfiada luta.
Os mouros retirando-se, deixaram a sua passagem assinalada por grande número dos seus combatentes que ficavam estropiados, e de enraivecidos destruíam tudo quanto encontravam na sua passagem: pães, vinhas, olivais, etc.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
TRADIÇÕES BÁLTICAS
É de longe que vem a tradição de pintar ovos para decorar a casa na época da Páscoa. A tradição é muito antiga, anterior ao cristianismo, que só chegou no século XIV a Lituânia, até aí pagã.
Egle Bazaraite, que aprendeu com a sua mãe, é considerada uma das grandes responsáveis por manter viva esta arte na Lituânia - alguns dos seus ovos decorados estão em exposição no Museu Nacional em Vilnius, pela sua originalidade e pelo desenvolvimento de novos desenhos mantendo uma matriz tradicional.
Egle Bazaraite, 31 anos, é arquitecta de formação (está a terminar o doutoramento) e passou por Portugal, pela primeira vez, quando fez o Erasmus. Voltou para trabalhar e estudar e é hoje uma das responsáveis do projecto Salva a Lã Portuguesa.
Encontrou uma forma de manter a ligação à arte da terra natal ensinando aos portugueses (e não só) decorar ovos.
Há duas técnicas usadas, a pintura e raspagem e a cera de abelha quente. O objectivo é decorar os ovos ao gosto de cada, usando como base desenhos tradicionais, muitos deles carregados de simbolismos - como a serpente que representa felicidade para a família.
evações nº 48
Subscrever:
Mensagens (Atom)
































