segunda-feira, 29 de agosto de 2016

GRUTA MARAVILHOSA



O Algar de Benagil foi eleito a gruta mais bonita do mundo pela revista britânica "Another".
Segundo a publicação, a zona costeira de Benagil, em Lagoa, no Algarve, alberga "grutas, pequenas baías e praias escondidas", destacando a mais famosa por ser "gigante, arejada e iluminada", com a sua "praia interior" e abertura na rocha, que forma uma clarabóia perfeita para ver o céu, muito procurada por fotógrafos.

Dica da Semana 

domingo, 28 de agosto de 2016

1959 - A MODERNA ESCADA ROLANTE DO GRANDELA



Foi a primeira escada rolante montada em Portugal numa casa de comércio, custou 2500 contos, tinha cinco lances de 12 metros de comprimento e podia transportar seis mil pessoas  por hora.
Os Armazéns Grandela arderam há 28 anos .

AINDA CABE AÍ MAIS UM?



Bem apertados, talvez fosse possível encaixar ali mais algumas pessoas e respectivas bóias. As ondas de calor que têm afectado regiões do Sudoeste da China têm levado as autoridades a emitir alertas, aconselhando a população a reduzir ao máximo a actividade fora de casa. Mas quando não há ar condicionado entre portas e os termómetros marcam mais de 36 graus, para onde podem ir milhões de pessoas de um dos países mais populoso do mundo? Pelo menos quinze mil cabem nesta piscina de água salgada em Daying, na província de Sichuan - conhecida como "Mar Morto" da China. Pertence ao maior parque aquático indoor do país, com trinta mil metros quadrados.

Notícias Magazine -nº 1266-

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

19 DE AGOSTO - DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Hoje é Dia Mundial da Fotografia. Foi no dia 19 de agosto de 1839 que a Academia Francesa de Ciências anunciou ao mundo o Daguerreótipo, a primeira câmara fotográfica funcional do mundo. O equipamento foi criado por Louis Daguerre em 1837 tendo como base as descobertas de Joseph Niépce que havia conseguido, em 1826, registar a primeira imagem permanente em um processo que ele chamava de Heliografia. Niépce morreu em 1833, antes do lançamento da invenção que mudaria o mundo. Daguerre, em um ato de bondade (ou de muita esperteza) cedeu a patente da câmara para o governo francês (em troca de uma pensão vitalícia) que, por sua vez, tornou o processo de domínio público.



domingo, 7 de agosto de 2016

IPOMOEA PURPUREA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Convolvulaceae
Género: Ipomoea



Ipomoea purpurea, a Glória da Manhã, Corda-de-viola, é uma espécie do gênero Ipomoea, nativa do México e da América Central. Esse nome que designa muitas das 500-700 espécies de Ipomoea, se deve ao comportamento das suas flores abertas durante a noite ou na luz. A palavra grega "Ips" designa verme (σκουλήκι), "ipomoea" refere-se ao seu entrelaçamento. As ipomoeas já foram designadas como "Convolvulus" e essa espécie por Convolvulus pupurea por sua cor, somente no século 20 recebeu seu nome atual Glória da Manhã (Morning Glory).
Como todas glórias-da-manhã a planta se enlaça ao redor de estruturas com seus galhos. Crescendo a uma altura de 2 a 3 metros. As folhas tem forma de coração e os galhos tem pêlos marrons. As flores são hemafroditas, com cinco pétalas, tem forma de trombeta, predominando o azul para púrpura ou branco, com 3 a 6 cm de diâmetro.
Composição bioquímica
Segundo Meira et al. foi isolada a partir Ipomoea purpurea (L.) Roth. uma glicoresina chamada ipopurpuroside, constituída da glicose, glicose , ramnose e 6-desoxi- D -glicose ligados glicosidicamente ao ácido ricinoleico. Outros glicoresinas chamadas marubajalapins I-XV, foram isolados a partir da fracção jalapina da parte de série (folhas e caules) de I.purpurea (Pharbitis purpurea). Das flores dessa espécie foram isolados e cianidinas e pelargonidinas Em estudo para a investigação de novos fontes de alcalóides ergolinicos dentro do gênero Ipomoea, a I. purpurea foi considerada uma espécies alcalóide-negativo, embora os relatórios anteriores indicaram a presença de alcalóides ergolinicos. Talvez porque I. purpurea é muitas vezes confundida com  I.tricolor uma espécie alcalóide-positivo.
Cultivo e utilização
A Ipomoea purpúrea tem ampla utilização como espécie ornamental nas regiões temperadas e tropicais, uma gama de variedades e cores tem sido selecionadas com diversas hibridizações. Uma das utilizações medicinais dessa espécie são os preparados conhecidos como essências florais Como essência floral a Ipomeia existe em vários sistemas, como no Sistema Floral de Minas, com o nome de "Ipomea", no Sistema Floral do Nordeste com o nome de "Água Azul", no Sistema Florais da Califórnia com o nome de "Morning Glory". O grande número de variedades e dificuldades de classificação por outro lado dificultam sua utilização que fundamenta-se inclusive em conhecimento étnico - tradicional da civilização asteca destruída pela colonização. Possivelmente correspondendo ou sendo similar a uma das plantas denominadas "Ololiuqui" cujas sementes triangulares tem histórico de uso como psicodélico; É possível que tanto estas assim como as sementes da Ipomoea tricolor (para alguns autores I. violacea  contenham ergina. Os efeitos da ergina são relatados como quase idênticos ao do LSD. Há controvérsias ainda quanto a ser a Ipomoea corymbosa (L.) a planta considerada mágico-medicinal conhecida na culturaasteca como ololiuhqui. Para Shultes e Hofmann (2010)  Ipomoea violacea é a planta utilizada como enteógeno nas áreas de descendentes dos Astecas (zapotecas e chatinos) em Oaxaca (México) onde é também conhecida por badoh negro, tlitlitzin além de ololiuhquium nome que designa várias sementes.
Entre as ipomoeas a espécie com maior produção e cultivo talvez seja a a Ipomoea batatas em função do aproveitamento de seus tubérculos na alimentação. Entre outras espécies do gênero (Ipomoea) podem ainda ser citadas, por seu efeito farmacológico no sistema nervoso, a Ipomoea pes-caprae com efeitos analgésicos, antiinflamatórios e a jalapa ou batata de purga Ipomoea purga também com analgésica, antiinflamatórias além de depurativa laxante, purgativa.



terça-feira, 2 de agosto de 2016

LENDAS DE PORTUGAL - 92ª - BATALHA

A SENHORA DO FÉTAL

Não longe da Batalha fica o Reguengo em cuja periferia se situa um fétal onde há dois templos. Um deles, o mais antigo, uma pequena capela; o outro já uma igreja que beneficia de regulares restauros. 
Desapareceu dali uma lapide que dava notícia da sua fundação. Alguém a copiou e por isso que se torna possível sabermos os seus dizeres:
No ano de 1585 se fez esta igreja de Nossa Senhora do Fétal, com esmolas dos fieis cristãos e se vai renovando e se vão fazendo obras com estas ditas esmolas.
Por isso poderemos localizar cronologicamente a lenda nos inícios do século XVI. E tudo começou com uma pastorinha que guardava o seu pequeno rebanho no Fétal. A rapariguinha estava triste porque a fome a apertava. Chorava, tanto mais que não podia fazer mais nada. Porem, numa nuvem de luz, apareceu junto de si uma linda senhora, que lhe fez uma festa e lhe recomendou que não chorasse. Respondeu-lhe a pastorinha que não podia com a fome. Disse-lhe a senhora que fosse ela a casa para buscar de comer que ela ficaria com o rebanho. Respondeu-lhe a menina que não valia a pena, pois a arca estava vazia. A senhora insistiu de tal modo que a rapariga desatou a correr para a aldeia, o Reguengo.
A mãe, ao escutar o que a rapariga lhe disse, desatou a rir, chamou-lhe tonta e mentirosa, ameaçando-a de se zangar. A pastorinha continuou a insistir que a mãe fosse a arca. Só para lhe ver a cara de parva quan do lhe mostrasse a arca há tanto vazia, a mulher abriu-a. Ah, mas havia lá pão para a família toda que duraria a semana inteira! Ficaram boquiabertas e deram notícia a aldeia. E a pastorinha, já regalada, foi a correr para o Fétal. Chegou lá cheia de sede e a um gesto da senhora brotou água fresca de um lugar, onde hoje há uma fonte. E que boa água!


Soube a pastorinha que estava com Nossa Senhora e ela pretendia ter ali uma capelinha. Mal o souberam, os de Reguengo meteram mãos a obra e então começaram as romagens e as festas de todas as partes da província. E quando a pequenina capela se tornou  insuficiente, ergueram a igreja maior. E a família da pastorinha sempre zelou pelas casas da Senhora do Fétal que lhes matou a fome.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

BAUNILHA-DOS-JARDINS

Classificação científica:

Nome científico: Heliotropium arborescens
Nome comum: Baunilha-dos-jardins, heliotrópio, balsamina
Família: Boraginaceae
Origem: Peru


A baunilha-dos-jardins é um arbusto com 0,80-1,20 m de altura e 0,80-1,20 m de diâmetro de folhagem permanente e com um ciclo de vida perene. As folhas são simples, alternas, ovais a lanceoladas, sésseis, enrugadas, pubescentes, verdes escuras na página superior, ficam acastanhadas em períodos de temperaturas muito baixas. É uma planta muito apreciada pelas suas flores perfumadas, pois fazem lembrar o aroma da baunilha. Estas apresentam-se em grupos densos e na ponta dos galhos, são pequenas e de cor azul-violeta ou roxa. 
É uma planta muito utilizada em canteiros e vasos.


Cultivo:
 Deve ser cultivada sob pleno sol ou meia-sombra. Aprecia um solo fértil, húmido e bem drenado. Aconselha-se uma poda no final do Inverno para remover as partes danificadas e controlar a forma da planta. Multiplica-se por sementes ou estacas.
Curiosidades: O seu nome, Heliotropium, refere-se ao movimento da planta voltada para o sol; Atrai borboletas; O óleo essencial extraído das suas flores é usado em perfumaria; As suas sementes são venenosas.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

NO PÓDIO DA MURALHA DA CHINA

José Santiago foi o único português a correr na Maratona da Muralha da China e terminou em 
2.º lugar.

É a prova viva de que nunca é tarde para começar. José Santiago tem 49 anos e começou a participar em provas de atletismo há apenas 10 anos. No final de Maio cumpriu o sonho de participar na Maratona da Grande Muralha da China, uma das provas mais difíceis do mundo, onde obteve um surpreendente 2.º lugar. "Foi uma experiência única que fica para a vida."
No total foram 42,195 Kms, muitas subidas, descidas e 5164 degraus, ao longo do percurso da imponente Muralha na China que o atleta do Centro Desportivo de Quarteira concluiu em 3h46m22s.
"Foi uma prova muito dura, principalmente a parte final ao entrar na muralha e encontrar aquelas escarpas com degraus, senti o peso da muralha que é enorme mas foi aí que veio ao de cima o trabalho que fiz em Portugal e que permitiu alcançar o segundo lugar."
Os próximos objetivos são alcançar um título no próximo campeonato nacional de maratona, participar no Campeonato da Europa de Masters que se realiza no Verão de 2017 e em 2018 pretende correr a Maratona do Templo na Birmânia.

domingo, 3 de julho de 2016

PESCA DA SARDINHA EM TAIPEI-TAIWAN

FOGO NO MAR



Céu negro, noite cerrada. Para os pescadores ao largo de Taipei é o momento ideal para soltar as amarras e seguirem para alto-mar. Na escuridão, fazem nascer um claraõ de luz. Para atrair a atenção 
dos peixes, os homens incendeiam um pau de bambu previamente regado com químicos, e a chama resultante funciona como íman para as sardinhas que circundam a pequena embarcação. Os cardumes agrupam-se e saltam da água, enquanto outros pescadores aproveitam para deitar uma rede ao mar e capturar a maior quantidade de peixe possível - entre três e quatro toneladas, por noite. A prática ancestral, conhecida como pesca do fogo sulfúrico, repete-se todas as noites. Seis horas passam os homens no mar, a trabalhar e a dar continuidade a uma prática já quase em extinção no país, e que aos olhos do governo local é vista como uma forma de arte a preservar.

Notícias Magazine-nº1258

quarta-feira, 29 de junho de 2016

LENDAS DE PORTUGAL - 91ª - FRONTEIRA

EM S. BENTO DAS LAPAS

É uma lenda fatalista esta que toma o nome do seu cenário, S.Bento das Lapas, em Fronteira. E fala-nos de um jovem, extremamente solitário que, um  dia, saiu de casa. Para que não dessem com ele, dirigiu-se para junto da ribeira, onde sabia existir uma gruta passível de lhe servir de refúgio. Pois quatro anos viveu assim, ermitão, à beira das águas. E quando sabia que não se encontraria com ninguém, saía a apanhar frutos silvestres e outros vegetais, com que se alimentava. Mas tantas vezes vai o cântaro a fonte...
Certa manhã, uns caçadores pareceram repentinamente no local e deram com ele. Reconheceram-no e foram falar-lhe. Delicadamente, o jovem disse-lhes que apenas pretendia da vida que o deixassem viver apartado do mundo.
Claro, os caçadores, logo que chegaram à vila, avisaram a família que o tinham encontrado. Os pais, alvoroçados, dirigiram-se imediatamente ao local. Porém, a mãe,  ao ver o filho daquela maneira, morreu. E o jovem acabou também por se suicidar com  o desgosto. A gruta ainda é visível, mas ninguém se lá pode aproximar devido ao roseiral bravio que lhe tapa a entrada.

Mas como lenda pode ainda ser tida a história de um homem de Fronteira que, apesar de ter falecido com muita idade, não cumpriu em vida uma promessa feita em momento de apuro. E a voz do povo começou a dizer que ele aparecia no local pleonasticamente chamado palheiro da palha. Ora ele aparecia sempre à mesma hora e à mesma pessoa, um rapaz de catorze anos que acabou por lhe perguntar o que é que ele queria.
"Sou o Clisante e quero que digas à minha mulher, aliás à minha viúva que vá pagar uma promessa que eu fiz em vida e não cheguei a pagar ao senhor."
"E então, patrãozinho?"
"Ela que ofereça ao senhor o meu peso em trigo e a quantia de tantos escudos, mas que este dinheiro vá todo em moedas de níquel."
O rapaz fez das tripas coroação, anotou aquilo tudo e foi ter com a viúva. Contou-lhe das aparições, da vontade do seu defunto. Então ela dispôs-se a cumprir e a verdade é que o Clisante não voltou a aparecer, o que quer dizer que deve ter encontrado sossego no reino dos mortos.

terça-feira, 21 de junho de 2016

CONCERTO NO GELO EM DEFESA DO ÁRTICO



O pianista e compositor italiano Ludovico Einaudi deu um concerto de gelar, literalmente. O concerto organizado pela associação ambientalista Greenpeace aconteceu numa plataforma flutuante semelhante a um iceberg em frente ao glaciar de Wahlenbergbreen (na região de Svalbard, na Noruega). O objetivo é dar visibilidade ao problema da redução da superfície gelada do Ártico, devido às alterações climáticas.
Ludovico Einaudi compôs uma peça em especial para a ocasião a que chamou “Elegia pelo Ártico” e viajou até à região polar a bordo do navio Arctic Sunrise, da Greenpeace.
O concerto faz parte da iniciativa “Vozes pelo Ártico”, lançada na semana em que a associação ambientalista reúne no contexto da Comissão OSPAR (Comissão Internacional para a Proteção dos Meio marinho do Atlântico Nordeste), na ilha de Tenerife, em Espanha.O piano de Ludovico Einaudi junta-se assim, às vozes de cerca de oito milhões de pessoas em todo o mundo que se juntam à associação ambientalista no apelo pela proteção do Ártico.


domingo, 19 de junho de 2016

O "MILAGRE" DE CHRISTO PERMITE ANDAR SOBRE A ÁGUA DE UM LAGO ITALIANO


O artista búlgaro Christo, de 81 anos, criou uma instalação no Lago Iseo, em Itália, que permite andar sobre a água. "The Floating Piers" é o nome desta obra que reúne cerca de 200.000 cubos flutuantes. A passagem, de cerca de três quilómetros, liga a cidade de Sulzano à pequena ilha de Monte Isola e poderá ser visitada até 3 de julho.





terça-feira, 14 de junho de 2016

CALCEOLARIA HERBEOHYBRIDA

Classificação científica:
Nome Científico: Calceolaria x herbeohybrida
Nomes Populares: Calceolária, Chinelinho-de-madame, Sapatinho-de-vênus, Tamanquinho
Família: Calceolariaceae
Categoria: Flores Anuais
Luminosidade: Luz DifusaMeia Sombra
Ciclo de Vida: Anual



Calceolária é o nome popular de um grupo de híbridos, originários do cruzamento entre três diferentes espécies de Calceolaria: C. crenatiflora, C. corymbosa e C. cana, todas originárias do Chile. Ela é uma florífera perene, muito cultivada especificamente como planta envasada. Apresenta caule ramificado, de textura herbácea e pequeno porte, alcançando cerca de 30 cm de altura. Suas folhas são verdes, ovaladas, pubescentes, bastante rugosas, com nervuras bem marcadas e bordos denteados.
As inflorescências são retas e ramificadas, compostas por numerosas flores amarelas, vermelhas ou alaranjadas, além de misturas destas cores e pontilhados marrons. A flor é muito singular, com a pétala inferior inflada, semelhante a uma pequena bolsa. A floração estende-se pelo inverno e primavera. Sua utilização atual encontra-se concentrada na decoração de interiores, em vasos e floreiras durante o período de floração.
Deve ser cultivada sob meia-sombra ou iluminação difusa, em substrato fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica, com adubações regulares e irrigações freqüentes. Aprecia o clima ameno, podendo ser aproveitada no jardinismo em locais de clima subtropical e tropical de altitude, sendo adequada para a formação de bordaduras e maciços de renovação anual. Em locais de clima temperado, pode ser plantada em estufas, protegida do frio intenso. Apesar de perene é tratada como anual. Multiplica-se por sementes que germinam em 10 dias.


sábado, 28 de maio de 2016

LENDAS DE PORTUGAL - 90ª - CASTANHEIRA DE PÊRA

POR QUE CANTAM OS ROUXINÓIS?

Possivelmente, é pergunta que nenhum leitor fez. Por que cantam os rouxinóis?
Pois era uma vez um rouxinol que num entardecer  se perdeu do seu bando e fechou-se a noite sem que ele tivesse dado com os seus manos e primos. E lá foi voando até pousar na latada do passal. Como não era lido, não conhecia aquela história do melro que fez o ninho na horta do senhor abade e ali adormeceu...
Como o melro, também o rouxinol adormeceu. Mas acordou com os primeiros raios de sol, é verdade, a manhã sorria-lhe e ele decidiu fazer o voo matinal, mas não conseguiu. Estava preso por uma gavinha  e preso ficou até que morreu. Ora os outros rouxinóis deram por falta dele e, depois de muita procura, lá deram com ele, morto. Choraram-no porque eram todos muito amigos. No entanto, os rouxinóis também pensam, pelo que voaram para o cruzeiro ao pé da igreja, mesmo diante do passal. Aí deliberaram rogar a Deus, pelas cinco chagas do Filho, que lhes desse a faculdade de cantar. O Senhor meditou a situação e atendeu-os, com a única condição de que só cantariam hinos à liberdade. E durante muitos anos os rouxinóis cantaram sempre em liberdade.
Agora, querem ouvir a lenda de S. Domingos, tal como no-la conta Frei Luís de Sousa na sua obra sobre a ordem:
... e foi a razão de se edificar aqui, que andando uma menina guardando gado, deu com uma imagem de vulto entalada entre dois penedos. E sem saber de que santa era, nem se era de santo, com tanta simplicidade, continuava a fazer oração diante dela.

Vindo à notícia dos vizinhos e moradores da ribeira, acudiram vê-la, e achando que era de S. Domingos, nos sinais do hábito e insígnias que trazia consigo, edificaram-lhe, no mesmo lugar uma pequena ermida, na qual fundaram depois a freguesia.
Porque, como da Ribeira a Pedrógão, donde eram fregueses, há duas grandes léguas e de fragoso caminho, aproveitaram-se da comodidade, alargando a ermida.

domingo, 8 de maio de 2016

CHOLITAS ESCALAM MONTES BOLIVIANOS EM TRAJES TÍPICOS


Lydia Huayllas e as suas companheiras vestem saias de folhos e xailes coloridos mas levam sofisticados equipamentos de segurança.  Assim reinventaram a escalada.
O grupo é constituído por 11 mulheres indígenas aimarás, com idades entre os 42 e 50 anos, que eram cozinheiras nos acampamentos colocados ao longo das montanhas. As alpinistas de folhos já conseguiram subir a imponente montanha Illimani, com quatro picos e oito quilómetros.
Lydia e as amigas querem escalar as oito montanhas acima de seis mil metros de altura.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

DESCOBERTA DE TRÊS PLANETAS



Três planetas "potencialmente habitáveis" foram descobertos na órbita de uma pequena estrela e oferecem pela primeira vez a possibilidade "de se encontrarem vestígios químicos de vida fora do nosso sistema solar", segundo investigadores.

A descoberta é importante porque são "planetas de tamanho semelhante ao da Terra, potencialmente habitáveis e propícios a estudos atmosféricos pormenorizados com a tecnologia atual", declarou à agência France-Presse Michael Gillon da Universidade de Liège, na Bélgica, astrofísico e principal autor de um estudo divulgado hoje na revista britânica Nature.

terça-feira, 3 de maio de 2016

LILÁS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Oleaceae
Género: Syringa Linnaeus



Syringa Linnaeus chamado vulgarmente lilás, é um género botânico da família Oleaceae. É cultivado pela fragrância de suas flores, cuja cor varia conforme as espécies e as variedades. É encontrado na Eurásia temperada.
A planta é de origem oriental, provavelmente da Pérsia, como indica o seu nome, lilás, do francês lilas, escrito inicialmente lilac, do árabe lîlak, por sua vez derivado do persa nîlak, que significa azulado (do adjectivo nil = azul). O seu nome científico Syringafoi-lhe atribuído por Lineu. Corresponde ao latim syringa (= junco) e evoca a haste oca dos caules do lilás. Foi introduzido na Europa muito provavelmente em meados do século XVI.

A espécie mais frequente é a Syringa vulgaris, o lilás comum. As suas folhas são opostas, ocasionalmente em verticilos de três, decíduas, pedunculadas e cordatas. As inflorescências desenvolvem-se em grandes panículas e em várias espécies possuem uma fragrância intensa. As flores apresentam quatro pétalas, a corola formando um longo tubo na base. A cor mais frequente é o lilás, mas existem espécies com flores de cor branca ou avermelhada. O fruto é uma cápsula.

sábado, 30 de abril de 2016

LENDAS DE PORTUGAL - 89º - ALMEIDA

NOSSA SENHORA DAS NEVES

Na nova igreja matriz da antiga praça-forte de Almeida há uma interessante imagem de Nossa Senhora das Neves. Quem não quiser pensar demasiado no assunto logo julgará que estas neves se referem a um  qualquer episódio ocorrido num dos raros nevões sobre aquele espaço geográfico. E quanto se engana quem por aí andar com suposições! Pois as raízes da lenda remontam a 26 de Agosto de 1810, quando os franceses arrasaram a vila num cerrado fogo de bombas e canhoneio. E as explosões destruíram não só o castelo, abrindo incomensuráveis brechas na muralha como derrubaram a sede da igreja almeidense. Telmo Cunha, no seu romance "As portas da Cruz", narra as infelizes circunstâncias do desastre militar e, no seu livro de narrativas Almeida, estrela de memórias, conta-nos a lenda de Nossa Senhora das Neves, trazendo-a à publicidade após tantos anos apenas nos cavacos de lareira.
Pois Telmo Cunha conta que logo depois da destruição da igreja e do castelo, os almeidenses quedaram-se como que órfãos desses dois decisivos sinais da sua identidade. Deambulando entre os escombros, sentiam abatido o orgulho que sempre haviam patenteado. As ruínas levavam-nos a querer proceder ao despertar da cidade traumatizada pela tragédia.Para eles, avultava a ideia de remover os escombros e dar uma nova ordem à cidade em cinzas.
"As ruínas magoavam intensamente os olhos e as almas dos que por perto passavam", contava Telmo Cunha. Equipas de voluntários prestavam-se a recompor a vila. E uns tempos mais tarde ergueu-se todo o povo que queria salvar a memória da sua terra. Limpar era a palavra de ordem. E para abrir espaço entre as escombreiras, atearam uma boa fogueira com os materiais revolvidos tidos como definitivamente inúteis, e a fogueira crescia, crescia...


E, de repente, aconteceu. Aconteceu o quê? Pois um fenómeno testemunhado pelas largas dezenas de voluntários para a limpeza da vila. Ou isso consta apenas assim na lenda. Pois não é que, e tomo a palavra de Telmo Cunha, "todos olharam estupefactos o céu plúmbeo e escuro, o sol primaveril havia desaparecido com o por encanto, dando lugar a um frio cortante e inesperado, que se entranhou fortemente nos corpos desabrigados. Atónitos e perdidos, todos viram cair uma neve alva e gélida, que fez baixar imediatamente as impetuosas chamas do intenso braseiro, acabando por o apagar e todo."
Acrescenta o escritor de Almeida: "Petrificados e sem fala, os almeidenses notaram como sobressaía no meio do amontado de destroços queimados e fumegantes, uma imagem de Nossa Senhoras, pretencente à antiga Igreja Matriz." A aparição provocou profundo silêncio, mas logo avançaram alguns a recolher a imagem chamuscada. Demorou a regressar à matriz reconstruída de Almeida, pois houve que reconstuí-la, mas ainda  hoje lá a podemos ver como ilustração desta mesma lenda.

terça-feira, 19 de abril de 2016

A LINHA VERDE É PARA A BICICLETA



A cidade de Berlim, na Alemanha, tem um projeto para uma ciclovia coberta, onde os ciclistas podem transitar indiferentes às intempéries, protegidos em dias de sol, chuva ou neve. Para além disso, esta rota terá estações com serviços ao dispor dos ciclistas e duas curiosidades extra: terá hortas urbanas ao longo do caminho e o pavimento da rua vai permitir gerar energia a cada pedalada. A rota, com quase nove quilómetros, batizada de Radbahn, é um projeto desenvolvido por oito profissionais - arquitetos, urbanistas, entre outros - de cinco países que se uniram para promover, recorrendo a uma alternativa concreta, o debate em torno da mobilidade nas cidades. A  de uma antiga linha férrea, aproveitando uma área coberta inutilizada. Ao longo do percurso, haverá pontos de café, assistência técnica e aluguer de bicicletas. Conectando diversos bairros, terá uma cortina de vegetação que funcionará como um filtro acústico e de poluição.

Dica da Semana Nº 739

segunda-feira, 18 de abril de 2016

CHIP SALVADOR



Uma especialista brasileira em biomedicina criou um chip capaz de detetar 18 tipos de cancro; o equipamento poderá vir a auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento de várias patologias. Através de um exame sanguíneo, o chip identifica a doença na sua fase inicial, fornecendo o resultado em apenas 15 minutos, sem libertar radiação e com um sistema portátil, que pode ser levado a regiões remotas com menos acesso aos recursos de saúde.
Deborah Zanforlin, professora universitária em Pernambuco que liderou a equipa responsável pelo projeto ConquerX, revela que o chip poderá ser utilizado para detetar outras doenças no futuro.Os relatórios do laboratório  serão agora submetidos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil e à FDA (Food and Drugs Administation), dos EUA, entidades que irão analisar a possibilidade de o uso do chip ser autorizado em larga escala.

Dica da Semana Nº 739