quarta-feira, 19 de julho de 2017

O SOL DENTRO DE ÁGUA

Na barragem do Alto Rabagão, em Montalegre está instalada uma ilha fotovoltaica à tona da água.
O projecto-piloto  foi inaugurado no início de Julho e custou 450 mil euro à EDP, que, no pico, espera acrescentar 220 quilowatts à produção da barragem.
São 840 painéis solares flutuantes, unidos numa espécie de jangada, e que aproveitam as infraestruturas da hidroeléctrica para escoar a produção de energia. Esta primeira ilha fotovoltaica da Europa servirá de teste de viabilidade para mais instalações. As vantagens são sobre tudo ao nível ambiental, já que reduz a utilização de terrenos para captação de energia solar.

Notícias Magazine Nº 1312

quarta-feira, 5 de julho de 2017

ALSTROEMERIA

Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Liliales
Família: Alsroemeriaceae
Género: Alstroemeria


A Astroeméria é originária da América do Sul, a astromélia é encontrada em diversas variedades. As mais comuns são a Alstroemeria aurantiaca, A. psittacina, A. caryophyllaea, A. pulchella, A. haemantha e A. Inodora.  Popularmente, a espécie também é conhecida como minilírio, mas, apesar da semelhança com o lírio, são plantas de famílias diferentes.

A flor é composta por seis pétalas idênticas ou quatro iguais mais duas diferentes, que servem para indicar o pouso aos polinizadores. Conhecida pela diversidade de cores, que variam entre tons de rosa, vermelho e amarelo, a astromélia é muito usada na elaboração de arranjos e buquês. Mas pode compor canteiros, bordaduras e maciços.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 103ª - CORVO

ALI, FAQUIR E PIRATA CORVINO

Um olhar para as Açores, exactamente à Ilha do Corvo, em pleno século XV. Havia ali uma mulher solteira que tinha um filho, o que, para a sociedade local de então era motivo para ser rejeitada. Às vezes, chegava-se ao ponto de obrigarem as mães solteiras a abandonarem a ilha. E no caso desta, atribuíam-lhe mesmo poderes maléficos, chamavam-lhe bruxa.
Com tudo isto, se ela sofria, a criança, conforme crescia e ganhava consciência, tomava-se um ser amargo e revoltado. O moço sofria dolorosamente as humilhações que via a mãe padecer e sempre também sobravam para ele.
Coisa natural naqueles tempos, numa data altura, a Ilha do Corvo foi assaltada por piratas argelinos, que ali iam abastecer-se. O rapaz não quis saber de mais nada, logo aproveitou para se oferecer a acompanhá-los. Era a maneira que encontrava para se livrar da ilha que tão mal o tratara. E, depois, como a mãe já morrera, que ficava ali a fazer?
Os piratas argelinos fizeram uma grande viagem, indo depois dar a Túnis, onde o moço corvino foi oferecido a um faquir, mudando-lhe este o nome de Alípio para Ali. Com o seu amo e mestre, aprendeu tudo o que pôde, que lá esperto era ele. Não tardou a ter poderes de faquir: via a distâncias incalculáveis, deixava-se cortar pelas finas lâminas sarracenas e num ápice ficava curado. No peito ostentava a tatuagem do pentagrama, demonstrativa da sua autoridade como faquir. 
Mas há sempre um mas nestas lendas. E o mas de Ali era que, mesmo sendo um faquir, lhe aborrecia a penitência e o voto de pobreza que lhe cabia cumprir. Por outro lado, bailava-lhe na cabeça os vexames que com a mãe suportara na Ilha do Corvo e queria vingar-se. Como ouvia a voz da mãe dizer-lhe sempre:
"Pobreza não é vileza, mas é um ramo da picardia..."
Assim, atingindo a idade adulta dotado de saberes e poderes invulgares, não hesitou em arranjar tripulação para dois barcos de piratas, que passou a comandar.
De Larache, onde amara os barcos, Ali saiu para Corvo. Aí chegados, fundeou perto da baía da praia, para não serem vistos do Corvo, mas reparou neles uma corvina que por ali andava às lapas. E a mulher deu o alarme. E quando os piratas desembarcaram numa chalupa, a entrada da ilha estava tomada pelos corvinos que lhes lançaram pedras, obrigando-os a fugir para a chalupa. Porém, como se levantasse forte ventania, a embarcação voltou-se e os piratas, entre os quais Ali, não conseguiam nadar para os barcos, que era difícil e longe, nem regressar à praia onde os matariam. Desconfiaram que o comandante os queria entregar aos corvinos e cortaram-lhe o pescoço. Depois conseguiram salvar-se.
A cabeça foi dar à praia onde a reconheceram. Enterraram-na na areia, mas todas as noites ela se desenterrava e ululava pelos rochedos. Até que um dia ficou sob a areia para sempre...




sábado, 17 de junho de 2017

JOAN BAEZ



Você não pode escolher como vai morrer ou quando.
Você só pode decidir como viver para que não tenha sido em vão.

domingo, 4 de junho de 2017

FAMÍLIA PANDA A CRESCER


Estes são os primeiros pandas-gigantes a nascer em 2017 num centro de pesquisa que se dedica à protecção do panda-gigante, em Chengdu, na província chinesa de Sichuan. A mãe, Zhi Zhi, deu à luz dois machos no final de Abril que fizeram as delícias dos tratadores.
As primeiras semanas foram um desafio para esta família uma vez que, sendo a primeira gravidez de Zhi Zhi, esta não tinha leite suficiente para as duas crias. 
Mas passado o primeiro susto, o centro garante que estão os três em perfeitas condições de saúde. Este centro para pandas-gigantes foi inaugurado em 1987 com apenas seis animais resgatados. A taxa de fertilidade dos pandas que não estão em cativeiro é extremamente baixa.
Trinta anos depois, são já mais de cem os indivíduos que vivem neste ambiente protegido.

Notícias Magazine nº 1306

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ÍRIS GERMÂNICA

Nome Científico: Iris germanica
Nomes Populares: Íris, Flor-de-lis, Íris-barbado
Família: Iridaceae
Categoria: Bulbosas, Flores Perenes
            Temperado, Tropical
Origem: Europa


A Íris germânica é uma das espécies do género Íris que mais contribuiu para a formação dos populares híbridos actuais. Suas folhas são longas e laminares, como espadas, e medem cerca de 60 cm de comprimento. Elas são verde-azuladas e ficam dispostas em leque, partindo dos espessos rizomas. Estes rizomas são conhecidos por sua fragrância, quando secos e moídos, o que os torna muito utilizados em perfumaria.
As inflorescências surgem na primavera e verão e são compostas por cerca de duas flores. As flores são típicas do género Íris, com três sépalas caídas e três pétalas erectas. Cada sépala apresenta um tufo de pêlos em sua linha média, na parte superior – a barba da íris. Esta barba é geralmente branca com amarelo. As flores são originalmente azuis ou brancas, mas actualmente há centenas de híbridos e variedades das mais diversas cores e combinações em degradeé. Ocorrem ainda variedades com folhas variegadas de branco.

Cuidado: A seiva e outras partes da planta podem ser tóxicos se ingeridos ou em contacto com a pele. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 102ª AMADORA -

A VELHA PORCALHOTA

Ora, então como é que a Porcalhota se tornou Amadora, sobretudo como é que apareceu aquele topónimo tão bizarro? E, depois, como é que os coelhos aparecem nesta lenda? 
Se formos a Pinho Leal, ficamos a saber que Porcalhota é diminutivo de Porcalha, significando leitoa. Em meados do século XIX, esta terra pertencia a Benfica. Não eram mais de 359 casas e uma ermida a Nossa Senhora da Conceição da Lapa. E havia Porcalhota de Cima e Porcalhota de Baixo, separadas por uma calçada. Pois a origem lendária da Amadora remonta ao século XIV, à Porcalhota, que é o núcleo populacional mais antigo do espaço da actual Amadora. Esse topónimo procedia do dono destas terras, Vasco Porcalho, que também era alcaide de Vila Viçosa. Na crise 1383-1385, este fidalgo, como muitos outros da velha nobreza portuguesa, apoiou D. João de Castela como rei legítimo, o que mais tarde o obrigou a fugir do reino. Herdou-lhe as propriedades a filha, fidalga, a quem as gentes chamavam Porcalhota! Ficou assim a zona a chamar-se Terras da Porcalhota. Convenhamos, com Delfim Guimarães, que se tratava de um nome malsonante e arreliador! Mas, atenção, tudo o que aqui se conte é do foro da lenda!
O século XVIII fez da Porcalhota uma zona de lazer da aristocracia sediada em Lisboa. Aqui se multiplicaram pequenos palácios em quintas de recreio. Mas, de repente, surge a verdadeira lenda desta povoação que se ia compondo como um puzzle - chama-se Pedro dos Coelhos. O Pedro dos Coelhos é a mais lendária figura da Amadora e o seu prestigio pede meças aos grandes cozinheiros de não menos grande Lisboa. Bastará chamarmos a testemunhar Mendonça e Costa que, em 1887, nas páginas da revista Ocidente, narrava que determinado indivíduo das bandas de Sete Rios, comia em casa coelho em todas as refeições, por imposição da mulher. Ora, farto daquilo, mudou-se para a Porcalhota e calhou-lhe sentar-se à mesa do Pedro dos Coelhos. Diz o cronista, que o conheceu, que nesse dia o coelho soube-lhe a pouco!
Pedro Franco se chamava o Pedro dos Coelhos e terá nascido nos primeiros anos do reinado de D. Maria II, falecendo com sessenta e tal anos, em 1906 ou 1907. Mas desde que enviuvara já não era o mesmo. Mas se morreu o homem, ficou a sólida lenda.



domingo, 28 de maio de 2017

MARCO TÚLIO CÍCERO



Se tens um jardim e uma biblioteca, tens tudo.

terça-feira, 16 de maio de 2017

CANTAR DE GALO



Há quem tenha predilecção por cães, gatos ou peixes como animais de estimação.
Depois há pessoas com um gosto mais inesperado. É o caso de Martin Herrera, 58 anos, que durante toda a vida alimentou uma paixão por galos. Há vinte anos que Martin se dedica a domesticar e a treinar estes animais, sendo já conhecido pelas ruas de San José, na Costa Rica.
O fiel companheiro Paquito acompanha-o para todo o lado, quer seja no café a tomar o pequeno-almoço, no autocarro ou numa procissão durante a semana santa.
Tem outros galos em casa, mas Paquito ocupa um lugar especial. Os dois seguem juntos pela rua sem o animal precisar de usar trela. Com a vida privilegiada que tem, porque iria fugir?

Notícias Magazine N.1303

segunda-feira, 8 de maio de 2017

8 DE MAIO DE 1978



Foi há 39 anos - parece que foi há mais tempo - que foi feita a primeira subida ao Monte Evereste sem a ajuda de oxigénio suplementar. Reinhold Messner e Peter Habeler foram os pioneiros quando poucos acreditavam que tal façanha fosse possível. Poucos, entre os europeus e restantes ocidentais, porque não faltavam relatos de habitantes locais (nepaleses, por exemplo) que já o teriam conseguido.


Verdade ou não, o nome do italiano dos Alpes, Messner, e do seu companheiro austríaco ficaram no livro dos recordes. Messner acabou por ter uma carreira de topo como aventureiro, explorador, escritor e tornou-se o primeiro homem a escalar os 14 picos acima dos 8000 metros de altitude. Polémico quanto baste, Messner não deixa de ser uma inspiração. Sem ajuda suplementar.

Notícias Magazin Nº 1302 

domingo, 7 de maio de 2017

AZÁLEAS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Ericaceae
Género: Rhododendron


A Azaleia é um arbusto de flores classificadas no gênero dos rododendros, existem azaleias de folhas caducas e azaleias perenes. É um dos símbolos da cidade de São Paulo, assim declarado pelo prefeito Jânio Quadros.
Uma das diferenças principais entre as azáleas e as demais espécies de rododendros é seu tamanho e crescimento da flor. Os rododendros desenvolvem inflorescências, enquanto a maioria das azaleias têm floradas terminais - uma para cada talo. Apesar disso, brotam tantos talos que durante as estações em que florescem formam uma sólida massa colorida que variam entre magenta, vermelho, laranja, cor de rosa, amarelo, lilás e branco.
As flores híbridas de azaleia se desenvolvem durante centenas de anos. Essas mudanças genéticas feitas pelo ser humano produziram mais de 10 mil espécies cultivadas. Também podem ser recolhidas e germinadas as sementes.
Estas plantas precisam de um solo bem drenado e uma exposição sombreada e fresca. O uso de fertilizantes é optativo. Algumas das espécies demandam podas regulares.

domingo, 30 de abril de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 101ª - OVAR

A SENHORA DE ENTRÁGUAS

Na freguesia de Válega, Ovar, há uma capela de Nossa Senhora de Entráguas. Na realidade, o pequeno templo é dedicado a Nossa Senhora da Purificação ou das Candeias, tendo no entanto absorvido o nome do lugar. Ora o lugar de Entráguas  tem essa designação porque se situa entre as águas de duas ribeiras, a Negro e a Gonde. No início do Sec. VXIII, Frei Agostinho de Santa Maria, eremita descalço da Ordem Reformada de Santo Agostinho, na sua obra "Santuário Mariano", recolheu diversas lendas, entre as quais esta, que vem no Tomo V:
Entre estas duas ribeiras, é fama, e tradição constante, aparecera a santa Imagem; e porque apareceu entre elas, lhe puseram o título de Nossa Senhora de Entre as Águas. Dizem mais que aparecera dentro de uma barca formada de pedra, da qual ainda hoje se conservam vestígios, e por esta causa os Romeiros, que vão buscar a esta milagrosa Senhora, tiram pós da mesma pedra, que bebem em suas enfermidades, em que experimentam as maravilhas daquela poderosa Senhora.
Foi achada junto a uma fonte, onde ainda hoje por memória se conserva uma Cruz de pedra, no sítio que se chama Portinho, um quarto de légua distante do lugar, aonde a igreja está fundada, que é junto ao mesmo rio de Aveiro.
Está com grande veneração esta santa imagem, recolhida em um nicho de vidraças, no meio do altar mor. Tem três palmos de altura; é de pedra, no braço esquerdo tem o amorosa Filho Jesus, Menino muito lindo, e assim o Menino, como a Mãe, têm ricas coroas de prata em suas cabeças. Também a adornam com vestidos. Festejam a esta Senhora no dia da sua Purificação, em 2 de Fevereiro; a igreja é formosa, e grande, e tem três altares. Não dão aqueles moradores notícia do tempo em que esta imagem apareceu; mas obre de muitas maravilhas e milagres; e assim é servida  de uma grande Irmandade, que a festeja com grande liberalidade, e devoção, tem muitos ornamentos, e a lâmpada de prata.

A lenda diz-nos que a imagem apareceu sobre a pedra branca de calcário, que terá meio metro de altura e é guardada na ermida, a mesma onde se retiram os pós para as curas. O local do achamento terá sido fronteiro ao da capela que se pode visitar e não o Portinho  indicado pelo frade. Tanto quanto se sabe a imagem, logo que apareceu, foi levada para a igreja paroquial de Válega, donde desapareceu, tendo regressado ao seu poiso na pedra. Isto aconteceu várias vezes, excepto a partir do momento em que se decidiu erguer a capela no sítio onde se encontra. 
Mas, atenção, nem a capela nem a imagem são as primitivas. Segundo José de Figueiredo, a imagem actual é já do Sec. XV. Porém, na realidade faltam dados para um melhor esclarecimento da situação..

sábado, 29 de abril de 2017



Dia Internacional da Dança ou Dia Mundial da Dança comemorado no dia 29 de Abril, foi instituído pelo CID (Comitê Internacional da Dança) da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) no ano de 1982.
Ainda é uma efeméride nova e até mesmo desconhecida para muita gente, pois começou a ser realmente lembrada no Brasil nestes últimos anos. Cada vez mais, no entanto, artistas e profissionais da área reconhecem que é importante celebrar a data para, inclusive, dar maior visibilidade à dança, lembrar-se de sua importância e de suas demandas.
Ao criar o Dia Internacional da Dança a UNESCO escolheu o 29 de Abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810). Ele ultrapassou os princípios gerais que norteavam a dança do seu tempo para enfrentar problemas relativos à execução da obra. Sua proposta era atribuir expressividade a dança por meio da pantomima, a simplificação na execução dos passos e a sutileza nos movimentos. Noverre se destaca na história por ter escrito um conjunto de cartas sobre o balé de sua época, “Letters sur la Danse”.
Por coincidência, entre os brasileiros a data também pode estar associada ao aniversário de uma personalidade de indiscutível importância: Marika Gidali, a bailarina que, com Décio Otero, fundou o Ballet Stagium em 1971 em São Paulo, para inaugurar no Brasil uma nova maneira de se fazer e apreciar dança.
O Dia Internacional da Dança é importante como mais um espaço de mobilização em torno deste assunto. Alguns dos objetivos desta comemoração é aumentar a atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem melhores políticas públicas voltadas à dança.
Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através de sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o professor Alkis Raftis, então presidente do Conselho Internacioal de Dança, disse em seu discurso em 2003 que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior). Não há fundos no orçamento do Estado alocados para o apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública".


sábado, 22 de abril de 2017

22 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DA TERRA

O Dia da Terra, cuja finalidade é criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra, foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.


História
A primeira manifestação teve lugar em 22 de Abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, activista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governo dos Estados Unidos criou a Agência de Protecção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à protecção do meio ambiente.
Em 1972 foi celebrada a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objectivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionada com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
No Dia da Terra todos estão convidados a participar em actividades que promovam a saúde do nosso planeta. tanto em nível global como regional e local.
"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."
Surgido como um movimento universitário, o Dia da Terra converteu-se em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, da água e dos solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se esse dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades humanas. Essas soluções incluem a reciclagem de materiais manufacturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a protecção de espécies ameaçadas.

Esse Dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de Abril.

sábado, 8 de abril de 2017

FRITILLARIA MELEAGRIS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Ordem: Liliales
Família: Liliaceae
Género: Fritillaria
Espécie: Fritillaria Meleagris


Fritillaria meleagris é uma espécie de plantas herbáceas pertecente à família Liliaceae

Mede entre 20 e 40 centímetros de altura e possui um bulbo esférico que contém veneno alcaloideu. Seu caule é ereto e suas folhas, em número de três a cinco, apresentam coloração verde-cinza. As flores são rosa escuro, variado com roxo e branco. O fruto é uma cápsula subesférica.

sexta-feira, 31 de março de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 100ª - AMARANTE

Entrado-se no museu de Amarante, logo o olhar cai sobre o Diabo e a Diaba, que ali estão como par nos receber. Virão os visitantes do túmulo de S.Gonçalo, onde não deixarão de ter puxado pelo cordão do hábito do santo, na igreja do mosteiro de seu nome, em intenção do casamento de alguma velha? Não! Não nos confessem, não vale a pena!
Vamos então a lenda...ouçam em voz baixa esta lenda demoníaca.
A lenda é do tempo das invasões francesas, quando Loison entrou em Amarante, invadindo o mosteiro de S. Gonçalo, onde deram com o Diabo e a Diaba, figuras fortemente sexualizadas, simbolizando a força criadora da natureza, decerto reminiscências de antigos cultos pagãos.
Porém a tropa a francesa decidiu fazer paródia, vestiu-os com paramentos roubados na sacristia da igreja, passeou os manipanços pelas ruas da então vila, e acabaram por queimar ambas as imagens.
Mas valha a verdade, os franceses foram logo a seguir corridos de Portugal, e os frades entenderam por bem encomendar a um mestre entalhador dois outros diabos, o mais parecido com os vandalizados. Sabe-se que foi mestre António Ferreira de Carvalho o artista da obra.
Quis o prior do mosteiro que em cada uma das cabeças fosse praticado um furo para os diabos servirem de peanha á cruz e á umbela.
Estas imagens do Diabo e da Diaba tinham uma certa veneração a 24 de Agosto, dia em que o Diabo anda à solta.




Conta-nos o historiador judeu amarantino Barros Basto que a população respeitava o dia como se feriado fosse e nas cabeças de ambos eram depositadas diversas ofertas.
Em 1870, D José de Moura, arcebispo de Braga, quis seguir as pegadas dos franceses. O prelado, achando as imagens chocantes para os olhares determinou que fossem queimadas.
Todavia ninguém teve coragem para o fazer.
No entanto houve quem se afoitasse a cortar os órgãos sexuais do Diabo.
Mais tarde como se já fossem propriedade particular, apareceu um inglês que comprou o demoníaco e monstruoso par. Porém, o povo amarantino é que não gostou nada do negócio e reclamou.
Mas nada pôde então fazer. Os diabos foram mesmo para Inglaterra.
Porém, não se sabe as razões, mas decerto existiram e bem fortes foram, que o Diabo e a Diaba viajaram de novo. 
Desta vez, de Inglaterra para Amarante. 
O mesmo povo que reclamara fez uma festa de arromba, andando a rapaziada fantasiada de diabo, passeando pelas ruas da terra de Pascoais e Amadeu. Foi uma alegria aquele regresso.
E como atrás foi dito, o Diabo e a Diaba estão na entrada do Museu Municipal de Amarante, que umas vezes é tratado por Albano Sardoeira, seu organizador e primeiro director, outras por Amadeu de Sousa Cardoso, uma figura notável da pintura Portuguesa de todos os tempos.
Mas o que desapareceu, a par do pirilau do Diabo, foi a tal tradição de 24 de Agosto!....

domingo, 26 de março de 2017

OLHÃO E A RIA FORMOSA



A referência escrita mais antiga a Olhão é de 1378. Chamava-se Olham. De pequena vila de pescadores passou a grande centro económico, social e urbano e, em 1985, é elevada à categoria de cidade. o Município de Olhão, situado no Sotavento algarvio, é um dos 16 municípios da distrito de Faro, e distribui-se por cinco freguesias: Olhão, Fuseta, Moncarapacho, Pechão e Quelfes. Confrontado a nascente e a norte com o concelho de Tavira, a poente com o concelho de Faro e a sul com  o oceano Atlântico, o concelho insere-se nas sub-regiões morfológicas do Barrocal e do Litoral.
Toda a zona litoral do concelho de Olhão integra-se no Parque Natural da Ria Formosa, uma das zonas húmidas mais importantes a nível europeu
.Em 2004, a União Internacional para a Conservação da Natureza considerou-a uma zona húmida de interesse mundial.
O Parque Natural da Ria Formosa estende-se pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão Tavira e Vila Real de Santo António. Foi criado em 1987 para proteger e conservar o sistema lagunar, a sua flora e fauna, incluindo as espécies migratórias e respectivos habitats.


Abrange uma área de cerca de 18400 hectares ao longo de 60 km de costa, desde o Ancão até à Manta Rota, incluindo uma grande variedade de habitats: ilhas-barreira, sapais, bancos de vasa e de areia, dunas, salinas, lagoas de água doce e salobra, cursos de água, áreas agrícolas e matas.
A Ria Formosa é considerada um santuário pela sua biodiversidade. aqui podem ser vistos animais em vias de extinção, como o camaleão, o cavalo-marinho ou a galinha-sultana. Muitas espécies de aves aquáticas migratórias provenientes do Norte da Europa passam aqui o inverno, ou utilizam a ria como ponto de escala na sua rota rumo a paragens mais meridionais. 
Dos mamíferos existentes, destaque para a lontra, o saca-rabos, a geneta, a fuinha, o texugo e a raposa. Saliente-se a importância da ria no ciclo de vida de numerosas espécies de peixes, moluscos e crustáceos, principalmente como zona de reprodução e alimentação.
A Ria Formosa tem uma profundidade média de dois metros. As suas águas e habitats albergam 288 espécies de moluscos, 79 de peixes, 15 de répteis, 11 de anfíbios, 214 de aves, 18 de mamíferos, 8 de aracnídeos, 5 de crustáceos e 6 de anelídeos. A estas acrescem cerca de 700 espécies de plantas. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

CHARLES W. ELLIOT


Os livros são os mais silenciosos e constantes amigos;
 os mais acessíveis e sábios conselheiros;
e os mais pacientes professores.

sexta-feira, 3 de março de 2017

VALERIANA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Ordem: Dipsacales
Família: Caprifoleaceae
Género: Valeriana
Espécie: Valeriana Officinalis

Valeriana (Valeriana officinalis, Caprifoliaceae) é uma planta perene com flor, com racemos de flores brancas ou rosadas com odor doce que florescem nos meses de verão. No século XVI era usada como perfume.
Nativa da Europa e de partes da Ásia, a valeriana foi introduzida na América do Norte. É consumida como alimento por larvas de algumas espécies de lepidópteros (borboletas e traças) incluindo Eupithecia subfuscata.
Outros nomes usados incluem valeriana-comum, erva-de-amassar, erva-dos-gatos, erva-de-são-jorge e erva-de-gato.
Valeriana, em farmacoterapia e em medicina fitoterápica, é nome de um medicamento preparado a partir das raízes desta planta, as quais, após um processo de maceração, trituração, dessecação, são convenientemente acondicionadas, usualmente em cápsulas, e passam a ser utilizadas com supostos efeitos ansiolíticos, tranquilizantes e até anticonvulsivantes.
O aminoácido valina foi assim denominado a partir do nome desta planta.
História
A valeriana é usada como planta medicinal pelo menos desde o tempo dos antigos gregos e romanos. Hipócrates descreveu as suas propriedades, e mais tarde Galeno receitou-a como remédio para a insónia. Na Suécia medieval, era por vezes colocada nas roupas de casamento do noivo para afastar a inveja dos duendes.  A valeriana pode também ser consumida como chá. No Irão também é fumada e injetada como fins recreativos.

Extrato de valeriana

Os componentes ativos do extrato de valeriana são:
Ácido gama amino butírico (GABA), neurotransmissor relacionado aos efeitos sedativos dessa erva;
Alcalóides: actinidina, catinina, isovaleramida, valerianina e valerina;
Óleo volátil contendo sesquiterpenos ativos (ácido acetoxivalerênico, ácido valerênico);
Valepotriatos, ésteres não-glicosídeos, principalmente acevaltrato, isovaltrato e valtrato.
Pelos seus benefícios bastante comprovados e por não induzir dependência química medicamentosa, tem sido freqüentemente indicado como medicamento de transição na descontinuação de fármacos da medicina alopática, como, por exemplo, bromazepam, clonazepam, diazepam, entre outros. Também é medicamento de primeira escolha em muitos quadros clínicos.
Apesar de fitoterápico, altas doses de valeriana podem podem provocar agitação, cefaléia, dispepsias, alterações na audição e visão, excitação, delírio, reações cutâneas, alucinações, torpor, convulsões e em casos extremos morte por parada respiratória; o uso contínuo pode induzir ao chamado "valerianismo", uma instabilidade emocional característica.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 99ª - ALTER DO CHÃO

SALTAR SOBRE O BURACO

Entre o castelo de Alter do Chão e o castelo de Alter Pedroso - um lugar da freguesias, distando três quilómetros da sede do concelho - terá havido um túnel de ligação. Com um bocado de trabalho, ainda hoje se encontram vestígios dessa passagem. Ora, diz-nos ainda a lenda, ali perto havia a Cova da Moura Encantada. Aproximando-se desta, um homem ficaria preso para sempre aos seus encantos; caso fosse uma mulher, teria de submeter-se a um salto sobre o buraco -passando sem cair, seria feliz, caso contrário a vida amorosa transformar-se-ia numa desgraça! 
Mas o povo não deixava de acrescentar que junto do portão - portão gótico - do castelo de Alter Pedroso aparecia uma serpente, que atacava e matava quem se aproximasse de olhos abertos.
Bem, a verdade é que ainda hoje há raparigas que se dispõem a saltar ao buraco para saberem da sua sorte aos amores e também quem passe ao portão apenas de olhos fechados, não vá sair-lhes a serpente...

Na Rua de S. Sebastião, em Alter do Chão, fica a igreja do Senhor jesus do Outeiro, exactamente no lugar onde consta ter  existida a ermida do santo que dá o seu nome à artéria.
Nas Ordenações Afonsinas está exarado haver nobres que conseguiam viver à custa dos camponeses, chegando a suas casas e exigindo-lhes quanto de bom tinham para seu sustento. Muitos deles até se sentiam no direito de se hospedarem abusiva e gratuitamente em casa dos homens mais ricos das terras, quando andavam pelo país.
Ora isto ocasionava constantes queixas. E o mais grave destes casos refere-se a um fidalgo alentejano que se quis hospedar dentro de Alter e os homens bons recusaram permitir-lho. Vai o fidalgo, incomodado, apresentou queixa ao rei. Este não teve dúvidas em dar razão aos alterenses. Então, o fidalgo arregimentou uns quantos homens de armas e, de surpresa, caiu sobre Alter do Chão e matou os doze melhores que lá moravam - seja os lavradores mais abastados, que governavam o concelho. E não consta nenhum desfecho correctivo para este crime que terá ficado sem castigo.