domingo, 4 de março de 2018

HYACINTHUS ORIENTALIS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem:Asparagales
Família: Asparagaceae
Género: Hyacinthus




O Jacinto ou Hyacinthus orientalis é uma planta bulbosa e herbácea com uma belíssima floração na primavera. Seus bulbos são tunicados, podendo ser esbranquiçados ou arroxeados de acordo com a variedade. As folhas são espessas, brilhantes e longas e surgem em numero de quatro a seis na primavera. A inflorescência é ereta e simples, de formato cilíndrico, com numerosas flores cerosas, simples ou dobradas, duráveis e muito perfumadas, de cor rosa, azul, branca, vermelha, laranja ou amarela. Há mais de 60 variedades disponíveis.
A origem é de África, Ásia e Europa, com o clima continental, mediterrâneo, subtropical, temperado, chegam a uma altura entre 0,1 a 0,3 metros.
Nomes populares são também: Hiacinto, Hiacinto-de-Jardim, Jacinto-comum, Jacinto-de-Jardim, Jacinto-holandês.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 111ª - TORRES VEDRAS

O MONGE CASAMENTEIRO

A três léguas de Torres Vedras fica Freiria, uma freguesia vizinha da Serra da Romã. A verdade é que só antigamente havia belas romãzeiras naqueles montes, hoje só lá aparece uma de longe a longe. Mas aquilo, no tempo antigo em que se passa esta lenda, aquilo era território de uma condessa chamada Eleurica, que tinha um filho a quem dera o nome de Pedro. E se a condessa estava no seu palácio a gerir os seus bens, o filho corria mundo, entre viagens e guerras, dizendo-se à boca pequena que levava uma vida libertina.
E naquele dia, o dia da Festa das Flores, D.  Eleurica, apanhando o filho na terra, obrigara-o a juntar-se-lhe e assistir à cobrança das rendas e à recepção de prendas que os seus vassalos concentravam logo pela manhã. Com a pior das disposições, Pedro assistia à chegada dos camponeses, à entrega a seus criados do que figurava nos contratos mais um porco, uma galinha, cereais, etc. Faziam-lhes as devidas vénias e iam para a festa.
De repente, Pedro ficou de olhos postos numa jovem, a moça mais bela que ele poderia conceber, que se apresentava com a mãe, uma pobre viúva. Interessou-se por ela e perguntou-lhe o nome, ficando a saber que se chamava Maria, para que lados morava, para o cimo da Serra da Romã, e mais umas coisas. A condessa cortou a conversa, em que a rapariga participava corando de vergonha e timidez.
A terminar a sessão, D. Eleurica censurou o filho, que lhe disse fizera aquilo por mero passatempo. Mas qual passatempo! Dias depois, Pedro saltava para cima de um cavalo e subia a serra, seguindo o caminho das flores de romãzeira. Lembrava-se muito bem de ter dito à rapariga que ela era ainda mais bonita que aquelas bonitas flores. Por fim, numa volta do caminho deu com a Maria.
Maria estava sentada, olhos postos no horizonte, sonhando. Chamou-a, corou. Declarou-lhe o seu amor e ela, apesar da timidez inicial, também lhe confessou que o amava desde o primeiro dia em que se viram, na Festa das Flores. Abraçaram-se. E durante muitos dias passaram a encontrar-se naquela belíssima serra que lhes servia de cenário.

Porém, a condessa soube destes amores e chamou o filho, obrigando-o a jurar que se afastaria da namorada. Ele mandou à rapariga a cestinha de flores que ela lhe dera no dia em que se conheceram e partiu, sem a ver, para uma guerra. Desgostoso, procurava nos combates encontrar uma solução extrema para a sua paixão contrariada. Quanto a Maria, a jovem deixou de comer, definhando até ao extremo. Porém, a condessa que sempre sabia o que se passava no seu condado, foi visitá-la. Comoveu-se ao ver ao estado de inanição a que ela chegara.       E disse-lhe umas palavras atenciosas, acabando mesmo por desobrigar o filho da jura que lhe fizera. Só que falou demasiadamente tarde, pois Maria expirou logo ali. Avisado pela mãe, Pedro veio das guerras e tão desgostoso ficou que recolheu a um convento. E com a sua grande fortuna dedicou-se a apoiar o jovens casais sem dote, por isso lhe chamavam o monge casamenteiro.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

CHARLES DARWIN


A ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento:
são os que sabem pouco, e não aqueles que sabem muito, que afirmam de uma forma tão categórica que este ou aquele problema nunca será resolvido pela ciência.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

POLIANTHES TUBEROSA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Agavaceae
Género: Polianthes


Nardotuberosa, “haste dourada” ou vara de São José (Polianthes tuberosa) é um género botânico pertencente à família Agavaceae., nativa da América do Sul. Está intimamente relacionada com gênero Manfreda.
Etimologia
O nome comum deriva do latim “tuberosa”, ou seja, “inchada” fazendo referência ao seu sistema radicular. “Polianthes” significa "flor cinza". Os astecas chamaram-na “Omixochitl “ que significa “flor de osso”. A planta tem um lugar de destaque na cultura e na mitologia indígena. As flores são usadas em cerimônias de casamento, guirlandas, decoração e vários rituais tradicionais. De acordo com Manfred Mayrhofer, o termo "nardo" tem origem na palavra indo-iraniana "narda", que significa caniço, relacionando-se à palavra: nartik - "bainha". Daí derivou o termo aramaico: lardu acadiano (de mesmo significado), e o hebraico: נרד. No latim antigo temos: nadah e nalah (caniço) que evoluiu para: naladam (nardo). É possível que o termo seja uma adaptação ao sânscrito do grego: νάρδος (nardos).

Distribução

É nativa do centro-sul do México.

Descrição

A planta cresce com espigas alongadas de até 45 cm de comprimento, que produzem racemo de flores de cor cerosa e perfumadas que florescem a partir da base para o topo da haste. Folhas verdes e brilhantes se agrupam na base da planta e folhas menores se distribuem ao longo do caule. As suas flores podem ser brancas ou de cor creme, sendo utilizadas como uma flores de corte e uma só haste de flores pode perfumar um ambiente durante semanas. De suas raízes é extraído um óleo usado para fazer perfumes, incenso e medicamentos.


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 110ª - PENACOVA

AS BRUXAS DO RECONQUINHO

Esta lenda é ainda do tempo em que o Rio Mondego era navegado por grandes barcaças que, carregadas de produtos do campo, embarcadas no Porto da Raiva, iam até à Figueira da Foz, onde eram comerciados. Bastaria isso para se ver a importância daquela correnteza na economia dos povos. Mas nem tudo o que por ali se passava tinha que ver com o mundo real. Diz-nos a lenda que, certa noite de luar, em terras de Penacova, juntaram-se as bruxas e meteram-se numa barca do Reconquinho, navegando para a Índia.
Não era ocasional aquele embarque no Reconquinho, situado numa acentuada curva do rio, pois era ali que se reuniam as bruxas. Aliás, ali perto ainda hoje se pode ver uma casa meio arruinada que é apontada como sendo o abrigo daqueles estranhas seres.
Apesar de tudo quanto se dizia das bruxas no Reconquinho, a verdade é que os barqueiros costumavam ali amarrar os seus barcos, quando a noite os surpreendia e dormiam sem problemas de maior. Ora, naquela noite de luar, as bruxas, silenciosamente, desamarraram uma das barcas e conduziram-na, como se disse, para a Índia. É que havia naquela distante terra um encontro de bruxas idas de todas as partes do mundo!
Ora acontece que o barqueiro daquela embarcação, em vez de dormir em terra, como costumava, metera-se debaixo de umas redes, à proa. e só acordou quando a barca já ia em pleno alto mar. Vendo que viajava com as bruxas, ficou cheio de medo e escondeu-se como pôde.


Depois, sem se mexer do seu esconderijo, assistiu a tudo quanto se passou no encontro das bruxas na Índia. E mais admirado ficou quando, ao outro dia pela manhã, as bruxas deixaram a barca amarrada no mesmo sítio donde a tinham tirado para a grande e rápida viagem!

Desembarcando logo a seguir, o barqueiro contou tudo o que vira e sentia a quanta pessoa encontrou. Mas todos se riam dele, chamando-lhe mentiroso. Porém quando regressou à barca, viu lá um grande ramo de flores que as bruxas lhe tinham posto, agradecendo-lhe a viagem. Ah, o que o barqueiro nunca chegou a dizer foi o nome das bruxas, pois conheceu-as a quase todas. Ao que parece, teria sido ameaçado de morte ou de  bruxedo. Mas a verdade é que as pessoas de Penacova começaram a olhar com certo receio algumas mulheres que viviam retiradas e tinham hábitos estranhos. E apontavam-nas como bruxas.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

MARCHA NUPCIAL

Há 160 anos que noivas de todo o mundo entram na igreja ao som deste tema. O culpado é o compositor romântico alemão Felix Mendelssohn (1809-1847). Foi criança-prodígio na área musical, um entusiasta de Bach e escreveu a peça em 1842. Foi tocada pela primeira vez em Junho de 1847, num casamento em Tivertom, Inglaterra, mas só viria a tornar-se popular quando a princesa Victoria  a escolheu para o seu casamento com o príncipe Frederico Guilherme da Prússia, a 25 de Janeiro de 1858, há 160 anos. 
Mendelssohn compôs sinfonias, concertos, música de câmara e para piano, mas nenhuma peça sua é tão tocada todos os dias em algum ponto do mundo como esta.

Notícias Magazine Nº 1339

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

ELVIS PRESLEY - REI PARA SEMPRE


Faria a 8 de Janeiro deste ano 83 anos. E essa é um óptima razão para festejar o Rei do Rock. 
Elvis Aaron Presley nasceu no Mississipi, mudou-se com a família para Memphis (no Tennessee) aos 13 anos e aos 19 deu início uma carreira tão brilhante como polémica. O primeiro single, Heartbreak Hotel, foi lançado em 1956 e chegou logo a número um das tabelas. Além da nova sonoridade do rock'n'roll, Elvis trouxe também a sexualidade para as suas actuações, provocando a loucura entre as fãs. Depois da música veio o cinema, o serviço militar obrigatório, as loucuras das estrelas, o álcool, os medicamentos e um triste fim.
Vendeu mais de 600 milhões de discos em todo o mundo, conquistou três Grammys  e morreu aos 42 anos, sentado na casa de banho. 
Ficam as músicas e o estilo.

Notícias Magazine Nº 1337

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

HELICÔNIA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Zingiberales
Família: Heliconiaceae
Género: Heliconia


Helicônia, também conhecida como caeté ou bananeira do mato, é o nome geral dado às plantas do gênero Heliconia, o único da família Heliconiaceae. A variedade é comum em jardins decorativos. Suas folhas atingem até 3 metros de altura e são parecidas com as da bananeira, uma Musaceae.

Aprecia solos úmidos e ricos em matéria orgânica. Os ventos fortes podem danificar suas folhas. Multiplica-se pela divisão das touceiras, cortando-se seus rizomas. São plantas tropicais, originárias da América do SulAmérica CentralIlhas do Pacífico e Indonésia.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 109ª - CAMPO MAIOR

O TAMBORZINHO E A PEDRA

Os campomaiorenses contam que numa guerra, não se sabendo a guerra que fosse, estando Ouguela  cercada pelo inimigo, não havia possibilidade de mandar pedir reforços à praça de Campo Maior. Foi então que um rapazinho, que tocava tambor na guarnição daquele castelo, se ofereceu para ser o mensageiro.
Sabia que arriscava a vida, mas também estava na sua habilidade para enganar o inimigo a salvação dos seus amigos de Ouguela. Assim, da muralha saltou para os ramos da velha figueira que ainda hoje está quase encostada ao castelo arruinado. Levava consigo uma bandeira e a mensagem esc ritsa com o pedido de socorro. E assim aconteceu.
O rapazinho atravessou as tropas inimigas, que cercavam Ouguela, e foi ter a Campo Maior, onde entregou a mensagem no hospital.
Bem, isto é o que resta da lenda do tamborzinho e decerto por detrás disto deve haver um episódio real, mas esse caiu no absoluto esquecimento...

Mas há duas outras lendas respeitantes à mesma pedra que ainda hoje podemos observar no pequeno templo dedicado a Nossa Senhora da Enxara, em Campo Maior.
A primeira conta-nos que estava uma mulher a lavar roupa acompanhada de uma filha pequena. A miúda, irrequieta, de um lado para o outro, desapareceu da vista da mãe durante algum tempo. Quando regressou, vinha toda contente. Trazia um brinco de ouro. A mulher ficou surpreendida e quis saber como é que ela o tinha arranjado. E a pequena respondeu que tinha sido uma senhora muito bonita. A lavadeira achou que a história não tinha pés nem cabeça e disse à filha que lhe fosse mostrar a senhora. E lá estava ela numa clareira, sobre uma pedra redonda, como uma mó, a Nossa Senhora.
Espalhada a notícia, a população da Campo Maior, muito devota, quis logo fazer uma capela na margem direita do rio, a meio do caminho entre a vila e o lugar em que tinha aparecida. Mas os materiais anoiteciam aqui e amanheciam na tal clareira onde aparecera a imagem. Tudo isto como um sinal, ali decidiram levantar a capela.
Ora com esta Nossa Senhora da Enxara há ainda uma lenda que diz que quando não havia água nem chovia em Campo Maior, se fazia uma cerimónia em que os campomaiorenses, rezando, atiravam a pedra onde se encontrara a santa ao rio, para que a Senhora fizesse chover. Depois, como quase sempre chovia mesmo, o ritual era inverso para a recolocação da pedra na capela sob a santa.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

FRANCISCO ASSIS


Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente estruído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.

domingo, 10 de dezembro de 2017

AS PRIMEIRAS LUZES DE NATAL

Se Thomas Edison criou, em 1880, as primeiras lâmpadas dignas desse nome, dois anos depois houve alguém, também nos EUA, que usou essa invenção para lançar as primeiras luzes festivas. Edward Johnson, amigo e colega de Edison, instalou oitenta lâmpadas vermelhas, brancas e azuis (as cores da bandeira), na sua árvore do Natal de 1882. 


A tradição só pegou em 1923, depois de o presidente Calvin Coolidge ter acendido três mil lâmpadas em torno da gigante árvore de Natal da Casa Branca.

Notícias Magazine Nº 1332

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

OS PRIMEIROS POSTAIS DE NATAL


A tradição de enviar cartas pelo correio já não é o que era. Mas os postais de Natal continuam a circular e a ser populares.
Tudo começou em 1843, em Londres. Os primeiros postais, nada religiosos, foram encomendados pelo inventor britânico Sir Henry Cole e tinham uma imagem de três gerações de uma família a brindarem com vinho, o que fez dele um postal polémico na época.
Depois disso, até a rainha Victoria passou a enviar postais oficiais de Natal e no século XX tornaram-se um negócio de milhões por todo o mundo.
Um dos postais de 1834 foi vendido num leilão em 2001 por 25 mil Euro.

Notícias Magazine No 1332

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PRESÉPIO



Francisco de Assis é conhecido como o criador do presépio porque no século XIII celebrou a Missa de Natal com os cidadãos de Assis numa gruta, em vez de no interior de uma igreja. E nessa gruta colocou um boi e um burro reais, feno e imagens de Menino Jesus, da Virgem Maria e de São José. O objectivo era permitir aos crentes visualizar o que se passara em Belém.

sábado, 2 de dezembro de 2017

BARDANA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Arctium
Espécie: A. Lappa

Bardana (Arctium lappa) é uma planta originária da Eurásia e difundida na América. Prolifera em baldios, bermas de caminhos, e próxima de zonas habitadas.
A fama da bardana vem de muito tempo: os gregos a utilizavam como medicamento, e na Idade Média era incluída em várias formulações destinadas à cura. Algumas referências sugerem que o seu nome científico Arctium lappa deriva do grego "arctos" (urso) e "lambanô" (eu tomo), em alusão ao aspecto peludo que apresenta.
Valorizada como medicinal desde a Antiguidade, a bardana nunca teve essa fama contestada. Todas as partes da planta eram usadas de alguma forma como medicamento: as folhas, por exemplo, eram bem amassadas e aplicadas em cataplasmas para tratar inúmeras doenças de pele, em razão de sua ação bactericida. O uso atualmente tem respaldo científico: estudos comprovam as suas propriedades antisépticas. Também foram bem difundidos seus poderes contra picadas de insetos e aranhas por sua propriedade de acalmar a dor (ação anestésica) e evitar a tumefação do local (ação anti-inflamatória).
No Brasil, especialmente no Sudeste e no Sul, devido à influência dos imigrantes japoneses, a bardana é utilizada também na culinária, podendo ser encontrada em algumas feiras livres, embora ainda não tenha sido muito difundida. No Japão é mais utilizada que a própria cenoura na culinária do dia-a-dia. Podemos preparar tempurás, sopas, refogá-la apenas em óleo de soja, cozinhá-la junto com arroz, colocá-la em refogados de carne, etc. Uma preparação particularmente interessante é uma espécie de conserva: descasque a raiz crua, raspando com a faca, lave, corte em bastonetes ou em filetes e mergulhe em pasta de soja (missô) e coloque na geladeira. Fica pronto no dia seguinte e mantém-se próprio para consumo por vários dias, como qualquer conserva. Ótimo para complementar o arroz branco, e excelente tira-gosto.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 108ª - AMARES

A FIDALGA BRANCA

Depois de demorada visita ao mosteiro de Rendufe, com a surpreendente descoberta do túmulo de um seu antigo comendatário, Henrique de Sousa, viajou à freguesia de Fiscal, para uma visita à Casa da Tapada, onde viveu e morreu o poeta Sá de Miranda. Degustando o excelente espumante que hoje ali se faz, murmurava do poeta: "O sol é grande: caem coa calma as aves, / Do tempo em tal sazão, que sói ser fria." Depois, `a Casa do Castro, dos Machados onde, franqueado o aberta portal de acesso, não tardaram uns cães bravos em nos expulsar do espaço. Pois tal é território desta lenda da Fidalga Branca.
Antes do mais, esperemos noite que nos sirva para vermos a Fidalga Branca. Sobre o mais alto das muralhas da casa acastelada do Castro, uma figura de mulher envolta em manto alvíssimo. Quem é? 
D. Maria da Silva, de casa nobre da Ponte da Barca, casada com Francisco Machado, filho de Manuel Machado, este senhor do Castro e íntimo do grande Sá de Miranda. Na Casa da Tapada vivia então o filho do poeta, Jerónimo de Sá, e sua mulher. Henrique de Sousa, comendatário do mosteiro de Rendufe era, como Jerónimo, das relações de Francisco Machado. Jerónimo de Sá é que se não livra de ter tentado requestar D. Maria da Silva, que foi virtuosa senhora. Porém, por motivos obscuros - a que a cobiça da disputa comenda de Rendufe não deve ser estranha -, Jerónimo de Sá esforçou-se por intrigar Francisco Machado com D. Maria da Silva, dizendo que esta lhe era infiel. E a coisa foi  a ponto de ter comprado um criado de Machado para rondar o paço com a mula de Henrique de Sousa, dando a entender que ele se encontrava nos aposentos de D. Maria da Silva.
Francisco Machado, ante uma evidência tão bem construída, de espada em punho, entrou no quarto da esposa e viu-a adormecida, de cilício cingido. Virtuosa senhora! Mas o filho de Sá de Miranda era um pulha de primeira, pois insistiu na acusação. E a situação chegou a um ponto extremo.
Estando D. Maria da Silva a jogar às tabuínhas com o inocentíssimo Henrique de Sousa, um escravo negro de Francisco Machado esmagou a cabeça do comendatário. D. Maria da Silva gritou ante o crime e o marido, instigado por Jerónimo, tentou dar-lhe uma cutilada com a própria espada, mas esta desfez-se em três bocados. Diz a lenda que a esposa dissera ante a ameaça: "O Espírito Santo se entreponha entre mim e essa espada!" Mas logo o filho do poeta estendeu a sua espada ao amigo e o segundo golpe foi fatal. 

Lá foi o corpo da senhora a enterrar na Ponte da Barca, na capela da sua família. Porém, se foi o corpo, o espírito entendeu por bem  quedar-se na casa do Castro, deambulando pelos seus corredores e aposentos, atormentando os moradores. Já a população daquele rincão de Amares, jura e volta a jurar que a Fidalga Branca, em algumas noites, aparece...

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

TODA A VERDADE



"Da Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida"
- é este o título completo do livro que mudou a forma de a humanidade olhar o mundo.
Ficou para a história como !A Origem das Espécies", foi publicado a 24 de Novembro de 1859, há 158 anos, e ao seu autor, Charles Darwin, devemos muito do que hoje sabemos sobre o tema. A obra é considerada a base do evolucionismo e apresentou à sociedade a ideia de que a população evolui em função de um processo de selecção  natural. Os exemplos apresentados por Darwin foram recolhidos depois de longos anos de investigação e de muitas viagens. Entre elas, a bordo do Beagle, o navio que o levaria às famosas ilhas Galápagos, das mil criaturas então estranhas à imensa maioria dos habitantes da Terra. 
Mais de século e meio depois, ainda hoje há quem duvide desta teoria. Algumas escolas, nomeadamente em alguns estados dos EUA, optam por ensinar a evolução com uma explicação religiosa.

Notícias Magazine Nº 1330

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ASSASÍNIO



John Fitzgerald Kennedy seguia numa limusina Lincoln Continental descapotável, pelas ruas de Dallas. Ao lado, Jaqueline, a mulher, John Conally (governador do Texas) e Nellie, mulher deste.
A 22 de Novembro de 1963, quando o cortejo presidencial atravessava a Dealey Plaza, ouviram-se tiros. Há 54 anos, o momento estava a ser transmitido pela televisão. JFK foi assassinado, sendo o quarto presidente norte-americano a terminar o mandato dessa forma, depois de Abraham Lincoln em 1865, James A. Garfield em 1881 e William McKinley em 1901.
As diversas teorias de uma ou mais balas e um ou vários atiradores continuam a ter defensores e antagonistas.
Lee Harvey Oswald foi acusado do homicídio e acabou morto dois dias depois (24 de Novembro), assassinado por Jack Ruby, um empresário da noite, na esquadra de Dallas. 
Kennedy e Oswald foram sepultados a 25 de Novembro.

Notícias Magazine Nº 1330

domingo, 19 de novembro de 2017

UM DINOSSAURO NA CASA DE BANHO

Um pouco por todo o mundo, as Comic Cons reúnem fãs de banda desenhada e cultura pop. Nestas convenções há sessões de autógrafos, fotografias com actores e todo o tipo de actividades que alimentam a diversão do público - e uma certa histeria colectiva que implica trajes a rigor e encarnar ao máximo as personagens preferidas.
Em Portugal já se realizaram três - em Dezembro haverá outra, na Exponor -, nos EUA atraem milhares de pessoas, no Japão são uma verdadeira instituição.
Em Londres, no final de Outubro, realizou-se mais uma. Foi lá que o fotógrafo captou este Tyrannosaurus rex tentar lavar as mãos. Tarefa difícil, decerto...



Notícias Magazine Nº 1330

sábado, 4 de novembro de 2017

ALTHAEA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Malvaceae


Althaea é uma planta medicinal também chamada de malvarisco,da família das malvaceas e de grande beleza. Suas flores vão desde o branco (Althaea officinalis) passando pelo rosa suave e rosa intenso (Althaea rosea). A raiz dessa planta arbustiva é empregada na aceleração e supuração de abscessos. Há uma espécie diferente resultada de cruzamentos, chamada de malvarisco-negro ou altéia-negra (Alcea rosa var "nigra"). Suas pétalas são de um tom de vinho intenso, sendo espontâneas apenas na Índia e China. Althaea é um género botânico pertencente à família Malvaceae

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

MARTINHO LUTERO


NADA SE ESQUECE MAIS LENTAMENTE QUE UMA OFENSA E NADA MAIS RÁPIDO QUE UM FAVOR.