quinta-feira, 3 de maio de 2018

BROMÉLIA

Classificação científica:
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Commelinidae
Ordem: Poales



A Bromélia é um género botânico pertencente à família Broemliaceae, subfamília Bromelioideae, embora seja comum denominar com o mesmo nome as espécies de outros géneros da mesma família.
As espécies deste género estão distribuídos pelas regiões dos continentes americanos e sua principal característica é a de suas flores apresentarem um cálice muito profundo.
O nome foi dado em homenagem ao botânico sueco Olof Bromelius (1639-1705).
A fibra que se obtém da Bromélia serra e Bromélia hieronym, é uma das bases da economia dos índios da tribo Wichi na zona de clima semiárdio do Chaco argentino. Um texto de 1841 descreveu a fibra de grama de seda (Bromélia karata) como “igual em durabilidade as nossas melhoras cordas de arco”.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 113ª -ARGANIL

O CASTANHEIRO E O MENINO

Assim como em Miranda do Douro há um Menino Jesus da Cartolinha com uma colecção de roupas profanas, numa capela do Monte Alto, em Arganil, vemos uma imagem do Menino Jesus da Ladeira vestido... à Napoleão! À volta da capela, uma densa floresta, abundante em castanheiros. Pois bem, ao entardecer de um dia de festa, uma velha muito velha entrou na capela do Menino Jesus da Ladeira. Achou-o tão bonito - e bonito ele é! - e lá entendeu que o queria levar para casa. Rouba, não rouba, ajoelhou-se e rezou. Mas, num repente, não vendo ninguém na capela, deitou a mão à imagem e escondeu-a debaixo do xaile. E logo saiu porta fora! Mas, apesar de estar a acabar a festa e não fosse provável que dessem pelo roubo, muito menos que dela desconfiassem, a velha, cautelosa, foi esconder a imagem na toca de um castanheiro, mesmo ao lado do caminho, onde decerto também ninguém, daria por ela.
Assim, passados dias sem que nada tivesse acontecido, a velha decidiu ir buscar a imagem aonde a escondera. Lá estaria, à sua espera, na toca do castanheiro. Só que ela lhe tinha perdido o sítio! Passou então o Verão, as castanhas caíram, depois caíram as folhas  a todos os castanheiros. Chegava o Inverno. Mas a todos os castanheiros não, que aquele, o do Menino, manteve as folhas, folhas amarelas, da cor do ouro! Entretanto, já se dera pelo desaparecimento da imagem e andavam as gentes alvoroçadas.


Porém, um dia, um pastor que andava a guardar o seu rebanho pela floresta, parou junto do castanheiro das folhas do ouro. E viu. Viu o quê? Claro, o Menino Jesus, ainda vestido à Napoleão, sentadinho dentre de uma toca no tronco! E deu vivas e mais vivas, alertando toda a gente! Fez-se logo uma grande procissão para conduzir de novo o Menino para o seu altarzinho na capela. Como se não bastasse, as pessoas até agradeceram ao castanheiro ter protegido o Menino de más mãos. E acontece que aquele castanheiro nunca perdeu as suas folhas tão lindas.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 DE ABRIL


A Revolução dos Cravos faz 44 anos e continua a ser matéria da discussão sensível na sociedade portuguesa. Mas o 25 de Abril não tem conotações políticas apenas em Portugal.


Em Itália, por exemplo, é festejado como o Dia da Libertação. Foi nesse dia, em 1945, que terminou a Guerra Civil italiana e a ocupação nazi e também decretada a pena de morte para o ditador Benito Mussolini e todos os líderes fascistas do país.


Em França, o 25 de Abril não é feriado, mas tem uma conotação de liberdade e luta associada. É que nesse dia, mas em 1792, Claude Joseph Rouget de Liste escreveu "A Marselhesa", o hino nacional do país. O contexto era o da declaração de guerra de França para com a Áustria e surgiu com o título de "Canto de Guerra para o Exército do Rhin". Tornou-se popular, juntando liberdade e patriotismo, apelando à luta contra os invasores estrangeiros. Foi adotada como hino nacional e, 1795 e ficou conhecida por "A Marselhesa" graças aos voluntários dessa cidade que a cantaram enquanto marchavam a caminho de Paris.

domingo, 22 de abril de 2018

HÁ COINCIDÊNCIAS

Qual a probabilidade de dois dos mais proeminentes escritores da história morrerem no mesmo dia, no mesmo ano? Pouca, mas aconteceu. Foi em 1616, a 23 de Abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

William Shakespeare foi poeta, dramaturgo, actor, esteve na base de cerca de 40 peças e está traduzido nas principais línguas do mundo. com obras como Othello, Hamlet ou Rei Lear. Ainda hoje as suas peças continuam a ser representadas por actores de encenadores de todas as idades e proveniências. 

Miguel de Cervantes, espanhol, também morreu no mesmo dia e deixou aquela que é considerada a obra-prima da literatura castelhana. Dom Quixote é o livro mais traduzido do planeta, depois da Bíblia. Cervantes foi assistente de cardeal em Roma, soldado na Armada Espanhola, foi capturado por piratas, passou cinco anos em cativeiro e só saiu mediante o pagamento de um resgate. Esteve preso por evasão fiscal e morreu na sequência de diabetes do tipo II.
Já Shakespeare morreu um mês depois de assinar o seu testamento, e de causas incertas. Especula-se sobre uma febre causada por abuso de álcool.

Notícias Magazine Nº 1352

LIFELINE EXPRESS - INDIA


É pela rede de caminhos-de-ferro da Índia que passa este Lifeline Express, o primeiro comboio-hospital do mundo.
Perante um cenário de degradação, o caminho desta senhora é em direcção ao comboio que, com o brilho das suas cores, dá vida à estação de Jalore desde 28 de Março.
Administrado pela Impact India Foundation , este  hospital ferroviário oferece tratamentos e cirurgias gratuitas aos mais desfavorecidos. O Lifeline Express foi desenvolvido com a parceria da Indian Railways e visita, essencialmente, as áreas rurais do país que apresentam escassez de recursos e instalações de saúde. 
No interior do comboio há sete carruagens com instalações médicas e equipamentos tecnológicos de última geração. para responder às necessidades de todos os pacientes.
O comboio solidário que percorre a Índia conta com 191 projectos e já se tornou uma referência internacional para outros países que pretendem criar projectos semelhantes, como a China e a África Central.

Notícias Magazine Nº 1352

domingo, 1 de abril de 2018

LÍRIO-DO-VALE

Classificação científica:
Reino: Plantae
Subreino: Tracheobionta
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Liliidae
Ordem: Asparagales
Família: Ruscaceae
Género: Convallaria
Espécie: Convallaria Majalis




Convallaria majalis , conhecida pelo nome comum de lírio-do-vale, é uma espécie de erva nativa da Europa da família das convalariáceas. Tais lírios chegam a medir até 30 cm. Também são conhecidos pelos nomes populaes de campainhas, lírio-de-nossa-senhora, convalária, flor-de-maio, lírio-convale, mugué, muguet, muguete e muguete-do-vale. Embora venenosa, é cultivada como ornamental por suas flores que surgem no mês de maio.

sábado, 31 de março de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 112ª - MONTEMOR-O-NOVO

AS DUAS ARCAS

O conde de Monsaraz poeta alentejano, assim pôs em verso a Lenda das Arcas:

Entre escombros na rudeza
De vetusta fortaleza,
Batidas de vento agreste,
Empedernidas, cerradas,
Há duas arcas pejadas,
Uma dr oiro outra de peste.

Ninguém sabe ao certo qual
Das duas arcas encerra,
O fecundo manancial
Que fartará de oiro a terra
Mesquinha de Portugal;
Ou qual, se não imprudente
Lhe erguer a tampa funérea
Vomitará de repente
A fome, a febre, a miséria,
Que matará toda a gente.

Sempre que o povo faminto,
Maltrapilho e miserando,
Fosse ele cristão ou moiro,
Entrou no tosco recinto
Para salvar-se arrombando
A arca pejada de oiro,
Quedou-se os braços erguidos,
O olhar atónito e errante,
Sem atinar de que lado
Vinha morrer-lhe aos ouvidos
Uma voz agonizante
Entre ameaças e gemidos:

"Ó povo de Montemor,
Se estás mal, se és desgraçado,
Suspende, toma cuidado,
Que podes ficar pior!"?
E nestas perplexidades
E eternas hesitações
Hão-de passar as idades,
Suceder-se à gerações
E continuar na rudeza,
Batidas de vento agreste.
Empedinadas, cerradas,
As duas arcas pejadas,
Uma de oiro outra de peste.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Árvore Europeia do Ano é portuguesa



Um Sobreiro Assobiador ganhou o novo título de Árvore Europeia do Ano 2018. Com 234 anos, 16,2 metros de altura, 5,24 de perímetro de base e 29,4 de diâmetro de copa, esta árvore é um símbolo muito especial da aldeia de Águas de Moura, no concelho de Palmela, com o título de "o maior sobreiro do mundo", certificado pelo Livro de Recordes do Guinnes, estando ainda classificado como "Árvore de Interesse Público" desde 1988. Veio agora juntar-se uma nova distinção, esta europeia, anunciada em Bruxelas, numa cerimónia, no Parlamento Europeu. Entre as 13 árvores finalistas, o velho sobreiro de Águas de Moura conquistou o primeiro lugar, com 26.606 votos.

domingo, 18 de março de 2018

DIA DO PAI - TRADIÇÃO MEDIEVAL


Religião e desejo popular transformaram o 19 de Março no Dia do Pai. É nessa data que se homenageia o popular São José, o carpinteiro, apontado na Bíblia como o pai terreno de Jesus Cristo. Graças à difusão da mensagem por espanhóis e portugueses, a comemoração chegou facilmente à América Latina e desde a Idade Média que assim é, provavelmente desde final do século XIV. A data,  no entanto, não é unânime em todo o mundo, já que muitos outros países, como os EUA, guardaram esta efeméride para o terceiro domingo de Junho. Março e Abril são outros meses em que o Dia do Pai se comemora em diferentes países.
A oferta de cartões com desenhos e mensagens carinhosas faz parte da tradição, em especial desde o século XX. 

Notícias Magazine Nº 1347

domingo, 11 de março de 2018

VENUS WILLIAMS



Você tem que acreditar em si mesmo,
mesmo quando ninguém mais acredita.
Isso faz com que você seja um vencedor desde o início.

domingo, 4 de março de 2018

HYACINTHUS ORIENTALIS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem:Asparagales
Família: Asparagaceae
Género: Hyacinthus




O Jacinto ou Hyacinthus orientalis é uma planta bulbosa e herbácea com uma belíssima floração na primavera. Seus bulbos são tunicados, podendo ser esbranquiçados ou arroxeados de acordo com a variedade. As folhas são espessas, brilhantes e longas e surgem em numero de quatro a seis na primavera. A inflorescência é ereta e simples, de formato cilíndrico, com numerosas flores cerosas, simples ou dobradas, duráveis e muito perfumadas, de cor rosa, azul, branca, vermelha, laranja ou amarela. Há mais de 60 variedades disponíveis.
A origem é de África, Ásia e Europa, com o clima continental, mediterrâneo, subtropical, temperado, chegam a uma altura entre 0,1 a 0,3 metros.
Nomes populares são também: Hiacinto, Hiacinto-de-Jardim, Jacinto-comum, Jacinto-de-Jardim, Jacinto-holandês.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 111ª - TORRES VEDRAS

O MONGE CASAMENTEIRO

A três léguas de Torres Vedras fica Freiria, uma freguesia vizinha da Serra da Romã. A verdade é que só antigamente havia belas romãzeiras naqueles montes, hoje só lá aparece uma de longe a longe. Mas aquilo, no tempo antigo em que se passa esta lenda, aquilo era território de uma condessa chamada Eleurica, que tinha um filho a quem dera o nome de Pedro. E se a condessa estava no seu palácio a gerir os seus bens, o filho corria mundo, entre viagens e guerras, dizendo-se à boca pequena que levava uma vida libertina.
E naquele dia, o dia da Festa das Flores, D.  Eleurica, apanhando o filho na terra, obrigara-o a juntar-se-lhe e assistir à cobrança das rendas e à recepção de prendas que os seus vassalos concentravam logo pela manhã. Com a pior das disposições, Pedro assistia à chegada dos camponeses, à entrega a seus criados do que figurava nos contratos mais um porco, uma galinha, cereais, etc. Faziam-lhes as devidas vénias e iam para a festa.
De repente, Pedro ficou de olhos postos numa jovem, a moça mais bela que ele poderia conceber, que se apresentava com a mãe, uma pobre viúva. Interessou-se por ela e perguntou-lhe o nome, ficando a saber que se chamava Maria, para que lados morava, para o cimo da Serra da Romã, e mais umas coisas. A condessa cortou a conversa, em que a rapariga participava corando de vergonha e timidez.
A terminar a sessão, D. Eleurica censurou o filho, que lhe disse fizera aquilo por mero passatempo. Mas qual passatempo! Dias depois, Pedro saltava para cima de um cavalo e subia a serra, seguindo o caminho das flores de romãzeira. Lembrava-se muito bem de ter dito à rapariga que ela era ainda mais bonita que aquelas bonitas flores. Por fim, numa volta do caminho deu com a Maria.
Maria estava sentada, olhos postos no horizonte, sonhando. Chamou-a, corou. Declarou-lhe o seu amor e ela, apesar da timidez inicial, também lhe confessou que o amava desde o primeiro dia em que se viram, na Festa das Flores. Abraçaram-se. E durante muitos dias passaram a encontrar-se naquela belíssima serra que lhes servia de cenário.

Porém, a condessa soube destes amores e chamou o filho, obrigando-o a jurar que se afastaria da namorada. Ele mandou à rapariga a cestinha de flores que ela lhe dera no dia em que se conheceram e partiu, sem a ver, para uma guerra. Desgostoso, procurava nos combates encontrar uma solução extrema para a sua paixão contrariada. Quanto a Maria, a jovem deixou de comer, definhando até ao extremo. Porém, a condessa que sempre sabia o que se passava no seu condado, foi visitá-la. Comoveu-se ao ver ao estado de inanição a que ela chegara.       E disse-lhe umas palavras atenciosas, acabando mesmo por desobrigar o filho da jura que lhe fizera. Só que falou demasiadamente tarde, pois Maria expirou logo ali. Avisado pela mãe, Pedro veio das guerras e tão desgostoso ficou que recolheu a um convento. E com a sua grande fortuna dedicou-se a apoiar o jovens casais sem dote, por isso lhe chamavam o monge casamenteiro.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

CHARLES DARWIN


A ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento:
são os que sabem pouco, e não aqueles que sabem muito, que afirmam de uma forma tão categórica que este ou aquele problema nunca será resolvido pela ciência.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

POLIANTHES TUBEROSA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Agavaceae
Género: Polianthes


Nardotuberosa, “haste dourada” ou vara de São José (Polianthes tuberosa) é um género botânico pertencente à família Agavaceae., nativa da América do Sul. Está intimamente relacionada com gênero Manfreda.
Etimologia
O nome comum deriva do latim “tuberosa”, ou seja, “inchada” fazendo referência ao seu sistema radicular. “Polianthes” significa "flor cinza". Os astecas chamaram-na “Omixochitl “ que significa “flor de osso”. A planta tem um lugar de destaque na cultura e na mitologia indígena. As flores são usadas em cerimônias de casamento, guirlandas, decoração e vários rituais tradicionais. De acordo com Manfred Mayrhofer, o termo "nardo" tem origem na palavra indo-iraniana "narda", que significa caniço, relacionando-se à palavra: nartik - "bainha". Daí derivou o termo aramaico: lardu acadiano (de mesmo significado), e o hebraico: נרד. No latim antigo temos: nadah e nalah (caniço) que evoluiu para: naladam (nardo). É possível que o termo seja uma adaptação ao sânscrito do grego: νάρδος (nardos).

Distribução

É nativa do centro-sul do México.

Descrição

A planta cresce com espigas alongadas de até 45 cm de comprimento, que produzem racemo de flores de cor cerosa e perfumadas que florescem a partir da base para o topo da haste. Folhas verdes e brilhantes se agrupam na base da planta e folhas menores se distribuem ao longo do caule. As suas flores podem ser brancas ou de cor creme, sendo utilizadas como uma flores de corte e uma só haste de flores pode perfumar um ambiente durante semanas. De suas raízes é extraído um óleo usado para fazer perfumes, incenso e medicamentos.


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 110ª - PENACOVA

AS BRUXAS DO RECONQUINHO

Esta lenda é ainda do tempo em que o Rio Mondego era navegado por grandes barcaças que, carregadas de produtos do campo, embarcadas no Porto da Raiva, iam até à Figueira da Foz, onde eram comerciados. Bastaria isso para se ver a importância daquela correnteza na economia dos povos. Mas nem tudo o que por ali se passava tinha que ver com o mundo real. Diz-nos a lenda que, certa noite de luar, em terras de Penacova, juntaram-se as bruxas e meteram-se numa barca do Reconquinho, navegando para a Índia.
Não era ocasional aquele embarque no Reconquinho, situado numa acentuada curva do rio, pois era ali que se reuniam as bruxas. Aliás, ali perto ainda hoje se pode ver uma casa meio arruinada que é apontada como sendo o abrigo daqueles estranhas seres.
Apesar de tudo quanto se dizia das bruxas no Reconquinho, a verdade é que os barqueiros costumavam ali amarrar os seus barcos, quando a noite os surpreendia e dormiam sem problemas de maior. Ora, naquela noite de luar, as bruxas, silenciosamente, desamarraram uma das barcas e conduziram-na, como se disse, para a Índia. É que havia naquela distante terra um encontro de bruxas idas de todas as partes do mundo!
Ora acontece que o barqueiro daquela embarcação, em vez de dormir em terra, como costumava, metera-se debaixo de umas redes, à proa. e só acordou quando a barca já ia em pleno alto mar. Vendo que viajava com as bruxas, ficou cheio de medo e escondeu-se como pôde.


Depois, sem se mexer do seu esconderijo, assistiu a tudo quanto se passou no encontro das bruxas na Índia. E mais admirado ficou quando, ao outro dia pela manhã, as bruxas deixaram a barca amarrada no mesmo sítio donde a tinham tirado para a grande e rápida viagem!

Desembarcando logo a seguir, o barqueiro contou tudo o que vira e sentia a quanta pessoa encontrou. Mas todos se riam dele, chamando-lhe mentiroso. Porém quando regressou à barca, viu lá um grande ramo de flores que as bruxas lhe tinham posto, agradecendo-lhe a viagem. Ah, o que o barqueiro nunca chegou a dizer foi o nome das bruxas, pois conheceu-as a quase todas. Ao que parece, teria sido ameaçado de morte ou de  bruxedo. Mas a verdade é que as pessoas de Penacova começaram a olhar com certo receio algumas mulheres que viviam retiradas e tinham hábitos estranhos. E apontavam-nas como bruxas.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

MARCHA NUPCIAL

Há 160 anos que noivas de todo o mundo entram na igreja ao som deste tema. O culpado é o compositor romântico alemão Felix Mendelssohn (1809-1847). Foi criança-prodígio na área musical, um entusiasta de Bach e escreveu a peça em 1842. Foi tocada pela primeira vez em Junho de 1847, num casamento em Tivertom, Inglaterra, mas só viria a tornar-se popular quando a princesa Victoria  a escolheu para o seu casamento com o príncipe Frederico Guilherme da Prússia, a 25 de Janeiro de 1858, há 160 anos. 
Mendelssohn compôs sinfonias, concertos, música de câmara e para piano, mas nenhuma peça sua é tão tocada todos os dias em algum ponto do mundo como esta.

Notícias Magazine Nº 1339

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

ELVIS PRESLEY - REI PARA SEMPRE


Faria a 8 de Janeiro deste ano 83 anos. E essa é um óptima razão para festejar o Rei do Rock. 
Elvis Aaron Presley nasceu no Mississipi, mudou-se com a família para Memphis (no Tennessee) aos 13 anos e aos 19 deu início uma carreira tão brilhante como polémica. O primeiro single, Heartbreak Hotel, foi lançado em 1956 e chegou logo a número um das tabelas. Além da nova sonoridade do rock'n'roll, Elvis trouxe também a sexualidade para as suas actuações, provocando a loucura entre as fãs. Depois da música veio o cinema, o serviço militar obrigatório, as loucuras das estrelas, o álcool, os medicamentos e um triste fim.
Vendeu mais de 600 milhões de discos em todo o mundo, conquistou três Grammys  e morreu aos 42 anos, sentado na casa de banho. 
Ficam as músicas e o estilo.

Notícias Magazine Nº 1337

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

HELICÔNIA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Zingiberales
Família: Heliconiaceae
Género: Heliconia


Helicônia, também conhecida como caeté ou bananeira do mato, é o nome geral dado às plantas do gênero Heliconia, o único da família Heliconiaceae. A variedade é comum em jardins decorativos. Suas folhas atingem até 3 metros de altura e são parecidas com as da bananeira, uma Musaceae.

Aprecia solos úmidos e ricos em matéria orgânica. Os ventos fortes podem danificar suas folhas. Multiplica-se pela divisão das touceiras, cortando-se seus rizomas. São plantas tropicais, originárias da América do SulAmérica CentralIlhas do Pacífico e Indonésia.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

LENDAS DE PORTUGAL - 109ª - CAMPO MAIOR

O TAMBORZINHO E A PEDRA

Os campomaiorenses contam que numa guerra, não se sabendo a guerra que fosse, estando Ouguela  cercada pelo inimigo, não havia possibilidade de mandar pedir reforços à praça de Campo Maior. Foi então que um rapazinho, que tocava tambor na guarnição daquele castelo, se ofereceu para ser o mensageiro.
Sabia que arriscava a vida, mas também estava na sua habilidade para enganar o inimigo a salvação dos seus amigos de Ouguela. Assim, da muralha saltou para os ramos da velha figueira que ainda hoje está quase encostada ao castelo arruinado. Levava consigo uma bandeira e a mensagem esc ritsa com o pedido de socorro. E assim aconteceu.
O rapazinho atravessou as tropas inimigas, que cercavam Ouguela, e foi ter a Campo Maior, onde entregou a mensagem no hospital.
Bem, isto é o que resta da lenda do tamborzinho e decerto por detrás disto deve haver um episódio real, mas esse caiu no absoluto esquecimento...

Mas há duas outras lendas respeitantes à mesma pedra que ainda hoje podemos observar no pequeno templo dedicado a Nossa Senhora da Enxara, em Campo Maior.
A primeira conta-nos que estava uma mulher a lavar roupa acompanhada de uma filha pequena. A miúda, irrequieta, de um lado para o outro, desapareceu da vista da mãe durante algum tempo. Quando regressou, vinha toda contente. Trazia um brinco de ouro. A mulher ficou surpreendida e quis saber como é que ela o tinha arranjado. E a pequena respondeu que tinha sido uma senhora muito bonita. A lavadeira achou que a história não tinha pés nem cabeça e disse à filha que lhe fosse mostrar a senhora. E lá estava ela numa clareira, sobre uma pedra redonda, como uma mó, a Nossa Senhora.
Espalhada a notícia, a população da Campo Maior, muito devota, quis logo fazer uma capela na margem direita do rio, a meio do caminho entre a vila e o lugar em que tinha aparecida. Mas os materiais anoiteciam aqui e amanheciam na tal clareira onde aparecera a imagem. Tudo isto como um sinal, ali decidiram levantar a capela.
Ora com esta Nossa Senhora da Enxara há ainda uma lenda que diz que quando não havia água nem chovia em Campo Maior, se fazia uma cerimónia em que os campomaiorenses, rezando, atiravam a pedra onde se encontrara a santa ao rio, para que a Senhora fizesse chover. Depois, como quase sempre chovia mesmo, o ritual era inverso para a recolocação da pedra na capela sob a santa.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

FRANCISCO ASSIS


Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente estruído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.