domingo, 3 de junho de 2018

SCABIOSA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Clado: Angiospérmicas
Ordem: Dipsacales
Género: Scabiosa




Scabiosa é um género botânico pertencente a família das Dipsacaceae .
São plantas herbáceas, floríferas e perenes. Os membros deste género são nativos da Europa ,Ásia e África. Devido a beleza de suas flores, muitos cultivares foram desenvolvidos como plantas ornamentais para jardins. Crescem de 70 cm a 1 metro de altura.
Apresentam muitas flores pequenas de coloração suave azul-lavanda, lilás ou creme pálido. As flores crescem isoladamente no alto do talo. Por serem ricas em néctar atraem muitos insetos, incluindo as lepidopteras.


quinta-feira, 31 de maio de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 114ª - BENAVENTE

MEMORIAL DE S. BACO

Será que S. Baco consta do vosso hagiológio? Estão mais habituados a tratar com o velho Baco, ou S. Máculo, foi um mártir efectivamente cristão, disputadíssimo pelos povos de Benavente e de Salvaterra de Magos. Houve até um príncipe que ofertou ao Convento de Jenicó, em Benavente, a relíquia de um ossinho da cabeça de S. Baco. E lá está também uma boa imagem dele, vestindo o hábito dos frades arrábidos. É o advogado das sezões e o resultado é que a imagem tem as costas raspadas, pois há quem queira curar as suas maleitas fazendo uma mistela com pó do santo dissolvido em água. Até se dizia que curava o paludismo. E o problema é que se dizia que quem se risse das propriedades curativas de S. Baco sofreria terríveis febres!
Mas vejamos agora a lenda de S. Baco. Pois um camponês prometera-lhe, como paga da sua ajuda a arranjar emprego numa quinta, levar-lhe um cacho das melhores uvas da sua colheita. E levou-lo, colocando-lo no altarzinho. E o cacho esteve meses ali, sempre em bom estado de conservação. Como se não tivesse saído da parreira, diziam alguns. O pior foi quando o homem, por qualquer razão, foi despedido. Zangado, foi ao Convento de Jenicó, entrou na igreja, directo ao altar de 
S. Baco, deito a mão ao cacho e ali mesmo comeu as uvas!


Houve quem visse este acto e o seguisse. Assim, soube-se que quando ele entrou em sua casa, sentiu-se mal e acabou por morrer nessa mesma noite. Por isso as pessoas dizem que aquilo foi castigo do mártir.
Em 1834, quando foram extintas as ordens religiosas e  confiscados os mosteiros e conventos, ao ser destruído o de Jenicó, a população de Benavente foi lá buscar a imagem para a igreja matriz. Porque a imagem sempre tem mais de um metro de altura, levaram um carro puxado por uma junta de bois. Porém, a coisa complicou-se. Carregados com a imagem, os bois não conseguiam avançar. Mas quanto a recuar, isso pareciam fazê-lo até de bom grado. 
Furioso com o que lhe pareceu ser birra de S. Baco, o campino que dirigia a manobra picou os olhos da imagem como o aguilhão e, como castigo, logo ai ficou cego.
Os de Salvaterra de Magos, vendo que os de Benavente não conseguiam fazer deslocar o santo, aí por meados do século XVIII, foram eles a Jenicó buscar a imagem de S. Baco. Carregarem-na, é verdade, e avançaram com ela o seu bocado, sem que os bois se mostrassem cansados. Mas quilo foi ilusão de  momento, pois num repente os bois pararam e o carro atascou.
Passou então, por eles um velho de longas barbas, que disse: "Voltem os bois para trás, que eles andarão até ligeiros. Doutro modo, o carro nunca mais sairá daí!"
E assim foi, ficando no ar a dúvida se o velho teria sido o próprio S. Baco...

domingo, 13 de maio de 2018

MARQUÊS DE POMBAL - O HOMEM DA BAIXA



"Um dia estas ruas serão estreitas", terá dito Sebastião José de Carvalho e Melo, quando questionado sobre a largura das ruas da renovada Baixa de Lisboa, no pós-terramoto de 1755.
Aquele que ocupou um cargo similar ao de primeiro-ministro no reinado de D. José I é um dos grandes líderes da história de Portugal. Mas não escapa a críticas e a momentos mais delicados no seu passado,  como o alegado mau feitio e a perseguição aos opositores.
Nasceu em Lisboa a 13 de Maio de 1699, estudou em Coimbra, fez o serviço militar e aos 39 anos chegou a embaixador de Portugal na Grã-Bretanha. Seguiu-se o mesmo cargo na Áustria.
Morreu aos 83, em Pombal. Faria hoje 319 anos.

Notícias Magazine Nº 1355

domingo, 6 de maio de 2018

O DIA DA EUROPA



A 9 de Maio de 1950 começou a germinar a semente do que é hoje a União Europeia. E se há responsável  por  isso é ROBERT SCHUMAN, já que foi este luxemburguês quem apresentou a proposta para a criação de uma Europa organizada, passo fundamental -defendia ele- para  manter a paz no continente. A Declaração Schuman, como ficou conhecida, apresentava os princípios gerais da democracia supranacional. Um ano depois foi assinado o Tratado de Paris e nasceu a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, a base da actual UE,
Schuman teve também um papel fundamental (como primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros francês) na criação da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Este democrata-cristão nasceu na disputada região da Lorena, estudou entre Alemanha e França. escapou por questões de saúde à Primeira Guerra Mundial, fez parte do governo do colaboracionista marechal Pétain, votou a favor de ser dado poder total a esta aliado de Adolf Hitler, tendo-se posteriormente recusado a continuar no executivo. Foi preso e interrogado pela Gestapo e escapou por pouco ao envio para o campo de concentração alemão de Dachau, tendo-se tornado membro da Resistência.
Para a construção da Europa foi uma das vozes mais eloquentes a pedir a reconciliação dos países inimigos. E tudo começou há 68 anos.

Notícias Magazine Nº 1354

quinta-feira, 3 de maio de 2018

BROMÉLIA

Classificação científica:
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Commelinidae
Ordem: Poales



A Bromélia é um género botânico pertencente à família Broemliaceae, subfamília Bromelioideae, embora seja comum denominar com o mesmo nome as espécies de outros géneros da mesma família.
As espécies deste género estão distribuídos pelas regiões dos continentes americanos e sua principal característica é a de suas flores apresentarem um cálice muito profundo.
O nome foi dado em homenagem ao botânico sueco Olof Bromelius (1639-1705).
A fibra que se obtém da Bromélia serra e Bromélia hieronym, é uma das bases da economia dos índios da tribo Wichi na zona de clima semiárdio do Chaco argentino. Um texto de 1841 descreveu a fibra de grama de seda (Bromélia karata) como “igual em durabilidade as nossas melhoras cordas de arco”.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 113ª -ARGANIL

O CASTANHEIRO E O MENINO

Assim como em Miranda do Douro há um Menino Jesus da Cartolinha com uma colecção de roupas profanas, numa capela do Monte Alto, em Arganil, vemos uma imagem do Menino Jesus da Ladeira vestido... à Napoleão! À volta da capela, uma densa floresta, abundante em castanheiros. Pois bem, ao entardecer de um dia de festa, uma velha muito velha entrou na capela do Menino Jesus da Ladeira. Achou-o tão bonito - e bonito ele é! - e lá entendeu que o queria levar para casa. Rouba, não rouba, ajoelhou-se e rezou. Mas, num repente, não vendo ninguém na capela, deitou a mão à imagem e escondeu-a debaixo do xaile. E logo saiu porta fora! Mas, apesar de estar a acabar a festa e não fosse provável que dessem pelo roubo, muito menos que dela desconfiassem, a velha, cautelosa, foi esconder a imagem na toca de um castanheiro, mesmo ao lado do caminho, onde decerto também ninguém, daria por ela.
Assim, passados dias sem que nada tivesse acontecido, a velha decidiu ir buscar a imagem aonde a escondera. Lá estaria, à sua espera, na toca do castanheiro. Só que ela lhe tinha perdido o sítio! Passou então o Verão, as castanhas caíram, depois caíram as folhas  a todos os castanheiros. Chegava o Inverno. Mas a todos os castanheiros não, que aquele, o do Menino, manteve as folhas, folhas amarelas, da cor do ouro! Entretanto, já se dera pelo desaparecimento da imagem e andavam as gentes alvoroçadas.


Porém, um dia, um pastor que andava a guardar o seu rebanho pela floresta, parou junto do castanheiro das folhas do ouro. E viu. Viu o quê? Claro, o Menino Jesus, ainda vestido à Napoleão, sentadinho dentre de uma toca no tronco! E deu vivas e mais vivas, alertando toda a gente! Fez-se logo uma grande procissão para conduzir de novo o Menino para o seu altarzinho na capela. Como se não bastasse, as pessoas até agradeceram ao castanheiro ter protegido o Menino de más mãos. E acontece que aquele castanheiro nunca perdeu as suas folhas tão lindas.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 DE ABRIL


A Revolução dos Cravos faz 44 anos e continua a ser matéria da discussão sensível na sociedade portuguesa. Mas o 25 de Abril não tem conotações políticas apenas em Portugal.


Em Itália, por exemplo, é festejado como o Dia da Libertação. Foi nesse dia, em 1945, que terminou a Guerra Civil italiana e a ocupação nazi e também decretada a pena de morte para o ditador Benito Mussolini e todos os líderes fascistas do país.


Em França, o 25 de Abril não é feriado, mas tem uma conotação de liberdade e luta associada. É que nesse dia, mas em 1792, Claude Joseph Rouget de Liste escreveu "A Marselhesa", o hino nacional do país. O contexto era o da declaração de guerra de França para com a Áustria e surgiu com o título de "Canto de Guerra para o Exército do Rhin". Tornou-se popular, juntando liberdade e patriotismo, apelando à luta contra os invasores estrangeiros. Foi adotada como hino nacional e, 1795 e ficou conhecida por "A Marselhesa" graças aos voluntários dessa cidade que a cantaram enquanto marchavam a caminho de Paris.

domingo, 22 de abril de 2018

HÁ COINCIDÊNCIAS

Qual a probabilidade de dois dos mais proeminentes escritores da história morrerem no mesmo dia, no mesmo ano? Pouca, mas aconteceu. Foi em 1616, a 23 de Abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

William Shakespeare foi poeta, dramaturgo, actor, esteve na base de cerca de 40 peças e está traduzido nas principais línguas do mundo. com obras como Othello, Hamlet ou Rei Lear. Ainda hoje as suas peças continuam a ser representadas por actores de encenadores de todas as idades e proveniências. 

Miguel de Cervantes, espanhol, também morreu no mesmo dia e deixou aquela que é considerada a obra-prima da literatura castelhana. Dom Quixote é o livro mais traduzido do planeta, depois da Bíblia. Cervantes foi assistente de cardeal em Roma, soldado na Armada Espanhola, foi capturado por piratas, passou cinco anos em cativeiro e só saiu mediante o pagamento de um resgate. Esteve preso por evasão fiscal e morreu na sequência de diabetes do tipo II.
Já Shakespeare morreu um mês depois de assinar o seu testamento, e de causas incertas. Especula-se sobre uma febre causada por abuso de álcool.

Notícias Magazine Nº 1352

LIFELINE EXPRESS - INDIA


É pela rede de caminhos-de-ferro da Índia que passa este Lifeline Express, o primeiro comboio-hospital do mundo.
Perante um cenário de degradação, o caminho desta senhora é em direcção ao comboio que, com o brilho das suas cores, dá vida à estação de Jalore desde 28 de Março.
Administrado pela Impact India Foundation , este  hospital ferroviário oferece tratamentos e cirurgias gratuitas aos mais desfavorecidos. O Lifeline Express foi desenvolvido com a parceria da Indian Railways e visita, essencialmente, as áreas rurais do país que apresentam escassez de recursos e instalações de saúde. 
No interior do comboio há sete carruagens com instalações médicas e equipamentos tecnológicos de última geração. para responder às necessidades de todos os pacientes.
O comboio solidário que percorre a Índia conta com 191 projectos e já se tornou uma referência internacional para outros países que pretendem criar projectos semelhantes, como a China e a África Central.

Notícias Magazine Nº 1352

domingo, 1 de abril de 2018

LÍRIO-DO-VALE

Classificação científica:
Reino: Plantae
Subreino: Tracheobionta
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Liliidae
Ordem: Asparagales
Família: Ruscaceae
Género: Convallaria
Espécie: Convallaria Majalis




Convallaria majalis , conhecida pelo nome comum de lírio-do-vale, é uma espécie de erva nativa da Europa da família das convalariáceas. Tais lírios chegam a medir até 30 cm. Também são conhecidos pelos nomes populaes de campainhas, lírio-de-nossa-senhora, convalária, flor-de-maio, lírio-convale, mugué, muguet, muguete e muguete-do-vale. Embora venenosa, é cultivada como ornamental por suas flores que surgem no mês de maio.

sábado, 31 de março de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 112ª - MONTEMOR-O-NOVO

AS DUAS ARCAS

O conde de Monsaraz poeta alentejano, assim pôs em verso a Lenda das Arcas:

Entre escombros na rudeza
De vetusta fortaleza,
Batidas de vento agreste,
Empedernidas, cerradas,
Há duas arcas pejadas,
Uma dr oiro outra de peste.

Ninguém sabe ao certo qual
Das duas arcas encerra,
O fecundo manancial
Que fartará de oiro a terra
Mesquinha de Portugal;
Ou qual, se não imprudente
Lhe erguer a tampa funérea
Vomitará de repente
A fome, a febre, a miséria,
Que matará toda a gente.

Sempre que o povo faminto,
Maltrapilho e miserando,
Fosse ele cristão ou moiro,
Entrou no tosco recinto
Para salvar-se arrombando
A arca pejada de oiro,
Quedou-se os braços erguidos,
O olhar atónito e errante,
Sem atinar de que lado
Vinha morrer-lhe aos ouvidos
Uma voz agonizante
Entre ameaças e gemidos:

"Ó povo de Montemor,
Se estás mal, se és desgraçado,
Suspende, toma cuidado,
Que podes ficar pior!"?
E nestas perplexidades
E eternas hesitações
Hão-de passar as idades,
Suceder-se à gerações
E continuar na rudeza,
Batidas de vento agreste.
Empedinadas, cerradas,
As duas arcas pejadas,
Uma de oiro outra de peste.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Árvore Europeia do Ano é portuguesa



Um Sobreiro Assobiador ganhou o novo título de Árvore Europeia do Ano 2018. Com 234 anos, 16,2 metros de altura, 5,24 de perímetro de base e 29,4 de diâmetro de copa, esta árvore é um símbolo muito especial da aldeia de Águas de Moura, no concelho de Palmela, com o título de "o maior sobreiro do mundo", certificado pelo Livro de Recordes do Guinnes, estando ainda classificado como "Árvore de Interesse Público" desde 1988. Veio agora juntar-se uma nova distinção, esta europeia, anunciada em Bruxelas, numa cerimónia, no Parlamento Europeu. Entre as 13 árvores finalistas, o velho sobreiro de Águas de Moura conquistou o primeiro lugar, com 26.606 votos.

domingo, 18 de março de 2018

DIA DO PAI - TRADIÇÃO MEDIEVAL


Religião e desejo popular transformaram o 19 de Março no Dia do Pai. É nessa data que se homenageia o popular São José, o carpinteiro, apontado na Bíblia como o pai terreno de Jesus Cristo. Graças à difusão da mensagem por espanhóis e portugueses, a comemoração chegou facilmente à América Latina e desde a Idade Média que assim é, provavelmente desde final do século XIV. A data,  no entanto, não é unânime em todo o mundo, já que muitos outros países, como os EUA, guardaram esta efeméride para o terceiro domingo de Junho. Março e Abril são outros meses em que o Dia do Pai se comemora em diferentes países.
A oferta de cartões com desenhos e mensagens carinhosas faz parte da tradição, em especial desde o século XX. 

Notícias Magazine Nº 1347

domingo, 11 de março de 2018

VENUS WILLIAMS



Você tem que acreditar em si mesmo,
mesmo quando ninguém mais acredita.
Isso faz com que você seja um vencedor desde o início.

domingo, 4 de março de 2018

HYACINTHUS ORIENTALIS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem:Asparagales
Família: Asparagaceae
Género: Hyacinthus




O Jacinto ou Hyacinthus orientalis é uma planta bulbosa e herbácea com uma belíssima floração na primavera. Seus bulbos são tunicados, podendo ser esbranquiçados ou arroxeados de acordo com a variedade. As folhas são espessas, brilhantes e longas e surgem em numero de quatro a seis na primavera. A inflorescência é ereta e simples, de formato cilíndrico, com numerosas flores cerosas, simples ou dobradas, duráveis e muito perfumadas, de cor rosa, azul, branca, vermelha, laranja ou amarela. Há mais de 60 variedades disponíveis.
A origem é de África, Ásia e Europa, com o clima continental, mediterrâneo, subtropical, temperado, chegam a uma altura entre 0,1 a 0,3 metros.
Nomes populares são também: Hiacinto, Hiacinto-de-Jardim, Jacinto-comum, Jacinto-de-Jardim, Jacinto-holandês.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 111ª - TORRES VEDRAS

O MONGE CASAMENTEIRO

A três léguas de Torres Vedras fica Freiria, uma freguesia vizinha da Serra da Romã. A verdade é que só antigamente havia belas romãzeiras naqueles montes, hoje só lá aparece uma de longe a longe. Mas aquilo, no tempo antigo em que se passa esta lenda, aquilo era território de uma condessa chamada Eleurica, que tinha um filho a quem dera o nome de Pedro. E se a condessa estava no seu palácio a gerir os seus bens, o filho corria mundo, entre viagens e guerras, dizendo-se à boca pequena que levava uma vida libertina.
E naquele dia, o dia da Festa das Flores, D.  Eleurica, apanhando o filho na terra, obrigara-o a juntar-se-lhe e assistir à cobrança das rendas e à recepção de prendas que os seus vassalos concentravam logo pela manhã. Com a pior das disposições, Pedro assistia à chegada dos camponeses, à entrega a seus criados do que figurava nos contratos mais um porco, uma galinha, cereais, etc. Faziam-lhes as devidas vénias e iam para a festa.
De repente, Pedro ficou de olhos postos numa jovem, a moça mais bela que ele poderia conceber, que se apresentava com a mãe, uma pobre viúva. Interessou-se por ela e perguntou-lhe o nome, ficando a saber que se chamava Maria, para que lados morava, para o cimo da Serra da Romã, e mais umas coisas. A condessa cortou a conversa, em que a rapariga participava corando de vergonha e timidez.
A terminar a sessão, D. Eleurica censurou o filho, que lhe disse fizera aquilo por mero passatempo. Mas qual passatempo! Dias depois, Pedro saltava para cima de um cavalo e subia a serra, seguindo o caminho das flores de romãzeira. Lembrava-se muito bem de ter dito à rapariga que ela era ainda mais bonita que aquelas bonitas flores. Por fim, numa volta do caminho deu com a Maria.
Maria estava sentada, olhos postos no horizonte, sonhando. Chamou-a, corou. Declarou-lhe o seu amor e ela, apesar da timidez inicial, também lhe confessou que o amava desde o primeiro dia em que se viram, na Festa das Flores. Abraçaram-se. E durante muitos dias passaram a encontrar-se naquela belíssima serra que lhes servia de cenário.

Porém, a condessa soube destes amores e chamou o filho, obrigando-o a jurar que se afastaria da namorada. Ele mandou à rapariga a cestinha de flores que ela lhe dera no dia em que se conheceram e partiu, sem a ver, para uma guerra. Desgostoso, procurava nos combates encontrar uma solução extrema para a sua paixão contrariada. Quanto a Maria, a jovem deixou de comer, definhando até ao extremo. Porém, a condessa que sempre sabia o que se passava no seu condado, foi visitá-la. Comoveu-se ao ver ao estado de inanição a que ela chegara.       E disse-lhe umas palavras atenciosas, acabando mesmo por desobrigar o filho da jura que lhe fizera. Só que falou demasiadamente tarde, pois Maria expirou logo ali. Avisado pela mãe, Pedro veio das guerras e tão desgostoso ficou que recolheu a um convento. E com a sua grande fortuna dedicou-se a apoiar o jovens casais sem dote, por isso lhe chamavam o monge casamenteiro.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

CHARLES DARWIN


A ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento:
são os que sabem pouco, e não aqueles que sabem muito, que afirmam de uma forma tão categórica que este ou aquele problema nunca será resolvido pela ciência.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

POLIANTHES TUBEROSA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Agavaceae
Género: Polianthes


Nardotuberosa, “haste dourada” ou vara de São José (Polianthes tuberosa) é um género botânico pertencente à família Agavaceae., nativa da América do Sul. Está intimamente relacionada com gênero Manfreda.
Etimologia
O nome comum deriva do latim “tuberosa”, ou seja, “inchada” fazendo referência ao seu sistema radicular. “Polianthes” significa "flor cinza". Os astecas chamaram-na “Omixochitl “ que significa “flor de osso”. A planta tem um lugar de destaque na cultura e na mitologia indígena. As flores são usadas em cerimônias de casamento, guirlandas, decoração e vários rituais tradicionais. De acordo com Manfred Mayrhofer, o termo "nardo" tem origem na palavra indo-iraniana "narda", que significa caniço, relacionando-se à palavra: nartik - "bainha". Daí derivou o termo aramaico: lardu acadiano (de mesmo significado), e o hebraico: נרד. No latim antigo temos: nadah e nalah (caniço) que evoluiu para: naladam (nardo). É possível que o termo seja uma adaptação ao sânscrito do grego: νάρδος (nardos).

Distribução

É nativa do centro-sul do México.

Descrição

A planta cresce com espigas alongadas de até 45 cm de comprimento, que produzem racemo de flores de cor cerosa e perfumadas que florescem a partir da base para o topo da haste. Folhas verdes e brilhantes se agrupam na base da planta e folhas menores se distribuem ao longo do caule. As suas flores podem ser brancas ou de cor creme, sendo utilizadas como uma flores de corte e uma só haste de flores pode perfumar um ambiente durante semanas. De suas raízes é extraído um óleo usado para fazer perfumes, incenso e medicamentos.


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 110ª - PENACOVA

AS BRUXAS DO RECONQUINHO

Esta lenda é ainda do tempo em que o Rio Mondego era navegado por grandes barcaças que, carregadas de produtos do campo, embarcadas no Porto da Raiva, iam até à Figueira da Foz, onde eram comerciados. Bastaria isso para se ver a importância daquela correnteza na economia dos povos. Mas nem tudo o que por ali se passava tinha que ver com o mundo real. Diz-nos a lenda que, certa noite de luar, em terras de Penacova, juntaram-se as bruxas e meteram-se numa barca do Reconquinho, navegando para a Índia.
Não era ocasional aquele embarque no Reconquinho, situado numa acentuada curva do rio, pois era ali que se reuniam as bruxas. Aliás, ali perto ainda hoje se pode ver uma casa meio arruinada que é apontada como sendo o abrigo daqueles estranhas seres.
Apesar de tudo quanto se dizia das bruxas no Reconquinho, a verdade é que os barqueiros costumavam ali amarrar os seus barcos, quando a noite os surpreendia e dormiam sem problemas de maior. Ora, naquela noite de luar, as bruxas, silenciosamente, desamarraram uma das barcas e conduziram-na, como se disse, para a Índia. É que havia naquela distante terra um encontro de bruxas idas de todas as partes do mundo!
Ora acontece que o barqueiro daquela embarcação, em vez de dormir em terra, como costumava, metera-se debaixo de umas redes, à proa. e só acordou quando a barca já ia em pleno alto mar. Vendo que viajava com as bruxas, ficou cheio de medo e escondeu-se como pôde.


Depois, sem se mexer do seu esconderijo, assistiu a tudo quanto se passou no encontro das bruxas na Índia. E mais admirado ficou quando, ao outro dia pela manhã, as bruxas deixaram a barca amarrada no mesmo sítio donde a tinham tirado para a grande e rápida viagem!

Desembarcando logo a seguir, o barqueiro contou tudo o que vira e sentia a quanta pessoa encontrou. Mas todos se riam dele, chamando-lhe mentiroso. Porém quando regressou à barca, viu lá um grande ramo de flores que as bruxas lhe tinham posto, agradecendo-lhe a viagem. Ah, o que o barqueiro nunca chegou a dizer foi o nome das bruxas, pois conheceu-as a quase todas. Ao que parece, teria sido ameaçado de morte ou de  bruxedo. Mas a verdade é que as pessoas de Penacova começaram a olhar com certo receio algumas mulheres que viviam retiradas e tinham hábitos estranhos. E apontavam-nas como bruxas.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

MARCHA NUPCIAL

Há 160 anos que noivas de todo o mundo entram na igreja ao som deste tema. O culpado é o compositor romântico alemão Felix Mendelssohn (1809-1847). Foi criança-prodígio na área musical, um entusiasta de Bach e escreveu a peça em 1842. Foi tocada pela primeira vez em Junho de 1847, num casamento em Tivertom, Inglaterra, mas só viria a tornar-se popular quando a princesa Victoria  a escolheu para o seu casamento com o príncipe Frederico Guilherme da Prússia, a 25 de Janeiro de 1858, há 160 anos. 
Mendelssohn compôs sinfonias, concertos, música de câmara e para piano, mas nenhuma peça sua é tão tocada todos os dias em algum ponto do mundo como esta.

Notícias Magazine Nº 1339