quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

LENDAS DE PORTUGAL - 122ª - ARCOS DE VALDEVEZ

A CABEÇA DA VELHA

Aqui há uns anos, perto da aldeia chamada Gavieira, freguesia de Arcos de Valdevez, uma mole granítica, que tinha a configuração da cabeça de uma velha, pelo que assim lhe todos lhe chamavam, precipitou-se pela encosta de um dos montes da serra, acabando por desfazer-se. As pessoas então comentaram que se tinha acabado o castigo e a alma da velha fora juntar-se às almas dos namorados que ela protegeu e se viu obrigada a denunciar. Vamos à lenda. Pois entre os rios Minho e Lima, junto à fronteira, é a Serra da Peneda, a oeste da serra onde havia a tal Cabeça da Velha. Pois no espaço que hoje corresponde a Gavieira existia um domínio onde vivia Leonor, uma menina muito bela e rica, órfã de pai e mãe. Encontrava-se sob a tutela de um tio, D. Bernardo, um fidalgo com poderes e de maus tratos. Todos lhe obedeciam cegamente, da menina aos criados. Ora uma vez, a menina apaixonou-se. Apaixonou-se por um belo rapaz, D. Afonso, fidalgo, mas arruinado, que queria ganhar riquezas para a pedir ao tio. Ela já sabia que o tio iria contrair os seus amores e o que ele não seria capaz de fazer ao moço! No entanto, encontravam-se os apaixonados, encontros fugazes, secretos.
Protegendo estes encontros havia uma velha criada, Marta. Pois um dia, a mulher encontrou-se com D. Afonso que lhe deu uma carta para Leonor e lhe pediu ainda outros recados. Ela prometeu e até jurou por Deus que nunca os denunciaria, tanto mais que quando D. Bernardo se enfurecia...
Só que a conversa entre o moço fidalgo e a criada foi interrompida pela súbita chegada do velho fidalgo. Desconfiou por ver Marta  no jardim e apercebeu-se do vulto de Afonso esgueirando-se. Apertou com a mulher, ameaçou mandar executar-lhe um sobrinho a quem ela muito queria. Por fim, apanhou-lhe a carta. A carta era marcação de um encontro num monte próximo, devendo a velha acompanhar a sua menina, Leonor. No dia seguinte, ao cair da tarde, a rapariga foi ter com o namorado. Marta também foi, mas ficou a alguma distância.


D. Afonso queria despedir-se de Leonor, pois dirigia-se à Galiza arranjar fortuna que lhe permitisse pedi-la em casamento ao terrível D. Bernardo. Juraram amor eterno, mas não tardou que escutassem vozes. Era o tio dela e a sua soldadagem que os queria apanhar. Foram ao encontro de Marta e viram que ela se tinha transformado numa cabeça de pedra. Só podia ser castigo divino por ter quebrado a jura que fizera. E os namorados, receosos de serem apanhado por D. Bernardo e os seus, subiram para o cavalo de D. Afonso e fugiram. Ora com isto não contava o tio, que não os conseguiu apanhar.
Depois, do outro lado da fronteira, os jovens casaram e D. Afonso demorou alguns anos a reunir fortuna. E quando voltaram a Portugal já o tio morrera e eles foram ao local do encontro e verificaram que, de facto, eram da cabeça de Marta as formas daquele penedo. E ali perto fizeram uma capelinha, que ainda hoje lá está.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

MAGNOLIA

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Magnodiales
Família: Magnoliaceae
Género: Magnolia



Magnolia L. é um género de plantas com flor, da ordem Magnoliales, que agrupa as espécies maioritariamente arbóreas conhecidas pelo nome comum de magnólias. Na sua presente circunscrição taxonómica o género foi alargado para incluir as espécies que se encontravam dispersas pelos géneros MagnoliaManglietiaMicheliaTalaumaAromadendronKmeriaPachylarnax e Alcimandra(todos da antiga subfamília Magnolioideae), resultando num género monofilético com cerca de 297 espécies.[2] O género distribui-se pelas regiões subtropicais e tropicais do leste e sueste da Ásia (incluindo a Malésia) e pelas Américas, com centros de diversidade no Sueste Asiático e no norte da América do Sul. O género inclui diversas espécies amplamente utilizadas como árvore ornamental nas regiões subtropicais e temperadas de ambos os hemisférios.
Descrição
O género Magnolia tem como epónimo o nome de Pierre Magnol, um botânico de Montpellier (França). A primeira espécie identificada deste género foi Magnolia virginiana, encontrada por missionários enviados à América do Norte na década de 1680. Já em pleno século XVIII foi descrita, também a partir de amostras norte-americanas, a espécie Magnolia grandiflora, hoje a espéci mais conhecida do género dado ser amplamente utilizada como árvore ornamental nas regiões subtropicais e temperadas de clima moderado de todo o mundo.
As magnólias são árvoresarbustos ou arvoretas semidecíduas ou decíduas, apreciados como ornamentais em jardins, principalmente em locais de clima temperado ou subtropical. Produzem abundantes flores brancas, rosadas e amarelas, grandes e perfumadas.
A ciência botânica tem um interesse especial pelas magnólias, por apresentarem estruturas reprodutivas e anatômicas que se acredita serem extremamente primitivas em relação a todas as outras flores, apresentando semelhanças com Gimnospermas primitivas. Alguns dos fósseis mais antigos de Angiospermas conhecidos apresentam flores semelhantes às magnólias.
Alguns estudos sugerem que as magnólias podem ser as primeiras flores que surgiram no nosso planeta, mas isso não é comprovado.
A maior magnólia da Europa pode ser encontrada em MonchiqueAlgarvePortugal.
Taxonomia
A estrutura taxonómica interna do género Magnolia ainda não foi completamente consensualizada, embora exista concordância generalizada no que respeita à integração num único género monofilético das espécies da subfamília Magnolioideae que se encontravam dispersas pelos géneros Magnolia Plum. ex L.Manglietia BlumeMichelia L.Talauma A. Juss.Aromadendron BlumeKmeria DandyPachylarnax Dandy e Alcimandra Dandy. Esta solução, defendida em 2004 por Richard B. Figlar e Hans P. Nooteboom,[2] evita a parafilia da estrutura anterior e permite, recorrendo a secções e subsecções, organizar as espécies em grupos tendencialmente monofiléticos. Aceitando-se essa integração, a família Magnoliaceae, a necessidade de uma subfamília Magnolioideae desaparece, ficando apenas de fora da ordenação as duas espécies extantes do género Liriodendron, que constituíam a subfamília Liriodendroideae, ela também desnecessária.
Aceitando-se Magnolia como o único género da subfamília Magnolioideae, o género pode ser subdividido em 3 subgéneros, 12 secçõies e algumas subsecções.






domingo, 30 de dezembro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 121ª - ARRAIOLOS

A NOIVA, OS TAPETES E OS SANTOS

"És como a noiva de Arraiolos!" diz-se no Alentejo quando alguém demora a arranjar-se mais do que o devido. Porquê? Pois há muitos anos, vivia em Arraiolos uma rapariga cristã que ficou noiva de um jovem fidalgo. Ora no dia do casamento, a vila calhou ser atacada pelos mouros. Assim, como eram precisos todos os homens a combater, a cerimónia foi adiada. Vencidos os mouros, estes foram perseguidos pelos guerreiros de todas as terras alentejanas. Era a Reconquista, que durou alguns anos. Depois, quando o fidalgo noivo voltou da guerra, esse tempo passado, quis avançar com o casamento e mandou recado à noiva. Marcada nova cerimónia, o noivo aguardava com os seus convidados, mas ela não aparecia. Desesperavam já quando ela surgiu coberta com uma albarda! Querendo recuperar a sua beleza da juventude, não encontrou outra maneira para o fazer. E, ao que parece ninguém soube entendê-la, nem os do seu tempo nem os vindouros!  
Ora que os vindouros nunca perderam de vista foi a tapeçaria de Arraiolos. E perguntando-se a sua origem, logo surge a lenda a explicar. É que, em tempos há muito passados, um casal de árabes deslocou-se a Portugal e demorou-se na vila. E apresentaram-se embrulhados em belas mantas muito trabalhadas e feitas com um ponto muito invulgar. Logo os ricos da terra arranjaram com que eles ensinassem os seus empregados o referido ponto e os respectivos desenhos. E assim se iniciou este belo artesanato  alentejano!
A pouco mais de uma légua de Arraiolos fica a freguesia do Vimieiro, onde se conta a lenda dos Santos. E esta diz que S. José tinha quatro filhos - Santo António, S. Pedro, S. João e S. Gens. Porém, acontecia que os manos andavam sempre à briga entre si. E tão mal se portavam que o pai colocou cada qual em seu cabeço, de modo que eles entre si se pudessem ver, assim que ele os pudesse também ver. E a verdade é que os santinhos nunca mais andaram à briga. E a vila de Vimieiro ficou entre os quatro cabeços e protegida pelos santos!


sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

ACHADOS ARQUEOLÓGICOS EM OBRAS NUM RESTAURANTE EM LISBOA

A equipa de arqueólogos da Neoépica mal queria acreditar: no logradouro das traseiras do restaurante Solar dos Presuntos, Lisboa, encontravam-se 28 corpos enterrados e várias urnas com corpos incinerados, bem como objetos de uso pessoal, incluindo moedas e um estojo de medicina "extremamente raro". Um achado com quase dois mil anos de história, datado do tempo da antiga cidade romana de Olisipo. As obras de expansão previstas para o restaurante lisboeta tiveram de esperar. Manda a lei que este tipo de obra não avance "sem que se faça um trabalho de diagnóstico que avalie a existência de possíveis vestígios históricos relevantes", explica ao CM Nuno Neto, da Neoépica. "Estivemos um mês e meio a fazer as sondagens, e logo nos primeiros metros fomos percebendo que tínhamos em mãos uma descoberta importante", acrescenta o arqueólogo, que não esconde a sua satisfação. "Estamos a desenterrar elementos escondidos durante centenas de anos – somos uns privilegiados por poder dar voz a estes vestígios." Cerca de oito meses depois – e com tudo devidamente registado – os achados foram retirados do seu lugar e estão agora à guarda dos arqueólogos para uma análise mais aprofundada. Para que se perceba o que são e para definir uma datação específica: existem vestígios de várias ocupações, desde o período contemporâneo (século XIX) até ao período romano. Entre eles, ruínas de uma olaria da era dos Descobrimentos. "Em média, dispomos de dois anos para estudar os materiais e para chegarmos às nossas conclusões", diz Nuno Neto. "Depois, tudo será entregue à câmara, e ficará no Centro de Arqueologia de Lisboa."



CM 27.12.2018

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

CORNUS MAS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Classe: Asterideas
Ordem: Cortnales
Família: Cornaceae
Género: Cornus
Espécie: Cornus Mas



Cornus mas (também conhecida como corniso), é uma espécie de planta pertencente ao género Cornus, conhecida pelos seus frutos semelhantes a cerejas. É nativa do sul da EuropaMediterrâneo e sudoeste asiático.
Trata-se de um arbusto de porte médio a grande, podendo atingir porte arbóreo, crescendo entre 5 a 12 m de altura. Possui um hábito caducifólio, sendo os seus galhos castanho escuros com os ramos menores esverdeados. As folhas são opostas, com 4–10 cm de comprimento e 2–4 cm de largura e possuem forma ovalada a oblonga, com uma margem inteira. As flores são pequenas (entre 5 a 10 mm de diâmetro) e formadas por quatro pétalas amarelas, dispostas em inflorescências de entre 10 a 25 flores, surgindo estas no final do Inverno, antes do aparecimento das primeiras folhas. O fruto é uma drupa oblonga e vermelha quando madura, contendo uma única semente e tendo cerca de 2 cm de comprimento e 1.5 cm de diâmetro.
O fruto é comestível, possuindo um sabor ácido. Além do mais, é rico em vitaminas A, complexo B e K1. É utilizada essencialmente na produção de compotas, sendo também consumida quando seca. Na Arménia, o fruto é utilizado na destilação da vodca. Na Turquia é consumido com sal como aperitivo no Verão. As cultivares seleccionadas para a produção de fruto na Ucrânia têm frutos que atingem os 4 cm de comprimento. Esta espécie é também cultivada como planta ornamental devido à sua floração no final do Inverno.
A sua madeira é mais densa que a água. A sua casca pode ser utilizada para fazer uma tintura, enquanto as suas folhas são utilizadas na produção de taninos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 120ª - ALVITO

ALVÍSSARAS, ALVÍSSARAS!

A uns trinta quilómetros de Beja, Alvito tem nos seus pergaminhos o facto de ter sido, aliás durante muitos anos, pousada real. De acordo com a Monarquia Lusitana, esta bela vila alentejana aparece, no reinado de D. Afonso III, a partir da herdade de S. Roque, que o Rei doou ao seu chanceler e colaço D. Estêvão Anes, em 1225. No entanto, como é natural, perante os numerosos vestígios arqueológicos aparecidos aqui - desde moedas romanas a silo, lápides votivas e ruínas de edifícios - é de crer que a zona foi habitada em épocas muito mais remotas. E entre os seus filhos mais ilustres está o grande poeta que foi Raul de Carvalho,  que num dos seus primeiros poemas publicadas, fez um fabuloso retrato da sua terra natal:
A vila de Alvito
tem ruas e praças,
homens e mulheres
e muitas desgraças.
Tem muita riqueza
e raros amores.
A vila de Alvito
tem uma cruz ao lado -
Quem manda na vila
não lhe dá cuidado.
Malteses, ganhões,
sangue misturado.
Na vila de Alvito
é que eu fui criado.
Um dos edifícios mais importantes de Alvito é o seu castelo, de toque amouriscado, que foi mandado edificar por D. João II, já destinado a paço realengo, mas apenas terminado no reinado de D. Manuel. Pois narra-nos a lenda que o nome da vila vem de um sucesso acontecido durante uma festa. É que havia nesse dia uma corrida de touros e quando os homens os estavam a introduzir nos curros, uma das bestas escapou. Desatou o touro a correr pela povoação fora e atrás dele foram algumas pessoas. O animal, intuindo a proximidade da morte, corria furiosamente pelas ruas, arrastando tudo e todos. 
Como estava um dia deveras quente, pouco a pouco os perseguidores do animal foram perdendo as forças e desistindo. Por fim, só ficaram dois homens, decerto mais resistentes e corajosos, que acabaram por capturar o touro, quando este já se ocultara numa negra gruta. Levaram-no de volta à povoação, depois de terem descansado os três debaixo de um chaparro. Quando entraram na vila com o touro preso por uma corda, levaram-no até ao meio da praça, gritando:
"Alvitre, alvitre!" que quer dizer alvíssaras.
Pois desta espécie de proclamação, explica o povo, nasceu o nome de Alvito!




domingo, 11 de novembro de 2018

MIA COUTO


Rir junto é melhor que falar a mesma língua. Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso.

domingo, 4 de novembro de 2018

JAMBÚ

Classificação científica:
Reino: Plantae
Clade: Angiospérmicas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Acmella
Espécie: Acmella Oleracea



Jambu (Acmella oleracea) é uma erva típica da região norte do Brasil, mais precisamente no Pará, sendo originária da América do Sul. É comum também em Madagáscar e todo o sudoeste asiático, em particular nas ilhas Mascarenhas . Também é conhecida como agrião-do-Pará

USO:
Planta cultivada na região norte do país, onde é utilizada como condimento culinário amazónico, principalmente para ao preparar o famoso “molho-de-tucupi”. As folhas e inflorescência são empregadas na medicina caseira na região norte do país, para tratamento de males da boca e garganta, além de tuberculose e litíase pulmonar. As folhas e flores quando mastigadas dão uma sensação de formigamento nos lábios e na língua devido sua ação anestésica local, sendo por isso usada para dor-de-dente como anestésico e como estimulante do apetite. O chá das folhas e inflorescência é empregada também, contra anemia, escorbuto, dispepsia e como estimulante da atividade estomáquica. A substancia responsável pela ação anestésica na mucosa bucal é uma isobutilamida denominada espilantol. Na sua composição química, além de espilantol, são citados a espilantina,afinina, colina e fitosterina.

USO EM CULINÁRIA:
O jambu é muito utilizado nas culinárias amazonense, rondoniense, acriana e paraense, podendo ser encontrado em iguarias como o tacacá, o pato no tucupi e até mesmo em pizza combinado com mozarela. Pode-se preparar o jambu da mesma maneira que se prepara a couve refogada, cortando-a fininha e refogando-a no azeite com alho e sal a gosto e bacon cortado em cubinhos.
Uma de suas principais características é a capacidade de tremelicar os lábios de seus comensais. É usada como especiaria pelos chineses. As folhas podem ser usadas frescas ou secas. As folhas tenras cortadas finamente são usadas como condimento no prato nacional malgaxe romazava. É encontrado abundantemente no interior do Rio de Janeiro, no município de Trajano de Moraes.
Na Bahia, especialmente, é usado como erva de alto valor religioso com os nomes oripepé, pimenta-d'água e pingo-de-ouro.

PROPRIEDADES:
A planta é reconhecida como anestésica, diurética, digestiva, sialagogo, antiasmática e antiescorbútica.
Os seus capítulos possuem propriedades odontálgicas e antiescorbúticas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

LUIGI PIRANDELLO


Ao longo do teu caminho, conhecerás, todos os dias, milhões de máscaras e pouquíssimos rostos.

sábado, 20 de outubro de 2018

FOTO DO SÉCULO



Foi considerada a melhor foto deste século.  
 Uma leoa e seu filhote estavam atravessando a savana mas o calor era excessivo e o filhote estava em enorme dificuldade de andar . Um elefante percebeu que seu filhote morreria e o levou na sua tromba até uma poça de água caminhando ao lado da mãe. 
E dizemos nós que são animais selvagens....

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ACÓNITO

Classificação científica:
Reino: Plantae
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ranunculaceae
Género: Aconitum
Espécie: Aconitum Napellus



O  acónito (Aconitum napellus) é uma planta venenosa, pertencente à família Ranunculaceae muito utilizada em fármacos homeopáticos.
Acônito é também conhecido como mata-lobos pois em lendas de lobisomens o acônito enfraquece-os. O veneno de acônito foi o mais utilizado em flechas por arqueiros na Antiguidade e Idade Média européias.
Possui raízes tuberosas e caule ereto, com flores azuis na forma de um elmo. O fruto é uma vesícula.
Os sintomas do envenenamento por sua causa são salivação excessiva, falta de ar, tremores e aceleração dos batimentos cardíacos. Apenas 10 gramas de raíz constituem uma dose letal para o ser humano.
É uma planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e raiz fusiforme. Dá-se bem nas regiões montanhosas, é medicinal e costuma cultivar-se também em jardins, como planta ornamental.
Todas as suas variedades são venenosas quando a semente já está madura. O Aconitum napellus, comum em terrenos úmidos, cultiva-se muito em jardins. Todas as partes da planta são muito venenosas em virtude de possuírem alcalóides distintos.
Outras espécies de acônito existentes em Espanha e Portugal são a erva toira (A. anthora), erva lobo, ou acônito da saúde, e o matalobos (A. lycoctonum), de flor amarela.
Também pode ser receitado pelo seu Médico para o tratamento da ansiedade, mas só com o conhecimento do Médico.
Introduzido na terapia, o acônito era utilizado como sedativo, diurético e analgésico.




domingo, 30 de setembro de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 118ª - MORA

DE RIBEIRA DE PAIVA AOS ENCANTOS

Na margem esquerda do Raia, Mora vale bem a quadra:

Ó Vila de Mora
Tu tens a nobreza
És a sentinela
Da maior firmeza!

Sabiam que a ponte de Paiva foi feita apenas numa noite? Bem, faltam-lhe umas pedras, mas já vão saber porquê. E também sabiam que a construiu o próprio demónio, auxiliado por um bando de pequenos diabos e de pequenas bruxas? 
Ah, nessa noite cantou o galo louro bem cedo pela primeira vez. E o demónio disse: "Como esse mão tenho agouro!" E lá foi fazendo o obra, e passado algum tempo cantou o galo pedrês. Observou o demónio: "Galo pedrês, venham pedras, às duas e às três!" E não tardou que cantasse o galo amarelo, dizendo de novo o demónio: "Com esta ainda me meto."
Cantou então o galo branco e logo disse o demónio: "Galo branco, desse ainda não me espanto." Finalmente, ouviu-se o canto do galo preto, fazendo com que ao diabo se ouvissem estas palavras: "Galo preto, com este já me meto!"
Não só o demónio fugiu ao dizer isto, como deixou o obra incompleta, pois toda a gente diz que as pedras que hoje lá faltam, na verdade, não chegaram a ser postas.
Ah, mas sabiam que no caminho da fonte há um tesouro? E que esse tesouro se encontra de baixo de uma oliveira? Pois foi uma moura que ali o deixou. o problema é que pouco depois da moura ali o enterrar, desapareceu sem assinalar o oliveira! E também deixou um touro azul tomar conta dele.


sábado, 29 de setembro de 2018

HOMEM COBERTO DE ABELHAS


Há gostos para tudo, mais normais ou mais bizarros. O corajoso senhor que se "veste" de abelhas vive em Taruk, uma cidade no noroeste da Arábia Saudita.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

7 MARAVILHAS À MESA





Mesa de Albufeira e de Olhos de Água foi uma das vencedoras das 7 Maravilhas à Mesa. A proposta albufeirense, cujo elemento central era a cataplana, foi uma das sete escolhidas na gala final do concurso promovido pela RTP, que decorreu este domingo, dia 16 de Setembro, em Albufeira.
Além de Albufeira, tornaram-se Maravilhas de Portugal as mesas de Lages do Pico, Vila Real, Terras de Chanfana, Cordeiro de Monção, Bairrada ao Mondego e Mirandela.
A mesa que valeu a Albufeira um lugar entre as 7 Maravilhas à Mesa sugeria dois pratos com muito sabor a mar: os ouriços, como petisco, e a Cataplana de Peixe, como prato principal. A laranja, enquanto produto endógeno, os vinhos Rosé Vida Nova 2017 e Onda Nova Branco 2014, bem como os olheiros de água doce (na praia) e o agroturismo Quinta do Mel, na categoria roteiros, eram as restantes propostas.

sábado, 15 de setembro de 2018

ALBUFEIRA - A MAIOR CATAPLANA DO MUNDO


A maior cataplana do mundo vai ser apresentada hoje, 15 de Setembro, no Classic Weekend, que acontece na Marina de Albufeira. E o prato típico algarvio - provavelmente também o maior do mundo - começa a ser servido ao público a partir das 20h00. 

A confeção do prato será supervisionada por um cozinheiro de Albufeira e realizada por uma equipa de pessoas, implicando a utilização de qualquer coisa como 355 quilos de carne de porco, 267 quilos de amêijoas, 76 quilos de camarão, 88 litros de vinho, 89 quilos de cebola e 45 quilos de pimentos verdes e vermelhos, além de tomate, alho e restantes ingredientes.

A peça foi construída à medida por uma equipa de vários homens e integralmente à mão, com força de braços, durante várias semanas, para que estivesse pronta a tempo. Tem cerca de quatro metros de diâmetro, um metro e oitenta de altura e cerca de 540 quilos de peso e com capacidade para uma tonelada e 300 quilos de comida.

MÁRIO QUINTANA


Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

COREOPSIS

Classificação científica:
Reino: Plantae
Clado: Angiospérmicos
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Coreopsis



A coreópsis apresenta ramagem densa e ramificada, com folhas espessas e lanceoladas com uma coloração verde vibrante. As flores são diminutas, como em outras plantas da família Asteraceae, e reunidas em capítulos solitários, simples ou semi-dobrados, sobre longos pedúnculos. As pétalas da colora expandida são amarelas ou alaranjadas, largas e com bordas denteadas. O contraste da folhagem com as flores tem grande efeito decorativo.
A floração se estende por todo o ano, em climas quentes, mas é mais abundante no verão. Rústica, tolera solos pobres, secas moderadas, além de ventos fortes e salinidade no solo, tornando-se uma boa escolha em jardins de praia.
Devem ser cultivadas sempre a pleno sol em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica para uma boa produção. Apesar de perene, requer reformas bianuais, através do replantio. As regas devem ser regulares. Têm potencial invasivo, podendo tornar-se daninha. Multiplica-se por divisão das touceiras e por sementes.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

LENDAS DE PORTUGAL - 117ª - POMBAL

O MOURO SEDUTOR E O FORNO

Pois deste município de Pombal, quantas lendas vamos contar? Pois duas. E vamos começar com um mouro de olhos . verdes e um notável poder de sedução. Chama-se ele Al-Pal-Omar, que em linguagem corrente e portuguesa dá, nem mais nem menos, Pombal! Porém, o mouro tinha um raio de acção, consentido pela velocidade do seu magnífico cavalo e pelo seu real poder, que  vinha das margens do Mondego ao curso do Tejo. Era por ali que se abastecia o seu notável harém. As mulheres amavam-no e os homens tinham-lhe um respeito alinhavado pelo medo.
Porém, certo dia, os cavaleiros templários, guiados pelo arcanjo S. Miguel, conseguiram cercar o mouro Al-Pal-Omar e dar-lhe um combate de morte, não sobrando nenhum dos seus acompanhantes. Ele sim, conseguiu fugir,  ninguém sabe se nas asas de algum pombo. Meteu-se no seu palácio encantado e, dizem, que na companhia das últimas conquistas. E foram-se os templários e taparam todas as possíveis saídas do palácio encantado e construíram-lhe em cima um bom castelo. Possivelmente conhecem-no, o castelo de Pombal!
Mas cuidado, ainda  hoje, qualquer menina que vá ao castelo depois do sol posto escutará uma cantiga que diz assim: 
Menina, vem ter comigo,
Vem o meu encanto quebrar
Sou um mouro teu amigo
Que te quer namorar...


Quem se tenta, entre as leitoras? Mas os leitores estarão pelos ajustes de se deixarem tentar pelo exemplo daqueles homens que ... Vá, comecemos pelo princípio.
Nos anos 1561-1562 houve uma epidemia de peste em todo o país, uma mortandade. A população  do concelho de Pombal sofreu como as outras. Ás tantas, fidalgos e povo juntaram-se e foram em procissão à igreja implorar a Nossa Senhora que acabasse com a desgraça no concelho. E logo se ofereceram com a obrigação de celebrar o primeiro domingo de Agosto de cada ano, com uma missa solene, sermão e, curiosamente, uma corrida de touros. Nossa Senhora não viu inconveniente no negócio e o povo, porque os nobres já acabaram, tem cumprido bem.
Mas aquele exemplo de que se falava atrás entre agora. Nossa Senhora fazia anualmente um milagre. Num forno de grande proporções, onde se entregavam às chamas umas sete ou oito carradas de lenha, aí era metido um bolo de trigo que rondava entre os cento e dez e os cento e vinte quilos. E o milagre não estava ainda aí...
O milagre consistia em entrar em seguida um homem no forno, claro que depois de ter confessado e comungado, dava uma volta ao bolo em  pleno cozimento e saía. Sem se queimar! E isto acontecia diante de uma imagem de Nossa Senhora, colocada diante da porta do forno. Até 1913 aconteceu isso.