Rir junto é melhor que falar a mesma língua. Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso.
domingo, 11 de novembro de 2018
domingo, 4 de novembro de 2018
JAMBÚ
Classificação científica:
Reino: Plantae
Clade: Angiospérmicas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Acmella
Espécie: Acmella Oleracea
Reino: Plantae
Clade: Angiospérmicas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Acmella
Espécie: Acmella Oleracea
Jambu (Acmella oleracea) é uma erva típica da região norte do Brasil, mais precisamente no Pará, sendo originária da América
do Sul. É comum também em Madagáscar e todo o sudoeste asiático, em particular nas ilhas Mascarenhas . Também é conhecida como agrião-do-Pará
USO:
Planta
cultivada na região norte do país, onde é utilizada como condimento culinário
amazónico, principalmente para ao preparar o famoso “molho-de-tucupi”. As
folhas e inflorescência são empregadas na medicina caseira na região norte do
país, para tratamento de males da boca e garganta, além de tuberculose e
litíase pulmonar. As folhas e flores quando mastigadas dão uma sensação de
formigamento nos lábios e na língua devido sua ação anestésica local, sendo por
isso usada para dor-de-dente como anestésico e como estimulante do apetite. O
chá das folhas e inflorescência é empregada também, contra anemia, escorbuto,
dispepsia e como estimulante da atividade estomáquica. A substancia responsável pela ação anestésica na mucosa
bucal é uma isobutilamida denominada espilantol. Na sua composição química, além de espilantol, são citados a espilantina,afinina, colina e fitosterina.
USO EM CULINÁRIA:
O jambu é muito utilizado nas culinárias
amazonense, rondoniense, acriana e paraense, podendo ser encontrado em iguarias
como o tacacá, o pato no tucupi e até mesmo
em pizza combinado
com mozarela. Pode-se preparar o
jambu da mesma maneira que se prepara a couve refogada, cortando-a fininha e refogando-a no azeite com alho e sal a gosto e bacon cortado em
cubinhos.
Uma de suas principais características é a
capacidade de tremelicar os lábios de seus comensais. É usada como especiaria
pelos chineses. As folhas podem ser
usadas frescas ou secas. As folhas tenras cortadas finamente são usadas como
condimento no prato nacional malgaxe romazava. É encontrado
abundantemente no interior do Rio de Janeiro, no município
de Trajano de Moraes.
Na Bahia, especialmente, é usado como erva de alto valor religioso
com os nomes oripepé, pimenta-d'água e pingo-de-ouro.
PROPRIEDADES:
A planta é
reconhecida como anestésica, diurética, digestiva, sialagogo, antiasmática e
antiescorbútica.
Os seus
capítulos possuem propriedades odontálgicas e antiescorbúticas.
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
sábado, 20 de outubro de 2018
FOTO DO SÉCULO
Foi considerada a melhor foto deste
século.
Uma leoa e seu filhote estavam atravessando a
savana mas o calor era excessivo e o filhote estava em enorme dificuldade de andar . Um elefante percebeu que seu filhote
morreria e o levou na sua tromba até uma poça de água caminhando ao lado da
mãe.
E dizemos nós que são animais
selvagens....
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
ACÓNITO
Classificação científica:
Reino: Plantae
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ranunculaceae
Género: Aconitum
Espécie: Aconitum Napellus
Reino: Plantae
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ranunculaceae
Género: Aconitum
Espécie: Aconitum Napellus
O acónito (Aconitum
napellus) é uma planta venenosa, pertencente à família Ranunculaceae muito
utilizada em fármacos homeopáticos.
Acônito é
também conhecido como mata-lobos pois em lendas de lobisomens o acônito
enfraquece-os. O veneno de acônito foi o mais utilizado em flechas por
arqueiros na Antiguidade e Idade Média européias.
Possui raízes tuberosas
e caule ereto,
com flores azuis
na forma de um elmo.
O fruto é
uma vesícula.
Os sintomas
do envenenamento por sua causa são salivação excessiva,
falta de ar, tremores e aceleração dos batimentos cardíacos. Apenas 10 gramas
de raíz constituem
uma dose letal para o ser humano.
É uma
planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas
verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e
raiz fusiforme.
Dá-se bem nas regiões montanhosas, é medicinal e costuma cultivar-se também em
jardins, como planta ornamental.
Todas as
suas variedades são venenosas quando a semente já está madura. O Aconitum
napellus, comum em terrenos úmidos, cultiva-se muito em jardins. Todas as
partes da planta são muito venenosas em virtude de possuírem alcalóides
distintos.
Outras
espécies de acônito existentes em Espanha e Portugal são
a erva toira (A.
anthora), erva lobo, ou acônito da saúde, e o matalobos (A. lycoctonum), de
flor amarela.
Também pode
ser receitado pelo seu Médico para o tratamento da ansiedade, mas só com o
conhecimento do Médico.
Introduzido
na terapia, o acônito era utilizado como sedativo, diurético e analgésico.
domingo, 30 de setembro de 2018
LENDAS DE PORTUGAL - 118ª - MORA
DE RIBEIRA DE PAIVA AOS ENCANTOS
Na margem esquerda do Raia, Mora vale bem a quadra:
Na margem esquerda do Raia, Mora vale bem a quadra:
Ó Vila de Mora
Tu tens a nobreza
És a sentinela
Da maior firmeza!
Sabiam que a ponte de Paiva foi feita apenas numa noite? Bem, faltam-lhe umas pedras, mas já vão saber porquê. E também sabiam que a construiu o próprio demónio, auxiliado por um bando de pequenos diabos e de pequenas bruxas?
Ah, nessa noite cantou o galo louro bem cedo pela primeira vez. E o demónio disse: "Como esse mão tenho agouro!" E lá foi fazendo o obra, e passado algum tempo cantou o galo pedrês. Observou o demónio: "Galo pedrês, venham pedras, às duas e às três!" E não tardou que cantasse o galo amarelo, dizendo de novo o demónio: "Com esta ainda me meto."
Cantou então o galo branco e logo disse o demónio: "Galo branco, desse ainda não me espanto." Finalmente, ouviu-se o canto do galo preto, fazendo com que ao diabo se ouvissem estas palavras: "Galo preto, com este já me meto!"
Não só o demónio fugiu ao dizer isto, como deixou o obra incompleta, pois toda a gente diz que as pedras que hoje lá faltam, na verdade, não chegaram a ser postas.
sábado, 29 de setembro de 2018
HOMEM COBERTO DE ABELHAS
Há gostos para tudo, mais normais ou mais bizarros. O corajoso senhor que se "veste" de abelhas vive em Taruk, uma cidade no noroeste da Arábia Saudita.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
7 MARAVILHAS À MESA
A Mesa de Albufeira e de Olhos de Água foi
uma das vencedoras das 7 Maravilhas à Mesa. A proposta albufeirense, cujo
elemento central era a cataplana, foi uma das sete escolhidas na gala final do
concurso promovido pela RTP, que decorreu este domingo, dia 16 de Setembro, em Albufeira.
Além de Albufeira, tornaram-se Maravilhas de Portugal as mesas de Lages
do Pico, Vila Real, Terras de Chanfana, Cordeiro de Monção, Bairrada ao Mondego
e Mirandela.
A mesa que valeu a Albufeira um lugar entre as 7 Maravilhas à Mesa
sugeria dois pratos com muito sabor a mar: os ouriços, como petisco, e a
Cataplana de Peixe, como prato principal. A laranja, enquanto produto endógeno,
os vinhos Rosé Vida Nova 2017 e Onda Nova Branco 2014, bem como os olheiros de
água doce (na praia) e o agroturismo Quinta do Mel, na categoria roteiros, eram
as restantes propostas.
sábado, 15 de setembro de 2018
ALBUFEIRA - A MAIOR CATAPLANA DO MUNDO
A maior cataplana do
mundo vai ser apresentada hoje, 15 de Setembro, no Classic Weekend, que acontece na Marina de
Albufeira. E o prato típico algarvio - provavelmente também o maior do mundo -
começa a ser servido ao público a partir das 20h00.
A confeção do prato será supervisionada
por um cozinheiro de Albufeira e realizada por uma equipa de pessoas,
implicando a utilização de qualquer coisa como 355 quilos de carne de porco,
267 quilos de amêijoas, 76 quilos de camarão, 88 litros de vinho, 89 quilos de
cebola e 45 quilos de pimentos verdes e vermelhos, além de tomate, alho e
restantes ingredientes.
A peça foi construída à medida por uma
equipa de vários homens e integralmente à mão, com força de braços, durante
várias semanas, para que estivesse pronta a tempo. Tem cerca de quatro metros
de diâmetro, um metro e oitenta de altura e cerca de 540 quilos de peso e com capacidade
para uma tonelada e 300 quilos de comida.
MÁRIO QUINTANA
Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
COREOPSIS
Classificação científica:
Reino: Plantae
Clado: Angiospérmicos
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Coreopsis
Reino: Plantae
Clado: Angiospérmicos
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Coreopsis
A
coreópsis apresenta ramagem densa e ramificada, com folhas espessas e
lanceoladas com uma coloração verde vibrante. As flores são diminutas, como em
outras plantas da família Asteraceae,
e reunidas em capítulos solitários, simples ou semi-dobrados, sobre
longos pedúnculos. As pétalas da colora expandida são amarelas ou
alaranjadas, largas e com bordas denteadas. O contraste da folhagem com as
flores tem grande efeito decorativo.
A floração se estende por
todo o ano, em climas quentes, mas é mais abundante no verão. Rústica, tolera
solos pobres, secas moderadas, além de ventos fortes e salinidade no solo,
tornando-se uma boa escolha em jardins de praia.
Devem ser cultivadas sempre
a pleno sol em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica para uma
boa produção. Apesar de perene, requer reformas bianuais, através do replantio.
As regas devem ser regulares. Têm potencial invasivo, podendo tornar-se daninha.
Multiplica-se por divisão das touceiras e por sementes.
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
LENDAS DE PORTUGAL - 117ª - POMBAL
O MOURO SEDUTOR E O FORNO
Pois deste município de Pombal, quantas lendas vamos contar? Pois duas. E vamos começar com um mouro de olhos . verdes e um notável poder de sedução. Chama-se ele Al-Pal-Omar, que em linguagem corrente e portuguesa dá, nem mais nem menos, Pombal! Porém, o mouro tinha um raio de acção, consentido pela velocidade do seu magnífico cavalo e pelo seu real poder, que vinha das margens do Mondego ao curso do Tejo. Era por ali que se abastecia o seu notável harém. As mulheres amavam-no e os homens tinham-lhe um respeito alinhavado pelo medo.
Porém, certo dia, os cavaleiros templários, guiados pelo arcanjo S. Miguel, conseguiram cercar o mouro Al-Pal-Omar e dar-lhe um combate de morte, não sobrando nenhum dos seus acompanhantes. Ele sim, conseguiu fugir, ninguém sabe se nas asas de algum pombo. Meteu-se no seu palácio encantado e, dizem, que na companhia das últimas conquistas. E foram-se os templários e taparam todas as possíveis saídas do palácio encantado e construíram-lhe em cima um bom castelo. Possivelmente conhecem-no, o castelo de Pombal!
Mas cuidado, ainda hoje, qualquer menina que vá ao castelo depois do sol posto escutará uma cantiga que diz assim:
Menina, vem ter comigo,
Vem o meu encanto quebrar
Sou um mouro teu amigo
Que te quer namorar...
Quem se tenta, entre as leitoras? Mas os leitores estarão pelos ajustes de se deixarem tentar pelo exemplo daqueles homens que ... Vá, comecemos pelo princípio.
Nos anos 1561-1562 houve uma epidemia de peste em todo o país, uma mortandade. A população do concelho de Pombal sofreu como as outras. Ás tantas, fidalgos e povo juntaram-se e foram em procissão à igreja implorar a Nossa Senhora que acabasse com a desgraça no concelho. E logo se ofereceram com a obrigação de celebrar o primeiro domingo de Agosto de cada ano, com uma missa solene, sermão e, curiosamente, uma corrida de touros. Nossa Senhora não viu inconveniente no negócio e o povo, porque os nobres já acabaram, tem cumprido bem.
Mas aquele exemplo de que se falava atrás entre agora. Nossa Senhora fazia anualmente um milagre. Num forno de grande proporções, onde se entregavam às chamas umas sete ou oito carradas de lenha, aí era metido um bolo de trigo que rondava entre os cento e dez e os cento e vinte quilos. E o milagre não estava ainda aí...
O milagre consistia em entrar em seguida um homem no forno, claro que depois de ter confessado e comungado, dava uma volta ao bolo em pleno cozimento e saía. Sem se queimar! E isto acontecia diante de uma imagem de Nossa Senhora, colocada diante da porta do forno. Até 1913 aconteceu isso.
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
BRUXAS NÃO EXISTEM
Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas
que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também
acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona
que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era
Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa".
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o
nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre
falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que,
se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande
caldeirão.
Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia
invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha
saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás
dela gritando "bruxa, bruxa!".
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
- Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De
imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada.
Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com
dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a
turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida
descarregaria em mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva.
Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e
começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
- Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não
se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital.
Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu
cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu
muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância",
disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou
minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de
acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em
minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
HELOTROPIO
Classificação cintífica:
Reino: Plantae
Classe: Eudicotiledóneas
Ordem: Polemoniales
Família: Boraginaceae
Género: Heliotropium
Espécie: Helotropium europaeum
Heliotrópio, de nome científico heliotropium
europaeum, é uma planta da família das boragiaceas que
pode alcançar entre um e cinco metros de altura. Também conhecida como erva das
verrugas, tornassol, tornassol com pelos, verrucária ou verrucária peluda, a
planta possui um cheiro agradável e coloração acinzentada ou esverdeada. Possui
a corola branca ou lilacínea, afunilada ou assalveada. Sua inflorescência não é
bracteada e as folhas são elípticas e, assim como os caules, cobertas de pelos
suaves. A planta é considerada em algumas localidades como uma erva daninha que
cresce na estrada, mas também pode ser usada como planta ornamental.
Suas sementes germinam principalmente durante a primavera e
tornam-se bastante resistentes à seca devido a um sistema radicular profundo.
Suas flores surgem dentro de algumas semanas e continuam durante o verão,
normalmente morrendo no período do inverno.
Seu nome deriva da característica comum das plantas do gênero: helio que Seu
nome deriva da característica comum das plantas do gênero: helio que significa
sol, e tropium, que
significa virar-se para, remetendo ao fato de que as flores seguem o movimento do
sol durante o dia.A planta anual é nativa da região mediterrânea, podendo ser
encontrada de forma dispersa ao sul e à oeste da Europa, norte da África,
sudoeste asiático, além das ilhas da Macaronésia, com exceção a Cabo verde.
Sua
introdução em outros continentes foi, provavelmente, acidental, e em algumas
regiões da Austrália, inclusive, encontrou excelentes condições para o
desenvolvimento, de forma que, inclusive, interferiu
Benefícios e propriedades
Originária da Europa, a planta possui propriedades anticéptica, cicatrizante, febrífuga e emenagoga, ajudando a desinfectar e
acelerar a cicatrização de feridas, além de activar a menstruação e estimular o
funcionamento da vesícula biliar.
Seu uso para fins medicinais foi relatado em uma ordem
emitida por Carlos Magno, o Capitulare de vilis, em que consta que
suas terras eram usadas para cultivar uma grande quantidade de ervas, que
inclui o heliotropium europaeum. no equilíbrio ecológico da região.
Contra indicações e toxicidade
É bastante comum encontrarmos animais que foram mortos por
intoxicação causada por essa planta, fato comum entre gado e cavalos, que são
mais susceptíveis do que os ovinos. A planta é venenosa e contém alcaloides
pirrolizidinicos.
terça-feira, 31 de julho de 2018
LENDAS DE PORTUGAL - 116ª - FERREIRA DO ZÊZERE
A MOEDA DE OURO
Para sustento da casa, onde muitos eram filhos, ele trabalhava em terras alheias e ela corria montes recolhendo o que pudesse para ajudar. E o que ela suportava nos seus magros ombros! Pois passando ela junto do Penedo da Bica, às pinhas, ouviu gemidos. Olhou em volta, aquilo só poderia vir de dentro do penedo! Mas nem teve tempo para pensar, pois apareceu-lhe uma jovem moura, que lhe disse: "Se pudesse dar uma ajudinha à minha irmã que está lá dentro a ter um filho... Por favor, estou cheia de medo..."
A boa mulher olhou as suas mãos cheias de terra, lembrou-se também dos filhos que tivera, ajudada pela velha da aldeia, que era a parteira e murmurou: "Vamos lá..."
Nesse momento, avançando por onde a moura lhe indicava, viu no penedo uma lindíssima porta. Depois havia um corredor ricamente decorado. Ouro e pedrarias por toda a parte. Então, a moura fê-la entrar no quarto da irmã. E eram tantas as riquezas que até teve dificuldade em ver a irmã da moura que a chamara! Pedia para lavar as mãos e trouxeram-lhe uma bacia de ouro. Aquilo era tudo tão rico que ela ficou intimidada e custava-lhe discorrer. Por fim, lá nasceu a criança, uma menina.
Entraram então no quarto muitas fadas que levaram a criança. E a irmã da moura, que parira nas mãos da aldeã, entregou a esta uma cafeteira cheia de brasas queimadas e levou-a para o lado de fora do Penedo.
Entretanto, enquanto reparava que a porta desaparecera e colocava o seu pesado fardo às costas, a aldeã não pôde deixar de pensar que se a cafeteira ainda lhe fazia jeito, que era bem bonita, as brasas queimadas não tinham préstimo. E deitou-as fora. Mas cada brasa era uma moeda de ouro. Quis recolhê-las do chão, mas elas desapareceram. Encolheu os ombros e lá foi andando para casa. Chegada, fechou-se com o marido no quarto e contou-lhe o que se passara. Ele desatou a rir, dizendo que ela sonhara aquilo. Então ela, inclinou a cafeteira, a mostrar como fora e, eis senão quando, uma moeda de ouro saltou para o chão, rolando por todo o quarto até se imobilizar aos pés do casal!
domingo, 8 de julho de 2018
MARK TWAIN
Não há tempo... tão curta é a vida,
para discussões banais, desculpas, amarguras, tirar satisfações.
Só há tempo para amar.
E mesmo para isso, é só um instante.
Uma vida boa se constrói com boas relações.
terça-feira, 3 de julho de 2018
CALENDULA
Classificação científica:
Reino: Plantae
Classe: Eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Calaendula
Reino: Plantae
Classe: Eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Calaendula
Calendula é um género de plantas pertencentes à família Asteraceae, vulgarmente chamadas calêndulas ou maravilhas. Calêndula é nativa da
África central e foi trazida e disseminada ao Brasil nos meados do século
XVIII.
Características básicas
Pertencente à mesma família das margaridas - Asteraceae - a
calêndula (Calendula officinalis) é originária da Europa
meridional e se relaciona intimamente com o sol. Curiosamente, essa flor abre suas pétalas assim que
o sol nasce e as fecha na hora em que ele se vai. Aliás, seu nome é derivado de
uma palavra latina - calendae - que significa "primeiro
dia de cada mês", de onde se derivou também a palavra calendário (que,
sabe-se, é baseado no ciclo solar).
No Brasil, a calêndula
adaptou-se facilmente, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Hoje, ela é
cultivada tanto para fins ornamentais como para a fabricação de medicamentos
e cosméticos. A flor, de coloração
amarelo-alaranjada, caracteriza-se pelo inegável perfume e as folhas são macias
e aveludadas. Planta anual, a calêndula pode atingir até 50 cm de altura e
apresenta caules ramificados em duas hastes. As folhas inferiores são
espatuladas e as caulinares são lanceoladas e alternadas.
Atualmente, as flores cultivadas sem
agrotóxicos ou aditivos químicos são comercializadas para consumo em saladas ou
acompanhando outros pratos.
Uso medicinal
Muito utilizada na industria
farmacêutica.
Conta-se que na guerra civil americana,
os médicos que atuavam nos campos de batalha utilizavam as flores e as folhas
da calêndula para tratar os ferimentos dos soldados. Anos mais tarde, a ciência
comprovou os efeitos que aqueles médicos conheceram na prática. No Brasil o seu
uso fitoterápico é aprovado pelo
Ministério da Saúde.
A partir da calêndula, a medicina
homeopática produz remédios que são usados oralmente, inclusive em períodos
pós-operatórios, justamente pelos poderes já citados. Na medicina popular, a planta é muito
utilizada para tratar problemas uterinos e cólicas menstruais, estimular a atividade hepática e
atenuar espasmos gástricos. É claro que devem ser evitados exageros ou abusos
na aplicação de plantas em tratamentos. No caso da calêndula, é importante esclarecer
que, em excesso, a planta pode provocar depressão, nervosismo, falta de
apetite, náuseas e até vômitos.
Uso cosmético
É na fabricação de cosméticos que a
calêndula faz o seu reinado: os diversos princípios ativos da planta são
responsáveis pelos eficientes efeitos no tratamento de pele e cabelos. A
calendulina, por exemplo, um pigmento que dá a cor alaranjada às pétalas,
presente em boas doses nas flores, juntamente com a resina e a mucilagem, são
responsáveis pelos poderes regeneradores e cicatrizantes. Outros princípios
engordam a lista de propriedades da calêndula, amplamente usada na fabricação
de shampoos, loções, sabonetes e cremes. Aliás, ela é uma das bases mais
utilizadas na fabricação de produtos indicados para cabelos oleosos e peles
com cravos e espinhas.
sábado, 30 de junho de 2018
LENDAS DE PORTUGAL - 115ª - ANADIA
A VINHATEIRA E O CERTOMA
Que mais poderia querer a capital da Região dos Vinhos da Bairrada do que ter o nome da sua capital intimamente relacionado com uma famosa vinhateira do passado? Porém, um passado tão remoto que não conseguimos descortinar o tempo em que viveu a famosa Ana Dias. Mas temos lenda, e lenda tão interessante como a que dá o nome a boa parte do Rio Cértima. O pior, nestas coisas, é que aparece alguém a querer dar cabo da lenda com etimologias e outros dados. Mas vamos lá às lendas.
Ana Dias, naqueles recuados tempos, era nome tão respeitado como o de Baco. Possivelmente, até mais. Porque Ana Dias se apresentava à estrada de Coimbra com os seus maravilhosos vinhos obrigando a parar ali quem fosse ou viesse à cidade dos doutores. Quantos ali não sentiram o estímulo dos bairradinos para abrir um livro de leis ou um copo na mesa da autópsia? Também, valha a verdade, também acreditarmos que a Ana Dias ou qualquer dos seus vizinhos decerto também fari ou fariam rodar letões no espeto porque não se deve beber sem lastro nem se deve comer sem o apoio de um pichel dos de Ana Dias. Ah, o que nunca conseguimos descobrir é como se chamava o povoado antes dele se identificar com sua personalidade, inapelavelmente, mais importante! E que importa?
Aqui há uns tempos, numa revista bairradina, o escritor Idalécio Cação levantava a questão de nunca se falar no marido nem nos possíveis filhos de Ana Dias. Era só ela e a sua produção de vinhos. Nem nos sobrou retrato seu que, a avaliar pela fama, até deveria ter circulado em moeda! Mas não, só a sua fama de fazer parar os viajantes, consolar-lhes os sentidos com as suas produções e ficá-los a ver dobrar a curva da estrada, mal equilibrados nas suas cavalgaduras. E Manuel Rodrigues Lapa, o ilustre filólogo, que nos teria podido dizer de Ana Dias? Não que a tivesse conhecido, mas por via do topónimo da sua terra...
Quando ao rio, o leitor deve ter estranhado o nome - Certoma. Toda a gente conhece o Rio Cértima, agora Certoma. Já lá vamos. Pois o Cértima é um subafluente do Rio Vouga, nasce na Serra do Buçaco, um pouco abaixo da Cruz Alta, a 380 metros de altura. Galga 43 quilómetros na direcção Sul-Norte, atravessando quatro concelhos, atravessando a Pateira de Fermentelos. Ora o nome do rio é Cértima, mas até Avelãs do Caminho é designada com o Certoma. E porquê?
Um belo dia, nas imediações de Anadia, a rainha santa, que ia peregrinar a Santiago de Compostela, sentiu sede. Logo alguns dos seus acompanhantes dirigiram-se ao rio e encheram uma vasilha. Houve até um que provou a água e achou-a imprópria. Mesmo assim levou-a à soberana, tendo o cuidado de a prevenir. Ao primeiro golo Isabel de Aragão sentiu-se incomodada e comentou: "Que sabor esquisito, esta água é do certo má..."
E de decerto má a certomá e certoma foi um salto de passarinho. Ficou o Rio Certoma, mas, a partir de determinada altura toda a gente passou a dizer Cértima como alternativa a Certoma. Mas há quem arranje as tais etimologias...
domingo, 3 de junho de 2018
SCABIOSA
Classificação científica:
Reino: Plantae
Clado: Angiospérmicas
Ordem: Dipsacales
Género: Scabiosa

Reino: Plantae
Clado: Angiospérmicas
Ordem: Dipsacales
Género: Scabiosa

São
plantas herbáceas, floríferas e perenes.
Os membros deste género são nativos da Europa ,Ásia e África.
Devido a beleza de suas flores, muitos cultivares foram
desenvolvidos como plantas ornamentais para jardins. Crescem de 70 cm a
1 metro de altura.
Apresentam
muitas flores pequenas
de coloração suave azul-lavanda, lilás ou creme pálido. As flores crescem
isoladamente no alto do talo. Por serem ricas em néctar atraem
muitos insetos,
incluindo as lepidopteras.
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