Portugal adere a iniciativa de sensibilização Dia 28 de Março 2009. Durante uma hora, Lisboa sofrerá um apagão e os principais monumentos da cidade ficarão às escuras. No dia 28, esta será a forma da capital portuguesa reduzir os consumos de energia ao aderir à Hora do Planeta.Uma iniciativa da organização internacional de ambiente WWF, que tem por objectivo alertar os líderes políticos para a necessidade de adoptarem medidas urgentes contra as alterações climáticas. Cristo-Rei, Ponte 25 de Abril, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio de Belém,Museu da Electricidade,Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Castelo de São Jorge, Paços de Concelho ficarão apenas iluminados pelas estrelas entre as 20.30 e as 21.30. Centro Cultural de Belém também aderirá à iniciativa, apagando as luzes durante quinze minutos. Lisboa junta-se assim, pela primeira vez, às mais de 700 cidades que participam na Hora do Planeta. No ano passado, mais de 5o milhões de pessoas em todo o mundo fizeram parte desta mega mobilização, esperando-se este ano uma adesão de mil milhões de pessoas. Todos os portugueses serão convidados também a apagar as luzes das suas casas, reduzindo o consumo eléctrico e as emissões de gases com efeito de estufa, juntando-se assim ao coro de vozes que tenta sensibilizar os responsáveis políticos para o problema do aquecimento global, explicou ao DN Angela Morgado, da WWF Portugal. As empresas em Portugal também se mobilizaram e prometem apagões e acções de sensibilização nos seus espaços durante a Hora do Planeta. Entre elas estão já confirmadas a Coca-Cola, o IKEA, a Ogilvy Mather, a Nokia, a SIC e aVisão.
quinta-feira, 26 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA

Os 35 do 25
Conheça as propostas que os portugueses têm para apresentar à classe política
Conheça as propostas que os portugueses têm para apresentar à classe política
E porque não há-de qualquer cidadão ter propostas para mudar o país e poder fazê-las chegar aos destinatários? No ano em que se comemoram os 35 anos da Revolução dos Cravos e em que decorre um importante ciclo eleitoral, a revista VISÃO -em conjunto com a SIC, o EXPRESSO e o portal aeiou- quis dar essa possibilidade aos leitores, através da iniciativa "Portugal é de todos".
Os interessados poderão dar ideias sobre três temas, todos eles filhos de Abril: reforçar a liberdade, aprofundar a democracia e construir uma sociedade mais justa. No site http://www.visao.pt/ encontrarão o formulário para participarem. E até ao fecho desta edição, já tínhamos recebido propostas de 559 pessoas.
Mas algumas personalidades fizeram também chegar-nos as suas contribuições. A socióloga Maria Filomena Mónica, por exemplo, tem uma ideia tão bem definida sobre o funcionamento do sistema político que a apresenta três vezes: mudar a lei eleitoral, acabando com as listas partidárias e criando círculos uninominais.
O director artístico Jorge Silva Melo acha que a melhor maneira de reforçar a liberdade seria... "acabar com o capitalismo". E para uma sociedade mais solidária deixa também uma ideia bem original: "acabar com as nações e reinventar a Internacional".
Quanto às propostas dos nossos leitores já enviadas, revelam quase sempre dois tipos de preocupação: o distanciamento entre os cidadãos e a classe política e o aumento das desigualdades sociais. Já agora, aqui ficam algumas sugestões originais. Como a do técnico informático Armando Esteves, que defende que os votos em branco nas legislativas deveriam ter expressão parlamentar, deixando vago o correspondente número de lugares no hemiciclo.
Vítor Simões, comerciante, pensa que a regionalização se deve fazer só por decreto, sem referendo. E o empresário Paulo Antunes quer submeter os membros do Governo a avaliação, com os professores e outros.
Sejam quais foram as suas sugestões, prometemos que o Presidente da República, o Governo, os partidos e as autarquias as terão no dia 25 de Abril.
Visão Nº 837
quarta-feira, 18 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA

Sonda "Kepler" colocada com sucesso em órbita
A NASA lançou na madrugada de ontem (7.03.09) com sucesso a sonda "Kepler", que tem como missão procurar planetas irmãos da Terra fora do sistema solar mas dentro da Via Láctea, que podem abrigar vida. O lançamento da sonda de 1,03 toneladas ocorreu como previsto da base militar de Cabo Canaveral, na Florida, às 22.49 horas locais (3.49 horas em Lisboa), com o auxílio do foguetão "Delta II". A "Kepler" separou-se totalmente como previsto, exactamente 61 minutos e 49 segundos após lançamento.
Trata-se da primeira missão da agência espacial norte-americana concebida para detectar planetas rochosos como a terra, que orbitam em torno de estrelas, das quais não estão muito próximas, mas também não muito afastadas, de maneira que as temperaturas possam manter a água líquida à superfície, condição essencial ao desenvolvimento de vida.
"Não é apenas uma missão científica, mas uma missão de importância histórica concebida para responder a uma questão que a humanidade coloca desde sempre, a saber, se há outros planetas como o nosso Universo", tinha dito na quinta-feira Ed Weiler, responsável das missões científicas da NASA. "O recenseamento planetário que a "Kepler" deverá fazer será de uma grande importância para saber se os planetas da mesma categoria de dimensão e massa que a Terra são frequentes na nossa galáxia", indicou.
Diário de Notícias -08.03.2009-
sábado, 14 de março de 2009
CRAVOS DO POETA

Nome científico: Dianthus caryophyllus
Variedade: Cravos do Poeta
Nome comum: Cravina
Nomes populares: Cravo, Cravina, Cravinhas, Cravo do Poeta
Família: Caryophyllaceae
Origem: Região Mediterrânica
História: Os cravos eram considerada "flores divinas" pelos antigos gregos, sendo também muito retratadas na época do renascimento, pois eram símbolo de fidelidade. Muito citada na literatura, a flor desta planta tinha um significado especial, pois representava o homem nos romances, enquanto a rosa representava a mulher.
Descrição: Planta perene, anual ou bienal de curta duração, muitas vezes cultivada como anual. O Cravo do poeta possui caule herbáceo, ramificado, de cor verde claro a verde médio, de porte erecto e com nós salientes. As folhas são persistentes, sésseis, de inserção oposta e de forma linear, de cor verde médio. As flores são agrupadas, panículadas ou no topo do caule, com cálice tubular com cinco sépalas abertas estendidas com um diâmetro de cerca de 3 cm, dobradas com as bordas recortadas. Apresenta uma vasta variedade de cores desde o branco, rosa, vermelho e amarelo, com diversas tonalidades e mistura. O fruto é uma cápsula. Estas plantas podem atingir alturas de 20 - 45 cm.
Variedade: Cravos do Poeta
Nome comum: Cravina
Nomes populares: Cravo, Cravina, Cravinhas, Cravo do Poeta
Família: Caryophyllaceae
Origem: Região Mediterrânica
História: Os cravos eram considerada "flores divinas" pelos antigos gregos, sendo também muito retratadas na época do renascimento, pois eram símbolo de fidelidade. Muito citada na literatura, a flor desta planta tinha um significado especial, pois representava o homem nos romances, enquanto a rosa representava a mulher.
Descrição: Planta perene, anual ou bienal de curta duração, muitas vezes cultivada como anual. O Cravo do poeta possui caule herbáceo, ramificado, de cor verde claro a verde médio, de porte erecto e com nós salientes. As folhas são persistentes, sésseis, de inserção oposta e de forma linear, de cor verde médio. As flores são agrupadas, panículadas ou no topo do caule, com cálice tubular com cinco sépalas abertas estendidas com um diâmetro de cerca de 3 cm, dobradas com as bordas recortadas. Apresenta uma vasta variedade de cores desde o branco, rosa, vermelho e amarelo, com diversas tonalidades e mistura. O fruto é uma cápsula. Estas plantas podem atingir alturas de 20 - 45 cm.
sexta-feira, 13 de março de 2009
LENDAS DE PORTUGAL - V - ELVAS
O rapto de D. Mência
Um amor infeliz? Que lhe havemos de fazer? Trata-se de D. Lopo de Mendonça, um fidalgo de Elvas com poucos recursos. Assim, sendo uma figura galante, quando pensa em dar um passo mais sério, a caminho do altar, leva com um rotundo não do pai da noiva, que prefere sempre alguém de fortuna. A lenda tem a data de 1637, o que quer dizer que em Elvas, nessa altura, era um andar para lá e para cá no que se refere a Espanha. Ora desta vez, o jovem Lopo é convidado para um baile em Zafra, a pouca distância de Badajoz. Nada que um cavalo não consiga resolver numas horas. E lá foi. A função era em casa dos ricos Ugarte, onde conheceria o grande amor da sua curta vida, D. Mência. Ela também se apaixonou por ele. E o cavalo passou a fazer Elvas-Zafra com os olhos fechados.
Um dia, Lopo regressa a Elvas e dá de caras com o seu grande amigo Álvaro, que lhe nota um ar triste. Nada mais simples, a jovem Mência, por ordem do pai estava para casar com um membro da poderosa família Ramirez del Prado. Como ela tivesse dito não, o pai fechara-a no mosteiro das religiosas de Santa Clara. Felizmente haviam arranjado uma noviça como pombo-correio.
Álvaro é jovem como Lopo e sugere-lhe que a rapte e a traga para Elvas, que ficaria sob a protecção de sua mãe. No dia imediato à chegada casariam e depois logo se veria! Lopo de Mendonça entusiasma-se e lá vai numa cavalgada a Zafra. Consegue que a noviça lhe traga a namorada à fala. Ele empoleirado numa árvore e ela atrás das grades da janela do mosteiro. Mência acede ao rapto e combinam para o dia seguinte de madrugada, ele passará uma corda para o alto da torre e irá lá buscá-la. Em baixo, apenas o seu cavalo e um pajem.
À hora marcada, no alto da torre, Mência aguarda o seu amor. Este chega à base da torre e prepara a corda. A seu lado está o pajem. Não há movimentos suspeitos, nem acha provável que os haja porque fez tudo aquilo pela calada. Deita a mão à corda e, num momento, fica cercado por cinco espadas. O pai de Mência, que avança e o esbofeteia, e quatro criados. Um destes criados é, já se vê, o pajem que ele nessa tarde contratara em Zafra.
E temos uma bela cena de capa e espada. A primeira cutilada de espada ágil do jovem Lopo de Mendonça é mortal e acerta no homem que ele queria ter como sogro. Depressa retira a lâmina ensanguentada e consegue misturar o sangue nobre do fidalgo de Zafra com o vermelhão vulgar dos seus criados. Os outros dois sicários, vendo as coisas mal paradas, desatam a fugir, que o jovem Lopo lhes pareceu demasiado saldado para eles.
No alto da torre do mosteiro, D. Mência está desmaiada nos braços da noviça-correio. O namorado monta e segue para Sevilha. Aí alista-se numa tropa que vai para Nápoles. Entra em batalhas, é ferido muitas vezes. Quer apagar a morte do pai da namorada. Entretanto sabe que esta professou mesmo. E cada vez mais se envolve em batalhas até que a morte lhe apaga da memória o espectro do fidalgo de Zafra.
Um amor infeliz? Que lhe havemos de fazer? Trata-se de D. Lopo de Mendonça, um fidalgo de Elvas com poucos recursos. Assim, sendo uma figura galante, quando pensa em dar um passo mais sério, a caminho do altar, leva com um rotundo não do pai da noiva, que prefere sempre alguém de fortuna. A lenda tem a data de 1637, o que quer dizer que em Elvas, nessa altura, era um andar para lá e para cá no que se refere a Espanha. Ora desta vez, o jovem Lopo é convidado para um baile em Zafra, a pouca distância de Badajoz. Nada que um cavalo não consiga resolver numas horas. E lá foi. A função era em casa dos ricos Ugarte, onde conheceria o grande amor da sua curta vida, D. Mência. Ela também se apaixonou por ele. E o cavalo passou a fazer Elvas-Zafra com os olhos fechados.
Um dia, Lopo regressa a Elvas e dá de caras com o seu grande amigo Álvaro, que lhe nota um ar triste. Nada mais simples, a jovem Mência, por ordem do pai estava para casar com um membro da poderosa família Ramirez del Prado. Como ela tivesse dito não, o pai fechara-a no mosteiro das religiosas de Santa Clara. Felizmente haviam arranjado uma noviça como pombo-correio.
Álvaro é jovem como Lopo e sugere-lhe que a rapte e a traga para Elvas, que ficaria sob a protecção de sua mãe. No dia imediato à chegada casariam e depois logo se veria! Lopo de Mendonça entusiasma-se e lá vai numa cavalgada a Zafra. Consegue que a noviça lhe traga a namorada à fala. Ele empoleirado numa árvore e ela atrás das grades da janela do mosteiro. Mência acede ao rapto e combinam para o dia seguinte de madrugada, ele passará uma corda para o alto da torre e irá lá buscá-la. Em baixo, apenas o seu cavalo e um pajem.
À hora marcada, no alto da torre, Mência aguarda o seu amor. Este chega à base da torre e prepara a corda. A seu lado está o pajem. Não há movimentos suspeitos, nem acha provável que os haja porque fez tudo aquilo pela calada. Deita a mão à corda e, num momento, fica cercado por cinco espadas. O pai de Mência, que avança e o esbofeteia, e quatro criados. Um destes criados é, já se vê, o pajem que ele nessa tarde contratara em Zafra.
E temos uma bela cena de capa e espada. A primeira cutilada de espada ágil do jovem Lopo de Mendonça é mortal e acerta no homem que ele queria ter como sogro. Depressa retira a lâmina ensanguentada e consegue misturar o sangue nobre do fidalgo de Zafra com o vermelhão vulgar dos seus criados. Os outros dois sicários, vendo as coisas mal paradas, desatam a fugir, que o jovem Lopo lhes pareceu demasiado saldado para eles.
No alto da torre do mosteiro, D. Mência está desmaiada nos braços da noviça-correio. O namorado monta e segue para Sevilha. Aí alista-se numa tropa que vai para Nápoles. Entra em batalhas, é ferido muitas vezes. Quer apagar a morte do pai da namorada. Entretanto sabe que esta professou mesmo. E cada vez mais se envolve em batalhas até que a morte lhe apaga da memória o espectro do fidalgo de Zafra.
sábado, 7 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Iniciativa: Universidade Sénior reclama "Tesouro de Chão de Lamas"
Cidadãos querem reaver tesouro vendido a Madrid
As peças estão em exposição no Museu Arqueológico desde 1922
Moedas do período romano e seis peças de ourivesaria arcaica, dos séculos II e I a.C., de prata, atribuídas aos lusitanos. É este conjunto, conhecido como o "Tesouro de Chão de Lamas", que a Universidade Sénior de Miranda do Corvo quer ver de regresso a Portugal.
O tesouro foi encontrado na aldeia de Chão de Lamas, do concelho de Miranda do Corvo, em 1913 e desde 1922 que está em exposição no Museu Arqueológico Nacional em Madrid.
Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa, reconhece o valor do tesouro e defende que se regressar para Portugal, deverá ser integrado na colecção existente na instituição que dirige, "que tem uma das mais importantes colecções de ourivesaria arcaica de toda a Europa".
Considerando "legítima e até saudável" a reivindicação da Universidade Sénior de Miranda do Corvo, Luís Raposo reconhece que, "do ponto de vista jurídico será muito difícil reclamar o regresso a Portugal das peças".
O responsável lembra que, neste caso em concreto, não houve uma usurpação indevida do conjunto. No início dos anos 20 de século XX, quando o proprietário quis vender o tesouro, o Estado português não se terá mostrado interessado na sua compra. Daí a venda ao museu espanhol.
No entanto, os cerca de 85 estudantes da Universidade Sénior estão apostados em fazer regressar a Portugal o espólio. E para angariarem mais apoios para a sua causa, agendaram para dia 27 uma palestra de arqueologia, na Universidade de Coimbra. No dia 8 de Abril deslocam-se à Assembleia da República onde devem ser recebidos pelos grupos parlamentares. Está também já marcada uma ida ao museu madrileno.
Cidadãos querem reaver tesouro vendido a Madrid
As peças estão em exposição no Museu Arqueológico desde 1922
Moedas do período romano e seis peças de ourivesaria arcaica, dos séculos II e I a.C., de prata, atribuídas aos lusitanos. É este conjunto, conhecido como o "Tesouro de Chão de Lamas", que a Universidade Sénior de Miranda do Corvo quer ver de regresso a Portugal.
O tesouro foi encontrado na aldeia de Chão de Lamas, do concelho de Miranda do Corvo, em 1913 e desde 1922 que está em exposição no Museu Arqueológico Nacional em Madrid.
Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa, reconhece o valor do tesouro e defende que se regressar para Portugal, deverá ser integrado na colecção existente na instituição que dirige, "que tem uma das mais importantes colecções de ourivesaria arcaica de toda a Europa".
Considerando "legítima e até saudável" a reivindicação da Universidade Sénior de Miranda do Corvo, Luís Raposo reconhece que, "do ponto de vista jurídico será muito difícil reclamar o regresso a Portugal das peças".
O responsável lembra que, neste caso em concreto, não houve uma usurpação indevida do conjunto. No início dos anos 20 de século XX, quando o proprietário quis vender o tesouro, o Estado português não se terá mostrado interessado na sua compra. Daí a venda ao museu espanhol.
No entanto, os cerca de 85 estudantes da Universidade Sénior estão apostados em fazer regressar a Portugal o espólio. E para angariarem mais apoios para a sua causa, agendaram para dia 27 uma palestra de arqueologia, na Universidade de Coimbra. No dia 8 de Abril deslocam-se à Assembleia da República onde devem ser recebidos pelos grupos parlamentares. Está também já marcada uma ida ao museu madrileno.

Outras peças portuguesas no estrangeiro
O "Tesouro de Chão de Lamas" não é o único que se encontra fora do País.
O Museu Britânico em Londres e o Museu das Antiguidades Nacionais de França em Paris, são dois outros exemplos onde se podem admirar peças valiosas descobertas em Portugal. A xorca (espécie de colar) de ouro da Penha verde, recolhida na serra de Sintra no final do século XIX, encontra-se desde o início do século XX em exposição no Museu Britânico. Uma outra peça de ourivesaria arcaica, o denominado "colar de Coimbra", em ouro, também foi vendido e os portugueses, para o verem, têm de se deslocar a Paris. Situações deste género dificilmente aconteceriam hoje em dia. A legislação actual impede que peças classificadas do ponto de vista patrimonial e cultural sejam exportadas para fora do país de origem.
Diário de Notícias - 5.03.2009-
quinta-feira, 5 de março de 2009
AS MÃOS
As mãos pegam na enxada,
Com elas se planta a flor.
Não há mão mais calejada
Que a mão do cavador.
***
Há mãos tão abençoadas,
Que salvam lares inteiros.
Às vezes ficam queimadas,
São as mãos dos bombeiros.
***
Também há mãos decididas,
Que aliviam muitas dores.
E essas mãos tão queridas,
São mãos dos doutores.
***
Também há mãos carinhosas,
Mãos de amor mensageiras.
Que ajudam, tão bondosas,
São as mãos das enfermeiras.
***
Com as mãos se faz pintura,
Com elas se escreve a canção,
Com elas se dá ternura
E se sente o coração.
***
Existem mãos tão ladinas,
Em que pomos esperanças!
São as mãos pequeninas,
As mãos das nossas crianças.
***
Há mãos de grande valor,
Cumprindo tão nobres metas.
São as mãos do professor,
Entre livros e poetas.
***
Com as mãos também se erra!
A mão de tudo é capaz!
Com as mãos fazem guerra,
Não as mandam fazer paz!
***
Com as mãos reza a Deus,
Com as mãos roga aos Céus,
Com as mãos pede a Deus,
P'ra salvar os filhos seus!
***
Albertina Coelho Rodrigues
Não há mão mais calejada
Que a mão do cavador.
***
Há mãos tão abençoadas,
Que salvam lares inteiros.
Às vezes ficam queimadas,
São as mãos dos bombeiros.
***
Também há mãos decididas,
Que aliviam muitas dores.
E essas mãos tão queridas,
São mãos dos doutores.
***
Também há mãos carinhosas,
Mãos de amor mensageiras.
Que ajudam, tão bondosas,
São as mãos das enfermeiras.
***
Com as mãos se faz pintura,
Com elas se escreve a canção,
Com elas se dá ternura
E se sente o coração.
***
Existem mãos tão ladinas,
Em que pomos esperanças!
São as mãos pequeninas,
As mãos das nossas crianças.
***
Há mãos de grande valor,
Cumprindo tão nobres metas.
São as mãos do professor,
Entre livros e poetas.
***
Com as mãos também se erra!
A mão de tudo é capaz!
Com as mãos fazem guerra,
Não as mandam fazer paz!
***
Com as mãos reza a Deus,
Com as mãos roga aos Céus,
Com as mãos pede a Deus,
P'ra salvar os filhos seus!
***
Albertina Coelho Rodrigues
**********************
Albrecht Duerer 1471-1528

domingo, 1 de março de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Centro de arte em Vilamoura abre ao público a 18 de Abril
Primeira exposição com colecção Cachola, Prates e Graça Morais
O grupo imobiliário Lusort vai inaugurar, a 18 de Abril, o Centro de Arte Contemporânea de Vilamoura, num dos antigos edifícios da Sociedade Agrícola da Quinta da Quarteira.
A primeira exposição vai reunir obras do Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Colecção António Cachola, Fundação António Prates, centro de Arte Contemporânea de Bragança/Graça Morais e uma instalação de Cristina Ataíde.
Apostando na arte contemporânea "como elemento fundamental para a vivência de Vilamoura", como refere o grupo em comunicado, a primeira mostra neste novo espaço contará com trabalhos dos artistas Álvaro Lapa, Cristina Ataíde, Graça Morais, Helena Almeida, Ilda David, João Galrão, João Vieira, Jorge Martins, Jorge Molder, José Pedro Croft, Júlio Pomar, Pedro Calapez, Pedro Portugal, Pedro Proença,Pedro Tudela, Rui Chafes, Rui Sanches e Vasco Araújo, entre outros.
Recorde-se que a primeira iniciativa da Lusort no domínio da arte contemporânea aconteceu no Verão do ano passado, fruto de uma parceria com a Inframoura que se traduziu na exposição de uma instalação de João Pedro Vale nas ruínas romanas do Cerro da Vila.
Primeira exposição com colecção Cachola, Prates e Graça Morais
O grupo imobiliário Lusort vai inaugurar, a 18 de Abril, o Centro de Arte Contemporânea de Vilamoura, num dos antigos edifícios da Sociedade Agrícola da Quinta da Quarteira.
A primeira exposição vai reunir obras do Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Colecção António Cachola, Fundação António Prates, centro de Arte Contemporânea de Bragança/Graça Morais e uma instalação de Cristina Ataíde.
Apostando na arte contemporânea "como elemento fundamental para a vivência de Vilamoura", como refere o grupo em comunicado, a primeira mostra neste novo espaço contará com trabalhos dos artistas Álvaro Lapa, Cristina Ataíde, Graça Morais, Helena Almeida, Ilda David, João Galrão, João Vieira, Jorge Martins, Jorge Molder, José Pedro Croft, Júlio Pomar, Pedro Calapez, Pedro Portugal, Pedro Proença,Pedro Tudela, Rui Chafes, Rui Sanches e Vasco Araújo, entre outros.
Recorde-se que a primeira iniciativa da Lusort no domínio da arte contemporânea aconteceu no Verão do ano passado, fruto de uma parceria com a Inframoura que se traduziu na exposição de uma instalação de João Pedro Vale nas ruínas romanas do Cerro da Vila.
(Graça Morais)De Quinta da Quarteira a Vilamoura
O edifício do futuro Centro de Arte Contemporânea de Vilamoura pertencia à Sociedade Agrícola da Qinta da Quarteira, propriedade cuja história remota a 1413, ano em que D. João I a atribuiu a Gonçalo Nunes Barreto. Vendida em 1915 à Sociedade Santos Lima, seria adquerida em 1929 por João Júdice Fialho, empresário de Portimão que modernizou a exploração agrícola e desenvolveu as instalações para conservação e armazenagem de produtos. Nos anos 60, a Quinta da Quarteira seria vendida pelos herdeiros de Júdice Fialho ao banqueiro Arthur Cupertino de Miranda, para ali nascer o maior empreendimento turístico privado da Europa: Vilamoura.
O edifício, que em tempos funcionou como adega e entreposto de produtos agrícolas, está actualmente a ser recuperado para acolher uma sala de exposições e cafetaria, e pretende "preencher uma importante lacuna no espaço geográfico de Vilamoura", refere a Lusort. Este grupo, principal promotor imobiliário de Vilamoura, está a desenvolver o plano de urbanização Vilamoura XXI, no qual se destaca o projecto da Cidade Lacustre.
Diário de Notícias -28.02.2009-
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A MINHA OPINIÃO
Na passada Sexta-Fª, dia 13, o meu marido e eu fomos assistir a um concerto do grupo “Amira” no Auditório Municipal de Albufeira, integrado no IX Festival de Música Al-Mutamid.
Chegamos as 21.05 horas e o Auditório já se encontrava completamente cheio, com pessoas em pé e sentados nas escadas. Também nos sentamos nas escadas e esperamos que o espectáculo começasse.
Ao fim de 70 minutos (sem intervalo) saímos de lá, com dores nas costas e pernas adormecidas, mas valeu a pena!
O grupo constituído por três músicos, um cantor e uma bailarina derem um espectáculo excelente. A mistura da música árabe com a música e dança (Flamenco) espanhola foi muito bem conseguida.
A bailarina dançou com muita elegância mas também com muita garra!
Werngard
Chegamos as 21.05 horas e o Auditório já se encontrava completamente cheio, com pessoas em pé e sentados nas escadas. Também nos sentamos nas escadas e esperamos que o espectáculo começasse.
Ao fim de 70 minutos (sem intervalo) saímos de lá, com dores nas costas e pernas adormecidas, mas valeu a pena!
O grupo constituído por três músicos, um cantor e uma bailarina derem um espectáculo excelente. A mistura da música árabe com a música e dança (Flamenco) espanhola foi muito bem conseguida.
A bailarina dançou com muita elegância mas também com muita garra!
Werngard
domingo, 15 de fevereiro de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Nove portugueses inscritos em clínica que aceita eutanásia
Suicídio assistido: Instituição suíça já concretizou 961 pedidos de 55 países
Sete homens e duas mulheres portugueses estão inscritos na associação suíça Dignitas, que ajuda residentes e estrangeiros a recorrer ao suicídio assistido quando têm essa vontade. Ludwig Minelli, secretário-geral da instituição, disse ao DN que a Dignitas tem nove associados portugueses, mas avança que, até agora, não pediram para pôr fim à vida.
Laura Santos, professora na Universidade do Minho, a recuperar de um cancro, admite recorrer à Dignitas. Fala em "seguro de morte doce, para o caso de algo correr mal. Muitas vezes as pessoas não chegam a fazê-lo e podem desistir".
A associação tem mais de seis mil associados de 55 países, é a única da Suíça que responde a pedidos de estrangeiros, mediante o pagamento de uma inscrição de 130 euros e de uma quota anual de 53 euros. O procedimento custa dois mil euros, incluindo gastos com medicamentos, cremação e o envio do corpo para o país desejado.
Quando o sócio da associação toma a decisão de morrer de forma assistida - e que tem de ser validada por médicos - pode ir com a família. Toma uma substância para evitar o vómito e depois bebe, sem ajuda, o sódio pentobarbital misturado com água, que deixa a pessoa inconsciente e depois a mata, sem dor.
Minelli refere que as inscrições de portugueses começaram em 2003 e têm vindo a aumentar todos os anos. "Tenho indicação que são pessoas de Azeitão, Torres Novas, Lisboa, Braga, Colares, Resende, Faro e Moncarapacho", frisa o advogado. A mais noiva nasceu em 1976 e a mais velha em 1927, mas quase todos nasceram antes de 60.
A Dignitas concretizou "961 suicídios", na maioria de alemães, ingleses e franceses. o objectivo da instituição não é só ajudar quem pede, mas "defender o direito a acabar a vida sem dor e com dignidade". Minelli lembra que o suicídio assistido reduz as tentativas de suicídio. "Cerca de 49 em 50 tentativas não são bem sucedidas, em muitos casos, danos irreversíveis para a pessoa".
INTERVENÇÃO NA MORTE?
EUTANÁSIA: Morte do doente com intervenção médica, após pedido por escrito. O doente está em sofrimento e sem perspectiva de melhorar. A morte é combinada e analisada por mais do que um médico.
SUICÍDIO ASSISTIDO: Nesta situação é o próprio doente que põe fim à própria vida, ingerindo a substância letal. É esse o ponto diferenciador da eutanásia. Pode fazê-lo em casa ou em unidades de saúde.
MEIOS PARA MANTER VIDA: O uso de meios extraordinários para garantir a sobrevivência (tratamentos). A definição é polémica, visto haver quem inclua nela a alimentação e hidratação e quem as exclua.
MÉDICOS E LEI SÃO CONTRA
O bastonário da Ordem dos Médicos considerou ontem (11.02.2009) que a legalização da eutanásia seria um "risco social e um grande retrocesso civilizacional" e iria levar a um "desinvestimento na área da saúde". O Código Penal português não a permite, estabelecendo penalizações sérias para quem a pratique. O código deontológico dos médicos diz que a "utilização de meios extraordinários para a manter a vida no caso de pessoa ter morte cerebral ou a pedido do próprio doente. Mas já não admite essa possibilidade em caso de alimentação artificial.
DIREITO EXISTE EM QUE PAÍSES?
Na Suíça é permitido o suicídio assistido, autorizado por médicos. Tem de ser a pessoa a tomar a substância letal.
Na Holanda e na Bélgica (neste, só residentes) é permitido o suicídio assistido e eutanásia. O médico tem der estar presente.
Colômbia despenaliza eutanásia; Washington têm suicídio assistido.
Diário de Notícias 12.02.2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
TULIPA
Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Liliales
Família: Liliaceae
Género: Tulipa
Origem: Ásia Central
A tulipa L. é um género de plantas angiospermas(plantas com flores) da família das liláceas.
Com cerca de cem espécies, as tulipas têm folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste erecta, com flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.
O bulbo contém alcalóides termoestáveis e cristais de oxalado de cálcio. Manipulados libertam um pó que pode provocar conjuntivites, rinites e até crises de asma.
História
As tulipas são originárias da Ásia central e não dos Países Baixos, como o senso comum leva a imaginar. Foram levadas para a Holanda em 1560 pelo botânico Conrad von Gesner. O nome da flor foi inspirado na palavra turco.otomana tülbend, posteriormente afrancesada para tulipe, que originalmente significa turbante, considerando a forma da flor invertida. Algumas referências defendem que as tulipas seriam originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e para a Pérsia.
Chinesas ou turcas, o facto é que elas se transformaram numa paixão para os holandeses e essa paixão foi tanta que gerou até uma especulação financeira envolvendo os bulbos desta planta, chegando a ser a quarta maior fonte de renda do país, no que ficou conhecido como mania da tulipas (ou tulipamania). A área mais antiga de cultivo de tulipas nesse país é a que circunda a cidade de Lisse. hoje, é a flor nacional da Turquia (é nativa lá) e do Irão.
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Liliales
Família: Liliaceae
Género: Tulipa
Origem: Ásia Central
A tulipa L. é um género de plantas angiospermas(plantas com flores) da família das liláceas.
Com cerca de cem espécies, as tulipas têm folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste erecta, com flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.
O bulbo contém alcalóides termoestáveis e cristais de oxalado de cálcio. Manipulados libertam um pó que pode provocar conjuntivites, rinites e até crises de asma.

História
As tulipas são originárias da Ásia central e não dos Países Baixos, como o senso comum leva a imaginar. Foram levadas para a Holanda em 1560 pelo botânico Conrad von Gesner. O nome da flor foi inspirado na palavra turco.otomana tülbend, posteriormente afrancesada para tulipe, que originalmente significa turbante, considerando a forma da flor invertida. Algumas referências defendem que as tulipas seriam originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e para a Pérsia.
Chinesas ou turcas, o facto é que elas se transformaram numa paixão para os holandeses e essa paixão foi tanta que gerou até uma especulação financeira envolvendo os bulbos desta planta, chegando a ser a quarta maior fonte de renda do país, no que ficou conhecido como mania da tulipas (ou tulipamania). A área mais antiga de cultivo de tulipas nesse país é a que circunda a cidade de Lisse. hoje, é a flor nacional da Turquia (é nativa lá) e do Irão.
MAR SONORO
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Porco bísaro de Trás-os-Montes uma raça de suínos única em Portugal
Segundo o Recenseamento Geral de Gados no Continente do reino de Portugal de 1870, a definição de bísaro é o nome que se dá nas províncias do Centro e Norte do país a uma raça de porco esgalgado, pernalto e de orelhas pendentes para distinguir do porco roliço e pernicurto do Alentejo.
São animais que chegam a atingir mais de um metro de altura e metro e meio da nuca até à raiz da cauda. Apresenta-se com pelagem preta, branca ou malhada, pele grossa e com cerdas compridas, grossas e abundantes. A cabeça é comprida e espessa, com orelhas compridas, largas e pendentes, de face pouco desenvolvida e boca grande. Apresenta ainda o pescoço comprido e, normalmente, musculado.
Entre as características, distingue-se ainda o tronco comprido, dorso arqueado, tórax alto, achatado e pouco profundo, flanco largo e pouco descido, garupa estreita descaída e pouco musculada, ventre esgalgado. O membros são compridos, ossudos e pouco musculados. As coxas são de bom comprimento e deficiente espessura por serem pouco musculadas. São descritos como animais de temperamento bastante dócil, vagarosos e com movimentos pouco graciosos. Reproduz-se muito.
A carcaça do porco bísaro tem uma proporção de músculo maior que de gordura, obtendo-se uma carne pouco atoucinhada mas muito entremeada, cujo sabor é melhorado com a alimentação a que estes animais são submetidos que é rica e variada.
Actualmente a raça distribui-se essencialmente pela região de Alfândega da Fé, Bragança, Vila Flor, Chaves, Miranda do Douro, Mogadouro, Moncorvo, Montalegre, Valpaços, São João da Pesqueira, Moimenta da Beira, Vila Real, Vimioso e Vinhais, sendo neste último onde se encontram o maior número de explorações. Podem ainda ser encontradas algumas explorações no Minho, Douro Litoral e Beira Litoral.

RECEITA
Ossos de suã com couves
Prepara o osso de suã aos bocados e deixe de molho um dia para o outro. Ponha-os a cozer em água com sal. Retire os ossos e no caldo coza uma couve e à parte 500 gr de feijão-frade. Num tacho refogado de azeite, 2 cebolas às rodelas, 2 dentes de alho picados, 1 folha de louro e salsa picada e deixe alourar. Junte-lhe a couve e o feijão. Continue o refogado erectifique temperos. Sirva numa travessa os ossos com a couve e o feijão.
Diário de Notícias - 1.2.2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
LENDAS DE PORTUGAL - IV - SILVES

O rapaz da guitarra
Duas boas aldeias do concelho de Silves queriam constituir freguesia, mas discutiam entre si por causa da localização da sede. De um lado era Cortes e do outro Messines, não se entendendo. Mas, finalmente, lá chegaram a um acordo.
Cada uma das aldeias arranjou um cavalo e um cavaleiro, depois o das Cortes foi para Messines e o de Messines para as Cortes. À mesma hora saiu cada um deles em direcção à sua terra. No lugar em que se encontraram aí foi construída a sede da sua freguesia. E é aí que se encontra implantada S. Bartolomeu de Messines.
Agora vamos a outra lenda. Esta diz-nos que nos limites da freguesia de Messines com a freguesia de S. Marcos fica o Pego da Carriça. Pois certa noite ali passava um rapaz que levava consigo uma guitarra. Ia para uma festa qualquer. E às tantas ouviu que o chamavam. E lhe pediam que tocasse a guitarra. Julgando que era alguém a querer gozar à sua custa, achou graça e sem se importar de não ver ninguém, toca de tocar a bom tocar. E então escutou uma voz que lhe dizia: "Por mais espantoso que seja, não te admires com coisa nenhuma!"
E o que é que aconteceu? Pois viu um porco a dançar ao som da guitarra. Logo a seguir viu um touro a fazer a mesma coisa. E não tardou que se lhes juntasse uma serpente. Ele só se ria, sem perceber muito bem o que se passava.
Às tantas, a serpente saiu do pego e veio enroscar-se nas pernas dele. E ele continuou a tocar. Mas a serpente ergueu a cabeça no intuito de lhe dar um beijo. Mas o rapaz, naquele instante, soltou as cordas e disse: "Valha-me Maria Santíssima!"
A serpente desapareceu. E o touro. E o porco. E uma voz zangada disse: "Ah, ladrão, que dobraste o meu encanto! A minha irmã ia dar-te um beijo e era só o que lhe faltava para ficarmos todos desencantados..."
"O que ela queria era tirar-me os óleos no baptismo!"
"Pois, mas perdeste grandes tesouros que estavam guardados para ti!"
Sem dar mais nenhuma palavra, o rapaz meteu a guitarra debaixo do braço e foi-se embora, jurando que nunca mais voltaria a passar por ali.
Bem, já agora não saímos da freguesia. Pois em S. Bartolomeu de Messines há umas casas grandes que as pessoas dizem estarem assombradas. Pois deu-as um homem a um afilhado que para lá foi viver com a mulher. Ele trabalhava nos campos, a mulher fazia-lhe a comida e ia levar-la. Um dia atrasou-se no cozinhar e apareceu-lhe um mourinho para a ajudar durante cinco anos. Se ela deixasse, ao fim desse tempo, ele dar-lhe-ia um tesouro, que lhe mostrou. Mas seria segredo. Ora ela começou a desleixar, fiada que ia ser rica. O marido, vendo-a diferente chegou de repente a casa e ouviu-a falar. Lá confessou que era o mourinho e contou-lhe tudo. Então começou a definhar até que morreu, castigada pelo ajudante. E o viúvo, triste, foi para muito longe.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
BOLÍVIA - Os índios liderados por um ayamara
A Bolívia é uma nação dividida entre as ricas regiões do leste e o pobre altiplano andino.
O país que deve o nome ao herói das independências da América, Símon Bolívar (1783-1830) é
uma mescla de culturas indígenas, que representam mais de 70% da população e mantêm a sua língua e cultura próprias. Num território com mais de um milhão de quilómetros quadrados (o dobro de Espanha), vive uma minoria branca, outra de mestiços e ainda 37 grupos étnicos. Os principais são os aymaras, que representam 32% da população de 9,3 milhões de habitantes, e os quechuas (18%). Nas últimas décadas, têm vindo a ganhar representação política, de tal forma que em 2005 foi eleito o primeiro presidente indígena no país, Evo Morales, um aymara.
Até então dominados pela elite branca, herdeira dos conquistadores espanhóis que chegaram em 1524, os indígenas procuram durante o mandato de Morales acabar com a discriminação de que têm sido alvos. Em parte porque eram poucos aqueles que falavam espanhol, preferindo comunicar em quechua ou aymara (as outras línguas oficiais). A proposta de Constituição, recentemente aprovada por mais de 60% da população, destaca a importância das etnias na formação da Bolívia. Um capítulo inteiro é dedicado aos direitos dos indígenas.
Apesar da aprovação do texto, a Bolívia é um país dividido entre as ricas regiões do leste, onde abundam o gás natural e as propriedades latifundiárias, e o pobre altiplano andino, onde vive a maioria dos indígenas. Os primeiros não querem dividir as riquezas do subsolo com os segundos, que continuam a adorar Pachamama, a terra mãe, e a plantar a folha de coca que já mascavam antes da chegada dos incas (no século XV). Os conquistadores trouxeram o catolicismo, que se tornou na religião oficial (apesar de se manter a ligação aos cultos indígenas). Mas a nova Constituição estabelece um país laico.
Diário de Notícias - 31.01.2009
O país que deve o nome ao herói das independências da América, Símon Bolívar (1783-1830) é
uma mescla de culturas indígenas, que representam mais de 70% da população e mantêm a sua língua e cultura próprias. Num território com mais de um milhão de quilómetros quadrados (o dobro de Espanha), vive uma minoria branca, outra de mestiços e ainda 37 grupos étnicos. Os principais são os aymaras, que representam 32% da população de 9,3 milhões de habitantes, e os quechuas (18%). Nas últimas décadas, têm vindo a ganhar representação política, de tal forma que em 2005 foi eleito o primeiro presidente indígena no país, Evo Morales, um aymara.
Até então dominados pela elite branca, herdeira dos conquistadores espanhóis que chegaram em 1524, os indígenas procuram durante o mandato de Morales acabar com a discriminação de que têm sido alvos. Em parte porque eram poucos aqueles que falavam espanhol, preferindo comunicar em quechua ou aymara (as outras línguas oficiais). A proposta de Constituição, recentemente aprovada por mais de 60% da população, destaca a importância das etnias na formação da Bolívia. Um capítulo inteiro é dedicado aos direitos dos indígenas.
Apesar da aprovação do texto, a Bolívia é um país dividido entre as ricas regiões do leste, onde abundam o gás natural e as propriedades latifundiárias, e o pobre altiplano andino, onde vive a maioria dos indígenas. Os primeiros não querem dividir as riquezas do subsolo com os segundos, que continuam a adorar Pachamama, a terra mãe, e a plantar a folha de coca que já mascavam antes da chegada dos incas (no século XV). Os conquistadores trouxeram o catolicismo, que se tornou na religião oficial (apesar de se manter a ligação aos cultos indígenas). Mas a nova Constituição estabelece um país laico.
Diário de Notícias - 31.01.2009
Tradição: O culto à Pachamama, a terra mãe, é mantido pela maioria indígena. Essas tradições são seguidas pelo Presidente Evo Morales (segunda à esquerda), um índio aymara. Antes de tomar posse, fez questão de organizar uma cerimónia para pedir a aprovação dos deuses.
Folha de coca: Ainda os incas não tinham chegado ao território que hoje é a Bolívia e já se plantava a folha de coca. Os indígenas mascam-na para combater o cansaço.
Minas: Ouro, prata, zinco, gás natural (as segundas maiores reservas do continente) e petróleo. A exploração do subsolo da Bolívia é uma das principais actividades económicas.
Referendo: Mais de 60% dos eleitores aprovaram há uma semana a nova Constituição, que prevê mais direitos para os indígenas e dá ao Estado o controlo sobre os recursos naturais da terra.
Presidente: Evo Morales, um índio aymara, foi eleito em finais de 2005.
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