
terça-feira, 26 de maio de 2009
DUAS LUAS NO CÉU

sábado, 23 de maio de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
A República Federal da Alemanha celebra 60 anos e é uma história de sucesso
Quatro anos após a capitulação da Alemanha nazi, trocadas 169 milhões de palavras e escritas 750 mil páginas, no Conselho Parlamentar, seria promulgada, em Bona, a 23 de Maio de 1949, por Konrad Adenauer, a Lei Fundamental Alemã. "Quem viveu de forma consciente os anos desde 1933, agradece, com o coração comovido, que hoje nasça uma nova Alemanha", foram as palavras do patriarca.
Desmontados, pela geração de 68 e pelo terrorismo da RAF, o conformismo e os mitos do "nicht-gewusst-haben" ("não sabia de nada") e do "nicht-anders-gekonnt-haben" (não podia ter agido de outra forma") e sarada a cicatriz histórica do Muro, o país encontrou o seu lugar no concerto das Nações. Ao celebrar o futebol, em 2006, o povo descobriu que pode acenar a bandeira, ter orgulho em ser alemão, sem ter que se justificar. Passado, identidade e modernidade são os volantes de um único debate sobre o futuro, regido a partir de Berlim. Aos 16 anos de reinado de Helmut Kohl - marcados pela integração europeia e pelo reconhecimento de que Auschwitz tem um carácter único - seguiram-se sete anos de uma coligação entre sociais-democratas e verdes, uma ruptura ideológica e o fim da "República de Bona". Ironicamente serão os representantes da geração de 68, Gerhard Schroeder e Joschka Fischer, que decidirão o uso, sem complexos, da força militar como elemento da política externa, uma evolução que ocorre no contexto da Guerra do Kosovo, em 1999. Mais tarde, Schroeder falará de uma democracia madura "que tem o direito a dizer não". A oposição alemã à estratégia americana no Iraque é reveladora de uma outra aspiração: que a Alemanha seja reconhecida como um parceiro soberano, capaz de se opor aos EUA. Sessenta anos decorridos sobre a sua fundação, 90% dos alemães consideram que a história da República Federal é uma história de sucesso, mais de 70% afirmam que, no país, existe justiça social e cerca de um terço têm orgulho em ser alemães.
Bundespraesident Horst Koehler und Kanzlerin Angela Merkel
Uma campanha imprevisível
Em 2009, o país encontra-se de novo numa fase de mudanças. A eleição como chanceler da líder democrata-cristã, Angela Merkel, em 2005, teve uma dupla dimensão. É histórica, porque ela foi a primeira mulher, o primeiro cidadão do Leste e a mais jovem personalidade a liderar um Governo germânico. Todavia, marca também a emergência de aliança contranatura, ente democratas-cristãos e sociais-democratas, uma grande coligação que poderia ter reformado a Alemanha e não o conseguiu fazer - só o desemprego deve afectar mais de 5 milhões até 2010.
A quatro meses das legislativas, a chanceler vive, ao contrário do seu partido, um invejável estado de graça. E já anunciou estar disposta a formar novo Governo com os liberais do FDP. Como os sociais-democratas também não querem reeditar a presente coligação, a campanha promete. Pela primeira vez, apresentam-se seis partidos e com excepção de um -Die Linke, Partido de Esquerda- todos têm hipótese de integrar o futuro Governo de Berlim.
Visão Nº 846
sábado, 16 de maio de 2009
CATARATAS DE IGUAÇU
Hoje publicamos uma fotografia tirada esta semana. Na terça-feira passada foi registado um baixo volume de água nas Cataratas de apenas 310 metros cúbicos por segundo, quando, normalmente, são registados 1.500 metros cúbicos por segundo.

Werngard
sexta-feira, 15 de maio de 2009
LENDAS DE PORTUGAL - VII - CABECEIRAS DE BASTO
quinta-feira, 14 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA

É pena! Num lado água a mais, no outro começa fazer falta! Visitei, com o meu marido, as Cataratas do Iguaçu em 1997 e são de uma beleza de suster a respiração. Fizemos os passeios do lado do Brasil e também do lado da Argentina. Foi uma experiência inesquesível. Esperamos que a chuva chega em breve!
Werngard
sábado, 9 de maio de 2009
MARGARIDA


domingo, 3 de maio de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Criado em 1975, o orfanato do Sri Lanka tornou-se uma instituição de referência. Até dia 6, uma exposição em Lisboa fala de si.

Sama, hoje com dez anos, chegou ao Orfanato de Elefantes de Pinnawala, no Sri Lanka, em 1995, gravemente ferida: perdera parte de um dos membros anteriores na explosão de uma mina. Fiel ao seu nome, que significa "paz eterna", Sama revelou uma inabalável vontade de viver, ultrapassando as limitações que o acidente lhe impôs.
O seu corpo -Sama tem hoje 1.800 quilos e, somo os elefantes, continuará a crescer até cerca dos 25 anos- tem, porém, vindo a ressentir-se: na impossibilidade de mover-se como os seus pares, a elefante-fêmea está a sofrer graves deformações nas articulações e, sobretudo, na coluna. Para lhe devolver qualidade de vida, uma equipa de profissionais da área da medicina, humana e veterinária, da Áustria, Alemanha e Suécia, desenvolveu uma prótese especialmente pensada para si, a que Sama terá de adaptar-se de forma gradual.
Entre os mais importantes do mundo, o Orfanato de Elefantes de Pinnawala iniciou a sua actividade em 1975, com cinco bebés sem família à sua guarda.
Numa ocasião rara, o dia-a-dia do orfanato está, entretanto, a ser objecto de uma exposição em Lisboa. 21 fotografias do arquitecto e artista plástico João Balthazar, tem por título Guardadores de Elefantes e encontra-se patente até quarta-feira na Gest'Art Gallery do INDEG, a escola de gestão do ISCTE, na Avenida das Forças Armadas.
Em nota de imprensa, o autor recorda a experiência que viveu em 2006, ano em que testemunhou, naquele santuário, a "luta pela sobrevivência, educação e crescimento de jovens perdidos, que precisam de descobrir o seu caminho e o seu espaço".
Diário de Notícias -3.5.2009-

O povo de Sri Lanke é, alem de ser muito pobre, muito simpático e prestável e muito limpo.sexta-feira, 1 de maio de 2009
A MAIA

Quem estiver interassado em saber mais sobre a tradição das "Maias" pode ver nas seguintes páginas:
http://adefesadefaro.blogspot.com/2008/04/os-maios-no-algarve.html
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O homem que salvou o cão-d'água

domingo, 26 de abril de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Etiópia: A nova espécie de acácia "Acacia fumosa" domina uma zona de pelo menos oito mil quilómetros quadrados

O botânico Mats Thulin descobriu uma nova espécie do género Acacia na região etíope de Kebri Dejar, em Ogaden, junto à fronteira com a Somália. O facto de esta área ser de difícil acesso e palco de conflitos constantes fez com que tivesse ficado de fora do olhar atento dos cientistas. Finalmente esta árvore com seis metros de altura, uma copa de oito a dez metros de diâmetro e bonitas flores cor-de-rosa foi descrita na revista Science.
Ao contrário das mais de duas mil plantas descobertas todos os anos, a Acacia fumosa cobre uma área de oito mil quilómetros quadrados - aproximadamente o tamanho de Creta. Não é frequente encontrar uma espécie tão abundante. "O número total de indivíduos deve ser de milhões", disse à Reuters David Mabberley, dos Jardins Botânicos Reais em Kew, no Reino Unido. "Passei a minha vida à procura de novas plantas e a descrever novas espécies e fiquei surpreendido quando soube desta árvore."
No artigo da Science, Mabberley escreveu que a árvore foi ignorada por gerações de botânicos porque são raras as visitas à região de Kebri Dejar, onde a Frente Nacional de Libertação de Ogaden luta por autonomia. Segundo o autor, a descoberta é encorajadora porque é uma prova de que grandes espécies podem ainda ser encontradas, desde as florestas tropicais às profundezas do oceano.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
AS ROSAS
quarta-feira, 22 de abril de 2009
ESTRELÍCIA
Nome científico: Estrelitzia reginae Ait
Família: Strelitziaceae
Distribuição e Habitat: originária da África do Sul e amplamente cultivada na Madeira divido ao seu elevado valor comercial.

domingo, 19 de abril de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA

Um grupo de arqueólogos que há três anos faz escavações sistemáticas junto ao templo Tasposiris Magna, a oeste de Alexandria, afirma que poderá estar próximo de encontrar o túmulo conjunto de Cleópatra e Marco António.

quarta-feira, 15 de abril de 2009
LENDAS DE PORTUGAL - VI - LAGOA

quarta-feira, 8 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
NOTÍCIA DA SEMANA
Por caminhos estreitos e sinuosos, uma pequena maravilha esconde-se à beira-mar, em Carreço. A pouco mais de um quilómetro da movimenta estrada EN 13 erguem-se os moinhos de vento de Montedor, totalmente reabilitados em 2002, depois de anos de abandono, cativando agora muitos turistas "distraídos".
"Andam perdidos pela aldeia e acabam por dar com isto. Depois regressam com amigos", diz Armindo Pires, o moleiro do marinheiro, o mais emblemático dos três moinhos. "É o único do País com as velas em madeira. Só os havia no Minho e só este funciona", conta.
Nem sempre foi assim. Antes de 2002, data em que - depois adquirido pela Câmara do Viana do castelo - foi transformado em núcleo museológico, do moinho restavam as paredes. "Foi uma reabilitação difícil porque não havia quem conhecesse a arte, a madeira tinha de ser especial. Mas ao fim de alguns anos lá se conseguiu recuperar tudo."
Além do marinheiro, o núcleo museológico entretanto criado conta com outro moinho, o de Cima, a poucos metros de distância, transformado num centro de interpretação. Mais afastado está o Do Petisco, mas este na posse de privados. Todos se erguem em Montedor, rodeados pelo monte e apenas com o mar de fundo. Neto do proprietário inicial dos dois moinhos, Armindo Pires, empregado fabril de 50 anos, aceitou o convite e ficou encarregado de o "fazer funcionar" e abrir aos turistas, a quem explica detalhadamente o seu funcionamento. "Andei por aqui com o meu pai até aos 17 anos e era dos únicos que ainda sabia trabalhar com isto", explica.
Continua a manter "totalmente operacional" o principal moinho. "Sempre que preciso faço a farinha para as minhas galinhas aqui". Os dois estão, por norma, de portas abertas ao fim-de-semana e surpreendem os turistas por funcionarem sem velas de pano. Aqui entra a explicação do moleiro: Para evitar a compra de um tecido caro em 1937, as pás foram feitas com (cada uma) seis placas de madeira fina, "que abundava na zona".
Apesar da ausência de comemorações a nível nacional, o Dia dos Moinhos assinala-se terça-feira e algumas autarquias tentam fomentar a data. É o caso de Viana do Castelo que prevê para o próximo fim-de-semana visitas aos moinhos de Rodízio, uma azenha copeira em Outeiro ou aos moinhos de vento em Montedor. Em Viana do Castelo existe ainda um moinho de maré, as azenhas de D. Prior, na Meadela.
Com o livro de visitas na mão, Armindo lembra as mensagens deixadas por turistas ingleses, finlandeses, suíços e espanhóis. E até uma japonesa o visitou. "Descobrem na Internet e aparecem por cá. Há muitos que não resistem e acabam por regressar", conta orgulhoso, o moleiro de serviço no Marinheiro.

Diário de Notícias -3.4.2009-
A Azenha
No concelho de Albufeira, propriamente na freguesia de Paderne, encontra-se também um moinho de água, a azenha. O moinho fica junto a ribeira de Quarteira e foi totalmente recuperado, no ano 1980, por um grupo de amigos de Albufeira.
Também se conheceu na altura o último moleiro Snr. Manuel e a esposa que viveram e trabalharam durante décadas na dita azenha.
Depois da recuperação foram lá feitas muitas festas tradicionais e o moleiro pôs o moinho a trabalhar. Com a farinha assim produzida cozeu-se o pão no formo a lenha.
O moleiro Snr. Manuel Cevadinha deixou-nos também uma quadra alusiva aos moinhos:
No caminho da ribeira
Vai com o burro o tio Roque
Leva o grão para moer
Arre burro tic-toc.
Na azenha a mó moendo
Vai moendo sem cessar
Breve do grão será
Farinha e depois pão do nosso lar.
E na mó moendo
Não há ninguem que lhe toque
E a caminho da ribeira
Vai andando o tio Roque
A água da ribeira sempre correr
E a mó de pedra sempre a moer.

Werngard



